Vorcaro: a saúde debilitada e os novos desdobramentos do caso Master
O programa destaca a situação de saúde do banqueiro Daniel Vorcaro, que precisou ser atendido na prisão, e o suposto desejo de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, de firmar um acordo de delação premiada, que poderia implicar figuras políticas de Brasília.
Karen Gomes
Frederico Juncker
- Delação de Daniel VorcaroDaniel Vorcaro · exames médicos · prisão
- Banco MasterBanco Master · Paulo Henrique Costa · delação premiada · corrução
- Crise de Credibilidade do STFGilmar Mendes · Supremo Tribunal Federal
- Implicações e Investigação PolíticaIbanez Rocha · governador do Distrito Federal
Olá, começa agora o podcast 15 minutos. Eu sou Karen Gomes, jornalista da Gazeta do Povo. E para analisar a notícia do dia, eu conto com o Frederico Juncker. Bem-vindo, Fred. Olá, Karen. Olá, os amigos da Gazeta do Povo. Antes da gente começar, um recado rápido. Se você ainda não é assinante da Gazeta do Povo, acesse gazetadopovo.com.br barra oferta e assine só por R$ 1,00 por mês.
E você que nos acompanha pelo YouTube, não esquece de deixar o like e conhecer o clube de membros da Gazeta com conteúdos exclusivos. E o assunto do dia é a decisão do ministro do STF, André Mendonça, que autorizou a saída do banqueiro Daniel Vorcaro da prisão para a realização de exames médicos após o empresário passar mal no último fim de semana.
Que o Vorcaro é um dos principais nomes envolvidos no caso do Banco Master, a gente já sabe. Mas, Fred, o que essa decisão revela sobre o momento desse caso? Quais as novidades aí do Banco Master? Pois é, Karen, tivemos essa novidade no final de semana, uma piora do quadro de saúde do Vorcaro, que chegou a urinar sangue e uma preocupação com a agidez física do Vorcaro, considerando, inclusive, o caso do Sicário, que era o integrante.
denominada A Turma, um grupo de pessoas ligadas ao Borcaro que monitoravam ilegalmente, espionavam adversários do banqueiro. A própria superintendência da Polícia Federal concluiu o relatório sobre a causa da morte do sicário e chegou à conclusão de que se tratou de um suicídio. Há muita especulação sobre as circunstâncias que cercam.
o possível suicídio do sicário. A Polícia Federal concluiu esse parecer e o superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad, vai se encontrar presencialmente com o ministro André Mendonça para apresentar as conclusões do laudo por essa hipótese.
segundo o relatório da Polícia Federal, o parecer a ser apresentado ao ministro André Mendonça, do suicídio do sicário. Há uma preocupação com a própria saúde do Daniel Vorcaro, considerando a quantidade de pessoas implicadas nesse escândalo do Banco Master. Ele apresentou a sapiola do quadro de saúde no final de semana e a defesa pediu que ele fizesse realizar esses exames junto ao hospital DF Stark, que, por coincidência, o hospital a que o ex-presidente Jair Bolsonaro também deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch deve ter jedoch jedoch jedoch jedoch
foi submetido a uma série de exames, cirurgias, quando estava na superintendência da Polícia Federal, e assim, da mesma forma, com o Vorcaro. E por que essa preocupação com a saúde do Vorcaro, considerando, inclusive, esse precedente do caso do Sicário? Porque ainda há oito aparelhos telefônicos do Vorcaro para serem periciados, analisados, pela Polícia Federal, e toda essa trama criminosa que se desenrolou em torno do Banco Master.
Um outro fato também importante destacar envolvendo o escândalo, na semana passada nós tivemos a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que, segundo a decisão do ministro André Mendonça, teria recebido seis imóveis como pagamento de propina para que ele atuasse em prol dos interesses do Banco Master à frente da gestão do BRB, o Banco Estatal do Distrito Federal.
valores desses imóveis próximos de R$ 146 milhões e ele recebeu efetivamente o valor aproximado de R$ 75 milhões. Ele foi preso na semana passada, foi transferido para o complexo da Papuda e a defesa dele também pediu a transferência dele para a superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. E por quê?
Primeiro, porque ele está disposto a colaborar com as autoridades policiais e com o Ministério Público Federal para fazer um acordo de colaboração premiado. Ele tem pressa em fechar esse acordo para fazer o acordo na frente do acordo do Daniel Vorcaro, justamente para conseguir colaborar o máximo possível, antes que o Vorcaro preste mais informações às autoridades investigativas, para que ele obtenha um benefício maior.
em relação ao seu acordo face ao acordo Daniel Alvorcaro. Ele, inclusive, trocou de advogado. Ele tinha como advogado o senhor Kleber Lopes e escolheu agora como novos advogados Eugênio Aragão, que foi ministro da Justiça, inclusive do governo Dilma Rousseff, e o criminalista Davi Tangerino.
Há um outro fator que pesou na decisão, nesse pedido da defesa do Paulo Henrique Costa para que ele seja transferido do Complexo da Papuda para a superintendência da PF, que é a questão de que, muito provavelmente, ele vai delatar Ibanez Rocha, o ex-governador do Distrito Federal, ele que saiu do cargo.
de governador para concorrer nesse ano ao Senado pelo Distrito Federal. Já foi implicado no escândalo justamente porque foi sob a gestão do Ibanez Rocha que o BRB esteve envolvido nesse escândalo do Banco Mastre, ele próprio que escolheu o Paulo Henrique Costa como presidente do BRB, e há essa expectativa de que o ex-presidente do BRB entregue também o nome do Ibanez Rocha.
E há um perigo ali, e a defesa vislumou um perigo dele ficar preso no complexo da Papuda, porque o Ibanez era, como eu disse, governador do Distrito Federal, o complexo da Papuda está sob a administração penitenciária do Distrito Federal, e há, pela defesa, um risco ali.
de vida do Paulo Henrique Costa e aí o desejo de que ele seja transferido para a Superintelhança da Polícia Federal, então por esses dois motivos, para fazer um acordo de colaboração premiado, ficarem mais fáceis ali as negociações e também pela questão do risco ali da sua vida em função desse fator político do Complexo da Papuda ter sido administrado até agora, há poucos dias, pelo próprio Ibanez Rocha, que era o governador do Estado.
De outro lado também nós temos uma ofensiva mediática por parte de ministros do Supremo Tribunal Federal, tentando de alguma maneira se defender diante da crise de credibilidade, a crise de imagem do Supremo Tribunal Federal. E o ministro Gilmar Mendes assumiu a dianteira dessa defesa da corte perante uma série de veículos de comunicação.
Ele deu entrevistas para a Globo, para o jornalista Renato Alopretti e também para o jornal JR Entrevista da TV Record. Cabe aqui até destacar alguns textos interessantes das entrevistas concedidas pelo ministro Gilmar Mendes. Num dos casos, ele tenta afastar a responsabilidade do Supremo Tribunal Federal pelo escândalo do Banco Master, alegando que o escândalo...
estaria, na sua origem, ilimitado a Faria Lima, e que caberia investigar muito mais o sistema financeiro do que o Supremo Tribunal Federal. Ele disse o seguinte, eu reputo até aqui que se há algum tipo de envolvimento que atinge o Supremo é algo marginal. De fato, a crise do Master é reveladora, talvez até de uma crise sistêmica.
Nós temos bancos de primeira linha vendendo CDBs do Banco Master. Portanto, você, eu e outros acreditávamos que eram créditos e investimentos sérios. Nós sabemos que tinha havido polêmica na carta de concessão do Master, mas houve uma série de problemas não só com o Master, mas também com outras empresas de investimento nesse sistema como ele se desenvolveu.
Temos uma discussão sobre a CVM, temos uma discussão sobre o Banco Central. Eu, passando os olhos e não sendo especialista, acho que é uma maldade de tentar transferir o caso Master para a Praça dos Três Poderes. Eu acho que o Master continua residindo na Faria Lima. Ninguém nega que a origem do escândalo tenha sido, obviamente, na Faria Lima, com o oferecimento de títulos.
totalmente fora da realidade do mercado, para a prática de um esquema de pirâmide financeira, mas a continuidade do escândalo e a proporção a que chegou esse escândalo, a maior fraude bancária da história do Brasil, só foi possível porque contou ali com a conivência de uma série de autoridades nos mais diversos poderes, seja no Banco Central, na CVM.
no próprio Poder Executivo, no Poder Legislativo e no Poder Judiciário, no caso das relações expostas entre o ministro Alexandre Moraes e o ministro Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro. E aí continua o próprio Gilmar Mendes.
São um banco, não só o Master, mas bancos. Outros que venderam créditos do Master, que emprestaram credibilidade, que tem que explicar ser chamados. Eu acho que todo o sistema, não só aqui ou acolá. O ministro do Zou do Avião fez isso ou aquilo? Vamos investigar, vamos examinar, mas é preciso investigar o sistema como um todo.
Eu acho uma crise bem-fazeja, pois vamos ter que discutir o papel do Banco Central, a discussão sobre essas fintechs, esses fundos que se multiplicaram. Será que a CVM está cumprindo bem o seu papel e cumpriu bem o seu papel? Aparentemente ele fez várias intervenções durante o curso desses cinco anos do Master. Terá sido o suficiente? Não terá havido algum tipo de desvio? Afinal, estamos falando da maior crise que já viveu o mercado bancário nacional. E eu estava lendo um papel que se diz, depois do caso Madoff,
que era o maior esquema de fraude financeira praticado nos Estados Unidos, Wall Street, esse seria o maior escândalo em termos de uma operação de pirâmide. Então, nós temos que parar e olhar. Agora, isso tem a ver com o Supremo, e é o Supremo que causou isso? A mim, me parece que é uma certa habilidade no sentido de se fazer um desvio, mas eu topo o debate. E ele não se limitou a falar do escândalo do Banco Master.
Ele também fez algumas considerações sobre o senador Alessandro Vieira. Ele que, na conclusão dos trabalhos da CPI do crime organizado, pediu indiciamento dos ministros Dias Toffoli, do Alexandre Moraes e dele próprio, Gilmar Mendes, ele disse o seguinte, o Gilmar. Nesse episódio do Alexandre Alessandro Vieira, ele propõe um indiciamento por ter dado um habeas corpus.
Essa decisão foi aquela que impediu que a CPI do crime organizado tivesse acesso aos dados bancários e fiscais da empresa Maridit, a empresa do ministro de Astofle com seus irmãos, proprietária do resort Tayhaya. Está faltando alguma coisa em algum lugar, está faltando adulto na sala. Impeachment de ministro do Supremo, sem nenhuma razão, o objetivo é constranger, é atemorizar, mas como eu já disse até em outra oportunidade, assombração só aparece para aqueles que acreditam nela.
ele não se limitou a mencionar o senador Alessandro Vieira. Também falou do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o Zema que publicou um vídeo denominado Os Intocáveis, uma paródia de uma conversa telefônica entre Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli, tratando exatamente dessa decisão mencionada pelo senador Alessandro Vieira para fins de indiciamento do ministro Alexandre Moraes.
quando o ministro Gilmar Mendes desarquivou o mandado de segurança, concedeu um habeas corpus de ofício dentro desse mandado de segurança, que nada tinha a ver com o escândalo do Banco Máster, envolvia ali atos praticados durante a CPI da Covid, e fez uma decisão justamente para beneficiar seu colega Dias Toffoli.
E o Gilmar Mendes tratou, então, ele primeiro fez uma notícia crime pedindo que o Zema seja inserido no inquérito das fake news por supostos ataques contra a honra do Gilmar Mendes e do Dias Toffoli. E ele disse o seguinte, o Gilmar Mendes.
que o Zema foi irônico ao se referir ao ex-governador de Minas, dizendo que espera que as críticas dele sejam apuradas naquilo que for inteligível. Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes a gente não o entende. Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim. De qualquer forma, naquilo que for inteligível, é importante que a Procuradoria, a PF e o próprio Alexandre apreciem.
E na sequência também, na entrevista para a jornalista Renato Alopretti, ele foi questionado sobre a questão do inquérito das fake news e ele reconhece que o inquérito tem justamente o propósito político de conter na visão dele, do ministro Gilmar Mendes, os ataques que a corte tem sofrido. Ele falou o seguinte, o ministro Gilmar, eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e eu tenho a impressão.
e ele vai acabar quando terminar. É preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado. Veja, por exemplo, a coragem, eu diria, a covardia do relator da CPI do crime organizado de atacar a corte e pedir o indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crimes. Isso pode ser deixado assim? Acho que não. É preciso que haja uma resposta. Eu acho que foi um momento importante do Supremo ter aberto o inquérito e de mantê-lo pelo menos até as eleições. Acho que é relevante.
E aí o próprio senador Alessandro Vieira, numa entrevista concedida ao Flow, podcast Flow, relatou também que ele foi próximo ali da conclusão do inquérito da CPI do crime organizado, do relatório, ele foi ameaçado por um ministro do Supremo, muito provavelmente o ministro Gilmar Mendes, ele não mencionou, mas pode se concluir que é o ministro Gilmar Mendes. Ele falou o seguinte, que faltando três semanas para o fim da CPI, o ministro da STF mandou para mim um recado através de outro senador, bem objetivo.
Avisa para o Alessandro que ele tem que acertar o tiro dele, se não vou acertar o meu. Essa lógica do recado, da intimidação, é permanente em Brasília. Então, esses são os métodos do ministro Gilmar Mendes, que veio ao público para defender o tribunal, e também nessas entrevistas atacando especialmente Romeu Zema e Alessandro Vieira, porque os ministros do Supremo ficaram extremamente incomodados com o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira e por essa paródia do ex-governador Romeu Zema. E só para concluir...
Um professor da USP, Conrado Ubner Mendes, especialista em direito constitucional, deu uma entrevista apontando justamente qual é o problema do Supremo hoje. Ele falou o seguinte. O tribunal vem aprofundando práticas que a gente já conhecia e que existem há muitos anos, mas que nos últimos meses foram escancaradas demais. Passaram a ficar mais óbvias as múltiplas relações de conflito de interesse e o quanto há nesse contexto práticas de corrupção institucional. O que é essa corrupção? Quando uma instituição deixa de cumprir certos parâmetros básicos de construção de sua autoridade, dos seus limites.
É como se estivessem acima da crítica pública, o risco disso é a degradação final e total da autoridade do STF. A gente precisa de um STF forte, o STF é muito importante para estar na mão de condutas tão irresponsáveis. Ou seja, basicamente, ele conclui justamente comportamento como os do ministro Dilmar Mendes nessas entrevistas que devem ser corrigidos no meio de uma reforma profunda do STF que passe ali pela responsabilização dos ministros pelos seus atos.
Obrigada, Fred. Obrigado. Esse foi 15 minutos de hoje. Se você ainda não é assinante da Gazeta do Povo, acesse gazetadopovo.com.br barra oferta e assine por R$ 1,00 por mês. E no YouTube conheça também o Clube de Membros da Gazeta. Até amanhã.
Olá, eu sou a Rossana Bittencourt, da Gazeta do Povo. Espero que você tenha gostado do vídeo. Aqui na tela você pode clicar em outras opções para continuar acompanhando nossas análises e comentários. E não esqueça, assinando a Gazeta do Povo, você apoia o jornalismo independente, garante acesso a conteúdos exclusivos e fortalece o nosso trabalho aqui no YouTube. Muito obrigada!
Gazeta do Povo
Assinatura