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Moraes, Master e os sinais que não fecham

27 de abril de 20264min
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Alexandre Garcia comenta os novos desdobramentos do envolvimento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e as condições do delegado da PF, Marcelo Ivo, que foi expulso dos EUA.
Participantes neste episódio1
A

Alexandre Garcia

HostJornalista
Assuntos2
  • Investigação e DelaçãoMinistro Alexandre de Moraes · Contratos de 129 milhões · Mansão em Brasília
  • Delegado Marcelo IvoDelegado Marcelo Ivo · Acidente fatal · Arapongagem nos EUA
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. Bom dia. Está muito falado mais uma entre Moraes e Master, MM, ou Moraes e Vorcaro. A partir daquela conversa entre Vorcaro e sua então namorada...

em que ele diz que está recebendo no apartamento em Campos, no caso Campos de Jordão, o ministro Alexandre de Moraes. E ela pergunta, e aí, ele gostou do apartamento? É uma pergunta...

que só cabe se alguém está vendendo um apartamento, alugando um apartamento, ou, enfim, apresentando um apartamento para alguém. Se eu fosse dar uma gravata para alguém, a pessoa, e depois comentasse com algum amigo meu, perguntaria, e aí, ele gostou da gravata?

A menos que Moraes seja um admirador de decoração ambiental. Ficou estranho. E o que está se enlouquecendo é que a Polícia Federal está investigando para saber se Moraes, além do contrato de 129 milhões, ainda recebeu imóvel ou imóveis. Lula recebeu triplex em Guarujá, lá em Atibaia, um sítio em Atibaia.

Mas, enfim, indiretamente sim, porque com o dinheiro, a mulher de Moraes, com aquele contrato, já recebeu lá no escritório da família, 80 milhões. E ele comprou uma mansão em Brasília de 12 milhões.

Então, já foi, indiretamente, já foi um presente. Isso tudo está sendo investigado. Moraes e Toffoli estão num beco sem saída, né? Porque todo mundo viu Toffoli blindando, congelando. Quando ele era relator do inquérito do Máster, não andava o inquérito, estava tudo parado.

A Polícia Federal não podia fazer nada. Ele assumiu aquilo, disse, é meu, esconde, esconde tudo, não mostra para ninguém. Se faz busca e apreensão, não mostra para ninguém, fica a sete chaves. Só depois, pelo ruído da opinião pública invadindo o Supremo, o Supremo pôs Toffoli numa situação em que ele teve que abrir mão disso. Se declarar, obviamente, impedido, já que a empresa dele e o Tayhaya E ele trabalou uma nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova nova

receberam aportes de 25 milhões, 30 milhões, 35 milhões, entre esses grandes aportes, o próprio Master do Vorca. Bom, e uma outra coisa, esse delegado que estava lá arapongando, dedurando o Rabagem lá nos Estados Unidos, acabou que foram investigar quem é o delegado Marcelo Ivo.

E aí descobriram que ele estava num carro importado, que tinha sido apreendido pela Polícia Federal, estava usando o carro, estava embriagado e atropelou uma pessoa e a matou, um vigilante. Isso se chama dolo eventual, porque ao beber a pessoa assume o risco de causar dano a alguém ou a algum patrimônio. O nome disso é dolo eventual.

E ainda assim ele foi premiado com essa missão na Flórida, que dá direito a diárias, pagamento em dólar, morava num apartamento excelente, dava festas. Parece que a arapongagem dele acabou por chamar atenção para tudo isso. Senão passaria despercebido. De Cassis, França, Alexandre Garcia.

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