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Ibaneis foge de CPI e perde chance de explicar negócio entre BRB e Master

07 de abril de 20264min
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Alexandre Garcia comenta ausência de Ibaneis Rocha na CPI do Crime Organizado, decisões do Supremo que atrapalham investigações, e aumento de imposto sobre cigarro.
Participantes neste episódio1
A

Alexandre Garcia

HostJornalista
Assuntos3
  • Improbidade administrativa de Ibaneis RochaCPI do Crime Organizado · Ibaneis Rocha · Alessandro Vieira · Fabiano Contarato
  • Decisões recentes controversas do Supremoquebras de sigilo · ministros do Supremo · Conselhos de Lula
  • Custos econômicos do tabagismo para saúde públicapiscofins · imposto sobre cigarro
Transcrição13 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. Bom dia. O governador Ibanez Rocha, que agora se licenciou porque é candidato ao Senado, era para ter ido ontem a CPI do crime organizado. Porque, afinal, o pessoal quer saber por que ele queria comprar o Master.

Ele mobilizou a sua bancada no legislativo local, foi aprovada a compra do Master por 14 votos a 10. Aí ele agora diz que a culpa é da oposição, ele lava as mãos, a culpa é do presidente que saiu e tal.

Mas, enfim, ele não vai. É o terceiro convite para ele. Recorreu ao ministro André Mendonça e o ministro André Mendonça disse não, é facultativo, ele não é testemunha, não é investigado, foi convidado para falar a respeito. E não vai. A oportunidade que a CPI do crime organizado está dando a ele para esclarecer tudo, ele não quer. Ele tem medo dessa oportunidade.

É mais ou menos como o guarda para o motorista que tomou uma boa dose de uísque e o motorista não quer soprar no bafômetro. Não é? Aí o guarda já sabe. Se ele não quer soprar no bafômetro, é porque tem alguma coisa.

Mas aí o relator Alessandro Vieira foi o que fez o convite. E o presidente da CPI, que é Fabiano Contarato, do PT, disse que contra o cidadão comum vale, disse em outras palavras,

Vale o código penal, vale o código de processo penal, mas no colarinho branco, na sonegação, na corrupção, no peculato, com agentes públicos, aí a lei fica fraquinha e eles não conseguem investigar. Há uma queixa muito grande.

O Alessandro Vieira, por exemplo, se queixou de que Moraes está atemorizando os funcionários do Ministério da Fazenda, mais exatamente do COAF, que controla aquelas movimentações de valores acima do normal, acima do usual, para intimidá-los. Como se sabe, já mulheres de ministros do Supremo foram detectadas fazendo movimentações anormais.

E a gente viu também o Toffoli tudo fazendo para blindar o caso Master, escondendo e tal. A gente viu ministros aí, acho que Dino, Gilmar, impedindo a quebra de sigilo bancário, fiscal, do Tayhaya, por exemplo, ou da Maridete, que é Marília Dias Toffoli, a empresa. Por que essa proteção?

Se a Constituição exige publicidade, que é transparência, é que o público quer o patrão, a menos que não seja democracia, a menos que não tenhamos cidadão no Brasil, tenhamos servos, um feudalismo. Mas, por enquanto, somos cidadãos, a menos que queiram nos jungir.

Aí o público quer saber, e também porque o artigo 37 da Constituição exige no serviço público moralidade. Então isso é necessário. Lá no Supremo, uma das quebras de sigilo foi garantida por oito votos a dois, só Fux e André, que votaram pela quebra de sigilo. Os outros, não, não, não quebra sigilo, segura aí, senta que o leão é manso.

É uma confissão. Lula está com a ideia. Não, já fez. Olha só que coisa estranha. Tiraram piscofins do querosene de aviação. E vão cobrar essa arrecadação do piscofins de quem compra cigarro. Mais imposto por cigarro. É Robin Hood às avessas. Ao contrário. Porque hoje no Brasil, quem fuma, geralmente é a pessoa mais pobre.

E quem viaja de avião tem melhores condições financeiras. O mais pobre vai pagar com seu imposto a dispensa de aumento de passagens pela alta do querosene de aviação. O pobre, mais uma vez, subvencionando a classe acima por honra e glória do Estado brasileiro que se mete em tudo. De Lisboa, Alexandre Garcia.

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