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O que o ex-presidente do BRB vai contar na delação?

28 de abril de 20265min
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Alexandre Garcia comenta pedido de delação premiada de ex-presidente do BRB, aumento do endividamento, rombo nos Correios, Zema na Agrishow e negócios envolvendo JBS e Dias Toffoli.
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A

Alexandre Garcia

HostJornalista
Assuntos5
  • Prisão do Presidente do BRBPaulo Roberto Costa · Ibanês Rocha
  • Endividamento das famílias brasileiras
  • Envolvimento financeiro do ministro Dias ToffoliDias Toffoli
  • Carreira e Sucesso
  • Conflito Gilmar Mendes e Romeu ZemaAgri-Show
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo.

Bom dia. Vejam só, o ex-presidente do Banco de Brasília, o Paulo Roberto Costa, que está preso no presídio da Papuda, agora é oficial, já encaminhou pedido ao relator, ministro André Mendonça, para fazer delação premiada. Ele está pedindo para ir para uma outra prisão e não ficar lá no presídio da Papuda, que ele deve conhecer bem porque mora em Brasília.

Então o que se espera é que o ausente governador ou ex-governador ibanês Rocha apareça nessa delação. O governador sumiu de Brasília, não quer nem fazer campanha para o Senado. Ele se licenciou para fazer campanha para o Senado, mas sumiu. Estão lá projetando em prédios de Brasília onde está ibanês.

Então, vai haver muita novidade, porque certamente esse ex-presidente do Banco de Brasília não está sozinho nessa história de o Banco Estatal do Distrito Federal comprar um máster. Outra questão divulgada pelo Banco Central, as famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas. A renda familiar está comprometida em quase 30%.

E o endividamento é quase metade do que as pessoas ganham e tal, estão na dívida. E o problema é que isso aumenta a inadimplência. E aí aumenta a tentativa de segurança dos bancos. Os bancos cada vez mais endurecem para a pessoa tomar empréstimo. E a coisa só piora. Lula está preocupadíssimo com isso, está pensando em planos e planos e planos para perdoar aí as...

Perdoar não, encontrar uma negociação da dívida porque a campanha eleitoral se mistura com o desempenho do governo. E o desempenho do governo é que é responsável por isso, porque é um governo gastador, não é o Banco Central. O Banco Central é obrigado a manter essa taxa de juros para não estourar ainda mais a inflação que está estourando. Está estourando a inflação, a taxa de juros, por quê? Porque o governo, para suprir o seu caixa, tem que lançar papel no mercado, tem que pagar juros. E pagando juros, o governo é responsável.

pela pressão de alta de juros. Esse é um problema sério. Bom, vejam só, outra questão. A má administração. A administração de Floriano Peixoto, o general Floriano Peixoto, no governo Bolsonaro, rendeu aos correios, correivinha de déficit, rendeu lucro.

Foi um período de lucro do Correio. E agora os Correios estão com, só no primeiro trimestre, 3,4 bilhões já de prejuízo. No ano passado acumulou 8,5 bilhões de prejuízo.

O que é? É nomeação de apadrinhado político e não de um técnico, de alguém que tenha condições de administrar o que não é dele, o que é de todos nós. Porque os Correios, sendo uma empresa pública, é do público, é do contribuinte, é do eleitor, é do cidadão brasileiro. Foi o que fizeram com a Petrobras, por exemplo, em que o povo brasileiro tem a maioria das ações, porque o Tesouro Nacional tem ações, é uma empresa de capital aberta.

mas meteram a mão na Petrobras, como a gente viu aí no Lava Jato, que o Supremo, no fim, por causa do endereço em Curitiba, por causa do CEP de Curitiba, acabou derrubando toda aquela sensação de que iríamos punir a corrupção. A sensação reversa foi a da impunidade.

E por fim, só para a gente lembrar, o ex-governador de Minas, Romeu Zema, teve no Agri-Show, foi recebido lá, mas às custas de quem? Gilmar Mendes. Gilmar Mendes agiu como marqueteiro de Zema. Ontem o ex-presidente Temer disse que Gilmar não deveria ter respondido. Gilmar não só respondeu, como turbinou. Deu muitas entrevistas turbinando Zema.

Virou um grande cabo eleitoral de Zema, que não era essa a intenção dele, mas foi, no mínimo, um pouco ingênuo ao se expor nessas entrevistas. E, por fim, só para deixar um registro, não tem como a gente não ficar horrorizado com essa notícia que o Estadão deu ontem.

de que um dinheiro da JBS, da JIS, um dinheiro não, não foi pouco, foram 11 milhões e meio, foram para um escritório de advocacia de uma advogada de Goiânia desconhecida. Ela tinha um movimento de 9 mil reais por mês. E depois esse dinheiro foi no mesmo dia para um advogado que pagou a Toffoli.

cotas do Tayhaya no mesmo mês em que Toffoli perdoou uma dívida de 10 bilhões e 300 milhões da JIF. Será que foi mera coincidência? De Marseille, França, Alexandre Garcia.

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