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Supremo quis ser tribunal político e agora paga o preço

22 de abril de 20264min
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Alexandre Garcia comenta as consequências de o STF ter trocado a técnica pela política, e o abortismo de Jorge Messias, indicado por Lula ao Supremo.
Participantes neste episódio1
A

Alexandre Garcia

HostJornalista
Assuntos3
  • Consequências do STFTribunal político · Vulnerabilidade do Supremo · Ministro Alexandre de Moraes
  • Indicação Jorge Messias ao STFAdvogado-geral da União · Imunidade de ministro · Assistolia do feto
  • Direito à VidaCláusula pétrea · Aborto · Tratamento para Covid
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo.

Bom dia. Vejam só a tragédia do Supremo. O Supremo hoje é um tribunal político. Todas as suas demonstrações são de uma corte política. No entanto, não teve o voto da origem do poder que legitimasse um poder político. O Supremo é um tribunal técnico. É assim que está na Constituição.

Mas Barroso, Gilmar, estavam imaginando o papel político e assumiram isso, assumiram esse poder, poder até de mudar a Constituição, que não tem, poder de fazer leis, poder de impedir que o presidente da República nomeasse um cargo de confiança, como foi o caso de Ramagem na Polícia Federal.

E está pagando por isso agora. Porque ao se tornar político, se tornou violável. Não é o governador Zema estar falando aqui na palavra que ele diz, os intocáveis de Brasília. Mas o Supremo era respeitado como tribunal. Os juízes atravessavam uma ruela que passava por trás do plenário, entre o plenário e o prédio principal.

E as pessoas cumprimentavam, respeitavam. Os ministros do Supremo frequentavam shopping em Brasília e eram muitas vezes abordados por uma foto. Ou muitas vezes não eram sequer conhecidos. Hoje são conhecidos e não podem sair para a rua. Estão pagando o preço da vulnerabilidade de ser político. Aliás, o próprio ministro Alexandre de Moraes definiu isso.

Quem não quiser ser criticado, ser satirizado, ironizado, que não se meta na vida pública. E eles estão se considerando vida pública e está aí. Deixaram de ser intocáveis, embora o governador Zema esteja demonstrando que eles se consideram intocáveis. Ficou mal para o Supremo se tornar um tribunal político.

Bom, mas eu queria mencionar também o caso de uma pessoa que quer ser ministro do Supremo, Jorge Messias, é o advogado-geral da União. Foi advogado auxiliar de Dilma. Foi aquele que o pessoal entendeu Messias, porque ninguém tinha ouvido falar nele.

que iria levar uma nomeação para o Lula virar ministro e aí ter a imunidade e não ser preso. No entanto, exigem notável saber jurídico. Obviamente, não é nem notável, nem tem notável saber jurídico com esse pouco tempo. Não é uma pessoa que lida na academia, nos tribunais, em publicações, em defesas de teses, em grande nome do mundo jurídico brasileiro. Não é.

Mas tem outra coisa grave, que inclusive um amigo meu, que escreve no Estadão, abordou esse assunto. É o caso da assistolia do feto. É um bebê que está no útero da mãe e é assassinado com uma injeção no coração. O Conselho Federal de Medicina proibiu terminantemente os médicos.

sob pena de perder o registro de médico, de fazer isso, esse assassinato. Mas houve reação, sempre reação da esquerda, ou da extrema esquerda, e foi para pedido de um parecer da Advocacia Geral da União, e a Advocacia Geral da União disse, não, pode matar, não tem problema. Quer dizer, isso é gravíssimo, porque vai contra o direito à vida, que está lá no artigo 5º da Constituição, cláusula pétrea.

além de ser do direito natural, direito à vida. Existe uma lei que fala que se o feto não tiver cérebro, a mãe possa morrer no caso da gestação ou até em casos de estupro. É possível, mas simplesmente porque...

É a vontade de alguém que quer se livrar da gravidez. Isso é assassinato. Assim como é também assassinato, e eu assisti isso, as televisões que diziam que não havia tratamento para a Covid. E quantos morreram por falta de tratamento? Quantos milhares? Não dá para esquecer. De Avignon, França, Alexandre Garcia.

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