Quem fortaleceu Alexandre de Moraes?
Bruna Kovati
Paulo Polzonoff Jr.
- Ministro Alexandre de MoraesValdemar Costa Neto · Saúde de Jair Bolsonaro · Eduardo Bolsonaro
- Declarações misóginasMedo de Alexandre de Moraes · Censura e interferência
Olá, bem-vindos a mais uma edição do podcast 15 Minutos da Gazeta do Povo. Eu sou Bruna Kovati, jornalista da Gazeta do Povo, e apresento para vocês o podcast que vai te deixar bem informado com notícias do Brasil e do mundo, e com comentários e análises do nosso grande time, que hoje eu tenho a honra de receber alguém bem especial aqui do meu lado. Estou muito feliz, Paulo Polzonoff Jr. Seja muito bem-vindo. Muito obrigado, Bruna, e sejam bem-vindos vocês também aí da nossa audiência.
Antes de a gente começar, e o assunto hoje é bem quente, eu quero falar pra você de uma promoção muito especial da Gazeta do Povo. Uma nova promoção por apenas 1,90 mês até as eleições. Você garante cobertura ilimitada da Gazeta do Povo, todo o nosso conteúdo. Com os nossos colunistas, como o Paulo, como o Constantino, muito conteúdo bom. E a gente quer te ajudar numa das decisões mais importantes, né? Que é o momento da eleição, o momento do voto. Então, até as eleições, 1,90, a Gazeta do Povo ilimitada não vai perder.
Hoje a gente vai falar de um personagem que é muito caricato já, com a figurinha carimbada no 15 minutos, no noticiário e em muitos lugares, que é o Alexandre de Moraes, mas o personagem principal é Valdemar Costa Neto. O presidente do PL deu uma entrevista cheia de declarações polêmicas e a primeira delas, Paulo, que eu queria que você comentasse, porque eu fiquei confusa, não sei como é que o pessoal recebeu isso, mas eu falei assim, como assim? Ele disse que quem começou...
Esse grande poder de Alexandre de Moraes foi ninguém mais, ninguém menos que Jair Bolsonaro. Paulo, comenta isso pra gente. Valdemar, Valdemar. Me cansa, beleza, sinceramente. O Valdemar que é o grande calcanhar de Aquiles aí, da direita, do PL, né? Eu já escrevi aqui na Gazeta do Povo várias vezes sobre isso.
Recentemente, acho que umas duas semanas, eu escrevi sobre o Moro, porque o senador Sérgio Moro se filiou ao PL e estava lá, tirando foto ao lado do Valdemar, que é uma cena absolutamente constrangedora, que o Valdemar Costa Neto foi condenado lá no caso do Mensalão, acabou preso e tal. Eu realmente não entendo como a direita brasileira...
consegue conviver com esse personagem, que é Valdemar Costa Neto, que é uma figura emblemática do centrão, dessa política mais fisiológica. Bruno, eu estava até conversando com uns amigos, tem uns amigos que são admiradores do deputado Nicolas Ferreira.
Eu só não vou dizer aqui também que eu admiro o deputado Nicolas Ferreira, porque jornalista não tem essa de ficar admirando político, mas é um menino aí que parece que tem a cabeça no lugar. E eu estava falando com eles que eu também não entendo como Nicolas Ferreira se sujeita ao poder desse cacique, desse sujeito aí, que realmente é muito, mas muito constrangedor mesmo.
Além de falar aí do Bolsonaro, recentemente o Valdemar Costa Neto esteve ao lado do Dória, aquele ex-governador de São Paulo aí que vocês devem se lembrar dele. E o Dória fez uma série de críticas ao Bolsonaro durante a vacina. Vocês lembram que o Dória, a vacina lá da Covid era a obsessão do Dória. E havia ali um embate com o Bolsonaro.
Demar estava lá concordando com o Dóris. É um cara, um sujeito sem princípios nenhum. Ele não assume absolutamente nenhum lado. Ele é um oportunista. Ele vê um lado ali que está recebendo aplausos, ele concorda.
Senão, ele vai para o outro lado que pode estar falando algo completamente diferente. Outra coisa recente que o Valdemar Costa Neto disse é que o PL não está preocupado que os candidatos ao Senado se declarem comprometidos com o impeachment de um ministro do STF. Então você vê aí que é um cara...
Liso, como a gente fala, né, Bruno? Liso. Ele fala o que ele acha que é interessante pra ele e só pra ele politicamente. E a mais recente declaração do Valdemar...
Foi essa aí em que ele colocou nas costas do Bolsonaro esse, como eu direi, pendor autoritário do Alexandre de Moraes. Diz que quem deu essa força toda pro Alexandre de Moraes foi o Bolsonaro. Olha, não vou dizer que ele não tem um pinguinho de razão, porque a gente sabe que o Bolsonaro foi temerário em várias ocasiões, como, por exemplo, quando xingou.
o Alexandre de Moraes de canalha lá na Avenida Paulista. Mas eu acho muito complicado nesse momento da pré-campanha, que aliás é uma hipocrisia, né? A gente sabe que é uma campanha já que tá rolando. Mas eu acho terminário da parte dele, nesse momento, dar esse tipo de declaração aí. Aí o pessoal fica perdido. De que lado, de que time faz parte esse Valdemar Costa Neto? Eu vou te dizer.
faz parte do time Valdemar Costa Neto. O que for interessante para ele é o que realmente importa. Bruna?
E ainda mais nessa mesma entrevista, teve mais algumas coisas que eu olhei e falei assim, preciso falar disso com o Paulo, porque o Paulo vai esclarecer isso na minha cabeça e pela nossa audiência também. Ele disse que foi amigo de Alexandre de Moraes por um tempo, até porque os dois, ah, é de São Paulo, aquela coisa, mas que ficou chateado quando o Alexandre de Moraes, o milício pediu a prisão dele por causa da arma encontrada na casa dele.
A arma essa que ele disse que era legal, do filho dele, um monte de coisa, mas...
E além disso, que atualmente ele não fala mais sobre STF porque ele tem medo de falar e sobrar para a turma dele. Paulo, que problema tem que a gente pode ver nessa declaração?
Bom, medo todo mundo tem, eu também tenho medo, mas ele é político, ele foi eleito para isso, ele foi eleito para, assim, nessa situação, ele tem que partir para o confronto, óbvio, a gente não está falando de confronto físico ou coisa parecida, mas confronto político com o STF, com o ministro Alexandre de Moraes, que se porta também como um político, é um jogo político, é uma disputa política, e o Valdemar Costa Neto...
tem que enfrentar esse adversário que é muito poderoso, que é o Alexandre de Moraes. O que falta? O Valdemar Costa Neto, e como todo político do centrão, mas ele é o mais chamativo, porque ele é o grande cacique do centrão fisiológico, é bril. O cara não tem bril, sabe? Bril. Não tem. Não tem aquela disposição.
para lutar aí, seja pelo que for, a gente chama, a gente costuma chamar essa luta, uma luta política virtuosa, pelo bem comum. Então eu aposto com você, Bruno, que o Valdemar Costa Neto tem a menor ideia do que seja esse bem comum. Como eu disse aqui, o único interesse do Valdemar Costa Neto se chama Valdemar Costa Neto.
E já que a gente está falando de declarações polêmicas, briga retórica, né? Porque nesse meio tempo, por enquanto, é só uma briga retórica. A gente também tem declarações quentes de Eduardo Bolsonaro, de novo, esse embate dele que já tem um tempo com o Alexandre de Moraes. Agora, por conta da declaração que ele fez lá no CPEC, que ele falou que ia mostrar um vídeo, gravando um vídeo para mostrar para o meu pai.
E essa declaração que poderia, quase, né, levou uma anulação da domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu vou ler aqui pra você a declaração de Eduardo ontem pra Alexandre de Moraes, e aí você comenta pra mim. Tá bom, claro. Foi calorosa, viu? Tá pronto pra ouvir? Vai me colocar nessa fria aí. Eduardo disse, o Alexandre de Moraes é maluco.
Ele tem um fetiche comigo. Eu acho que ele deve sonhar comigo, por isso que ele fica tentando fazer essas ordens. Ele, na verdade, tenta me intimidar. Bom, é sempre complicado criticar Eduardo Bolsonaro, que é uma figura bastante agressiva retoricamente, mas aqui é o meu papel, então paciência. Eu acho, assim...
O Eduardo Bolsonaro faz parte de uma direita que confunde coragem com temeridade, sabe? Essa coisa que não é prudente. Prudente no sentido de você usar tudo que você sabe, ser inteligente e se posicionar de uma forma inteligente que não vá te trazer mais problemas. Essa é a grande busca de todo ser humano e eu acho que um político muitas vezes confunde.
essa prudência com covardia e acaba partindo para esse tipo de atitude que é, na verdade, temerária. Não traz absolutamente nada de bom. Aí o Eduardo Bolsonaro resolveu cantar de galo e, mais uma vez, provocar o Alexandre de Moraes. A gente já viu aí, Bruna, várias vezes, o Alexandre de Moraes vai dobrar, vai triplicar, vai quadruplicar a aposta. Ele não tem medo.
Então é o Eduardo Bolsonaro fazendo esse papel aí de criança birrenta, na verdade, ele que está lá nos Estados Unidos, fica provocando o Alexandre de Moraes. Eu quando vi lá o vídeo, ele mostrando o vídeo no CEPAC, dizendo que estava mostrando para o Bolsonaro, na hora eu já falei, cara, esse cara aí, se ele não entendeu que o jogo... O jogo é o seguinte, o Alexandre de Moraes tem poder, tem muito poder.
E ele não tem pudor nenhum de retirar essa prisão domiciliar, que foi conquistada a duras penas até, pela Michele e também o Flávio, junto ao Alexandre de Moraes. Ele não vai ter pudor nenhum, porque ele quer punir realmente o Bolsonaro. E o Eduardo está aí fazendo esse joguinho para a plateia, querendo ganhar like, querendo ganhar aplauso, querendo posar de herói e acaba falando esse monte de bobagens.
Tem também uma bobagem recente que ele falou, Bruna, dizendo que essa eleição é muito importante para a família. A leitura que muita gente faz disso, eu até entendi, sabe Eduardo, o que você quis dizer, mas a leitura que muita gente vai fazer dessa sua fala, dizendo que essa eleição tem ali um interesse próprio da família.
É que a eleição só tem o interesse próprio da família. Então, assim, não é um momento simples, não é um momento de ficar bancando aí o corajoso, o impetuoso. É um momento extremamente delicado. Tem sim que pisar em ovos, tem que ser mais inteligente do que se jogar nesse vulcão da nossa política brasileira. Bruna.
O novelo de lã dessas eleições está bem complexo, né? Então a gente tem todos esses personagens. Eu até queria te perguntar, assim, na tua visão, o que é esses últimos acontecimentos? Se a gente olhar o relatório, mais um relatório americano apontando que o Alexandre de Moraes estaria, na verdade, censurando as pessoas, interferindo inclusive nos Estados Unidos, e que isso pode ser prejudicial à nossa democracia. Como que você enxerga esse novelo de lã com todos esses personagens nesse momento?
Bruno, eu acho assim, não vai interferir em muita coisa, além do que já está interferindo. Até recentemente a gente teve uma discussão, eu acho bastante interessante, eu gosto bastante de conversar e de discutir com as pessoas, sobre o voto do Flávio Bolsonaro no PL da misoginia.
Enfim, isso aí eu duvido que dure até as eleições. Acho que eles vão acabar arranjando problemas muito maiores. O Alexandre de Moraes também. Hoje em dia a situação que a gente vive é a seguinte. Quem tem o Alexandre de Moraes como vilão, quem sabe que ele é o vilão, que ele interfere, quem quer o impeachment do Alexandre de Moraes vai votar num senador que fala isso, já está decidido.
E quem acha que o Alexandre de Moraes é o salvador da pátria, o salvador da nossa democracia, também não me parece muito disposto a mudar de ideia. Então, assim, a gente vem aqui, a gente conversa, a gente discute, porque, enfim, é o nosso trabalho e também, no meu caso, é um prazer, mas eu acho que, no final das contas, eu duvido que esses acontecimentos recentes tenham influência ali para as eleições daqui a seis meses, né?
Está chegando já. Exatamente. Então, Paulo, muito obrigada. Com a sua participação eu encerro a minha participação nos 15 minutos porque no próximo episódio a Rosana já está de volta. Estava aqui cobrindo férias da Rosana e para mim foi um prazer enorme dividir esse momento com você.
Para o pessoal que está de casa, já que a gente falou que a eleição está chegando, não se esqueçam da nossa promoção, gente. Por apenas R$ 1,90 por mês, vocês garantem a assinatura da Gazeta do Povo. Gente, ilimitada. Todos os conteúdos, se você quer ler mais, Pouzonoff, todo dia tem uma coluna lá cedinho, ele está mandando para a gente. Olha aqui a minha coluna de hoje, vale a pena ler também, não fica só no 15 minutos. Eu vejo vocês em breve, eu espero. Até mais.
Eu sou da linha de que valores importam. Eles são a base para você e sua família irem adiante e para nós construirmos juntos um Brasil melhor. Por isso, quero chamar você para conhecer e assinar a Gazeta do Povo, um jornal com mais de 100 anos e que representa valores difíceis de encontrar hoje em dia. Eu sou a Cristina Grêmio, jornalista e colunista da Gazeta do Povo. Quero você comigo na Gazeta para acompanhar as notícias que realmente importam.
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