Episódios de 15 Minutos | Gazeta do Povo

Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro voltam a brigar

06 de abril de 202615min
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Este episódio do Podcast 15 Minutos analisa o atual rompimento público entre importantes lideranças da direita brasileira, destacando o embate entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira.
Participantes neste episódio1
F

Frederico Juncker

HostJornalista
Assuntos1
  • Reaproximação Nikolas Ferreira e Flávio BolsonaroEleições de 2024 · Disputa pela Prefeitura de São Paulo · Apoio ao Ciro Gomes · Mudança de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro · Candidatura de Michele Bolsonaro ao Senado
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Olá, para você que acompanha a Gazeta do Povo, eu sou a Rossana Bittencourt e esse é o podcast 15 minutos, em que você fica bem informado com os comentários e análises do Frederico Juncker que está aqui ao meu lado. Fred, bem-vindo. Olá, Rossana e olá os amigos da Gazeta do Povo.

Bom, voltei de férias, mas aquele recadinho de sempre. Para você que ainda não é assinante da Gazeta do Povo, acesse gazetadopovo.com.br barra oferta. Você vai pagar só R$ 1,90 por mês nos primeiros seis meses de assinatura. É a Gazeta ilimitada até as eleições. E para você que está com a gente no YouTube da Gazeta do Povo, não esquece de deixar um like e de conhecer também o nosso clube de membros, porque lá tem muito conteúdo exclusivo para quem é assinante do clube.

Bom, Fred, vamos falar então, o assunto é eleições, né? Porque após uma trégua, então, Eduardo Bolsonaro e Nicolas Ferreira voltaram a trocar farpas. Pois é, Rosana. Essa é uma briga que veio ao público nesse último final de semana no X, uma discussão ali entre o Eduardo Bolsonaro e o deputado Nicolas Ferreira.

que mostra ali um desentendimento entre algumas das principais figuras da direita. Na verdade, a gente tem que até retroceder um pouco no tempo para entender o porquê que as coisas chegaram nesse ponto. Já desde 2024, na eleição para prefeito, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, começaram a surgir algumas divergências entre figuras muito próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Naquele caso, eles são para a Prefeitura de São Paulo envolvendo a escolha.

do candidato, que seria apoiado seja o Ricardo Nunes, que era o prefeito à época e estava concorrendo à reeleição, e uma figura que havia surgido há pouco tempo ali no cenário político, o Pablo Marçal. Houve uma divergência muito forte entre quem deveria ser apoiado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro acabou optando pelo apoio ao então prefeito Ricardo Nunes, que acabou vencendo as eleições. No entanto, algumas figuras ali acabaram divergindo desse posicionamento e optaram por apoiar o influenciador Pablo Marçal.

Essas divergências foram muito claras durante esse processo eleitoral, que inclusive ali em São Paulo levaram a saída do então deputado federal pelo PL, Ricardo Salles, do PL e sua migração para o Novo, foi aumentando especialmente como consequência da retirada do ex-presidente Jair Bolsonaro da vida pública, com a sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal e com a sua prisão.

e com a sua proibição de falar e de se reunir ali com as pessoas, com a limitação das suas visitas, o que impede que o ex-presidente Jair Bolsonaro consiga encabeçar a articulação jurídica, desculpe, a articulação política da direita. Essas divergências então vieram num crescendo, especialmente em decorrência de alguns eventos ocorridos no final do ano passado.

O primeiro deles, a exposição de uma divergência envolvendo a disputa pelo governo do estado do Ceará. O PL estava fazendo tratativas de bastidores para apoiar o candidato, o pré-candidato Ciro Gomes, justamente num estado que tem uma força muito grande da esquerda, a tentativa de construção de pontos do PL com o Ciro Gomes para garantir um candidato que se contrapusesse, de alguma maneira, ao presidente Lula.

Houve uma divergência, então, pontualmente em relação ao apoio ou não ao Ciro Gomes. Então havia ali uma ala do PL que vocalizava a intenção de apoiar o Ciro Gomes. No entanto, essa divergência fica explícita quando do lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão.

A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro vai até o Ceará, declara o seu apoio e o apoio do PL ao Eduardo Gerão, o senador que concorrerá às eleições para o governo do Estado do Ceará, e ali fica muito clara uma divergência entre uma ala que tem...

como figuras principais, o próprio deputado Nicolas Ferreira, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, a senadora Damaris Alves e algumas outras figuras. E, de outro lado, o Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e o próprio Flávio Bolsonaro, mas o Flávio Bolsonaro tem adotado uma postura mais neutra, até porque ele é o candidato, não é o pré-candidato à presidência da República, ele tem pairado acima dessas divergências.

Então, esse foi o primeiro momento em que há, desde 2024, uma cisão mais forte entre as várias correntes, inclusive um dos apoiadores muito próximos ao Eduardo Bolsonaro, o jornalista Alain dos Santos, chega a vocalizar críticas à primeira-dama, críticas bem duras, e houve ali uma cisão e uma declaração de apoio à ex-primeira-dama.

O segundo momento também de divergência dentro da direita que ficou muito acentuado foi quando, da mudança de domicílio eleitoral do então vereador Carlos Bolsonaro do estado do Rio de Janeiro para o estado de Santa Catarina. E por quê? Porque ali algumas das lideranças políticas de Santa Catarina ficaram contrariadas com essa mudança porque ali já havia candidatura, duas candidaturas pré-lançadas.

tanto a do senador Espiridiano Amin, pelo PP, como da deputada federal Carol Detone, pelo PL. E essas duas candidaturas passarão ali também desse arco de alianças para garantir a reeleição do governador Jorginho de Mello. Com a ida do Carlos Bolsonaro para o Estado de Santa Catarina...

O jogo fica ali mais confuso e alguns deputados do PL se colocaram de maneira pública contra a saída do Carlos Bolsonaro para o Estado de Santa Catarina. Dentre eles, a deputada estadual mais votada do Estado, a deputada Ana Campagnolo, que saiu em defesa da Carol Detone, dizendo que já havia esse acordo costurado no Estado ao longo dos últimos anos, de que a ida do Carlos Bolsonaro ia atrapalhar todo esse arco de alianças que já havia sido construído.

A Ana Campagnola acabou sendo também bastante criticada, especialmente pelo Eduardo Bolsonaro, pelo próprio Carlos Bolsonaro, obviamente, que pleiteia essa vaga do Senado para o Estado de Santa Catarina. E a própria deputada Carol Detoni chegou a ameaçar sair do PL para migrar para o Partido Novo e garantir, então, a sua candidatura. Houve ali um acordo de bastidores e acabaram viabilizando que o PL lançará as duas vagas.

e desfez o acordo com o senador Espiridão Amin. E essas duas vagas serão uma da Carol Detoni e a outra do Carlos Bolsonaro. No entanto, como eu disse, a deputada estadual Ana Campagnolo acabou.

e é vocalizando críticas a essa mudança de domicílio eleitoral do Carlos Bolsonaro, e ela é muito próxima do Nicolas Ferreira. Então, é uma divergência em relação à discussão e aos rumos da direita, especialmente nesses estados, e também a própria questão hoje do Senado, pelo Estado de São Paulo, também da costura que foi feita no Estado, você tem o governador Tarcísio de Freitas concorrendo à reeleição pelo Estado de São Paulo, você tem já confirmada a pré-candidatura do deputado federal Guilherme de Ritchie pelo PP.

e a disputa pela segunda vaga. Essa segunda vaga, a princípio, seria do próprio Eduardo Bolsonaro, mas considerando que ele se encontra nos Estados Unidos, ele indicaria alguém para que fosse pré-candidato com seu apoio, seja hoje, da sua preferência, o deputado estadual Gil Diniz ou o próprio deputado federal Mário Frias, entre outros nomes ali que estão sendo estudados.

No entanto, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro tem uma candidata predileta, que seria a deputada federal pelo PL de São Paulo, Rosana Duvalho. Então, mais um ponto aí também de divergência entre, no caso, Michele Bolsonaro e ali...

o Eduardo Bolsonaro. Nesse caso agora do Nicolas e do Eduardo Bolsonaro, essas brigas que vieram a público no X, decorrem desse contexto que vem, como eu disse, desde 2024, pela eleição da Prefeitura de São Paulo, passando pela questão do governo do Ceará, a questão do Senado em Santa Catarina e também a questão do Senado pelo Estado de São Paulo.

E isso acabou vindo até que se tornou público nesse último final de semana. Por quê, basicamente? O Nicolas Ferreira fez a publicação referente à questão do Pix, uma fala do Lula envolvendo o Pix na semana passada, compartilhando um perfil chamado Space Liberdade.

O Eduardo Bolsonaro, alguns dias, vem criticando esse perfil, porque esse perfil faz críticas a seu irmão Flávio Bolsonaro, e ele falou o seguinte, Eduardo Bolsonaro, lá atrás avisei, poucos perfis são tão canalhas quanto esse Space Liberdade. Tá aí o dono dele dizendo pra todo mundo um belo...

dane-se para os presos políticos e pregando voto nulo. E de tão tapado, o sujeito não conseguiu enxergar sinergia na fala de Flávio Bolsonaro no SIPAC com o relatório da CCJ americana que deixa o sistema desconfortável para fraudar as eleições. Não é burrice, é canalice mesmo. Ele não critica o SIPAC, ele quer ver o evento destruído porque não está ali a panelinha dele. É muito do que o professor Olavo dizia. Há uma nova geração que quer mudar o sistema, que não quer mudar o sistema, mas sim fazer parte dele.

O foco jamais pode ser o poder, o foco tem que ser sempre o interesse público. Agora, veja lá, quem ele apoia no perfil dele, parece haver uma condicionante, ele só compartilha quem não apoia o Flávio, ou seja, no final das contas, o Paim Urula o agradece demais. E ele se refere aqui ao Nicolas, que estaria compartilhando, então, postagens desse perfil no X, o Space Liberdade, que vocaliza críticas ao Flávio Bolsonaro.

O Nicolas acabou fazendo essa postagem, compartilhando ali um post desse Space Liberdade, tratando a questão do Pix, no que o Eduardo Bolsonaro falou novamente, que denunciei que o Space Liberdade não votará em Flávia, ao menos no primeiro turno. Adivinhem quem prontamente compartilhou o perfil no mesmíssimo dia? Esta é só mais uma das várias coincidências do pessoal que pede união da direita. Além disso...

O próprio Silvio Grimaldo, que é cientista político, tem um perfil grande no X, falou e mencionou essa questão da divergência entre o Eduardo e o Nicolas e essa cobrança que o Eduardo tem feito de que o Nicolas se posicione de forma mais vocal, explicitando mais o seu apoio ao Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência da República.

E o Eduardo Bolsonaro então faz mais uma postagem em resposta ao Cívio Grimaldo, dizendo o seguinte. Rizinho de deboche pra mim, Nicolas, que o Nicolas havia rido de uma das postagens do Cívio Grimaldo. Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é nem de longe o menino que conheci, apoiei e acreditei. Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente.

Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem deseja a morte de meu pai e a quem comemora a prisão dele.

e a todos os que o odeiam, a mim e a minha família. Foi com bastante tristeza que vi você trabalhar ativamente contra quem acreditou e apoiou você, quando eu era um assessor desconhecido com um sonho na mente. Eu realmente acreditava que você iria cair em si, que com a eleição se aproximando o senso de salvar o país falasse mais alto do que o ego e eventuais desentendimentos, mas meses se passaram e você continua colocando Flávia numa espiral de silêncio.

com menos de meia dúzia de apoios públicos, apenas para fingir não ter abandonado o grupo político que te projetou. Você continua exigindo que seu grupo não apoie e divulgue o Flávio, a não ser quando fica tão gritante que começa a ser cobrado. Não bastasse isso, continua dando projeção a figuras abjetas, como o Silvio Grimaldo, que odeia a minha família.

É triste de ver, mas espero que caia na real. A eleição de Flávio não é o capricho da minha família, mas a única chance real de acabarmos com um regime que persegue senhorinhas e cidadãos inocentes. Afaste-se desse tipo de gente que apenas rebaixa sua história até aqui. Deixe eventuais desavenças de lado, não por mim ou por minha família, mas pelo Brasil ou tudo o que lhe restará é o risinho de deboche.

E aí, na sequência, o próprio Flávio Bolsonaro surge em público, fazendo um vídeo e também uma postagem, apaziguando os ânimos ali, especialmente entre o Eduardo e o Nicolas Ferreira, buscando justamente a construção de um arco de alianças para garantir a sua pré-candidatura à presidência da República. E ele disse o seguinte, quero agradecer de coração a cada um de vocês que está aqui nas minhas redes, me defendendo espontaneamente desde o dia 1 dos ataques sórdidos e criminosos do gabinete do ódio...

do Lula por puro respeito ao presidente Bolsonaro e por entenderem a missão divina que estou enfrentando para resgatar o nosso Brasil. Em eterna gratidão, isso é lealdade e inteligência. Reconheço a dedicação pessoal de cada um de vocês sem nenhum interesse particular e por pura consciência de que estamos num momento decisivo para as próximas décadas do nosso país. Tenho pedido união em que divergências menores sejam deixadas de lado neste momento em prol das causas que nos unem.

Para colocarmos o Brasil de novo no caminho da prosperidade, precisamos primeiro derrotar o império do mal. Cheguei bem até aqui por causa de vocês, sem o apoio integral de muitos, que eu sinceramente esperava que respeitassem a indicação do nosso líder Bolsonaro nessa guerra do bem contra o mal, mas ainda estão tímidos ou tergiversando.

Vai acontecer, pois acredito que é o projeto de Deus. Então, você vê que essas rusgas vieram ao público, mas já vêm ali sendo alimentadas há bastante tempo, passando pela eleição à Prefeitura de São Paulo em 2024, o governo do Ceará, Santa Catarina, e o Senado pelo Estado de São Paulo, e o Flávio, então, se colocando de maneira neutra e tentando, de alguma maneira, parar as arestas ali entre o Eduardo Bolsonaro e o Nicolas Ferreira, nessas cobranças que o Eduardo tem feito de que...

o Nicolas seja mais vocal nos apoios à candidatura do seu irmão, candidatura do Flávio Bolsonaro à presidência da República. E justamente passa essa divergência pelo próprio apoio e pela união e proximidade da Michele Bolsonaro ao próprio Nicolas Ferreira, considerando até que a Michele vai ser candidata também.

ao Senado pelo Distrito Federal agora em 2026, ela tendo como aliada a Lábia Kicis, que também postulará uma das vagas para o Senado. Então, essas divergências já vêm há muito tempo e explodiram agora no X, mas envolvem tanto uma divergência quanto a definição de candidaturas em vários estados do Brasil, mas também uma disputa por protagonismo nas redes, Rossana.

Bom, é claro que até efetivamente as candidaturas se confirmarem, né, Fred? A gente vai ver muita briga nos bastidores, né? Com certeza, como vimos até no Paraná agora, com essa questão do Moro indo para o PL, Ratinho. Então, muita emoção até as convenções agora, que é o momento para a definição das candidaturas, nas convenções partidárias, final de julho, começo de agosto. Então, ainda muitas emoções pela frente aí.

E, claro, a gente acompanhando tudo para passar para o pessoal aí que está em casa. Então, o 15 minutos de hoje fica por aqui. A gente espera vocês na próxima edição. Fred, te agradeço. Valeu, obrigado. E o recadinho, então, para o final do programa. Se você ainda não é assinante da Gazeta do Povo, aproveite a promoção, então, de Gazeta do Povo ilimitada até as eleições. Você vai pagar só R$1,90 por mês na assinatura. E, claro, você que está com a gente no YouTube da Gazeta do Povo, não esquece de deixar um like e de conhecer o nosso clube de membros. Tchau!

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