Episódios de 15 Minutos | Gazeta do Povo

PF investiga vazamento e cobra devolução bilionária no caso Master

19 de maio de 202614min
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Este episódio do Podcast 15 Minutos analisa as complexas negociações de delação premiada de Daniel Vorcaro e as repercussões do escândalo envolvendo o Banco Master no cenário institucional. Com fraudes que podem superar os 50 bilhões de reais, os investigadores da Polícia Federal elevaram a pressão ao exigir a devolução de até 60 bilhões de reais, o que resultou na transferência do empresário para uma cela comum após a recusa de propostas consideradas frágeis.
Participantes neste episódio2
R

Rosana Bittencourt

HostJornalista
A

Aline Dias

Convidado
Assuntos4
  • Delação de Daniel Vorcaro e escândalo do Banco MasterDaniel Vorcaro · Banco Master · Polícia Federal · delação premiada · fraude bilionária · devolução de valores
  • Liberdade de ImprensaVazamento de áudios · Contrato Viviane Barsi · Supremo Tribunal Federal · liberdade de imprensa · seletividade na divulgação
  • Impacto Eleitoral nos EUACPI do Banco Master · eleições · Flávio Bolsonaro · Renan Santos · Romeu Zema
  • Ministros do STFGilmar Mendes · André Mendonça · resort de Itaiaiá · lavagem de dinheiro
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Olá, pra você que acompanha a Gazeta do Povo, eu sou a Rosana Bittencourt e esse é o podcast 15 minutos, em que você fica bem informado com os comentários e análises hoje e pelos próximos dias da Aline Dias, que tá aqui ao meu lado. Oi, Aline, bem-vinda. Obrigada, Rosana, é um prazer estar aqui com você.

Bom, antes de começar, quero fazer aquele convite para quem ainda não é assinante da Gazeta do Povo. Você acessa gazetadopovo.com.br barra oferta e garante a sua assinatura pagando apenas R$1,00 por mês nos primeiros seis meses. É só R$1,00, gente. Não dá nem para dizer que isso é uma mensalidade, porque não é, né? R$1,00 por mês você garante acesso a todos os conteúdos da Gazeta do Povo, porque tem muito conteúdo no nosso site, que é exclusivo para assinante.

E de quebra, se você fizer sua assinatura agora, você leva esse e-book que está aparecendo na sua tela, Arbitros em Série. É um levantamento feito pelos jornalistas da Gazeta do Povo, que reúne 104 decisões arbitrárias do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Então, é um material de muita qualidade que você encontra só aqui na Gazeta do Povo. E não esquece, se você está com a gente no canal do YouTube da Gazeta do Povo,

Deixe o seu like no nosso vídeo e conheça também o nosso clube de membros, porque lá tem muito conteúdo para quem é assinante do clube de membros do canal do YouTube da Gazeta do Povo. Bom, Anny Dias, vamos lá então falar sobre o Daniel Vorkar, que está preso na Polícia Federal e teve uma transferência para uma cela comum a princípio, porque ele não está exatamente colaborando com a PF.

Pois é, Rosana, até onde a gente tem de informações das fontes jornalísticas, ele e a defesa dele, que inclusive trocou recentemente, então ele está com um novo escritório de advocacia mais voltado para essa parte de delação premiada, a defesa dele, então, até as informações que chegaram até os jornalistas, tentou negociar uma delação e os investigadores estão achando...

frágil, frágil demais essa delação, não estão satisfeitas, não entendem que isso que ele está oferecendo é suficiente para ele conseguir os benefícios. E parece que essa transferência de cela também é consequência disso, Rossana.

Bom, uma das coisas que a Gazeta destaca também no dia de hoje, né, Anny, é justamente que os investigadores da PF, enfim, ligados à PGR e também ao STF, claro, estão endurecendo aí essa negociação com o Daniel Alvorcari e estão exigindo 60 bilhões de reais de devolução, que não é um montante qualquer. Não é, Rua Sônia. Às vezes a gente até confunde a quantidade de bilhões para milhões, porque tudo é muito no fim das contas, mas a diferença é absurda. Então, até onde a gente tem de informação...

A negociação para uma delação premiada do Daniel Vorcaro envolveria ali o devolvimento de 40 bilhões de reais nos próximos 10 anos. E os investigadores estão achando isso pouco, porque até onde já foi levantado, a gente está falando de uma fraude que ultrapassou 50 bilhões. Parece que se estima 56 bilhões, mas pode ir até mais longe, já que tem várias provas, aparelhos celulares para serem apurados e outras provas que ainda serão investigadas pela Polícia Federal.

Então os investigadores estão achando pouco essa devolução de 40 bilhões e querem algo em torno de 50 a 60 bilhões. Só para a gente ter uma ideia, o patrimônio de 1 bilhão de reais equivale a você gastar 100 mil por mês por...

800 anos, então multiplica isso para 10, por exemplo, daí muitos anos, que é a diferença de 40 para 50, que é o que eles estão pedindo, ou seja, é muito dinheiro em jogo e ele ofereceu 40 bi, o que os investigadores falaram, não, não aceito essa delação, vamos transferir de cela e foi para uma cela normal, com mais restrições de liberdade.

com limitação ali para falar com seus advogados, não vai conseguir falar com tanta frequência e vai estar cada vez pressionado mais para conseguir entregar a verdade de fato. Se quer delatar, precisa entregar a verdade e precisa devolver o montante certo que foi roubado durante todo esse processo.

É interessante você ter feito essa, não diferenciação, mas explicitar, né, Anny, que a gente está falando de bilhões de reais, não de milhões, como se bilhões fossem pouco, né, não é isso? Mas é impressionante quando a gente faz uma análise histórica desses últimos escândalos que a gente viu no Brasil, pelo menos nos últimos 20 anos, quando a gente falava em mensalão, petrolão, aquela coisa toda, quer dizer, parece que os montantes estão ficando cada vez maiores e mais absurdos.

Pois é, e para a gente, cidadão comum, parece a mesma coisa, um milhão e um bilhão, mas a diferença é tremenda. Esses 10 bi, por exemplo, que é a diferença do que ele está ofertando para que a investigação está pedindo, dá para cuchar o orçamento público de uma cidade grande por um ano inteiro. É muito dinheiro roubado. Pensa isso que eu falei, o dado de um bilhão, é como se ele tivesse roubado 100 mil por mês por 800 anos. É absurdo, de fato, esse dinheiro precisa voltar.

Mas a gente tem uma outra informação também, né, Rosana, sobre o STF em relação ao contrato da Viviane Barsi. Agora, parece que eles estão investigando cada vez mais aqueles que vazaram informação e não a Viviane Barsi e o contrato de 129 milhões, que também não é pouca coisa.

Era isso também que eu queria ressaltar hoje, porque a gente tem visto, claro que segurar a informação nos tempos atuais é algo muito difícil, muita coisa vaza, a gente dificilmente consegue manter em sigilo, mesmo um processo que corre em segredo de justiça, hoje em dia a gente vê que a imprensa recebe muita informação e acaba com uma informação de interesse público, muita gente acaba divulgando.

Só que a gente tem visto também muita seletividade nessa divulgação. Então a Gazeta do Povo, até no programa de ontem, a gente ressaltou um editorial da semana passada da Gazeta do Povo que fala sobre essa seletividade de vazamento de áudios, por exemplo, claro, falando da história do Flávio Bolsonaro, mas que de fato a Polícia Federal está investigando para saber quem é o responsável, quem são os responsáveis por esse vazamento de informação que teoricamente não deveria vazar da Polícia Federal.

Pois é, é que o não deveria, ele é um pouco difícil da gente usar dessa maneira, já que se trata de um caso de ampla repercussão pública, e aí nitidamente a gente consegue ver como fez diferença a pressão popular nesse caso. Então antes, por exemplo, daqueles vazamentos de mensagens privadas do Daniel Vorcaro com sua noiva, que viraram memes e piadas no Brasil inteiro, não tinha tanta pressão. Nem pressão midiática, muito menos pressão popular.

o cidadão comum não estava muito interessado em fraudes bancárias, já que isso parece clichê, parece mais uma manchete de casos de corrupção que a gente fala todos os dias no Brasil, e não fizeram justamente essa diferenciação que a gente está falando aqui, da dimensão do roubo do Vorkar. Só se transformou num caso de ampla repercussão nacional,

quando de fato essas mensagens vieram a público e aí fizeram piada, piada com a Marta Graef. O que eu estou querendo dizer? Que fez parte desse processo, não estou agora entrando no mérito se está correto ou não, mas fez parte a pressão popular para que fosse tomada a seriedade necessária, para que agora, por exemplo, a gente está vendo campanhas de parlamentares da oposição e do governo pedindo CPI do Banco Master. Isso se tornou público porque a imprensa agiu e porque essa informação...

Veio a público. Aí quando a gente fala do contrato de 129 milhões da Viviane Barsi, essa é a situação do Supremo Tribunal Federal. Eles estão agora investigando esse vazamento de informação para pressionar ali tanto o servidor público que...

enfim, deu esses vasos para o jornalista quanto à imprensa. Eles colocam na nota que não, que eles querem preservar a liberdade de imprensa, liberdade jornalística, mas a gente sabe que não é bem assim. A gente sabe que já teve jornalista perseguido por fazer matéria contra o Supremo Tribunal Federal. E aí a gente olha por esse âmbito. Então, por um lado, o contrato da Viviane Barsi foi vazado e aí a culpa era a imprensa, agora precisa investigar quem vazou.

E por outro lado, a Rosana trouxe muito bem o editorial da Gazeta, que quando se fala dos áudios do Flávio Bolsonaro, que também foram vazados, aí pode vazar, aí não tem problema não, já que é a oposição que vaze, que se pressione, que se investigue. O posicionamento do editorial, inclusive mencionado agora pela Rosana, é brilhante, porque fala o seguinte, é um caso de repercussão pública, é um caso que...

afetou ali todo o mercado financeiro, tivemos milhares e milhares de investidores prejudicados, sem contar os contribuintes que também foram onerados nessa situação, porque o BRB, um banco público, por exemplo, foi às custas do contribuinte também que essa fraude aconteceu.

Então se é um processo de dimensão nacional que impacta todos os brasileiros, que todos os dados venham a público, seja um áudio de Flávio Bolsonaro, seja contrato de Viviane Barsi ou qualquer nome que esteja. Então eu entendo, Rossana, que agora essa pressão que começa aí, por exemplo, por esse editorial da Gazeta, é para que os dados se tornem públicos.

e que parem de se investigar servidor público, incluir servidor público no inquérito das fake news porque vazaram dados sobre Viviane Bárcio ou porque ajudaram a investigar mais ministro do Supremo. Isso é absurdo, é absurdo. A gente não pode investigar aquele que está nos trazendo informação. A gente tem que investigar aqueles nomes que estão dentro dessa situação.

Então, por isso, Rosana, que eu entendo que esse momento é super delicado e fundamental que a gente pressione cada vez mais que todos os nomes venham à tona, sejam eles de direita, de centro, de esquerda ou aqueles apartidários também, a gente precisa ter essas informações. Um outro ponto também que trago mais uma vez no programa de ontem...

em que a gente ressaltava, Anny, que parece que esse escândalo do Banco Master, não tem uma pessoa em Brasília que não está envolvida com isso, né? Então, você fala que, de fato, está tendo essa pressão por esse vazamento de informações e, claro, que agora o STF se posiciona contra esse vazamento de informações porque envolve, possivelmente, a esposa de um dos ministros. Então, é esse tipo de situação que não pode ocorrer, né?

Que seja, então, público para que todos os envolvidos venham, de fato, a público.

Perfeito, não só a esposa do ministro, como o outro ministro que é dono de um resort que foi usado para lavar dinheiro para o próprio Banco Master, como o próprio Gilmar Mendes, que apesar de não aparecer ainda o nome dele envolvido nisso, ele tentou blindar, tentou blindar não, blindou o Just Off em relação ao caso do resort de Itaiaiá.

de uma maneira juridicamente inimaginável que ele fez, concedeu um habeas corpus de outro processo que já estava arquivado. Então, claro, os nomes dos ministros são importantes, até quando começou a história da delação, as primeiras supostas conversas, o que veio à tona para a imprensa e depois saiu uma nota do ministro André Mendonça falando que era mentira as informações que estavam na imprensa, mas o que a imprensa divulgou por alguma fonte interna?

foi que o Vorcário iria colocar na mesa nome de dois ministros, apenas dois. Não sei se tem mais de dois nomes, não sei se a própria investigação entendeu como frágil ser só dois. Eu sei que essa delação não foi para frente, que o André Mendonça não gostou que a imprensa falou que era essa a situação.

Mas o que importa é que está avançando a questão da delação do Vorcaro, também é uma corrida, não é só o Daniel Vorcaro que pode delatar, a gente tem outros nomes, o próprio Zé Tio e outros nomes envolvidos que podem delatar. Aquele que oferecer a melhor proposta para a polícia, isso é, a proposta que a polícia entenda que tenha mais atributos que possam contribuir com a investigação,

vai ter mais benefícios e essa proposta vai ser aceita antes. E quanto mais o tempo passa, mais eu tendo a achar que é a solução mais eficaz para que a gente tenha esses nomes na mesa. E é importantíssimo que não fique no sigilo da Polícia Federal junto com os acusados. É importantíssimo que nós, cidadãos, a gente saiba desses nomes. Porque já em outubro eles vão vir na nossa porta pedir o nosso voto, né, Rossana? A gente tem que saber aqueles que não merecem o nosso voto.

Bom, e claro que tudo isso que vai estar envolvido, ou que está nesse texto, dessa possível delação ou de informação que a polícia tem, vai ser usado como ferramenta nas eleições desse ano. Já está sendo, né? A própria questão do Flávio Bolsonaro, por exemplo, saiu uma nova pesquisa, impactou, aí a gente vê movimentação, agora falando só do aspecto da direita.

A gente vê a movimentação da própria direita, então o Renan Santos subiu alguns pontos na última pesquisa divulgada, assim como o Romeu Zema. Então a movimentação já está impactando no âmbito eleitoral. Claro, tem muita coisa para se caminhar ainda, mas a gente viu o PT já usando os áudios do Flávio Bolsonaro, como a própria CPI do Banco Master, que agora parlamentares estão tentando pressionar o Hugo Mota para abrir essa CPI. Por que eles querem abrir? Porque eles querem investigar?

Eu não confio a 100% nesses parlamentares. Eu entendo que eles querem conversar com a base eleitoral deles. Eles querem falar para aqueles que estão pressionando, que são os eleitores, olha, a gente está fazendo alguma coisa. Se fizerem, e fizerem bem feito por esse motivo, ótimo, que façam, então, que investiguem, que abram a CPI do Banco Master.

mas que façam um trabalho adequado, e não como fizeram com a CPI. CPMI do INSS, por exemplo, que aí não foi culpa dos parlamentares, não de todos, mas foi culpa do STF, que arquivou, não deixou prorrogar uma CPMI que estava trazendo frutos. Então falei sobre tudo isso que você perguntou sobre a parte eleitoral. Tudo que está acontecendo agora vai impactar em outubro, a gente tem que estar bem atento para não jogar fora o nosso voto.

E claro que a Gazeta do Povo vai estar por aqui para analisar tudo isso e trazer esse conteúdo para você. Te agradeço, Sônia, pela participação hoje. O episódio de hoje fica por aqui. Eu e Anny Dias esperamos todos vocês, claro, na próxima edição. Mas antes quero fazer um reforço naquele recado que eu dei no início do programa. Para quem ainda não é assinante da Gazeta do Povo, é só acessar gazetadopovo.com.br barra oferta. Assim você garante a sua assinatura pagando apenas R$1,00 por mês. Eu disse isso mesmo, tá? É R$1,00 por mês nos primeiros...

Seis meses de quebra, você ainda leva o e-book Arbitrios em Série, que é um material de muita qualidade, feito pelos jornalistas da Gazeta do Povo, que reúne 104 decisões arbitrárias do ministro Alexandre de Moraes. Para você que está com a gente no canal do YouTube da Gazeta, não esquece de deixar um like no nosso vídeo e de conhecer também o nosso clube de membros. Tchau!

Olá, eu sou a Rosana Bittencourt, da Gazeta do Povo. Espero que você tenha gostado do vídeo. Aqui na tela você pode clicar em outras opções para continuar acompanhando nossas análises e comentários. E não esqueça, assinando a Gazeta do Povo, você apoia o jornalismo independente, garante acesso a conteúdos exclusivos e fortalece o nosso trabalho aqui no YouTube. Muito obrigada!

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