PF detalha milícia privada de Vorcaro
- Violencia contra JornalistasMensagens ameaçadoras no WhatsApp · Plano de agressão física · Intimidação da imprensa · Intenção de quebrar dentes · Monitoramento do jornalista · Obstrução de justiça
- Daniel VorcaroDecisão do ministro André Mendonça · Banqueiro do Banco Master · Operação da Polícia Federal · Análise de aparelhos telefônicos · Esquema criminoso
- Milícias privadas e crime organizadoCapangas de Vorcaro · Coerção e intimidação de pessoas · Monitoramento de adversários · Braço armado da organização · Operações coordenadas de violência
- Roberto Campos NetoServidores de carreira corrompidos · Paulo Sérgio de Neves de Souza · Bellini Santana · Facilitação de atividades ilícitas · Pagamentos por interposta pessoa · Contratos de consultoria fraudulentos
- Autoridades envolvidas em operaçõesReferenciado como 'cicário' (assassino de aluguel) · Encabeçava rede de monitoramento · Responsável por intimidações · Executor de operações violentas · Intermediário das ameaças
- Segurança OperacionalGrupo de inteligência privada · Planejamento de operações de vigilância · Conversas de intimidação · Coordenação de atividades criminosas · Monitoramento de jornalistas
- Vazamento de InformaçõesAcesso a arquivos de registro de dados · Invasão de sistemas do Ministério Público Federal · Acesso a informações da Interpol · Acesso a informações do FBI · Vigilância de Ex-funcionários
- Postura institucional em investigaçõesParecer contrário às medidas cautelares · Paulo Gonçalves como Procurador-Geral · Demora na análise de documentos · Complacência com investigações · Parecer fora do prazo
- Banco MasterBanco liquidado pelo Banco Central · Fraudes bancárias · Supervisão inadequada · Demora em medidas cautelares · Relação com corrupção no Banco Central
- Fabiano Zettel InvestigaçãoBraço financeiro da organização · Responsável por pagamentos · Cuidado de Vorcaro · Gestor de recursos da milícia
- Contratos suspeitos com autoridades públicasAparência de prestação de serviços · Corrupção disfarçada de consultoria · Contrato entre Vorcaro e ministro Flávio Bolsonaro · Necessidade de investigação adicional · Potencial envolvimento de autoridades federais
- Financiamento de Grupos ArmadosAproximadamente um milhão de reais por mês · Pagamentos através de interposta pessoa · Custeio de operações de vigilância · Remuneração de capangas
- Reação da Globo ao casoNota de repúdio às ameaças · Defesa do jornalista Laura Jardim · Compromisso com investigação · Proteção à liberdade de imprensa · Continuidade da cobertura
- Papel de Maurício Rozeno da SilvaEx-policial federal · Membro da organização criminosa · Participação na milícia privada · Liderança de grupo de capangas
- Tecnologia e InovacaoInvestigação de Laura Jardim · Investigação de Manuela Gaspar · Repercussão na imprensa · Importância da divulgação pública · Resistência às ameaças
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Olá, eu sou a Rosana Bittencourt e esse é o podcast 15 Minutos, em que você fica bem informado com os comentários e análises do Frederico Junter, que está aqui ao meu lado. Fred, bem-vindo. Olá, Rosana. Olá, os amigos da Gazeta do Povo. Antes da gente começar, Fred, quero deixar um recado, então, para quem está assistindo o podcast 15 Minutos, que ainda não é assinante da Gazeta do Povo. Pode fazer assinatura no site gazetadopovo.com.br barra oferta.
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conheça o nosso clube de membros, porque lá tem muito conteúdo exclusivo para quem é assinante do clube. Fred, então vamos falar do assunto do dia, porque o banqueiro, ou ex-banqueiro, nem sei dizer, Daniel Vortaro foi preso, e a repercussão é muito grande, porque além de toda essa questão envolvendo o escândalo do Banco Master, agora também o ministro do STF, André Mendonça, na decisão, deixa muito claro que a ameaça também era contra a imprensa e contra jornalistas. Pois é, Rosana, são fatos extremamente graves que vieram a público,
por meio dessa decisão do ministro André Mendonça, nessa que pode ser considerada a terceira fase da Operação Compliance Zero, em que o ministro traz a público, por meio da divulgação da sua decisão, um esquema criminoso que envolvia justamente capangas ali do Daniel Vorcaro, que coagiam pessoas e monitoravam pessoas para fins de intimidação. Inclusive, o jornalista Lauro Jardim, que vem dando cobertura a esse caso escândalo do Banco Master,
seria um dos alvos com ameaça que nós vamos tratar em breve do caso específico envolvendo o jornalista. Mas essa decisão veio, então, em decorrência de um pedido formulado pela Polícia Federal, em que a polícia, ao se aprofundar sobre os aparelhos telefônicos de Vorcaro, de Fabiano Zetel, descobriu os métodos de atuação dessa quadrilha, dessa organização criminosa. O ministro André Mendonça decretou a prisão de quatro pessoas,
Daniel Vorcaro, o líder desse esquema. Fabiano Zetel, seu cunhado. Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, que era referenciado pelo Daniel Vorcaro como o sicário. Sicário é um termo pouco utilizado em português, mas muito utilizado em espanhol, especialmente no México. É um assassino de aluguel, basicamente. Mandante de assassinatos de aluguel. E o sicário é utilizado muito pelos cartéis mexicanos. E ele se referia, Daniel Vorcaro, a esse senhor Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão,
como o seu sicário, porque esse senhor encabeçava uma rede de monitoramento, seja de autoridades públicas, de jornalistas, daqueles que o Vorcaro identificava como seus adversários, para fins de intimidação, coação dessas pessoas, numa tentativa desesperada do Vorcaro de barrar essas investigações envolvendo o escândalo do Banco Master. Além disso, foi decretada a prisão de Maurilson Roseno da Silva, que é um ex-policial federal que participava também desse grupo,
um verdadeiro departamento de inteligência, por assim dizer, do Daniel Vorcaro, que buscava constranger pessoas. Além disso, o ministro André Mendonça decretou o afastamento cautelar de dois servidores de carreira do Banco Central, e aqui um fato também muito grave, os senhores Paulo Sérgio Neves de Souza, que ocupou a função de chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, e o senhor Beline Santana, que ocupou o cargo de chefe do Departamento de Supervisão Bancária.
Esses dois servidores do Banco Central atuavam dentro do banco, basicamente, como auxiliares, consultores do Daniel Vorcaro, facilitando as atividades do Banco Master, acobertando as atividades do Banco Master e auxiliavam o Daniel Vorcaro na elaboração de documentos, fornecendo informações sigilosas sobre procedimentos fiscalizatórios envolvendo o Banco Master e eles teriam sido comprados, corrompidos pelo Daniel Vorcaro,
por meio de pessoas jurídicas, fingindo que se tratava de contratos de consultoria, prestação de serviços de consultoria. Então, são fatos extremamente graves. E aqui, qual era o modus operandi, conforme descrito na decisão do ministro André Mendonça? Verifica-se, portanto, que a atuação da organização criminosa não é poeril. Pelo contrário, são profissionais do crime que atuam de forma coordenada com a capacitação ilícita de servidores públicos nos mais altos escalões da República,
influenciar a opinião pública contra os agentes do Estado envolvidos na investigação e desmantelamento do esquema criminoso multibilionário, buscando assim construir um cenário favorável de enfraquecimento do Estado e permanência da delinquência alcançada, mesmo que para isso tenha que se utilizar de atos de violência física e coação por meio de sua milícia. Leia-se a turma. A turma era o grupo de WhatsApp no qual eles conversavam entre si para combinar essas operações de vigilância, monitoramento de indivíduos
para fins de intimidação e coação de todos aqueles que Vorcaro identificava como seus inimigos ou adversários. Tal intento de Daniel Vorcaro não pode prosperar, pois a presente investigação criminal sobre organização criminosa estará em risco, reprise-se risco concreto, inclusive contra a integridade física dos servidores públicos responsáveis pela operação, enquanto não houver a completa neutralização do braço armado da organização criminosa, em toda extensão, isto é, do comando exercido por Daniel Vorcaro,
controlado por Fabiano Zetel, que o cunhado era responsável pelo pagamento dos indivíduos que participavam dessa organização criminosa, o seu sicário Felipe Mourão, e além dos membros da turma liderada pelo policial federal aposentado Marilson Roseno. E é importante destacar que essa investigação e essas medidas tomadas pelo ministro André Mendonça tem ligação direta com aqueles contratos que o Daniel Vorcaro, por meio de agências de marketing digital,
tentou fazer com influenciadores digitais no final do ano passado para que esses influenciadores digitais atacassem o Banco Central, para que se criasse um clima, na opinião pública, favorável à decisão do TCU de reverter a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central. Foi a partir justamente da análise desses elementos, no inquérito que investigava os influenciadores digitais, que se descobriu que o Vorcaro mantinha esse grupo chamado A Turma, que nada mais era do que um braço de inteligência
do Vorcaro, que, como eu disse, ele buscava monitorar pessoas e, eventualmente, até estabelecendo um plano ali para atacar essas pessoas fisicamente com agressões, no sentido de constranger, especialmente jornalistas, a não exercer o seu trabalho e dar destaque a esse caso. Chama atenção também que, antes de decretar essa medida judicial, o ministro André Mendonça solicitou um parecer da Procuradoria-Geral da República. Ele deu 72 horas para o Procurador-Geral
Geral da República se manifestar sobre os pedidos formulados pela Polícia Federal. E a PGR disse que era muito pouco tempo para analisar aqueles fatos, que precisaria de mais tempo, mas que a princípio não via fundamentos para a decretação das medidas cautelares. O que sugere também um acobertamento pela Procuradoria Geral da República desse escândalo. Sabemos que o escândalo do Banco Master envolve ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e você vê uma
complacente do Procurador-Geral da República, Paulo Goné, em relação às investigações. E o próprio André Mendonça faz menção a isso. Ele lamentou o parecer da Procuradoria-Geral da República que se manifestou fora do prazo e se manifestou dizendo que não via ali elementos suficientes para a decretação das medidas e pedindo mais tempo para analisar os autos. O ministro André Mendonça deixou isso muito claro. Ele falou que ele lamenta que a PGR diga que não se entrevê no pedido, nem num
E lamenta nas palavras do ministro André Mendonça, porque as evidências dos ilícitos e a urgência para a adoção das medidas requeridas estão fartamente reveladas na representação da Polícia Federal. Então, você vê no bojo desse esquema criminoso, inclusive os servidores do Banco Central envolvidos nesse grave
escândalo de corrupção do Banco Master, o que mostra que essa liniência do Banco Central, que havia recebido vários alertas até chegar à decisão de liquidação extrajudicial do Banco, essa demora em tomar essas medidas decorreu em larga medida desse crime de corrupção que teria sido praticado pelo Vorcaro, corrompendo servidores de carreira do Banco Central. Em relação a esse grupo, a chamada Turma, que monitorava pessoas, o ministro destacou o seguinte na sua
Ainda em relação a esse núcleo específico, identificou-se a emissão de ordem direta de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas, dentre as quais concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização e com vistas à obstrução de justiça.
e sistemas de registro de dados da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos e organizações internacionais como a Interpol e do próprio FBI, segundo dito na decisão do ministro André Mendonça. Além disso, esse grupo de inteligência receberia aproximadamente um milhão de reais por mês para fazer e desenvolver as suas atividades. O próprio Daniel Vorcaro pediu que um ex-funcionário seu fosse monitorado,
por meio do acesso ao aparelho telefônico desse seu funcionário, ele pede isso para o vicário Felipe Morão. Diz aqui a decisão, em outra mensagem de WhatsApp trocada com o Vorcaro, Morão afirma que está monitorando o ex-funcionário de Vorcaro e pergunta a este último, tem algum telefone ou alguma coisa assim para monitorar? Além disso, Morão também se dispõe a colocar a turma para intimidar outro funcionário de Vorcaro que supostamente teria feito uma gravação indesejada deste.
Nas mensagens há trocas de documentos pessoais do funcionário que seria intimidado.
a determinação expressa a Mourão para levantar tudo dos dois que seriam o seu funcionário em chefe de cozinha e ele associado. A uma certa altura, Daniel Vorcaro expressamente menciona a Mourão, o bom de dar sacode no chefe de cozinha primeiro. O outro já vai se assustar. Em outra ocasião, Vorcaro diz a Mourão que seu empregado estaria ameaçando e diz, empregada, Monique me ameaçando, é mole? Tem que moer essa vaga de ter palavras do Vorcaro.
Mourão responde, o que é para fazer? Puxa endereço e tudo mais. E aqui o caso envolvendo o jornalista Lauro Jardim. Nesse sentido, uma mensagem de WhatsApp
Mourão e Daniel Vorcaro, identifica-se o ânimo de agressão a determinado jornalista. Eles aqui não fazem menção ao nome do jornalista, mas o jornalista acabou sendo informado, Lauro Jardim, sobre essa ameaça que ele sofreu. E aí o próprio jornal O Globo veio ao público confirmar que o jornalista que se refere à decisão é o próprio Lauro Jardim. Em relação ao jornalista, diante da informação de que profissional havia divulgado na imprensa a notícia contrária aos interesses do Vorcaro, o teor da conversa é o seguinte.
Em outra troca de mensagens entre Vorcaro e Mourão, o tema alusivo ao mesmo jornalista se repete. Em seguida, Mourão coloca dois símbolos de sinal positivo em uma mensagem na qual Vorcaro afirma a intenção de quebrar todos os dentes do jornalista.
contínuo, Morão responde, estamos em cima de todos os links negativos, vamos derrubar todos e vamos soltar positivas. Ainda em relação à mensagem de Vorcaro, quero dar um pau nele, Morão responde, pode? Vou olhar isso. E confirmando o ânimo de agressão, Vorcaro responde, sim. Então, segue a decisão do ministro André Mendonça, a partir de todos esses diálogos, verifica-se a presença de fortes indícios de que Vorcaro determinou a Morão que forjasse um assalto ou simulasse um cenário semelhante para prejudicar violentamente o jornalista em questão e a partir do episódio calar a voz da
Então, e fica muito claro ali também a questão dos contratos que o ministro, desculpe, que Daniel Vorcaro fazia com autoridades públicas, que eram contratos que com a suposta aparência de função de trabalho, de prestação de serviços de consultoria,
de corrupção pura e simples, o que demanda também maior investigação sobre a natureza do contrato entre o Daniel Vorcari e a esposa do ministro Alexandre Moraes. Em relação a esses fatos envolvendo o Lauro Jardim, o jornal O Globo divulgou uma nota dizendo o seguinte. O Globo repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacada pelo ministro André Mendonça, avisava calar a voz da imprensa pelo ar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa,
devem ser investigados e punidos com rigor da lei. O Globo e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público. E aqui cabe destacar também que os dois principais jornalistas que estão fazendo uma investigação profunda sobre esse caso e divulgando informações são o Lauro Jardim e a Manu Gaspar. Então são fatos extremamente graves e que demandam o aprofundamento das investigações, inclusive com a comprovação de que servidores de carreira do Banco Central estavam envolvidos nesse esquema,
a real natureza dos demais contratos celebrados entre o Vorkar e outras autoridades públicas, e aqui em especial o ministro Alexandre Moraes e o próprio Dias Toffoli, Rossana. Bom, e essa história, claro, que a gente segue acompanhando e vai ficando cada vez pior, né, Fred? Muito grave. Bom, é isso, então. O episódio de hoje fica por aqui, mas para você que ainda não é assinante da Gazeta do Povo, fica aquele recado, é só acessar gazetadopovo.com.br barra oferta e assim você garante a sua assinatura pagando apenas R$ 1,00 por mês nos primeiros seis meses.
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