Episódios de Locadora do Trash

Locadora do Trash - Clichês do Terror #253

27 de julho de 20261h27min
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Nem todo clichê é um defeito! Neste episódio, mergulhamos nos clichês mais famosos dos filmes de terror, daqueles que amamos reclamar, mas que sempre nos fazem voltar para mais um susto. Afinal, quem nunca gritou para o personagem não entrar naquele lugar?

Participantes neste episódio3
J

João

Host
D

Dani

Co-host
K

Kaique

Co-host
Assuntos4
  • Franquia PânicoPânico (1996) · Randy Meeks · Wes Craven
  • Histórias de terrorMulheres Negras · Daniel Radcliffe · Casas mal-assombradas
  • Psicologia do Medo e TerrorRevolta dos Malês · Experiências sobrenaturais pessoais · James Wan · A Entidade
  • Crescimento do TerrorSexta-feira 13 · Demonio e Morte · Cabanas e florestas
Transcrição105 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Olá, bem-vindo a mais um Loucador do Trash. Eu sou o João. Bom, a gente tá sem, né, um amiguinho aí por questão de logística. Ele se perdeu, né, do episódio, né. E vamos então gravar sem nosso amigo, né, o Kaique. Mas pode ser que ele apareça durante o episódio, né. Mas vamos aí que É, não podemos ficar sem o locador do trecho, né? Vamos lá então. Daí a gente tava revendo, né, nossa pauta e tal, e meio que apareceu lá, né, as pautas que nós fazemos, né?

Apareceu o sobre clichês de terror, né, para a gente gravar aí. Vamos então, o tema que é hoje, né, acho que um dos mais pedidos também, porque vira e mexe a gente coloca, né, pessoas comentam na rede lá sobre quais são os clichês, né, ou até uma dúvida, né, será que cinema novo de horror tem muito clichê? E a gente vai comentar alguns filmes, né, clássicos que tem os clichês de terror, né, aqueles lá que a gente já conhece, né.

A gente vai citar alguns. Vamos só para parte dos nossos recados e a gente já comenta um pouco mais sobre esse tema aqui.

?Voz B

Olá pessoal, tudo bom? Bom, tamo na parte dos recados só para dizer para vocês as seguintes informações, né? Vocês podem comprar o Lucradora do Trash tanto no Instagram quanto no Facebook, né? Se tem alguém ainda que usa Facebook, que é o @terormania666. E também estamos lançando no TikTok, vira e mexe a gente passa algumas informações de filmes, livros para vocês, no @terromania42. Tá? Então Instagram, Facebook é @terromania666 e o TikTok é @terromania42, tá?

E caso vocês curtam, né, ouvir o Locadora do Trecho pelo Spotify, vocês também podem encontrar através da nossa bio onde vocês podem ouvir nós, né? Seja no iTunes, Amazon Music, Deezer, né? Todos esses lugares com certeza você vai encontrar o Locadora do Trecho. E aproveitando, já dá aquele 5 stars maneiro, né, para a gente estar sempre em alta. E também, né, aparecer em lugares de destaques no final do ano, né, que ajuda a gente para caramba. Beleza? Bom, pessoal, é isso. Vamos para o episódio então, que tá bem legal.

?Voz A

Bom, pessoal, estamos de volta aqui para o programa. Bom, como eu falei para vocês, né, a gente separou alguns clichês famosos, né, de filme de terror e tal. E também a gente separou, né, acho que os 3 principais filmes, né, que usam esse clichê que vamos comentar, né. Claro que se a gente for lembrando de mais algum, a gente vai falando e tal, mas eu acho que esses são os principais filmes, né, e cometem esses clichês, né. Não tô dizendo que clichê é ruim, né, mas faz parte do processo, né, do filme de terror e tal.

Até eu acho que, por exemplo, esse terror de shopping, né, o Resident Evil Dead e tal, cinema. Daí a gente, tava eu e minha esposa, a gente começou a aparecer um trailer. Não sei se você viu esse, acho que tá no YouTube também, do Sobrenatural, né, que vai sair o novo filme Sobrenatural e tal. E daí apareceu, né, o trecho do filme que entregou a parte principal, né. Daí eu falei assim, pô, se eu tiver esse clichê, né, do jump scare, por exemplo, né, que eu a saga do sobrenatural vive, né, do Jeff Kershaw, não vai ter, né, não vai ter o, sei lá, aquele clímax do filme, né.

E esses filmes do James Wan, por exemplo, né, que vai ter filme de terror, a pessoa não morre, né, ela só leva um sustinho, né, que esse terror de shopping aí só leva um sustinho e tal e pronto, né. Então é isso, né? É isso que a gente vê no cinema de hoje em dia. Então a gente precisa do clichê, né? Bom, vou falar então, começar já o primeiro filme que a gente vai trazer, né, que é o Vamos Nos Separar. Acho que esse aí eu cresci ouvindo esse daí, né?

Principalmente no Scooby-Doo, né? Pô, quando os caras se separam É o que vai dar merda, né? Vamos nos separar, né?

?Voz C

Já fica pensando quem que vai morrer primeiro, né? Esse é o clássico. O pessoal tá lá com um grupo de amigos e é o clichê dentro do clichê, porque geralmente é. E sempre acontece, né, aqueles filmes que o pessoal está em grupo, em grupo de amigos, que aí tem outro clichê, que aí tem aquela menina que é mais boazinha, tem um outro cara que é engraçado, Tem a outra que é mais brava, tipo, tem aquele mix de personalidade. Aí sempre tem um que fala assim, vamos nos separar. E aí você sabe que é a pior ideia do mundo.

?Voz A

É a pior ideia possível.

?Voz C

É, porque se aparecer um assassino, é mais fácil você matar ele sozinho ou é mais fácil você matar ele em grupo? Mas enfim, tem que ter esse daí. Para a história continuar, né, para a história seguir.

?Voz A

Sim, isso que é foda. Mas enfim, é bom. Acho que os principais filmes, né, que a gente comentou, né, que fala um pouco sobre isso, né, é Sexta-feira 13, né, é um filme que sobreviveu, né, acho que lançou O Vamos Separar, né? O filme saiu, né, o primeiro filme saiu em 1980, né? Foi um filme acho que divisor de águas dentro desse gênero slasher, né? Claro que ele é copiado, né, do Halloween, os principais temas, a questão do assassino, a questão, né, do dele, sei lá, né, também que ter raiva das coisas e tal.

Então foi um gênero que nasceu, né, se popularizou muito, principalmente nos anos 80, né, no Slasher. Mas o Halloween começou isso, né, que também é uma forma de baratear, se você for pensar, né, o cinema de horror, né. Poucos filmes vão usar monstros, né, vai começar a usar monstros para poder usar slasher, né, uma forma de baratear o custo de criar, sei lá, o conceito de um monstro assustador, tipo Alien e tal, né. Você vai vendo que vai barateando a partir, né, que o gênero começa a ter mais lucro e ser mais barato de produzir.

Mas enfim, sexta-feira 13 que que nasceu sobre o olhar do Sean S. Cunningham, que eu fui descobrir que ele foi produtor também do Halloween, né? Não, não, perdão, do Halloween não, do Wes Craven lá, do A Última Casa da Rua, né? Que é aquele filme polêmico lá do Wes Craven. O Sean S. Cunningham vai produzir esse filme e vai olhar, né? Se você for ver, o Terça-feira 13 é totalmente copiado do que a gente já comentou aqui. Mas eu acho que a gente vai ter que refazer esse programa, que é o Banho de Sangue, né, de 1971, do Mário Bava, que é totalmente copiado.

O primeiro Sexta-feira 13 é totalmente copiado no Banho de Sangue, né, do Mário Bava. Bom, o gênero, né, que nasce, né, sobre tudo, mas o Vamos Reparar, né, É o principal plot, né, de como que vai ser, né, o próprio filme e tal, né. Mas você lembra de alguma cena famosa, Dani, do Sexta-feira 13, do Vamos Nos Separar?

?Voz C

Ah, é difícil lembrar de uma cena específica porque todos os filmes do Sexta-feira 13 seguem esse molde, né. É sempre aquele grupo, eles separam e facilitando ali o trabalho. Igual tá na pauta, né, que facilita o ataque do Jason. Porque como tá todo mundo— é sempre assim, eles estão num lugar remoto, distante, aí vai cada um pra um canto. Então fica muito fácil pra ele matar o pessoal, né. Tá todo mundo sozinho, em lugares diferentes.

E o filme é engraçado porque tem 500 filmes. Tem o Jason no espaço, tem o Jason em Nova York, tem o Jason no acampamento, em todo lugar, ele é onipresente. E é sempre a mesma história, né? Sempre esse grupo de amigos e ele lá correndo para matar todo mundo. E a gente assistiu todos, a gente assistiu todos, e seguindo essa mesma receitinha de bolo, né? Mas é tão divertido ver.

?Voz A

É verdade, é verdade. Outro que a gente trouxe aqui, né, do Vamos Separar, né, que é um filme também que, perdão, Vamos Separar não, o Morte do Demônio, né, que foi um filme que a gente comentou também, que foi bastante, a gente fez um podcast, né, falando sobre a morte do demônio. E vale muito a pena ouvir esse podcast, né? Mas também é ver, né, que como começou, né? O filme saiu em 1981, foi dirigido pelo Sam Raimi, né? O cara tinha 21 anos quando dirigiu, né, esse filme e mudou, né, para sempre o gênero de horror, né?

Principalmente aquela coisa da câmera na mão, né, de entrar uma tábua e tal, né? Então, filme muito revolucionário por conta disso, né? Mas eu acho essa coisa da cabana também, né, que a gente sempre vê nos filmes de terror assim modernos, né. Ai, sei lá, amigos vão para cabana e se dão mal, né. A floresta também, né. Tem até um filme do Shyamalan, se não me engano, que é com a Ellen Fanning lá, que ela vai para floresta lá, Maryland e tal. Eu lembro desse filme até que gostei, né? Vale a pena.

?Voz C

A lista de filmes de amigos que vão para uma cabana ou vão acampar na floresta é imensa. Esse é a receita do sucesso para o filme de terror. Mas isso também é aquilo que a gente já conversou outras vezes dos medos primários, né? Porque isso também já é uma péssima ideia na vida real. Você acha que a gente vai sair do conforto da nossa casa para ficar num barraquinho no meio do mato, no escuro, longe de tudo e de todos? É morte na certa.

Então, não, gente, ela é regra de sobrevivência no filme de terror e na vida. Você pode até ir para o meio do mato, sabe? Mas vai para o meio do mato ali com certa segurança. Depois, quando tiver escurecendo, você vai para a cidade, vai fazer uma, fica no lugar seguro. Mas não acampe no meio do mato. Sim, sim, se não vier alguma coisa assim, não vai vir uma cobra, vai vir um carrapato, vai vir um negócio. É igual, é igual largados e pelados, né? Alguma coisa vai acontecer de ruim.

?Voz A

Nem fale, cara. É igual uma vez que com os amigos, um amigo meu, né, esse aí que eu fui para São Paulo, que eu comentei com você, né? Ele foi fazer o aniversário dele em Salto, né, que a família dele tem uma chácara lá, né? Que é uma cidade vizinha aqui de tu, onde eu moro, né? E aí ele falou assim, cara, vou vir com meus colegas e tal. Ele estudou na USP, né? Daí ele falou assim, vou vir com meu amigo de São Paulo, né, que estuda na USP e tal, né?

Vem, sei lá, você, ele e tal, né? Eu fui, né? Daí eu perguntei, falei assim para ele, viu, vai precisar de— ele falou para dormir lá, né, na chácara dele. Ele falou assim, ah, vai precisar de colchão, alguma coisa assim? Daí ele falou assim, ah não, não precisa não, né? Tem cama para todo mundo, né? Beleza, né? Daí fui eu, né, e outro colega meu. A gente foi lá e tal, a gente chegou lá, falou assim, cara, é chácara, né, longe e tal, né?

A gente falou assim, cara, você falou que ia ter colchão e tal, não tem, né? Ele falou assim, cara, foi mal, não sei o quê, não deu, mas dorme aqui nesse, nessa boia aqui, né? Daí eu falei, ah, sua cara, pelo amor de Deus, né? Você tem um jeito. Isso eu tô falando, sei lá, né, 20 anos atrás, 25 anos atrás. Não, acho que uns 20 anos atrás. Ah, você tem um jeito, né, de dormir desse jeito. Daí meu colega começou a beber, beber, beber, né, até ficar mal mesmo para ficar dentro, né?

Eu era muito mais jovem, né, para poder ficar, né, aguentar aquela situação, né? Porque quando você fica bêbado, você desmaia, né? E fica e dorme em qualquer lugar, né? Mas, né, a casa, ele tava falando do tema, né, para não fugir do tema. O tema é cabana, né? Ficou lá numa cabana, né, que era mais cabana, né, uma chácara normal, né? Mas a estrutura, você vê, é um filme de terror, né? Até, sei lá, filme de terror brasileiro, né, o que passa em espaço rural, né, era uma cabana, era um sítio, né?

Não era uma Uma cabana. Não tem cabana no Brasil, é mais sítio, né? Então foi isso, né? Mas enfim, pode rodar.

?Voz C

Outro clichê é porque esses filmes também é sempre com pessoal que ou é adolescente ou tá ali no máximo na faculdade, né? Porque depois é meio difícil você querer ficar se enfiando assim no meio do mato.

?Voz A

Ah, você não vai mesmo, cara.

?Voz C

Não, você já vai sair, você pode até ir, mas aí já é num conforto, já precisa de um conforto a mais. Você acha que nessa, a gente nessa idade vai dormir numa boia? Se eu dormir numa boia hoje, eu fico uma semana sem andar.

?Voz A

Acho que no dia mesmo eu não ando mais. Aí esse é o verdadeiro que É, você chamar um queiroprata junto com padre, alguma coisa.

?Voz C

Aí você acorda com torcicolo, aí você não consegue nem correr do assassino, você já é o primeiro a morrer, tem nem forças para lutar.

?Voz A

Não, se você tá nessa idade de dormir numa boia e acordar com torcicolo, você não tem que estar lá no mato não, cara, você tem que estar na sua casa.

?Voz C

Gente, é ótimo, né, para visitar, mas numa cama confortável, sabe?

?Voz A

Confortável, conforto. Não é no lugar, é, não, mas é isso mesmo, isso mesmo. Enfim, Kaique tá por aí, gente?

?Voz D

Cheguei finalmente. Depois de muito batalhar, consegui vencer um dos clichês do Locadora, que é sempre pelo menos em cada episódio pelo menos um dos integrantes tem problema com a internet. Dessa vez fui eu, mas eu venci esse clichê.

?Voz C

Esse é o clichê dos episódios do Locadora, alguém sempre vai ter algum problema com a internet.

?Voz D

Ai, por isso que a gente precisa ter o nosso estúdio O Estúdio Locadora, que aí a gente vai ter internet única para todos, vai ser, ai, vai ser mó barato.

?Voz A

Eu gostei da ideia, Estúdio Locadora. Enfim, se você ajudar a gente aí, pessoal, dando, ó, não precisa ser muito, se cada um dá R$3 milhões, a gente consegue viver Só do Locadora do Tempo, porque o cenário lá do Vênus Podcast não tá mais ocupado, né?

?Voz D

Porque a gente não tem mais o programa, a gente podia utilizar.

?Voz A

Boa, boa, boa, boa! Gostei da ideia, gostei da ideia. Enfim, bom, voltando aí, tirando os perrengues, né? É, você tava falando de cabana, você tem algum filme que você lembra de cabana? A gente tá falando do Evil Dead, né, que é a cabana que surgiu, não foi que surgiu, né, mas meio que popularizou essa coisa desse horror mais rural.

?Voz D

Ah, sim, eu lembro por causa do episódio de clichês, eu lembro de dois filmes, não por causa do tema cabana, mas porque eles brincam muito com clichê. Que um é A Garota Final, que é aquele filme com a irmã da Lorraine Warren, a irmã da Vera Farmiga, a Tássia Farmiga, que tem a Tássia Farmiga no elenco, e a garota de Vampire Diaries. E também aquele do Tucker e Dale Contra o Mal, que são dois filmes que eles brincam muito com essa questão de clichê.

Da cabana ou da família caipira. Então você tem todo aquele cenário isolado no meio da floresta que é propício para acontecer um massacre, uma chacina. E você vê que o filme ele vai por lados completamente diferentes. E além disso, são dois bons filmes assim, eu gosto muito deles.

?Voz A

Entendi. Boa. Eu lembrei bastante do Anticristo, do Lars von Trier também, que não sei por quê, mas para mim parece ser o filme mais nojento quando você fala de cabana e tal, né? Então acho que me marca muito sobre isso também, né? Bom, vamos então comentar no que o próprio a gente trouxe. Esse acho que a Dani vai gostar Tá, né, que é o pânico. Achou que não ia ter pânico aqui, né, achou errado. E a gente vai falar desse pânico, né, Maroto de 1996, né, e o S5V Faker ressuscitou o gênero de slasher, né, que a gente tava comentando.

E uma das criticias que o próprio, né, o Stu, né, que é o freak de de horror, né, o Freak de Cultura Pop, sei lá, né, sempre tem um desse aí. Ele fala, né, ai, nunca fale, né, que vai comentando os clichês do horror, né, dentro da festa lá, né. E ele fala, né, ah, nunca fale, né, eu já volto, né, porque você nunca vai voltar. E ele fala isso I want you back. Acho que alguma coisa assim, né? Bom, desculpe meu inglês, né? Mas ele fala isso, né?

E acontece, né? Dando spoiler aí de 1996, né? Mas vou deixar aqui a Dani falar. Dani, fale pra gente. Mudou sua vida quando você viu essa cena?

?Voz C

Esse filme é o... Todos sabem que esse filme mudou minha vida, né? Não, mas o Pânico, ele é... Gente, não adianta, tá? Os filmes novos são horríveis. Mas o Pânico, de 96, sempre vai ser uma obra de arte irretocável. Ele nos ensina tudo o que um filme de terror precisa pra ser bom. Por isso que ele é bom. Ele justamente brinca com todos os clichês dos filmes de slasher. E de toda essa fórmula que o cinema de terror repete e repete até hoje.

E ele faz isso de uma forma muito interessante, muito divertida, né? Porque ao mesmo tempo que ele tá fazendo piada com isso, essas coisas estão realmente acontecendo. E o filme prova que realmente colocar tudo isso no filme da forma certa faz o filme ser um filme de terror de sucesso. Olha, A genialidade, né?

?Voz A

Eu acho que foi genial mesmo, né?

?Voz C

Porque eu acho que no fim a gente às vezes até sente um certo conforto em saber mais ou menos o que vai acontecer. Tem um susto, tem a surpresa, mas só que é divertido, né, ver aquele clichê assim na tela.

?Voz A

Não, com certeza, com certeza. Eu acho que são coisas, né? A gente fala muito dessa, quando vê um filme assim, a gente fala muito da quebra, né, de expectativa, né, que é a quebra do clichê e tal, né? Fala, nossa, como realmente é bom e tal, né? Então vale a pena assistir esse filme por conta disso e tal e tal. Então acho que E é um filme essencial quando aparece isso.

?Voz D

Você falou que era o Stu, mas o aficionado por filmes é o Randy.

?Voz A

Ah, é, o Stu é o assassino. Spoiler, gente, spoiler!

?Voz D

Primeira vez que a gente fala desse filme aqui, spoiler!

?Voz A

É verdade, né? Ele é feito, ele é bem assim, a gente já comentou, né, do Pânico milhões de vezes aqui, né? Que é um filme bom, né? O primeiro principalmente é muito, muito bom. E a gente fala, né, que o Pânico inaugurou muito essa geração MTV, né, que tem no filme, né? Adriano Berton, rostinhos bonitos e tal, né? Os adolescentes de 35 anos, né, que interpretam e tal, né? E é uma galera que hoje em dia você vê que é um senhor, né?

Até o, tô vendo aqui, o James Kennedy, né, que faz o Randy, né? Acho que na época ele já teve, o quê, 27 anos quando interpretou o O Randy, né? E agora ele tem, vai fazer 60, ele tá com 56 anos. Caralho, meu Deus! É, e ele é bem, era bem geração MTV mesmo. Mas enfim, sobre a toxina, Kaique, o que você acha? Você lembra de outro tal?

?Voz D

É sobre Repete para mim qual que é a cena.

?Voz A

Não, não, eu ia perguntar, a gente falou sobre pânico, né? Se você, o que que acha dessa cena?

?Voz D

Qual que é a cena?

?Voz A

Não, sobre essa cena do que o Randy fala, que ele fala, ah, eu já volto.

?Voz D

Ah, tá, tá, beleza. Só que aí quem falou isso foi tu. Agora sim, você acertou. E eu acho, eu acho muito legal essa coisa assim, porque é uma coisa que volta muito nos filmes, de você às vezes inconscientemente falar esses, é quase um, né, jargão, qualquer, é quase uma frase de efeito, quase um bordão que você vai trazer até o Pânico, o bendito Pânico 5 faz uma brincadeira com essa frase, com personagem do, do, do, ou de boy, não, The Boy, com personagem do The Boys lá que eu não esqueci o nome.

E eu acho é um dos momentos mais icônicos porque tipo é quando o roteiro se mostra autoconsciente consciente assim. Uma coisa que eu nunca fiz foi ir atrás dos filmes de terror e procurar quando personagens falam essa frase, sabe? Tipo, ah, eu já volto, te vejo daqui a pouco, alguma coisa assim. Eu nunca parei para analisar, mas se o Wes Craven falou que isso é um clichê, eu acredito. Porque o cara, se tem uma coisa que o cara entende, é de slasher. Ele revitalizou o gênero duas vezes, né, meu filho?

?Voz A

Ah, sim, sim, a gente comentou um pouco por cima, né, quando a gente falou do, dos filmes, né, que sobem, né, nesse clichê e tal, ou copiaram, né, filmes originais e tal. E a gente citou o Wes Craven, né, o Sean Sweeney, a gente também falou, né, que ele foi produtor, né, do da última casa da esquina, né, última casa da rua, alguma coisa assim, né. Então teve uma importância muito grande o Escreve, né. É que eu tava entrando num buraco de minhoca sobre a idade recente da galera que fez o Pânico e fiquei surpreso que o Livi Schreiber, né, que faz o Cotton, né, que é acusado de de ser o assassino, né, que ele fez também o dente de sabre no filme do Wolverine e tal, né.

Eu pensei que ele ainda tava casado com a Naomi Watts, né. Ele tá casado com outra pessoa, né, que claro, né, é muito mais nova que ele, né. Ele tem 58, ela tem 34. Então é, sempre essa coisa, né, do cara procurar a mulher mais nova. E o cara já meteu um boneco na mulher, né? Porra, o cara trabalha rápido, hein? Enfim, vamos então passar para o próximo aqui, que a gente meio que divaguei. Eu falei, caralho, né? Fiquei assim filosofando.

Vamos aqui para o próximo, que a gente falou sobre a vítima tropeca enquanto foge, né? Até o clássico do primeiro Todo Mundo em Pânico, né? Quando ela começa a colher coisas erradas, né? Ela cai, ela fica: ai não, socorro, vou morrer, não sei o quê, né? Em vez de sair, né? É uma coisa que a gente sempre lembra no Todo Mundo em Pânico, né? O filme, acho que separei aqui, né, os filmes que falam um pouco sobre isso. Até se vocês lembrarem de mais alguns, né, podem comentar também, né, que é a vítima tropeça, né.

Então a gente tem o Alauri, né, que cai, né, aquela coisa que inaugura, né, ela cai, daí tipo aparece aquela câmera, né, frontal assim com a máscara, né, e ela, ai não, socorro, né, em vez de já emendar e começar a correr, né. Então é uma coisa bem, né, que a gente vê todo dia assim, né? Não sei, Halloween eu acho que é uma coisa clássica, acho que todo mundo já viu e tal, mas esse gênero aí ainda pega vocês ou essa cena assim para vocês é meio que inovadora assim? O que que você acha, Dani?

?Voz C

Gente, eu seria essa pessoa. Eu acho que eu ia ficar nervosa, ia desaprender a andar e desaprender a correr. Eu acho que ou eu ia tropeçar ou ia correr infinitamente, né? Que eu já corro, mas eu nunca corri de um assassino. Só que o que me irrita nessa cena do tropeço é exatamente isso. Qual é a reação de uma pessoa normal se você tropeçar? Nossa, tá lutando contra a sua vida, você tropeçou, você vai levantar o mais rápido possível.

Impossível. E sair ali, né? Nossa, o pace acima da média, bateu o PR. Não, a pessoa fica lá: ai, meu Deus, e agora? Aí vem aquele close no rosto e a pessoa fica murmurando lá e ela demora horas para levantar. Aí o assassino tá vindo assim em passos de tartaruga e ele ainda consegue alcançar a pessoa porque a pessoa ficou lá no chão choramingando. Me irrita, me irrita demais. Esse é um dos clichês que mais me irrita, é esse do tropeço. É demais para mim.

?Voz A

E você, o que que você acha?

?Voz D

Aqui, eu sou muito fã, a minha saga de terror favorita é Sexta-feira 13. E tipo assim, esse é o clichê, um dos clichês mais batidos. Porque sempre, em todo Sexta-feira 13, principalmente os da década de 80, eles sempre vão ter uma protagonista, não protagonista só, mas sempre vai ter uma moça, uma mocinha que vai correr do Jason e vai tropeçar. Porque também é aquela coisa. Os assassinos de slasher dessa época, tipo, tirando Leatherface, mas o Jason e o Michael Myers, eles são lentos, eles não correm, eles andam.

Então, para você justificar eles conseguirem chegar na mocinha, vai ter que ter algum tipo de obstáculo. Então, do nada, tá correndo, mas aí ela cai. E uma coisa que eu detesto que eu acho um cúmulo é quando ela cai e você vê que não aconteceu nada, ela só tropeçou e caiu, mas ela começa a se arrastar, ela não levanta, ela tipo, ela cai no chão e continua no chão e vai se arrastando. Eu falo, gente, por quê? É só levantar e mete ali pau, sabe?

Tipo, taca ali pau. E não, ela continua, ela se arrasta, ela faz toda uma cena. Eu falei, é, você merece morrer mesmo. Mas eu também tô que nem a Dani, eu Eu acho que eu seria essa pessoa, que eu cairia no nada, assim, eu tropeçaria no nada. Tem até um episódio de O Patrulha das Crianças que a Claire tá toda estabanada e uma das coisas que fazem o pai dela avaliar o quão inteligente é a filha dele é que ela cai subindo a escada.

Aí ele fala assim, mas quem é que cai subindo a escada? Eu falo, gente, mas isso não é normal? Eu caio o tempo todo subindo escada. Pra mim é muito normal, mas aparentemente não. Então assim, eu critico, mas eu seria a pessoa que tropeçaria no nada.

?Voz A

Entendi. É, eu entendo, eu entendo. Tem muitas cenas, né, que se tem, né, isso daí da pessoa ficar meio que correr, tropeçar e ficar no susto, né, que a gente vê, né. Acho que se eu, sei lá, que situação a gente poderia pensar, sei lá, eu tô correndo e alguém vem me assaltar. Vamos pensar, você cai, você fica meio com pânico, né. Porra, é uma coisa foda, você fica meio que sensativo quando você vê isso. Outra coisa que a gente vê aqui, né, que esse também é outro clássico dos anos 90, né, que eu sei que vocês fizeram no verão passado, né, que eu acho que é um filme supra sumo quando a gente fala de clichês, né, relacionados ao terror.

Né? E é um filme ímpar, né? Quando a gente vai falar de outros filmes dos anos 90 que copiaram o Punisher, né? Esse aqui saiu na esteira mesmo, né? Punisher de 96, eu sei que vocês tiveram passado, é de 97, né? Eu acho que assim, vou fugir um pouco do do tema nessa ocasião. E eu queria perguntar para vocês dois, vocês acham que o pânico— e eu sei que vocês fizeram no verão passado— eles renderam? Quem rendeu uma continuação melhor, vocês acham, até hoje?

Ficou claro minha pergunta? Dani, começa você. O que que você achou? O que que você falou da pergunta?

?Voz D

Essa pergunta não tem nem um— desculpa eu falar antes da Dani, mas assim, essa pergunta não tem nenhuma resposta errada, assim, é uma resposta única. Pânico, pânico, pânico!

?Voz A

Não, não tem, porque eu sei que vocês deram um grão passado.

?Voz C

Ele é um filme muito redondo já e a continuação dele não faz nem sentido, não tem carisma, não tem pra onde continuar. Tanto que não continuou, né? Qual franquia tá pensando?

?Voz A

Não, é que vocês estão pensando nas continuações tipo Pânico 2, Pânico 3, mas se você for ver hoje em dia Pânico 6, 7, Faz sentido ainda as continuações? Vocês acham que tem continuações boas? Porque eu, por exemplo, eu sei que vocês fizeram para o passado.

?Voz C

O Wes Craven morreu assim, então tem esse ponto. O último filme que ele tava ali metido no meio, ele ainda faz sentido, ele ainda tem ligação com o universo do pânico dos outros filmes. Esses outros filmes são outras pessoas que estão fazendo, nem é pânico, Pânico mais, nem consideram mais como se fosse Pânico. Acho que eles estão assim tentando continuar, mas só que de um modo geral tem uma série de filmes que conversam entre si e ainda fazem sentido.

?Voz D

Mas esse negócio É que não tem como, é tipo assim, você falou, ah, Pânico teve as continuações, o 5, 6 e 7, que assim, entre nós, nós odiamos, assim, é um consenso de que a gente odeia essas continuações pós-morte do Wes Craven. Mas assim, né, a gente fez episódio de Eu Sei O Que Vocês Fizeram, a gente tipo, Eu Sei O Que Vocês Fizeram, tem aquele lixo do terceiro filme, o novo que ele é legal, mas é que nem eu falei naquele episódio, eu sei que vocês fizeram, ele não é nenhum filme, ele é um filme extremamente genérico, ele veio só por causa da onda de Pânico e ele não agrega nada, ele é só, ele é mais um com elenco estrelado, que eu considero um elenco bem melhor que o elenco de Pânico, porque assim, você tem sorte de você ter a Sarah Michelle Gellar, já eleva seu elenco a enésima potência.

Mas assim, roteiro, que roteiro, né? Vilão, que vilão é esse? Assim, não, assim, não, gente, é pânico. Assim, tem pânico, definiu, que ainda define gerações do terror assim. Assim, foi por causa de pânico que você teve. Eu sei que vocês fizeram no verão passado, senão nem saíra do papel essa ideia. Então, que é bem diferente que nem, por exemplo, Sexta-feira 13 e Halloween, que você só teve um Sexta-feira 13 porque Halloween veio antes e fez sucesso.

Só que aí Sexta-feira 13, independente do sucesso que a trilogia nova do Halloween fez, Sexta-feira 13 ainda está muito mais forte na cultura pop do que Halloween, sabe? Tipo, Michael Myers algumas pessoas conhecem, agora o Jason até minha bisavó quando era viva conhecia e ela nunca viu um filme, sabe? Então é essa diferença de pânico e eu sei que vocês fizeram não existe assim, pânico engole.

?Voz A

Então é Não é, eu entendi um bom ponto mesmo. Eu assim, eu vejo mais a questão da qualidade, né? Eu sei que vocês fizeram no passado, teve uma, eu acho que uma, apesar de ser pouca coisa, teve uma qualidade boa, né? Sempre uma coisa meio superficial, se você pensar. Mas entendo, entendo o ponto de vocês. É bom, vamos conversar então A Hora do Pesadelo também, que foi outro filme que eu acho que, por exemplo, Wes Craven é um gênio, isso aí a gente concorda, né, e tal.

Mas a hora do pesadelo, eu acho que quando ele faz a Nancy, né, tipo os pontos sinais que ela faz, aquelas armadilhas tipo Scooby-Doo, né, e começa a gente torcer para ela fugir e tal, e ela tropeça. Eu acho que foi tipo quando você vê o ponto genial de um bom diretor. Ele fala que ela, ela cai para criar aquela expectativa na gente, né? E a gente fica admirado com aquela coisa. Dani, você acha que quando você— Dani Caíque, né?

Você acha que quando você assistiu esse filme, quando vocês eram, sei lá, mais jovens e tal, vocês assistiram esses filme, vocês criaram essa expectativa de ver, ou até hoje em dia, né, de ver a protagonista fugindo e você ficar meio que falando, cara, será que ela vai conseguir fugir ou não, sabe? Ainda cria aquela coisa, apesar de no final dar tudo certo. O que que você acha, Dani?

?Voz C

Ah, é que a gente já consegue identificar, né, tipo, ela é a protagonista, então é óbvio que ela vai sobreviver de alguma forma. Então acho que não cria mais aquela expectativa de se será que vai dar certo ou não. Acho que tem mais aquela ansiedade pelas situações. E uma coisa que eu gosto muito desse filme também, mais uma vez falando super, né, exaltando aqui o Scrubbers, eu acho que esse filme ele consegue pegar Ele volta àquela coisa dos medos primários e dos clichês.

E ele pega aqueles clichês de sonhos que a gente tem, de pesadelos que a gente tem, assim. Qual a pior coisa que você imagina que poderia acontecer e que talvez nem fosse possível na vida real, mas se você estivesse sonhando, a sua mente conseguiria criar aquela situação? E aí ele coloca os personagens, justamente naquela situação que você sabe que é um sonho, você sabe que é um pesadelo, mas que você sente como se tivesse acontecendo de verdade.

Quantos de nós já não passamos por isso, né? É um pouquinho disso, dormir e ter um pesadelo que você tá correndo e não consegue fugir, que você tá num lugar e você não consegue sair, você quer gritar e a voz não sai. Então ele Ele pegou os clichês dos sonhos, clichês dos pesadelos e transformou num filme, o que eu acho muito genial, assim. Então acho que esse filme tem a questão de se a mocinha sobreviver ou não. Mas tem a questão também dele pegar e gerar uma ansiedade.

Porque você consegue entender o que aqueles personagens estão sentindo. E funciona super bem.

?Voz A

Entendi, um bom ponto mesmo.

?Voz D

Eu sou suspeito para falar porque eu adoro os Desafiadores, e depois que a gente fez o apanhadão, a gente passou por cada filme da série, eu gostei ainda mais. Eu vi tipo como foi bem trabalhado e como o porquê do Fred ser tão icônico na cultura pop. E é uma coisa assim que eu acho que Por mais que essa coisa dos sonhos, do ataque dos sonhos, seja um clichê dentro do próprio horror, eu acho que você consegue, por ser mesmo esse campo dos sonhos, do onírico e tal, você consegue, tipo, sabe, viajar, você consegue criar e não ficar na mesmice.

E acho que isso foi um ponto que que manteve muito a série em alta, a saga em alta. E depois, quando caiu, foi quando assim os roteiristas pararam de serem criativos e apostaram só no conforto, no local de conforto assim. Então por isso que agora, até que você falou, essa semana saiu a notícia de que estão sendo produzidos, está sendo produzido um novo tipo Hora do Pesadelo, eu tô ansioso para ver como que eles vão trabalhar isso, sabe?

Porque já teve aquele remake pavoroso que foi mais do mesmo. Foi esse sim, foi um filme cheio de clichês. Você já viu tudo aquilo e de uma maneira muito melhor feita. E eu quero ver como que eles vão trabalhar, porque assim, o mundo dos sons dá para pirar muito. Dá para você, nossa, e ainda mais com a tecnologia que a gente tem hoje, você pode, nossa, você pode fazer umas bizarrices assim bem, bem legais assim.

?Voz A

Entendi. É, esse ponto aí é legal, né? Mas uma coisa que eu fico pensando quando eles vão fazer esse novo A Hora do Pesadelo é questão, por exemplo, de CGI. A gente foi tratar, pô, o primeiro Hora do Pesadelo, ele é clássico, né? Ele usou muito, só, né, na verdade, né, ou alguns também, não sei, efeitos práticos, né? Então ele tem muito efeito prático. E hoje em dia, para baratear coisas, eu acho que eles vão fazer tudo em 3D, CGI, sei lá, né?

Então tem esse ponto também, eu acho um problema, né? Bom, o outro que a gente conversou aqui, né, que é o vilão aparentemente morre, né, mas volta, aquele clássico do Ele levou um tirão, um tirambaço, né? Ou sei lá, teve a pior morte, ele volta para te assustar, né? Eu acho que o começo, né, o clássico é o próprio Halloween, né? Que essa aí eu acho que o John Carpenter tava de sacanagem, zoando a gente, né? Quando ele faz o doutor lá, né, atirar, né, no Dr.

Loomis, atirar no Michael Myers. E a gente fica calado, né, realmente aconteceu e tal. O que que vocês acham? Essa coisa do vilão voltar, né, Halloween foi divisor mesmo? Ou vocês acham que outro aí é o mais clássico? O que que você acha, Dani? Tem outra cena aí que é mais clássica que essa? Ou quando você pensa o vilão vai voltar, é esse que vai na sua cabeça.

?Voz C

Eu acho que talvez na época tenha sido chocante, né? Porque na época você não sabia se ia ter outro filme ou não, se ia ser uma franquia, não tinha muito essa coisa assim de excesso de filmes. Aí eu sinto que como eu já peguei uma época onde o cinema tava em alta, o terror tava em alta, você já terminava o filme sabendo que ia ter uma continuação. Você já sabia que, você já percebia que tinha um gancho e que ele podia voltar. Então hoje, quando eu vejo um filme assim, ai, e o vilão morreu, eu já fico achando que não, ele daqui a pouco, se for sucesso de bilheteria, aquele vilão vai voltar e vão dar um jeito de ressuscitar ele.

E daí, a gente já tem esses exemplos, né, das franquias. Até que estão aqui na pauta, tipo Halloween, Sexta-feira 13, Hora do Pesadelo. Que a gente já sabe que eles vão voltar, né. São filmes infinitos, então... Aí mesmo quando lançam assim, ficam: Ai, talvez seja o último filme da franquia do Halloween, né. Depois de terem feito 20 filmes. A gente sabe que sim. Se esse último filme for um sucesso, eles vão querer fazer outro.

Então assim, vilão de filme de terror nunca morre, eles nunca morrem, eles sempre podem voltar. E aí, se não voltar o vilão, o que que é um outro clichê também? Às vezes o vilão morreu, mas eles querem dar um jeito de continuar o filme. Aí outro clichê, ou eles ou alguém da família daquele o vilão volta para se vingar, tipo, aí um filho, um irmão, uma prima, sei lá. Ou eles pegam e fazem um filme contando a origem do vilão, voltando para o começo, voltando para a vida dele antes dele se tornar um assassino.

Então essa questão da volta já é um clichê, né? Então todo filme de terror a gente sabe que a qualquer momento O mal nunca morre.

?Voz D

É porque antes, quando a gente nasceu, esses vilões, a maioria desses vilões, eles estavam já, né, mortos. O Freddy tava, já tinha acabado, só ia voltar no Freddy vs Jason. O Michael Myers também Nem, né? Tipo, teve o H20, mas, e teve o Bussa Rhymes, mas assim, foi um sopro. Depois só com o bendito do, ai meu Deus, qual que é o nome do roqueiro? Ai, do Rob Zombie. Então essa coisa de o vilão sempre voltar era uma coisa que tava incrustada assim, mas a gente não sentia porque tudo já tinha passado.

Então você tinha uma série de filmes, você assistiu os filmes, então você não tinha essa coisa, essa sensação de que tava perdendo a força assim. Mas hoje que Hollywood tá pobre de ideias, só tá apelando para as coisas que já estão estabelecidas, então você vai ter Leatherface— não é Leatherface também, que daqui a pouco vai ter ele já foi anunciado, mas você vai ter Ghostface saindo do bueiro, saindo do cu da Sidney Prescott.

Vai ser, vai ser a vizinha, daqui a pouco é o padeiro, daqui a pouco açougueiro, daqui a pouco é a mulher lá no trânsito que ela brigou, que ela brigou com a guardinha de trânsito. Então é isso que fica chato. Eu acho que o vilão voltar hoje em dia, que A gente tá vivendo junto com esses filmes, eles sendo lançados na hora e a gente tá viva para ver isso, fica muito chato, que fica uma sensação de que não tem mais ideia, sabe?

É uma coisa que um amigo meu falou que eu fiquei refletindo muito sobre, de que do que ele, porque ele gosta de mangá e que ele detesta HQ de super-herói, porque mangá tem começo, começo, meio e fim. Então, tipo, é, tirando One Piece, Dragon Ball, mas tudo bem. Mas assim, mangá, você vai, a Sakura, Sakura, ela tem a edição que ela encontra as cartas Clow e depois tem a final que ela derrota o Mago Clow. Então, tipo, tem, tem um arco.

E quadrinho não, tipo, Batman e Superman estão desde a década de 30 aí derrotando vilões. Coisa assim. Então nunca tem essa coisa, sabe? Parece que nunca tem fim e parece que chega um momento que a história fica engessada, não tem mais para onde ir. E assim, depende do filme. Que nem uma saga que eu acho que ela é extremamente criativa é do Brinquedo Assassino. Acho o Chuck extremamente criativo, se reinventa, e eu acho que ele tá na melhor fase.

Assim, as séries, a série é incrível, os últimos dois filmes que foram direto para DVD são incríveis, O Culto e A Maldição, e vai ter um novo filme e não deixa de ser criativo. Então depende muito do autor, é porque quando é, no caso do Chuck Domancini, que é o criador, ele tá desde o começo junto e é uma coisa que ele tem muito amor, muita paixão, ele se envolve, fica uma coisa bem legal, criativa, que se renova. Agora, como é, por exemplo, o meu querido, que infelizmente tá sendo prejudicado, o Pinhead em Hellraiser, é uma abominação de filme atrás da outra, assim.

E porque quem você só tá tendo para manter direitos em cima da obra, mas não tem, não tem um porquê.

?Voz A

Sabe, pô, interessante, interessante essa discussão aí que seu colega, essa discussão com seu colega foi bacana aí. É uma coisa até de se pensar, né? É tipo, o mangá realmente tem começo, meio e fim, né? E tem várias obras, né, tipo mais populares assim, que tem isso, né? E é interessante esse ponto aí, né? Porque você vê influência, sei lá, né, até da produção do país, né? Sei lá, Estados Unidos, que é capitalista, né?

?Voz D

Então, mas o baile Não, que aí que foi que eu entrei em conflito com ele, que parece que tipo eu saí na porrada com ele.

?Voz A

Eu falei, Batman tem 80 anos e tá fazendo uma menina de 20.

?Voz D

Não, não foi isso, mas eu falei tipo, Batman é um dos que mais se reinventa assim, querer gostando ou não, é o super-herói que mais tem quadrinhos saga e graphic novels que marcam, sabe? Dia das Bruxas, O Cavaleiro das Trevas, O Homem Que Ri, A Piada Mortal, e por aí vai. Você sempre tem essa renovada. E aí que eu falo, não importa se o vilão ele volta, às vezes até você gosta, você é uma pessoa que é fã e não quer se desapegar.

Problema é você manter uma criatividade, tipo Ele vai voltar? Legal, me mostra o porquê que ele volta, sabe? Me dê uma razão dele voltar. Não é só voltar por voltar. É isso que eu tenho receio com os filmes de Jogos Mortais. Eu, assim, a partir de um certo filme, eu não vejo razão para ter mais, assim. Coitado do John Kramer faleceu no terceiro filme, mas aí não mexe com o cadáver do defunto, o defunto do velho. E para mim isso que pesa, sabe, né? O problema não é voltar, o problema é a motivação para se voltar.

?Voz A

Pois é, faz sentido, faz sentido. Bom, o próximo a gente trouxe aqui, e vou dar uma adiantada, que é o Jason, né? O Jason vive Se eu não me engano, é de 1986, né? E pô, é um filme assim, acho que tá nessa data aí. E é um filme totalmente, né, clichêzasso, né? Principalmente a forma como o Jason volta para aparecer no filme, né? Simplesmente, pô, resolve aí, coloca um raio caindo, né? E acontece isso, né? O Jason volta dessa forma.

Bom lembrar, né, que o Mike começando a tomar, ter uma decaída, né, sobre essa fraqueza e tal. Tipo, ah, injeta qualquer coisa aí, né, para aparecer e vai matar adolescente e tal. E é isso, né? Mas é bom dali. Fale para mim uma coisa, quando você assistiu esse filme aí, tá bom, você achou que te surpreendeu? Tipo, o Jason aparecendo novamente na cena?

?Voz C

Não, gente, nada me surpreendeu, porque quando eu comecei a assistir Sexta-feira 13 já tinha uns 50 filmes da saga, então eu já sabia que que ele não ia morrer de forma alguma. Infelizmente a gente já pegou essa fase sem a surpresa, né?

?Voz D

Então eu amo Sexta-feira 13. Outra também que foi anunciada essa semana que vai ter, vai ter reboot. E eu gosto, então, Sexta-feira 13 ele é um exemplo de que o vilão voltar não é ruim. O ruim é ele fazer a mesma coisa, assim, sempre são jovens idiotas que vão transar no meio do mato. Isso que para mim diminui a qualidade, não ele voltar, mas sempre a mesma situação dele tá na mesma situação. Voltar para mim, assim, se ele volta, tanto que quando ele volta zombificado para mim é a melhor parte.

Eu gosto muito. E também comecei a, depois que eu ressisti, eu comecei a dar mais valor para quando ele vai para o espaço. Então para mim não é o problema, não é voltar, o problema é tá sempre com a mesma, tipo, não tem mais jovem, é sempre a mesma situação. Então isso que ferra um pouco. Podia colocar tanto que quando colocam ele no Jason Vai para o Inferno. Eu gosto bastante, é um dos meus favoritos, mas é que o público mais odeia.

Então também tem essa questão do retorno, do feedback do público. Acho que o público gosta dele fazendo a mesma coisa sempre, então aí é caso vencido.

?Voz A

Bom ponto, bom ponto. É tipo assim, você falou isso aí do Jason vai para o espaço, realmente pensa, né? Você pensa um pouco, principalmente na questão do, de como que era, né, a franquia, né? Ele tentou se revitalizar algum momento, né, mas não deu certo. Infelizmente não deu certo. Nos quadrinhos deu até, né, mas é uma Uma questão aqui interessante. Você tem razão, acho que quando sai Jason vs. Freddy, é uma— vou fazer desse jeito, né, Marcinho?

É um filme que eu gosto bastante, mas é totalmente assim, você vê, né, pelo olhar principalmente de hoje, né, não um que tem, não o João de 2003, né, que tinha, sei lá, 15 anos, né? Então você viu hoje, você fala, caralho, né? Tipo, pô, aquecendo qualquer coisa, né? Naquela época era o ápice, né? Porra, o Freire vai enfrentar o Jason, né? Eu lembro que MTV passava direto coisa, né, material sobre isso e tal, né? A gente pirando, né?

E tem coisas que realmente acho que passa um pouco, né, mais da nossa idade, né? Falar, né, é legal, né? Mas você vê que realmente hoje em dia o gênero vai para o espaço, tem que ter um valor, né? Porque ele tenta mudar o gênero, né, um pouco, não se apoia em outra coisa, né? Bem pensado, bem pensado. Bom, vou pular aqui só o 4, que seria o já volto, né, que é o que a gente comentou também do vamos separar e tal, né. Eu acho que são coisas que andam juntas, né.

Mas é direto para o 5º clichê, né, que é o susto falso, susto falso, o famoso jump scare, né. O primeiro aqui que eu separei para vocês, eu comentei, né, que é Invocação do Mal, que eu e a Dani comentamos. A gente falou que a saga toda do James Wan se apoia, né, no jump scare, né? E ele coloca Invocação do Mal como um filme pilar, né, do jump scare. Tem uma pergunta uma resposta curta e rápida para vocês, tá? Vou começar com a Dani. Dani, Invocação do Mal para você foi um filme assim inovador do James Caan?

?Voz C

Não, eu não sei se tem um filme inovador na James Caan. Acho que não tem. Eu não sei se tem um filme que seja inovador nesse sentido. Eu acho que esse é o maior clichê do terror sobrenatural, né, principalmente, que eles têm esse hábito de te dar esse susto, né, tem esse susto que chega a ser óbvio. Então a gente já sabe que, nossa, o personagem, tipo, ai, se ele baixou a cabeça assim na frente do espelho, quando ele levantar vai ter alguém atrás.

Ai, que ele vai estar tomando banho que ele vai ouvir um barulho, que ele vai desligar a luz do quarto, aí ele vai ver um fantasma, e quando ele liga a luz não vai ter ninguém. São sustos que a gente já sabe que vão acontecer, né. Então eu não acho que Invocação do Mal tenha sido revolucionário. Porque eu sinto que isso tem em todos os filmes de terror sobrenatural, que tem esse tema sobrenatural, né. Então, eu não sei. Acho que não sei...

Aliás, é uma curiosidade, né. Não sei qual foi o primeiro filme de terror sobrenatural feito na história. Mas com certeza foi ele que trouxe isso. E essa fórmula se repete até hoje. Acho que a única coisa que Invocação do Mal fez foi dar uma refinada, assim. Foi fazer um... Como é que eu posso dizer? Foi dar uma melhorada ali, né. Porque querendo ou não, eu acho que Invocação do Mal, ele é uma super... Eu acho que ele é uma superprodução que a gente tem no meio do terror, assim.

Essa questão visual, essa questão do áudio. Eu acho que é extremamente bem feito. Eu não acho que eles tenham reinventado a roda e feito uma coisa nova. Mas eu acho que eles trouxeram uma qualidade cinematográfica sensorial e de experiência pra algo que já existia. Tanto que eu comentei aqui que eu acho os filmes meio chatos até. Não sou fã de Invocação do Mal, não gosto muito das histórias. Mas eu acho o filme extremamente bem feito.

Então é um susto que pra quem talvez não é tão fã de terror, pra quem talvez não acompanhe tanto, as pessoas realmente se assustam, né. Tem gente que não é fã de terror igual a gente, que sabe. Filme, diretor, etc. Mas adora Invocação do Mal, porque ela vai no cinema e ela tem a experiência de realmente sentir medo, porque eles conseguem criar uma atmosfera em volta desse susto. Então, ele acaba sendo um susto mais bem feito do que de outros filmes que tentam e às vezes não têm essa mesma qualidade.

?Voz A

Entendi. Boa. É, até você comentou aí que você, sei lá, isso não foi o primeiro filme de terror de casa mal-assombrada, história e tal, né? E realmente eu fui procurar aqui qual que é o primeiro. Primeiro é do Georges Méliès, né, de 1896, né? Eu acho que muito disso de casa mal-assombrada, né, São filmes ímpares, né, tipo de coisa assim, né, que deixa a gente meio cagado, né. A gente recentemente fez um podcast, né, sobre casas mal-assombradas e tal, né, e a gente trouxe alguns filmes que comentam sobre isso, né.

E aquela coisa, né, acho que caso uma coisa se mete com a gente Principalmente porque é o lugar onde a gente tem, né, um lugar de conforto nosso, né, que a gente tá de boaça aqui, né. E se aparece alguma coisa fora do comum, realmente a gente fica, pô, assustado, né. A gente fica, caramba, né, você tá no meu lugar, né, de descanso e tal, né. É igual quando toca a campainha do nada quando você não tá esperando, né, você fica para você?

Não, você que atendeu. Quem será que é, né? Então a gente fica meio que até com, como é que fica na mão quando toca a campainha em casa? Mas boa, boa. E hoje em dia, né, o, né, vou ficar falando mal filme, né, foda para caramba, né? Eu comentei com a Dani também, né, que eu fui assistir o Evil Dead e meio que no meio do trailer lá Acho que tirou uns 5 minutos para mostrar uma cena de jump scare. Então é uma franquia que atrapalha bastante.

?Voz D

Eu tava falando com o microfone desligado, perdeu. E você, o Invocação do Mal não é um, não é uma saga que eu curta muito assim. Tipo, eu tentei assistir o primeiro, não gostei. Aí eu fui assistir o segundo, aí eu gostei. Aí eu assisti o primeiro, aí eu gostei. Assim, me deu uma chance. O terceiro eu não assisti até hoje. Aí eu fui ver o quarto no cinema, foi uma experiência deprimente. E a questão dos jumpscares, assim, ele é porque o James Wan, ele sabe fazer, ele sabe fazer muito bem.

E Invocação do Mal é bom, mas eu ainda prefiro os jumpscares do Sobrenatural, acho bem melhor, bem mais trabalhado. E quando eu vejo assim, você pode reclamar da quantidade de jump scares nessa saga, mas aí se você colocar em comparação com uma outra saga que eu detesto, que eu abomino, que é aquele, é A Entidade, que foi eleito o filme de terror mais assustador de todos os tempos, mas não é porque ele é assustador, é porque ele tem jump Jumpscares, atrás de jumpscare, porque ele não consegue manter um ambiente assustador, ele não consegue manter uma atmosfera de terror, ele só apela para os sustos.

Aí você vê como Invocação do Mal, o James Wan tem um trabalho muito melhor, porque eu detesto aquele filme. E até a Dani tava falando de qual que era o primeiro filme que o filme sobrenatural, os filmes sobrenaturais que trazem assim esse jump scare, eu sei, eu não lembro de onde que eu tirei isso, mas eu lembro que o primeiro filme, o primeiro jump scare da história do cinema aparentemente foi o do Cat People, daquele filme, acho que é O Olho de Pantera, que tem até um remake com o Aí ia falar Demi de boa.

É o Malcolm McDowell. Malcolm McDowell, é isso. É, tem esse que eu conheço, é esse. Eu não vi ainda a versão original, mas que é o primeiro jump scare da história do cinema. Não é o Malcolm McDonald, é o Alex na Laranja Mecânica. E assim, então, é, eu não tenho, não tenho nada contra. Assim, eu acho que o jump scare me irrita menos do que os roteiros mal feitos do terceiro e do quarto, assim, sabe? Tipo, quando o filme já caiu nas graças do povo, em vez de focar na história fica focando em trazer personagem, criatura irreverente para criar franquia depois.

Então, tipo, deu certo com Annabelle no primeiro, deu certo com a freira segundo, aí no terceiro eles tentaram trazer sei lá o quê, aí no quarto eles trouxeram um cara que até parece a entidade da entidade. Aí que fica tosco para mim, quando você tenta criar esse multiverso da Marvel em vez de você focar na história. Então, para mim não tem problema assim.

?Voz A

Entendi, entendi. É, eu assisti o Sangue de Pantera, esse aí do Malcolm McDowell, realmente eu fiquei devendo, né, o filme que eu preciso assistir. E, né, a gente vê, né, que é um filme assim bem, né, datado. Né? Ele é um filme sobre uma mulher, né, que ela faz um assassinato. Faz muito tempo que eu assisti, né? Ela faz um assassinato e tal, e um investigador vai, né, atrás dela, se eu não me engano. Acho que era isso. Faz muito tempo que eu assisti, mas eu acho que é isso.

Enfim, né? Então, o James Caan aí não faz parte, né? Tem que estar. Né? A gente comentou aqui, né? Até o próximo aqui que ele traz é o próprio Sobrenatural, né, do James Wan. E assim, vamos ser razoáveis, o primeiro, segundo são bons, o restante acho que fica muito clichê, muito ruim. Vocês concordam com isso? Dani, você concorda com isso? Kaique?

?Voz C

Ai, eu não sou tão fã dessa saga. Eu acho que pra mim todos... Pra mim é o suco do clichê, assim. É o clichê extremo. Todos os filmes da saga sobrenatural, Invocação do Mal. Eu acho que eles reúnem, assim, tudo que o pessoal gosta de ver num filme de terror. Funciona num filme de terror sobrenatural. Ele tem todos os elementos, ele tem todos os sustos óbvios. Mas é o que eu falei, né.

?Voz D

É bem feito. Eu acho os dois primeiros legais, não é o meu tipo de filme, mas também não é, não acho péssimo. Eu acho interessante, a dinâmica do casal é bem legal. Então você, então assim, quando você se concentra na história que você tá contando, é muito massa. Mas aí quando eles descobrem a mina de ouro, que é você inserir personagem para criar franquia paralela depois, Aí fode. Aí, meu filho, aí, aí o terceiro e o quarto, que já não é dirigido por outra pessoa, tipo, acho que o 3 e o 4 foram dirigidos pelo mesmo cara que dirigiu A Maldição da Chorona, que o povo caiu matando.

Eu não vi, mas o povo caiu matando. Então, tipo, você vê que a qualidade, eles não estão nem aí com a qualidade, eles estão em em você expandir o universo para você gerar mais personagens, para você gerar mais filmes, para você continuar expandindo o universo, para você gerar personagem, para você criar filme, para expandir o universo. E aí fica nisso para sugar o máximo de dinheiro que esse multiverso, que o Invocaverso pode sugar.

Tanto que vai ter série, parece, né? Vai ter as prequels, que eu não sei se vão ser séries ou vai ser um filme. Eu acho que é série. Que vai direto para HBO Max. E é isso, gente, até enquanto o povo ainda tiver comprando, vai ter.

?Voz A

Você falou uma coisa interessante, né? A gente, o primeiro, né, foi em 2011, né, e foi dirigido para James Wan. Primeiro e segundo, né, foi dirigido por ele. Depois o Lei, o Anel, né, que é o criador, né, do—

?Voz D

ah não, pera, calma, você tá falando de Sobrenatural.

?Voz A

Ele, ele—

?Voz D

ah tá, eu falei, eu falei do Advocação do Mal, perdão. Sobrenatural não assisti nada.

?Voz A

Ele acredita que Adam Hobbit, não conheço nada que ele fez.

?Voz D

Quer dizer, eu assisti partes, assisti trechos, eu nunca assisti um filme por completo. Nunca, nunca assim. Mentira, puta! Nossa, você vê, né, a minha memória tá tão— Eu assisti o último que foi dirigido pelo gostoso lá, qual que é o nome do gostoso?

?Voz A

Entendi, Patrick Wilson.

?Voz D

É um filme todo, é um filme de família, é um filme de trauma, e eu assisti esse. Esqueci de assistir. Foi o único que eu assisti todo. Não tem, né, não tem nada contra. Não virou, né, não virou Invocaverso. Tem os filmes, continuam seguindo uma linha de raciocínio, né? Então não tenho nada contra.

?Voz A

É, e nossa, você falou isso, desbloqueou, é realmente, né? Que assim, é o filme Sob Natural, ele meio que me engolia a minha mente, né? Porque é um filme interessante, porque o primeiro segundo ele vai falar de uma família, né, que sofre por problemas ligados, né, o sonambulismo e tal. É interessante até a história. E daí o capítulo 3, 4, né, 3 e 4, acho que o 6 vai sair hoje, esse ano, quer dizer, né. São filmes assim que realmente é qualquer coisa, né.

Mas o 1, 2 e o 5º, né, que foi o Pat Wilson que dirigiu, é interessante porque ele conclui a história da família, né. Porque no primeiro filme a gente vê essa questão do sonambulismo que acontece, que é meio que um modo do cara viajar durante o sonho e tal, né. Ele lembrou um pouco, se ele fosse do universo do Stephen King, ele ia ser um daqueles Shines, né. E ele tem muito dessa parada, né. E aí ele tem que usar esse poder que ele tem para recuperar o filho dele, que tá meio que capturado por aquele diabão que parece o Dartmouth, né?

E aí o 2, a gente vê a consequência do que aconteceu no primeiro, né? E o final aí, para quem não sabe, o Patrick Wilson é possuído e tal, né, no 2. E achei genial por conta disso, né, que ele ele vai atrás da família e tenta matar a família, né? E daí meio que tipo assim, todo mundo foge do pai, né? Então meio que o pai trouxe um trauma, né, para aquela família. E meio que se encerra no capítulo 2, ele tá abraçando e tal, né?

E nesse do Patrick Wilson é consequência, porque ele tá separado da mulher, meio que o filho meio que não leva ele muito a sério. É um outro rolê e tal, né? Então tipo, achei bacana a continuação dessa história, né? Se você for parar para pensar, né? Apesar de ser um filme com 6 sequências, né? Tipo, a porra é foda.

?Voz D

Um dia pegarei para assistir. Se fizermos um episódio só sobre Sobrenatural, você vai gostar, cara.

?Voz A

Pega Sobrenatural, somente o capítulo 1 e 2, e esse que você assistiu do do Petcursos, vale muito a pena, viu? É um filme bacana, vale a pena. Então até o final do ano acho que vai ter um então para você ver. Outro aqui, né, que a gente encerrar um pouco, a gente oficial, na verdade, né, que é A Brás de Preto. É um filme de, na verdade, teve até uma curiosidade, ele é um filme de 2015, se eu não me engano, né, é um filme de 2015, não, perdão, nossa, muito mais, 2012, né.

Ele foi realizado pelo James Wax, né, ele fez até um que a gente gosta bastante, que é o Sem Saída, de 2008, né, com Michael Fassbender e tal, que é um filme polêmico, né, demais, né. E é o diretor também do Speak No Evil, de 2024, né, o americano que a gente citou no último programa nosso. Então é um diretor competente, né. Eu acho que ele ganhou muita fama por conta que tem o Daniel Radcliffe, né, que tinha acabado a saga do Harry Potter em 2011, então tipo um ano depois dele feito aí.

Então tava bem na alta mesmo, né? E ele, todo mundo foi ver ele também muito por conta do Harry Potter e tal, né? Então é porque assim, em si é um filme bem qualquer coisa, né? Um cara, um advogado, ele vai numa casa e nessa casa aconteceu uma tragédia, que era uma mulher e que ela era escrava preta e tal, né, e matou os filhos, uma coisa assim, né. Então a casa é atormentada por esse espírito e ele vai lá provar que não tem e tal, né, que ele vai tentar vender a casa e tal, né.

Então é um filme interessante, né. E a autora, né, baseada no livro clássico que é da Susan Hill, né, que ela fez Acho que eu só conheço A Mulher de Preto, os outros livros dela eu não conheço. E ela fez, né, esse filme aí, escreveu o livro, perdão, né. E tem um remake que é de 1985, se eu não me engano. Não, 1989. Que quem faz, né, que foi um filme feito para TV, né, e quem faz o advogado, né, é o pai do Harry Potter no filme, né, é o pai do Harry Potter no filme, é o Tiago Potter, né, acho que é Tiago o nome dele, ele que faz, né, o pai do Harry Potter.

Então é, tava na Pottermania na época, vocês podem ter percebido. Mas enfim, Dani, você assistiu A Mulher de Preto? Você estava na mania do Harry Potter na época de 2011?

?Voz C

Nunca estive na mania do Harry Potter, não me pegou. Mas assim, para mim foi outro filme genérico que acabou fazendo sucesso por causa do Harry Potter, né? Mas é aquela história também daquele clichê da casa amassombrada, aquele outro clichê sobrenatural, né, daquele espírito que fica encarnado no lugar e aí você precisa fazer algo.

?Voz D

Então eu assisti o remake com o Harry Potter quando ele era de clipe, eu achei a coisa mais que mata todo mundo. É tipo, eu achei genérico, achei enfadonho. É aquele que, é aquele tipo de clichê que o Trecheira Violeta fala da moça de véu preto com a bocarra demoníaca. É isso, é esse, esse é o fantasma, esse é a aparição da mulher de preto assim. É uma coisa muito genérica, mas é bem coisa, não 2010, assim, é bem que tava na época.

Então ele é mais um e que se aproveitou do que tinha. Você tinha um protagonista extremamente famoso, extremamente hypado, você tem uma história que é clássica, porque o primeiro Mulher de Preto ele é um filme clássico, pelo menos para os britânicos. Ele, ele, eu que vi um Alguns trechos assim, porque eu não quis ver, porque eu tive uma impressão muito ruim do filme do Daniel Radcliffe, porque foi muito ruim assim, foi uma perda de tempo assim, meu.

É um tempo que não volta mais, né? Que o filme é qualquer coisa, ele é qualquer coisa. Acho que tem duas coisas que me irritam: ou quando o filme é uma bosta, ele é um lixo, é um chorume, ou quando ele é qualquer coisa. E esse filme foi bem qualquer coisa. Não me entreteve nada. E o final, reviravolta do final, assim, parece que foi, meu Deus, que pesado! Mas é tipo, assim, sem dar spoilers, mas é um final quase parecido com o final de A Névoa, sabe?

Então você faz parecer, nossa, que filme pesado, que final pessimista, que é um final pessimista, mas assim, eu já vi filmes melhores fazendo o mesmo final com mais impacto. Então para mim tanto faz como fez. Mas é assim, ele é um clichê dessa bocarra demoníaca, dessa assombração, porque é uma coisa muito, é muito, sabe, uma coisa que vê o tempo todo. Tanto que essa mulher de preto teve um filme que eu queria ver no cinema, mas acabei não vendo eu perdi, foi do ano passado, eu acho, que é de A Mulher na Janela, A Mulher Lá Fora, é uma coisa assim, que era um terror com atores pretos, de uma aparição de uma mulher que tava com um véu.

Então eu queria muito ver, só que as pessoas falam, gente, é qualquer coisa. E assim, Se eu achava que por usar um clichê eles iam reverter esse clichê, ia ter alguma coisa assim. Não, o que a crítica falou é que é mais do mesmo. Então deixei passar, né? Era qualquer coisa, que era genérico. Eu falei, ah, para quê?

?Voz A

Mas você assistiu esse aí que você falou da família? É, faz sentido. É, como eu falei, né, até a Dani comentou uma coisa interessante, né, os filmes que estavam, né, no hype do Harry Potter, né. Eu lembro muito daquele também, que foi um filme polêmico e tal, que o Daniel Radcliffe aparece pelado junto com um cavalo e tal. Daí todo mundo, nossa, né, que filme polêmico! Porque é o ator do Harry Potter, uma coisa sensacionalista, né.

E daí eu lembrei disso, né, que eu acho que é um filme que estourou só porque, né, É um filme do que tinha o polêmico, né, do Harry Potter. Então acho que você fala coisas de todo ator que fica marcado pelo personagem.

?Voz C

Aí ele tenta fazer um filme completamente contrário para se desvincular do personagem e nunca dá certo.

?Voz A

Nunca dá certo.

?Voz C

Quanto mais a pessoa quer se desvincular do trabalho que ela faz, menos dá certo. A gente viu outros exemplos, né?

?Voz A

Sim.

?Voz C

Ah, jamais! Você acha que eu vou? A Hannah Montana tá em alta de novo. É, destruiu, mas Hannah Montana forever.

?Voz A

É, porra, é isso, é verdade, né? Porra, Ana Montana foi uma personagem, né, única assim, porque eu assistia muito na época do iCarly, né, que a gente comenta aqui, e eu não tinha, né, o hábito de assistir Nicki Minaj e tal, né? E mas a Ana Montana tinha É furado essa bolha, né? Então eu passava até na Globo, né? Então é uma coisa ícone. É, não, esse relato, né, na obscuridade, né? E o foda é que ela tinha que ir para uma escola pública nos Estados Unidos ainda. Fora, né, cara? Foda. Humildade, humildade.

?Voz D

Eu que agradeço, gente. Eu prometo quebrar o clichê novamente, voltar com uma internet boa, zero bafo, gostar do conforto de minha casa, com meu Wi-Fi, fazer um episódio do começo ao fim, né?

?Voz A

Então foi bem legal.

?Voz D

Amém, quero mesmo, permita.

?Voz A

Presença do Kaique, obrigado. Amém, que assim seja. É, é, ai, mentira, mentira, perdi esse clichê.

?Voz D

Ai, o clichê da regatinha. Ai, gente, viado não tem sorte.

?Voz A

Junta no clichê da regatinha branca.

?Voz D

Eu não falei, não tava na hora, mas ai.

?Voz C

E é isso, né, gente? Vamos vestir a nossa regatinha.

?Voz D

Eu vou gravar meu, vou gravar episódio com a minha cropped branca. Bem, bem final girl.

?Voz C

Isso vai ficar para o próximo, dá para fazer um parte 2 dos clichês, né? Tem final girl.

?Voz A

É verdade, a gente precisa te falar das final girls também. Ai, que clichê!

?Voz C

Não, mas tem que fazer um parte 2.

?Voz A

Tem que falar de— é boa, boa! A gente já tem um gancho aí para parte 2, que é as final girls, né? Boa! E a gente tem episódio, né, sobre as final girls e tal, mas é bom reviver esse episódio aí. A gente fala um clichê, né, do final girl, né? Enfim. Então é isso, pessoal. Obrigado aí por quem acompanhou, tá? Não deixe, né, como a Dani comentou, não deixe de comentar seu clichê favorito, seja aqui no Spotify ou no Instagram, tá?

Comente aí qual clichê faltou nesse programa e tal. Cite o filme e tal para a gente assistir também. Beleza? Então é isso, obrigado e até mais!

Locadora do Trash - Clichês do Terror #253 | Castnews Index — Castnews Index