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Inédita Pamonha 308 - Gesto de amor

12 de março de 202615min
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Clóvis de Barros apresenta uma interpretação alternativa para a parábola da pérola de grande valor.

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Este conteúdo foi trazido até você pelo Espaço Ética, a assessoria oficial do Clóvis de Barros.

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Assuntos3
  • O Papel da Fé e EspiritualidadeInterpretação tradicional · Interpretação alternativa · O comerciante como Deus · A pérola como alma humana · Inversão de perspectiva · Formação da pérola através do sofrimento · Esvaziamento divino
  • Teologia da EncarnacaoKenosis divina · Integração de Deus na história humana · Abrindo mão da plenitude · Desejo divino pelo humano
  • Teoria de Valores e DignidadeRevalorização do ser humano · Dignidade humana · Auto-estima espiritual · Identidade e reconhecimento divino · Redenção
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Começa agora Inédita Pamonha. Por instantes felizes, virginais e irrepetíveis. Senhoras e senhores, estamos no ar. Este é o meu, o seu, o nosso Inédita Pamonha. Um oferecimento da Estiman Chemical do Brasil e da Insider.

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dos outros descontos do site. E mais 10% se você pagar no Pix. Não tem como perder. Pois muito bem. Como sabem, estamos trabalhando o pensamento de Jesus. Estamos falando das suas parábolas. E no episódio anterior, começamos a tratar da parábola da pérola. Sim! A parábola da pérola que tanto nos encantou.

e que obviamente vai requerer de nós um pouco mais de investimento, um pouco mais de trabalho, porque essa parábola da pérola que aparece em Mateus, ela tem um texto bem curtinho, mas de extraordinária densidade, de profundidade abissal, e eu retomo entre aspas, só para a gente refrescar a memória,

dos céus é também semelhante a um comerciante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, quer dizer, o comerciante, né? Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que possuía e a comprou. Pois, muito bem, sabemos que temos aí a busca, o comerciante já estava procurando a pérola, a descoberta, ele achou a pérola,

é um cara tarimbado para ver o valor, e aí ele toma uma decisão, vende tudo, e aí ele adquire a pérola em questão. Naturalmente que nós temos aí, digamos, uma interpretação tradicional, a pérola representa o valor absoluto, uma espécie de referência para todo o resto, nós temos dentro dessa interpretação tradicional,

O negociante é o homem, não é? A pérola é Deus e o homem decide tudo vender por conta desse valor que em relação a todo o resto tem superioridade indiscutível. Bom, o interessante dessa parábola é que há interpretações alternativas.

E uma dessas interpretações foi lembrada, na verdade, mais do que lembrada, foi proposta mesmo por um ouvinte nosso e amigo, D'Artagnan Lued, lá morador de Portugal e proveniente de Vitória da Conquista, nosso ouvinte Luso Baía.

E aí a ideia dele, e que é acompanhada com nuances por muitos, ou pelo menos alguns, é uma inversão total de perspectiva. Porque, segundo D'Artagnan e seus, digamos, heterodoxos discípulos, Deus é o negociante. Deus é o negociante.

homem. Deus é o negociante. A pérola é o humano, não é? Ou cada alma individualmente considerada. Então veja que a inversão é clara. Se na interpretação convencional é o negociante é o humano e a pérola é o divino, na interpretação alternativa a pérola é o humano e o comerciante ou negociante é o

O vender tudo, que na primeira interpretação é uma decisão humana que indica desapego, o vender tudo é uma decisão divina na interpretação alternativa e que indica esse esvaziamento do divino num gesto de amor.

suas propriedades para poder amar o humano. Essa inversão desloca de maneira radical o centro da parábola. O reino não é aquilo que o humano conquista, mas o reino é aquilo que Deus busca e que Deus conquista, que Deus arrebanha, porque somos nós.

o troféu dessa conquista, ou cada alma em particular. Se Deus é o negociante, esse vender tudo de que fala o evangelho pode ser entendido à luz do esvaziamento tão presente na tradição judaico-crista. Deus abre mão da sua glória, Deus abre mão da sua onipotência,

Deus abdica da sua universalidade para integrar a história humana. A pérola, pequena, escondida, frágil, torna-se símbolo de uma humanidade que caiu em pecado, mas que, aos olhos do negociante divino, tem infinito valor.

que para chegar a ser pérola teve que sofrer muito, porque a pérola surge no interior da ostra a partir da invasão de algum elemento estranho, de um corpo estranho, de um grão de areia, o que quer que seja, que produz na ostra grande dano, grande sofrimento, grande desconforto.

só é pérola a partir desse desconforto, dessa dor. E, naturalmente, se o humano é a pérola, haveria que considerar esse aspecto interessante que é um humano que alcança sua salvação a partir de uma trajetória no mundo

percalços, de dores, de revezes, de lutos e assim por diante. Eu sou Clóvis de Barros e venho aqui propor a você nos apoiar a manter vivos os nossos conteúdos de filosofia na internet. Para você participar com uma singela colaboração, você deve entrar em apoia.se barra inédita pamonha. Repetindo, apoia.se

inédita, pamonha. Você pode nos ajudar demais a honrar os nossos compromissos, pagar nossos editores, as nossas plataformas e manter nosso conteúdo vivo, para que ele continue impactando as pessoas como tem feito. O gesto de comprar que na interpretação alternativa é empreendido pelo divino, obviamente não se trata de uma negociação

comercial, mas de uma negociação de abnegação, poderíamos dizer de sacrifício. Então, claro, há aí uma série de, digamos, implicações dessa nova interpretação. A iniciativa não parte do humano, mas do divino. O humano se torna não mais aquele que busca a pérola,

Ele que, sendo a pérola, posiciona-se à espera da busca do divino por ele. É Deus que busca a alma humana e não o contrário. Cada alma humana vale absolutamente para Deus. Um valor absoluto da alma humana. E Deus, obviamente, não espera ser encontrado.

é ele que, digamos, empreende um esforço, que é o esforço pela salvação da alma humana. Perceba então que se Deus é o negociante, aqui você tem um elemento interessantíssimo, então a inquietação não é mais uma questão de carência como na primeira interpretação,

A ideia de que Deus nos procurou, Deus nos desejou, Deus foi atrás de nós. A ideia de que Deus abriu mão da sua plenitude para desejar o que em algum momento lhe faltou. Ou seja, todas as almas humanas.

uma disposição ética do tipo venda tudo, mas ela se torna uma revelação a respeito do ser no humano, do ser do humano. Você é a pérola. Isso muda completamente o modo de compreender o valor, uma outra teoria de valores e também, claro, de dignidade e de redenção.

Não somos nós os compradores do absoluto, não somos nós os negociantes aptos a identificar o absoluto, nós somos identificados como o absoluto pelo próprio divino. É, de fato, uma interpretação ousada, atrevida, uma interpretação em diagonal, surpreendente, e que é acompanhada por muitos.

Não no âmbito, digamos, da teologia doutrinária mais acadêmica, mas no âmbito daqueles que buscam se servir do texto do evangelho para uma reflexão de suporte espiritual, de elevação espiritual e até mesmo de promoção de uma certa autoestima,

dignificando a vida humana. Esta foi a sua inédita pamonha de hoje. O patrocínio é de Eastman Chemical do Brasil e da Insider. Bem, era isso por hoje. Eu espero que você tenha gostado. Se você gostou, compartilha. E se você gostou muito, aí você compartilha com mais gente. Por quê? Porque no final das contas nós estamos falando das paradas

E é claro, temos uma oportunidade rara de trabalhar aquilo que, apesar de Jesus ser o personagem mais importante do Ocidente, seu texto, o seu discurso e os seus ensinamentos são conhecidos por muito menos gente do que o número de fiéis assumidos. Fica bem, um beijo grande. Amanhã é sexta e sexta-feira.

é dia de reflexão matinal entre nós. Valeu! Este conteúdo foi trazido até você pelo Espaço Ética, a assessoria oficial do Clóvis de Barros. Para mais informações sobre cursos, livros e palestras, acesse clóvisdebarros.com.br e siga o professor nas redes sociais.

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