Episódios de 15 Minutos | Gazeta do Povo

Brasil de Lula em isolamento internacional

23 de março de 202614min
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Este episódio do podcast 15 Minutos examina um cenário de isolamento internacional enfrentado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O programa destaca a conferência conservadora CPAC, realizada na Hungria.
Assuntos7
  • Mediação InternacionalPosicionamento geopolítico · Reações da direita europeia · Comparação com governo anterior · Alinhamento com regimes de esquerda
  • Reunião da CELAC na ColômbiaPresença esvaziada · Comparação com Summit das Américas · Ausência de lideranças importantes · Presidência de Gustavo Petro
  • CPAC e posicionamento bolsonaristaConferência conservadora europeia · Presença de lideranças internacionais · Discursos críticos ao Brasil · Comparação com CPAC nos EUA
  • Comparação entre cúpulas internacionaisPresença reduzida na CELAC · Participação no Summit · Ausências significativas · Isolamento do Brasil e Colômbia
  • Atuação de Lucia na políticaDefesa de Bolsonaro na prisão · Crítica à corrupção no Brasil · Apoio da direita portuguesa · Menção a Flávio Bolsonaro
  • Incidente entre Lula e Gustavo Petro na CELACAtraso de Petro na reunião · Irritação de Lula · Antecipação de volta ao Brasil · Tensões diplomáticas
  • Histórico de operações políticas e investigaçõesVisita a Paris e uso de drogas · Carta de Álvaro Leiva · Constrangimento da Colômbia · Credibilidade internacional
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Olá, bem-vindos a mais um episódio do podcast 15 Minutos da Gazeta do Povo. Eu sou a Bruna Kovac, jornalista, e apresento para vocês o podcast que vai trazer informações sobre o Brasil e do mundo com comentários do Frederico Juncker, que está aqui do meu lado. Bem-vindo, Fred. Olá, Bruna, e olá os amigos da Gazeta do Povo. Antes da gente começar o assunto de hoje, eu quero te lembrar da promoção da Semana do Consumidor. Com ela, por apenas R$ 1,90 pelos primeiros seis meses, você garante a assinatura da Gazeta do Povo

de qualidade, aponta o seu celular para o QR Code aqui embaixo e assina já, não vai perder. Então hoje, pessoal, a gente vai falar sobre um tema muito importante, que é uma evidência muito grande, tanto de temas como Bolsonaro e Lula na CEPAC, que é um evento muito grande da direita, que aconteceu no último final de semana, assim como alguns comentários do presidente Lula apoiando regimes como de Cuba e da Venezuela. A gente pode fazer um monte de análise sobre isso, mas quem vai falar para a gente é o Fred.

Você vê, basicamente, Bruna, um isolamento maior do Brasil no plano internacional e a conclusão desse último final de semana. Nós tivemos, como você bem lembrou, esse evento da CIPAC, que é a Conferência de Ação Política Conservadora, o maior evento hoje conservador do mundo. Ele surgiu em 1974, nos Estados Unidos, com a participação, na época, do Ronald Reagan, que anos depois se tornaria presidente dos Estados Unidos.

com a presença de lideranças políticas conservadoras dos Estados Unidos. E, nos últimos anos, o evento acabou também se tornando um evento internacional. Ele foi realizado, inclusive no Brasil, em três ocasiões, em 2019, 2021 e 2024. A última dessas realizações foi em Balneário Camboriú, em julho de 2024, que contou com a presença do presidente argentino Javier Milley.

Um ataque europeu realizado na Hungria com a presença do primeiro-ministro da Hungria, Vitor Orbán, primeiro-ministro da Geórgia, o primeiro-ministro da República Tcheca, o ex-primeiro-ministro da Polônia, o presidente da Argentina, Javier Mele, também se fez presente. O líder do Chega, André Ventura, hoje o segundo maior partido português, que quase se tornou presidente na última eleição presidencial portuguesa. O líder do Vox, também hoje o maior partido conservador espanhol. E o próprio Eduardo Bolsonaro.

que está exilado nos Estados Unidos, também se fez presente nesse evento em Budapeste. E, dentre os vários discursos realizados, dois se destacaram pela menção ao Brasil. Num dos casos, menção ao presidente Bolsonaro e, no outro, ao presidente Lula. O André Ventura fez um discurso dizendo o seguinte. E, se me permitem, porque isso é especialmente importante para a nossa cultura portuguesa, nosso amigo brasileiro Jair Messias Bolsonaro.

Acredito que todos vocês saibam que ele está agora na prisão, está na prisão por 27 anos. O presidente Bolsonaro está preso por 27 anos porque ele lutou pela liberdade, porque ele lutou contra a corrupção em um dos países mais corruptos da América do Sul, que é o Brasil. Temos muitos brasileiros vivendo em Portugal neste momento. A maioria deles votou em mim e votou no Chega, mas eles conhecem a corrupção que foi instalada no Brasil na última década.

E tivemos um homem, Jair Bolsonaro, lutando contra a corrupção, lutando contra a Lula da Silva e lutando por um novo e grande brasileiro.

E agora ele está na prisão. Eu gostaria que todo mundo, gostaria que toda a Europa, eu acredito que deveríamos, acredito que ele merece. Hoje é aniversário dele e o aniversário dele hoje eu gostaria que nós agradecêssemos a ele pela sua luta. Pela luta do povo brasileiro e pela luta contra a corrupção. Obrigado, Jair Bolsonaro. Obrigado, Flávio Bolsonaro, pela luta de vocês por um novo Brasil livre de corrupção. Então, você vê aí o líder da direita portuguesa fazendo essa menção.

anos de prisão e conclamando também o apoio da direita europeia ao próprio Flávio Bolsonaro. Ele faz essa menção final ao pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Mas houve ali também um discurso bem forte do Santiago Abascal, que é deputado no parlamento espanhol, líder do partido Vox, partido que surgiu há pouco tempo na Espanha e que, assim como chega, também teve um crescimento muito rápido dentro do espectro da direita espanhola

Ele também fez uma menção ao Pedro Sanches, que é o atual primeiro-ministro espanhol, mas também ao próprio Lula, falando dessa aliança entre vários governos no plano internacional. Ele falou o seguinte.

meio da fraude e por meio de pactos infames com separatistas e até com terroristas. Tenho certeza de que, nas últimas semanas, vocês ouviram Sanches condenando o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o regime terrorista dos azayatolás. Mas não acreditem em nenhuma das razões que Pedro Sanches apresenta para condenar esse ataque. Para ele, não importa absolutamente nada a paz, nem o direito internacional. Só duas coisas importam. Permanecer no poder a qualquer custo e defender os aliados que o protegem.

Por que Pedro Sanches fica do lado dos ayatollahs terroristas? Por que fica do lado dos torturadores comunistas do regime bolivariano da Venezuela? Por que fica do lado do Brasil de Lula, que prende a oposição e tortura Bolsonaro? Por que fica do lado da Cuba comunista? E por que Keynes ficou do lado do Hamas, depois de cometer o ataque mais diabólico que uma organização terrorista realizou em muito tempo? Ele faz isso pelo mesmo motivo que a esquerda faz em toda a Europa. Porque esses regimes vêm há muitos anos financiando o islamismo e o comunismo,

mesma ideia, o islamo-comunismo que está se enraizando nas nossas nações e que está transformando nossas ruas e destruindo nossa identidade. E sabe com quem mais a esquerda espanhola tem ligações profundas, ligações financeiras? Acho que você já está imaginando. Com o mais infame de seus compatriotas, com George Soros. George Soros, que é um financiador de uma série de causas da esquerda ao redor do mundo e que é húngaro e por isso que ele fez essa lembrança de George Soros nesse evento realizado na Hungria.

já em decorrência também da realização desse evento, que é interessante mencionar. A primeira delas, do Dinesh de Souza, que é um dos grandes intelectuais conservadores americanos, tem uma grande influência ali no público americano, e que ele fez menção a uma publicação do Carlos Bolsonaro falando do estado de saúde do seu pai. Ele falou o seguinte, se o arco da história se inclina em direção à justiça, a vez de Lula chegará. Tive o prazer de encontrar Eduardo Bolsonaro ontem em Budapeste. É isso que a esquerda brasileira fez com o pai dele.

maiores influenciadores digitais dos Estados Unidos, com muita influência no público conservador americano, que ele faz menção ao Robert Miller. Robert Miller foi o promotor americano que atuou no caso de investigação do Trump no seu primeiro mandato, em relação àquela acusação de que a campanha do Trump em 2016 teria recebido ajuda de agentes russos. Ele foi designado como promotor especial para investigar o Trump durante o primeiro mandato e ele acabou falecendo nesse último final de semana.

Novich falou o seguinte do Robert Miller, falou, olha, Robert Miller tentou impor um golpe ao estilo islâmico e governar como Ayatollah. Eu não chorei pelos Ayatollahs iranianos e não vou chorar pelos seculares que tomaram conta do nosso sistema jurídico com a ajuda de juízes corruptos ao estilo brasileiro. Então, você vê que a fama hoje dos juízes brasileiros nos Estados Unidos é muito grande em decorrência principalmente da atuação do ministro Alexandre de Moraes. E se tivermos esse evento na Hungria ali com a reunião dessas lideranças

conservadoras europeias, aqui na América Latina, o presidente Lula se dirigiu à Colômbia para participar da reunião da CELAC, que é a comunidade de estados latino-americanos e caribenhos. Essa comunidade surgiu em 2010 para congregar os 33 países da América Latina e do Caribe, para traçar ali políticas em comum, delinear objetivos em comum das várias nações, considerando o impacto que assuntos têm envolvendo os vários países.

Essa foi uma CELAC extremamente esvaziada, contou com a presença apenas do próprio Gustavo Petro, anfitrião do evento, o presidente da Colômbia e a Colômbia que hoje está exercendo a presidência da CELAC, o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Godwin Fradi, além do próprio Lula. Essa reunião, então, ela foi extremamente esvaziada, considerando, inclusive, a reunião realizada pelo Trump há duas semanas, que analisamos aqui no 15 Minutos, aquele escudo das Américas,

para estabelecer uma política comum de segurança pública entre os países da América Latina, Caribe, contra organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas. Apenas para fim de comparação, como eu disse, nessa reunião do CELAC, quatro chefes de governo de Estado presentes e na reunião realizada pelo Trump no estado da Flórida há duas semanas, tivemos ali a presença de 12 lideranças da América Latina, dentre elas a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, o presidente de El Salvador, o Bukele, o presidente do Paraguai, Santiago Penha,

da República Dominicana, o presidente do Panamá, o presidente da Bolívia, o presidente da Argentina, Javier Milley, o presidente de Honduras, o presidente da Costa Rica, da Guiana, o presidente do Chile e o presidente do Equador. E não estiveram presentes nesse evento o México, a presidente Cláudia Scheinbaum, que acabou não indo no evento em Miami, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o presidente brasileiro, o ditador Danico Aragua e também o ditador cubano foram ali ausências nesse evento escudo da América.

E aqui há dois trechos do Lula que tiveram uma repercussão muito grande na imprensa internacional durante a realização desse evento na Colômbia no último sábado. O que o Lula falou? Primeiro ele falou e mencionou a questão do Irã. Ele falou o seguinte.

a gente aceitaria que eles enriquecessem o urânio na proporção que o Brasil enriquece o urânio, para fins pacíficos, para fins científicos. Fizemos um acordo e esse acordo, quando foi publicado, ao invés dos países europeus e os Estados Unidos aceitarem o acordo, eles aumentaram o bloqueio ao Irã. E é muito engraçado, isso já foi publicado na imprensa, não é segredo para ninguém. Eu tinha recebido uma carta do companheiro Obama dizendo que o senhor Ahmadinejad concordasse com aquele acordo que estava tudo certo. Pois nós fizemos o Ahmadinejad assinar o acordo tal qual estava a carta do

Para minha surpresa, quando foi publicado o acordo, tanto a Europa quanto os Estados Unidos aumentaram o bloqueio. Depois de alguns anos, foram fazer um outro acordo pior do que aquele que a gente tinha feito. E agora se invadiu o Irã a pretexto de que o Irã estava construindo bomba nuclear. Ou seja, nós não podemos viver mais num mundo de mentiras, em que as pessoas constroem inimigos, constroem uma imagem negativa do inimigo para justificar a destruição.

Que mundo nós estamos? E também, um segundo trecho ganhou também extrema repercussão na imprensa em relação à Cuba e à Venezuela.

saindo e prestando solidariedade, saindo em apoio a esses dois regimes. Ele falou o seguinte,

para nos colonizar outra vez? Ou seja, nós não teremos chances agora que descobrimos que temos terras raras, que descobrimos que temos minerais críticos? Agora que a gente pode aspirar e dar um salto de qualidade na produção de combustíveis alternativos? Ou seja, é preciso que a gente possa gritar alto e bom som para não permitir que isso aconteça em outros países, o que já aconteceu em Gaza recentemente. Então, você viu um discurso crítico do Lula em relação ao Trump na questão da guerra hoje entre Irã, Israel e Estados Unidos e nas operações realizadas,

contra o Maduro na Venezuela no início desse ano, e a pressão hoje feita pelo governo americano contra a ditadura de Miguel Dias Canel e dos irmãos Castro. Então, um ponto de tensão aí, novamente, e um isolamento, você vê um isolamento político do Brasil hoje no plano internacional, especialmente com esse esvaziamento da reunião da CELAC, com essas declarações duras ali, prestadas por lideranças europeias contra o Brasil e o Lula. E aí teve até um incidente nessa reunião da CELAC,

do evento, que gerou uma irritação do Lula. Ele se atrasou mais de quatro horas para fazer a abertura do evento, tanto assim que o Lula acabou, inclusive, antecipando sua volta para o Brasil no próprio sábado. Isso gerou ali um mal-estar, inclusive considerando que há um ano, em abril do ano passado, o ex-ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Álvaro Leiva, ele publicou uma carta dizendo de um constrangimento que a Colômbia passou na França numa visita oficial do Petro ao então presidente francês, o Macron,

Em que, basicamente, o Petro sumiu por dois dias em Paris e, quando foram descobrir, ele estava em um hotel utilizando drogas ali, que é viciado em cocaína. E esse ministro das Relações Exteriores fala, faz menção a esse episódio por meio de uma carta pública lançada em abril do ano passado e aí se gera esse constrangimento nesse evento da CELAC e questionamento sobre por que o Gustavo Petro teria chegado atrasado no evento, Bruna. Fred, muito obrigada mais uma vez pela participação com a gente.

do Consumidor e assine a Gazeta do Povo 1,90 pelos primeiros seis meses. A gente se vê no próximo episódio. Eu sou da linha de que valores importam. Eles são a base para você e sua família irem adiante e para nós construirmos juntos um Brasil melhor. Por isso, quero chamar você para conhecer e assinar a Gazeta do Povo, um jornal com mais de 100 anos e que representa valores difíceis de encontrar hoje em dia. Eu sou a Cristina Grêmio, jornalista e colunista da Gazeta do Povo.

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