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Previsões para a inflação de 2026 não param de subir

04 de maio de 20264min
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Alexandre Garcia comenta previsões para inflação de 2026, promessas eleitoreiras e tentativa de comprar parlamentares com dinheiro de emendas.
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Alexandre Garcia

HostJornalista
Assuntos3
  • Inflação e Política MonetáriaBoletim Focus do Banco Central · Meta de inflação · Alerta para o Banco Central
  • Atuação de Lucia na políticaPromessas e mentiras em campanhas · O eleitor como pagador de impostos · O político como empregado do povo · Ágora digital para crítica e cobrança
  • Dívida Pública BrasilPlano de rolagem de dívida · Déficit primário do governo federal · Diferença entre dinheiro público e trabalho
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo.

Bom dia! Todas as segundas-feiras sai o boletim Focus do Banco Central, que faz uma pesquisa no mercado. Acho que são 100 agentes do mercado, ou seja, agentes econômicos, em geral financeiros, parte de dinheiro, e sobre expectativas da economia brasileira.

Está crescendo cada vez mais a expectativa de inflação. Agora, para este ano, inflação de 4,89%. Está quase em 4,9%.

A gente vê, comparando fevereiro com março, fevereiro um crescimento de 0,7% e março de 0,88%, ou seja, quase 0,9%. Nos últimos 12 meses ainda foi 4,14%. A meta de inflação é 3%, admitindo-se um máximo de 4,5%, mas a previsão aqui já passou de 4,5%. Já está em quase 4,9%. Para chegar a 5%, não é?

O que significa um alerta para o próprio Banco Central. Através do Conselho de Política Monetária, fica cuidando do crédito e da moeda. Enquanto isso, o presidente Lula está fazendo lá, para facilitar o pagamento dos endividados, um plano de rolagem de dívida.

Eu lembro, em certa época, Delfim Neto dizia que dívida é para ser rolada, não é para ser paga. É que Delfim era muito irônico, talvez. Só que a dívida do Estado brasileiro está em, eu já mostrei para vocês aqui, está em 10 trilhões.

356 bilhões. Essa dívida do Estado, que são papéis jogados no mercado, pelos quais o Estado paga juros, para poder pagar suas dívidas, porque gasta demais. Até nos municípios eu vi que tem superávit. Já no governo federal, o déficit primário, o último, foi 80 bilhões. Eu não sei como é que é.

A economia brasileira resiste. Se a gente lembrar que, citando a senhora Thatcher, não existe dinheiro público, o que existe é uma parte do trabalho das pessoas, que vai para o Estado. E aí, quando acabar esse dinheiro, e aí, como é que o Estado faz?

Essa é uma questão muito séria que agora vai haver muitos discursos com promessas, com mentiras, durante campanhas eleitorais. E é bom que a gente fique com os quatro pés atrás. Em relação a discursos políticos.

de promessas. A gente tem que, como eleitor e como pagador de impostos, a gente tem que endurecer mais a espinha. Não dá para se curvar porque o sujeito é político. Ele, sendo político, ele é nosso empregado, ele é o nosso mandatário, os mandantes somos nós. O poder emana do povo, que o exerce através de seus representantes. Eles são nossos procuradores. É bom a gente ficar repetindo isso, meter isso na cabeça.

E agora a gente tem uma voz pública, uma voz digital. Todo mundo nos ouve hoje. Não precisa ficar dependendo de uma estação de televisão ou coisa assim, de um meio. Todo mundo tem essa ágora digital disponível para fazer a crítica, reclamar, cobrar daqueles que se dispõem a nos representar.

E, por último, é preciso lembrar que essa história de doar, ou seja, liberar no momento de votação, como aconteceu agora nas últimas votações da semana passada, aí o presidente libera 12 bilhões de emendas. Pelo menos os que receberam as emendas, de um modo geral, disseram, olha, a gente não está mais à venda. Tomara que isso seja verdadeiro. De Lisboa, Alexandre Garcia.

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