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Pilili é um desastre de comunicação de R$ 6 milhões

07 de maio de 20265min
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Alexandre Garcia comenta custo do contrato do TSE com agência que inventou Pilili, e o encontro entre Lula e Donald Trump.
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Alexandre Garcia

HostJornalista
Assuntos3
  • Pilili e custo do TSECusto do contrato da agência · Propaganda da Justiça Eleitoral · Neutro na língua portuguesa · Confiança nas urnas
  • Encontro Lula e TrumpParceria histórica Brasil-EUA · Valores judaico-cristãos · Reconhecimento dos sistemas de governo · Luta conjunta em guerras
  • Otimismo sobre fim da guerraVitória sobre o nazifascismo · Desfile da FEB em Lisboa · Ditaduras na Europa e no Brasil
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo.

Bom dia. Eu não sabia do preço daquela criação da justiça eleitoral, o pilili. Não, a pilili, porque é uma urna. Embora a ministra Carmen Lúcia diga que é neutro, não entendi bem. Neutro não existe na língua portuguesa, que está na Constituição, que tem que ser respeitada pela ministra. Ela é ministra do Supremo. O artigo 13 diz que a língua portuguesa ou é a pilili ou é o pilili. Não tem... Não tem...

Ou é um ou uma, não tem neutro. Não tem o et do inglês. E ainda assim o inglês chama navio de chi. Bom, vamos lá. Custou seis milhões, ou melhor, sejamos justos. A agência contratada para fazer propaganda, propaganda do TSE. O TSE vende o quê? Vende voto? Vende urna? Vende eleição? Meu Deus. Para quê?

Olha, na minha idade, eu nunca vi, durante décadas e décadas, justiça eleitoral ou governo fazer propaganda de si próprio. O governo não vende sabonete. O governo vende bons serviços ou boas obras. Quando faz boas obras e bons serviços, para que propaganda?

Essa é a melhor propaganda. Mas então, é propaganda. Diz que é propaganda da democracia. Não é ao contrário. Porque se isso é o símbolo da democracia, estão achando que a cidadania é um bando de bebê chorão, de criança. Porque aquilo ali é para Zé Gotinha. Tem jeito de Zé Gotinha. E seis milhões o contrato.

De onde é que saiu os 6 milhões? Foi de Taiwan? Foi de Marte? Não, foi do seu trabalho. Às vezes você nem notou. Digamos que você não paga imposto direto. Você já pagou. Em tudo que comprou, você pagou imposto. Deixou o que ia custar 50 reais, custou 70, porque você deixou 20 para o governo.

Então é assim que as coisas funcionam. E na hora de votar você tem que saber escolher para saber se vai escolher uma pessoa que vai gastar bem, aplicar bem o seu dinheiro para prestar bons serviços públicos, de segurança pública, de saúde, de ensino para você. É isso. Isso é que a gente tem que falar sobre a eleição. Agora, a justiça eleitoral está só com 53% de confiança nas urnas.

E esse pilili, que eu digo brincando, parece o Cebolinha dizendo que está com diarreia, né? Esse pilili, 6 milhões, e é um desastre de comunicação, se dirige a meninos e meninas de 5, 6 anos que não votam. A ministra diz que se dirige aos...

Os que vão votar os 16, esses detestam ser tratados como crianças. Meu Deus, todo mundo sabe disso. O sujeito já está no fim da adolescência, ele quer ser adulto. Ele ou ela.

Bom, seis milhões. O Lula e Trump. Eu achei que foi uma abertura. Lula fez questão de repetir várias vezes na entrevista que quer recuperar a parceria histórica, amizade, Brasil e Estados Unidos. Afinal, somos do mesmo continente. Somos do mesmo mundo ocidental. Compartilhamos dos mesmos valores judaico-cristãos e temos uma história de parceria.

Os americanos foram os primeiros a reconhecer os nossos sistemas de governo. Durante a guerra, nós lutamos juntos, tanto na primeira como na segunda. Na primeira não foi tanta luta, mas nós mandamos um bom contingente de médicos e enfermeiras.

E na Segunda Guerra nós deixamos 500, quase 500 brasileiros que entregaram a vida pela libertação da Europa do julgo nazifascista. Neste 8 de maio a gente comemora a vitória, em que o último a assinar foi o marechal Keitel. O almirante Yodel já tinha assinado na véspera.

E eu estou falando de Lisboa. O terceiro escalão, acho que foram 1.600 brasileiros da FEB, desfilou na Avenida da Liberdade, em Lisboa, a pedido de Salazar e com o aval de Dutra, ministro da guerra, depois presidente da República. Nós desfilamos na Avenida da Liberdade, aqui em Lisboa, com todo o significado. É interessante que desfilamos diante de um ditador num país que tinha um ditador semelhante, que era Vargas.

que foi derrubado logo depois, muito por causa disso. Já que nós derrotamos ditaduras na Europa, não fazia sentido ter uma ditadura no Brasil. De Lisboa, Alexandre Garcia. Você ouviu Alexandre Garcia. Os maiores nomes do jornalismo brasileiro estão na Gazeta do Povo. Garanta o seu acesso ilimitado a colunas, notícias e análises. Acesse gazetadopovo.com.br barra Alexandre Garcia.