Locadora do Trash - Filmes que envelheceram Mal #255
Neste episódio, revisitamos filmes de terror que não envelheceram tão bem assim. Clichês, efeitos, escolhas duvidosas e muita nostalgia entram na conversa!
- Buffy, a Caça-Vampiros (filme)· EntretenimentoBuffy Summers·Joss Whedon·Donald Sutherland·Christy Swanson·Luke Perry·Paul Reubens·Filmes que envelheceram mal
- Ebola Syndrome· SaudeFilmes de Hong Kong·Racismo e desrespeito cultural·Abuso sexual·Filmes cult
- Halloween (2007)· EntretenimentoJames Dobson·Rob Zombie·John Carpenter·Franquia Halloween·Filmes que envelheceram mal
- Rob Zombie e sua filmografia· EntretenimentoA Casa dos 1000 Corpos·Os Rejeitados pelo Diabo·As Bruxas de Salem·The Monsters·Fórmula repetitiva
- Crítica a Filmes Politicamente Corretos· EntretenimentoFilmes antigos vs. filmes atuais·Humor machista e preconceituoso·Cinema americano vs. cinema asiático
Olá, bem-vindo a mais um Locadora do Treche. Eu sou o João, eu sou a DNB, e muito bem, muito bem, muito bem, estamos de volta para mais um podcast aqui no Locadora do Treche. E dessa vez, né, a gente vai falar o quê, né? De filmes que envelheceram mal, né? Seja pela questão, pode ser pela questão dos efeitos também, né, efeito especial. Pode ser também pela questão do tema, né, que ficou datado e tal, né? Ou até, sei lá, por outros motivos aí, a gente vai falar um pouco sobre esses filmes, né, que envelheceram mal.
Beleza, então a gente só vai para parte dos recados e a gente já volta para trazer nossas impressões.
Olá pessoal, tudo bom? Bom, estamos na parte dos recados só para dizer para vocês as seguintes informações, né. Vocês podem encontrar o Locadora do Trecho tanto no Instagram quanto no Facebook, né, se tem alguém ainda que usa Facebook, que é o @terrormania666. E também estamos lançando no TikTok, vira e mexe a gente passa algumas informações de filmes, livros para vocês, no @terrormania42, tá. Então Instagram, Facebook é @terrormania666 e o TikTok @terrormania42, tá.
E caso vocês curtam, né, ouvir o Locadora do Trecho pelo Spotify, vocês também podem encontrar através da nossa bio onde vocês podem ouvir nós, né, seja no iTunes, Amazon Music, Deezer, né, todos esses lugares com certeza você vai encontrar o Locadora do Trecho. E aproveitando, já dá aquele 5 stars maneiro, né, para a gente estar sempre em alta e também, né, aparecer em lugares de destaques no final do ano, né, que ajuda a gente para caramba. Beleza, bom, pessoal, é isso. Vamos para o episódio então, que tá bem legal.
Pessoal, estamos de volta então. Só para ficar um pouco mais claro em relação ao tema, né, a gente vai citar, cada um vai trazer, né. Faz tempo que aliás a gente não faz isso de cada um trazer um filme e tal. A gente tava entrando muito em podcast tipo meio que temático e tal, né. E fazia tempo que a gente não trazia um filme em si, né, dentro do tema, né. Então, tipo assim, cada um vai defender, né, falar um pouco, melhor dizendo, né, falar um pouco do filme, a sinopse e tal e tal, e também dizer os motivos do porquê ele encaixou mal na opinião deles, né, do Kaique, da Dani e eu, né.
E aí a gente tem vários motivos e tal, pode ser que vocês discordem, né, mas é uma visão pessoal nossa, né. Então é isso, vamos lá então começar para o pessoal entender melhor. Kaique, puxa o seu aí, que filme você trouxe, de sinopse e também o motivo do porquê ele ser cancelado.
Ok, o filme que eu trouxe hoje é um filme que, assim como eu, nasceu na melhor data da história, que é 1992. É o Buffy, a Caça-Vampiros. Não confundir com a série. Até a série e o filme, eles são criados e dirigidos pelo mesmo homem, o antes aclamado e hoje rechaçado e cancelado Joss Whedon, que muitos vão conhecer como sendo o diretor dos dois primeiros filmes dos Vingadores. É que falar do que se trata a Buffy, a casa dos vampiros, é redundante, mas ok, porque o povo já conhece, ele já falou aqui, já trouxe, já teve episódio dedicado a Buffy. Mas basicamente eu ia falar da Buffy Summers, que é essa menina bem—
viu, Kaique, também o próprio nome já diz, né, do que é o personagem. O que que a gente vai assistir? Buffy, né? E Aquela Caça a Vampiros. Já fala, né? Já fala o que que vai ser.
Sim, é tipo, é tudo explicativo. Ele veio para nos ajudar e ele é o paizinho Buffy. Vai falar dessa menina, a Buffy Summers, que é uma patricinha, aquela menina bem, bem Elle Woods. É uma loirinha que gosta de— ela é uma mistura da Elle Woods com a— eu vou esquecer, eu esqueci o nome, mas a personagem, a protagonista de Patricinhas de Beverly Hills, ela é bem assim, bem patricinha, fofinha, gosta de rosa, gosta de— essas personagens que eu falei, elas ilustram muito.
É a Alicia Silverstone, né?
É, então, mas ela é o contrário da Alicia Silverstone.
Eu esqueci também, eu esqueci também. Só lembro do clipe da Igreja Aveia e só.
Nossa, é só pessoas mortas, é só pessoas que não tem mais relevância hoje em dia. Mas é mentira, né? Porque tem a Charlie XCX hoje que tá no auge. Mas é isso, a Bucky, ela é essa menininha, essa patricinha, acho que ela é um grande algodão doce. É uma menina fofa e delicada que também ela é líder de torcida, que do nada ela já tá tendo uns sonhos estranhos, uns sonhos que depois vamos descobrir que são de vidas passadas, onde ela está sendo constantemente morta.
E aí chega o Merrick, que é um cara bem tortuoso, um cara bem estranho. Que é interpretado pelo saudoso Donald Sutherland, que chega para ela e fala: Buffy, você é uma Slayer. Assim como Hagrid chega para o Harry, ele chega e avisa: minha filha, você é uma caça-vampiros, você vem dessa linhagem de Slayers que vão se— e é que nem o Avatar, você vai ressurgindo, você vai ressuscitando, e você tem a missão de manter esse equilíbrio entre o mundo humano e Vou aqui.
E assim, aquela jornada do herói no começo, ela fala: não, você tá louco, velho, você vaza daqui. Mas depois ela vê que ela tem habilidade, que ela tem uma das melhores cenas, é dele levando ela, ela entender, levando ela para o cemitério.
É muito boa.
Ela tá sentada lá achando que: meu Deus, eu tô aqui, eu tô idiota de estar aqui do nada. Um dos caras que tinha sido morto, ele ressurge, sai da cova, da sepultura, e vai ter o primeiro confronto com o vampiro. E eu me lembro desse despertar da Slayer, da Buffy. Então, o primeiro contato do pessoal com a personagem. Tanto que se você for assistir a série, a série ela não tem um episódio tipo primeira vez. Por quê? Porque o filme ele já serve como esse episódio zero, esse episódio onde a gente encontra a primeira vez a Akuma Buffy descobriu seus poderes, suas habilidades.
E tá, por que que esse filme mereceu mal? Primeiro, acho que eu vou começar do mais facinho para o mais pesado. Primeiro que a Buffy nesse filme ela é interpretada pela Christy Swanson, que ela, para quem gosta de terror, ela também fez aquele filme dirigido pelo Wes Craven, que ela é um robô. Qual que é o nome?
Ah, tá, é A Vingança de Samantha, alguma coisa assim, né?
É isso, A Vingança de Samantha.
Nossa, agora você nota, agora caiu, porra! Nossa, verdade, mas ela tá bem criança mesmo nesse filme, né?
É, a Kirstie, ela tem um rosto familiar. Eu lembro dela, acho que a primeira vez que eu a vi— não, mentira, primeira vez foi Buffy, mas depois eu lembro dela porque, né, já memorizei o rosto— como aparição no Curtindo a Vida Adoidado. Ela é uma das alunas na sala do Ferris. E ela também faz um filme, acho que o último filme dela que eu vi assim mais recente, que já é um filme velho, que é o Paizão, que ela faz a namorada do Adam Sandler e esnoba ele Ele é extremamente imaturo.
E aí a ideia dele, velho, que ela é ela, que no final o garoto, não sei se ele mija no sapato dela, joga alguma coisa nela, não sei, tipo, ela é completamente—
eu sempre, eu sempre trinco de, sempre dou risada quando o Adam Sandler fala, né, ah, você me trocou por esse velho lobo do mar, né. Sempre dou risada com a fala dele.
Esse filme era sempre um filme de Dia dos Pais quando a sessão da tarde ainda era boa. Hoje em dia, né, onde está?
Hoje em dia tá jogada, né, porra. Essa tia filmaço da hora.
É, e ela é essa pessoa que ela ficou muito famosa. Exagerei, mas ela tinha uma presença na década de 80 e 90 e depois ela já, tipo, ela se perdeu. E acho que um dos motivos que ela se perdeu é porque ela não tem carisma. Assim, você pega a Kris Krentcil, você vê a buff dela, é quase uma Regina George comparada com a buff da Sarah Michelle Gellar. Porque a Sarah Michelle Gellar é tipo a Elle Woods, é a loira que você gosta, é a girl next door, é a vizinha, é a garota bonitinha e popular, mas que ela é muito massa, ela é muito foda, sabe?
É aquela que dá o tom para as patricinhas. A Buffy da Kirsten Dunst é muito chata, ela é insuportável, ela demora pra tomar atitude, ela é uma pirralha muito, muito chata. E assim, eu sei que é o começo, a primeira vez, então essa transformação não é de uma hora pra outra, porém a presença da atriz também não ajuda, sabe? Então acho que ela foi escrita pra ser chata e o carisma da atriz que é nulo complementa. Então aí você já tem o ponto que você não se importa.
E aí tem um outro ponto que é: a Buffy tá lá no início, fosse a Buffy, só que o elenco de apoio é muito melhor. Porque você começa, já tem o Donald Tusk lá como Mestre, que é o professor da Buffy, ou que ajuda ela, que coloca ela no mundo dos slayers, que vai ensinar ela o que que são os vampiros e sobre toda a mitologia. Tá muito foda. Primeiro que eu adoro o The Crown e The Early Prince, e segundo que os personagens é muito da hora.
Você tem o Luke Perry como o interesse amoroso da Buffy. E eu tô vendo aqui eles falando que o nome é Oliver Pike, mas acho que ele não tem nada a ver com o personagem da série. Mas assim, enfim, não saberei, não pesquisei assim, mas conexões, mas ele também tá muito bem, ao ponto de ele ser o destaque. Eu não sei se já era época de barraco do baile, mas o Luke Perry, ele já, já. Ah, então é por isso, porque você tem uma protagonista que ninguém sabe porra nenhuma e você tem um Luke Perry.
Só que aí que é foda, porque o filme é Buffy e a Caça a Vampiros, então a protagonista devia ser a Buffy, mas não, ela perde todo o protagonismo. Você tem a Suzy Swank nos primeiros papéis da carreira dela, tipo, antes mesmo dela fazer Karate Kid 4. E ela tá bem assim, ela tá bem engraçada, ela é muito engraçada, ela é muito divertida, ela tem uma das cenas de morte mais icônicas mesmo, imemoráveis do filme. Você tem o David Arquette como um garoto bobo, idiota, antes do Zoom, fazendo vampiro, que simula até aquela cena clássica do Tarantino.
É bem legal, eu gosto muito da participação dele. Mas quem rouba a cena mesmo nesse filme é tanto o Paul Reubens, é o— esqueci qual que é o nome do personagem— o Pee-wee, que ele é o Pee-wee.
Ah, é verdade, ele tá no filme.
É, tá, ele faz aquela mais memorável do filme, que é quando o filme é muito incrível.
Kaique, ixi, acho que caiu a conexão dele. Deu uma escapulida.
Tô, é porque me ligaram agora.
O fã clube da Buffy já censurou o Kaique.
Voltou, voltou, voltou, voltei. Então, não, mas você tem o Rüdiger Hauer que tá como mestre do vírus, que tá foda, ele é excelente, ele dispensa apresentações, ele é assim, é uma figura muito presente no terror, no drama, na ficção científica. Então, cara, ele Ele tira o melhor do personagem. E a coisa que eu falo do porquê que envelheceu mal, porque o que eu tô assistindo não é Buffy, sabe? O que eu tô assistindo é um outro personagem completamente descaracterizado.
Personagem que você ama, personagem que você aprendeu a amar, não tá lá. E eu acho que envelheceu mal. Porque se você começa assistindo a série e aí você vai ver o filme, é muito decepcionante, é muito, é um downgrade muito grande. E fora que depois que você entende, é que quando você assiste o filme você vê que ele não foi feito para ter uma protagonista feminina. A protagonista feminina fica muito de escanteio. E quando você, né, hoje você sabendo tudo que toda a história, né, do George Liddell, você entende por quê.
Ele nunca foi esse feminista que ele sempre se autodeclarou, ele sempre foi um belo de um babaca assim. E quando você vê o filme da Buffy, porra, essa pessoa merecia mais. E aí talvez na série tivesse uma contribuição bem maior. Porque também depois que você vai ver os outros trabalhos do Joss Whedon, como os filmes dos Vingadores e o filme da Liga da Justiça, você entende que ele não mudou de quem ele era da Buffy para o que ele é nesses dois filmes.
Eu acho que na série da Buffy você tem uma personagem muito mais, muito melhor trabalhada, e eu acho que muito se deve não ao Joss Whedon, acho que se deve a uma outra combinação de fatores que Acho que é isso. Ele não é um filme problemático, ele é só um filme que quando você tem o material bruto da série, você vê que esse ele tá muito assim, tá muito lá embaixo. É um desperdício de premissas. Mas ele, aí o filme, eu acho o filme um pouco chato, mas aí é bom.
Entendi, entendi. É bem defendido, tem pontos interessantes mesmo que falou aí, foi ressaltando. Eu acho que também nessa questão do filme não ter dado certo, porque tinha um apoio de elenco, um elenco de apoio, melhor dizendo, né, muito bom, né. Você foi falando aí, fazia um tempo que eu não assistia o filme, para falar a verdade, né. E você foi falando aí, fui relembrando, e pô, é um elenco bom, cara, que tinha, né. Desde o cara fazia o Pee-wee Herman lá, né, o Dono do Santo e tal, né, elenco bom mesmo, né.
Pena que não foi para frente o elenco do filme, né, para série. Mas, né, fazer o quê?
Mas bem entendido, raramente filmes de séries são bons, né? Não sei, mas é muito difícil ter assim, quando fazem o filme de alguma série, nunca é tão bom quanto a série.
Só Firewalk with Me, porque aquele filme é do caralho.
Só esse.
De resto, eu também concordo.
Qual que é o filme?
Firewalk with Me.
Oxi, mas o que que tem a ver? Eu não entendi, desculpa.
Não, que a Dani falou que geralmente filmes baseados em séries não são bons. O Firewalk with Me eu tô achando do caralho. E os últimos dias de Sarah Palmer eu também acho muito foda, acho os dois filmes muito foda.
É, acho que depende muito do diretor, né? A gente tá falando David Lynch também, né? Não tem como, né?
É verdade, David Lynch com o Diogo Whedon aí é foda, né? Foi disso que eu falei.
Mas enfim, né? Mas eu entendo, isso é verdade, uma maioria de série, né, que virou filme e tal, vice-versa. Não é bom mesmo, né? Mas enfim, vamos lá então. Dani, fala o seu aí, que filme que você trouxe para gente e os motivos dele envelhecer tão mal.
Gente, foi difícil, né? Porque tem uma lista muito grande, mas ao mesmo tempo eu amo os filmes antigos. Mas de qualquer forma, eu escolhi o Halloween de 2007, que foi o Halloween que saiu ali da curva. Eu não lembro muito da recepção dele na época, não lembro se ele já era ruim na época, então, né, pode ser que esteja equivocada. Mas enfim, a gente teve ali mais um filme da série Halloween, né, tem inúmeros filmes. A gente já gravou podcast aqui falando sobre a franquia, mas esse foi dirigido pelo Rob zombie.
Por algum motivo, abrindo um grande parênteses aqui, por algum motivo o Rob Zombie estava muito em alta em certo momento do cinema de horror. E né, ele tava lançando, acho que muito no início ali dos anos 2000, né, ele tava muito ali no cinema de horror presente, muitas produções.
Ele lançou É, não, é que ele tinha, não sei se você ia falar isso, Dani, desculpe, mas é que ele tinha lançado, né, tipo, dois filmes que ficou muito hypado, né, que foi A Casa dos Meus Corpos e tal, e o Rejeitados pelo Diabo, né.
Não, ele era assim o nome do horror, né, nessa época. Então ele tava, tipo, ele tava lançando filme de sucesso, ele tava muito em alta, e aí, né, escolheram ele para lançar, para dirigir esse filme do Halloween em 2007. Mas o que acontece, que é uma coisa que acho que tanto na época ou, né, vendo agora a franquia como um todo, eu acho que ele tirou muito, ele descaracterizou muito o personagem do Michael Myers, porque a gente tinha já uma, a gente já teve filmes interiores ali meio que contando a origem de tudo, porque que eles se tornam serial killers e tudo mais.
E ele deu uma mudada ali nas origens dele, é uma coisa meio, ah, que ele teve problemas na infância. E aí também eu acho que tirou um pouco da— eu não sei, acho que descaracterizou muito o clima que tem em volta do filme. Então ficou um filme mais sujo, um filme mais, sei lá, exagerou. Acho que ele perdeu a mão um pouquinho na parte da violência assim, porque a gente gosta de ver, a gente é fã de terror, né? Então é legal a gente ver, né, essa coisa mais gória, essa coisa mais ali suja, entre aspas, mas só que É distoa do que, do que a franquia.
Eu acho que esse é o problema, tirou muito o que a franquia é, já parece outro filme.
Desculpa, desculpa até te interromper, mas eu acho que um dos problemas que temos com tanto Rob Zombie como David Gordon Green, né, que fez agora esse novo Halloween, essa trilogia horrorosa, né, do novo Halloween, Eu acho que muito foi questão de tipo tentar justificar o do porquê o cara é malvado, sabe? Esse do Rob Zombie, porra, é foda, porque o cara, por exemplo, moleque tem uma vida desgraçada, né? A mãe é stripper, o pai é um alcoólatra, a filha é mó vagabundinha, né?
Essas coisas, como quer mostrar pelo pelo filme, né? E pô, o moleque tem uma vida desgraçada, faz bullying na escola. Tem um moleque lá que traz um cartaz, né, da mãe estampada falando, ah, peitos grátis, não sei o quê, né? E joga o moleque pra bosta mesmo, né? Então tipo assim, é muito de tentar justificar do porquê ele é meio que quebrado assim, Michael Myers, tá ligado? Eu acho que muito que o John Carpenter fez foi tipo assim, não, o cara é presidente maluco do mal. E é isso, pronto, vamos, né? Vida que segue. Não, então pode retomar.
Acho que eles deram uma— aí, eles sabem assim quando humaniza demais o personagem. É o problema para mim desse filme, é que ele passa muito do ponto nas coisas, ele se passa muito. E aí, ao invés de ficar uma coisa assim Às vezes é bom, às vezes é bom entre aspas, obviamente, mas é bom não ter uma justificativa assim do porquê o personagem é assim. Às vezes ele só nasceu com esse gene do mal e pronto, entendeu? Não precisa criar um drama ali de novela e tudo mais.
Ele é ruim, ele é assim, ele é o demônio na terra, ele é do mal, e a gente tem que ter medo e a gente tem correr dele. Eu não quero ficar com dó dele. Esse não é Michael Myers. Aí o que acontece também é que os outros personagens são tão irritantes, são tão— ah, os outros personagens são tão péssimos assim, mal construídos, e não sei, eles chegam a ser meio arrogantes, eu não sei, que você nem torce para os pros personagens sobreviverem.
Tipo, você não— você começa a torcer pro Michael Myers, entendeu? Vira uma inversão total, total de valores. Então, para mim, ele já não era muito bom na época e ele só piora com o tempo, sabe? Acho que quando você pega para ver todos os filmes da franquia e, né, faz aquela maratona e tal, e vê esse filme. Acho que ele destoa muito do resto. Eu acho que ele é muito ruim. É um filme que para mim não devia ter sido feito. Acho que ele não acrescenta em nada, acho que ele não é muito bom.
E aí eu peguei ele, mas assim, acho que eu colocaria qualquer filme do Rob Zombie nessa lista. Eu acho que foi um meio que o delírio assim. Acho que os filmes dele envelheceram mal. É engraçado que na época época a gente achava até legal, né?
Não sei, mas eu acho que na época a gente se iludiu até.
É porque assim, eu cheguei a ver alguns outros filmes dele recentemente, aquela coisa assim, já lembra aquele filme e tal, vou rever. E eu não sei nem se seria— tem uns filmes que eu acho que não seriam nem lançados hoje, ou que você revendo assim é muito ruim, né? Não tô falando que tudo agora dele é horrível, não é, feito sucesso, mas tem uns assim que— A Casa dos Mil Corpos é um filme também que para mim envelheceu mal, se a gente fosse colocar na lista.
É, tem umas coisas mesmo nada a ver, né? Eu fui rever, é meio sem sentido, é o Assim, Rob Zombie é foda, cara. Eu gostei, achei assim, a primeira vez que eu assisti A Casa dos Meus Corpos, né, eu gostei, até falei bem e tal. Mesma coisa foi com Os Rejeitados do Diabo. Daí quando eu fui ver Halloween, né, o primeiro Halloween, eu falei, pô, dá para assistir e tal. Mas quando eu fui ver o segundo Ficou intragável, cara. Daí eu fui meio que descobrindo que o cara é meio que um farsante, né?
Porque ele faz a mesma, a mesma fórmula em todos os filmes dele, né? Mesmo todos os filmes dele tem a mulher dele, tem o jeito dela cedo, tipo aquela white flash, né? Aquele vilão com a família meio torta, não convencional, né? Então tipo meio que virou uma uma coisa assim meio que marca registrada deles, é uma picaretice, né? Porque é o mesmo tema em todos os filmes, todos os filmes são o mesmo tema. Então fui vendo que, pô, sabe, perdeu todo o prestígio dele, né?
Até quando eu tentei, acho que o único que eu gostei um pouco mais foi aquele As Bruxas de Salem, sabe? Que eu achei um pouco mais interessante e tal, que eu gostei mais, que lembrou um pouco o Argento Mas é o restante, cara, nossa, foda, cara, foda, pelo amor de Deus.
Não é, tem uma coisa ou outra que ainda se salva, mas tem coisas que a gente revê agora que você vê que envelhecer é o mal, né, já que é o tema ali do podcast. Tem coisas que eu acho que hoje em dia assim a gente revendo E acho que até... Eu acho que também tem a questão de que tem um excesso de filme de terror hoje em dia. Excesso de filme de modo geral. A gente vê muita coisa, assim. E tendo mais coisas pra comparar, a gente vê que nem era tão bom assim, né.
É aqueles filmes que é muito pela questão... Que nem você falou, ele usa muito uma fórmula. E tem muito essa questão, assim... Eu acho que ele exagera muito, sabe? É tipo uma coisa muito chocante. Mas às vezes é o choque pelo choque, não tem tanto sentido, a história não é tão boa, os personagens não são tão interessantes. Então assim, é filme que às vezes é melhor nem rever, deixa na lembrança. Porque eu achava que eu gostava, daí eu fui rever e hoje em dia eu já não gosto tanto. Na minha lembrança era ótimo, daí agora não é mais.
Quando a gente volta, vê que é uma bosta.
Tanto que assim, ele não lançou mais nada, né? Acho que o último filme dele foi— nossa, deve fazer o quê, uns 3, 4 anos que ele não lança nada?
Eu acho que mais, viu? Que eu não lembro de mais coisa dele.
Então Eu lembro que ele tinha lançado um filme para Netflix, não vi, que tinha tipo aqueles monstros clássicos.
Passou fora do meu radar mesmo, nem sabia. Pensei que o último que ele lançou foi As Bruxas de Salem.
Acho que era, cadê? É o The Monsters, se chama The Monsters, o filme. Ah, é porque não foi lançado aqui no Brasil.
Ah, tá, então só tá na Netflix americana.
Isso, mas era tipo com Frankenstein, Drácula, enfim, os monstros clássicos. E tipo, são várias histórias.
Nossa, se é o original Netflix, acho que os caras já viram que essa é uma pedrada mesmo, porque não lançou nem aqui na Netflix do Brasil, né? Que pega filme, sei lá, da Polônia, mas não pega filme do Rob Zombie.
Em 2022, ó, depois ele deu uma sumida aí do cinema. É, então acho que ele tá no auge dele ali. Não sei se vamos ver se ele vai voltar.
Entendi. Bom, vou falar o meu então. O meu é o Ebola Síndrome, que é um filme que eu queria já trazer em algum momento aqui no podcast, né? Porque na verdade eu sabia mais da fama dele do que assistir realmente, né, a história em si, né. Então eu sei que era controverso e tal, né, mas eu não cheguei a assistir ele de fato. E aí, né, como a gente sempre fala aqui no podcast, nós somos, como se diz, a gente sempre tá de olho, né.
Esqueci o nome da palavra, me desculpem, passei. Oportunista, oportunista, lembra? Nós somos oportunistas, né. Eu coloquei esse filme aqui na roda, ficava com pena, né, principalmente pelo viés do que fala o filme, né. Tipo, pô, a gente tem um filme de Hong Kong de 1996, a gente tem que ver, né, que o filme tem várias polêmicas, né, porque ele se chama Embola Síndrome. Não lembro se eu falei sobre isso, chama Embola Síndrome. E aí a gente tem, né, um cara que simplesmente é a pessoa mais nojenta do mundo, né, em todos os sentidos.
Porque o cara, tipo assim, é bem nojento, na verdade. Se masturba e usa a carne, sabe, para limpar. É isso que ele trabalha no restaurante. Ele, por exemplo, comete, né, ele tá traindo a esposa e tá pegando a mulher do chefe, né. E quando o cara descobre, ele mata toda a família do chefe dele, né? E aí ele sobe para África, né? Ficou um tempo na África do Sul e ele trabalha no restaurante chinês lá na África. E aí, né, ele é uma pessoa assim que parece, eu acredito que ele seja um estuprador em massa, né?
Porque ele não consegue ver uma mulher que ele vai atrás. E aí a gente ainda vai vendo alguns problemas relacionados a isso, né? Principalmente por conta desse tema, né, que, pô, né, foda isso daí. E também pela questão, né, do não respeito cultural, porque a todo momento, né, o cara é racista, né, com os africanos e tal. Ele, sabe, zomba da cultura da galera também, sabe, chama eles de animais, né. Então são tipo assim, é umas coisas assim fodas que a gente vê hoje em vários sentidos.
Quando eu assisti assim pela primeira vez, eu Eu sei, né, porque eu pesquisei isso já em outros lugares, que os filmes coreanos são um pouco diferentes do nosso, né. Tem alguns filmes aí, eu lembro que até a Dani trouxe um filme aqui também que acho que é Code Ficha, alguma coisa assim. Eu lembro que você comentou de um filme desse, né, que o cara é— é isso, né, Code Ficha o nome? O cara mata o— o cara mata acho que o dono, né, do restaurante, alguma coisa e tal.
E E daí, né, esse filme também, que são comédias desse lugar, que são um pouco bem esquisitas, né, em alguns momentos, mas é considerado comédia, né. Isso que você fica meio assim. Mas é interessante, sabe, como é contado, o ponto de vista de certas coisas. Até esse lance que o cara meio assim, ele se vê um pouco superior aos africanos e tal, só que quando ele encontra pessoas brancas, né, porque ele vai pra África do Sul, as pessoas brancas meio que, como posso dizer, meio que menosprezam ele por ser oriental, sabe, ser de Hong Kong e tal.
Então é foda porque você vê o racismo também em várias partes, né, e continua com essa coisa, né, um ser racista com o outro. Então achei interessante, né, o que para mim é errado bastante, esse lance, né, do abuso o cara faz as mulheres e tal, e também menos desprezar outras culturas, né. Então para mim acho que é um filme assim bem descartável. Talvez na época tenha sido algo, sabe, o buzz da coisa, porque é um tema assim estranho, né, para se trabalhar, mas acho que fez um certo sucesso na época e tal.
Eu sei que ele é um filme cult, né, somente para essa galera meio freak de terror, né, tipo a gente. Ele é um filme cult, né, mas em si é um filme muito mal, porque tem assuntos que realmente é foda de se tratar, sabe. Então é que não se cabe nem de brincadeira nem nada, né. Então é também pelo exagero que as cenas têm, né. Ah, vamos levar como comédia pelo exagero que a cena tem, né. Então mesmo assim é complicado ser um filme assim, nossa, que filmaça, né.
Então para mim envelheceu muito mal. É um filme descartável, cara? Tem um valor se você assistir, tipo, tirar por si que é um filme errado e tal, né? Mas eu acredito que não seja descartado nesse sentido. É meio que para ver como que era a época também numa região, por exemplo, não é um filme americano, é um filme de Hong Kong, né? Então é outro pegado, né? Mas é um filme interessante para se assistir. Bom, o Kaique falou mesmo que talvez caísse, né, a conexão dele.
Então ele nos abandonou aqui e ficou eu e Dani. Então quero, como ainda a gente tem meia hora de podcast, vou ter 33 minutos, queria perguntar para Dani se ela sabe mais algum filme, uma série, ou ela quer guardar para um outro episódio.
Nossa, agora eu fui pego! Você vê que o fã clube da Buffy não perdoa, derrubaram o Kaique aqui. Foi quase fortíssima. Gente, é porque assim, é difícil, né? Porque quando a gente pensa nos filmes que envelheceram mal, acho que muita coisa assim, às vezes ali do início dos anos 2000, muito filme dos anos 80. Mas eu não sei se envelheceu mal ou se só são outros tempos. A gente começa a entrar num debate filosófico. Porque o que acontece, às vezes é assim, ah, porque o filme tem piada machista, ah, porque o filme é preconceituoso, porque isso, porque aquilo, não seria lançado hoje em dia.
Só que será que às vezes não era isso que fazia os filmes serem bons? Porque hoje em dia os filmes estão tão corretos que também tá começando a ficar chato, né? Então eu não sei, então eu não sei, gente.
Você ficou, você tá falando que você ficou puta com o cara que comentou lá no post lá do Spotify do Terror Mania, no Luca da Tret, e falou que a gente é uma bancada de gente woke, progressista, por aí vai, né?
Ah, eu nem sei o que essas palavras significam, nem Nem sei o que é isso. Mas ele falou alguma coisa que a gente gostava de filme americano. Mas eu não tenho culpa se os filmes americanos de terror são bons, se eles fazem o terror acontecer, né. Os filmes asiáticos de terror são mais criativos?
São.
Mas, né, o cinema americano é o que faz a magia acontecer. Não adianta fugir disso.
É uma indústria, né? Não tem como.
É a indústria do cinema. Mas é isso, assim, agora de imediato não sei se eu consigo lembrar de algum filme que envelheceu mal. Tem que ir para a parte 2.
Entendi, entendi. É, eu também não lembro de mais algum, né? Na verdade tem alguns, mas eu vou guardar para a parte 2 então desse tema, que é bem interessante a gente discutir sobre isso. Mas então acho que é isso.
No nosso Instagram eu tinha até feito uma caixinha, inclusive quem quiser pode ir lá responder, tá lá no feed ainda. E aí tinham respondido que Jeepers Creepers envelheceu mal, mas não justificou por quê. Fiquei muito na dúvida. Então, Alan, que respondeu aí, se você puder nos explicar por que que Jeepers Creepers envelheceu mal. Conta para gente que a gente comenta aqui no próximo episódio.
Qual que é o filme?
Desculpa, olhos famintos.
Ah tá, pô, não, acho que não envelheceu mal, foi um filme bom, cara, não é bom, mas traga aí, ouvinte, traga aí porque o Creep Olhos Famintos envelheceu mal.
Eu, para mim, continua sendo um filme maravilhoso.
Eu também tô gostando, eu gosto bastante de você porque é intelectual, né? Mas enfim, tem mais gente que comentou?
Não, por enquanto é isso. Mas a caixinha tá lá no Instagram, então se vocês ouvirem aqui o episódio, lembrarem de mais algum filme, comentem lá com a gente que em breve faremos um parte 2 desse episódio.
Tá certo. Então é isso, pessoal, obrigado aí. Né, para quem ouviu até agora. Obrigado, Duda.
Eu que agradeço.
E, né, até a próxima, pessoal.
Tchau!