Episódios de 15 Minutos | Gazeta do Povo

Joaquim Barbosa é confirmado como pré-candidato

18 de maio de 202613min
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Este episódio do Podcast 15 Minutos debate os principais temas da política brasileira atualmente. A conversa aborda as movimentações eleitorais em torno de nomes como Joaquim Barbosa (DC) e Aldo Rebelo (DC) em um cenário de forte polarização, além de analisar a insistência do presidente Lula na indicação de Jorge Messias após rejeição histórica no Senado, citando precedentes envolvendo o próprio Alexandre de Moraes. O programa também explora as recentes repercussões do caso envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, destacando o impacto de vazamentos seletivos de áudios e a necessidade de transparência na esfera pública para todos os espectros políticos.
Participantes neste episódio2
R

Rossana Bittencourt

HostJornalista
P

Paulo Pozonoff

Convidado
Assuntos3
  • Indicação Jorge Messias ao STFJorge Messias · Senado Federal · Alexandre de Moraes · Rejeição histórica · Aborto
  • Flávio Bolsonaro e VorcaroFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Banco Master · Vazamento seletivo de áudios · Corrupção
  • Pré-candidatura de Joaquim BarbosaJoaquim Barbosa · Democracia Cristã · Aldo Rebelo · Polarização eleitoral
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Olá, para você que acompanha a Gazeta do Povo, eu sou a Rossana Bittencourt e esse é o podcast 15 minutos, em que você fica bem informado com os comentários e análises hoje do Paulo Pozonoff, que está aqui ao meu lado. Paulo, bem-vindo. Obrigado, Rossana. Olá a todos da nossa audiência também. Vamos lá.

Bom, antes da gente começar a falar de um dos assuntos do dia, quero destacar para você que ainda não é assinante da Gazeta do Povo, que você pode acessar gazetadopovo.com.br barra oferta e garantir sua assinatura pagando apenas R$ 1,00 por mês nos primeiros seis meses. É só R$ 1,00 por mês para ter acesso ao melhor conteúdo do Brasil e ainda a gente está com uma promoção especial que você faz a assinatura da Gazeta.

e leva o e-book Arbitros em Série. É um material muito bom, né, Paulo, que foi levantado pela reportagem da Gazeta do Povo, de muita qualidade. Sim, é sim, Rossana. Eu acompanhei até esse levantamento, né, para ser feita essa reportagem do meu amigo Omar Godói, o Fábio Calçavara também, lá da editoria Ideias. 104 decisões.

abusivas do Alexandre de Moraes. E eu lembro até que, enquanto ele estava ali elaborando, estava até difícil reduzir, sabe? Porque é muita coisa, entendeu? Então, assim, houve até um esforço para reduzir isso para que se tornasse também legível. E são tantas e tantas decisões abusivas. Eu acho só que esse e-book vai ter que ser atualizado mensalmente, talvez. Constantemente.

Bom, e se você está com a gente no canal do YouTube da Gazeta do Povo, não esquece de deixar um like no nosso vídeo e de conhecer também o nosso clube de membros, porque lá tem muito conteúdo exclusivo para quem é assinante. Agora, Paulo, vamos falar de alguns assuntos importantes nessa segunda-feira? Vamos começar então com a candidatura de Joaquim Barbosa. Foi uma surpresa para você, Paulo? Talvez para o Aldo Rebelo tenha sido.

Para o Aldo Rebelo, com certeza, foi. Para mim também, porque assim, Joaquim Barbosa, até quando eu li a notícia, quem é Joaquim Barbosa mesmo? Eu tive que demorar um tempinho para ligar, não sabia se ele estava lá na Record, aquela coisa toda, né, Rossana? Mas enfim, foi um balão de ensaio aí da democracia cristã, né? Um partido...

menor, o partido nanico, que tem o Aldo Rebelo como seu pré-candidato, Aldo Rebelo, que tem um histórico no Partido Comunista, foi um quadro histórico do Partido Comunista, e agora ele se demandiou por uma direita, assim, uma vertente da direita, digamos, que tem ali um pezinho também.

no marxismo, no guinismo, é uma confusão danada esses ismos aí. É uma briga ali, Roçana, na parte de baixo da tabela. Na verdade, o Aldo Rebelo, logo em seguida, divulgou nota, dizendo que a pré-candidatura dele continua, se mantém, mas é isso, me parece que a eleição está muito polarizada, apesar dos escândalos recentes, das acusações, das denúncias, é Lula ou Flávio Bolsonaro.

Você acha, então, que ele não tem nem como arranhar uma dessas candidaturas aí e arrancar voto de alguém? Arranca, né? Mas um ou outro, talvez, arranque alguma coisa. É do Lula até o Joaquim Barbosa, eu acho, né? Mas eu acho difícil. Eu acho difícil. Eu acho que é uma briga ali de nanicos. Vamos depois vender algum apoio no segundo turno. Vender no bom sentido, né? Negociar ali um apoio no segundo turno.

Mas não consigo nem ver. Como eu te disse, eu demorei até para lembrar quem era o Joaquim Barbosa. Também tem uma coisa, pode ser a minha memória. Talvez o pessoal aí esteja com a memória mais em dia do que eu, mas eu demorei realmente. É que é difícil, né? Depois dessas 104 decisões abusivas do ministro Alexandre de Moraes, é o que a gente pensa quando lembra de STF, né?

É, exatamente. E o Joaquim Barbosa tem esse problema ainda. Porque, apesar dele ter agido bem lá durante o julgamento do Mensalão, ele vai ter que, de alguma forma, dissociar a imagem dele de ministro do STF. Já é um obstáculo a mais aí. Bom, é verdade.

E a gente vai falar também sobre o presidente Lula, que depois... Posso chamar de vexame, Paulo? Pode, pode chamar de vexame histórico, né? Que não passou no Senado. Há boatos de que ele vai insistir nessa indicação. Depois de 132 anos, o Senado finalmente...

rejeitou um nome indicado pelo executivo, que foi o Jorge Messias. Mas eu não sei porquê, desde que houve a rejeição, Rossana, surgiu essa notícia aí de que o Lula iria insistir no nome do Jorge Messias.

Mas aí a gente sabe que tem ali no regimento interno do Senado, no artigo 5º, diz que o Senado não pode apreciar esse nome. Eu sei que hoje em dia, também no Brasil, o que está escrito, o que não está escrito, o que vale ali é a vontade do Alcolumbre nesse caso. Mas enfim, como jornalista, eu tenho que te trazer aqui o que está escrito. E o que está escrito é que o Senado não pode apreciar o nome que foi rejeitado. Mas agora até já surgiram com a história que...

de que em 2005 ele, Alexandre de Moraes, teve o seu nome rejeitado para o CNJ, mas depois o nome foi reenviado e o Senado aprovou o nome do Alexandre de Moraes. Então a esperança do Messias está aí nesse precedente do Alexandre de Moraes.

Mas aí eu pergunto, Rossana, pra você, pra audiência também, o que explica essa insistência do Lula no nome do Jorge Messias? Assim, óbvio que houve um conserto ali dos bastidores, não era do interesse do Alcolumbre, aquelas negociações todas, houve muita traição e tal, mas me parece que o Messias tem muita rejeição, né?

também ali dentro do Senado, entre os evangélicos, por conta daquele caso lá, aquele parecer envolvendo o aborto, parece que a hipocrisia no caso do Messias está muito escancarada, e esse também notório saber jurídico parece que não é tão notório assim no caso do Messias. Mas eu queria entender até essa...

lealdade extrema do Lula ao Jorge Messias, que foi lá o office boy da Dilma, naquele caso lá, quando a Dilma quis nomear o Lula ministro, até o Messias virou Bessias naquele áudio.

Mas eu queria entender aí o que explica essa devoção até do Lula ao Messias. Tanto que existe uma pressão até, né, por parte da esquerda, porque o Lula indique uma mulher, aí uma mulher também ali ligada a pautas identitárias, mas parece que o Lula não quer saber disso, não. Quer indicar o Messias novamente. Então, assim, pra gente é bom, né? Vai dar...

Muito pano pra manga, a gente vai vir aqui e discutir novamente. Imagine uma segunda rejeição do Messias. Se essa rejeição já era histórica, uma rejeição dupla, um twist carpado, não, seria memorável isso. Agora...

Eu fico me perguntando também, Rossana, sobre a submissão do Messias, essa insistência dele também em ter o seu nome novamente exposto a essa possibilidade de rejeição. Parece que o não ele já tem, agora ele está lá buscando humilhação.

Vamos dizer que a autoestima tem que estar em dia, né? Para poder encarar uma rejeição dupla. Ou uma possibilidade de rejeição dupla. É, muita verdade é ambíguo, né? Tem uma autoestima ali inflada, mas também tem uma capacidade de se humilhar, assim, que me soa estranho. Se você fosse aconselhar o presidente, diria para ele indicar um outro nome ou esperar a eleição passar?

Dar conselho para o Lula agora? Você me colocou, Duva, hein? Eu acho que o Lula deveria indicar, ouvir o pessoal dessa esquerda mais identitária e indicar alguém com esse perfil aí, só para a gente ver esse tipo de rejeição também no Senado.

Bom, vamos falar agora então do Flávio Bolsonaro, porque a gente não comentou aqui no 15 Minutos esse envolvimento dele com o Daniel Vorcaro, mas te pergunto, Paulo Pozonoff, existe alguém em Brasília que não tem algum envolvimento com o Daniel Vorcaro?

Olha, em Brasília, eu não sei, em Curitiba não tem, eu não estou envolvido com isso, então você também não, em Curitiba eu te garanto que não, mas em Brasília realmente parece que está todo mundo envolvido, aí a gente vê essa briga, um querendo jogar no colo do outro esse escândalo, o Flávio Bolsonaro outro dia deu uma coletiva e ele estava com uma camiseta na qual se lia o Pix é do Bolsonaro, o escândalo do Máster é do Lula, isso foi assim, uma semana antes.

de aquela denúncia lá envolvendo o filme Dark Horse vir à tona aí. E, assim, agora também, no fim de semana, a gente passou o fim de semana, vendo que o Lula, durante as conversas ali com o Vorcaro, deu conselhos, você pediu conselho para o Lula, o Vorcaro é que pede conselho para o Lula, veja só. E o Lula aconselhou o Vorcaro a não vender o Banco Master para o BRB.

As relações ali em Brasília são muito, muito promíscuas. E o problema é que esse escândalo todo, assim, a gente já sabia disso, mas deixou isso mais escancarado ainda. E me parece que daí, Rosana, caiu, foi demolida uma torre até. Porque a direita apostava num ar de superioridade moral até em relação à esquerda, quando se diz, quando se discute corrupção.

E agora, o que eu tenho trazido até nos programas aí, no Gazeta Agora, aliás, te convido a assistir o Gazeta Agora, todo dia às quatro e meia da tarde, é que num debate, por exemplo, entre o Lula e o Flávio Bolsonaro, pra falar sobre corrupção, pra falar sobre o Banco Master, como é que fica? Quem vai ter moral pra passar um sermão pro outro nessa história? É bastante complicado nisso, mas eu queria até chamar a sua atenção aí, espectador, quero te convidar a ler o editorial da Gazeta do Povo sobre isso, né, Rossana?

E nosso editorial também focou num outro aspecto dessas denúncias que surgiram semana passada, que foi o vazamento seletivo desses áudios. O vazamento seletivo, obviamente, com o intuito eleitoral, o intuito político, o intuito desse caso de desgastar politicamente o Flávio Bolsonaro. Então quero te convidar a Gazeta do Povo, né, Rosário, que tem sempre os melhores editoriais da imprensa brasileira, seguramente.

E é fácil de achar o editorial da Gazeta do Povo no nosso site, você acessa a gazetadopovo.com.br, tem a aba editoriais, e lá você encontra, então, não menosprezando, né, Paulo, obviamente essa situação toda envolvendo o Flávio Bolsonaro, mas de fato falando sobre essa seletividade de vazamento de informação.

Não, sim, é importante também falar disso, né? Porque tem que se cobrar até o ministro André Mendonça de que assim, ou se vaza tudo e daí a gente pode formar a nossa opinião aqui ou então tem que ter algum tipo de controle. Mas assim, até o nosso colega, o Renan, ele trouxe aqui no Gazeta Agora, que é muito difícil controlar o vazamento, né? E a gente via lá durante a Lava Jato, a gente torcia, a gente vibrava, a gente acordava cedo.

cada vazamento também, né, celebrava, tinha panelaço, tinha estouro de fogos de artifício, então é muito difícil também conter isso e, obviamente, que esses vazamentos serão instrumentalizados. Agora, a gente também não pode esquecer de uma coisa, Rossana, tem envolvimento, aí também a gente tem que cobrar transparência dos políticos, sejam eles à esquerda ou à direita, a gente tem que cobrar sempre transparência, transparência, transparência.

Bom, e claro que a gente segue acompanhando toda essa história para passar para o pessoal de casa.

Sim, continuamos. O episódio de hoje fica por aqui, a gente espera vocês, claro, na próxima edição, mas reforço o recado do início do programa para você que ainda não é assinante da Gazeta do Povo, acesse, está aí na sua tela, gazetadopovo.com.br barra oferta. Você vai ter acesso à assinatura da Gazeta do Povo, pagando apenas R$1,00 por mês. É só isso, gente, R$1,00 por mês nos primeiros seis meses de assinatura e ainda vai levar o e-book Arbitros em Série, um material muito bom.

feito pelos profissionais da Gazeta do Povo. O Paulo acompanhou a apuração, sabe, da qualidade, então, desse material, que reuniu 104, só 104 decisões abusivas do ministro Alexandre de Moraes. E reforçando a Gazeta do Povo, que faz um jornalismo baseado em convicções.

É isso que também, né? Então, facilmente você encontra as convicções da Gazeta do Povo, estão expostas na internet. Se você está com a gente no canal do YouTube da Gazeta do Povo, não esquece de deixar um like no nosso vídeo e de conhecer também o nosso clube de membros, porque lá tem muito conteúdo exclusivo para assinantes. Paulo, obrigado pela companhia. Eu que agradeço, professora. Até a próxima. Tchau.

Olá, eu sou a Rosana Bittencourt, da Gazeta do Povo. Espero que você tenha gostado do vídeo. Aqui na tela você pode clicar em outras opções para continuar acompanhando nossas análises e comentários. E não esqueça, assinando a Gazeta do Povo, você apoia o jornalismo independente, garante acesso a conteúdos exclusivos e fortalece o nosso trabalho aqui no YouTube. Muito obrigada!

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