Inédita Pamonha 318 - Parábola da Figueira
Clóvis de Barros fala sobre a parábola que permite refletir sobre o tempo, a maturidade e a transformação no pensamento cristão.
💡 Aproveite a condição especial do cupom CLOVIS (até 25/05):
• 30% OFF para novos clientes
• 10% OFF para quem já é cliente
Torne-se apoiador de nossos podcasts: https://apoia.se/ineditapamonha
Este conteúdo foi trazido até você pelo Espaço Ética, a assessoria oficial do Clóvis de Barros.
Patrocínio: Eastman Chemical do Brasil e INSIDER.
- O ParáclitoParábola da Figueira · Amor de Jesus · Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas · Verão · Inteligibilidade da realidade
- Inferências e CrençasInferências a partir de observações · Associações espúrias · Superstição · Futebol
- Próximos AssuntosVirtudes em Aristóteles
Começa agora Inédita Pamonha. Por instantes felizes, virginais e irrepetíveis. Senhoras e senhores, estamos no ar. Este é o nosso Inédita Pamonha. Oferecimento da Istiman Chemical do Brasil e da Insider.
A Insider patrocina o Inédita Pamonha. E a Insider tem roupas incríveis. Roupas para todo dia. Roupas para o cotidiano. Roupas para segunda a sábado. Roupas incríveis. É só você vestir. Elas estão prontas para usar.
Se você ainda não for cliente da Insider, 30% off. Cupom CLOVES. Se você já for cliente da Insider, você tem 10% de desconto no cupom CLOVES. Então, ô!
Sabe o que você faz? Pede pra alguém que ainda não é cliente comprar pra você. Viu? Não é bacana? E ó, você tem vantagens no Pix e ainda pode acumular com outros descontos. Não é incrível? É incrível. Então, motive alguém que não é cliente ainda a comprar com a Insider e você vai estar ajudando a filosofia a brilhar no nosso país. Valeu!
Meus queridos amigos, hoje nós vamos começar a última das parábolas de Jesus. Esse episódio se estende até o próximo. Essa parábola ocupará, como temos feito, dois episódios. E aí depois trocaremos.
de assunto e começaremos a cuidar das virtudes em Aristóteles. Em primeira mão não conta para ninguém o nosso próximo assunto, as virtudes em Aristóteles. Pois bem, a parábola que vamos tratar hoje é a parábola da figueira. A parábola da figueira que brota. E você pode encontrá-la nos evangelhos de Mateus.
de Marcos e de Lucas, portanto nos três evangelhos que costumam conter as parábolas de Jesus. É uma parábola extremamente curta, mas como sempre muito rica de ensinamento, muito rica de significado. Então o que é que Jesus nos propõe?
Aprendei, pois, da figueira a sua parábola. Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que o verão está próximo.
Como é muito curta, não custa nada a gente ouvir de novo. É Jesus falando, aprendei pois da figueira a sua parábola, quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que o verão está próximo.
Bom, a imagem é simples, você sabe que a figueira, que não é uma árvore muito comum aqui no Brasil, a gente não é muito bom em figo, é uma árvore muito comum ali na Palestina, ali no...
por onde Jesus passava, né? Portanto, é normal que ele se refira a essa árvore porque era alguma coisa muito familiar para as pessoas que estavam escutando, né? Então, a figueira, ela perde as folhas no inverno, o que, aliás, também é previsível, costuma acontecer, né?
E quando os galhos sem folha começam a amolecer e os brutos de novos galhos começam a aparecer, todo mundo sabe que o verão está chegando. O camponês, mas todo mundo sabe, broto na figueira significa verão chegando.
Jesus então parte de uma situação concreta da natureza, uma experiência que você faz diretamente da natureza e ele naturalmente o que quer é cuidar de um assunto muito legal que é a possibilidade de enxergar através
do que nós vemos, aquilo que nós não estamos vendo ainda. Portanto, é o que nós experimentamos imediatamente, através dos sentidos, como indicativo daquilo que nós não podemos experimentar ainda. A nossa experiência empírica nos permite fazer inferências de forma fixa.
daquilo que nós não estamos experimentando ainda e da onde é que a gente tira isso? Bom, a gente tira isso da observação de anos anteriores a gente tira isso da repetição a gente tira isso dos ciclos da natureza a gente observa que todo ano acontece a mesma coisa então a gente se permite antecipar e sugerir que o verão está chegando a gente se permite antecipar e sugerir que o verão está chegando
Bom, claro, a parábola trata da realidade como um sinal, da realidade como um indicativo de outras coisas. Por quê? Porque o bruto do galho ainda não é o verão. O verão ainda não chegou.
No entanto, claro, esse broto antecipa, esse broto anuncia, esse broto prevê aquela realidade futura que é a chegada do verão. E o que é mais interessante é a singeleza.
do sinal, a delicadeza do sinal, eu diria até a sutileza do sinal, um pequeno broto anunciando alguma coisa de gigantesco, que contamina todo o planeta, quando eu digo contamina, eu digo que se estende, que impacta todo o planeta, que é a chegada do verão.
Portanto, Jesus está tratando de uma espécie de capacidade humana de entender o mundo.
Essa capacidade humana de entender o mundo a gente pode chamar também de inteligibilidade, né? Então, chamando atenção para o fato de que as coisas, elas não significam só elas mesmas, mas elas significam outras, né? As coisas falam, as coisas indicam, as coisas antecipam, as coisas sugerem, as coisas anunciam. Portanto, estamos aqui.
No final das contas, cuidando de uma espécie de função simbólica da realidade, uma espécie de semiótica da natureza, ou seja, uma realidade que existindo está no lugar de outra realidade. Realidade que não quer dizer só ela mesma, mas quer dizer muito mais do que ela mesma.
Olá, eu sou Clóvis de Barros e venho aqui propor a você nos apoiar a manter vivos os nossos conteúdos de filosofia na internet. Para você participar com uma singela colaboração, você deve entrar em Apoia.
apoia.se barra inédita pamonha, repetindo apoia.se barra inédita pamonha. Você pode nos ajudar demais a honrar os nossos compromissos, pagar nossos editores, as nossas plataformas e manter nosso conteúdo vivo para que ele continue impactando as pessoas como tem feito.
Então, o que Jesus propõe e tenta chamar a nossa atenção é que aquilo que vemos não esgota em si mesmo a sua inteligibilidade. Que, portanto, é preciso ter a sutileza e a delicadeza não só de flagrar a realidade. Esse é o passo número um. Por quê?
O bruto pode aparecer e você não está nem aí, você se quer enxergar, você se quer parar para perceber. Então, a primeira lição é essa, uma espécie de cuidado, de zelo e de carinho mesmo na observação das coisas da natureza. E um segundo ponto, uma capacidade de refletir sobre o que aquilo possa querer dizer. E, naturalmente...
Essas inferências podem ir muito longe, a rigor elas podem ir para todo sentido, só que só algumas inferências são pertinentes. Você pode eventualmente, no momento de desvairir, relacionar o surgimento de brutos.
na árvore com ocorrências as mais esdrúxulas, como uma guerra do outro lado do mundo, ou como o surgimento de um meteoro, etc. Mas, naturalmente, que outras inferências são mais pertinentes, mais plausíveis, porque decorrem de uma constatação regular, de ocorrências e de um vínculo, digamos assim, claro, e um vínculo, né?
de ocorrências broto na figueira verão chegando, né? Broto na figueira verão chegando. Agora, paro para propor, para chamar a tua atenção, nada impede que o indivíduo constate o broto na figueira.
E ao mesmo tempo olhe para o céu e veja uma estrela cadente. E aí então, na cabeça dele, ele poderá fazer essa associação entre o bruto na figueira e a estrela cadente. Quando, na verdade, essas ocorrências não tem nada a ver. Foi uma obra do acaso, uma circunstância única, singular e particular.
que permitiu essa simultaneidade de ocorrências, o broto na figueira e a estrela cadente. Porém, sabemos muito bem que muitas das crenças que temos, elas advêm desse tipo de inferência esdrúxula. E você dirá, ah, mas isso aí é coisa de maluco.
Isso está muito mais perto de nós do que você possa imaginar. Veja, por exemplo, o indivíduo que veste uma determinada roupa e o time dele obtém uma vitória sobre um rival superior, tecnicamente. Então, ele fará uma inferência. Eu usando esta roupa, isto é uma garantia, um prenúncio.
de que o meu time vai ganhar. E aí eu passo a associar a roupa à vitória do time. E você dirá, isso aí tem a ver com o broto e a estrela cadente? Nossa, muito a ver, porque se você parava a pensar, não pode ter a ver. Você...
Usar uma roupa com a vitória do seu time, porque a vitória de um time de futebol sobre outro depende de muita coisa, muitas variáveis, muitas causas. Mas com certeza você em casa usando uma determinada camisa não é dessas variáveis, não participa dessas variáveis.
Mas nós já tivemos técnicos de seleção brasileira, gente que sabe das coisas, gente que conhece profundamente o futebol, que não comandava o time se não estivesse usando determinada roupa, determinada camisa de determinada cor, etc. Então veja como isso aí faz parte da nossa vida, essas crenças.
que propõe associações curiosíssimas entre ocorrências que talvez em algum momento tenham sido simultâneas, mas que de maneira muito óbvia e racional não tem a ver uma com a outra. Vem meus amigos.
A parábola da Figueira é uma parábola que ensejará da nossa parte muita filosofia, mas isso nós com certeza faremos no nosso último episódio sobre as parábolas de Jesus.
Esta foi a sua inédita pamonha de hoje. Um oferecimento da Eastman Chemical do Brasil e da Insider. Se você gostou, por gentileza, ouça de novo esse episódio. E se você gostou muito, aí o que você faz é convidar alguém que você ama para ouvir de novo com você, ok? Muitíssimo obrigado pela sua audiência, muitíssimo obrigado pela sua presença e...
Estamos juntos e seguiremos juntos, porque a possibilidade de refletir juntos é um presente. É um presente que a vida nos traz, um presente que, claro, nós não podemos simplesmente desdenhar. Então, um beijo grande, fica bem. Até a próxima. Valeu!
Este conteúdo foi trazido até você pelo Espaço Ética, a assessoria oficial do Clóvis de Barros. Para mais informações sobre cursos, livros e palestras, acesse clóvisdebarros.com.br E siga o professor nas redes sociais.
Eastman Chemical do Brasil
Espaço Ética
Assessoria oficial do Clóvis de BarrosInsider
Roupas