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A matemática de Alcolumbre funcionou, e o Senado recusou Messias no STF

30 de abril de 20264min
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Alexandre Garcia comenta rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF, derrota do governo na análise do veto à Lei da Dosimetria, e outros passageiros famosos do jatinho que veio do Caribe.
Participantes neste episódio1
A

Alexandre Garcia

HostJornalista
Assuntos3
  • Estratégia de confirmação de Messiasvotação política · Conselhos de Lula
  • Votação sobre veto presidencialLei da Dosimetria · votação no Congresso
  • Passageiros do jatinho do CaribeCiro Nogueira · Hugo Mota · Fernando Cavendish
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo.

Bom dia, eu acho que vai perder por oito, disse o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para o líder do governo, Jacques Wagner, antes da votação. 42 menos 34, 8. Foi 42 a 34 e Alcolumbre sabia exatamente quem ia votar e como. E Messias foi rejeitado depois de esperar cinco meses da indicação de Lula. Lula perdeu, o governo perdeu. Foi a derrota...

do governo que se repetiu ontem, quando o Congresso derrubou o veto do presidente. Também por uma votação ainda maior que aquela que aprovou a lei da dosimetria que Lula vetara. Eram necessários 257 votos e foram 318. A aprovação da lei, 297. Eram necessários 41 votos e houve 49. Na votação que aprovou a lei, foram 47.

que derrubou o veto foi mais ainda. O Congresso falou forte e o governo mostrou que está sem força um motivo para a Lula avaliar bem a sua vontade de ser reeleito. Bom, outra coisa que é preciso considerar, né? Eu já havia falado...

Não se tratou de avaliar o notável saber jurídico de Messias. Foi uma votação política. Mas, enfim, o fato é que o governo perdeu. E perdeu, e Messias perdeu também por aquela história do aborto, pela censura daquele órgão que ele pôs lá dentro da AGU para fiscalizar as redes sociais.

A Constituição garante, no artigo 220, a livre manifestação do pensamento, das notícias. Agora, uma coisa importante. Vejam só, as ausências lá no Messias, eu não entendi as ausências. O astronauta estava presente e não votou.

O Hilder Moraes estava presente e não votou. O Oriovisto não foi, nem o Cid Gomes. Eles não estavam, Cid Gomes está fora do país. Agora eu não entendi esses dois que estavam presentes e não votaram. Dois senadores, o Hilder Moraes, que é de Goiânia, de Goiás.

e o astronauta que representa São Paulo. Não entendi. E quanto ao score, só para a gente lembrar, foi rejeitado por 42 votos. O que foi mais votado lá foi Fux, que teve 68 votos a 2. O mais apertado até hoje, foi até hoje, dos que estão no Supremo hoje, foi o André Mendonça, que foi 47 a 32. Só lembrando, agora foi 42 a 34 pela rejeição do Messias.

Messias, eu falei há pouco, ligado à história do aborto. O Conselho Federal de Medicina, ao ver toda essa mobilização contra o Messias, por causa do parecer que resultou na suspensão da proibição da sistolia fetal, o Conselho Federal de Medicina foi ao Supremo pedindo, olha, o Supremo tem que decidir isso, porque está suspensa desde 2024, suspensa essa proibição.

por um ato liminar de Moraes, que não foi submetido ainda ao plenário. E está na hora de submeter ao plenário. Porque dois anos já, quantos bebês morreram, foram assassinados nesses dois anos? É bom a gente pensar nisso.

Isso é muito grave. E por fim, vejam só, eu falei aqui ontem do aviãozinho do Tigrinho, que foi a um paraíso fiscal do Caribe, levando o Ciro Nogueira ao senador, levando dois deputados, levando o presidente da Câmara, Hugo Mota, com malas que não passaram pela alfândega. E aí estava lá também, eu não falei, mas lembrei depois, o Fernando Cavendish, aquele que fez a dancinha em Paris com o guardanapo na cabeça com o Sérgio Cabral, e que foi condenado.

e que estava envolvido agora há pouco, estava envolvido na Lava Jato. Então, gente, a nossa crise é de falta de vergonha também, as pessoas se expõem, acham que isso é normal. Essa falta de boa conduta, de decoro, meu Deus do céu. De Marseille à França, Alexandre Garcia.

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