Relator da CPI do INSS chama Vorcaro de mafioso e pressiona Moraes
- CPMI do INSS e denúncias contra VorcaroRelatório de Alfredo Gaspar chamando Vorcaro de mafioso · Acusações de gangsterismo e atividades ilícitas · Relações entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Morais · Prisão do banqueiro do Banco Master · Pressão por investigação de autoridades
- Banco MasterPagamento de 80 milhões de reais · Contrato de 120,9 milhões entre Banco Master e escritório da esposa de Moraes · Valores discrepantes com mercado jurídico · 94 reuniões e 36 pareceres jurídicos · Comparação com honorários internacionais
- Eventos CulturaisEvento no John Club em Londres · Degustação de vinho Macalan custando 640 mil dólares · Presença de autoridades brasileiras · Total de 6 milhões de dólares em eventos · Comparação com Festa da Guarda Napa
- Judiciário e PolíticaNegação de conversas com Vorcaro · Nota do ministro desmentindo diálogos vazados · Acusação de vazamento pela CPMI · Resposta sobre dados acessados pela Polícia Federal · 0,25% dos dados compartilhados com CPMI
- Implicações e Investigação PolíticaVenda de crédito de advocatistas de 38 milhões · Fundo ligado ao Banco Master · Decisão do Banco Federal em comprar títulos do Banco Master · Compra por 12 bilhões de reais · Relações entre poder público e instituição financeira
- BACP Banco MasterRequerimento de 35 assinaturas · Investigação de ministros do STF · Foco em Alexandre de Morais e Astrofilho · Disputa sobre escopo da investigação · Pedido anterior de Carlos Jordinho com escopo expandido
- Impeachment Ministros STF47 pedidos de impeachment contra Alexandre de Morais · 13 pedidos contra Edson Fachin · 12 pedidos contra Astrofilho · Atuação do presidente do Senado em engavetar pedidos · Ministros sem pedidos: Flávio Dino, Cármen Lúcia, André Mendonça
- STF Setor PrivadoDocumento elaborado pelo escritório de Moraes · Definição de corrupção no código · Proibição de presentes acima de 50 dólares · Orientações sobre vantagens indevidas · Contradição entre normas e práticas
- Pressões contra investigações de autoridadesOfício ao presidente do STF Luis Edson Fachin · Reunião privada com presidentes de conselhos · Encerramento de inquéritos pendentes · Proteção de investigados de alto escalão · Contraste com investigações de organizações criminosas
- Nota de defesa da esposa de MoraesConfirmação do contrato com Banco Master · Período de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 · 36 pareceres jurídicos elaborados · Liquidação extrajudicial do Banco Master · Valores recebidos durante vigência do contrato
- Jornalista Laura JardimMonitoramento de jornalistas · Intimidação de profissionais de mídia · Departamento de espionagem do Banco Master · Métodos ilícitos de vigilância · Perseguição de críticos
- Daniel VorcaroCompartilhamento de 0,25% dos dados pela PF · Autorização do ministro André Mendonça · Refutação de vazamento pela CPMI · Quantidade total de dados coletados · Transparência nas investigações
- Crimes e OcultaçãoConversa com ex-esposa Marta Guerra · Admissão de práticas ilegais · Justificativa pela natureza do setor financeiro · Descrição do setor como 'marcha' · Necessidade de métodos não-convencionais
Olá para você que acompanha a Gazeta do Povo, eu sou a Rossana Bittencourt e esse é o podcast 15 minutos em que você fica bem informado com os comentários e análises do Frederico Juncker que está aqui ao meu lado. Fred, bem-vindo. Olá, Rossana e olá aos amigos da Gazeta do Povo. Antes de começar aquele recado para você que ainda não é assinante da Gazeta do Povo, faça a sua assinatura, aproveite a promoção do consumidor da Gazeta do Povo e pague apenas R$ 1,90 nos primeiros seis meses.
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Agora, Fred, vamos falar sobre a reunião da CPMI, do NSS, em que o relator chamou o Daniel Vorcaro, o banqueiro lá do Banco Master, de mafioso. E, de fato, essa palavra cumpre bem o papel para definir as relações do Daniel Vorcaro. Com certeza, Rossana. Mas não só. Ele chamou o Vorcaro de mafioso, gangster, bandido, e pediu, inclusive, pela prisão do ministro Alexandre de Moraes. Ele deu palavras muito duras no discurso, o relator Alfredo Gaspar.
caro se utilizou ao falar com a sua ex-moiva, Marta Graef, dizendo que o ramo financeiro, o setor financeiro, era uma verdadeira mástia e que, por isso, ele tinha que adotar os métodos ilícitos que ele estava adotando, inclusive com aquele departamento de espionagem que ameaçou pessoas, intimidava, monitorava, até mesmo jornalistas, como o caso do jornalista Lauro Jardim. E o relator Alfredo Gaspar deu justamente um discurso muito forte,
contra o Vorcar e o próprio ministro Alexandre de Moraes, justamente em relação a uma nota publicada pelo ministro Alexandre de Moraes, em que ele se defende dizendo que as afirmações de que ele teria conversado com o Vorcar, que foram confirmadas pela jornalista Malu Gaspar e pelo grupo O Globo, essas afirmações e esses diálogos seriam falsos. Ele não teria conversado com o Vorcar no dia 17 de novembro do ano passado, dia da prisão do banqueiro do Banco Master.
As falas do Alfredo Gaspar foram muito duras e foram as seguintes. Aí me diga, qual é a única palavra para definir esse cidadão chamado Vorcaro? Só tem uma. Mafioso, gangster, bandido. Tem algum problema alguém encontrar o mafioso na rua e dar a mão? Muitas vezes você nem sabe. Tem algum problema o mafioso ter o seu telefone sem você nunca ter falado com ele? Zero. Tem algum problema o mafioso encontrar você na rua e tirar uma foto?
Você não sabe? Zero. Tem algum problema o mafioso fazer uma festa com 80 prostitutas,
Por enquanto, o problema é dele. Agora, vamos para o que interessa. O problema é o seguinte. Esse é um mafioso, referindo-se a Vorcaro. E esse é um herói para alguns, apontando a foto do Alexandre de Moraes. O mafioso pagou para a família do herói R$ 80 milhões, que foi o valor daquele contrato de R$ 129 milhões celebrados entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Foram efetivamente pagos R$ 80 milhões.
O restante não foi pago porque foi decretada a liquidação extrajudicial do banco em novembro do ano passado.
E eu pergunto, quando você recebe um real de um mafioso, aí já muda a coisa. Mas quando você recebe um contrato de 129 milhões de reais e recebe na conta esses 80 milhões, o mafioso deve satisfação? Não. Esse aqui é mafioso, ele vive disso, de comprar autoridades da república. Quem deve satisfação é esse aqui, Alexandre de Moraes, que botou muito inocente na cadeia com a peste de maior moralista do Brasil. E eu pergunto, como é que essa CPMI vai ficar calada?
Essa CPMI é feita de homens e mulheres de honra ou é de gente frouxa que acaba baixando a cabeça
covardia. Alexandre de Moraes, eu posso receber a polícia amanhã na minha casa, mas vou receber de uma perseguição. Não vai ser por roubo, nem por safadeza. Nesse ponto aqui é interessante dizer que o próprio portal Jota, que é um portal de notícias jurídicas, publicou ontem que o ministro Alexandre de Moraes estaria estudando retalhar parlamentares que têm adotado esses discursos e feito críticas à atuação do ministro no caso do Banco Master e a essa relação que ele tem com Daniel Alvorcaro. E se valeria para retalhar esses parlamentares,
seja do inquérito das fake news, seja do inquérito das milícias digitais. E continua então o relator Alfredo Gaspar. Agora, se fosse eu que tivesse recebido 80 milhões de reais desse bandido aqui, eu estaria preso. Preso. Estaria preso até a décima geração. E tem gente que ainda sai para fazer essa defesa. E tem gente que sai ainda para bater palma para Alexandre de Moraes. Alexandre de Moraes está com débito em relação ao Brasil, porque Vorcaro meteu mensagem para ele na hora de ser preso. Por quê? A perguntazinha bloqueou? Bloqueou o quê? Bloqueou o quê?
hora de ser preso. Alexandre de Moraes desmentiu, mas antes de desmentir, ele fez uma acusação que foi a CPMI que vazou os dados. E o Alexandre de Moraes, justamente, ele acusa essas conversas entre o Vorcário e outras pessoas de terem sido divulgadas pela CPMI do INSS. No entanto, o relator, ele nega essa acusação, inclusive fazendo referência de que, de todos os dados levantados pela Polícia Federal, eles só tiveram acesso à CPMI a 0,25% desses dados, que foi
franqueado o acesso pela PF por meio da decisão do ministro André Mendonça aos integrantes da CPMI do INSS. E ele continua, eu quero lá saber de namoro de Vorcaro, eu quero saber da prostituição com poder público. Então, Alexandre Moraes, pode me prender, não tem problema não. O Senado da República deveria instalar a CPI para apurar as relações entre Alexandre Moraes e Toffoli com o mafioso. O que o juiz Alexandre Moraes diria do Alexandre Moraes com vínculo com Vorcaro?
Quem garante que o dinheiro roubado de aposentadoria e pensionista não está aqui nos 80 milhões?
E fazendo referência justamente à questão dos empréstimos consignados que o Banco Master tinha como de seus carros-chefes nas atividades do banco. Quem garante que os R$ 35 milhões do Sr. Toffoli, fazendo referência aqui à compra das cotas do resort Tayaya, que manteve o caso na gaveta do Master e do NSS, eu sei que essa minha fala é uma fala que me coloca na linha de tiro, do tiro da perseguição, mas deixa eu lhe dizer, tem horas que a história chama e você não pode faltar, eu estou indignado.
Deixeira Moraes, pela primeira vez, ela soltou uma nota fazendo referência a esse contrato entre o escritório dela e o Banco Master. Aqui é um paralelo interessante com a própria questão do Toffoli. O Toffoli demorou para vir a público, até que a primeira vez que ele veio a público para tratar do escândalo do Banco Master, ele reconheceu finalmente que era o proprietário do resort Tayayá, numa sociedade junto com seus dois irmãos.
Aqui também, quando a Malu Gaspar publicou as primeiras notícias relativas ao teor desse contrato e ao valor do contrato, lá em dezembro do ano passado,
chegou a ser, inclusive, atacada por uma série de veículos, dizendo que aquelas informações seriam mentirosas. Pois, ontem, a senhora Viviane Barça de Moraes confirmou a existência desse contrato, que ela recebeu entre fevereiro de 2024 a novembro de 2025, quando foi decretada a liquidação extrajudicial do Banco Master. E ela falou que, basicamente, foram proferidos 36 pareceres pelo escritório para o Banco Master e tenham sido realizadas 94 reuniões.
serviço prestado, eles receberam ali a quantia de 80 milhões de reais. Só que, conforme inclusive já falamos aqui, esses valores distoam absolutamente da prática do mercado jurídico no Brasil e fora do Brasil. Vou dar um exemplo aqui. Essas 94 reuniões totalizaram em média 3 horas de trabalho, segundo ela. Somando-se isso, dá aproximadamente 282 horas de reuniões realizadas pelo escritório da senhora Viviane Barça de Moraes com o Banco Master. Os escritórios, melhores
8 horas e mais bem remunerados do mundo estão nos Estados Unidos. Para dar um exemplo aqui, eles cobram esses advogados, os advogados mais qualificados dos Estados Unidos, por uma hora de trabalho, 5 mil dólares, que dá aproximadamente entre 26 mil dólares, entre 25 mil a 30 mil reais. Se ela tivesse cobrado o valor que os mais bem remunerados advogados do mundo cobram, ela teria recebido por essas 282 horas de trabalho aproximadamente 8,5 milhões de reais,
o que demonstra que esse contrato envolvia muito além dessa prestação de serviços jurídicos. E aqui um ponto interessante também, que ela disse que ela elaborou o código de conduta do Banco Master, um fornecimento de serviço para o departamento de compliance do banco. E o que diz esse documento elaborado pelo escritório da senhora Viviane Barthes de Moraes? O documento define como corrupção o ato de prometer, oferecer ou dar, diretamente ou através de terceiros, vantagem indevida à gente público,
agente político ou a terceiro ou representante por ele indicado, com a intenção de influenciá-lo ou propiciar qualquer vantagem ao Banco Master ou suas controladas, ou obter, manter ou direcionar negócios para o Banco Master e ou suas controladas ou para terceiros. E alerta que a corrupção ocorre ainda que a vantagem oferecida não se concretize. E são listados como possíveis vantagens indevidas, brindes, presentes, viagens, refeições, ingressos para shows ou hospedagem, doações para campanhas políticas ou partidos políticos,
de pessoa física, ofertas de emprego, recomendações, entrevistas, favores entre outros, favorecimento de fornecedor ligado a terceiro agente público ou outros. Os colaboradores são obrigados a recusar presentes em dinheiro e itens acima de 50 dólares. Pois bem, deu informação agora de que o Banco Master, naquele evento que foi realizado em Londres, que contou com o patrocínio do Banco Master, com a presença de uma série de altas autoridades da República Brasileira, eles gastaram 640 mil dólares para realizar
Um evento exclusivo num clube privado chamado George Club, na cidade de Londres, em que os presentes ali fizeram uma degustação do vinho, desculpe, do uísque Macallan. E essa degustação custou, então, a cifra de 640 mil dólares. Estiveram presentes nessa degustação Alexandre de Moraes, junto com o Daniel Vorcaro, obviamente, Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, Ciro Soares, advogado de Daniel Vorcaro,
Dito Gonçalves, ministro do STJ, Dias Toffoli, ministro do STF, Hugo Noto, presidente da Câmara dos Deputados, Paulo Guanel, procurador-geral da República e Ricardo Lewandowski, então, ministro da Justiça. Esse episódio lembra muito, inclusive, a divulgação daquela famosa farra dos guardanapos, ou festa dos guardanapos, que em 2009, o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, participou de uma comemoração de um evento em que ele recebeu a maior condecoração concedida pelo governo francês,
de 2019, foi comemorado um palácio na Champs-Élysées e ele com seus 150 convidados, numa festa, num jantar em que se gastou 1,5 milhões de dólares, botou o guardanapo na cabeça com os outros convidados e começou a dançar de forma jocosa ali com esses convidados e depois virou um escândalo em 2012, quando essas fotos vieram a público. Esses eventos, em torno desse evento, dessa conferência em Londres, patrocinada pelo Banco Master, custou no total 6 milhões de dólares e não só esse
essa degustação de uísque nesse clube privado, George Club, mas também em outros clubes privados que foram realizadas ali, esses convescotes, e que custaram ali no total 6 milhões de dólares. O que coloca então o ministro Alexandre Moraes na berlinda e com essa faladura do relator da CPMI do INSS. Além disso, surgiu uma nova informação de que o escritório de advocacia do governador do Distrito Federal, publicada pela Malu Gaspar,
Ele teria vendido um crédito de honorários advocatícios de 38 milhões de reais a um fundo ligado ao Banco Master. Isso em maio de 2024. Ou seja, você vê uma relação entre o próprio governador do Distrito Federal e explica muito de por que o banco BRB, o Banco Estatal do Distrito Federal, decidiu socorrer o Banco Master comprando títulos podres do banco pela quantia de 12 bilhões de reais.
que é o Sindicato dos Auditores da Receita Federal, saiu a público novamente em defesa do presidente da ONU Fisco, que é a Associação dos Auditores, dizendo, basicamente, sobre a preocupação com a perseguição empreendida pelo ministro Alexandre Moraes contra o presidente da entidade, ao apontar ali que ele seria mais arriscado investigar ministros do Supremo do que integrantes de organizações criminosas. E ontem mesmo também, a OAB realizou uma reunião com o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo, presidente do Supremo Tribunal Federal,
requerendo que ele encerre o inquérito das fake news, como eles já haviam feito mediante um ofício, agora numa reunião privada, com a presença de todos os presidentes e os conselhos seccionais do OAB ao redor do Brasil. Além disso, ontem o governador de Minas Gerais protocolou um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Já há 47 pedidos de impeachment tramitando contra o ministro, protocolados, na verdade, contra o ministro Alexandre de Moraes no Senado Federal.
ao momento. Além disso, há 13 pedidos contra o ministro Gilmar Mendes, 12 contra Dias Toffoli, 5 contra Luiz Edson Fachin, 3 contra Cristiano Zanin, 2 contra Luiz Fux e 1 contra Cássio Nunes. Os únicos três integrantes do Supremo que não têm contra si pedidos de impeachment protocolados foram Flávio Dino, Carmen Lúcia e André Mendonça. E, além disso, o Alessandro Vieira, senador pelo Estado de Sergipe, anunciou que conseguiu reunir 35 assinaturas de senadores e já protocolou o requerimento de instalação de uma CPI do Banco
Banco Máster, aí para apurar fatos determinados envolvendo apenas os integrantes do Supremo, ministro Alexandre Moraes e ministro Dias Toffoli. E aqui há uma contenda hoje no Congresso, porque já há o pedido formulado pelo deputado Carlos Jordi, aquele pedido de uma CPMI do Banco Máster, com objeto mais alargado para incluir, inclusive, a investigação de parlamentares que estejam envolvidos com esse escândalo. E esse pedido do senador Alessandro Vieira está limitado à investigação do Toffoli e do Alexandre Moraes.
assinatura, Susana. É claro que a gente segue acompanhando esse caso, né, Ferid? Para passar os detalhes para quem está em casa acompanhando a gente também. Muita coisa por vir ainda. O episódio de hoje fica por aqui. Para você que ainda não é assinante da Gazeta do Povo, acesse gazetadopovo.com.br barra oferta e garanta aí essa promoção da Semana do Consumidor. Você vai pagar só R$ 1,90 por mês nos primeiros seis meses de assinatura.
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