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🐾💛 Mães de pets ganham protagonismo e impulsionam mercado bilionário no Brasil

07 de maio de 202619min
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Com mais de 160 milhões de animais de estimação, o Brasil vive uma transformação na relação entre humanos e pets. Hoje, cães e gatos ocupam um espaço cada vez mais afetivo dentro das famílias brasileiras — e isso também movimenta a economia.

📈 O mercado pet brasileiro movimentou cerca de R$ 75,4 bilhões em 2024 e deve ultrapassar R$ 77 bilhões em 2025.

Na CBN Pet News, o médico-veterinário e diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, Francis Flosi, comenta como esse vínculo mais próximo vem mudando o comportamento das famílias, impulsionando novos negócios e transformando também a atuação da Medicina Veterinária.

“Hoje existe uma relação muito mais próxima e consciente. O responsável acompanha de perto a saúde, o comportamento e a qualidade de vida do pet”, destaca Flosi.

🐶🐱 Alimentação premium, planos de saúde, creches, terapias e experiências personalizadas fazem parte de um mercado em expansão constante.

O Dia das Mães ganha um novo significado em uma sociedade onde o amor pelos animais ocupa cada vez mais espaço. 💛

#CBNPetNews #MãesDePets #MercadoPet #Pets #BemEstarAnimal #MedicinaVeterinária #FrancisFlosi #Qualittas #SaúdeAnimal #DiaDasMães #PetLovers #HumanizaçãoPet

Participantes neste episódio3
M

Marco

Host
T

Thalita

Host
F

Francis Flosi

ConvidadoMédico veterinário
Assuntos3
  • Mães de pets e mercado petTransformação na relação humano-pet · Mercado pet brasileiro · Dia das Mães e comércio · Humanização pet · Francis Flosi
  • Comportamento e inclusão de petsPets como membros da família · Inclusão de pets em locais públicos · Diminuição de filhos e substituição por pets · Superproteção de pets
  • Eventos e interações com petsFestas de aniversário e casamento de pets · Compreensão de afeto por pets · Comandos e adestramento de pets · Aprendizado e envelhecimento de pets
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13h39, dia do nosso quadro, hoje, quarta-feira, Pet News com o médico veterinário Francis Floss. Doutor, mais uma vez, boa tarde, bem-vindo. Boa tarde, Thalita, boa tarde, Marco, boa tarde a todos que nos ouvem, nos escutam e nos veem. Olha, semana do Dia das Mães e tem também aí as mamães de pets. É um assunto polêmico, né?

Mas vamos lá Vamos lá Sabe, tudo gira em torno do comércio A gente vê Acho que vocês até já fizeram Matéria, alguma coisa Que é a época que só perde Pro Natal

Então é uma época que todo o comércio, o varejista, o e-commerce, eles estão esperando essa data aí para melhorar um pouco as condições das suas empresas. E obviamente, nós estamos também agora com esse colóquio que é a mãe de pet.

Você sabe, né, Thalita, a partir da nossa época da pandemia, o pet passou a ser membro da família. Então, é um reflexo, é uma mudança cultural. Não tem jeito. É uma forma de viver e de estar junto com o animal. Então, as mães de pets estão aí para serem comemoradas nesse domingo, ok?

É uma situação que vem mudando muito, né, doutora, a cada período, né, a gente tem uma ampliação muito dos espaços onde já são pets, né, que aceitam os cachorrinhos, nos supermercados, enfim, também no comércio, no varejo, a gente vê muitos adereços a esses bichinhos, né, até que ponto?

e isso se torna saudável, e até que ponto isso já é extrapolado na questão do cachorro, do gatinho, animal, na questão do animal não estar tão incluso ali no cotidiano mesmo de um ser humano, digamos assim, do que uma criança, por exemplo, precisaria.

Na verdade, Thalita, de novo, choveu no molhado, mas é o mercado. Hoje nós estamos com de 160 a 170 milhões de animais de estimação hoje no país. Então o mercado se voltou para isso, voltou toda a força em cima disso.

Eu circulo por vários locais e condições sociais e aí existem ainda preconceitos. Tem pessoas que não curtem muito isso de ir num mercado, ir numa farmácia, num shopping, num restaurante e ali ter um animal presente.

Mas o mercado está se voltando para isso, né? E agora vamos aproveitar essa data festiva, né? Que é uma só nossa, existe em outros países também que comemoram o Dia das Mães, né? Então, é por causa do mercado. É um mercado que cresce mais de 10% ao ano, então todo mundo está voltado para isso. Então, eu já presenciei aí Pet comprando o presente para...

Para a mãe, para a dona do pet, você está entendendo? Porque é isso, é a influência do mercado, é um mercado que cresce e obviamente há uma, vamos dizer...

uma condição muito específica desse amor pelo pet, pelo animal, seja ele um cachorro ou um gato, e com isso a demanda cresce, e como a demanda cresce, obviamente o mercado se prepara. E cada vez as pessoas, também uma outra coisa que a gente percebe é uma diminuição de filhos.

Eu acho que vocês têm noção disso, nossos ouvintes têm, que as famílias hoje estão tendo menos filhos. E, obviamente, preferem a substituição por pets, para que alegrem a casa, para que tenham companhia, e se há um filho ou dois, para que esse animal participe da vida dessas crianças.

Então, é a chamada maternidade pet, que está aí, que é um comportamento e, obviamente, tem que haver o quê? Uma qualidade de vida sobre esse pet. Mas é um vínculo hoje legítimo que já existe e está rotulado como mãe de pet. Então, é uma mudança mesmo no comportamento das pessoas.

Doutor, desculpa cortar, eu só achei interessante. Mas é muito visto isso, viu, Marco? Sim, sim, eu achei interessante porque o gato às vezes leva um presente que o dono não gosta, né? Às vezes pega um rato, uma barata e leva para o dono, né? Mas não é esse tipo de presente que o senhor citou, não, né? É, mas aí obviamente depende do ambiente, né? Obviamente, se você está num ambiente limpo, num ambiente detetizado, alguma coisa...

dificilmente o felino vai achar algum animal sinantrópico aí que você citou, né? Mas não adianta, é mercado, né? Então isso aí foi, hoje nós temos, para você ter noção, nós temos pousadas, né?

que já aceitam os animais para ficar num período, hotéis, você sabe que temos hotéis. Hoje tem empresas que fazem eventos, fazem festas, festas de aniversário dos pets, festa de casamento de pets. É, você está rindo, mas tudo isso está já inerente nas pessoas.

Então, óbvio que tudo isso tem que ter uma orientação veterinária, né? Tudo isso que está acontecendo precisa ter profissionais responsáveis, técnicos, que obviamente avaliam tudo isso e abalizam.

tudo isso, porque isso não pode acontecer assim de uma maneira aleatoriamente. Tudo tem que estar dentro das regras e das condições de higiene e de sanidade, principalmente para os animais.

Mas o veterinário precisa entender isso. O médico veterinário precisa entender que hoje o mercado está voltado para isso. E esse final de semana nós vamos estar em cima das mães de pets mesmo.

Mas a pergunta que eu queria fazer, agora sem a brincadeira do gato falando sério, às vezes até o pai ou a mãe que é super protetor como uma criança, ela acaba não sendo preparada para os problemas que vai ter na vida.

Em cima da questão emocional que a Thalita fez, superproteger o animal também não pode dar um problema, porque às vezes, por exemplo, vai passear com o cachorro na rua, alguém ataca o cachorro, não sabe o que fazer. Não pode ter esse exagero também, doutor Francis?

É óbvio, tudo que sai fora da regra, dos protocolos, né, Marco? Acidentes podem acontecer e coisas ruins podem vir a acontecer. Não só ao pet, mas também ao responsável animal que está com ele. Nós já vimos aí várias entrevistas que houve acidentes tanto com o pet quanto com...

o responsável. Então, a orientação precisa ser buscada, e se você ver que ela não está sendo buscada, você tem que entregar, que é o que vocês estão fazendo comigo aqui hoje. Nós estamos entregando informação, estamos entregando orientação. Então, é isso que hoje nós, os profissionais da área da saúde animal, temos que fazer. É um compromisso.

que nós temos com a saúde animal, principalmente voltada para o pet, não só o pet, mas qualquer outro animal que está hoje em nossa convivência. Mas como nós estamos falando de pet aqui, vamos focar no pet. Então é uma obrigação...

hoje, do profissional levar essas orientações. Como vai passear, aonde vai levar, onde pode levar, onde não pode. Já fizemos aí matérias a respeito de viagem, essas coisas, porque também pode ser que vão haver viagens agora para ver a mãe que não está na mesma localidade da filha ou do filho.

do pet, né, então ele tem que ir junto, então existem tudo regras que devem ser seguidas, porque acidentes, inclusive fatais, podem acontecer sim, Marcos, mas é isso que nós temos que fazer, temos que orientar, informar e educar, né, os animais têm que ser adestrados e os responsáveis precisam ser educados.

E dando gancho ainda, doutor, sobre essa questão, você pontuou a questão dos aniversários, até mesmo a questão dos casamentos. Até que ponto eventos com os pets são saudáveis? O cachorro, no caso, como a gente pode falar, o gatinho, eles compreendem o afeto de uma situação como essa?

É, fica difícil a gente ter, sei lá, uma resposta de 100%, né? Mas, obviamente, se você faz um evento, a festa do seu pet, obviamente você vai convidar o quê? Pessoas que têm outros pets, não é isso?

Então, obviamente, esses pets que vêm já são pets que você convive, são amigos no condomínio ou em algum clube, alguma coisa que você frequenta e você sabe que o chau-chau da dona Maria, ele aceita o púdol seu.

Então ele vai ser convidado. É a mesma coisa essa relação de você convidar as pessoas para uma festa sua de aniversário. Obviamente você vai convidar aqueles que você sabe que ali naquele ambiente que você está criando, sei lá por qual motivo, eles vão se dar bem e vão estar se distraindo ali com os brinquedos.

Porque, como eu disse, já existem empresas especializadas nisso que vão colocar essas distrações para que os animais ali se interajam e, obviamente, não haja bagunça, nem brigas, nem ataques ou qualquer outra coisa que estrague.

a festa de aniversário, ou então, porque vai haver ali o cruzamento do macho com a fêmea e eles estão fazendo o casamento ali naquele dia, né? E dando gancho... Mas é, cuidados, né? Tem que ter cuidado, né? Faz parte do protocolo.

E dando gancho a isso também, a questão da fala, né? Muito se fala que os animais, o gato, o cão, vamos falar agora entre os principais, os mais comuns, eles entendem alguns comandos, né? E a gente tem mesmo muita gente, eu me incluo também, tem o hábito ali de conversar com o cachorro, né? Com o cachorro, com o gatinho.

Isso, eles também fazem, eles também conseguem compreender isso de alguma forma, mesmo se é o afeto, talvez não as palavras, mas a forma ali que ali tem um carinho ou não? É, na verdade, o que eles absorvem é o som, né? É o som que é formado pela palavra ou pela frase que você constantemente está falando.

Isso que entrou aí, o que eu disse, o adestramento. Então, fica quieto, senta, deita, corre, pegue a bolinha, volte. Então, esse som, não a frase inteligível, mas o som dessa frase ou dessas palavras é que ficam gravadas, então eles entendem.

que isso tem que ser obedecido, isso tem que ser feito pelo som que está sendo produzido por nós vocalmente, então eles obedecem. Então, obviamente, lógico que você não vai dar comandos para um pet que não é seu, que não sabe a tua voz e também não tem o seu cheiro, que nós já falamos sobre isso, os fenormônimos que nós temos e eles entendem quem é você e quem sou eu.

mas é mais pela formação do barulho, vamos chamar de barulho, que a gente faz com as palavras ou as frases que nós dizemos a eles. E aí eles se comportam de maneira, obviamente, adequada ao ambiente que eles estão.

E ao longo, doutor, da vida, eles absorvem uma quantidade exata ou isso pode mudar durante o período? A idade, né? Eles são filhote, adulto, idoso.

Vai perdendo. Eu tenho um exemplo aqui porque eu tenho um border collier aqui de 13 anos e ele já não me atende mais como ele me atendia antigamente. Mas aí vai por causa da idade. Aí vai perdendo a audição, vai perdendo o intelecto um pouco de entender o que eu estou dizendo.

Então eles perdem ao longo do tempo, se entrar na terceira idade já começa a ter essas dificuldades como nós também podemos ter, isso é normal. Mas você adestrou, você ensinou desde pequeno, sempre você, várias pessoas dando ordem e não funciona.

então é você que ele tem que ouvir, e aí ele vai atender aos seus comandos. Mas com a idade se perde sim. Doutor Francis, agora perguntando ao médico veterinário, porque...

A gente já viu mãe, pai dando escândalo, às vezes, com o médico pediatra, com a criança, né? E quando o veterinário fala, olha, tem que fazer isso, e o responsável pelo animal ou a responsável pelo animal não concorda, como é que fica?

É complicado, então é por isso que eu estou falando, você tem que estar sempre bem preparado, nós fazemos isso hoje lá com os nossos pós-graduandos, você tem que estar bem preparado para saber conversar, para você passar a necessidade daquela atitude, daquele procedimento que precisa ser feito naquele momento.

Porque haverá risco, né? Se você não faz isso, acontece aquilo. Então, você precisa saber dizer, né? Você precisa saber conversar e passar para o proprietário. Hoje, né? Nós já sabemos, né? Vocês dois aí já estão também bem escolados. O pessoal já vem, ou já pesquisa na internet, vai lá na internet, já busca alguma coisa, já chega até discutindo, né? Doutor Google.

com a gente né então obviamente você tem que mostrar que você está muito mais preparado do que uma internet porque você está ali com o paciente você está com uma vida na mão e aí você precisa obviamente tomar a decisão correta para que aquela vida é se mantenha e com qualidade

Uma dúvida polêmica, a questão de dormir com o pet, o cachorro, né? O cachorro, o gato. Isso é polêmico, divide muitas opiniões. Mas a questão de vocês, né? Aí do outro lado, a questão veterinária. O cão, ele precisa realmente da caminha dele, como eu já ouvi muitas vezes, ele precisa do cantinho dele ou ele pode ali realmente dormir ali no meio dos proprietários, né? Dos responsáveis.

Talita, cada um no seu quadrado, né? É óbvio que o ideal é que o animal tenha as coisas dele. Obviamente, a cama, os brinquedos, os fomites, que a gente chama, que é o comedouro, o bebedouro, a escova, as coisas que são deles. É óbvio que, infelizmente, a gente sabe que os proprietários, às vezes, deixam.

E depois é difícil de tirar, porque o animal obviamente aprende que chegou aquele horário, o responsável vai dormir, ele já pula na cama, vai lá no meio, daqui a pouco você adormece, ele adormece junto também. Mas aí entra o processo da saúde, então esse animal precisa estar com saúde.

Porque saúde é um estado, não é? Você não tem boa saúde, mal saúde não existe, né? Você tem que estar com saúde. Então, o animal não pode ter parasita, não pode ter nenhuma doença, não pode ter nenhum problema, né?

E também precisa haver aquela relação de alergia, uma série de coisas que a gente tem que evitar que o animal deite na nossa cama junto com a gente. O certo é ele ter o lugarzinho dele, a caminha dele com os fomites dele lá para que ele guarde as coisas dele naquele local. Mas a gente sabe que tem pessoas que obviamente deixam e querem dormir com o animal.

Tem o cantinho dele. É essa proximidade que eu te falei que é legítima hoje, né? Não tem mais jeito da gente separar, né? Vocês são novos ainda, muitos dos nossos ouvintes, mas antigamente cachorro ficava no quintal, né? Verdade. Não tinha essa história. Eu, quando era pequeno, eu tive vários cães, mas ficavam lá fora.

ficava no quintal, não entrava dentro de casa, não tem essa história de subir no sofá, assistir televisão. Bom, hoje tem canal, né? Tem canal para os animais, quer dizer, então você vê que houve uma mudança mercadológica muito grande e, obviamente, as pessoas vão absorvendo isso e vão participando.

Mas tem que ser tudo com regras, com protocolos e com orientação médica veterinária.

É isso, doutor. Que bacana esse papo. Obrigada mais uma vez pela participação aqui na CBN. É, afinal, é quem ama, cuida. Exatamente. Então, vamos lá. Vamos para um ótimo dia das mães aí para todos. Tem pai que é mãe também, que a gente sabe, né? Então, para todos aí um feliz dia das mães e até a próxima semana. Muito obrigado. Combinadíssimo. Até a próxima semana.

Obrigado, Dr. Francis Flossi, médico veterinário no Pet News 3h59.

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