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Política externa brasileira ajuda a entender por que somos subdesenvolvidos

14 de abril de 20265min
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Alexandre Garcia comenta mudanças na política externa brasileira ao longo das décadas, e confusão na eleição peruana.
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Alexandre Garcia

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  • Sistema Eleitoral BrasileiroVoto impresso · Presidente do TSE · Nunes Marques · André Mendonça · Contagem de votos
  • Eleições PeruConfusão com voto · Falta de cédulas · Keiko Fujimori
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo.

Bom dia, hoje eu vou falar um pouco da política externa brasileira, que significa a posição do Brasil no mundo, o chamado Concerto das Nações. O Brasil é um país grande, é um dos maiores do mundo em extensão territorial. Também em população, só que não tem presença. A presença do poder, que é o poder político, poder militar, poder econômico, que os Estados Unidos têm. Nós fomos colonizados.

mais ou menos ao mesmo tempo que os americanos. E, no entanto, eles são a maior potência do mundo e nós continuamos nos arrastando num subdesenvolvimento, em desenvolvimento, e aí vai. Nós já crescemos mais que a China. Eu lembro disso. Eu cobri o milagre brasileiro no Jornal do Brasil, nos anos 70, a primeira metade dos anos 70. Crescemos em cinco anos, a média.

média de 11,2% ao ano, já chegamos a crescer 14%. Então, nós podemos? Por que não continuamos com isso? Nós hoje estaríamos mais que a China. Nós estaríamos entre as, digamos, as cinco grandes potências mundiais, pelo menos em economia, mas não.

Agora eu vejo, me chamou a atenção disso, um artigo do Dagoberto Lima Godoy. É um gaúcho que foi presidente da Federação das Indústrias e foi representante do Brasil na OIT, a Organização Internacional do Trabalho das Nações Unidas. É experiente, consciente.

E lembra, ele pergunta no artigo, mudamos de lado, nós éramos ocidente, não somos mais, entramos nesse BRICS, dominado pela China, está lá a Dilma, presidente do banco dos BRICS, é o sul contra o norte, não, é o ocidente contra o oriente, o que é? Tomamos partido hoje, Nicarágua, Cuba, Venezuela, Irã, eu lembro do episódio das duas belonaves iranianas que chegaram ao Rio de Janeiro.

Lá ficaram, quando os americanos diziam que são navios espiões. Toda a nossa ligação com a China, pedindo que os chineses façam censura nas redes sociais brasileiras, incrível. Será que mudamos de lado? Eu estou há 50 anos em Brasília. Antes disso, fiquei três anos no exterior. Então, tenho uma certa afinidade com a política externa, acompanhei muito.

Acompanhe. E vejo que a política externa brasileira era uma política de Estado. Era a política do Brasil. O Itamaraty tinha uma tradição de pragmatismo responsável. O governo militar foi o primeiro a reconhecer o governo socialista.

ou comunista de Angola. Então, em primeiro lugar, os interesses nacionais, depois a ideologia. A ideologia ficava para trás, é pragmatismo. E hoje o que nós temos é a ideologia em primeiro lugar. É a ideologia do Lula.

do PT e não do Brasil, que não corresponde, aliás, à ideologia de um país conservador como é o Brasil. Fica aqui isso registrado, porque a gente está em ano eleitoral. Só para lembrar, a gente fala muito da necessidade do voto impresso para confirmar.

Lá no Peru, está havendo eleição, deu a maior confusão com voto, com célula. Não é isso que a gente quer aqui no Brasil, a célula do voto. É uma célula grande lá no Peru, o sujeito foi assinalando os seus candidatos, se põe na urna, faltaram cédulas, cédulas que são fornecidas pelo organizador das eleições. Lá não é justiça eleitoral.

O sujeito da logística da eleição está preso, foi preso pela polícia, porque muita gente diz que foi de propósito, para as pessoas não votarem. Vai ter segundo turno, a filha do Fujimori vai para o segundo turno, foi a mais votada. Mas, enfim, só para a gente lembrar que vamos ter eleição aqui, o presidente do TSE está largando o TSE um mês antes.

Vai assumir o Nunes Marques, o vice dele é o André Mendonça, mas não bastam só mudar as pessoas. O eleitor tem necessidade de saber como o seu voto é contado. Isso são decisões de tribunais aqui na Europa, que não pode funcionar um sistema de apuração em que o eleitor não tenha noção, não consiga entender como é computado o seu voto. De Lisboa, Alexandre Garcia.

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