Episódios de Missão Exoplaneta

Dobra Mini 01 - Ficção Científica Capitalista [ME-Lab]

15 de agosto de 202620min
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Dessa vez, trago insights e o que estou achando do livro Ficção Científica Capitalista do autor Michel Nieva.

Neste episódio, falei do primeiro capítulo do livro que aborda diversas temáticas como turismo espacial, sojapunk e metaverso. Mas, foquei em trazer como discussão o design dos trajes espaciais, seus motivos e curiosidades astronômicas. Bora ouvir?

Este episódio foi originalmente produzido para o podcast exclusivo ME-Lab. Semanas após a publicação fechada, fica público. Quer apoiar o projeto e fazer parte da ME-Lab? Acesse ⁠apoia.se/missaoexoplaneta⁠

Referências e links citados:

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Agradecimentos especiais para: Alessio Esteves, Ederson Peka, Patrick Luan, Ivan Louro,Vinicio Telecio, Natália Palivanas, Masashi Inoue e Tânia Dominici. 💜

Participantes neste episódio1
J

Julia Brazolim

Host
Assuntos3
  • Design de Trajes Espaciais· TecnologiaJosé Fernandes·SpaceX·NASA·Programa Artemis·Axiom Space·Prada
  • Ficção Científica Capitalista· CulturaMichele Menezes·Editora Uhuu·Turismo espacial·Metaverso·Soja Punk
  • Turismo Espacial de Luxo· NegociosZuckerberg·Elon Musk·Jeff Bezos·Azul·Virgin Galactic
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Olá, seres maravilhosos desse planeta cheio de pessoas que adoram um bom livro, como vocês estão? Tá no ar o Dobra Mini, uma versão alternativa do quadro Dobra Espacial só para apoiadores da ME Lab, onde a proposta é escolher um livro e comentar sobre cada capítulo com vocês. E o primeiro escolhido é o ficção científica capitalista Como os Bilionários Nos Salvarão do Fim do Mundo, do Michio Niwa, né, com tradução da Júlia Pavão, que foi publicado pela editora Uhuu.

Eu vou tentar comentar sobre cada capítulo do livro em episódios exclusivos e vou trazer meus comentários sobre a minha leitura, fazendo paralelos com astronomia e o fazer científico, então com consciência e ética. E o mais legal desse livro é que ele traz diversas temáticas que vão de encontro com muitos episódios que a gente já fez ao longo aí de 6 anos de podcast, né? Então eu acho que vai ser bem interessante essa jornada.

Como eu disse, foi publicado pela Editora Uhuu nesse ano de 2026 e originalmente em 2024. E olha, a Uhuu é uma editora que eu tenho muito carinho devido várias escolhas gráficas que eles fazem, né, de design, de edição. E as temáticas escolhidas para publicação também são sempre assim um primor. Tem um livro muito bom que eu gosto deles também, que é Design com Atitude, da Alice Housefrom, acho que fala, entre outros. Eu tenho ele aqui, ó, é uma edição lindíssima, maravilhoso.

E não, infelizmente, Missões do Planeta não tem parceria com a Uhu, é só porque eu gosto muito da editora mesmo. Meu companheiro, ele me presenteou com esse livro, né, do contrário, da ficção científica capitalista, na última feira do livro, na literária pirata de Registro, a Flipê, rolou em Registro, né, que aconteceu na última semana, penúltima semana, acho que de julho. E foi ótimo encontrar essa belezura aqui de livro entre tantos outros que estavam por ali.

Que tem diversas temáticas políticas, filosóficas, ecológicas, mas acabei encontrando essa pérola aqui. E eu fiquei extremamente feliz, né, de ter algo em mãos que conversa tanto assim com a Mansões do Planeta, com vários temas que eu venho trazendo tanto, tanto, tanto tempo, conversando aí com os cientistas, conversando com, querendo ou não, né, pessoas que estão no meio, mas que lutam por alguma causa, desde seja ambiental seja na divulgação científica mesmo, né, a forma de se fazer divulgação científica.

Então é isso, então bora começar o W Mini. Então bora lá. Obviamente, se você tá assistindo esse vídeo, não tem musiquinha, ou tem? Ah, eu vou tentar pôr. Então você tá vendo é porque eu tentei pôr, e se tá tocando é porque eu consegui colocar. Então coloca a vinheta aí. Vamos lá, né? Então, primeiro capítulo, primeiro capítulo que é o tema deste episódio, ele se chama Metaverso, Turismo Espacial, Imortalidade e Soja Punk, né?

Esse é o primeiro capítulo e ele abre falando de forma bem ácida e cutucando a ferida ali do Zuckerberg. Do Mark Zuckerberg, caso ele lesse, né, algum livro desse nessa temática, é sobre a ideia dele de metaverso. Eu vou passar batido essa parte de metaverso, de cyberpunk, de imortalidade. Eu acho que é muito interessante, eu acho que é assim, é um primor a forma que é abordado aqui. Mas para Misterioso Planeta, o foco hoje vai ser sobre um pouco sobre turismo espacial.

Mais voltado aqui na temática mais de, da ideia do turismo espacial, da ideia dos trajes e design de trajes estão sendo feitos para essas missões mais recentes aí nos últimos 10 anos para o espaço, tá? Então acaba que lá na página 12, né, o Mitchell ele cita os novos trajes espaciais da NASA apresentando ali o designer figurinista hollywoodiano né, ele trabalha ali para Hollywood em vários projetos para Hollywood, se chama José Fernandes, ou José Fernandes, que já fez aí os capacetes do Pantera Negra, do Homem-Aranha.

Ele foi famoso, ele é famoso, né, por fazer os capacetes do Daft Punk. Ele é designer, né, da estética de toda a missão da SpaceX. E no livro, né, e se referindo no caso a Crew Dragon Demo-2 lá de 2020, Entre algumas pesquisas aqui a colar, né, me fizeram cair num post chamado The Man Behind America's New Space Suit: How Elon Musk Took Hollywood Costume Designer José Fernández from Batman to NASA. O que acontece, o Mitchell, ele comenta muito sobre a Crew Dragon Demo-2, as roupas lembrarem muito, sei lá, uma vibe Interstellar, Armageddon. 2021, 2021, 2001, Odisseia no Espaço.

E aí eu fui pesquisar sobre quem é esse cara, qual que foi de fato o intuito, não para desmentir Mitch ou nada do tipo, mas para conhecer mesmo, para saber do que que ele tá falando. E aí onde eu encontrei esse artigo que foi publicado pela Forbes em 2020 e que reforça o ponto do autor, né, de que de que eu achei que não tava gravando, meu Deus, de que o Musk ele fez toda essa escolha estética de forma proposital. E aí nesse artigo conta um pouco que ali durante a parceria, né, que eu acho começo da parceria do Musk com o governo dos Estados Unidos, a ideia era oferecer não só os trajes redesenhados, né, para os astronautas, mas oferecer também uma espaçonave redesenhada, que no caso é a Crew Dragon, é uma forma mais limpa, mais minimalista, quase que ali um uniforme de super-herói, misturando ali com esse toque de ficção científica de forma completamente proposital, né, essa ideia bem futurista mesmo.

Então eu vou dar um abre aspas aqui a um trecho da matéria da Forbes que diz o seguinte: O Musk e seu figurinista de Hollywood, José Fernandes, levaram alguns anos para projetar os novos trajes de pressão Super Slim da NASA. Os trajes espaciais elegantes, com seu corte rente ao corpo e sua elegante prata escura, né, à prova de fogo, debruçando-se sobre o tecido de teflon branco, suas luvas e pescoço altamente articulados, e as botas pretas de cano alto que parecem citar as botas de cavalaria abaixo do joelho do próprio Duque de Wellington, embora prontas para o desgaste no espaço sideral em vez do canhão de Napoleão em Waterloo.

Fecha aspas. E esse é o trecho, né, da matéria da Forbes que reforça o argumento do Mitchell no livro. O do quê, né, é uma fantasia hiperfixada, né, da viagem espacial voltada para bilionários que sonham em viajar para o espaço, com apoio quase que meio que em transe da gente, meio que dos subalternos que nunca vão chegar no seu primeiro milhão no banco ali livre de imposto, mas que gosta de ficção científica, gosta de ver a ideia de ir para o espaço, né?

Então faz a gente se questionar: será que é tão ruim assim gostar disso? Será que nesse caso a gente não deveria acompanhar as viagens espaciais atuais e ser contra isso? Então é uma coisa meio que filosófica, mas ao mesmo tempo ética. E que a ideia não, não 100% ver a ideia de viagem espacial como algo 100% incrível e romântico, mas tentar ver também o outro lado que isso envolve, né? Não ser inocente 100% ainda do que essas viagens espaciais estão custando, quanto elas estão custando e por que elas estão sendo feitas da forma que elas estão sendo feitas.

E talvez como você, eu adoro ficção científica e ainda mais espacial. Então eu fico nessa dualidade enorme entre gostar e criticar os avanços no setor espacial, justamente porque eu sei dos motivos escusos fora do show utópico geralmente vendido pelos Estados Unidos de forma magistral. O traje da Crew Dragon Demo 2020, né, de 2020, ela parece uma roupa de esgrima. Se vocês darem uma pesquisa aí, vocês vão dar uma olhadinha. Que ela parece uma esgrima, que é um esporte, que é uma roupa de esgrima, né, que é um esporte para poucos, é um esporte super elitista, e que de forma proposital foi projetado a dedo para que mostrasse ao mundo que a SpaceX é futurista, pisa, esmaga na antiquada NASA.

Isso na época, no contexto da época, né, com aqueles seus trajes. Se vocês forem lembrar, né, dos trajes ali de, de o clássico da NASA, que voltado para caminhada espacial também, que é aquela coisa naquele capacete enorme aquela roupa meio que super estufada, né? E tem aquele discurso também que o Musk tá acostumado a fazer de que o estado é ruim, que nada presta, mas quando ele precisa de isenção fiscal, daí funciona. Mas lembre-se que essa foi uma missão conjunta, ou seja, o investimento da Crew Dragon veio por parte do governo em parceria de longo prazo da SpaceX para produzir não só os trajes, mas as cápsulas dos foguetes, tá?

E um outro ponto é que o objetivo da Crew Dragon Demo-2 foi só levar os astronautas para órbita da Terra e trazer de volta. Então não necessariamente eles precisariam de algo importante, funcional, ao ponto de ser aquela roupa de astronauta que a gente tá acostumado a ver É tanto propaganda da NASA em filme e até em caminhadas espaciais que ocorre. Eu acho legal que assim, esse episódio eu queria que vocês, quem não tem esse livro aqui, tô tentando não dar tanto spoiler.

Eu vou tentar fazer um sorteio desse livro aqui entre apoiadores, tá, para me acompanhar. Mas a ideia é eu comentar cada capítulo, então por isso que eu também não tô adentrando em muitos assuntos do livro, porque eu não quero dar tanto spoiler assim, senão vai estragar a graça. Né, vai perder a graça. Bom, mas voltando aqui, né, então não é como também se o Mitchell, né, o autor do livro do Ficção Científica Capitalista, ele quisesse dizer isso, né, ou soar como isso, mas esses trajes foram substituto futuro de todas as missões.

Não é, não é isso, né. Dá a entender quando a gente lê esse capítulo esse parágrafo dá a entender que o Mitchell tá dizendo que foi feito para substituir todas as missões, algo meio futurista e tal. Mas não, né? Ele é utilizado ainda sim, mas existe— eu vou entrar um pouco mais nisso. O Musk, com total certeza, ele quer que esse traje na Crew Dragon Demo-2, né, ele que parece uma roupa de esgrima, ele quer mostrar que é superior àquele trambolho da NASA.

Isso também tinha outro objetivo que acabou se concretizando e se tornou parte das missões do programa Artemis, de certo modo, né? E falando nisso, eu fui dar uma googlada, uma pesquisada, né? E eu encontrei uma página no site da NASA que mostra os trajes feitos por outra empresa, a Axiom Space, que é uma empresa voltada também para viagens espaciais. Esses trajes foram feitos, pensados para viagens para Lua, no caso aquelas do programa Artemis, que vai ter lá uma das missões o pouso na superfície lunar.

E adivinha, sim, lembra, ou melhor, mantém muito similar ao clássico traje astronauta da NASA, tão grande, com capacete enorme que parece pesar toneladas de tão grande, né? Isso porque a ideia de um traje esgrimático, super-heróico, coube em sua forma ali de propaganda e é o momento desejado ali por na época. E não só por isso, mas por questões ali científicas e funcionais para aquela volta ali na órbita da Terra. Então isso significa que não existe escolha de design para nada?

Então não é bem assim, né? Eu tentei fazer justamente essa, trazer essa temática desse primeiro episódio porque eu sou designer, e aí eu precisava também trazer que design não é estética, design é projeto, e muitas vezes como deveria ser, função, não estética. Mas que sim, escolhas dentro de projetos, a forma que se comunica, que ele vai se apresentar, envolve muito a questão estética. E estética tem um motivo, né? E a Axiom Space é um fornecedor comercial da NASA, leia-se governo americano, para criar os novos trajes que vão dar aí lugar ao antigo EMU, né, o EMU.

Então, que é a unidade de mobilidade extraveicular, né, a tradução ali como eles chamam. E o EMU, ele era feito para ser usado em caminhadas espaciais, né, como eu disse. E ele começou a ser usado lá em 1980, com uma semelhança visual com a clássica roupinha do astronauta que pisou na Lua. Só que aqui, né, nessa versão da Axiom Space, a aparência, se é bonito ou feio, não tava contando muito, e sim a funcionalidade e segurança para os astronautas.

Que é o que se espera também de um bom design, né? Então, com objetivo de exploração espacial cada vez mais complexas, com objetivos bem mais complexos do que, vou dizer que era antigamente, mas no sentido de, se a gente for olhar os planos da NASA, do Elon Musk e tudo mais, de Lua, Marte, então se pensa muito em trajes cada vez mais funcionais e seguros. Então agora os trajes serviriam, né, se a gente comparar também aos trajes da época ali, da evolução desses trajes da época ali da Apollo, do programa Apollo, eles teriam que também servir como naves espaciais pessoais individuais para os astronautas.

E essa evolução no design tem que considerar mobilidade, leveza, logística, no caso logística espacial e segurança. Então nessa coisa toda não é só SpaceX metida nisso, né? Então a gente tem aí outras empresas envolvidas em desenvolver tecnologia, design e solução para deixar sua marca em cada proposta de traje. E falando em marca, o traje Axemu, né, o Axemu escolhido, esse foi o traje escolhido para ser o traje externo né, que vai ser usado numa das missões do programa Artemis, em que os norte-americanos vão pisar na Lua novamente.

Ele foi feito pela Axiom Space em parceria com a Prada. Se vocês pesquisarem um pouquinho, ou até entrar nos links que eu vou deixar nesse, na descrição desse episódio, vocês vão ver a carinha desse traje, né? Mas eu vou tentar descrever ele aqui. Lá em 2023, eles chegaram a mostrar uma versão mais escura do traje. Então imagina aquele traje clássico de astronauta, só que meio todo preto, todo preto com detalhes laranja. E segundo o site space.com, o traje foi criado pela Esther Marques, que é a figurinista da série For All Mankind, que fala justamente sobre norte-americanos tentando pousar na Lua antes dos soviéticos, mas acabam perdendo a corrida espacial.

E segundo o mesmo site, esse traje era temporário, só para ficar escondendo ali o traje da Prada. Não sei o quão verdade é isso, mas achei interessante trazer aqui. Mas seja como for, a versão da Prada é branca como deveria ser, né? Então ela reflete o calor, protege astronauta das altas temperaturas quando recebe luz solar direta, né? Sem falar que os benditos regolitos, a poeira lunar ou pó de mica lunar, como eu gosto de chamar, num traje branco é muito mais fácil de identificar do que no tecido muito escuro.

E a nova versão da Prada, ela tem um quê de retrofuturismo? Ela lembra aquelas séries americanas da época do baby boomer, sabe? Daquela coisa pastel, aqueles tons de perfeição ali. E é possível ver isso nas solas das botas, com azul, que eles estão usando azul bem clarinho. O traje, ele é grandão, mas ele é um pouco mais slim, né, mais enxuto. Do que essa versão clássica, mas também não chega a ser uma versão do Musk, né, que parece um uniforme mesmo ali usado.

Para mim lembra mais esgrima do que super-herói, como o Mitchell fala. E eles— e esse traje da Prada tem umas linhas vermelhas de forma pontual que lembram do programa Apolo e que ajuda a identificar os membros da tripulação. É só que aí, dando um duplo carapado argumentativo, a gente tem uma marca de moda de alto luxo investindo na indústria espacial. E não é por acaso, já que o acesso ao espaço é de alto luxo, né? E segundo a Gazeta de São Paulo, a Blue Orange cobra $150 mil reembolsáveis só para iniciar o processo de compra, mesmo que não tão, não tão te garantindo, né, ou vão garantir um assento no foguete do Bezos lá.

Virgin Galactic cobra $750 mil cada passagem, com vagas limitadas para ir para o espaço. Para marcas como a Prada e entre outras investirem nesse negócio é muito lucrativo, mesmo que com designs, ou seja, soluções úteis no campo científico espacial e com estética atraente, porque isso garante um bom mercado para merchan e investimento a longo prazo. Né, como se fala muito nesse meio de investimento espacial, faz sentido na cabeça deles esse tipo de plano, né.

Então imagina aí, vamos supor, a gente teve a Katy Perry indo para o espaço e voltando. O que garante a primeira atriz pisar na Lua, sabe? Sei lá, imagina a Zendaya pisando na Lua, e se ela fosse usando prata? Então isso sim é publicidade e propaganda. E finalizando aqui, como o autor Mitchell diz nas páginas 13 e 14 deste belíssimo livro: isso é um convite ao turista entediado e endinheirado para interpretar a comédia de um aventureiro planetário, um super-herói abastado que contempla a Terra com distância suficiente para não enxergar suas injustiças e suas tristezas.

Palavras do Mitchell, autor deste belíssimo livro, Ficção Científica Capitalista. Então, agradecimentos finais aqui, chegando ao fim do episódio. Espero que vocês tenham gostado desse formato. Dúvidas, ideias, comentários, correções, já sabem, chama lá no grupo ou deixa o comentário aí no Spotify, já que esse podcast é exclusivo para vocês, apoiadores espaciais da Missões do Planeta. Belezinha? Então, agradecimentos especiais ou espaciais para o Alessio Esteves, Ederson Pekka, Patrick Luan, Ivan Louro, Vinícius Telésio, Natália Palevanas, Massachi Noeita, Nanda Menice.

Eu vou ficando por aqui, preparar o episódio do capítulo 2, editar esse aqui. Um beijo e até a próxima!

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