Ministro da Saúde ajuda a politizar caso da Ypê
Alexandre Garcia
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Bom dia. Olha, eu não falei até hoje da história do IP, né? Que foi proibido pela Anvisa, dizendo que tinha uma bactéria. A primeira coisa que me ocorreu, gente, desinfetante com bactéria. Isso pra mim é um paradoxo. É uma coisa impossível. Desinfetante vem exatamente pra matar bactéria. Como é que tem uma bactéria nadando lá no desinfetante? Incrível. Aí a gente fica pensando em tudo. Sabotagem, qualquer coisa.
Mas enfim, foram proibidos os produtos da empresa lá de Amparo, os produtos além do desinfetante, lava-louça, lava-roupa. É uma das maiores empresas desses produtos. E aí como essa empresa contribuiu, essa empresa, não os donos da empresa, contribuíram para a campanha de Bolsonaro.
Aí já se politizou, já se imaginou que a Anvisa estava partindo aí já para dar um aviso para a próxima campanha eleitoral. Olha, se patrocinar campanha de gente oposta a nós, a gente vai perseguir. Ficou isso no ar. Mas, está, politizaram, aqui no Brasil estão politizando.
tudo, a Anvisa disse que vai ver de novo, eu acho que ver de novo, examinar de novo, tem que trocar equipe, mas aí passar por um exame para saber qual é a equipe neutra, que tem que ser equipe isenta. Mas o que eu queria, a razão pela qual eu falei hoje, é que o ministro da saúde entrou nisso.
Alexandre Padilha, aquele que está sem visto para os Estados Unidos por causa do tráfico de escravos, supostos médicos cubanos, que recebiam, sei lá, 12%, 15%, e o resto ia tudo para o regime cubano. E com a anuência do Brasil.
E a concordância do Brasil, e provavelmente o estímulo do Brasil, o mesmo Brasil que recomendou a Odebrecht dar propina para a mulher do presidente do Peru, que hoje está abrigada em São Paulo, não sei quem está pagando, se somos nós ou não. O mesmo governo que patrocina o porto de Havana, o porto de Mariel, que faz obras e túneis lá na Venezuela.
E essas coisas. Os favores das ditaduras amigas. E quando a gente diz que é amigo do ditador, aí não pode dizer também que está proibido. Aí se revoga a Constituição na parte que garante, pelo artigo 220, a liberdade de informação. Mas isso é uma outra questão. Aí agora o ministro Alexandre Padilha, como eu vinha dizendo,
Resolveu defender a Anvisa e dizendo que se politizou através da internet, que é uma barbaridade e tal, desinformação. Gente, a Anvisa é uma agência que tem que ser independente. Ela não é uma agência do Ministério da Saúde. E agora o Ministro da Saúde, ao defender e acusar politização desse caso,
Ele próprio está politizando, porque está tomando uma atitude política ao assumir um assunto que é de uma agência independente. Não é isso? Bom, e o outro assunto de que eu queria falar, lá de Curitiba. Vocês lembram daquele vereador que invadiu aquela igreja, Nossa Senhora do Rosário, dos pretos, dos homens pretos, de São Benedito, algo assim? Foi um sacrilégio a invasão da igreja. E ele foi caçado pela Câmara de Vereadores.
E o Supremo, mais uma vez, intervindo, interferindo no poder legislativo, anulou a cassação dele. Ele se elegeu deputado estadual. Agora ele está sendo cassado de novo. Dessa vez porque andou a socos e pontapés com um...
cuidador de carro, manobrista. Além de ter também conduzido uma invasão a um supermercado lá em Curitiba. Um deputado estadual. Por falta de decor, a Comissão de Ética decidiu caçá-lo. Agora vai pra Comissão de Constituição e Justiça, depois para o plenário da Câmara Estadual. Enquanto ele se prepara pra ser candidato a deputado federal. Só faltou dizer o nome dele, né? Deixa eu ver aqui. Renato Freitas, que brigou com manobristas, xingamentos, não.
etc. É decoro, é aquilo que eu falo sempre. Quem faz as leis, quem fiscaliza o governo, tem que ser exemplo de decoro, de conduta. Eu sei que falta muito decoro e muita conduta na política brasileira. Espero que os eleitores, neste ano, já façam uma filtragem. Não deixem entrar gente de má conduta e indecorosa do poder legislativo. De Amarante, Norte de Portugal, Alexandre Garcia.
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Ypê