Episódios de Cinematório

De Volta Para o Sofá: “Mestres do Universo“ (1987)

28 de julho de 20261h20min
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Neste episódio do podcast De Volta Para o Sofá, nós rebobinamos a fita até o ano de 1987 para revisitarmos "Mestres do Universo", primeira adaptação em live-action das aventuras de He-Man, sucesso absoluto dos desenhos animados dos anos 80. Também comparamos o filme clássico com a nova adaptação, lançada nos cinemas em 2026.

O filme tem direção de Gary Goddard e no elenco principal estão Dolph Lundgren (He-Man), Frank Langella (Esqueleto), Meg Foster (Maligna), Jon Cypher (Mentor), Billy Barty (Gwildor) e uma novata Courteney Cox.

Empunhe a sua espada mágica e aperte o play para revisitar "Mestres do Universo" com a gente! Venha descobrir se o filme ainda é tão marcante quanto na época em que o vimos pela primeira vez.

Confira abaixo a minutagem dos quadros do podcast:

00:00:00 - Introdução

00:06:45 - Memória Afetiva: quando vimos o filme pela primeira vez e como foi revê-lo agora?

00:12:24 - Almanaque: uma coleção de informações, reflexões e curiosidades

00:33:04 - Deu Tilt: aspectos que ficaram datados ou cenas que não funcionam mais

00:47:16 - Momento Supra Sumo: nossas cenas favoritas

00:53:56 - Comentários sobre o filme de 2026

01:08:07 - Por Onde Anda: saiba o que o elenco principal está fazendo hoje em dia

01:16:35 - Música de Encerramento

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Em "Mestres do Universo" -- filme escrito por David Odell, baseado nos personagens criados por Roger Sweet e lançados pela Mattel --, He-Man e seus amigos Mentor e Teela fogem para a Terra após serem derrotados por Esqueleto e sua horda. Acompanhados do astuto Gwildor, os heróis recebem a ajuda de dois jovens terráqueos para usar a poderosa Chave Cósmica e evitar que as forças do mal dominem Eternia para sempre.

No podcast, nós relembramos quando assistimos a "Mestres do Universo" pela primeira vez e você conhece diversas curiosidades sobre a produção.

O programa traz ainda o quadro "Deu Tilt", no qual nós listamos aspectos ou cenas que não funcionaram na revisão do filme, e o "Momento Supra Sumo", quando nós elegemos nossas cenas favoritas. Você também fica sabendo por onde andam os principais integrantes do elenco.

O De Volta Para o Sofá é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório.

Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br.

Este episódio contém trechos meramente ilustrativos do tema principal de "Mestres do Universo", composição de Bill Conti, e da música "He-Man", gravação do Trem da Alegria, composição de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Todos os direitos reservados aos artistas.

Participantes neste episódio2
K

Kel Gomes

HostEditora do cinematório
R

Renato Silveira

HostEditor do cinematório
Assuntos7
  • Filme He-Man e os Mestres do UniversoMemória afetiva e primeira visualização · Problemas de orçamento da Cannon Films · Adaptação de personagens e cenários · Críticas e recepção do filme · Efeitos especiais e maquiagem · Personagens femininas e estereótipos · Frank Langella como Esqueleto · Billy Barty como Gwildor
  • Comparacao de AdaptacoesExpectativas e decepções com o novo filme · Abordagem da força e masculinidade · Humor e tom do novo filme · Fidelidade ao desenho original
  • Análise de "Momento Supra Sumo"O Esqueleto como vilão · Direção de arte em Eternia e no castelo · Início do filme com Esqueleto vitorioso · Adaptação como obra com identidade própria
  • Elenco e AtuaçõesHe-Man · Frank Langella (Esqueleto) · Chelsea Field (Teela) · Meg Foster (Maligna) · John Cypher (Mentor) · Robert Towers (Karg) · Billy Barty (Gwildor) · Courteney Cox (Julie)
  • Análise de "Deu Tilt"Efeitos especiais datados e falhos · Exploração limitada de Eternia · He-Man usando mais armas de fogo que espada · Personagem Gwildor como alívio cômico · Falta de criatividade em soluções visuais
  • Nostalgia e SaudadeMúsica tema "He-Man" (Trem da Alegria) · Homenagem a Hikaru Kurosaki (Jaspion) · Influência de Jaspion em Power Rangers
  • Filmes de Fábio PorchatOrigem dos personagens na Mattel · Roger Sweet (criador do He-Man) · Gary Goddard (diretor) · Davi Henrique Alves · Anne V. Coates (montadora) · Bill Conti (trilha sonora) · Prêmios e indicações (Saturn Awards) · Uso de cenários de Cyborg (1989)
Transcrição117 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RSRenato Silveira

Olá pessoal, sejam bem-vindos, sejam bem-vindas ao De Volta para o Sofá. O podcast que revisita filmes dos anos 80 e dos anos 90 que marcaram a nossa infância e a nossa adolescência. Eu sou Renato Silveira.

KGKel Gomes

Oi, eu sou a Kel Gomes.

RSRenato Silveira

E neste episódio nós rebobinamos a fita até o ano de 1987 para falarmos sobre Mestres do Universo. Eu tenho a força! Dos desenhos animados para o cinema. As aventuras de He-Man, Teela, Mentor, Feiticeira, Maligna, Esqueleto. Sou mais do que um homem, mais do que a vida. Eu sou Deus! Matem-no! Proteja-se, Keldor! Mestres do Universo, tela quente nessa segunda, depois Mestres do Universo, filme baseado em He-Man, é um desenho animado que fez tanto sucesso aqui no Brasil e no mundo, ganhou recentemente em 2026 uma nova adaptação em live action para o cinema.

E Mank tem variadas adaptações, né? Tem o desenho clássico dos anos 80, tem outras animações que foram feitas posteriormente, né? Uma das mais recentes, inclusive muito legal, feita pela Netflix. E tem agora esse mais novo filme em live action, que também será tema aqui do nosso podcast. A gente vai fazer um episódio um pouquinho diferente, né, Kéo? Para a gente poder falar um pouquinho também sobre esse mais novo filme do He-Man, que muita gente acha que finalmente fez jus ao material original.

Não sei o que que você achou, mas olha, spoiler aqui da nossa discussão, eu acho que eu fico com o filme dos anos 80, viu?

KGKel Gomes

É um pouco complicado, viu? Não dá para falar que fez jus, não.

RSRenato Silveira

Vamos, vamos ver onde vai dar aqui a nossa conversa sobre as versões live action de He-Man. Esse filme de 87, né, que é estrelado pelo Dolph Lundgren no papel do He-Man, e temos Frank Langella vivendo o Esqueleto. É um papel icônico na carreira do Frank Langella, que ele inclusive tem muito orgulho de ter interpretado. Temos também Courteney Cox, a Mônica de Friends, vivendo uma personagem que não tem no desenho, né, não tem nos quadrinhos, foi inventada para o filme para trazer os personagens para o nosso mundo, né, para a vida real, para ter essa versão de carne e osso literalmente do lado de cá, né, longe de Eternia.

KGKel Gomes

É um aspecto que a gente pode aí discutir se foi bom, se foi ruim, porque assim, claramente eles precisavam economizar porque não dava conta de fazer tudo em Eternia. Então precisava ter um núcleozinho vida real para ser mais barato. Só que aí acaba perdendo muito do fantástico, né? É verdade, fica muito tempo ali nesse núcleo de adolescentes. A Courtney faz um trabalho ótimo assim, acho que ela tem uma presença já marcante desde o início, né?

Nessa época, claro, ainda não era arquete, mas É isso, a gente pode discutir melhor depois.

RSRenato Silveira

Esse aspecto do orçamento foi crucial, né, para o fracasso de Mestres do Universo 87, que foi um fracasso de bilheteria, também foi um fracasso de crítica, né, um filme que não foi bem recebido, mas que ao longo do tempo acabou se tornando um clássico cult. Né, até mesmo por seus defeitos, né.

KGKel Gomes

Para saber o que é ser um clássico cult, veja Natal Amargo do Almodóvar, que lá a diretora explica o que é ser uma diretora cult, automaticamente vocês entendem o que é ser um filme cult.

RSRenato Silveira

Temos inclusive podcast aqui no Cinematório sobre Natal Amargo do Pedro Almodóvar. Bom, A gente, antes de começar aqui o nosso podcast, faz o convite para você vir fazer parte do Cineclube Cinematório e apoiar o nosso podcast, apoiar o nosso canal, apoiar o nosso site, porque através do Cineclube que a gente mantém os meios aqui de continuar fazendo o nosso trabalho, né? Você escolhe lá como quer apoiar o nosso trabalho e você recebe conteúdo exclusivo de volta, né?

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A gente abre o nosso De Volta para o Sofá com a memória afetiva, relembrando quando vimos pela primeira vez os filmes que a gente comenta aqui. E bom, eu que sou o garoto dos anos 80, né, aquela menina noventista do nosso De Volta para o Sofá, então sempre bom deixar isso, né, é bem evidente.

KGKel Gomes

Embora que as coisas se misturam às vezes, mas é porque tem uma diferença importante exatamente para esses filmes que às vezes são muito mais antigos para mim, e aí eu não tenho tanto a memória afetiva quanto o Renato. Às vezes é por uma questão temporal mesmo.

RSRenato Silveira

Sim, no caso aqui do He-Man, eu me lembro de ter visto o filme pela primeira vez na televisão, não foi no cinema. Ele foi lançado em 87, né, no dia 7 de agosto de 87, mais precisamente nos Estados Unidos. E aqui no Brasil, 30 de junho de 88. Olha só, demorou quase um ano para o filme chegar ao Brasil nos cinemas, né? Então você imagina, quando ele passou na televisão já era início dos anos 90, provavelmente. E eu me lembro que foi quando eu vi pela primeira vez.

Não foi em VHS, não foi a fita que eu aluguei na locadora. Eu me lembro de ter visto Mestres do Universo na televisão. O canal que passou não vou me lembrar, eu não me lembro exatamente se foi no SBT ou se foi na Globo. Tem cara de SBT, tem cara, né? Mas eu me lembro de ter visto na televisão. E claro, né, o He-Man é um desenho, já era, né? Aí é o famosíssimo, já conhecido. Eu tinha visto, revisto várias vezes. Então é isso. Mas e você, Kiel?

O filme e o desenho, né? Você tem memórias, pelo menos o desenho eu tenho certeza que você pode compartilhar sua memória afetiva com a gente.

KGKel Gomes

Nunca tenha tantas certezas assim, mas sim, eu, a animação, né, o desenho eu via muito, não só o desenho do He-Man, mas também da She-Ra. E claro que gostava mais da Xirra, até porque tinha muito mais animais, animais fantásticos. E aí eu sempre gostei muito, assim, sempre adorei esses dois desenhos. Na minha infância eles foram muito importantes e eu achava a Xirra muito maravilhosa, o figurino dela, o cavalo alado, enfim, adorava muito.

E essa coisa do Castelo de Grayskull também, né, o esqueleto, a coisa das, das, no finalzinho, né, de cada, de cada episódio que tinha um ensinamento, uma lição. E aí quebrava a quarta parede, né, porque os personagens falavam com a gente. Eu achava isso o máximo. Bom, a gente precisa rever essas lições, se todas eram boas mesmo. Mas eu me lembro que eram lições bem simples assim, né, de valores importantes, né, sobre coragem, sobre autoestima e tal.

Eu me lembro que eram boas. Mas o filme, o filme, você tem alguma recordação dessa época? Eu não tenho recordação nenhuma do filme. Eu não me lembro de ter visto ele nem na TV, muito menos Não, videocassete não, com certeza, porque eu não fui até a locadora para fazer essa locação. Eu nem me lembro de lançamento desse filme assim no Brasil, não lembro de nada. O filme foi, você falou, né, que deve ter chegado no início dos anos 90. Então era muito pequenininha para começar.

RSRenato Silveira

Ele já chegou com uma má fama, né?

KGKel Gomes

Eles não devem ter investido tanto, então não deve ter chegado em locadoras muito distantes. Dos grandes centros, né? Então eu acho que é isso, vai, né? Porque ele já chegou aqui no Brasil com esse, com essa má fama, provavelmente chegou com poucas cópias para poucas locadoras, não teve muito investimento de propaganda, enfim.

RSRenato Silveira

Não tem, né, esses dados, mas não tem de fato assim o lançamento dele aqui, ele Não foi, né, um estardalhaço. Isso eu me lembro, tanto que é isso, eu tive contato com o filme depois, quando ele já tava sendo exibido na televisão.

KGKel Gomes

E não foi uma coisa que você queria, né, que você tava esperando. Ah, é o filme do He-Man, eu quero ver, eu quero ver.

RSRenato Silveira

É, foi mais uma curiosidade assim, até porque quando eu assisti, eu já tinha assim comentários de amigos meus, nossa, o filme é muito ruim e tal. Não tem os personagens do desenho direito, ele vem para o nosso mundo. Então eu já fui assim com uma baixa expectativa, né?

KGKel Gomes

Então assim, resumindo, minha memória afetiva com o filme é zero.

RSRenato Silveira

É, e assim, é um filme que ele já entrando aqui, né, no nosso almanaque de curiosidades sobre Mestres do Universo 87, É um filme que teve muitos problemas de orçamento porque a Cannon Films, a produtora, ela começou a ter problemas financeiros muito graves, que inclusive impediram ela de concluir outras produções também. Ela chegou a dar um calote na Mattel, que é a criadora dos personagens, né, detentora dos direitos. Lembrar que He-Man, ele surgiu como uma linha de bonecos Junto com os bonecos vinham uns mini gibis, mini HQs.

KGKel Gomes

Ai, que legal!

RSRenato Silveira

Com as historinhas, né? Então, o que se sabe, né? Da onde que vem a história do desenho, depois do filme, tudo vai surgindo daí.

KGKel Gomes

Você tinha o He-Man?

RSRenato Silveira

Eu tinha, tinha, tinha o He-Man, tinha o Gato Guerreiro, tinha o Esqueleto, tinha o Mandíbula, que era o que eu mais gostava, porque você podia trocar o braço dele, né?

KGKel Gomes

Achei que era mais armas.

RSRenato Silveira

E a mandíbula, a boca dele abria, né? Então era um dos bonecos mais legais. Agora, o meu primo Marcelo, abração para o Marcelo, ele tinha a coleção completa. Ele tinha o castelo de Grayskull, tinha todos os bonecos, tinha os veículos, e assim era uma maravilha. Quando eu ia para casa dele, a gente ficava brincando de He-Man o dia inteiro.

KGKel Gomes

E eu tinha, manda foto se você ainda tiver.

RSRenato Silveira

E eu tinha os Comandos em Ação. Né? Então quando ele ia para minha casa, a gente brincava de Comandos em Ação na casa dele, de He-Man. E a minha irmã, ela ganhou o Castelo da Xirra, e ela tinha os personagens todos do desenho.

KGKel Gomes

A irmã do Renato, sensacional, criança feliz, ela ganhou tudo de boneca, de brinquedo, Barbies incrível. Beijo, Lu!

RSRenato Silveira

Eu ainda tenho os meus bonecos em algum lugar, tá lá guardado na casa dos meus pais. Eu até tentei resgatá-los para mostrar aqui aqui para enfeitar aqui nosso cenário, né? Mas ainda tem ali dois mais recentes, né? O Funko ali do He-Man e o esqueleto é o Mini Cooper, né, da Iron Studios. Mas a gente guarda, né, com muito carinho, né, essas lembranças dessa época, porque era muito legal de brincar, né? Eram bonecos que não tinham nada de partes eletrônicas, né, era o analógico, ou seja, o termo da moda agora de novo, né, era o brinquedo analógico assim raiz, né, então era muito bacana.

E essa coisa da fantasia, né, porque as armas, tinha armas, mas eram armas mais fantasiosas, não era igual os Comandos de Ação que era guerra mesmo, né, que eram militares, né, mas ainda assim para um lado mais da fantasia. Mas o He-Man, ele tinha essa coisa mais imaginativa, né? Até por se passar em outra Terra, né, que é a Eternia, tem essa coisa da aventura espacial também, né? Então esse é um aspecto que acabou interferindo nessas questões orçamentárias, né? Para você recriar esse universo, acaba que você tem que gastar muito dinheiro.

KGKel Gomes

Exatamente, né? E aí perceberam que não tinham o suficiente para que a história se passasse toda em Eterna. E aí a solução foi trazer para se passar uma boa parte, acho que assim a maior parte do filme se passando aqui, né? E aí, bom, perde muito da graça, principalmente porque a primeira adaptação né, que live action assim, né, não tinha tido outra. Então criou-se uma expectativa. E quando chega ali a coisa toda acontecendo na Terra e a gente acompanhando gente como a gente, aí ficou sem graça, porque o legal era você ser transportado para esse mundo completamente diferente, né, cheio de personagens, como você foi falando aí, Os bonecos, que eram personagens do desenho muito interessantes assim. A gente se divertia bastante, né?

RSRenato Silveira

Agora é o primeiro longa live action, mas tinha um longa de animação anterior a esse, foi lançado 1 ou 2 anos antes, que é He-Man e She-Ra e o Segredo da Espada Mágica. Esse eu vi no cinema, esse eu me lembro de ir no cinema com a minha irmã, a gente assistiu.

KGKel Gomes

Essa eu não vi.

RSRenato Silveira

No antigo cinema do BH Shopping, né, para quem lembra aí que é de Belo Horizonte, né, lembra das salas antigas do BH Shopping. E era esse, teve um lançamento de blockbuster, tinha os cartazes, né, aqueles, aqueles, aqueles desenhos, né, grandes assim de cartolina. Cartolina, cartolina, cartolina. Então não era banner não, é porque na época tinha aquela um monte de coisa, né, que eles faziam na entrada do cinema. Então era legal isso, era o desenho, né, era animação.

Então você ia assistir a uma aventura de longa-metragem, mas era animação igual a gente via na TV, né. Então foi um sucesso.

KGKel Gomes

E aí não tinha restrições, não tinha, porque na animação, né, poderia seguir para o mundo de Eternia e para o mundo de She-Ra também, que era outro.

RSRenato Silveira

Queria rever o longa de animação. Na época eu lembro que eu gostei bastante, mas enfim, revendo agora o nosso Mestres do Universo, eu ainda acho que tem coisas boas, dá para resgatar ali algumas, alguns supra-sumos, mas tem muito mais tiltes, né? Então daqui a pouquinho a gente chega lá nos nossos quadros para a gente falar o que resistiu bem ao tempo e o que realmente já não funcionava naquela época, imagina hoje.

KGKel Gomes

Aí já fica aqui, né, determinado que essa escolha econômica já é um belo tilt.

RSRenato Silveira

Bom, passando aqui pela ficha do filme para a gente completar aqui nosso almanaque, né, e trazer mais algumas curiosidades, a gente tem no elenco de heróis, né, os heróis de Eternia, os Guardiões, os defensores de Eternia, a gente tem somente o He-Man, vivido pelo Dolph Lundgren, o Mentor, vivido pelo John Cypher, e a Teela, vivida pela Chelsea Field. Tem também a Feiticeira, mas ela fica ali presa, né, ela é sequestrada pelo Esqueleto.

Ela é interpretada pela Christina Pickles. E dos vilões, aí a gente tem um grupo maior de personagens, embora tenham criado personagens para o filme e não adaptado, né, personagens do desenho para as telas de cinema. Então a gente tem o Frank Langella vivendo Esqueleto, a Meg Foster faz a Maligna, temos também o Homem-Fera. Esse é um vilão clássico, né, vivido pelo Tony Carroll. Aí temos o Sauron, vivido por Ponce Moore. Blade, que é um mestre das armas, ele foi criado para substituir o Triclops, e ele é vivido pelo Anthony DeLonghis.

E no lugar do Mandíbula, que é outro vilão clássico, criaram o Karg, que é aquele, é um dos principais, né, esse capangas ali do esqueleto. Que tem um rosto meio monstruoso assim, com cabelo branco para trás, né? Ele vivido pelo Robert Towers. E temos também ali o personagem também criado para o filme, que é o Gwildor, que é o baixinho, né, que foi criado para substituir o Gorpo, que é aquele, o mago, né, o que fica flutuando, que você não vê o rosto dele, só os olhos, né?

Tem aquele aquele chapéu. Ficou muito complicado de recriar isso, mais uma vez por questões orçamentárias. E aí fizeram esse novo personagem, que é uma espécie de um duende, um elfo, né? E lembra muito aí personagens de Willow, da Terra da Magia, né? Essas criaturas fantásticas que a gente via muito. Até a maquiagem lembra bastante, mas não ficou bom não, não ficou. Ele interpretado pelo Billy É um dos, das grandes questões, né, desse filme, e que foi motivo aí dele ter virado chacota por parte dos fãs também, que não compraram essa ideia.

KGKel Gomes

Enfim, principalmente porque foi pensado como substituição, né? Então assim, para algo que era um dos aspectos mais legais do desenho, é E aí criam algo que é nem de perto parecido, né?

RSRenato Silveira

A maquiagem, ela é meio estranha, ela é uma mistura de— parece que se basearam em outros personagens para poder criar aquilo ali.

KGKel Gomes

Olha, mas eu acho que faltou, faltou talvez um pouco mais de dedicação para pensar numa solução para esse esse personagem do, como é que ele chama mesmo, porque ele não precisava também ficar flutuando literalmente o tempo todo, sabe? Talvez se pensasse numa forma dele existir no filme, mas com, sabe, algum tipo de ilusão de ótica, alguma criatividade ali de cenário, alguma coisa, não sei. Eu sei que o cinema, sabe, faz muita coisa assim.

Então é possível muita coisa. Então eu acho que também, né, talvez eles precisassem ter se dedicado um pouco mais para pensar nas soluções, ao invés de simplesmente descartar um personagem que a criançada toda amava, sabe?

RSRenato Silveira

Pois é. E no filme mais novo, de novo, a gente tem esse problema de não terem colocado o Gopo como um personagem do filme. Ele faz uma ponta já no final para dar aquela lição de moral, né, que eles fazem a ligação direta com o desenho e dá essa, esse brinde, né, esse presente para os fãs, né, que esperavam vê-lo durante mais tempo. Mas, né, talvez aí, se o filme ganhar uma continuação, talvez ele apareça mais. Mas é um dos personagens mais queridos, né, do desenho animado.

Então acho que Mesmo quem gostou desse filme mais novo deve ter sentido falta de ver o corpo mais tempo. O Mestres do Universo de 87, dirigido pelo Gary Goddard, cineasta norte-americano que não dirigiu nenhum outro longa depois desse. Ele criou duas séries, Capitão Power e Os Soldados do Futuro, que foi exibida entre 87 e 88. Não me lembro de assistir a essa série, mas como tem o título em português, acredito que chegou a ser exibida no Brasil.

E também Guerreiros Esqueletos, exibida em 94. Depois ele seguiu a carreira em Hollywood dirigindo curtas e vídeos para atrações de parques temáticos, que é baseadas em filmes de sucesso como Jurassic Park, Exterminador do Futuro, Então, sabe, a gente nunca foi nessas atrações, né, mas a gente já viu como é que funciona. Então tem aqueles vídeos que passam, né, em telões assim, enquanto você tá ali dentro do carrinho, né, andando ali por esses ambientes. Ele fazia esses filmes, né, que passavam ali dentro.

KGKel Gomes

Deve ser parecido com experiência de você tá no museu, que também tem os percursos do museu e você vê imagens. Você vê filmes que são feitos apenas para aquele, para aquela exposição, né?

RSRenato Silveira

O roteiro de Mestres do Universo de David O'Dell, que escreveu também O Cristal Encantado e Supergirl, o dos anos 80. A gente teve a Supergirl nova agora em 2026, né? Lembrar aí desse filme também, que foi outro fracasso, outra bomba. Mas que tem seu charme, viu? Olha, o roteiro baseado nos personagens da Mattel, né, que foram criados pelo Roger Sweet. Ele que era designer de brinquedos dessa empresa morreu recentemente, que é, morreu em 28 de abril de 2026, aos 91 anos.

O criador do He-Man, caramba, foi pertinho do lançamento do filme, inclusive, né?

KGKel Gomes

Foi.

RSRenato Silveira

Que pena. É a fotografia, não foi depois do filme, né? Será que ele viu e falou assim, não, chega? Tadinho, tadinho.

KGKel Gomes

Bom, vamos brincar com isso não. 91 anos, história.

RSRenato Silveira

A fotografia de Mestres do Universo, assinada por Hanania Baer, ele que é um diretor de fotografia israelense. Que fez Eu Vira Rainha das Trevas. Temos podcast, escutem aí, De Volta para o Sofá, de Eu Vira Rainha das Trevas. A montagem aqui, nós temos a voz da experiência na equipe de Mestres do Universo, Anne V. Coates, montadora britânica, vencedora do Oscar por Lawrence da Arábia, Olha, ela é responsável por um dos cortes mais incríveis da história do cinema.

Quem já viu Lawrence da Arábia sabe do que eu tô falando. É uma das cenas assim mais incríveis que envolve um sopro. Vou dizer apenas isso, só envolve um sopro. Assistam a Lawrence da Arábia, vocês, quem viu sabe o que eu tô dizendo.

KGKel Gomes

Mulheres montadoras.

RSRenato Silveira

Absolutamente incrível esse corte. Ela ganhou o Oscar por Lawrence da Arábia, fez ainda Beckett, O Favorito do Rei, Assassinato no Expresso Oriente, O Homem Elefante, Greystoke, A Lenda do Tarzan, Jogo Bruto, Na Linha de Fogo, Chaplin, né, com o Robert Downey Jr., Congo, Striptease, Irresistível Paixão.

KGKel Gomes

Bastante eclética, né?

RSRenato Silveira

Erin Brockovich, Doce Novembro.

KGKel Gomes

Nunca vi esse filme, esse eu nunca vi, você acredita? Nunca vi, gente.

RSRenato Silveira

A Bússola de Ouro com a Nicole Kidman.

KGKel Gomes

Eu adoro esse filme, ele é muito injustiçado, ele é muito injustiçado.

RSRenato Silveira

E 50 Tons de Cinza. Tô falando, é a voz da experiência, ela tá na Hollywood clássica e veio até os mais recentes aí. Incrível, né? NV Coates e tal. Ela fez a montagem de Mestres do Universo. Talvez o que funcione no filme dê. E a trilha sonora assinada por ninguém menos que Bill Conti, ele que fez a trilha sonora de Rocky, o Lutador, Karate Kid, 007: Somente para Seus Olhos, e ganhou o Oscar por Os Eleitos onde o futuro começa.

Dito isso, Kiel, você sabia que He-Man: Mestres do Universo tem prêmios no seu currículo? Ele tem prêmios, ele foi indicado ao Saturn Award, que é uma das principais premiações de cinema fantástico lá nos Estados Unidos. Foi indicada a melhor filme de ficção científica, melhor figurino para Julie Weiss e melhores efeitos especiais para Richard Edlund, que fez os efeitos de Poltergeist. A gente viu recentemente, inclusive em breve podcast sobre Poltergeist aqui também no Cinematório.

Veremos episódios do De Volta para o Sofá. Eu, um mestre, né, de efeitos visuais.

KGKel Gomes

Sim, e é isso, né, gente? Efeitos visuais da época, né?

RSRenato Silveira

Mas aqui vamos combinar que as coisas não funcionam muito bem. Chegaremos lá. E o Gary Godard, mais um Godard aí. A gente falou do Godard lá no podcast do Mortal Kombat. Só que era um ator, né? Agora é o diretor.

KGKel Gomes

Eu acho que Godard tá implorando que a gente faça um podcast dele assim, sabe, de um filme dele, porque de vez ou outra aparece alguém com esse nome. Ele tá se manifestando falando, não é possível que vocês não façam nenhum podcast sobre o filme meu.

RSRenato Silveira

Só que é absurdo, esse aqui também é Godard com dois D's, né? Não é o Godard francês, mas enfim, o Gary, ele ganhou o prêmio de realização notável no Saturn Awards por Mestres do Universo, o único filme que dirigiu. Ele ganhou esse prêmio. E no Fantasporto, essa palavra pode ser utilizada, o Fantasporto, que é o festival de cinema fantástico que tem, não, esse é de Porto.

KGKel Gomes

Ai, de Português, de Portugal! Eu tava achando que era aquele do sul, do sul, chama Fantaspoa.

RSRenato Silveira

Mas lá no Fantasporto ele ganhou o prêmio de melhores efeitos especiais. Olha só, então para época chamou atenção, né? Mas aí veio Framboesa de Ouro, e aí o Billy Bart, que faz o Gwildor, foi indicado a pior ator coadjuvante. E pena, né? Eu acho uma injustiça com o ator, porque ele é o menos culpado pelo fracasso, né, disso.

KGKel Gomes

Mas enfim, mas assim, quiseram ir naquilo que mais tava incomodando também, né? Não só, não sei, não é porque ele é o culpado, mas ele é um dos aspectos coisas que mais incomoda, né?

RSRenato Silveira

É, ele é, enfim, daqui a pouco a gente vai chegar nos títulos, aí eu falo um pouco mais sobre o Gwildor. Mas é isso, gente, fechando aqui então o nosso almanaque, né? A gente tem esse filme que teve muitos problemas. A Cannon Films já tava ali à beira da falência quando fez, tinha até projeto para uma continuação Eles chegaram a fazer coisas para o set, tudo cenário, figurino. Como não ia rolar, não ia ter como fazer, eles aproveitaram isso no filme do Jean-Claude Van Damme, o Cyborg, de 89.

Então, para quem assistir a Cyborg, vai, tem lá os cenários, né, os equipamentos, as armas tudo. Isso ali seria usado na continuação de Mestres do Universo. Então, para não jogar fora, né, pelo menos usaram de outra maneira. E bom, eu acho que a gente tem que ir agora para o Tilt e para o nosso Supressumo para a gente falar do que restou, né, e comentar algumas cenas de Mestres do Universo. Então vamos acionar o nosso quadro mais famoso, mais querido pelos ouvintes do De Volta para o Sofá, que é o Deu Tilt.

E aqui vai dar tilt para caramba. Vamos falar aqui que é para começar então com essa questão dos efeitos especiais, né, ou defeitos especiais, porque Por mais que tenha alguma coisa ali que sobreviva à passagem do tempo, que guardado o contexto você olhe para aquilo e falar, né, foi uma coisa que tá ok, mas a falta de recursos financeiros foi muito prejudicial, né, porque eles estavam pretendendo fazer. Então Eu gosto, falando de efeitos de uma maneira mais ampla, eu gosto de efeitos de maquiagem, mas os efeitos especiais, os efeitos ópticos, né, e a própria, os efeitos que são construídos assim nas cenas de ação, aí fica realmente muito a desejar.

Ficou um filme datado, né, e que você vê e fala, nossa, Podia ter sido tão melhor, né, mas não rolou. Eu gosto da chave mágica ali, chave cósmica, né, a chave cósmica, que é aquele objeto que o Gwildor constrói para poder criar e abrir esses portais, né, um buraco de minhoca ali que faz com que os personagens venham para o nosso mundo. Eu acho que ele funcionando ali mecanicamente é interessante, ficou uma construção legal. É um negócio que tem no desenho também, né?

Eles inventam essas bugigangas e cada episódio tem uma coisa, né, diferente. É uma coisa que tá de acordo, né, com o universo dos Mestres do Universo. Ele tenta ter uns efeitos ópticos ali também. Então isso eu acho que tá ok. Agora Quando você pega, por exemplo, aquela sequência de ação ali de uma perseguição, né, do He-Man com os soldados lá do esqueleto, é um negócio muito ridículo, né? É uma coisa que você vê que tá um boneco imitando o Dolph Lundgren sendo usado ali em umas plataformas.

É um negócio assim que fica até para os padrões, assim, se você lembrar do Chapolin que fazia isso uma zoação mesmo, né, de usar ali um chroma key, uma coisa meio maljambrada ali. Você vê que ali não, aqui não, eles estavam tentando fazer um negócio porque era o que tinha, era o que dava para fazer, né. Não era zoação, era para ser a cena de ação real.

KGKel Gomes

É um descuido mesmo, né.

RSRenato Silveira

É, tem umas coisas ali que ficam realmente assim, sabe, Acho que até o Howard, o Super-herói, que é um filme que também é muito detonado, mas que a gente, eu guardo no coração, né? Eu acho que ele tem efeitos especiais muito melhores, né, que foram feitos pela Industrial Light Magic, né? E aí tem uma, um orçamento, né, melhor para poder fazer essas coisas. Então os efeitos, então eu acho que para mim são o principal tilt de Mestres do Universo. E para você, Kiel?

KGKel Gomes

Sim, né? Depois da gente já ter estabelecido aqui que essa falta de recursos financeiros é um problema que vai afetar vários aspectos momentos do filme, né? E aí são vários chutes que surgem disso. A questão da trama se passando aqui, como a gente já falou. Essa coisa dos efeitos especiais também me pega muito assim nessa hora que eles estão em perseguição. É muito horrível porque Não tem, não passa credibilidade nenhuma no que você tá vendo.

Assim, a gente até brincando é que tava parecendo um desfile mesmo de escola de samba. A gente tava vendo um desfile escola de samba, sabe? E assim, vendo, porque os desfiles de escola de samba são maravilhosos, né? São coisas lindas, belíssimas, feitas com muitos detalhes. Só que não é a questão da feitura de figurino ou de carro, não, mas é mesmo assim a passagem das coisas, sabe? Tipo, era muito, muito— primeiro, né, que tem isso, era uma câmera estática acompanhando a chegada deles, assim, uma coisa sem clima nenhum de perigo, sabe?

Sem clima nenhum de, poxa, são alienígenas chegando na Terra e uma confusão, caos. E aí não passa essa sensação, né? E aí fica mesmo parecendo que é um desfile assim de carros alegóricos e tal. Aí tem essa coisa dos bonecos, que aí também lembra muito filho de carnaval, porque é muito evidente que estão sendo usados bonecos. Isso só paia demais assim, porque eu entendo que é preciso usar, tem a questão da falta de recursos, mas vamos transformar isso em algo talvez lúdico também, né?

Já que vem de um boneco, olha só, tem essa, né, é uma adaptação de um brinquedo Então talvez usar isso de uma forma mais lúdica, mas assim, é nítido que é, sabe, uma falta de cuidado, de recursos. Então assim, é muito, não é o simples, é o simplório mesmo assim. Essa coisa do cabelo que não se move mesmo com ele estando de cabeça para baixo, sabe?

RSRenato Silveira

Isso é terrível.

KGKel Gomes

É, então é porque o filme tem um aspecto barato evidente, fica dá para a gente ver que eles não tinham dinheiro, não tinha dinheiro, mas também não tinham muita criatividade para poder encontrar soluções. Porque assim, eu acho que é possível você tornar as coisas, né, simples interessantes também assim. E aqui no filme, né, ok que a gente tá vendo com o nosso olhar contemporâneo também, então, né, a gente já tá muito acostumado a coisas grandiosas, né?

Mas ainda assim, eu acho que para quem nos acompanha, né, principalmente no De Volta para o Sofá, entende o quanto que a gente tem carinho. E a gente olha para esses filmes do passado com um olhar de contextualização também, né, de entender assim essas questões de época, essas questões de produção, e ver até a beleza do que é simples mesmo, do que é feito de forma artesanal, do que é feito de forma prática, né? A gente adora efeitos práticos, às vezes até mais do que efeitos muito trabalhados do CGI.

A gente sempre chama atenção para isso assim. Tem esse charme do artesanal que para a gente é algo a se apreciar, e a gente tá sempre exaltando isso aqui dos filmes. Só que nesse caso não existe isso. Eu acho que para quem tem uma memória afetiva com filme não deve gritar tanto, né? Quem tem uma memória afetiva mais é forte mesmo assim. Mas como no caso eu não tinha memória afetiva, então isso ficou muito evidente para mim. Então é como se o dinheiro, a falta de dinheiro, tivesse realmente definido tudo assim, né?

Então ficou muito limitado, muito limitado. E é isso, um grande tilt. A questão do efeito especial desse filme.

RSRenato Silveira

Outro tilt para mim é que o He-Man, ele fica dando tiro e não usa espada quase que hora nenhuma, fica carregando a espada inclusive, né, para lá e para cá, e usa mais a metralhadora lá, fuzil, sei lá o que é aquilo, fica dando mais tiro do que usando a espada, né. É uma contradição com o que é o He-Man. Né, porque no desenho eu não me lembro dele dar tiro. Pode até ser que algum episódio ou outro ele tem uma arma, usa uma arma lá para disparar, né.

Mas no filme, nesse filme aqui, é tiro o tempo inteiro. Então isso para mim é um tilt. E outro, para fechar aqui o nosso quadro, é a questão de Eterna ser mal explorada, né, que a gente já falou que é uma questão mais orçamentária também. De novo, você em Eterna tem só ali umas externas que mostram ali um lugar com uns relevos, né, aí lembra muito assim as locações de filmes de ficção científica mesmo, que parece que tá Aquele é um tipo um deserto, se você pensar lá em Tatooine, lá do Star Wars, né? Então eles mostram assim meio de longe e o castelo do esqueleto, né?

KGKel Gomes

Castelo de Grayskull ali é o castelo de Grayskull, é o castelo do esqueleto.

RSRenato Silveira

Eu acho que é o do esqueleto, que são dois, né? Ele tem a Montanha da Serpente lá, que é onde ele fica, e o castelo de Grayskull é onde a feiticeira tá. É a fonte do poder todo lá de Eterna.

KGKel Gomes

Agora você me pegou, porque—

RSRenato Silveira

mas enfim, só tem aquele cenário ali que é basicamente o que a gente vê lá do mundo deles, né? O resto do filme todo é aqui. Tem mais títulos para você, Kéo? Claro que tem, mas nos diga para a gente ir para o supra-sumo.

KGKel Gomes

Vamos lá, é, a gente já falou, né, bastante tilt. Todos esses, a gente já falou do Gwildor também, que é um tilt para mim, né?

RSRenato Silveira

Tem uma cena bem pitoresca do Gwildor, porque ele do nada rouba ali um carro, né, um Cadillac, e tuna o Cadillac. É um negócio muito aleatório, né? O personagem, ele tem esse poder, né? Ele é um construtor, né? Ele mexe com os equipamentos e tudo, mas aí ele faz isso com um carro, um carro pink, né? Um Cadillac pink, e vira o veículo deles ali na cidade ali, né, onde eles vão parar.

KGKel Gomes

É, ele funciona muito como um alívio cômico, né, que não é tão cômico assim, às vezes é até um tanto irritante. Ele é chato, é chato, irritante. Então ele realmente é um tilt. E também as personagens femininas, porque elas são muito estereótipos da época assim, né? A própria personagem da Courtney, que é a Julie, ela é a donzela que tá em perigo assim, né? Então, e tem uns momentos que ela toma as decisões também que são péssimas, e ela é muito reduzida devido assim a um trauma dela e essa coisa com o namorado, né, que tem, ela tem essa ligação com o namorado dela e tal.

E aí ela praticamente serve para ficar carregando a chave mística, mágica, chave cósmica, cósmica, a chave cósmica assim, mas sem nada mais para oferecer assim. Eu não gosto tanto. E tem a Tila e a Maligna, né? Embora eu acho que a Meg Foster, que faz a Maligna, ela tem uma presença interessante, mas ela também acaba ficando à mercê do que o esqueleto quer que seja feito, mais nada. E a Tila no desenho Eu me lembro que ela era uma espécie de uma capitã, né, da guarda lá.

Ela era, sabe, bem, bem importante. E aqui no filme também acabou ficando subutilizada. Então as personagens femininas não me chamam atenção positiva, mas caem nesse lugar de estereótipos mesmo, que é muito comum, né, quando a gente tá falando de filmes dos anos 80, mas que é sempre bom a gente apontar, porque já tivemos filmes de anos 80 com ótimas representações. Então não quer dizer que é porque é um filme dos anos 80 que sempre vai cair nesses problemas de representação.

Então é por isso que eu faço questão de sempre apontar assim quando é algo que de fato tá acontecendo no filme. Esse aqui deixa muito a desejar.

RSRenato Silveira

Exato. Bom, agora vamos à parte mais difícil aqui do nosso episódio hoje, que é o nosso momento Supressumo. Para mim, de longe, é o Esqueleto.

KGKel Gomes

Para mim também, ponto final, não precisa falar mais nada.

RSRenato Silveira

Interpretação do Frank Langella, que acho que dá uma dignidade assim para esse vilão, torna ele algo a mais do que é o do desenho, que fica dando aquelas risadas o tempo todo, né? E tem sempre um objetivo assim muito restrito, né, de só querer dominar a Eternia e destruir o He-Man e tudo. Não que aqui não seja muito diferente disso, mas acho que pelo menos você tem um vilão que tem uma coisa assim, ele, como é que eu vou dizer, ele tem uma imponência, né?

Ele não é só o rival ali, uma coisa caricata, né, do desenho animado. Ele, ele tem uma imponência, né? Ele dá medo. Então eu me lembro de gostar muito de ver o esqueleto. Eu gostava do filme por causa do esqueleto na infância e continuo gostando agora. Acho a maquiagem também, por mais que seja uma coisa meio estranha, né, que é meio que simulando, é mais cartilagem do que osso, né? Porque ele mexe a boca cerca, você vê aquilo ali, não é exatamente os ossos, né, que estão mexendo do crânio dele, né, é uma simulação.

Então dá mais a impressão que é a cartilagem do que osso, né. Mas mesmo assim acho que ficou muito legal, foi um trabalho muito bem feito, né, para representar ali. Então acho que se gastaram o dinheiro todo na maquiagem, quando fizeram tinha, né, disponível ainda no orçamento, fizeram muito bem.

KGKel Gomes

É, pelo menos aqui se dedicaram. E realmente, para mim, é o grande supra-sumo do filme, trabalho do Frank Langella.

RSRenato Silveira

Langella, eu sempre falei Langella, né? Que no Brasil a gente, as pronúncias, a gente, a portuguesa, a brasileira, né, as pronúncias, porque Né, faz parte.

KGKel Gomes

Mas então, o trabalho dele para mim é essencial assim para o filme não cair em completa desgraça, porque é isso, ele traz essa imponência, ele é ameaçador assim, e ele tem uma característica meio teatral, sabe, de grande teatro, só que sem ser fora do tom. Então assim, sabe, você sente que ele tá numa entrega assim interpretativa de um drama, sabe? E ao mesmo tempo ele tem uma, ele tem aquele charme assim que não é um vilão, como o Renato falou, caricato, e que não sempre fala coisas óbvias assim.

Tem umas coisas do do diálogo dele, principalmente com a Maligna, que dá vontade de você ter mais tempo com esse personagem para entender melhor ele, sabe? Tipo, tem umas sacadas assim, ele tem umas coisas que ele fala que eu fico, gente, o que ele tá querendo dizer com isso? Meio irônico, meio sei lá. Então eu achei, eu achei um trabalho muito bom. E eu li que o ator, ele pediu para que pudesse improvisar falas. Então eu acho que essas tiradas talvez sejam do ator, sabe?

Essa, essa contribuição a mais para o roteiro, né? Que ele entende tão bem o personagem que tá fazendo que improvisa, né? Ele pensa em algo ali da hora que vai funcionar e funciona. E que também ele pediu para que a máscara, né, e a maquiagem não fossem coisas tão rígidas e que não tivessem, que ele não ficasse totalmente escondido, que o rosto não ficasse totalmente escondido. Então acho que isso fez muita diferença também.

RSRenato Silveira

Então fizeram uma adaptação, essa questão de estar mais maleável, é uma, foi para atender um pedido do ator.

KGKel Gomes

Isso. Então são São contribuições diretas do ator que fazem toda a diferença no trabalho final, né, na caracterização, não só na interpretação, mas para caracterização também. Então isso aí temos que tirar o chapéu, pois realmente é um supra-sumo do filme. E eu também gosto da direção de arte de quando tá— gosto Das poucas partes ali em Eternia eu gosto assim, principalmente no castelo.

RSRenato Silveira

É o que tinha para fazer, né? Pelo menos fizeram melhor.

KGKel Gomes

É essa coisa ali com os capangas, sabe? Essa parte ali quando ele tá, né, definindo quem vai fazer o quê. E aí eu gosto daquela direção de arte, os figurinos também. Eu acho interessante assim como que eles misturam uma coisa medieval, né, fantástica, com o figurino foi indicado, né? Pois é. Então são esses pontos que eu gosto do filme, são meus supra-sumos.

RSRenato Silveira

Agora, uma coisa que eu gosto é que o filme já começa com o esqueleto vencendo. A gente falou pouco do roteiro, né, a não ser esse artifício que encontraram para trazê-los para Terra, para evitar lá a questão de gastar muito dinheiro para representar Eterna. Mas eu gosto assim de já começar dessa maneira, não ter história de origem, não ter essas coisas. Já você já sabe que está vendo um filme do He-Man, então é isso. Então dali a história vai seguir.

Isso eu acho legal. Eu gosto da ideia ali da chave cósmica, também acho que isso acaba funcionando, né, porque eles se pretenderam a fazer. E eu gosto do aspecto que esse filme tem em relação a outras adaptações, de ser de fato uma adaptação, de não se pretender ser uma versão literal do desenho, entendeu? Acabou que eles fizeram algo assim: é para fazer um filme do He-Man de carne e osso, então vamos fazer dessa maneira. Então o que eu acho muito legal da franquia é que cada versão dela é muito diferente e tem suas características próprias.

Então você tem o desenho dos anos 80 clássico que tem toda a sua mitologia, é o que funcionou melhor, né, para a maioria dos fãs. Você tem os desenhos mais recentes que bebem muito dessa fonte do desenho clássico, mas também tem suas características, tem outras propostas mais modernas, né, os dias de hoje, atualizações assim, inclusive de representatividade dos personagens. O filme mais novo é outra parada, né, esse de 2026. Tem uma outra versão do He-Man também, acho que é dos anos 2000 ou finalzinho de 290, que é outro esquema.

Então assim, ele tem a franquia, ela é bacana porque cada vez que eles fazem uma versão nova ela tem características próprias. Então eu acho que esse filme, por mais que tem esses tilts todos que a gente falou, que hoje ele ainda mantém uma, uma coisa assim que é legal de ele ser— tem muitos problemas, a gente sabe que isso aqui não vai ficar do jeito que a gente queria, então vamos fazer do jeito que dá e é isso mesmo, vamos assumir e é isso.

E eu acho que para algumas coisas, isso acabou sendo bom para o filme. Eu acho que é algo que o mais novo acaba falhando em trazer, porque eu acho que o mais novo ele acaba querendo ser muito assim referencial ao desenho clássico. Ele me parece que ele é mais uma homenagem ao desenho do que um filme que quer andar com próprias pernas e quer ser muito assim uma zoação, um humor muito quinta série, sabe? Então eu tenho umas restrições em relação a esse filme mais novo, que quando eu vejo em comparação com esse de 87, a mais que a gente reviu agora, né, eu digo que eu tendo a gostar mais do de 87.

O mais novo, ele me irritou muito mais assim, justamente por eles terem todas as possibilidades de fazer um filme massa, né, um filme que finalmente, né, um live action assim legal assim, baseado no desenho, e fizeram um negócio que eu achei muito bobo. Eu achei um filme bobo. Para te falar a verdade. Então me deixou chateado essa nova versão.

KGKel Gomes

É a nova versão, né, de 2026. Eu tenho muitos problemas com ela porque eu acho que eles fingem ser uma coisa que não entrega, não é de fato. Sabe, em relação ao personagem, né? Porque parece que o filme quer ampliar esse conceito do que é a força, né? Do que é ser forte. Parece que ele quer dizer que ser gentil, ser vulnerável, aliás, abraçar a sua vulnerabilidade E ser uma pessoa gentil mesmo é também uma força, né? Uma pessoa que evita conflito, que não quer, né, a briga imediatamente assim, também seria uma força.

Só que ele só finge que tá dizendo isso porque a forma como o filme é construído, o roteiro e como vão solucionando coisas contradiz isso. Então assim, o personagem em sua gentileza ele é colocado como ridículo, né? Em sua bondade também ele é colocado como bobão assim, né? Então ele acaba zoando das características que supostamente o filme tá querendo exaltar.

RSRenato Silveira

Exato.

KGKel Gomes

Então Para mim tem uma falha muito grave, sabe, que é essa. E aí ao final, né, que tá dizendo da importância de uma, né, que o He-Man, né, essa figura máscula, né, de força, de músculo, de, ou seja, representa uma masculinidade que já tá aí há bastante tempo, sabe, sendo dominante. Então é como se o filme quisesse trazer um contraponto a isso, mas não teve capacidade de realmente abraçar esse discurso e só fingiu que tá mudando alguma coisa, mas não tá mudando nada, porque no final das contas ele resolve é com né, com luta física, com pancadaria, com ação.

E claro, tem que ter ação, tem, porque faz parte do universo do Mestres do Universo. Mas assim, teria como propor, né, essa nova, essa nova ideia de uma força que vem de de outras fontes e ao mesmo tempo colocar pancadaria assim. Só que assim, da forma como colocam, dá a entender que ele dá essa opção, né? Vou tentar resolver isso. Ah, não teve como, então agora também não quero e eu vou bater em todo mundo mesmo. Que é isso que acontece.

Isso me incomoda muito porque no final das contas o que vence É a força física. Então onde que tá o poder da gentileza, do diálogo, sabe, de evitar o conflito? Sem contar em toda essa ridicularização que o Adam sofre, né? Não é nem tanto He-Man, mas o Adam sofre assim. Então é o He-Man que vai mostrar força de fato. O Adam não mostra. O Adam é colocado nessa chave da 5ª série.

RSRenato Silveira

É porque ele me parece que é uma pessoa que cresceu sendo esse bobão, um cara ingênuo que é ridicularizado, né, pelos colegas, porque ele vem para a Terra e ele vem criança ali, pré-adolescente, vai até ser um jovem adulto acreditando que vai encontrar, né, o jeito de voltar lá para terra dele, para o outro planeta e tudo, e fala isso para as pessoas. E as pessoas acham que ele é um lunático. Então fica parecendo que assim, ele é uma pessoa que tá fora da realidade, é um maluco que fica falando esses trem de Eterna para cima e para baixo, e ainda consegue emprego, sai com as garotas, marca o encontro lá, aí começa a falar sobre isso com elas.

Enfim, uma grande bobagem. E eu achei que isso ficou muito fora do tom, mesmo em relação ao desenho, que tem um Ribeiro mais— ele faz brincadeiras, dá umas tiradas, né? O Ribeiro do desenho, ele não é sério assim, não é? Ele brinca também com as coisas, né? Mas esse aqui é uma coisa mais descolada assim, um negócio meio— não gostei, não gostei. Eu acho que, ou então eles miraram realmente assim um público do qual eu não faço parte, né?

É um público que gosta mais dessas coisas que eles, né, categorizam como nerds, né, geek e tal, que Eu realmente não curto muito assim nesse estilo, não. Então eu acho que é um filme que acaba mais recente, ele supera o de 87 pela questão da direção de arte, por representar os personagens. É legal você ver ali, tem o Mandíbula, né, igualzinho no desenho, de trocar o braço, né, de ter ali os traços, né, muito parecidos. Então assim, os efeitos especiais são muito melhores.

Você vê ali o Gato Guerreiro, embora bem pouco, né? Acho até que ele ia aparecer mais, mas é um filme que me parece muito mais assim ir como se fosse uma paródia, um humor autoconsciente de ficar rindo de si mesmo. Isso acho que tá muito claro na própria a escalação da atriz que faz a Maligna, né, que vem da comédia, né. Então eu acho que fica assim um tom de deboche que não me agrada. É, eu acho que pelo menos assim a minha expectativa para esse filme era diferente.

Eu não queria ver Eu preferia ver uma aventura de fantasia, uma coisa assim mais do que era o desenho mesmo, do que essa coisa muito referencial que não me agradou muito não.

KGKel Gomes

É, mas eu acho que até para isso assim, até para o deboche, é pobre assim. Se fosse para debochar, para ser sátira, eu acho que eles tinham que fazer uma coisa muito mais inteligente, sabe? Muito mais amarradinha assim. Do jeito que tá, ficou banal. E tenho esse problema. E a partir disso, depois que eu identifiquei isso no filme, o filme não funciona em nada para mim, não funciona em nada, porque eu vejo um problema de concurso e forma, sabe?

É, tá ali, parece que não sabe ou não quer de fato fazer o que tá se propondo, né? Então isso para mim é fatal. Essa coisa do herói, por exemplo, o herói másculo, mas que tem essa Essa bondade, essa diplomacia. Isso é muito interessante assim para pensar a desconstrução de masculinidade agressiva, né? Eu acho que, por exemplo, o Superman nos últimos filmes, eu acho que faz isso bem.

RSRenato Silveira

Faz, concordo.

KGKel Gomes

Não coloca ele com essa característica ridicularizando ele ou tornando isso uma característica impossível, sabe? É algo que o filme autodeprecia, sabe? Porque não tem coragem suficiente de defender essa ideia, e aí faz uma autodepreciação ali para as pessoas rirem e acharem que tá na chave da comédia, sabe? E aí aqui não é isso. Eu realmente, depois que eu identifiquei esse problema, o filme acabou para mim. Eu achei péssimo, achei muito ruim. É, eu achei muito ruim do início ao fim.

RSRenato Silveira

Eu tinha esperança que fosse ser um filme mais divertido, né? Eu acho que talvez as pessoas ali fazendo o filme estavam se divertindo mais do que quem assistiu. Mas isso é a minha opinião. Não, sem falar, não sei que ele tem fãs, mas eu realmente não comprei a ideia.

KGKel Gomes

É, sem falar em umas coisas que são mal escritas mesmo, né? A questão ali com o pai e a mãe quando eles se reencontram. Que reencontro é aquele? Principalmente com a mãe, sabe? Desleixado. Eu achei desleixado.

RSRenato Silveira

E a deixa também para cena pós-créditos, né, é uma coisa que você fica assim, mas como assim, né? Pera aí, tem alguma coisa errada aqui, que, né? Mas enfim, vamos, vamos seguir, né, e voltar aqui para 87, que é rebobinar a fita. Vamos voltar aqui agora, 87, porque Agora a gente vai saber por onde anda, por onde andam os principais integrantes do elenco de Mestres do Universo, começando com o Dolph Lundgren, interpreta o He-Man.

Astro de ação sueco, está com 68 anos. Ao longo aí de 4 décadas de carreira, manteve uma rotina intensa de filmes de ação e se destacou em produções recentes como os filmes da franquia Os Mercenários. O mais recente, Os Mercenários 4, é de 2023. Ele também esteve em Aquaman 2: O Reino Perdido, 2023. E o filme de ação que ele próprio dirigiu estrelou Wanted Man de 2024. E o mais recente filme que ele fez é o suspense Hellfire de 2026. Ele também faz uma ponta no novo Mestres do Universo.

KGKel Gomes

E o Frank Langella faz o nosso amado Esqueleto, nosso supra-sumo de 85 Ele é um ator estadunidense que tem 88 anos e tem uma longa e prestigiada carreira indicada ao Oscar e multipremiada no teatro. Sabia que tinha teatro nesse DNA? Os seus trabalhos de maior destaque em anos recentes, né, incluem os filmes Frost/Nixon de 2008, Os Sete de Chicago de 2020 e a série dramática Killing, que foi aí de 2018 até 2020.

RSRenato Silveira

A Chelsea Field, que interpreta a Attila, também uma atriz estadunidense, está com 69 anos e suas produções e trabalhos mais recentes incluem participações na série Segredos e Mentiras, de 2016, a comédia romântica Virando a Mesa, de 2008, e o seu longevo papel como a advogada Rita Deveraux na popular série NCIS: New Orleans, que foi exibida de 2017 a 2021.

KGKel Gomes

Faz parte dessas que tem vários capítulos, né, diferentes localidades, e elas duram assim uma eternidade. Incrível. A Meg Foster, que faz a Maligna, ela também é uma atriz estadunidense e está com 78 anos, dona de uma das carreiras mais cultuadas do cinema B e de terror. Suas produções lançadas em anos recentes incluem a série de mistério Pretty Little Liars, eu lembro dessa série, o terror Olhos Famintos 3 de 2017 e o filme de mistério Hellblazer de 2023.

Ela dubla Placa Mãe, uma nova vilã da série animada Mestres do Universo: A Revolução, que é de 2024.

RSRenato Silveira

O John Seifer, que interpreta o Mentor, Tá com 94 anos de idade, que é um ancião, ancião, uma vasta carreira aí no teatro musical da Broadway e em programas de TV. Seus trabalhos de destaque mais recentes, antes de se aposentar, incluem participações na série de comédia Major Dad, que foi exibida de 89 a 93, o seriado JAG: Ases Invencíveis de 98 e a série policial Lei e Ordem de 2000. Ele tá afastado das telas, né, há mais de duas décadas.

KGKel Gomes

E o Robert Towers, que faz o Korg, ele também é dos Estados Unidos e está com 89 anos. Ao longo de sua carreira, ele se especializou no trabalho de dublagem e em aparições de bastidores. Participando de produções marcantes como a série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, que durou de 87 a 94, e o aclamado filme O Curioso Caso de Benjamin Button, de 2008. Nos últimos anos, Towers passou a levar uma rotina quieta, né, de aposentadoria ali em LA, participando ocasionalmente de encontros virtuais e entrevistas para documentários sobre os bastidores de filmes cult dos anos 80.

Ainda assim, fez participações recentemente em episódios das séries Grey's Anatomy de 2023 e Hunters também de 2023.

RSRenato Silveira

O Billy Bart, intérprete do nosso querido Gwildor, querido, muito querido, queridíssimo, ele que além de ator também um ativista pelos direitos das pessoas com nanismo. Ele nasceu em 1924 e morreu no ano de 2000, aos 76 anos de idade, em decorrência de complicações cardíacas. 7 décadas de carreira. E aí ele trabalhou em filmes como A Lenda, de 85, e Willow na Terra da Magia, de 88. E mais ali para o final da sua trajetória, ele fez filmes, séries, desenhos animados, incluindo aí a comédia do Mel Brooks, Que Droga de Vida, de 91, a sátira Hollywood: Muito Além das Câmeras, de 97, e a série de TV L.A. Heat, de 98.

KGKel Gomes

E chegou o momento de quem é fã de Friends, por onde anda Courteney Cox?

RSRenato Silveira

Essa é fácil.

KGKel Gomes

Então, bom, ela tá com 62 anos, esteve em cartaz nos cinemas recentemente com Pânico 7, né, 2026. Então é fresquinho. E reprisou o papel da jornalista Gail Weathers também nos dois filmes anteriores da franquia. Vocês vão lembrar aí que é de 2022 e 2023. Recentemente protagonizou a série Shining Vale, que durou de 2022 a 2023, e participou das séries Modern Family em 2020 e Shameless em 2018. Fez bastante série, né, mais do que filme.

RSRenato Silveira

É verdade. E o Robert Duncan McNeill, quem é esse ator? Ele interpretou o Kevin. A gente não falou do Kevin, esqueceram de mim. Kevin é sempre esquecido, hein? O Kevin, ele é o namorado da Julie.

KGKel Gomes

Ah, mas eu mencionei ele, não mencionei o ator, mas mencionei o personagem.

RSRenato Silveira

É verdade. Bom, ele é o Robert, né, não o Kevin. O Robert é ator, diretor e produtor, tá com 61 anos. Começou a carreira na frente das câmeras, mas migrou aí com sucesso para os bastidores como diretor e produtor executivo, trabalhando em produções como a série Chuck, exibida de 2007 a 2012, seriado de ficção The Orville, de 2017, e a popular produção de comédia e ficção Resident Alien, que é a mais recente, né, o mais recente trabalho do Robert Duncan McNeill, esquecido no churrasco, de 2021 a 2025, fechando aqui o elenco principal de Mestres do Universo.

Mestres do Universo, que é o— chegamos ao final também do nosso podcast, né? A gente falou aqui bastante do filme de 87, falamos aí também nossas impressões do filme mais recente de 2026. Olha, a gente só pode encerrar esse episódio do De Volta para o Sofá com a música que embalou a nossa infância, nas vozes, né, dos integrantes do Trem da Alegria, a música do Rimê, né, que foi feita ali no auge do sucesso do desenho animado, né.

A gente ouvia muito ali no Show da Xuxa, Clube da Criança. Nas festinhas infantis, quem nunca dançou ao som de He-Man?

KGKel Gomes

E olha, os nostálgicos com certeza devem colocar essa musiquinha nos aniversários de criança de hoje em dia, né? Pais e mães que gostavam deve colocar lá.

RSRenato Silveira

Essa música é fantástica, né? Muito boa. Uma dos melhores aí dessa época. E bom, queria, antes da gente se despedir aqui, dedicar esse programa à memória de um ator que marcou a nossa infância também e que nos deixou recentemente, que é o Hikaru Kurosaki, que interpretou o fantástico Jaspion. É, ele nos deixou aí no dia 2 de julho de 2026. Um ator que, né, quem viveu aí os anos 80 certamente tem na sua memória afetiva, né, um lugar muito especial para essa série japonesa, né.

E para quem tá nos vendo aí no YouTube, tô inclusive com a camiseta aqui em homenagem ao Kurosaki. Ele morreu aí com 60 e poucos anos, né, 64 anos, né, tava com muita coisa para viver. Ele já tinha, pelo que eu li a respeito da carreira dele, já tinha abandonado, né, a profissão de ator, vivia como instrutor de mergulho. Olha só, mas com certeza durante o tempo que ele atuou, nos trouxe, né, muitas tardes de aventura, né, ali com o Fantástico Jasper.

KGKel Gomes

Então fica aqui em memória dele essa singela homenagem, singela homenagem, e o legado também deixado, né, porque, bom, eu sou da época de Power Rangers. Mas eu sei bem que se existe Power Rangers é porque existiu Jaspion, né, gente? Então tem todo um legado aí para ser exaltado.

RSRenato Silveira

Exatamente. Você que nos acompanhou aqui no De Volta para o Sofá, muito obrigado pela companhia, muito obrigado pela audiência. Esperamos vocês no próximo episódio. E você que tá chegando agora, não deixe de conferir os episódios anteriores, né? Se você curtiu aqui a nossa viagem nostálgica, a gente tem vários, vários episódios aí de filmes que fizeram sucesso nos anos 80, nos anos 90, né, Kiel?

KGKel Gomes

Sim, inclusive de filmes que a gente gosta bem mais, que a gente fala de muito mais supra-sumos, tá? Então fica a dica.

RSRenato Silveira

É isso, bora, bora!

KGKel Gomes

Beijo, gente, até a próxima!

RSRenato Silveira

Grande abraço, pessoal, até mais, tchau!

De Volta Para o Sofá: “Mestres do Universo“ (1987) | Castnews Index — Castnews Index