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Ministro do STF tem de se legitimar todo dia, mas alguns se esqueceram disso

15 de abril de 20264min
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Alexandre Garcia comenta fala de Cármen Lúcia sobre legitimidade de ministros do STF, fim da escala 6x1, como o STF atrapalhou investigações, e voto dos maiores de 60 anos.
Participantes neste episódio1
A

Alexandre Garcia

HostJornalista
Assuntos4
  • Ministros do STFCármen Lúcia · reputação ilibada · obrigação de moralidade
  • Redução da Jornada de Trabalhojornada de trabalho · produção de riqueza
  • Voto de eleitores maiores de 60 anoseleitores acima de 60 anos · Nicolas
  • Caso MarielleBolsonaro · Toffoli
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo.

Bom dia. Eu gostaria de lembrar de mais umas palavrinhas. Outro dia eu comentei uma fala da ministra Carmen Lúcia, quase um desabafo lá em São Paulo, no Instituto Fernando Henrique, em que ela disse que a família estava pressionando-a para que deixasse o Supremo, parasse de se incomodar. Pois agora ela disse que a legitimação de um ministro do Supremo não é só na entrada, é também todos os dias.

Como é que se legitima mantendo todos os dias aquilo que é exigido pelo artigo 101 da Constituição? Notável saber jurídico. Quem tem, não perde. Mas reputação ilibada, que pode ter tido lá no início, quando passou pelo Senado e não tem mais. Foi um bom aviso da Carmen Lúcia. E ela lembra de uma fala do pai dela. Minha filha, juiz não tem família. Ela vai ter que dizer isso para o Moraes.

A gente está vendo que o juiz tem irmãos, como o Toffoli, Gilmar se separou por algum motivo. Enfim, da forma como ela se expressou, parece que ela está sentindo que um juiz do Supremo está devendo satisfação à sociedade e efetivamente está.

Eu queria registrar aqui essa história de diminuir o horário de trabalho, a jornada de trabalho. O relator, que é um deputado do União Brasil, é Paulo Azir, é lá da Bahia. Aí ele acha que pode diminuir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas e não acontece nada? Claro que vai acontecer.

Vamos produzir menos riqueza, menos bens. Haverá menos dinheiro para pagar as pessoas, para sustentar as pessoas. Menos rendimento, menos salário, menos tudo. Menos riqueza. Não tem almoço grátis. A Bolsa Família não é grátis. E alguém que trabalhou, suou e pagou imposto para que a pessoa receba a Bolsa Família. Metade do Brasil está trabalhando para sustentar a outra metade.

E o governo gastando muito. E com isso faz o juro ficar alto, porque o governo toma dinheiro emprestado também para poder pagar tudo que compra. Então, está fazendo 112 anos hoje de uma greve em todo o estado do Pará, que se destinava a fixar oito horas por dia de trabalho. Só para a gente citar essas voltas.

Agora, veja só, Bolsonaro foi tantas vezes acusado de tentar prejudicar investigações sobre Marielle, todo mundo já descobriu, e agora ninguém, eu não sei, lá no Supremo, pelo menos, ninguém está dizendo assim, puxa, nós fomos responsáveis por prejudicar investigações nas comissões parlamentares de inquérito, o Toffoli tentou blindar o Master.

congelou a investigação da Polícia Federal depois que foi para as mãos de André Mendonça que a investigação continuou. O que servia para Bolsonaro não está servindo para o próprio Supremo, que responde dizendo que estão atacando a democracia. Não, estão criticando ministros do Supremo que, como disse Carmem Lúcia, que não têm mais reputação ilibada, que não seguem a obrigação de moralidade do artigo 37 da Constituição. Tem que ter moralidade em todo o serviço público.

E por fim, queria registrar que nós, eleitores acima de 60 anos, somos um em cada quatro. E precisamos ir às urnas, porque depois de 60 anos, somos 36 milhões de eleitores com mais de 60 anos. É impossível que a gente erre o voto.

Porque 60 anos de aprendizado, 60 anos de vida, de experiência, de conhecer os candidatos, de muitos de nós sermos enganados pelas mentiras e promessas dos candidatos, está na hora de a gente votar sabendo em quem votar.

Eu vejo que Nicolas, por exemplo, está fazendo campanha para os jovens que não são obrigados a votar, que votem também, porque para eles já decidirem o futuro deles. E eu vejo que cada vez mais uma nova geração está aí com outra cabeça para defender os valores da civilização ocidental judaico-crista. De Lisboa, Alexandre Garcia.

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