#PartiuPensar 205 - Platão e a alma humana
Clóvis de Barros fala sobre como Platão concebia a imortalidade e a imaterialidade da alma.
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Edição & Sonorização: Murilo Lourenço @murilou
- Imaterialidade da AlmaAlma como não-matéria · Impossibilidade de características físicas · Dificuldade de imaginação e conceitualização · Conhecimento da alma através de efeitos · Distinção entre forma material e imaterial
- Filosofia e PensamentoEstrutura piramidal da cidade · Correspondência entre tipos de alma e estratos sociais · Governantes como bons pensadores · Guerreiros como valentes · Produtores e trabalhadores · Justiça através do ordenamento correto
- Funções e potências da almaFunção intelectiva (pensamento) · Função emocional (sensações, medo, esperança, raiva) · Função desejante (apetites, prazeres) · Variação qualitativa entre almas · Tipos de almas especializadas
- Eternidade da almaExistência anterior ao nascimento · Continuidade após morte · Infinitude temporal · Contraste com finitude do corpo · Sopro de vida animando o corpo
- Teoria tripartida da almaAlma pensante (intelectiva) · Alma valorosa (coragem, enfrentamento) · Alma apetitosa (desejos, prazeres) · Hierarquia entre partes · Qualidades diferenciadoras
- Mundo das IdeiasImperfeição do mundo sensível · Reconhecimento de padrões estáveis · Mundo das ideias perfeitas · Busca interior do conhecimento · Educação da alma
- Conhecimento da almaAcesso indireto através de efeitos · Observação de consequências do comportamento · Dificuldade de descrição material · Dedução da existência da alma · Pensamento como efeito observável
- Desenvolvimento Humano e EducacaoReflexão sobre si mesmo · Descoberta das potencialidades da alma · Trabalho educativo da alma · Colocação no devido lugar da sociedade · Desenvolvimento progressivo
- Metempsicose e reencarnaçãoMúltiplas vidas da alma · Continuidade através de encarnações · Memória de vidas passadas · Progressão ou regressão moral · Reavaliação em novas vidas
- Tecnologia e redes sociais na filosofia contemporâneaDistância entre mundo sensível e inteligível · Impacto das imagens e redes sociais · Mestres acessíveis digitalmente · Possibilidade de acesso ao conhecimento · Saída da caverna através da tecnologia
Partiu Pensar. Partiu Pensar. Por instantes de plenitude, potência e luz. Senhores, estamos no ar. Hoje é terça-feira e terça-feira é dia de hashtag Partiu Pensar. Com o apoio da ADVBOK, que nos proporciona esse magnífico estúdio e todas as melhores condições para produzir esse discurso.
Estamos revendo a história do pensamento ocidental e, é claro, estamos falando de Platão. Hoje nós vamos abordar a alma humana. Você não pode perder. Vem comigo, me dê a mão, pé ante pé, devagarinho. A gente subirá os degraus da elevação do espírito.
Porque Platão é um filósofo que se interessou sobre todas as áreas consideradas filosóficas. Então, ele é um filósofo que nós poderíamos chamar um filósofo do todo, um filósofo da totalidade. Claro que nós podemos sempre arriscar que havia no meio de tudo isso, eu diria, pedaços do seu pensamento
A gente também pode arriscar que algumas partes são, digamos, trampolim para ele dizer o que ele realmente queria dizer e que nem tudo que ele trabalhou tem para ele o mesmo valor. Porém, isso é uma ousadia da nossa parte. Haverá motivos para sugerir que, por exemplo, Platão é um filósofo da política, da polis, da república, da cidade ideal?
Há motivos para isso. Haverá motivos para sugerir que Platão é um filósofo da educação? Porque é através do preparo da alma que o cidadão poderá justamente se inscrever nessa pólise ideal? Há motivos para isso. Há motivos para dizer que Platão é, no final das contas, um filósofo do conhecimento. Por quê? Porque propôs reflexões sobre, no final, o que é a verdade, como acedê-la, como obtê-la.
de onde ela veio, como é que ela interage conosco ao longo da vida, quais as dificuldades para descobri-la e tudo isso. Há motivos para isso também. Então, de qualquer maneira, podemos dizer que ele se interessou pelas questões metafísicas clássicas, pela epistemologia, estudo do conhecimento, pela política, pela ética, pela linguagem, pela educação, pela arte.
também pela cosmologia, pelo universo. Ainda que Platão não tenha uma física, ele não seja um teórico da natureza, como foram os pré-socráticos, muitos deles que nós já apresentamos aqui no nosso Partiu Pensar e também, proximamente, Aristóteles, que também se interessa pelo tema, embora Platão não tenha se interessado diretamente pela física,
ele tem, sim, uma reflexão sobre o cosmos, extremamente relevante, que ele desenvolve, sobretudo, num diálogo intitulado Timeu, e que é bastante consistente. Portanto, é muito difícil reduzir Platão a um desses aspectos. Então, eu prefiro considerá-lo, assim, um filósofo da totalidade, um filósofo total, um filósofo completo. Então, nesse sentido, a alma humana,
ela se torna um conceito que está presente em todos esses segmentos. Ou seja, é um ponto de apoio conceitual, de reflexão, absolutamente fundamental para entender a cidade ideal, para entender o papel do artista, para entender a ética na cidade, para entender as questões morais, para entender até mesmo nossa relação com os deuses,
para entender o que acontece depois que morremos, o que acontece antes de nascer, etc. Ou seja, questões metafísicas as mais variadas. Então, a alma humana é um tema absolutamente central. Absolutamente central. Ele é relevante em muitos dos segmentos da filosofia platônica, se não em todos eles a rigor. Então, bom. Ora, é claro que quando falamos da alma humana,
antes de mais nada, estamos nos referindo a uma imaterialidade. A alma humana não é matéria. E aí a dificuldade para o explicador já começa, porque é muito difícil dar exemplo, porque qualquer exemplo que eu der será exemplo constituído por matéria. Então, a hora de falar da alma humana imaterial, ela já exige de você
uma disposição de compreensão que não é a mais trivial, a alma humana e imaterial. Por que que ela é imaterial, né? Como é que eu posso afirmar isso, né? Bom, e por que que Platão também afirma isso? Ora, se a alma humana fosse matéria, tipo o seu joelho, o seu cotovelo, intestino, etc., evidentemente que matéria, você sabe,
mas desaparece, a matéria está em trânsito, a matéria se corrompe, ela se deteriora, ela se esgarça, ela se putrefaz, ela se destrói. Daí a nossa finitude, daí a finitude de tudo que é material. Ora, sendo assim, como nós sabemos que a alma humana para Platão é eterna, então evidentemente que não pode ser material.
matéria é eterno. Então, nesse sentido, nós já temos aqui dois elementos fundamentais para nós, a imaterialidade e a eternidade. Ora, de que modo isso participa mais concretamente da nossa vida? Bem, entenda comigo, vamos pensar juntos, a gente não tem por que ficar aqui dando uma de pomposo.
1965, a minha alma já existia antes de eu nascer. Professor, a sua alma é de que ano? De 54, de 32? Eu disse que ela é eterna. Eterna até quando? Eterna. Ah, mas para mim é muito difícil imaginar alguma coisa que sempre tenha existido e sempre existirá. Pois então, fiquemos por aí. Eu não posso fazer nada. A alma de Platão é assim. Ela sempre existiu e ela sempre existiu.
enquanto que você existirá por um X número de anos. Então, a alma já estava e a alma continua. Ela já rodava e ela continua rodando. Só que durante um intervalo, essa alma é convocada para conferir sopro, vida, ao seu corpo e aí você vive. É claro que quando a vida acaba,
esse sopro vai para outro lugar. E aí você fica para próximo. Eu sou aqui animado. Anima. Anima. Alma. Eu sou animado aqui pela minha alma. Olha que coisa sensacional. E você vê que eu estou animado. Eu adoro gravar o Partiu Pensar. Eu estou animado. A minha alma está feliz. E ela anima o corpo.
Esse é um entendimento muito relevante para nós. Então, nesse sentido, esse sopro de vida, esse sopro de energia, ele já era, ele continua sendo conosco aqui e ele segue, viaje depois. Bom, aí você olha e diz, mas essa alma fica onde antes de ser convocada? O que você quer que eu te diga? Que existe uma garagem de almas?
no planeta B620, e lá nessa garagem de almas, elas ficam todas ali estacionadas, cada uma na sua vaga. E aí, alguém convoca e essa alma vem. Então, o problema é que, sendo imaterial, tem essa coisa de não ter matéria para ocupar lugar no espaço. Não ocupa uma posição. Então, quando você diz, para onde ela vai?
Pois a própria ideia de ir, de voltar, etc. Já implica o quê? Uma materialidade. A ideia de ficar em algum lugar esperando uma outra pessoa nascer para vir, etc. É bacana para fazer história em quadrinho, é bacana para fazer série de Netflix, é bacana. Aí você representa a alma como uma bolotinha, umas usam óculos, umas usam chinelo havaianos,
é bacana, faça o que quiser, mas não é o que nós estamos aprendendo aqui. Essa alma, sendo imaterial, ela não ocupa lugar. Então, a rigor, é possível que não haja, assim, muita necessidade de deslocamento, porque não há nada para deslocar. Nossa, é complicado? É. É complicado de imaginar. Quando eu comecei a estudar Platão, eu era moleque na escola, eu era complicado de imaginar. E continua.
continuará sempre, porque a nossa mente tem muita dificuldade para imaginar coisas que não são propriamente imagináveis, enquanto substância, enquanto forma, enquanto do que é feito, qual é a sua conformidade, a sua angulação, nada disso funciona para a alma, a alma é redonda.
implica que algo seja redondo e não tenho algo. Então, acho que ficou claro. Aí você olha para mim e diz, escuta, professor, e essa alma aí, se você não tem o que pegar na mão, não tem o que ver, não tem o que ouvir, não tem como jogar ela na parede, ela não é nem redonda nem quadrada. Então, assim, como é que eu posso abordá-la? Porque,
Como é que eu posso conhecer a alma se ela não é material? Então aqui é que a gente vai ter que aceitar que a alma a gente conhece pelos efeitos que ela produz. É observando o que dá para observar e vendo que o que dá para observar é, digamos, causado, transformado e modificado por alguma coisa que a gente deduz
ali esse tipo de ente, né? A alma. Ente é aquele que é. É uma maneira que a filosofia encontra pra dizer coisas quando... Não dá pra dizer esse tipo de coisa porque a alma não é coisa, não é corpo, não é nada. Então ente é bacana porque, sabe, estudante é aquele que estuda, né? Dormente é aquele que dorme, vivente é aquele que vive e ente é aquele que é. E aí não tem como estar errado. A alma,
é, só que ela é imaterial e eterna.
Você pode nos ajudar demais a honrar os nossos compromissos, pagar nossos editores, as nossas plataformas e manter nosso conteúdo vivo, para que ele continue impactando as pessoas como tem feito. Está dizendo, são os efeitos da alma. E aí, que efeitos são esses, né? E aí, você percebe que você pensa. Então, o pensamento seria uma espécie de efeito da alma. Você tem emoções.
é efeito da alma. Você tem desejos, é efeito da alma. Olha que bacana. Então, é a alma que te faz desejar? Isso, é a alma que te faz desejar. A alma em associação com o corpo te faz desejar. A alma em associação com o corpo te faz ter medo, te faz ter esperança, te faz ter emoções as mais variadas, te faz ter raiva, etc. E a alma te faz, te permite também pensar até mesmo sobre ela própria.
alma. Então, a alma ela tem uma função intelectiva, uma função de sensações e uma função desejante mesmo, de baixo ventre, de busca de prazer mesmo para o corpo, por exemplo. Então, veja que nós apresentamos três consequências para a alma. E o que é que Platão poderá sugerir?
A alma acaba fazendo acontecer essas coisas. Todo mundo pensa um pouco, todo mundo fica bravo, por exemplo, e todo mundo deseja algum prazer, alguma volúpia, alguma coisa. Então, a alma, ela está sempre aí proporcionando isso. Só que as almas não são iguais. Então, você pode imaginar uma alma que seja particularmente boa em despertar pensamento.
boa em enfrentar inimigos sem medo. Uma alma particularmente boa em trabalhar de manhã até de noite, né? É, dá ânimo para o trabalho braçal. Uma alma particularmente boa para a busca de satisfações sexuais, né? Uma alma particularmente boa para a busca de prazeres gastronômicos e assim por diante. Então, veja que como as almas não são iguais, algumas são melhores numa
e outras são melhores em outra coisa. Alguém poderá chegar para mim e dizer, professor, já que o senhor é professor, já que o senhor ensina filosofia, então o senhor deve ter uma alma que tem essa característica aí, boa para pensar. É você que está dizendo, eu acho que o meu trabalho de explicador é um trabalho super singelo, pego o pensamento dos outros, dou uma empacotada bacana,
compreensível e tal e coisas assim. Então, a sua alma é boa para enfrentar desafios também? Não, sou bem micho nesse quesito, muito pouco corajoso e prefiro evitar a confusão. Então, a sua alma deve ser boa para o trabalho braçal e para os desejos do corpo e para as coisas mais, assim, físicas. Olha, se você olhar bem para mim, perceberá que eu sou uma piltrafa humana, uma espécie de
trapo em deslocamento. Você deve estar zoando com a minha cara. Então, a sua alma não é boa pra nada. É o que eu sempre achei. Pensamentos brilhantes nunca tive. Coragem nunca tive. E esses apetites todos, essa volúpia toda, essa energia toda pra viver também nunca tive. Então, existem almas fracas. Existem almas fracas. E Platão, ele vai apresentar aqui,
que eu vou fechar a reflexão de hoje, uma relação entre esses tipos de alma com uma cidade justa. Por isso que as pessoas acabam dizendo que o que Platão gosta mesmo é de política. Então, toda essa reflexão sobre a alma é para encostar na política. É uma tese. É uma tese. É possível. É difícil, porque precisaria que Platão mesmo viesse prestar seus esclarecimentos. É difícil.
Vamos lá. Numa cidade justa, você tem estratos imagináveis em forma de pirâmide e o pertencimento a esses estratos tem a ver com o tipo de alma que é o seu. Se você se meter a integrar grupos, ou desempenhar papéis, ou se profissionalizar, ou fazer curso de aquilo que a tua alma não é do ramo,
vida e o resto. Então, vamos imaginar que você não tenha muitas habilidades intelectivas. Pensar não é o seu forte. Tem gente que é assim, diz Platão. Eu não me meto com essas divididas de jeito nenhum. Diz Platão. Tem gente que é fraco na alma pensante. É completamente absurdo esse cara se meter a fazer uma pós em física nuclear. Não é certo. Mas a pós em física nuclear, te juro, não era
preocupação de Platão. A preocupação de Platão era governar. O cara que não é bom de pensamento não deve governar. O governante tem que ser um governante esclarecido. O governante tem que ter alma boa pra pensar. O governante tem que ser bom pensante. O governante tem que... Porque é a partir daí, é a partir do bom pensamento que ele vai ter intuições de justiça, vai pensar sobre o que é o justo, o que é ação justa, o que são políticas públicas justas, o que é decisões
a tomar com justiça e piriri, poró e paraí. Em outras palavras, o bom pensador deve governar. Se você é o cara que enfrenta desafios sem medo, valente mesmo, por exemplo, não há por que botar você para governar. Porque o governante tem que pensar bem. O valente tem que cuidar da segurança da cidade. Seja como polícia internamente, seja como exército externamente. E o outro tipo?
Tem que trabalhar, tem que trabalhar e se divertir aí, é a base da sociedade. E o senhor que disse que não funciona nos três casos? Pois é, pois é, eu queria bater na porta de Platão e perguntar, e o meu caso? Nem, nem e nem. Então, é evidente, talvez Platão diga que eu tô, assim, tendo de mim uma avaliação equivocada, que não é possível que a minha alma não tenha nada de positivo,
vejam, sempre tem alguma coisinha que se salva e que eu volte para casa, olhe no espelho e procure refletir sobre mim mesmo, que eu conheça mais sobre mim mesmo, e eu vou acalarei descobrindo um pouco o que apito a minha alma toca. E se eu descobrir que apito a minha alma toca, eu consigo me intocar no lugar certo na cidade. A cidade boa é aquela que coloca cada um no seu devido lugar,
no topo, a alma valente no meio e a alma apetitosa embaixo. E ó, ah, mas eu não tenho culpa de ter nascido com alma apetitosa, eu quero ir pra cima e tal. Então, essa sociedade estratificada de Platão não admite esse tipo de arrobo, viu? Nasceu fraquinho das ideias, vai lá pra baixo e espera a próxima. Porque como a alma não morre,
É possível que ela seja convocada outra vez. Eu já fui convocado várias e vou contar. Essa solução aqui que eu encontrei nessa vida é o máximo que a minha alma conseguiu alcançar desde que ela encarna a gente aí. Ah, o senhor já encarnou outras coisas? Eu venho de longe, meu amigo. E o senhor quem era antes? Napoleão? Não. Todo mundo que eu conheço que fala em reencarnação
que já viveu na pele de gente famosa. Pois eu, um dos que eu me lembro, eu era o cara que suspendia a ponte onde tem jacaré embaixo, sabe? Está chegando a diligência do reino da Moldávia. Aí eu vou lá e puxo a ponte. Aí a ponte desce, passa o rei da Moldávia, aí eu subo a ponte de novo, etc e tal. Era esse o meu trabalho.
isso deve estar zoando com a minha cara naturalmente que sim vamos responder as perguntas dos nossos ouvintes pergunta de Marcelo Martins se o mundo sensível é marcado pela mudança e pela imperfeição como Platão explica que ainda conseguimos reconhecer padrões estáveis como justiça, beleza ou igualdade ô Marcelo conseguimos porque o mundo sensível
ocupa a totalidade da nossa alma. É possível você ir atrás de mundos inteligíveis, onde estão as ideias perfeitas, sobretudo porque tudo isso já está em você. Tudo isso já nasceu com você. É, portanto, uma viagem interior. É uma viagem de pensamento. Para falar um pouco mais contemporaneamente, é a mente fuçando e vasculhando e descobrindo coisas que já estão nela, mas que,
das quais ela não tem consciência imediata. Ela tem que trabalhar, né? Ela tem que ser educada. E aí ela acaba, pouco a pouco, conseguindo. Pergunta da Ana. Em um mundo cada vez mais mediado por imagens, redes sociais e tecnologia, o mundo sensível ficou ainda mais distante do mundo das ideias? Olha, Ana, tudo depende um pouco. As redes sociais, elas são muito amplas, né?
tendência em reduzir a sua profundidade, mas graças às redes sociais você pode, por exemplo, encontrar mestres capazes de tirar você de dentro da caverna, te ajudar a sair da caverna e te apresentar o mundo das ideias, mestres de altíssima monta, que no meio, claro, de muita coisa de profundidade discutível,
te oferecer coisas maravilhosas, mestres esses, aos quais você não teria acesso. Se você tivesse que ir de navio até onde eles moram e tal, a coisa ficaria muito mais complicada, né? Graças a tudo que você tem na mão. Você pode ter, ao longo de um dia único, 10 aulas com 10 professores espetaculares que moram cada um num país diferente. E isso, claro, é super legal. E aí, com isso, a gente fecha esse episódio de hoje.
Muitíssimo obrigado. Tomara que você tenha adorado. Se gostou, ouve de novo e assista de novo. Agora, se gostou muito, aí você compartilha. Por quê? Porque é muito legal tudo isso que eu falei. Este conteúdo foi trazido até você pelo Espaço Ética, a assessoria oficial do Clóvis de Barros. Para mais informações sobre cursos, livros e palestras, acesse clóvisdebarros.com.br e siga o professor nas redes sociais.