Episódios de Locadora do Trash

Locadora do Trash - Produções do Ryan Murphy #254

03 de agosto de 20261h34min
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Neste episódio, exploramos o universo de Ryan Murphy, relembrando suas produções mais marcantes e o impacto que elas tiveram no terror e na televisão.

Participantes neste episódio4
J

João

Host
A

Aninha do Chão

Co-host
D

Dani B

Co-host
C

Caíque

Convidado
Assuntos9
  • Produções de Ryan MurphyNip/Tuck·Fofocas e cultura popular·Histórias de terror·Pose·Dahmer - Monster: The Jeffrey Dahmer Story·American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace·The Build (Dead Ringers)
  • Jeffrey Dahmer· SociedadeTrue crime e Jeffrey Dahmer·Falta de ação do Estado e marginalização·Humanização de assassinos·Fetichização de corpos não-brancos·Jeffrey Dahmer
  • Direitos LGBTQIA+· SociedadePose e a crise da AIDS nos anos 80·Ballrooms e cultura ballroom·Críticas à fetichização por Ryan Murphy·Representatividade trans e não-branca
  • Histórias de terror· EntretenimentoInovação no gênero terror na TV·Casa dos Assassinatos do Machado·Asylum (2ª temporada)·Antologia por temporada·Casos reais como inspiração
  • Nip/TuckCirurgia plástica em Hollywood·Casos bizarros
  • American Crime Story: VersaceAssassinato de Gianni Versace·Andrew Cunanan·RPG de Várzea·Visual dos anos 90·Humanização do assassino
  • The Build (Dead Ringers)Crítica à ditadura da beleza·Vírus que transforma pessoas em supermodelos·Body horror·Sátira social·Evan Peters em papel duplo·Investimentos de Ashton Kutcher
  • PopularSérie de comédia adolescente·Inspiração para Rebelde·Humor ácido
  • Indústria de Hollywood· EntretenimentoPadrão de beleza e corpos irreais·Glamourização de assassinos·Representatividade e diversidade·Indústria de Hollywood
Transcrição119 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Olá, bem-vindo a mais um Loucador do Trash.

?Voz B

Eu sou o João, eu sou a Dani B, e eu sou a Aninha do Chão.

?Voz A

Boa! Bom, aproveitando, né, que saiu imagens aí, né, sobre o American Horror Story e tal, né, sucesso do Ryan Murphy, a gente decidiu falar, né, um pouco sobre as produções dele e tal, né, porque a gente, né, a gente tava conversando, falar Vamos falar da série do American Horror Story, só que tipo, a gente, são 13 temporadas, né, e a gente não assistiu tudo, né, porque quem aí acompanha o Ryan Murphy sabe que tipo assim, às vezes qualidade não é uma coisa que ele presta bastante, né, somente qualidade de roteiro, essas coisas, né, é uma coisa que ele preza bastante, né.

Mas, né, a gente trouxe então, né, a gente conversou e falou, ah, vamos trazer então as produções, né, que ele faz parte, que ele produz, que Showrunner e tal, né, somente, né, nas séries de TV. Antes eu lembro que bastante das produções dele passava na FX, né, e depois migrou para, acho que para Netflix e tal, se eu não me engano, porque muita coisa ele produziu para Netflix, né. Mas, né, antes de mais nada, vamos então para os nossos recadinhos e a gente já volta então para falar um pouco sobre as produções do Ryan Murphy.

?Voz C

Olá pessoal, tudo bom? Bom, estamos na parte dos recados só para dizer para vocês as seguintes informações, né? Vocês podem encontrar o Locadora do Trash tanto no Instagram quanto no Facebook, né? Se tem alguém ainda que usa Facebook, que é o @terormania666. E também estamos lançando no TikTok, vira e mexe a gente passa algumas informações de filmes, livros para vocês. No @terrormania42, tá? Então Instagram, Facebook é @terrormania666 e o TikTok é @terrormania42, tá?

E caso vocês curtam, né, ouvir o Locadora do Trash pelo Spotify, vocês também podem encontrar através da nossa bio onde vocês podem ouvir nós, né? Seja no iTunes, Amazon Music, Deezer, né? Todos esses lugares com certeza você vai encontrar o Locadora do Trânsito. E aproveitando, já dá aquele 5 stars maneiro, né, para a gente estar sempre em alta e também, né, aparecer em lugares de destaques no final do ano, né, que ajuda a gente para caramba. Beleza? Bom, pessoal, é isso. Vamos para o episódio então, que tá bem legal.

?Voz A

Bom, pessoal, estamos de volta então. A gente, como comentei, né, a introdução, a gente vai falar um pouco sobre as produções do Ryan Murphy, né. Ele começou nos anos 2000 trabalhando dentro da produção de séries e tal. Eu acho que um dos mais consagrados que ele trabalhou aqui foi o clássico Nick Tuck. Não sei se vocês lembram dessa série, né? Ela passava, eu lembro que passava muito na SBT, né? Que é a história de dois cirurgiões plásticos e tal, né?

Que tipo assim conta os casos de Hollywood e tal. Eu lembro que passava e também operações, né? Tipo que a pessoa que eu fazia e tal. Então eu lembro que passava muito no SBT e assistia. E porra, era um todo um dilema, né? Porque o cara que era o médico fodão, né, solteirão gostosão, né, que depois foi o Doutor Destino nos filmes do Quarteto Fantástico, né, dos anos 2000. E tinha outro Sócio dele, né, que era o médico tipo assim meio bunda mole e tal, que era casado com uma mulher que ela meio que tinha atração pelo sócio dele também, né.

E o filho dele era tudo fodido das ideias e tal. Porra, eu lembro uma cena que ele tentou fazer ele mesmo, fazer uma circuncisão nele mesmo. Então é, pô, é foda. Vocês assistiam Nip/Tuck? Dani tem cara que assistia Nip/Tuck.

?Voz D

Eu assistia muito, eu passava no SBT e passava. Acho passava à noite, de madrugada. Era uma coisa meio sombria, meio bizarra. Mas eu achava... Nossa, eu era fissurada, adorava a série. É uma série até que eu tava pensando em rever, porque faz muito tempo que eu assisti. Mas eu lembro que eu gostava bastante. Acho que tinha essa coisa de... Ai, ao mesmo tempo que eles estavam, tipo, não tinha essa coisa da beleza, né, deles estarem ali naquele lugar bonito, mas tinha aquelas histórias por trás.

E enfim, era uma coisa meio, era uma série meio bizarra, né? Sim, mas eu gostava bastante.

?Voz A

Era foda, né?

?Voz D

Sim, sim, sim.

?Voz A

E você, Caíque, você assistia?

?Voz B

Gente, eu vou agora dar meu testemunho porque assim Eu acompanhei esta, esta cacura desgraçada desde os anos 90. Eu estava com o Ryan Murphy quando ninguém mais estava. Isso aí, tipo, não era nem Nip/Tuck. Eu assisti Popular. Alguém assistiu Popular?

?Voz D

Popular foi, ó... Meu Deus, meu Deus, eu amo, eu amo! Ficou faltando isso aqui na lista. Na nossa pauta, gente. Popular é uma das melhores séries já feitas. Gente, amo! É que é uma série— pode falar, Kaique.

?Voz A

Nossa, eu nunca ouvi falar, eu nunca ouvi falar dessa série.

?Voz B

Eu ia falar de Popular, eu ia falar: ninguém conhece Popular, né? O Dani também estava lá, Dani também é uma das 5 pessoas que assistiram Popular. Que era eu, Dani, a mãe do Ryan Murphy, a mãe de uma das atrizes. E a quinta pessoa era ninguém mais, ninguém menos que um dos produtores de Rebel Way. Porque Popular, tipo, apesar do nome, não foi uma série popular. Só que ela foi muito importante e impactante pra cultura pop mundial.

Porque ela foi uma inspiração pra Rebel Way. Que para quem não sabe, Rebel Wave é novela argentina que depois foi adaptada para o México como Rebelde. Então você vê, o Ryan Murphy foi responsável por um dos grupos de cultura pop mais influentes, importantes do início dos anos 2000. Então tipo, você vê, né, a rota, a rota que Nossa, e tem a Leslie Bibi, cara.

?Voz A

Nossa, essa mulher é perfeita, cara. Nossa, eu não sabia que ela era casada com o São Roque. Ah, tem essa Sara Rue aqui. Nossa, faz anos que eu não vejo ela fazendo alguma coisa, cara. Mas nossa, até, pô, elenco é bom, hein? Nossa, surpreendeu.

?Voz D

Ela nunca tinha, ela parece meio Meio boba a princípio, né? Porque é uma série de... tipo, na escola. Aí o pai das meninas, né, os pais dessas meninas, enfim, se conhecem. Eles vão se casar e elas são obrigadas a serem irmãs e viverem juntas. Mas elas se odeiam. Só que é aquela série, assim, que tem aquele humor muito ácido, né. E ela toca vários temas. Polêmicos e diferentes para época. Tipo, é uma série muito boa, ela é muito— ela só foi lançada na época errada.

Se ela tivesse lançado, se tivesse sido lançada acho que uns 5 anos depois, ela teria feito mais sucesso, porque ela teve só 2 temporadas, né, depois é cancelada. Mas é maravilhosa.

?Voz A

Entendi, é o Freaks and Geeks Né? Enquanto vocês são do popular, eu sou do fix and geek.

?Voz B

Exatamente, essa época que o Ryan Murphy escrevia com a cabeça e não com pau, aí saía coisa boa.

?Voz A

É verdade, tem essa polêmica aí, né?

?Voz B

Mas enfim, a gente viu aqui, eu sou dessa época, aí depois eu vi Lipitaki, que assim, gente, me que fez a minha adolescência. Christian Troy, chama aquela marada assim, dois, dois assim, eles eram dois babacas, dois escrotos, mas assim, eles era meu, é por isso que a minha vida amorosa é uma merda, porque esses dois eram meu, meu, é a minha ideia, minha idealização de homem perfeito. É um completo bananão, idiota, e o outro que é um narcisista sociopata.

E eu amava, gente, eu amava. Terceira temporada de Meat Tank é assim, é minha vida. E que mostra que geralmente em séries boas a terceira temporada sempre é a melhor. E a terceira temporada Ai, gente, muito top, muito, muito top.

?Voz A

É, eu assisti assim ocasionalmente porque, como a Dani falou também, né, passava no SBT e tal, então era um mega fã, né. Assistia ocasionalmente assim, mas era bem legal mesmo. Bom, vale a pena a gente entrar assim dentro do tema, que no caso nosso é terror, né. Pra falar também, né, que o Ryan Murphy revolucionou a TV, né, principalmente pensando, ah não, você tá falando é muito e tal, né. Não, cara, se você for pensar, pô, 2011 não tinha muito o gênero do terror, né, assim, tipo vivo, né, que não aquele terror tipo, ah, é flerta com terror, né, não, tipo terror, terror mesmo, né.

A gente viu o Walking Dead que estreou em 2010, né, Mas aquele terror, tipo assim, de casa mal-assombrada, de coisas grotescas, slasher, essas coisas não tinha na TV. E Ryan Murphy trouxe isso na primeira temporada, que saiu em 2011. Eu lembro que, pô, foi um sucesso, explodiu, todo mundo falando bem e tal. Revigorou muito o gênero do terror na TV, né? Não é à toa que, sei lá, o idos base deve muito do que o Ryan Murphy fez, né, porque de misturar gêneros, né.

Então é dentro da série, então é bem legal isso como é uma influência também, né, que o Windows Day aí, quem não assistiu, assistam, porque é puta de uma série também foda, cara. Então tipo assim, eu lembro quando saiu em 2011, foi foda que tipo, pô, explodiu, né. E nisso eu entrei na esteira, outras produções, né, que ele fez, né, que na minha opinião é, sei lá, 20, 30, 40, sei lá, 1 bilhão de vezes melhor que American Horror Story.

Bom, mas vamos falar já da grande questão, né? Tipo assim, eu quero entrar um pouco dentro dessa questão da estética dele, né? Que acho que é assim, é bem— a gente precisa citar antes da gente entrar, né, no tema A gente precisa citar essa estética dele, né, que é bem gritante e tal. Acho que quando ele foi ganhando mais confiança, mais dentro de Hollywood e tal, né, ele foi colocando muito o dedo dele, né, dentro das coisas, né.

Principalmente essa questão de, como o Kaique falou assim, pensar com a cabeça, não com o pau, né. Porque tipo assim, você vê 20 séries dele, tem um gostosão, né, aparecendo e tal. Daí a gente vai atrás pra fazer quem que é aquele lá. Daí tipo assim, o crush que o Ryan Murphy tinha, né? Sei lá, então é bem isso. Então assim, eu acho que muito, sei lá, né? Tem que falar muito, né, que a questão do LGBTQIA+, né, que o Ryan Murphy trouxe, principalmente em séries assim, acho que pra mim, que eu sou hétero e tal, principalmente pra conhecer esse mundo.

Que é o Pose, né, que tipo assim traz toda essa questão da AIDS que era nos anos 80, começo dos 90, né, a questão daqueles dos ballrooms, né, que tinha e tal, né. Pô, muito maneiro, cara. Eu lembro quando eu assisti o Paris Is Burning e tal, falei, caramba, que foda, né. Aí você vê esse movimento acontecendo e tal, você acha foda, né, principalmente tipo assim quem gosta de música muita coisa, sei lá, tipo, é do rap americano e tal, né, veio dos baloons, né, que influencia, né, somente essa queda de paradigmas e tal, pô, é foda para caramba, cara.

Mas enfim, vamos falar um pouco aí sobre a estética do Ryan Murphy. Vamos começar com o Kaique. Kaique, o que que você acha aí para você? O que eu falei faz sentido ou você acha meio que nada a ver? Desculpa a demora, porque estão me ligando aqui. É isso aí, pessoal, é trabalhar, fazer podcast, é isso aí, essa é a realidade.

?Voz B

É difícil, mas é, chega uma idade que você tem que ter É mão de obra para tudo. Mas voltando, qual é a pergunta?

?Voz A

Não, eu ia perguntar se você acha que, tipo assim, o que o Raimert fez, principalmente para— deixa eu dar uma explicação, né? Mas, por exemplo, dentro da comunidade LGBTQIA+, você acha que é válido o que ele fez ou não? Então, você acha que a viagem é minha?

?Voz B

Não, eu não acho. Eu acho que o Raimert, ele é muito importante dentro da cultura LGBT por ter aberto esse espaço no mainstream para você trazer pautas relacionadas à comunidade. Então você tem personagens gays marcando aqui, você tem personagens lésbicas marcando aqui, personagens— Pose é um marco porque além de você ter uma comunidade trans, você tem toda uma representação trans na televisão, no horário nobre, você tem uma comunidade trans preta e latina.

Então esse é um núcleo muito pouco explorado e foi de extrema importância naquela época onde você tava discutindo pautas trans, você tava discutindo questões de representatividade preta, representatividade não branca dentro do movimento LGBT. Então, na mesma época que você teve Pose, você teve— deixa eu lembrar. Nossa, me fugiu o nome. Gente, eu amo filme, me fugiu agora o nome. Meu Deus, me fugiu, gente.

?Voz A

Eu não sei qual que é o filme, mas enfim.

?Voz B

Gente, do nada, né?

?Voz A

Qual? Brooklyn Beckham?

?Voz B

Não, esse aí não deu porra nenhuma. É o— ai, gente, caralho, tirou o Oscar daquela bosta de Lana Land, gente!

?Voz A

Ah, Moonlight!

?Voz B

Moonlight! Nossa, do nada, porra! Ai, eu não consigo, é muito, é muita, são várias tarefas, tô fazendo várias tarefas ao mesmo tempo, esqueço uma parte do HD. Então, tipo, você teve Moonlight, você teve Pose mais ou menos na mesma época. Então foi muito importante porque você ter esse tipo de representação que foi se tornando espaço conforme foi passando o tempo. Hoje a gente tá num cenário muito pequeno daquilo que a gente já alcançou 10 anos atrás.

Então ele foi muito importante, porém hoje ele tá sendo extremamente, como posso dizer, ele é muito, o Iron Man, ele é muito passível de crítica, porque hoje o modo como ele se põe, as situações dele se colocam pelo lado muito fetichista, pelo lado muito hiper mega sexualizando, principalmente é como existem situações que são eróticas, mas de um jeito que Chega a ser extremamente questionável. Que nem quando eu já falei da questão dos irmãos Melendez, que tipo você tem uma história extremamente pesada e você tem momentos onde ele tá, gente, assim, parece que o Ryan Murphy passou o óleo de bebê do Pudim nos atores e aí fala, vai lá, vai lá, tira a camisa e eu quero gravar você assim, eu quero gravar você matando seus pais.

Do jeito mais sexo possível, ou do Dahmer. E então, tipo, hoje falta muita representatividade, principalmente representatividade trans. Tanto que várias atrizes trans que trabalharam com o Ryan Murphy hoje são mega críticas do Ryan Murphy, falando que ele não trata essas atrizes com o devido respeito. Tanto que teve toda a polêmica do Pose, que ele matou uma das personagens Teve um fechamento extremamente problemático, mas isso aí é— eu tenho minhas—

?Voz A

sim, é que ela foi assassinada, né, quando tava fazendo um programa e tal, dela foi assassinada, né, esqueci o nome. Ela voltou naquele American Horror Story em 1984 também.

?Voz B

Isso, então pra mim eu acho que também eu que sou muito fã de Charles Burns, então eu sei que tem um porquê, Sabe, não foi assim tirado do nada, mas do jeito que ele mostrou, que ele colocou na série, pareceu bem do nada assim. Então tem esses atentados com a comunidade trans, tem umas questões de representação de corpos não brancos, que o Warhammer tem essa dificuldade extrema, e dessa hiper mega sexualização. Então parece que em vez de você tá trazendo uma representação mais, mais É uma apresentação legal, uma apresentação tipo que traga alguma coisa assim para série de importância.

Ele só foi para o lado da fetichização. Assim, quem acompanha o Armorph desde o começo, acompanha desde o pólvora, você sabe que ele tá tentando trazer pauta LGBT para série dele desde o começo. Sempre tenta enfiar alguma coisa e às vezes ele sempre tenta colocar uma coisa mais sexual. Só que depois que teve Carta Branca, meu filho, aí ele tá sexualizando até canibal, ele tá sexualizando até assassino parental, assim, sabe? Tá difícil, tá bem difícil, mas eu não vou retirar a importância que ele teve para a trajetória.

?Voz A

É, eu não sabia que— eu vi que nas últimas temporadas, somente no que ele foi para Netflix, né, simplesmente, né, morreu esse assunto, né, da questão, né, de trazer pessoas trans, né, pessoas negras e tal, latinas, né, para TV, né. Você comentou aí, né, de como que ele tratava mal, né, as pessoas trans. Tem até aquele episódio, né, do Pose, que até eu fiquei parando para pensar, né, tipo assim, como tem esse preconceito, né. Porque é uma cena que ela, a Ângela, né, que, pô, você quer a, esqueci o nome da atriz, acho que é Angel, Angel alguma coisa, nome da atriz, não, Bianca Rodrigues, Angel Evangelista é a Angel Morena, a Bianca Rodrigues que ela tenta entrar num bar, um bar queer, um bar gay mesmo, né.

E daí ela não é bem-vinda, né? Eu falei assim, pô, mas ela também é da comunidade aí, né? Mas é uma pessoa trans, né? Daí você vê que tem esse preconceito, né? Que as pessoas, sei lá, é tipo assim, gays mais padrões, né? Não aceitam pessoas tipo assim de outra bandeira assim, né? De outra, sei lá, questão de gênero. Questão, sei lá, de não ser padrão, né? Então acho que é bem assim discutida essa parte aí. Mas enfim, e você, Dani, o que que você acha?

Você assistiu Pose? Vamos aí, já falando de Pose então, vai que também. O que que você assistiu? Você acha que é uma série assim que abriu muita coisa para outras pessoas, ou você acha que, sei lá, o Ryan Murphy perdeu no caminho.

?Voz D

Eu não assisti, essa foi uma das séries dele que eu não assisti. Os dois, muita coisa, né? Nem tudo a gente consegue acompanhar, mas eu concordo. Acho que ele teve um, eu acho que ele tem um papel importante assim. Acho que ele trouxe muitas pautas, levantou muito essa bandeira. Ele, acho que Como é que eu posso dizer? Acho que ele conquistou um espaço para isso, né? Ele abriu um espaço para isso. Eu acho que esse é um papel super importante que ele tava fazendo quando ninguém tava fazendo.

E enfim, mas acho que realmente com o passar do tempo, não sei se foi por uma questão de fama ou das experiências de vida, que ele começou a ter que mudar o alteraram no trabalho dele. Mas hoje em dia eu concordo com o Kaique, assim, eu vejo que ele muitas vezes tem mais uma coisa de agora, hoje em dia, assim, você vê que é uma coisa assim muito de fetiche, de sexualizar, né? E antes ele tinha mais— se você for ver as séries mais antigas dele, você vê que ele abordava esse assunto de uma forma muito diferente e foi mudando passar do tempo.

Mas para mim é meio que também tipo, sabe assim, aquelas bandas de rock que quando elas são, quando elas são, quando elas não estão famosas, elas fazem músicas muito boas e muito com letras super profundas. Só que aí o cara, tipo, o cara fica, aí ele sai daquela vida depressiva, ele sai daquela pobreza, então ele não consegue mais fazer aquele tipo de música. Eu sinto que o My Murphy aconteceu muito isso, assim. Ele talvez tinha uma vida, uma experiência diferente no início da carreira.

Mas hoje em dia, assim, acho que ele é muito famoso, ele é muito... Nossa, ele é um dos grandes... Acho que ele é um dos grandes produtores que a gente tem agora, né, de série, enfim. Então acho que ele vive outra realidade, e acho que isso altera muito o trabalho dele. Acho que perdeu um pouco aquela profundidade, sabe?

?Voz A

Entendi, entendi. Faz sentido o que você falou e concordo com você. É foda, cara, quando a pessoa sobe muito a cabeça e tal, né? Se acha, pô, sou inovador, né? Sou Einstein da música. Né? Pô, você se perde muito, né? Se faz, se perde muito, né? Deixa o ego falar e não vai para baixo, né? Mas tem razão, tem razão.

?Voz B

Outra coisa, tem uma descrição que uma drag que eu amo, que é Dakota Monteiro, ela falou do Ryan Murphy, que para mim assim, que eu não sabia como colocar o Ryan Murphy eu fiquei sem palavras. Mas aí depois que ela falou, eu, nossa, falei, gente, é isso mesmo, tipo, é isso, é bem essa representação. Ela fala assim, Ryan Murphy é aquela pessoa que chega no barzinho, enche a cara, mas tipo, toma todas, toma todas. E aí do nada ela chega na roda e fala, porra, mano, eu tive uma ideia aqui muito foda para um programa, para uma série.

E aí dá toda a ideia. Aí no dia seguinte Tipo, e a ideia aprovada. Aí no dia seguinte, que já tá sóbrio, e aí tem que pôr a ideia em produção, ele já não sabe mais como seguir, ele já esquece qual que era o princípio daquela ideia. Então é aquela coisa, o Raimundo, ele sempre tem umas ideias muito fodas, umas, não é sinopse, mas é um O cerne do projeto dele é muito incrível, mas ele não sabe seguir, sabe? Tipo, depois que já é estabelecido todo o mote da série, ele não consegue desenvolver.

E aí, meu filho, quando a gente começar a falar de American Horror Story, aí você vai ver que o negócio desembola muito, muito mesmo.

?Voz A

É verdade mesmo, é verdade, não tem nem que discutir. Aí eu acho que é isso, né? Falou, caralho, o que que aconteceu, né? Que ideia é essa que eu pensei no momento aqui, né? Perfeito, perfeito. Mas vamos falar então dessa grande produção, né, que é o American Horror Story, né? Eu acho que a gente pode falar um pouco assim, né, um pouco da primeira temporada. Eu acho que vale muito a pena, né? E depois a gente comenta, né, as nossas temporadas favoritas, pode ser?

Bom, o American Horror Story: Asylum, né, saiu em 2011, como eu falei para vocês, né, trouxe também um elenco que ele trabalha com frequência, né, nas produções dele: Astra Paulson, Evan Peters, né. A Jéssica Lange. Eu acho que mais esses, né, que eu acho que a gente queria trabalhar com mais frequência, né. E aqui a gente tem, né, a história de uma casa mal-assombrada, né, que como eu falei para vocês é inovador, né, por conta disso.

E ah não, perdão, o Asylum é a segunda temporada, né, tô viajando. É a primeira temporada que é o, é só American Horror Story, né, a primeira temporada. A primeira temporada tem uma Monoi House, boa, boa. Eu pensei que era só uma normal, né? É que eu tava vendo aqui que tem uma pauta, me confundiu algumas coisas. Mas enfim, a primeira temporada, né, tem esses atores que eu comentei com vocês. Outra que ele trabalha com frequência é Emma Roberts também, que eu tô vendo aqui, a Lily Rabe, né, a Thaísa Farmiga e tal.

Mas a primeira temporada eu achei muito boa, né, principalmente por esse nome, né, de Motherhouse e tal. E traz uma coisa, uma trama também bem, né, tipo assim, fora da caixinha, né. A gente tem uma família, né, que compra uma casa tipo que foi alvo, né, de um assassinato e tal. Só que é uma casa assim com uma coisa muito pesada em volta e tal, que vários assassinatos aconteceram lá dentro e tal. Então tinha uma vibe muito, muito foda, né?

Tipo, foda que eu falo de coisa ruim, né? E daí, né, essa família se muda para lá e aos poucos nessa casa começa a se manifestar coisas muito ruins, né? Muito ruins aí para todo mundo, né? Então foi, pô, é foda, cara. A trama total, né, da série é muito foda. Bom, Dani, eu lembro que a gente comentou um bons tempos atrás sobre, sobre a American Horror Story e tal, né, o Murder House. Você lembra a época quando você assistiu? Você assistiu na época ou você assistiu mais recentemente e tal, ou você nunca viu?

?Voz D

Não, eu assisti na época, né. Eu tava assim super fã de Ryan Murphy. Gente, para quem não sabe, eu também era muito fã de Glee. Glee é uma série que mudou minha vida, mas não vai entrar na pauta porque não é terror, né?

?Voz A

Também, né? Porra, verdade, esquecida, né?

?Voz D

Séries que eu mais amo na vida. Então assim, eu tava, eu tava totalmente fã do Ryan Murphy, assim, tudo que ele fazia eu queria assistir. Então óbvio que ainda mais ele fazendo uma série de terror, né? Fui acompanhar. Elenco maravilhoso também, né. Acho que é um... Ele conseguiu reunir, assim, um elenco muito bom. Acho que ele tava com uma reputação incrível. E eu gosto bastante dessa primeira temporada. Acho que pra mim é uma das melhores, assim, em questão de...

Em questão não só de série, mas eu acho que de série de terror. Eu acho que a gente não tem séries de terror tão boas, assim. Tão bem produzidas. Então, para mim, essa é uma série muito fora da curva. E eu acho que ela abriu caminhos para todas as séries de terror que vieram a seguir, né? Que hoje em dia a gente tem muita série de terror, mas na época a gente não tinha. Na época, assim, acho que não tinha nenhuma em alta, não tinha nada assim muito.

Depois que veio, né, as primeiras temporadas, que aí deu uma ressuscitada no gênero, acho que abriu caminhos anos para a gente poder ver séries de terror super bem produzidas novamente. E eu gosto, a gente, o nosso episódio anterior a esse é sobre clichês do terror, e essa série começa muito com clichê, que é essa questão da casa mal-assombrada, mas é um clichê muito bem trabalhado. Acho que a questão da casa também acaba acaba ficando, nem acaba se tornando tanto principal assim.

Acho que os personagens são muito interessantes, as situações vão acontecendo, são muito interessantes. E acho que é uma curiosidade, é que alguns crimes que acontecem nessa temporada são inspirados em casos reais, né. Acho que o mais famoso que aparece na temporada é aquele do tiroteio de Columbine, né, aquela imagem. Se você pesquisar para American Horror Story, é uma das imagens que vai aparecer, né, que é do Tate com o rosto todo pintado e tal, na escola, que ficou, virou a imagem ali da série da primeira temporada, que é muito boa.

Também tem aqui o massacre das enfermeiras, né, que acho que é no segundo episódio, no terceiro episódio, que também é inspirado base num crime real, que é de um cara que matou essas estudantes de enfermagem lá nos anos 60. Então ele pegou e conseguiu misturar assim a ficção com crimes que aconteceram no mundo real, né? Então ele conseguiu misturar esses dois mundos, né, de uma coisa fictícia contra o crime, que eu acho que deu muito certo assim. Eu acho, eu acho a primeira temporada, o que que tá?

?Voz A

É, eu acho que assim, uma coisa que você falou, né, as séries e tal, né, tinham outras séries, né, tinha outra série de terror e tal, só que não eram tão populares como se tornou, né, o American Horror Story e tal, né.

?Voz D

Não tinha Acabei não falando tão certo, mas eu quis dizer no sentido de que não tinha série de horror no mainstream, você sair da bolha. Sim, sim, porque é o tipo de série que mesmo quem não é fã de terror assistiu, nem que seja uma temporada, nem que seja um episódio, nem que seja um vídeo no TikTok, mas ela saiu da bolha. Ela é uma série que é super popular, que todo mundo conhece. A gente tem séries de terror, a gente tem outras séries de terror, tinha outras séries na época, mas não eram produções tão grandes, não eram produções tão famosas, acho que mundialmente, né?

Um elenco de peso assim, sabe? Grandes nomes. Acho que nesse sentido assim é uma série que furou muito a bolha.

?Voz A

É uma Uma coisa que também acho que foi inovadora foi a questão de ser antologias, né? Porque tipo assim, se você não pesquisou um pouco mais sobre essa série, né, tipo como era meu caso, né, quando começa a segunda temporada eu vi que mudou o nome, né, que era o Asylum, e só que eu pensei que era tipo assim, sei lá, uma continuação com os mesmos personagens. Sobre outra coisa, né, envolvendo a casa e tal. Daí eu vi, falei, pô, uma outra história.

Beleza, tem os mesmos atores, né, mas é com os mesmos outros personagens que eles vão interpretar outra história e tal, né.

?Voz D

Então acho que essa questão da antologia foi muito boa também, né, é muito diferente do que a gente tá acostumado. Porque a gente tem até séries que funcionam nesse modelo, mas não usando o mesmo elenco. E eu acho que isso é divertido, assim, você consegue desapegar, acho que, dos personagens, né? E tipo, você vê também a versatilidade dos atores. Tipo, você vê que os atores são muito bons, porque você já esquece o que ele fez na temporada passada.

Aí você já mergulha naquela história. E outra curiosidade também, dizem que essa série é dividida assim, né, dessa forma, porque ela foi inspirada naqueles, nos 9 círculos do inferno de Dante.

?Voz A

Caramba!

?Voz D

Que aí tem, eu não sei, né, se já leram lá a Divina Comédia. E aí, enfim, eles têm tipo vários, é como se fossem vários estágios, né? Tipo, tem o limbo, luxúria, ira.

?Voz A

Ele é acompanhado por um cara que é chamado de Virgílio, né, que vai fazendo toda essa peregrinação com, esqueci o nome do cara e tal. Daí eles vão passando por todos esses ciclos do inferno também, né? Quem aí gosta também de filme japonês, tem um que chama Jigoku, que é uma produção de terror também que é inspirada nesse, no Ciclo dos Infernos do Dante, que é muito boa também, terror clássico japonês aí, vale a pena. Mas continue aí, Dani, desculpa interromper.

?Voz D

Não, então aí tem essa curiosidade também, né, que aí também acaba fazendo mais sentido ainda ter uma antologia e se passar em épocas e lugares diferentes, mas, e sempre com tema diferente, mas ao mesmo tempo tudo acabar se completando.

?Voz A

É uma coisa também que quero ressaltar aqui com vocês, né, que eu acho que funcionou bastante as temporadas porque eles trouxeram muito, muitos atores, né, que já fizeram sucesso, tipo assim, filmes da adolescência, né? Tipo aquele Wes Bentley, né, que fez o moleque esquisito do Blade americano e tal. Ele tá na série, né? A Chloe Sevigny também, né, que quem acompanhou ela só em alguns filmes, né, tipo Kids e tal, né, que ela tá bem jovem.

Daí aqui ela tá mais, né, com essa idade, né, mais experiente e tal, né? Então ela tá aqui, né, tipo Ele trouxe nessa última temporada, né, a Kim Kardashian também, que ficou até uma curiosidade para ver ela coreana, né. Trouxe uma Kaley Cuoco também para as temporadas. Então ele tem essa coisa, né, de trazer atores, né, que fizeram sucesso, estouraram muito nos anos 90, 2000, né, depois sumiram. Ele traz novamente, né, para interpretar, ou até tipo como uma forma de curiosidade, né?

Tipo a Lady Gaga, né? Quando ela interpretou aqueles personagens esquisitos lá no American Horror Story, todo mundo ficava, né? Eu fui um desses, né? E quando assistiu American Horror Story, aquele arque lá, né? Eu vi muito pela questão da Lady Gaga, né? Eu queria ver ela pulando e tal. Então é foda, cara, é foda. Mas e você, Kaique? Você concorda que a gente falou? Você acha que American Horror Story Foi uma série descartável ou você acompanhou na época? Fala aí pra gente.

?Voz B

Ah, eu acompanhei, eu acompanhei desde o começo, abandonei no meio porque também, gente, eu tenho, né, tem mais coisa para fazer, tem roupa para lavar, tem coisa para estudar. Depois eu voltei E deixei de acompanhar de novo, porque assim, a primeira temporada foi um marco. Eu lembro que eu também, eu era fã de Glee, eu era muito, eu era muito, eu nem sei qual que é o nome do fandom de Glee, mas eu assistia bastante. E durante a temporada de Glee eles anunciavam essa nova série do Ryan Murphy que era de terror.

Tinha a Jessica Lange. Então me chamou atenção, eu fui assistir, gostei bastante. Mas agora ouvindo vocês falarem, eu percebi que eu não terminei a primeira temporada, que tudo que eu sei que aconteceu na primeira temporada é porque isso vai refletir na décima temporada que eu assisti. Então eu não terminei assim. Quando eu soube que aconteceu com o personagem da Thaís Farmiga, eu fiquei chocado. Mas é que a gente vai falar ainda das temporadas, mas eu vi a primeira, a segunda foi algo assim, foi um evento que eu via com meu amigo, eu ia para casa dele de tarde, a gente baixava legalmente o episódio e a gente assistia assim, era uma coisa que a gente via muito no looping, era a gente assistia um episódio Tinha outro disponível, já assistia já colado no outro.

?Voz A

Já era, já era tipo, você desbloqueou uma memória minha de baixar episódios. Nossa, eu tava no Mega Upload, eu tava nesses lugares aí, né? Baixava coisa pelo Orkut, baixava legalmente. Federal. Nossa, eu lembro que eu tentei, pô, a gente se movia, né, naquela época. Eu lembro que quando saiu aquele Pagando Bem Que Mal Tem, né, eu queria muito assistir, né, aquele filme do Kevin Smith com Seth Rogen, que é muito assistido. Aí saiu o filme, só que não saía legenda.

Eu lembro que eu tava pesquisando como que faz legenda para filme. Já tentei fazer, deu certo, mas tipo, deu certo os 10 primeiros minutos, depois deu tudo errado, né? Porra, eu percebi os trabalhadores anônimos aí, salvadores do Brasil, que são os motoboys e as galeras, né, que fazem as legendas dos filmes. Os grandes heróis do Brasil são essa galera aí. Mas continue, Peque, desculpa interromper.

?Voz B

Não, imagina. Não, mas é assim, eu, né, que via legalmente, a gente via, eu e minha amiga, a gente via muitos episódios de Dragon Ball, como tinha vários disponíveis. E tinha bastante disponível porque a gente via a segunda temporada, não foi em tempo real, foi tipo, já tava, já tinha saído e a gente baixava e assistia. A gente fez a mesma coisa com a terceira temporada, que aí foi Assim, né? Gente, a terceira temporada foi um outro evento, uma coisa...

Foi algo assim... Foi para as gays. A terceira temporada foi para as gays. Você achava que a primeira e a segunda tinha sido LGBT o suficiente, né? Que você não via a terceira. A terceira foi para as gays mais até do que aquela, que acho que é a nona ou a décima primeira, que se passa É tipo aquele filme Parceiros da Noite, e que tem isso também, gente. Cada temporada de American Horror Story é uma chupinhada de algum filme clássico que o horror assistiu quando era adolescente e gostou.

Então esse terceiro é muito— ai, a terceira temporada é algo assim fora do comum, né?

?Voz A

Porra, é foda mesmo.

?Voz B

Eu até tava assistindo, não tava não, faz um tempo que eu assisti a review do Trecheira Violenta do Colvin. E muitos pontos que eu não tinha pensado na época agora fazem muito sentido de como o Ryan Murphy trabalha mal, porcamente, personagens não brancos. Então é bem zoado como ele faz isso. E eu não tinha essa memória, na minha memória Colvin era perfeito, mas não. Bem, bem zoado. E depois o quarto, que é o hotel com a Lady Gaga, eu assisti no começo, mas depois assim, acho que tava muito— como cada temporada é um filme, essa quarta temporada era Fome de Viver.

E assim, eu gosto muito de Fome de Viver e não tava me descendo assim, porque parece um Fome de Viver à Lara Murphy. Então o começo é bom, mas depois vai perdendo a qualidade. Então foi aí que eu abandonei, não assisti. O Hotel foi a quinta, a quarta temporada foi do Circo, Freak Show. Freak Show assisti, mas parei na metade. O Hotel eu parei antes mesmo da metade, aí depois o resto eu fui me perdendo. Só fui voltar na décima temporada, que é do Apocalipse, porque as bruxonas iam voltar.

Então eu voltei a assistir, foi o que teve na época. Gostei, gostando, não gostando, foi o que teve. Então assisti até o final. E agora que vai voltar com As Bruxonas, porque Ryan Murphy sabe que As Bruxonas é a melhor coisa que ele já fez. Ele não fez coisa decente depois dela, nem a Lady Gaga superou As Bruxonas. E talvez eu vou assistir, né, porque a Suprema está de volta. E é isso, eu acho que é uma série que tá muito tempo no ar, teve até Teve até o spin-off que é o American Horror Stories, que eu não assisti, mas falaram muito bem, que é mais pesado até que a série original.

?Voz A

E aí, qual série? Desculpa, qual série? Qual?

?Voz B

American Horror Stories.

?Voz A

Nossa! Ah, o primeiro, o Murder House, você viu?

?Voz B

É American Horror Stories. Stories, não é Story, é Stories, é no plural, que aí é, ele é uma antologia, mas uma antologia de por episódio. Então cada episódio parece que é diferente do outro.

?Voz A

Ah, tá, eu não conhecia isso daí, foda, hein?

?Voz D

É tipo aqueles filminhos japoneses, tem várias historinhas, é meio isso.

?Voz A

Essas aí a gente, eu acompanhei, eu acompanhei, tem umas Acho que na Netflix ou na Amazon, sim, que também é bem legal, bem legal. Ou a série do Grito também, que é pesada para caramba. Eu gostei da série também, tem essa temática aí. Mas enfim, bom, vamos então comentar aqui, né? Eu acho que a gente pode falar também, né, do que ele fez para Netflix, né, principalmente as séries Monsters, né, que a gente comentou aqui algumas e tal, né?

A gente trouxe como recomendações. Eu acho que uma do que eu mais gosto, principalmente porque saiu na pandemia, né? Então a gente assistiu, né, querendo ou não, né, tipo tudo que a Netflix lançava e tal, né? E a gente tava em casa, né? E aí a gente, né, ficou surpreendido com essa história, né? Tipo assim, quem é fã de terror, já conhece o Jeffrey Dahmer e tal, né, que ele fez e tal, né, até alguns filmes antigos. Que é fã daquele filme, também, né, que ela fala, né, na música lá do que ela tá, que ela é uma farofa, uma rainha, né, Dark Horse, né, do melhor filme nacional de É, numa academia que eu vou, o técnico lá, né, que passa exercício, ele só coloca música pop e tal, né.

Daí direto toca Taylor Swift, é, né, Katy Perry, essas coisas. Aí você ficou ouvindo, você conhece, né. Mas enfim, e pô, essa série aqui foi uma série boa, né. Foda para caramba, cara. Ele não economizou no gore, né, até por ser uma série da Netflix e tal, né, ele não economizou no gore. E também por ser, né, do Ryan Murphy, que é um ator ali com diretor ligado, né, essa coisa teen e tal, né. Aqui ele faz uma temática bem adulta, né, do que ele fez, do que ele passou, da questão, sei lá, pais fossem mais, né, presentes na vida do filho, será que realmente iria acontecer isso, né?

Então a questão, por exemplo, do preconceito que o Kaique falou, né? Porque quem faz a denúncia, né, é a vizinha dele, só que ela é negra, né, e ninguém acredita nela. E só quando realmente acontece, né, um assassinato que foge, né, desse esse olhar mais negro periférico dentro dos Estados Unidos, toda mídia vê que, tipo, porra, temos um monstro aqui, né? E essa série é muito bem trabalhada dentro desse aspecto, né? E o Evan Peters, cara, que ator, cara, que ator!

Aqui você fala ator, né, para ele. E, cara, foda, foda demais, foda demais. Começar com a Kaique. Kaique, você assistiu essa série? O que que você achou?

?Voz B

Sim, assisti, assisti com muita— tava muito ansioso porque, primeiro, bom, eu amo true crime e Jeffrey Dahmer é uma dessas personalidades que você conhece antes mesmo de você adentrar no mundo do true crime, porque ele foi notório assassino serial, ele Ted Bundy, o Johnny Gacy. Você tem esse grupinho de assassinos que ficaram marcados na história. Então ele já é bem conhecido, particularmente porque me envolve, interessa muito, porque era um assassino gay que o público-alvo era um homens gays e homens gays não brancos.

Então, sua grande maioria eram pessoas, eram homens gays pretos e latinos e asiáticos. Então isso me interessa, tipo, tinha um dobro de interesse, porque basicamente eu estou dentro desse alvo, dessa população. Então esses casos, homens de população preta, população LGBT, ou quando tem um anjo dos dois, assim, me interessa muito. E segundo, porque a crítica tava focando muito nessa questão mais do grotesco, da violência, da temática.

Não só a temática já ser bem forte, mas as cenas, o texto já também transmitem, né? Tipo, Eles agregam nessa questão. E aí eu fui assistir, e aí quando eu terminei, tem pontos positivos e pontos negativos. Acho que os pontos positivos são essa visão de que, primeiro, ele matava pessoas pretas fora a questão da fetichização de corpos pretos, Também por uma questão que é muito grave, muito mais grave, que é a falta de ação do Estado.

Assim, você mata aquela população, é que nem psicopatas que matam preferencialmente profissionais do sexo. Porque você mata aquela população porque você sabe que ninguém vai investigar. A polícia não tá nem aí se morreu, se sumiu, se foi violentado. Polícia nem se preocupa, ela não vai atrás.

?Voz A

Então uma parcela da população, eles acham até melhor.

?Voz B

Sim, é uma parcela da população extremamente marginalizada que você sabe que o Estado, que você sabe que as autoridades elas não vão investigar. Então você tem, você pode perceber que para quem gosta de true crime tem um padrão muito forte de assassinos que tem uma uma longa carreira, assim, tem anos, décadas de atuação, geralmente são assassinos que atuam atacando uma margem, uma parcela marginalizada da sociedade. Por quê? Porque não tem investigação, ninguém vai atrás, ninguém vai apurar.

Então é muito mais fácil. E eu gostei que a série tocou nesse ponto de você entender Essa atuação dele, você entender, ter a personagem da vizinha que foi muito importante para personificar toda aquela situação de exclusão. Um dos episódios, eu acho que é o episódio com maior nota no IMDb, é o episódio de uma das vítimas, que é episódio que tira o foco do assassino e foca na vítima, que é do episódio do cara que é no surdo mudo.

Acho que a assistente só muda, não surdo. Esse episódio é muito bom, cara, muito bom mesmo, muito bom, porque você entende o lado da vítima e o de uma das vítimas. Eu não sei, é que o episódio dá a entender que foi muito importante para o Tamer porque eles tiveram um relacionamento, sei lá o quê, mas não sei se foi uma romantização do Ryan Murphy, mas foi muito legal você ver esse outro para o lado dessa pessoa.

?Voz A

Foi uma romantização dele, porque eu vi na época, nunca aconteceu isso. Esse personagem acho que nunca existiu dentro da vida do Dumber e foi inventado. Mas pô, palmas aí para o Ray Murphy de criar isso aí.

?Voz D

Ele existiu?

?Voz B

Tem até foto dele?

?Voz A

Tem. É ele que não existe? Pelo que não existiu, será que Será que todos? Eu lembro que eu vi na época que tinha um personagem, aquilo que existiu, que ele que inventou o Ryan Murphy. Não sabia disso, sei que era esse. Ah, então, pô, então foda, cara, porque esse existiu.

?Voz B

Eu não sei se teve essa relação afetiva com o Dahmer a ponto de tipo ele se apaixonar pelo Dahmer e tal, mas eu, gente, não tô louco. Que eu vi a foto, é que, né, na época da IA tudo pode ser.

?Voz A

Eu acho que é, eu acho que é realmente isso, eu acho que é realmente isso, acho que ele existiu e tal, só que eu realmente não liguei a imagem dele. Pode ser mesmo, pode ser mesmo. Mas boa, continue.

?Voz B

Então eu gosto disso, eu gosto da A violência pra mim nunca foi um ponto... Eu gosto de terror, né? Então a violência nunca foi um ponto que me desagradou. Acho que ao contrário, acho que histórias desse tipo, elas não têm como escapar da violência, não tem como escapar da brutalidade. Mas o ponto negativo é, mais uma vez, é a fetichização do Warren Murphy. Não só nesses contextos...

?Voz A

Desculpa, Kaique, desculpa te interromper. Ele existiu, ele existiu mesmo, foi ele mesmo, existiu. E o cara que interpreta ele é surdo-mudo mesmo, o cara é atleta.

?Voz B

Nossa, que maravilha! Tipo, casou assim, porque o cara, além de tudo, é parecidíssimo com a vida dele. Então, eu acho que a questão não só a fetichização desses corpos não brancos É porque, pô, cara, já morreu de uma maneira extremamente violenta, extremamente brutal, e ainda tem essa sexualização do corpo dele. Assim, eu acho desrespeitoso. E outra coisa é você não apenas sensualizar, mas humanizar o Jeffrey Dahmer. Assim, é uma coisa que até o Trecheiro Violeta trouxe, é que ele tem esse hábito muito de humanizar assassinos seriais e pessoas completamente não defensáveis.

Ele tenta humanizar. E aí você tem episódios que você tenta ver se é, se foi uma, uma abandono parental que causou aquilo. Gente, sério, mano, quando o cara, quando o cara foi preso, ele tava cortando o pau de uma das últimas dele uma tábua de carne, sabe? Ele realmente quer humanizar esse tipo de pessoa, não tem porquê. E fora sexualização, sabe? Tipo, às vezes eu acho que o jeito da câmera, o jeito que desenha o corpo assim, o Jeffrey Dahmer ele era padrão, mas o Jeffrey Dahmer não é o— qual que é o nome do ator mesmo? Esqueci.

?Voz A

Evan Peters.

?Voz B

Evan Peters. Ele não é o Evan Peters, ele não é o Evan Peters maromba. Sabe, mas mesmo assim o Ryan Murphy quer que o Evan Peters vá pra academia, fique seco, fique definido, porque ele vai ter cena sem camisa. E a cena sem camisa, ele vai estar besuntado no óleo. E o Ryan Murphy quer, parece que o Ryan Murphy tá batendo uma punheta enquanto escreve os roteiros dessa série. Não só dessa, mas de outras séries. E pra mim isso é de extremo mau gosto.

Essa parte, ela é muito voada, é muito ruim e vai piorando. Na dos menengues, aí que envolve incesto, envolve abuso infantil, ele continua com essa coisa, é muito problemático. Eu acho que o Ryan Murphy, ele precisa ter um acompanhamento psicológico, acompanhamento daquelas assessorias na hora que ele vai escrever, porque ele realmente, ele tem alguma questão que deve ser tratada, porque ele não, ele não consegue, sabe, separar o pau da criatividade. Ele tá nesse, ele tá nesse punhetaço eterno.

?Voz A

Eu acho que ele tá muito tipo assim dentro dessa coisa de, pô, já que eu vou, eu acho que fala assim pessoalmente, eu acho que ele fala, já que eu vou fazer essa série, vou aproveitar, vou vou aproveitar tudo, vou pegar os homens, vou pegar todo mundo e tal, né, ver corpos gostosos, essas coisas. Mas realmente é uma coisa assim que eu acho que, como você falou, né, ele fica pensando muito com o pau em vez da cabeça, né. Porque eu lembro na Halloween, né, na época tem uma polêmica, né, como você comentou aí, dessa fetichização, é de fetiche aí, né, ficou com o Dahmer, as pessoas Tipo assim, se vestindo igual ele, né, as gays, sabe, falando que ele era muito gostoso, não sei o quê, né.

Então eu acho que isso é muito problemático mesmo, apesar de ser uma série boa, não tiro mérito, mas é uma coisa bem problemática essa questão que ele coloca desses personagens, né, em geral terem assim tão, né, que ele vai ver tipo assim comentado dos irmãos Menendez, é a mesma coisa. Até aquele grotesque lá, que eu acho um absurdo nesse ponto aí, quando ele coloca aquele padre lá, porra, vai tomar no cu, tá? Uma coisa assim bem fora da casinha.

?Voz B

Eu assim, para quem acompanha o podcast, sabe que eu sou a pessoa menos puritana possível. Eu sou uma pessoa extremamente sexual, que fala de sexo, fala, a gente sabe, Gente, então eu não tenho problema com isso, eu não sou puritano, eu não sou pudico. O problema é quando você tem toda essa abordagem sexual em cima de coisas que não deveriam ter. Você tá falando de um assassino em série, estuprador, qual que é o nome? Transa com cadáver, estuprador, necrófilo.

Depois você vai falar de uma questão que envolve pedofilia, envolve incesto. Depois você vai falar, ele repetiu, ele fez a mesma coisa no American Crime Story do Versace, que também o cara foi assassinado. Já não queria que fizessem essa versão da série, ele vai lá e sexualiza o assassino. Ou até por uma série que o Chris Chris Cooper, é o ator que faz o assassino, extremamente sexualizado. Ele já queria fazer isso com ele desde guri, aí ele comprou uma série, tipo, porra, é uma série que fala de um assassinato real.

Então eu acho que é isso, não é a questão dele ter esse viés mais sexualizado, não fetichista, não. O problema é que quando ele coloca isso para tratar casos reais reais, de assassinatos reais, de questões extremamente problemáticas como estupro, pedofilia, necrofilia, e por aí vai. E sabe, sem nenhum tipo de limites, sabe? Limites, é isso que o Brasil precisa, limites. Mas é isso, tirando isso, eu gostei da série. Deixa eu falar, a gente vai assistir, gostei.

?Voz A

Sim, é, o Versace Story lá é foda. Apesar de ser uma série, é uma série muito boa, eu gosto muito dessa série. Ele pega muita coisa fora do comum, né, que a gente tava acompanhando até então, mas é uma série muito boa. Acho que ela foi lançada Depois, né, o antes do Dumberg, eu não lembro agora, eu acho que foi, não, aqui foi bem antes, foi em 2018 que ele faz essa série que é muito boa, é o Andrew Cunanan, né, ele tem ascendência asiática, né, que é trabalhado muito no nessa série, né?

E também a gente tem essa questão, ele trouxe, ó, com quem ele trabalhou, essa série é foda, ele trabalhou com Rick Martin e a Penélope Cruz, né, que foi a Donatella Versace. Porra, foda, né? Mas enfim, e traz essa coisa da, sei lá, de humanizar o vilão. Eu acho que isso que é foda, cara, quando ele faz o, ah não, Darren Chris, Darren Criss é o nome do ator. O personagem é Indeculando, que tem ascendência filipina.

?Voz B

É o Andrew Kinnunen, que é o assassino do Versace, que é o serial killer, e o Darren Criss, que eu já tinha esquecido o nome. É o Darren Criss, que é o namorado dele, o Dili.

?Voz A

Darren Criss, que é um bom ator, que é um bom ator. Ele se entrega, nossa, ele se entrega para o personagem. Muito bom, cara. É muito foda as cenas dele. A gente acompanhou aqui em casa, a gente achou maravilhoso. Como esse visual anos 90, né, tipo tudo colorido e tal, né, espaço em Los Angeles, tudo colorido. Achei foda para caramba, cara. E o ator que faz o Gianni Versace, né, o Edgar Ramirez, é a cara dele, é a cara dele. É muito bom, cara, muito bom mesmo.

Enfim, vamos então falar aí sobre— não, perguntar para Dani. Esqueci da Dani aí, tava esquecida. E você, Dani, o que que você acha disso tudo que a gente falou?

?Voz D

Ai, gente, fui esquecida, meu.

?Voz A

É esquecida no churrasco, gente.

?Voz D

Eu adoro, tá? Eu Eu adoro. Eu sei que tem essa questão, que foi uma polêmica na época, e é uma polêmica não só do sério Dora Murphy, mas toda série de true crime tem essa questão de glamourizar muito os assassinos. Mas eu acho que isso também é que a gente já gravou episódio sobre true crime, a gente já conversou bastante sobre esse tópico, Mas é que tem também, acho que uma questão da— acho que a própria cultura americana tem esse lance de glamourizar, sabe?

Eles têm, gente, eles têm tour pra você ir nos lugares que esses caras moravam, que as pessoas foram assassinadas. Eles têm um comércio todo em volta disso. Eles têm... Ai, as mulheres mandavam cartas pra esses caras, tipo, ficavam apaixonadas. Por ele. A própria mídia sempre glamourizou, sabe? Acho que não é uma coisa exclusiva do Ryan Murphy essa questão de glamourizar esses assassinos. Mas ao mesmo tempo, eu acho que colocar essa, essa coisa de realidade e ao mesmo tempo romantizar, eu acho que funciona.

Porque acho que a série é muito boa. Eu acho que série é muito chocante, é uma série que ela, eu não sei assim, ele conseguiu criar uma atmosfera, conseguiu contar a história de um jeito que você fica muito imerso e você fica, você consegue sentir ali aquela sensação de todas as sensações, né, que giram em volta desse caso, que de ansiedade, de nojo, de medo, e ao mesmo tempo ter essa questão de que, ai, ele tinha essa aparência mais padrão assim, então ele não era suspeito.

E ele, nessa questão das vítimas que ele escolhia, acho que tem muitas questões que envolvem esse crime. E eu acho que a série conseguiu trazer todos esses pontos. Também adoro episódio que a gente vê, né, do ponto de vista da vítima. Eu acho que a série conseguiu trazer todos os pontos assim que envolvem esse caso de uma maneira muito boa. E foi uma série que fez muito sucesso, né, ela meio que deu uma alavancada ali no true crime dentro da plataforma da Netflix.

Também foi até a série que saiu da bolha total, né. Então enfim, eu sou satisfeita porque realmente gosto bastante dessa temporada, gosto muito dessa série. Não a ponto de falar, nossa, eu vou rever de novo, porque eu fiquei bem mal assistindo assim, eu ficava meio mal depois dos episódios. Mas acho que essa era a intenção, né. E outra coisa é que eu adoro essa questão, que é uma característica do Armanov também, de trabalhar ali com os mesmos atores, né.

Achei muito legal ele ter escolhido Evan Peters para fazer personagem e continuar ali. É como se ele tivesse criado um próprio universo dele assim, mesmo que ele faça obras diferentes. Você ir mantendo assim o mesmo elenco dá uma sensação de familiaridade, de você bater o olho e saber que a produção é dele, que eu acho que funciona muito também.

?Voz A

Eu acho que isso dele ir trabalhando com o personagem né? Tipo assim, você vai acompanhando durante as séries, né? Mas eu gosto que ele vai adicionando também muita coisa, né? Ele vai adicionando muitas pessoas, né? Então, tipo, ah, na primeira temporada tem o fulaninho de tal, na segunda tem o fulaninho de tal, entra o xizinho, daí o fulaninho de tal sai na outra temporada e fica o xizinho, né? Então ele vai renovando elenco, né?

Querendo ou não. Então Então acho que é muito bom isso daí. Eu queria perguntar, ele é como o Hulk Maia dos Estados Unidos?

?Voz B

Tipo, ele faz, será que ele faz taping no sofá com alguns desses atores? Gente, ele consegue fazer muito boy padrão para não— ai, eu fico pensando, gente, será que não? Ai, não sei, é porque eu não coloco a minha mão no fogo para o Arno mesmo.

?Voz A

Não, com certeza ele faz isso, cara. Só vocês veem os cara que aparece na série que ele faz. Com certeza ele faz isso. Mas aí a pergunta é: quais?

?Voz D

Gente, eu vou dar uma opinião polêmica aqui que eu já até comentei aqui em off. Eu também não gosto de ficar vendo gente feia em série nem filme. Já basta na vida real, né? Não. Se eu quiser, eu me olho no espelho agora, né? Tô aqui toda horrorosa. Não, eu quero— quando eu ligo a TV assim, quando eu vou ver, nossa, vou ver um filme, uma série, eu quero corpos irreais, eu quero belezas inalcançáveis, entendeu? Eu quero assassinos belíssimos, coisa assim fora da realidade.

E o Ryan Murphy, ele sabe escolher, ele sabe escolher bem, ele tem bom gosto. Aí fica mais, entendeu? Assim, aí você tá vendo, você tá vendo uma cena horrível, né, uma pessoa sendo esquartejada, mas você tá tendo assim uma visão boa, né? Torna até mais agradável de assistir. Jamais vou criticar as escolhas.

?Voz A

Você falou isso, eu só lembrei daquela frase lá do Poder de Rica, lá, a Cassete lá, que não solte o supérfluo.

?Voz D

Não, mas assim, eu acho, eu acho, eu vou ser advogada do Armurfo agora. Eu acho que pegam muito no pé dele assim, um pouco. Eu acho que toda pessoa que é aquela história, né, todo, toda pessoa que é meio gênio, ela é meio louca, ela é meio fora da curva, ela tem que exagerar um pouco. Eu acho que pega um pouco no pé dele também, porque querendo Não, antigamente as produções, né, tinha muito isso assim. Você não via gente feia nos filmes e nas séries.

Isso é uma coisa atual, isso é uma coisa de representatividade, que também já tá acabando porque o pessoal começa a reclamar, já tá diminuindo.

?Voz A

Mas era uma coisa, representatividade padrão, é, antes dele já existia isso.

?Voz D

Né, quando a gente for ver produções assim, sei lá, dos anos 80, tinha essa questão, né? O pessoal ali belíssimo. Então acho que também não sei se é uma coisa só dele, sabe? É que hoje em dia é polêmico ele colocar pessoas bonitas, colocar gente feia, igual aquelas séries. Colocando o pessoal esquisito, eu já fico com raiva no trailer, não quero nem assistir. Gente esquisita, eu já sou esquisita, eu quero ver gente bonita.

?Voz A

É um assunto polêmico assim, né? Porque assim, eu entendo que você quis, quer dizer, né? Tipo, pô, né? Tem aquela coisa, né, daquele glamour do cinema e tal, né? Que realmente você não entrava, né, aqueles Zé Ruela qualquer, né? Para ser ator, né? Depois tem Marilyn Monroe, tem todas essas atrizes, né, tipo consagradas do cinema, né, que eram belíssimas. Até que nos anos 70, 80, você tinha, por exemplo, Paul Newman, né, o Robert Redford, né, aquele ator ali, sei lá, bonitos para caramba e tipo assim rústicos, né?

Então tipo assim, você tem essa questão, né, realmente da beleza, né, de cinema. Mas eu vejo assim muito por mim assim, né, também, tipo, pô, você vê muita coisa, né, tipo pessoas com corpos diferentes ocupando lugares, né, dentro do cinema. Eu gosto muito, por exemplo, do Seth Rogen, né, que ele é também gordinho, né, e ele, sei lá, é ator, diretor e tal, né. Você vê um cara assim, vamos falar, não, ele Ele é também fora do padrão, né?

Então, tipo, tem uma identificação também. Eu entendo o que você quis dizer, mas também tem esse lado.

?Voz D

Mas enfim, vamos falar aí também de uma finalizada aqui. Eu acho que você também traz um outro, um outro ponto, né? Porque eu acho que ele tem, o Warren Buffett já tinha isso muito com o Nip/Tuck, ele traz isso nessa série mais recente que a gente vai falar, eu acho, foi lançada agora, A Lindo de Morrer, que tem essa coisa que eu acho que também, querendo ou não, eu não sei se é proposital, mas querendo ou não dá essa cutucada no próprio público, nas próprias pessoas que estão assistindo.

Parece que quando a gente vê uma pessoa bonita fazendo uma atrocidade, cometendo um crime, fazendo coisas terríveis, horríveis, a gente, a gente mesmo humaniza aquela pessoa. Não, a gente mesmo humaniza mais aquela pessoa, a gente compadece mais, a gente tenta ver mais o lado humano dela, a gente consegue ver beleza mesmo a pessoa sendo horrível. Então eu acho que às vezes a gente também acaba sendo horrível, sabe? A gente também, a gente acaba se deixando levar.

Mas isso não é uma coisa que o Ryan Murphy criou, né? A gente tem caso de, novamente voltando a falar de serial killers assim que cometeram crimes horríveis, mas quando eles eram pessoas bonitas, quando eram caras assim bonitos e padrão, eles ganham o quê? Eles ganham fama, eles ganham mulheres atrás deles. A gente tem vários casos, né?

?Voz A

É verdade, né? Perversidade, né?

?Voz D

Você viu, a beleza ela também te permite ser perverso, né? Te permite fazer coisas horríveis e sua punição ser menor. É uma coisa muito— tem uma, existe uma ditadura da beleza, né? Existe uma coisa muito assim em volta disso também, que eu acho que de um certo modo As séries do Arm Murphy trazem isso, né?

?Voz A

É, não, não, tem razão. Bom, vamos nos adiantar aqui. Outra série que a gente trouxe, né, a gente comentou sobre a questão das séries monstros, né? A gente falou do Eric Menendez, né, os irmãos Menendez, né? Quem quiser aí procure, a gente já comentou um pouco aí, né? Teve ano passado, né, a série do Ed Gein e tal, que também foi uma outra polêmica. Que o Ed Gein, que é o cara que influenciou desde o Leatherface, uma série do Wes Craven, né, o Hannibal Lecter, no Sangue dos Inocentes, né, é um cara famoso, né, muito por conta disso, que ele influenciou muito a criação desses personagens, né.

E tem uma mística, né, por trás dele. Glen, porque, ai, será que ele era necrófilo? Será que ele era canibal, né? Toda essa coisa, né? Tipo, é possível uma pessoa ser tão cruel assim, né? E ele tinha aquela coisa de ter amor pela mãe também, né? O incesto que a gente comentou e tal, né? E o filme e a série, né, dá uma boa amenizada, né, de Glen também, né? Ah, será que ele é tão perverso assim? Ou realmente ele tinha problemas mentais que as pessoas não não compreendiam e tal, né?

Eu achei assim, eu achei uma série muito polêmica por conta disso, principalmente o final dele, né, que ele tá morrendo no asilo, né, e a mãe dele aparece para ele falando, nossa, você conseguiu, Ed, você conseguiu! Tipo, pô, ele matou pessoas, cara, ele matou pessoas e sei lá, né, pegou os corpos dela para decorar a casa, né, porra. Mas falei, real isso daí, né? E daí tipo fica, né, humanizando isso daí, né? O Charlie Hua, né, fez essa série também.

Aí ele fez o Ed, né, o Ed Gein. Ele tá, é um cara bonito, como a Dani falou, né? E ele se estraga, né, para fazer o Ed Gein, né, que era uma pessoa que você vê claramente que ele tinha uma certa deficiência, né? E ele tipo assim, ele fica feio, né, para fazer esse cara, né. Então achei foda, achei foda. Mas então eu acho que vale a pena assistir o Bad Gamer, mas por curiosidade, né, do que por outra coisa, né. Outra série que ele fez aqui, que esses aqui já foram lançados, né, para FX, né.

Esses daqui a gente comentou, estavam na Netflix, e esses aqui foram para FX, né? A primeira que ele fez, acho que deu uma ressurgida dele dentro da Disney também, né, que é a Gorteschielli. Que eu lembro que quando saiu o pessoal comentava bastante, nossa, que série fora do comum, né? Porra, parece David Lynch e não sei o quê e tal e tal, tem um mistério por trás, né, e tal. Daí a gente ficava, caramba, né? Eu lembro que o Getro comentou sobre essa série, daí capturou a gente também aqui em casa para assistir e tal.

Mas foi uma série totalmente, sei lá, foda. Mas enfim, quero perguntar aqui para o Kaique, para Dani. Começa, Kaique. Então vocês já assistiram essa série ou ainda não?

?Voz B

Não, amigo, é agora. Essa série entra no período que eu já abandonei o Ryan Murphy há muito tempo. Pet Love. Não me pegou, mesmo tendo a Nissinesh, que eu gosto muito, e ela tá fazendo uns trabalhos desde The Dumber, fazendo uns trabalhos bem legais com Iron Murphy. Legais no sentido de ela teve uma visibilidade, ela ganhou um Emmy, eu acho, com a série The Dumber. Emmy ou Grammy? Ou Emmy ou Globo de Ouro? Mas não, Não viu?

?Voz A

E você, Dani, chegou a assistir? Eu também não vi.

?Voz D

Essa eu também não assisti, gente, não posso opinar.

?Voz A

Ah, tá, tá bom. A gente assistiu, como eu comentei, né, aqui em casa. Foi uma série, sei lá, né, que começa muito bem começa muito bem. A gente tava comentando disso, né, deles colocar esse fetiche, né, em cima dos personagens, né. Tem um personagem que ele estreou, né, no Irmão Menendez, né, que é o Nicolas Alexandre Chaves, né. E pô, o cara bonito e tal, né. E aqui ele faz o padre nessa série, né. Porra, que que esse cara coloca em cima de olhar em cima desse cara?

É brincadeira, não é, Murphy? O cara é padre e o cara tá, sei lá, tomando banho com a freira do lado, né? Tipo, e ele trabalha também tipo sendo coach religioso de atletas, né? Então ele se filma andando na bicicleta, né, e falando com as pessoas. Ele tá sem camiseta, passa aquele óleo no corpo dele, né? Então, tipo, o que que o Ryan Murphy fez com ele é brincadeira, né? Mas enfim, e aqui, né, ele faz esse cara, né, esse padre que tenta auxiliar, né, a Nilsen Nash, que ela faz uma detetive que tá atrás de um serial killer, né, que ele faz mata as pessoas, né?

Que eu acho muito legal que foi trabalhado até naquele filme Ressurreição, acho, com o cara que fez o Highlander, esqueci, que ele mata tipo as pessoas e deixa no ponto de vista religioso, né? Que foi muito do que aquela série lá do Hannibal Lecter também fez, né? Quando tinha aquele serial killer que matava as pessoas, deixavam em posições de quadro e tal, né? E ela faz essa detetive que vai capturar, vai tentar capturar esse cara, né, esse serial killer.

E ela tem aquele, ela é aquela detetive disfuncional, né, porque o marido dela tá em coma, né. A mulher, a esposa, perdão, filha dele, né, é uma, a que fez a, não é ela, não, ela fez o Coven aí que o Kaique comentou também, né. Ela fez o Colvin e ela fez uma outra série, né, que é a Raven Golden, que ela é uma mulher que não sai de casa, ela é obesa, né, e ela grava vídeo, né, falando de autoestima e tal, um monte de coisa, né.

Então ela tem muito esse problema também, né. Então eu gostei muito de como ele trabalha com essa detetive que não é funcional dentro da profissão dela e ao mesmo tempo ela tenta capturar seu filho. E o padre tenta ajudar ela, né, a capturar esse serial também. Daí tem uma freira que aparece, né, que eu gostei bastante, que essa freira tenta ajudar ela também de outra forma, né. Tem o marido da Taylor Swift que aparece como enfermeiro, que tem um caso com ela, né.

Pô, é uma série boa até, né. Só que tipo assim, dá um 6º episódio dá uma virada de chave e coloca ela, sei lá, como vira um drama, né? O que era uma perseguição têxtil policial vira um drama que mostra que na verdade é ela que tava em coma. Vou dar spoiler, tá? Que ela que tava com coma, ela tava sonhando tudo, e o marido é um professor que tinha um carro, que ela, que o marido que colocou de alguma forma ela em coma, e aí não se separa dela, sabe?

Umas coisas assim. Então são coisas que eu achei assim meio que desnecessárias e chatas, né, que meio que se perdeu. Se ele tivesse continuado como thriller, ia ser uma série muito boa, né, não maravilhosa, mas uma série boa. Mas ficou totalmente, sei lá, tem uma fotografia muito bonita, umas coisas bem legais, mas o enredo em si eu não gostei. Sabe? E é muito daquela coisa que eu, sei lá, às vezes eu detesto, né? Do tipo, ai, será que eu que sou burro ou realmente esse cara fez uma coisa que eu não percebo e tal, né?

Daí eu fico assim, né? E quando ele vê as críticas, né, o pessoal meteu pau, fica até aliviado, foi, ufa, não sou burro, as pessoas realmente meteram pau nele. Então é isso. Mas vale a pena, assim, por curiosidade, né? Outra série que a gente comentou, que esse aqui eu não assisti, né? A Dani comentou que assistiu a Google TV e tal, que é o The Build, né? Lindos de Morrer, que saiu esse ano, né? Mas eu não fui atrás, não assisti.

Um dia assisto, quem sabe. Mas Dani, você que assistiu, não sei se Kaique assistiu, mas acho que não. Dani, fala pra gente, o que que fala o The Build?

?Voz D

Eu não terminei de assistir ainda, mas já estou assistindo. Ela é uma série que ela foi, se eu não me engano, ela foi inspirada em um quadrinho, mas ela conta a história, gente, é uma história bem maluquinha assim, né? É meio que as pessoas, tipo, uma modelo, ela morre, tipo, ela entra em combustão. E aí eles descobrem que tá tendo uma espécie de vírus que transforma pessoas comuns em supermodelos, assim, pessoas belíssimas com corpos perfeitos, rostos perfeitos e tudo mais.

Só que esse vírus gera várias consequências. Então as pessoas morrem de forma muito bizarra, elas começam a ficar, tipo, com comportamentos muito bizarros. E é tudo consequência desse vírus que elas estão injetando nelas mesmas e estão transformando elas de formas muito estranhas, né? Então várias coisas assim sinistras começam a acontecer e a série meio que gira em torno disso, né? E aí a gente tem de novo o Evan Peters e a gente tem a Rebecca Hall estão investigando quem tá por trás disso, por que que isso tá acontecendo.

E a gente tem o Ashton Kurtz, que é o empresário que tá vendendo essa injeção milagrosa da beleza. E enfim, eles estão ali tentando descobrir o que que tem por trás disso, né. Mas assim, novamente, é uma série que... Ela pega, tipo, gente, o elenco dessa série, óbvio que é belíssimo porque a série gira em torno de beleza. Mas ela também é uma grande crítica, uma grande sátira de tudo que tá acontecendo agora. É um tema super atual, assim, porque é impossível você ver essa série e não lembrar, tipo, sei lá, das pessoas que estão tomando Monjaro, Ozempic, essas coisas.

Também essa questão da plástica excessiva, né, de como as pessoas elas acabam perdendo a mão e arriscando a saúde. Tudo, as pessoas fazem absolutamente tudo em nome da beleza. E aí tem as histórias dos personagens por trás disso, né. Então tem as motivações dos personagens do porquê que elas querem tanto ter essa beleza, por que que elas querem, elas precisam se sentir bonitas, elas precisam estar no padrão. Então a série pega de uma forma mais, acho que mais macabra, um pouco mais pesada, essa questão da ditadura da beleza, né.

Mas assim, é uma série bem interessante, acho que é bem diferente. Acho que para quem gostou de Doutor Mina Substância, por exemplo, que fez muito sucesso, vai gostar muito dessa série porque ela tem essa questão do body horror muito forte. Entendi.

?Voz A

Então eu tava, eu tava vendo aqui e a série tipo tem um elenco muito bom, cara. Tem a, tem o Ashton Kutcher, né, que você comentou que ele faz empresário e tal, né. Tem a Rebeca Hall, o Anthony Ramos, né, que fez vários musicais também, né. Ele fez o Hamilton, fez o No Bairro de Nova York também, né, um ator muito bom. Tem Isabelle Ocelini, falei, caralho, né. Meghan Trainor, né, que é a cantora. É, pô, até uma filha se viralizou que eu vi no TikTok que é uma cena que o Jaque é o Steven, né, que tava no Men in Gel novo, né, no remake do Meninas Malvadas.

Fez até um filme que eu gostei, né, que é o Drag Queens Contra Zumbis lá da Filha do Romero. E tipo assim, ele fica, ele tenta ficar bonito, né, ele vai dar em cima das meninas lá, ele começa a derreter e tal. Viralizou esse trecho, eu falei, ah, interessante, né, mas é Falei, ah, deixar para depois. Mas interessante essa série, esse tema que você falou e tal, essa crítica que ele faz. Legal.

?Voz D

Achei que você foi gostar, acho que vale a pena assistir.

?Voz A

Não, vale a pena então. Você se interessou, Kaique, ou não?

?Voz B

Nossa, eu juro demais. Não, gente, não, assim é que É isso que eu falei do Ryan Murphy. Ele é uma pessoa empolgada, ele assiste um filme e fala, porra, eu posso fazer uma série sobre isso. Então ele assistiu A Substância, nossa, vou fazer uma série sobre isso. Eu falei, porra, Ryan Murphy, que foda! Mas já agora, assim, no segundo tempo, nos 45 segundos do tempo, assim, não me interessou. Apesar dele, quer dizer, assim, você falou, tem Isabela Rossellini, tem o Will Peters, tem um dos atores que até a gente não falou, é porque é muita série que o Ryan Murphy lança.

Tem uma que eu gostei, mas eu não terminei, que é o Hollywood, que é aquela série que fala de uma Hollywood na época de ouro de Hollywood, mas vista pelo ponto de vista das minorias que não se sentiam representadas. Então ele conta uma história como se De novo, eu acho que foi o Warren Murphy assistindo Era Uma Vez em Hollywood e decidiu fazer uma versão dele completamente diferente. Então ele reinventa uma história que já estava concretizada pelo tempo.

Então ele traz esses personagens, então você tem que nem os personagens principais, é o Rock Hudson, o ator do Alien clássico que morreu vítima da epidemia da AIDS. E aí ele dá uma história completamente diferente de que ele se assumiu, que ele tá num relacionamento com um cara preto. Então, e esse ator, ele tá nessa série, no The Beauty, e eu sigo ele, eu adoro ele, mas assim, não me motivou. E fora isso, que ele teve a pachorra de levar o Ashton Kutcher, que é o ex da Demi Moore.

Então, além de pegar o tema do filme da Demi Moore sobre pressões estéticas, envelhecimento, ele traz justamente o ex que fudeu com a vida da Demi Moore, fudeu com o psicológico, com a carreira dela. E ainda no momento em que o Ashton Kutcher não está sendo bem visto por Hollywood. Então, tipo, não me atrai. Nada essa série, mas já tá uma constância do vermelho.

?Voz A

É, a gente comentou, né, que ele tava muito por baixo, né, principalmente porque ele e a esposa fizeram uma baixa assinada, né, para tentar livrar aquele cara, né, do date set show da cadeia, que tinha estuprado duas mulheres e tal, né. Eles fizeram uma carta para o juiz e tal, né? Então eles foram muito criticados por conta disso também, né? Para tentar livrar a cara do cara, né?

?Voz B

E tem toda a polêmica do Ashton Kutcher, do assassinato da ex-namorada do Ashton Kutcher, que tá vindo à tona de novo junto com os arquivos do Epstein. Toda essa questão de ele, na época ele não foi tido como suspeito, mas hoje você vê todas as questões Sindicatos. Me parece que foi uma, bem uma, sabe, uma jogada de sujeira do ar de tapete assim.

?Voz D

Todas essas pessoas, tipo, gente, eu tô por fora de todas essas fofocas. Não, a única coisa que eu me liguei é que realmente ele pegou o West Coast para fazer o papel Né, sendo que óbvio que ele se inspirou em A Substância, foi uma, não foi uma coincidência, mas de resto eu não tava sabendo de nada.

?Voz B

Eu tenho toda uma fofoca de que ele, porque a ex-namorada dele, não sei se chega a ser uma namorada, mas é um caso da Ashton Kutcher, ela foi encontrada morta no dia que o Ashton Kutcher foi ter um encontro com ela, e aí ele viu o corpo dela e o sangue pela janela e chamou polícia. Só que anos mais tarde descobriu-se que na verdade ele entrou na casa, uma coisa que não tinha sido falado, mas ele entrou na casa e ele ligou para ele.

?Voz A

Mas isso é coisa recente?

?Voz B

Não, foi acho que ainda na época do The 700 Show, que ele ligou para esse cara, o estuprador, ele ligou pedindo ajuda. Então tem toda uma série de de questões que na época da investigação não foram levantadas, que agora está sendo investigado. Então assim, gente, é, é, não, não, é, não, eu não vi nem a série do Truman Capote, imagina essa.

?Voz A

Entendi, faz parte, né? Enfim, para não alongar muito, né, o podcast, a gente ficar, sei lá, umas 4 Falando do Remor. Quero agradecer aqui a presença do Kaique. Obrigado, viu, Kaique?

?Voz B

Nossa, o corte brusco do nada!

?Voz A

É que eu já tô vendo aqui o Spotify, que a gente grava, começou a apitar umas coisas aqui.

?Voz B

Meu Deus! Então é isso, gente. Eu que agradeço. E eu não sei como terminar esse episódio assim. Depois de tudo isso, assistam Popcorn, que eu acho que é um trabalho do Arm Murphy que está na obscuridade da internet, mas que vale a pena revisar, revisitar e revisar também.

?Voz A

E também agradecer a presença aqui da Dani. Obrigado, Dani.

?Voz D

Eu que agradeço. E é isso, né? O Arm Murphy, ele talvez não seja uma pessoa boa, mas as séries são incríveis. Queria ter falado de Scream Queens, mas fica para uma próxima.

?Voz A

É, na próxima a gente grava.

?Voz D

E manda um beijo para todos os meus amigos do fã clube de Glee, sempre em nosso coração.

?Voz A

Então é isso, pessoal. Obrigado aí por quem comentou, né? Assistam aí essa série, revisem, né? Até com o olhar que a gente tem hoje, né, que são séries, sei lá, boas, são séries à frente do seu tempo, são séries ruins, né, que só pregam umas coisas que na época a gente achava missionária, só que hoje é realmente, sei lá, um bom estilo e tal, né. Então, né, a gente vai acompanhando aí, né. Então é isso, obrigado pessoal e até lá!