Instalação ligada à China no Brasil preocupa os EUA
Lula valida o quebra-quebra ao revogar decretos sobre hidrovias na Amazônia. É o título do editorial de hoje da Gazeta do Povo. Um país já carente de alternativas ao transporte rodoviário para escoar sua produção, especialmente aquela oriunda do interior, acaba de sofrer um revés significativo. O presidente Lula revogou um decreto que permitiria estudos com vistas à possível concessão de corredores hidroviários
e Tocantins. Tudo ainda em fase muito preliminar. Não se tratava de autorização para nenhum leilão, muito menos obra. Morreu no nascedouro, portanto, o que poderia se tornar uma opção mais limpa e eficiente para transportar produtos agrícolas e minérios pela Amazônia. E o recuo não ocorre por nenhum motivo razoável. O governo simplesmente cedeu a baderna, validando a violência como método legítimo de pressão política.
Hidrovias no Programa Nacional de Desestatização havia sido publicado em agosto do ano passado, mas a oposição à medida se tornou mais virulenta apenas um mês atrás, com a esquerda fazendo uma das coisas que melhor sabe fazer, substituir o diálogo pela força bruta. Na noite do dia 20 madrugada do dia 21, indígenas invadiram o escritório da Cargill em Santarém, Pará, e vandalizaram a fachada da sede da empresa em São Paulo.
manifestantes já haviam bloqueado o Cais da Cargill, desobedecido a ordens de desocupação e interceptado uma balsa de grãos. Em carta, as lideranças indígenas afirmavam que não aceitariam desfecho diferente da revogação do decreto. E tudo com o apoio de parlamentares de partidos da base aliada de Lula. Como recompensa, as lideranças foram recebidas pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e dos povos
indígenas, Sônia Guajajara, ambos do PSOL, um dos partidos que incentivaram os protestos, no Palácio do Planalto. Logo em seguida, o decreto foi revogado. Boulos falou em escuta, mas a verdade é que Lula e seu governo apenas validaram o quebra-quebra como estratégia legítima para se alcançar determinados objetivos, até mais que os eslogans furados como o que acusava uma, entre aspas, privatização dos rios. O decreto, ressalte-se,
tratava de estudos preliminares. Seria a etapa em que as lideranças indígenas poderiam apontar riscos ambientais e a população local, e em que o governo avaliaria a conciliação possível entre preservação e desenvolvimento. Cedendo a chantagem e a baderna, Lula acabou com essa possibilidade. Nada disso chega a surpreender. Nem o vandalismo e a invasão como ferramenta retórica da esquerda,
O que é o presidente Dilma Rousseff?
feridos em fevereiro de 2014. Quem trata qualquer tentativa de incrementar a infraestrutura de transporte brasileira, aí incluídos até mesmo estudos prévios, como ameaça ao meio ambiente não pode reclamar quando quando é apontado como entrave ao desenvolvimento da Amazônia. Parece bastante óbvio que mais hidrovias representam menos rodovias e menos caminhões cortando a floresta. Essa capitulação
Essa é a opinião da Gazeta do Povo.