Lula barra assessor de Trump e imprensa mundial repercute
- Cancelamento de VistoBarramento de Derrambiria no Brasil · Motivações formais (omissão de informações) · Interferência eleitoral como justificativa · Reciprocidade com cancelamentos americanos · Violação do princípio de não-intervenção
- Conflito EUA-IrãTensões diplomáticas recentes · Sanções contra ministros brasileiros · Aproximação na reunião da ONU · Novo agravamento das relações · Competição geopolítica
- Mediação InternacionalAlexandre de Moraes e família · Ministros do STF · Programa Mais Médicos · Marco regulatório da internet · Servidores públicos brasileiros · Autoridades em diversas pastas
- Atuação de Lucia na políticaCrítica de conselheiros de Trump · Posicionamento do movimento MAGA · Comentários de influenciadores digitais · Análise de jornalistas americanos · Posição de diplomatas americanos
- Questões Eleitorais e ConstitucionaisAcusação de interferência dos EUA em 2022 · Apoio americano à candidatura de Lula · Precedentes de interferência questionada · Princípios de soberania nacional · Carta da OEA e não-intervenção
- Motivação e Bem-estar PessoalQueda de aprovação do Lula · Estratégia de retórica de soberania · Perspectivas eleitorais 2026 · Comunicação do governo e Sidônio Palmeira · Disputa com Flávio Bolsonaro
- Papel de Derrambiria na administração TrumpConselheiro político-senior · Responsável por assuntos Brasil-EUA · Cargo criado em fevereiro 2025 · Estratégia americana para Brasil · Canais diplomáticos
- Minerais críticos e terras rarasEvento em São Paulo da câmara americana de comércio · Competição EUA vs China · Terras raras e recursos estratégicos · Setor de alta tecnologia e chips · Infraestrutura de inteligência artificial
- Precedentes de visitas de lideranças a ex-presidentesVisitas de líderes internacionais a Lula preso · Viagem de Lula para visitar Cristina Kirchner · Protocolos diplomáticos internacionais · Prática comum em democracias · Autoridades estrangeiras visitando figura política
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Tem Curia, esse é o podcast 15 Minutos, em que você fica bem informado com os comentários e análises do Frederico Juncker, que está aqui ao meu lado. Fred, bem-vindo. Olá, Rosana e olá aos amigos da Gazeta do Povo. Bom, antes de começar, aquele recado para você que ainda não é assinante da Gazeta do Povo, acesse gazetadopovo.com.br barra oferta para garantir essa oferta especial da Semana do Consumidor. E você que está com a gente no YouTube da Gazeta do Povo, não esquece de deixar um like no vídeo e de conhecer também o nosso clube de membros,
do clube tem muito conteúdo exclusivo. Agora, Fred, vamos falar de um assunto que repercutiu desde a semana passada, em especial nesse último fim de semana, em notícias de vários países aí, que o governo Lula decidiu barrar a entrada do assessor para assuntos sobre o país no governo do presidente Donald Trump. Viria para o Brasil e tinha planejado até uma visita ao ex-presidente Bolsonaro, mas enfim, Lula decidiu barrar a entrada desse cidadão aqui no país. E o que isso quer dizer na prática mesmo?
Sim, pode ser considerado um ato de provocação do Lula contra o governo americano no momento em que as relações entre os dois países estão piorando. Darren Beatty, que é o conselheiro político sênior do Departamento de Estado americano para o Brasil, é um cargo especial que foi criado em fevereiro desse ano, em que esse senhor, Darren Beatty, foi atribuído, então, com a função de delinear a estratégia americana
no seu relacionamento Estados Unidos com o Brasil. Nós, desde o ano passado, tivemos um aumento das tensões entre os dois países, com a aplicação das sanções da Lima Magnitsky contra o ministro Alexandre Moraes, a sua esposa, e o cancelamento de visto de uma série de autoridades brasileiras. Depois houve ali uma aproximação que levou, inclusive, ao próprio levantamento das sanções aplicadas ao ministro Alexandre Moraes, uma reunião realizada pelo Lula e pelo Trump na Malásia,
aquele episódio em que eles tiveram pela primeira vez juntos no final de setembro, na reunião da Assembleia Geral da ONU, e então pareciam que Brasil e Estados Unidos estavam se reaproximando. No entanto, na semana passada nós tivemos esse episódio que demonstra de forma muito clara um esgarçamento da relação entre os dois países com esse ato de provocação em relação ao funcionário americano com o cancelamento do seu visto.
participar de um evento na cidade de São Paulo, realizado pela Câmara Americana de Comércio, um fórum Brasil-Estados Unidos de minerais críticos, um tema hoje muito sensível no plano internacional para os Estados Unidos, considerando a sua competição contra a China, especialmente no setor de alta tecnologia, que envolve ali a questão dos chips, da própria inteligência artificial e para a infraestrutura necessária, os insumos necessários,
para esse setor da economia, especialmente as terras raras e os minerais críticos. Então, a princípio, ele viria para participar desse evento no dia 18 de março, a próxima quarta-feira. Pediu a autorização do visto, o visto havia sido concedido. Então, a defesa também do ex-presidente Jair Bolsonaro comunica ao ministro Alexandre Moraes solicitando autorização para que ele pudesse visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha.
visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro e solicitou informações ao Ministério das Relações Exteriores sobre a agenda institucional que Darren Beattie realizaria no Brasil. A partir disso, o governo brasileiro, por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, comunicou ao ministro Alexandre Moraes sobre esse evento realizado na cidade de São Paulo, mas disse que nada disse o Darren Beattie sobre a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro Alexandre Moraes acabou cancelando a autorização para que ele visitasse o ex-presidente e então veio a informação na sexta-feira por parte do Lula do cancelamento do visto. E o que o Lula disse no evento realizado no Rio de Janeiro, que contou inclusive com a participação do prefeito do Rio, Eduardo Paes? Disse aquele cara americano que disse que viria para cá para visitar o Brasil, o Bolsonaro. Ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que estão bloqueados.
Bloquear o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha de 10 anos. Então, Padilha, esteja certo de que você está sendo protegido. Já o Ministério das Relações Exteriores não invocou esse motivo como o principal para o cancelamento do visto do funcionário americano. O Lula, então, alegou a questão de uma reciprocidade em relação à forma como o governo americano cancelou o visto de autoridades brasileiras.
relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação do visto, de acordo com a legislação nacional e internacional. E, além disso, na resposta do Itamaraty ao ministro Alexandre Moraes, eles alegaram um outro motivo de que essa visita poderia configurar algum tipo de interferência eleitoral dos Estados Unidos no Brasil. Disse o ministro Mauro Vieira, no seu ofício ao ministro Alexandre Moraes, que cumpre observar por oportuno que a visita de um funcionário do Estado estrangeiro
Presidente da República em ano eleitoral, pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro. Recordo que a Corte Internacional de Justiça, em mais de uma oportunidade, ressaltou o caráter costumeiro do princípio da não intervenção. E o princípio da não intervenção também está esculpido na Carta da OEA, em seu artigo 3º, da qual tanto o Brasil quanto os Estados Unidos são partes. Ademais, o princípio da não intervenção, enquanto nobra costumeira e convencional que vincula o Brasil e os Estados Unidos, está expresso na Constituição Federal, no seu artigo 4º.
Diante do exposto, informa-se que não havia até 11 de março qualquer agenda diplomática previamente registrada no âmbito das relações exteriores envolvendo o senhor Darren Beattie. O pedido de visita ao ex-presidente não se enquadra nos objetivos oficialmente comunicados pelo Departamento de Estado e o visto de entrada foi concedido com base em pedido que indicava a participação do funcionário do Departamento de Estado em evento para promover as relações bilaterais e reuniões oficiais.
No princípio, você pega nos campos dos países democráticos, não há problema que agentes diplomáticos visitem ali figuras políticas do país. Não há qualquer tipo de controle sobre essas atividades. E aqui um agravante em relação ao cancelamento dos vistos pelo governo americano em relação às autoridades públicas brasileiras. No hall das autoridades brasileiras que tiveram o seu visto cancelado, não há nenhum diplomata. E por que não há nenhum diplomata?
Então, o ineditismo dessa decisão do Lula envolve justamente o cancelamento do visto de um diplomata americano, não de uma figura ali, de uma autoridade do governo, mas de uma autoridade do governo americano justamente que tem atribuição de se relacionar com os demais países aí na ordem internacional. Em relação àqueles autoridades brasileiras que tiveram os vistos cancelados pelo governo americano, nós temos o Alexandre Moraes, a esposa, o Luiz Roberto Barroso, ex-ministro do STF, o Flávio Dino, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanini,
Carmen Lúcia, Edson Fachin, Paulo Gonê, Benedito Gonçalves, ministro do STJ, Ayrton Vieira, que foi o juiz auxiliar do ministro Alexandre Moraes no STF, Marco Antônio Martim Vargas e Rafael Tamay Rocha, que também foram auxiliares do ministro Alexandre Moraes. E do Poder Executivo, o Alexandre Padilha, em função da implementação do programa Mais Médicos pelo Brasil em 2014. Justamente uma série de autoridades do mundo tiveram seu visto cancelado
governo cubano, nos países que adotaram esse programa nos seus respectivos territórios. O próprio Jorge Messias, atual advogado-geral da União, também teve seu visto cancelado em função da atuação dele na questão da ação que levou à criação de um novo marco regulatório da internet no Brasil. Além disso, Mozart Abosa Salles, que atuou junto com Alexandre Padilha no Ministério da Saúde do governo Dilma Rousseff, e José Levi, que foi secretário-geral do TSE durante a gestão do ministro Alexandre
Moraes. Em relação a essa acusação de que essa seria uma tentativa de interferência eleitoral, o próprio conselheiro do presidente americano, Donald Trump, com base numa reportagem do New York Times, ele falou o seguinte, ele acusou a jornalista e o New York Times de estarem cometendo uma completa e total fraude. Ele falou, a única pergunta aqui é, Alexandre de Moraes e Luiz Inácio Lula da Silva ditaram essa reportagem para você ou enviaram por e-mail para facilitar o seu copia e colar?
Além disso, o título dessa matéria do New York Times é o seguinte, o novo enviado de Trump
desperta temores de interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. E, além disso, o próprio, né, viralizou muito no meio do MAGA, que é o movimento de apoio ao presidente americano, Donald Trump, Mike Sornovich, que é um dos influenciadores digitais ali, tem maior, mais força nas redes sociais, disse o seguinte, que Lula proibiu Darren Beattie de entrar no Brasil para qualquer finalidade. Funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos agora estão sujeitos ao capricho de um ditador comunista.
influenciador no movimento do MAGA, disse o seguinte, ainda não consigo acreditar que Lula proibiu Darren Beatty de entrar no Brasil. O próprio Glenn Greenwald, que é muito forte também no debate público americano, jornalista americano residente no Brasil, falou o seguinte, que desde a posse de Trump em 2025, Darren Beatty ocupa cargos de alto nível no Departamento de Estado. No mês passado, ele foi nomeado para supervisionar as relações entre Estados Unidos e Brasil.
Como parte desse trabalho diplomático, ele estava programado para visitar o Brasil
e antes de sua chegada, Lula ordenou a revogação do seu visto. As autoridades apresentaram razões conflitantes. Inicialmente, afirmaram que ele mentiu em seu pedido de visto ao omitir sua intenção de visitar Bolsonaro na prisão. Mas Lula disse ontem que tomou a decisão como retaliação pela revogação pelos Estados Unidos do visto do ministro da Saúde do Brasil. Lula estava programado para visitar a Casa Branca nas próximas semanas, mas a viagem foi adiada devido à Guerra do Irã, a qual Lula se opõe veementemente.
entre os dois maiores países do hemisfério e, apesar da aparência de melhora nas relações alguns meses atrás, quando Trump suspendeu tarifas e sanções. Inclusive, um ex-embaixador da Nicarágua na OEA disse o seguinte, que Lula está em modo de pânico. O governo do Brasil retirou um visto que havia sido previamente concedido a um funcionário dos Estados Unidos que planejava viajar para o país sul-americano na próxima semana, um dia depois de um juiz ter proibido que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a viagem.
A questão do cancelamento do visto por parte do governo Lula em relação a esse servidor americano tem a ver com uma estratégia adotada junto com Sidonio Palmeira, que é o atual secretário de comunicação do governo Lula, no sentido de tentar restabelecer uma retórica de defesa da soberania brasileira contra os Estados Unidos. No momento em que as pesquisas eleitorais que foram feitas nas últimas semanas têm apontado uma queda de aprovação do presidente Lula e dificuldades que ele terá nas eleições, com empates técnicos ali,
no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, ele teria então entabulado uma estratégia para retomar a retórica da defesa da soberania nacional contra os Estados Unidos. Além disso, em relação à acusação de interferência eleitoral, é interessante dizer que cinco reportagens falaram ao longo do tempo de uma interferência eleitoral dos Estados Unidos em 2022, mas no sentido contrário de defesa da candidatura do Lula. A Foreign Policy publicou uma reportagem em outubro de 2022,
dizendo como a equipe de Biden tentou oblidar as eleições do Brasil contra um golpe. Financial Times em junho de 2023. A campanha discreta dos Estados Unidos para defender a eleição do Brasil. Foreign Policy em fevereiro de 2024. Como a pressão dos Estados Unidos ajudou a salvar a democracia brasileira. Reuters em maio de 2022. Chefe da CIA disse ao governo Bolsonaro para não interferir na eleição brasileira. E New York Times em novembro de 2022.
O que a democracia americana pode aprender com o Brasil. Em relação a essa questão da visita de oficiais,
pessoas de estrangeiros ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Aqui é interessante lembrar que o próprio Lula recebeu uma série de lideranças internacionais quando esteve preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, dentre eles o Danny Glover, ator americano, o Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, Nonchonsky, o linguista americano, Boaventura de Souza Santos, sociólogo português, o Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz pela Argentina, Juan Carlos Monideiro, fundador do Partido Podemos da Espanha,
presidente da Colômbia, Roberto Gualtieri, eurodeputado italiano, além disso, o Cardenas, que foi governador no México, Leonardo Padura, escritor cubano, Pilar del Rio, jornalista espanhola, viúva do escritor português José Saramago, Domenico Demasi, sociólogo italiano e Martin Schutz, ex-líder do Parlamento Europeu, eurodeputado alemão. E, além disso, o próprio Lula, na condição de chefe de Estado brasileiro, ele foi para a Argentina no ano passado participar da reunião de culpa do Mercosul
Argentina, enquanto presidente do Brasil, a ex-presidente argentina, Cristina Kirchner, que se encontra em prisão domiciliar em função da sua condenação por crime de corrupção. E ele também ali visitou. Então, essa questão de visita de autoridades estrangeiras em relação a pessoas que se encontram presas é comum no plano internacional. E o próprio Lula recebeu uma série de visitas e ele próprio visitou a ex-presidente argentina em Buenos Aires no ano passado, Rossana.
relação entre Brasil e Estados Unidos, né, Fred? Que hora a gente pensa que vai melhorar e de repente vem uma confusão desse tipo, né? Deu uma piorada e vamos aguardar a cena nos próximos capítulos. Bom, o episódio de hoje fica por aqui. Pra você que ainda não é assinante, não deixa de acessar gazetadopovo.com.br barra oferta. E você que tá com a gente no YouTube da Gazeta do Povo também, não deixa de conhecer o nosso clube de membros. A gente espera vocês na próxima edição do 15 Minutos. Tchau!
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