Episódios de 15 Minutos | Gazeta do Povo

Conflito entre Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro ganha força

12 de maio de 202613min
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Este episódio do Podcast 15 Minutos debate as divergências internas na direita brasileira para as eleições ao Senado em 2026, focando na disputa entre Eduardo Bolsonaro (PL) e Ricardo Salles (NOVO) no estado de São Paulo.
Participantes neste episódio2
R

Rossana Bittencourt

HostJornalista
F

Frederico Juncker

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • Disputa pelo Senado em SPEduardo Bolsonaro · Ricardo Salles · André do Prado · Guilherme de Ritchie · Valdemar da Costa Neto · PL · NOVO · PP · Eleições 2026 · Centrão
  • Pesquisa Eleitoral em 10 EstadosParaná · Santa Catarina · Rio Grande do Sul · Eleições Rio de Janeiro · Sérgio Moro · Felipe Barros · Rodrigo Pacheco · Cristina Grêmio · Gleisi Hoffmann · Carlos Bolsonaro · Jorginho de Mello · Carol Detone · Espiridão Amin · Zucco · Sanderson · Marcel Van Hatten · Carlos Portinho · Simone Tebet · Márcio França · Marina Silva · STF · Impeachment de ministros do STF
  • Responsabilidade do Senado sobre o STFSupremo Tribunal Federal · Poder Judiciário · Impeachment de ministros do STF · Fiscalização do Poder Judiciário
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Olá, para você que acompanha a Gazeta do Povo, eu sou a Rossana Bittencourt e esse é o podcast 15 minutos, em que você fica bem informado com os comentários e análises do Frederico Juncker, que está aqui ao meu lado. Fred, bem-vindo. Olá, Rossana, olá os amigos da Gazeta do Povo. Bom, para você que ainda não é assinante da Gazeta do Povo, não deixe de fazer sua assinatura, é só acessar gazetadopovo.com.br barra oferta, assim você vai garantir a sua assinatura pagando apenas R$ 1,00 por mês nos primeiros seis meses. E se você está com a gente no canal do YouTube da Gazeta do Povo...

Não esquece de deixar um like no nosso vídeo, de conhecer também o nosso clube de membros, porque lá tem muito conteúdo exclusivo. Agora, Fred, vamos falar sobre um assunto, então, que está pipocando muito aí nas redes sociais, que é essa briga pública entre Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro. Isso revela uma crise no PL, Fred?

Pois é, essa é uma briga aqui envolvendo a disputa pelo Senado, pelo Estado de São Paulo. Não só no Estado de São Paulo, mas também outros estados têm tido também esse tipo de desavença em função de que duas cadeiras vão ser disputadas pelo Senado em 2026. O Senado, que tem 81 cadeiras, vão se renovar nesse ano dois terços das cadeiras, 54, duas por Estado. Em relação ao Estado de São Paulo, havia ali um entendimento de que uma das cadeiras à direita seria indicada pelo PP.

e a outra pelo PL, o Partido Liberal. Em relação ao PP, escolheu-se o nome do deputado federal Guilherme de Ritchie, que foi secretário de Segurança Pública durante a gestão do governador Tarcísio, e a segunda cadeira seria, então, indicada pelo PL, no caso, pelo Eduardo Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro que está nos Estados Unidos e tinha ali, num entendimento junto com o presidente do partido, o direito de escolha.

daquele que ele iria apoiar para disputar essa segunda cadeira. Havia vários nomes ali disputando, o Mário Frias, deputado federal, Gil Diniz, deputado estadual, Rosana Valle, deputada federal também pelo PL, e outros nomes ali que estavam pleiteando saírem candidatos, o próprio vice-prefeito de São Paulo, o coronel Melo Araújo.

No entanto, no último dia 5 agora de maio, o Eduardo Bolsonaro acabou escolhendo André do Prado como o candidato do PL. O André do Prado é o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado estadual no quarto mandato, se elegeu pela primeira vez em 2010, e é uma pessoa muito ligada ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.

ele, André do Prado, chegou a ajudar a formar ali uma série de diretórios municipais do UPL, já desde 2009, quando ele foi escolhido pelo Valdemar como presidente do Conselho Político do UPL no estado de São Paulo. Ele chegou a ser...nhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnhnh

vereador da sua cidade, cidade de Guararima, no interior de São Paulo, foi vice-prefeito, prefeito, então assumiu o cargo de deputado estadual e está no seu segundo mandato como presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Se elegeu pela primeira vez em 2023 e se reelegeu em 2025.

Por que se dá a disputa e aparece o Ricardo Salles? O Ricardo Salles era do PL. Em 2024, ele teve uma briga com o partido, porque ele planteava sair candidato a prefeito da cidade de São Paulo. No entanto, o PL acabou resolvendo por apoiar a reeleição do então prefeito, agora reeleito, o Ricardo Nunes, que é filiado ao MDB.

Em função desse arranjo, o Ricardo Salles acabou saindo do PL, migrou para o Novo e apoiou naquela eleição o candidato Pablo Marçal. E ali já houve uma rusga do Ricardo Salles com o PL, o que levou a migrar de partido.

O Ricardo Salles se anunciou como pré-candidato pelo Partido Novo ao Senado. Então, você tem aí três candidatos principais disputando essa cadeira, as duas cadeiras. O Guilherme Derrite, pelo PP. Agora, André do Prado, que tem, na escolha do Senado, você tem dois suplentes na eventualidade do cargo ficar vago, de uma renúncia, de eventual licença. Os suplentes assumem o mandato.

No lugar do titular, você tem duas cadeiras de suplência e o Eduardo Bolsonaro se colocando então como o primeiro suplente, dado que ele está nos Estados Unidos e não conseguiria fazer uma campanha ao Senado. E de onde surgiu então essa rusga entre o Ricardo Salles e o Eduardo Bolsonaro? O Eduardo anunciou então o apoio ao nome do André do Prado e fez a seguinte publicação no X explicando o porquê da sua escolha.

Mas afinal, por que Eduardo apoia Adriado Prado, mesmo ele não sendo o nome tradicional da militância mais ideológica de direita? São 32 anos de vida pública, passando por todos os níveis. Vereador, vice-prefeito, prefeito, secretário municipal e deputado estadual em São Paulo. Experiência que poucos têm.

O Ficha Limpa nunca se envolveu em escândalos de corrupção e não responde a processos no STF e em outros tribunais. Hoje é presidente da Lespe, demonstrando capacidade real de articulação e liderança política. Na prática entregou o resultado, aprovou todas as matérias que pautou, dando sustentação ao governo de Tarcísio de Freitas, tanto que com seu apoio, além de manter boa relação também com o prefeito Ricardo Nunes, tem capilaridade em todo o Estado com diálogo direto com centenas de prefeitos de diferentes partidos, isso dá musculatura política e fortalece o projeto de Flávio Bolsonaro para 2026. Música

É um nome com projeção futura, inclusive com forte potencial para disputar o governo de São Paulo futuramente. E principalmente tem alinhamento nas pautas prioritárias, comprometendo-se a votar de forma convergente conosco em temas sensíveis.

mantendo proximidade com o partido e suas lideranças com responsabilidade, equilíbrio e postura de estadista. Dito isso, espero que nossa escolha traga um importante apoio partidário e eleitoral para o Projeto Flávio em 2026. O que mais importa é que somemos força para livrar o país da tirania, que prende senhorinhas inocentes e deixa tantas famílias exiladas. Agradeço os meus amigos Mário Frias, Gil Diniz...

Sonaira Fernandes, bem como Marco Feliciano, Coronel Mello Araújo e Rosana Valle, que eram aqueles que também pretendiam disputar o Senado, que também seriam excelentes opções para a vaga, mas sabem que na construção de um novo país, todos precisamos jogar juntos, visando o melhor para o Brasil. Que São Paulo seja uma base aliada fortíssima nessa eleição, que o André do Prado traga sua força política para ajudar Flávio a libertar o país e eu possa ver minha nação livre novamente. Este é o foco e segue sendo minha missão principal.

missão exilada aqui no exterior, que Deus nos abençoe neste objetivo. E aí o Ricardo Salles, no último final de semana, numa entrevista, num podcast, disse que o Eduardo Bolsonaro teria capitulado para o Centrão justamente porque o perfil do André do Prado não era um perfil como o próprio Eduardo Bolsonaro destacou no início da sua publicação, mas ligado a uma militância política e ideológica da direita. E o Ricardo acusa, então, o André do Prado de ser o candidato do Valdemar Costa Neto, traindo, então.

Ele acusa o Eduardo Bolsonaro de trair a sua base de eleitores ou apoiar um candidato que não é tão ligado à militância de direita. O candidato, o Ricardo Salles, falou basicamente o seguinte também em resposta ao Eduardo. Não vou perder meu tempo respondendo a trupe de puxa-saques do Eduardo. A questão é muito simples. Parem de desrespeitar a vontade do Jair Bolsonaro e usar o nome dele para suas negociatas. Aqui ele se refere que o candidato preferido do presidente Bolsonaro seria o vice-prefeito de São Paulo, atual vice-prefeito, Coronel Melaraújo.

tirem o filhote do Valdemar e coloquem o Mel Araújo de candidato. Esse sim é direita e paulista. Se fizer isso, abro mão na hora. Se não fizer, é porque realmente não querem devolver a grana do tal acordo com o Centrão. Então, há essa rusga em torno dessa candidatura, com essa desavença entre o Eduardo Bolsonaro e o Ricardo Salles. Muito provavelmente, o Ricardo Salles também sairá candidato. E aí uma preocupação de que, eventualmente, sendo três os postulantes...

que a esquerda consiga eleger uma cadeira no estado de São Paulo. A esquerda, quem se coloca ali como potencial candidato nesse momento é a Simone Tebit, que foi ministra do governo Lula, ela acabou migrando o seu título de eleitor para o estado de São Paulo, para concorrer pelo estado de São Paulo. Ela hoje está no PSB, mas não só ela, também o Márcio França do PSB, que concorreu na última eleição a governador e acabou perdendo para o governador Tarcísio.

Ele também está postulando o cargo agora de senador. E a própria Marina Silva, pela rede, são os três principais nomes à esquerda. E há, então, esse risco de uma fragmentação do voto na direita e a esquerda acabe se elegendo, fazendo uma cadeira pelo Senado em São Paulo.

Há outros estados em que há também um cenário parecido. No estado do Paraná, hoje, você tem uma aliança entre o Partido Novo e o PL. O senador Sérgio Moro como pré-candidato ao governo e os seus dois candidatos ao Senado são o Felipe Barros, deputado federal, e o Deltan Dallagnol.

E, correndo por fora, a Cristina Grêmio, que acabou, então, ingressando no PSD e também se postula ali uma vaga para o Senado Federal. E o risco também de que, eventualmente, com esses três candidatos, acabe ali havendo uma pulverização desses votos e também, eventualmente, no caso aqui do Paraná, uma das pessoas que se colocou no campo da esquerda como candidata foi a atual deputada federal, Gleisi Hoffmann.

No estado de Santa Catarina, um cenário também semelhante, houve aquela rusga em torno da mudança do título eleitoral do Carlos Bolsonaro do Rio de Janeiro para Santa Catarina, porque ali havia também um arco de alianças, uma construção de apoio entre o governador Jorginho de Mello, a Carol Detone pelo PR como candidato ao Senado e o senador Espiridão Amin do PP, como a segunda cadeira disputando o Senado, ele buscando a reeleição.

E com a mudança de título do Carlos Bolsonaro, o PL ficou pressionado ali a soltar então dois candidatos a sonado e foi o que acabou acontecendo então, que os dois pré-candidatos do PL são a Carol Detoni e o Carlos Bolsonaro e correndo por fora então o senador Espirito de Amin que vai buscar a sua reeleição. O Partido Novo inclusive também fez um acordo com o PL em Santa Catarina e vai lançar então o prefeito, o atual prefeito de Joinville como vice do governador Jorginho de Mello, candidato a vice-governador.

No Rio Grande do Sul, esse cenário não está acontecendo porque houve ali uma aliança maior, um arco partidário maior de alianças em torno da candidatura do deputado federal Zucco como candidato ao governo pelo PL. O PL também com candidato ao Senado, que é o deputado federal Sanderson.

e a segunda cadeira disputada pelo deputado federal do Partido Novo, Marcel Van Hatten. Então, esse é um cenário bem sensível na maior parte dos estados. O Rio de Janeiro tem um caso também, que ficou conhecido, do atual senador Carlos Portinho, que buscava uma reeleição, mas houve ali um outro arranjo político-partidário, e ele acabou, então, renunciando.

é uma tentativa de reeleição e vai ser candidato a deputado federal pelo PL. Mas então esse é o risco maior hoje de uma fragmentação desses votos, considerando mais de duas candidaturas, são duas cadeiras que vão ser deputadas, e que eventualmente, especialmente em estados em que o conservadorismo é mais forte, que é o caso dos estados do Sul e Sudeste, essa disputa de mais de dois candidatos possa elevar a uma fragmentação desses votos e por fim redundar na eleição de algum.

candidato da esquerda ao Senado, considerando inclusive as pesquisas recentes que apontam que dois terços do eleitorado brasileiro apontam a vontade de votar em candidatos ao Senado que postulem impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. A pesquisa mais recente indicando um número de 55%, mas varia entre 55% a quase dois terços do eleitorado.

e também o grau cada vez maior de desaprovação do Supremo Tribunal Federal e considerando esse papel institucional do Senado de fiscalizar a atuação do Poder Judiciário. Tanto assim que estrategistas hoje da campanha do Lula já falam...

na eventualidade do Lula adotar um discurso mais crítico ao STF, justamente considerando o quanto esse tema tem reossoado na sociedade brasileira. Então, o porquê dessa rusga entre Carlos Bolsonaro e o Ricardo Salles tem a ver nesse momento com essa disputa pela segunda vaga pelo Senado no Estado de São Paulo.

Tá, então esse episódio fica por aqui. A gente agradece imensamente o apoio dos assinantes da Gazeta do Povo e tenho um convite também para você que ainda não é assinante. Vamos ouvir com atenção o recado do presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira. Nos últimos anos, dediquei, junto com a minha equipe, muito esforço para manter vivo o projeto de jornalismo da Gazeta do Povo. Agora, estou vindo a público para mostrar como nós pensamos na Gazeta em vídeos publicados todas as semanas.

Meu nome é Guilherme Cunha Pereira e, como presidente da Gazeta, preciso fazer um alerta. Ideias precisam ser alimentadas, nutridas e defendidas para...

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