Mangá² #381 - Idade dos Personagens
Judeu Ateu, Estranho, Luki e Izzo (Dentro da Chaminé) conversam sobre a dissonância entre a idade dos personagens e a história, e a idade limite da juventude no mundo dos mangás.
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Cronologia do episódio
(00:00:00) Idade dos Personagens
(01:05:20) Recomendação da Semana – The Ramparts of Ice
- Idade e juízoDissonância entre idade e história · Idade limite da juventude em mangás · Personagens menores de idade em shonen · Decisões editoriais e idade dos personagens · Comparação com quadrinhos ocidentais · Protagonistas adultos em mangás · Conflitos inerentes à idade dos personagens · O tropo do retorno à escola após eventos trágicos · Demografia do público de mangás shonen · O papel da idade na narrativa de 'coming of age' · Ausência de figuras paternas e maternas em battle shonen · Restrições legais e etárias em mangás (álcool, responsabilidade) · Discussão sobre puritanismo e sexualidade em mangás · Objetificação e sexualização de personagens · O papel do bom gosto na representação · Mangás de esporte e a predominância de personagens adolescentes · A estrutura de campeonatos escolares em mangás de esporte · Acessibilidade e identificação com personagens adolescentes · O culto à juventude na mídia · Protagonistas adultos em mangás e a percepção de maturidade · A distribuição etária dos personagens em One Piece · A representação de personagens adultos em Battle Shonen · A influência da demografia na criação de personagens · A percepção de que a vida adulta começa após os 28 anos · A representação de personagens mais velhos em mangás · A dinâmica de protagonistas adultos acompanhados por perspectivas adolescentes · A falta de Battle Shonen clássicos com protagonistas adultos · A percepção de que histórias com adultos devem ter temas mais profundos · A mistura de leveza adolescente com seriedade adulta em mangás · A percepção adulta do absurdo de ser criança em mangás · A representação de personagens adultos em Sakamoto Days · A representação de personagens adultos em Kaiju No. 8 · A representação de personagens adultos em Spy Family · A representação de personagens adultos em Assassination Classroom · A representação de personagens adultos em Nana · A representação de personagens adultos em Retsuko
- Recomendação de LivrosThe Ramparts of Ice (Kori no Jourek) · You and I are Polar Opposites · Romance, drama e comédia escolar · Webtoon com leitura vertical · Arte e expressões faciais da autora · Desenvolvimento de personagens e consequências de atos · Dramas adolescentes realistas e complexidade das relações interpessoais
Olá, aqui é o Judeu Teu. Aqui é o Izo. Aqui é o Luke. E eu sou o Estranho. E este é mais um Mangá ao Quadrado.
Maravilha, meus amigos. Sejam bem-vindos ao episódio 381 do Magal Quadrado. Tudo bem com vocês? Tudo ótimo. Tudo bem, judeu. Já nem lembro mais como é fazer um programa clássico aqui. Era isso que eu ia comentar. Hoje em dia, a gente está na era dos quadros. É? Conjuntos de episódios do Magal Quadrado. Não sobra tempo. Fica a lei do Recomeção dos Outros. O que é isso?
Não sobra tempo pra um clássico... Um clássico programa clássico. Não sobra. Esse aqui não faz parte de nenhum quadro. É só uma ideia que a gente joga solto e tenta conversar sobre isso no mundo dos mangás que a gente lê e talvez um pouco o mídia em geral.
Seis meses, judeu. Seis meses desde o último programa que era clássico, que é tipo um tema sem quadra. Foi a autobiografia? Autobiografia. Esse foi bom, hein? Esse foi bom. Vamos ver se... O importante é que sempre estão pensando estão acabando os programas clássicos e não estão acabando. Deixa a gente parar do Vem Ideia.
Essa ideia é sua, Isa. Já vamos comentar sobre isso. Mas antes eu só queria lembrar que o Quadrado tem um apoia.se. Apoia.se é barra ao quadrado. Você pode apoiar a gente com quanto dinheiro você quiser. A gente é muito grato. Mas com 10 reais ou mais, você tem o seu nome lido aqui de forma rotativa. Como as seguintes pessoas. André Lopes de Souza e Oliveira.
Natan Davide Castro Sosteres Fragoso Lucas Cabral e Elvis Kleber. Muito obrigado. Muito obrigado. Quem é ouvinte recorrente do Mangal Quadrado sabe que existem dois tipos de episódios clássicos. Aqueles que a gente tem a ideia do título, mas não sobre o que vai conversar. E aqueles que a gente sabe o que vai conversar, mas não sabe qual é o título. Esse é o do segundo tipo. A gente sabe que a gente quer conversar sobre a idade dos personagens no mundo dos mangás.
Esse tema bem vago, a idade dos personagens Então, nos shonen Classicamente, os personagens Tem de 13, 14, 15 No máximo 16 anos Esses shonen da Jump E isso causa uma série de Inconsistências, imprevisos Dilemas morais Que às vezes os autores trabalham ou não Que tem a ver com a história que eles querem contar Mesmo a idade do personagem Às vezes não cabendo muito bem
Talvez seja alguma coisa de necessidade editorial de estarem ali ou não. Todos os conflitos que envolvem a idade de certos personagens serem baixas ou altas. Ou talvez até uma questão de representatividade. Talvez uma falta que se você ler o mangá há muito tempo de personagens adultos.
mangás, ou talvez o quão absurdo é querer isso. Vários caminhos que a gente pode levar essa conversa e quem propôs ela foi você, Izo. Teve algum ímpeto? Alguma ideia inicial que te fez querer conversar sobre isso?
Eu sou rato de redes sociais e você vai falar sobre mangás sobre redes sociais. De tempos em tempos alguém pergunta se coloca alguma página de algum Battle Shonen ou de algum Shonen romântico em destaque e pergunta tem que lembrar que esse personagem é um menor de idade. E eu... Isso é objetivamente verdade. O Naruto ele objetivamente é um menor de idade e o Luffy e o Ichigo e o Deku...
Mas eu nunca sei se o autor quer que a gente leia ele como um menor de idade. Ou melhor, fraseando isso. Se o autor não quer que alguém de 15 anos pense, ele é literalmente eu. E esse leitor hipotético não vai estar pensando em si mesmo como um menor de idade. Sim como alguém que quer fazer coisa. E que aí, se o meu distanciamento de gente de 30 anos não é uma coisa estranha. Não sei se eu fraseei bem o que me pega. Eu acho que sim, Isu.
A gente fala muito de Naruto, a gente, o Alquadrado, fala muito de Naruto sobre colocar crianças em guerra. E eu não acho que a gente tá errado em apontar isso. Mas não sei se é pro leitor de 15 anos pensar sobre exploração infantil quando lê Naruto, ou se é pra ele pensar, eu queria ser o Hoki Lee. Eu queria ser o Sasuke.
Eu acho que em Naruto tem um pouquinho disso Por causa do... Obviamente não é grande parte da história Mas tem um pouco Porque é inevitável em relação ao plot Mas é porque quando um mangá de fantasia Você consegue fantasia Alta fantasia, né? Que é o nosso mundo
Você consegue criar um universo paralelo que acha que é um pouco diferente. Eu acho que é mais estranho pra mim quando você tá lendo um mangá, tipo, Jujutsu ou... Que passa o nosso mundo. Deu um branco aqui. Jensen Man. Jensen Man. Baixa fantasia, pode chamar. Um mangá de baixa fantasia. Fantasia urbana. Fantasia urbana, é. Fantasia urbana, é.
Mas é, aí esses, eu acho que várias vezes você vê os personagens com uma liberdade ou uma... ou fazendo parte de coisas que eles não deveriam fazer parte ou que... alguns magas tentam justificar com alguma coisa de, ah, ele é um prodígio ele é o melhor disso daqui é por isso que ele tá nesse grupo de exterminação com 17 anos quando ele não deveria estar na escola ou estão estando na escola
Eu acho que nesses fica sempre mais estranho pra mim que parece muito antecipado, né? Parece sempre tudo muito antecipado. Às vezes, não é nem quando é adolescente, às vezes você vê um personagem de, sei lá, 20, 21 anos, e ele já é, tipo, o maior veterano do grupo dos protagonistas. Coisas desse tipo. Sim. Eu acho que essa distância aqui me pega um pouco mais do que quando é um mangá de alta fantasia. Agora também seja relevante comentar, eu acho. Só queria dar essa diferenciação.
E eu queria também só fazer um adendo Pré-conversa Que é curioso que eu tava pensando Fazendo uma reflexão sobre o mundo dos quadrinhos De forma geral e meio que tipo Isso é um problema, problema bem entre aspas A gente vai discutir o que é isso Mas é uma característica muito específica de mangás Porque o quadrinho americano De comic clássico de super-herói Ele é também voltado pra criança Só que ele é em sua maioria Com personagens adultos E aí
Os quadrinhos fumetes ali da vida de Tex ou de qualquer outra coisa. Também acaba... Asterix também acaba tendo público-alvo variando entre a jovem e o adulto. Mas os personagens são mais adultos, mais maduros. E mangá, em específico, tem essa característica de que os quadrinhos para crianças são protagonizados por crianças. E às vezes umas faixas bem baixas de idade do range ali do que compreende um adolescente.
Parece que quadrinho ocidental de super-herói, por exemplo, pensa mais nessa questão de, é, pro super-homem estar tendo que fazer essas coisas que o super-homem faz, ele tem que ser um adulto, senão não faz muito sentido. Ele pensa mais nessa lógica do que um mangá como um Naruto da vida pensa.
embora, mas aí já é uma tangente que o Homem-Aranha ganhou muita popularidade por ser introduzido como ele tem que balancear ser herói e ir pra escola. E aí ele ficou adulto porque ele fica adulto com tempo e casa, ele tem filho. Não sei se teve filho, na real. Não leio Homem-Aranha. Teve, não teve.
A comparação com os quadris é uma tangente mesmo. A gente pode até voltar. Mas eu tentei um ponto aí que você levantou. Eu gostaria de talvez focar nisso. E é tangencial isso que você estava falando. Porque é notório mesmo, estranho, que os mangás populares para criança ou... Criança e adolescente, dá para falar, eu acho. A gente tem 14, 15 anos, é adolescente para todos os efeitos. É.
protagonizado por essa faixa etária aí de 13, 14, 15 anos. E é quase... Você entende perfeitamente como uma decisão editorial. Se você quer lançar um Magana Jump, ele tem que ser protagonizado por alguém nessa faixa etária. Bem raro não ser. Tem exceções? Sasaka Motodes é uma exceção, faz um sucesso no presente, só pra mostrar que a gente nota, assim, que tem exceção. É que... Porque...
Não é a física suficiente para não ser Nem tipo, não é nem, ó, é difícil de encontrar É só que a gente sabe o que é o mais normal E o que é o menos normal E com certeza, Isa, eu penso que Existe algum conflito Inerente nisso Por ser uma decisão editorial E você realmente acaba pensando O quão os autores que estão escrevendo Essas histórias querem ou não que seja assim E surge algum conflito Nas histórias disso, é interessante E eu acho que
Eu só quero antes falar uma coisa, porque eu não sei. Inclusive, é um comentário com uma dúvida pra ou vocês ou os comentários responderem que Jujutsu originalmente não queria ser numa escola. O Gengakutami já falou que ele queria tirar o elemento da escola. E eu não sei se isso tá em príncipe do que ele queria tirar o elemento adolescência. Se ia ter gente de uma faixa um pouco mais velha, que teve que virar adolescente, pra encaixar todo mundo na escola.
Isso, não importa, porque esse era o exato exemplo que eu queria usar, não especificamente de Jujutsu, mas como um trope no geral. Acho que a gente nunca comentou disso, mas eu sei do Kitsune, ele sempre comenta desse trope como algo que dá raiva dele, que é quando o protagonista volta pra escola.
não no sentido de que ele parou de ter aulas, quando acontecimentos trágicos absurdos, coisas fenomenais, mudanças universais no mundo acontecem, e aí acaba o arco, e o arco seguinte começa na escola de novo. E é sempre alguma coisa, é sempre esquisito. Muitos magas tem isso, Bleach tem isso, Jujutsu justamente. Boku no Hero, Boku no Hero é insano toda vez que eles voltam pra escola, como se fosse algo normal.
O Correiro aí é a escola, é justamente onde eles estão treinando pra lidar com o próximo evento normal, né? É um pouco diferente. Mas é isso aí, sendo o contexto que eles voltam. Tipo, como se fosse ter aula normal de novo, sabe? Depois de tudo que aconteceu. Eu não ligo deles voltarem pra escola, pelo contrário, eu acho legal ter o mostrar que, não importa o quanto eles vão, eles não tiraram o pé da vida normal que eles teriam.
Mas às vezes esse é o ponto, né? É tipo, a luta é pra conseguir que eles mantém... O Bleak é muito sobre isso. É conseguir voltar à vida normal. Mas às vezes me incomoda um pouco a escala e a normalidade das pessoas reagindo ao herói. Tipo, ninguém nota que o Ichigo passou não sei quantos dias desaparecido no mundo espiritual e um dia ele só voltou pra escola e ninguém notou assim? Que ele foi pro eco-mundo?
É uma das implicações de serem Personagens jovens ali também Tem drama que não é possível Essa pessoa tá equilibrando Essa luta com a escola Então você pensa que esse cara só desapareceu da cidade Por uma semana E um dia chegou lá e tava todo mundo de boa
Eu queria corresponder a uma coisa que você comentou um pouco agora, um pouco atrás, Jodeu, que é a questão de se é uma decisão editorial ou não. Porque é notável que tem tido um pouquinho mais de protagonistas adultos e tudo mais. Então, talvez tenha algum efeito, mas ao mesmo tempo não o suficiente. E que, atualmente, se você pegar os demográficos do Majonen Jump da vida, o George George Shonen,
Elas são lidas por mais da metade do público. Às vezes bem mais da metade do público. Em uma revista que é um pouquinho mais velha. Tipo a Shonen Magazine. São de adultos. É um público mais velho. E ao que tudo indica. Esse público mais velho. Ainda quer os personagens adolescentes. Eles ainda querem que o mangá Shonen. Seja dessa forma.
Acaba não sendo tanto uma questão de apelar ao público-alvo, só apelar ao público-alvo jovem, porque, por muitas vezes, o público-alvo adulto também quer que continue assim. Ele está dentro do público que quer um personagem, um protagonista adolescente.
Eu acho que tem muita... A gente tá com o assunto bem aberto até o momento. Eu tava tentando esperar onde a gente ia dar um norte aqui pra isso. Eu não sei se eu posso tentar dar um norte aqui, talvez. Pode. Mas eu acho que essa pergunta é disso que o Luca acabou de falar. Tipo, por quê? Por que que é? Era isso que você ia falar? Ajuda-me, você ia falar outra coisa? Não, não, não. Eu queria voltar a um outro assunto. Mas pode ser.
A gente pode começar por aí, então. Começar, não. Continuar por aí. Por que o quê, estranho? Porque é assim? Ou porque as pessoas gostam? Você senta que, de fato, é editorial.
Ou há uma... Eu vou fazer uma pergunta já meio que respondendo, mas eu quero ouvir o piloto de vocês. Ou é meio que uma... Parte da cultura se tornou, né? Nasceu com essa intenção pra ser pra criança. As crianças foram crescendo e continuando lendo. O público foi mudando ao longo dos anos. Tudo foi passando. A mídia foi tratada de outro jeito. Só que as histórias, né? O tipo de histórias que se espera são meio que parecidos. E meio que pro tipo de história de adolescente que a gente vê, né?
Essas histórias protagonizadas pelo adolescente. Meio que no jeito que elas são contadas... ... ...
meio que precisam ser adolescentes. Precisa ser alguém novo entrando numa organização, ou precisa ser alguém competindo no campeonato escolar, especificamente porque ele tem uma característica muito específica, ou precisa ser um romance jovem, porque se for adulto tem toda uma outra carga diferente do que quer contar. Então, tipo, será que é isso? Pelo tipo de história os protagonistas são assim, historicamente por isso ficou? Ou tem outro motivo? Quero ouvir de vocês.
Bom, o tipo de história realmente é adequada pra isso, mas ao mesmo tempo não precisava ser esse tipo de história, né? Tanto que One Piece, One Piece, por exemplo, é uma história que o Luffy não precisava ter 17 anos, efetivamente. Sim, esse sim. Esse é um caso que é independente. Menos ainda, precisava ainda ter 17 anos, que dava perfeitamente. É 19 agora.
podia ter 22 mas ao mesmo tempo o Luffy precisa ter 17 anos por uma questão temática que eu acho que é temática de muito Battle Shonen eu sei que vocês não queriam comentar de quadrinho comic e tal, e nem eu entendo muito mas acho que pelo formato das histórias ser menos esse negócio de arcos desse super herói que já é bem estabelecido e mais ser essa narrativa de capítulo 1 até o final uma longa jornada
ética, faz mais sentido que o protagonista esteja numa idade onde ele ainda esteja fazendo sentido ele fazer um arco de personagem muito longo ele não tá definido, né está nesse grande processo de desenvolvimento e eu acho que esse é muito o tema de Magastroni, é sempre muito coming off age, mais do que o plot essa ideia narrativa que quer ser contada, que pode ser feita com personagens adultos mas é mais fácil você transmitir essa ideia com um criança isso é verdade Porque me parece que é tremendo
E isso gera aquilo que você comentou também, Luke. É uma noção tão clara de Coming of Age que aí aparece o personagem de 22, 23 anos e tem também a ideia que ele já terminou o Coming of Age dele. Que não é uma coisa que, tipo, no meio dos vídeos você ainda tá um pouco perdido e um pouco tentando descobrir quem você é. Sim.
Não sei nem se vai ter uma história mais assim, mas dentro do... Costuma-se ser, de fato, enxergado como adultos completos, gente de 20 e poucos anos. É, em Magaxonim, pessoalmente. Em Magaxonim, shoujos, etc. É, eu não sei, Luke. Você até fala pra mim que talvez as pessoas querem... Eu não sei, eu precisaria de uma pesquisa de mercado maior sobre isso, pra ter certeza. Eu só tô descrevendo o resultado e tentando se os magais são assim.
É, eu sei lá, a minha percepção é de que certamente é uma linha editorial, agora tipo, o porquê ela é, é realmente uma conversa mais teórica mesmo, que eu até teria disposto a dar a minha opinião de que, em parte, talvez é sim o tipo de história que é contada.
Mas sei lá, principalmente quando eu penso nos magás mais contemporâneos, a maioria não precisava ser tão jovem. Tipo, Kagura Bate, que vocês gostam tanto hoje em dia. Ou sei lá, mesmo Jujutsu. Sei lá, é muito magá não precisava ser. Eu sinto que é. O próprio Chen Solman, que teve o arco do funcionário público antes do arco do colegial, então...
E ele tenta fazer um Ah, é um absurdo, desde que a menor idade tá trabalhando, mas pra todos os efeitos era um mangá de emprego, então podia ser sobre um jovem de 20 anos em vez de dar essa volta toda pra ele terminar num colegial que nem importava de verdade
Eu acho que tem duas questões diferentes. Porque, tipo, obviamente nenhuma dessas histórias precisava que fosse assim. Ao mesmo tempo que os escritores, os mangakais e até os editores, eles não são alheios do fato do que eles estão fazendo. Então, a partir do momento que a história foi definida para ser assim, todas elas trazem alguma coisa. Quer dizer, não todas, né? Alguns mangakais são só mal feitos mesmo.
Mas trazem algo que faz que faça sentido o mangá ser sobre um adolescente. O Chensalman tem isso que o Iso falou, o Jujutsu tem todo um tema de transmissão de geração que também é muito comum em muito mangá, é outro motivo de ser, usar em adolescente. Kagurabashi meio que é uma criança que perdeu o pai, né? Então ainda faz sentido que ele ainda esteja nessa, não esteja na vida completa dele, né? Ele ainda está lidando com isso.
Então eles usam a história de forma que faça sentido, apesar de tudo. Ou não, Luke. Porque esse é o negócio no final das contas. Acho que é por isso que você trouxe esse tema no final das contas. Porque se a ideia de colocar... Estenta. Estenta, melhor dizendo.
Mas se a ideia de colocar esses personagens dessa idade tem essas vantagens pro tipo de história que se quer contar, então o coming of age, meio que os personagens nascerem como personagens escadas pro leitor, né? Tipo, eles são novos sendo introduzidos no mundo, então a gente tá junto com eles, tipo o hunter-hunter da vida. Tem desvantagens nesse personagem terem essas idades que causa situações fascinantes que não são encaradas na maioria das histórias.
Só como um exemplo pra mim, uma coisa clássica, que acho que é daí que surge a maioria das estranhas pra vocês, é o fato de que um adolescente, pra todos os efeitos, não é um cidadão completo. Ele não tem todos os direitos e todas as liberdades de uma pessoa adulta, né? E daí que todo esse senso de liberdade que a maioria dos battle shonings tem, que causa essa estranheza. Notoriamente, sei lá, a ausência de...
um adolescente ele não tem esses direitos todos porque a gente ainda confia a eles nessas responsabilidades todas e Battle Shonen por exemplo, é muito sobre os jovens terem altíssimas responsabilidades, tipo Naruto, você com 14 anos tem que entender ou você salva a vida do prefeito ou a sua vila vai acabar e
Tem que ser você que vai salvar, inclusive. Você vai tomar decisões. E a gente faz tudo isso pra alguém de 14 anos não ter que ser quem toma a decisão. Além da responsabilidade, eles são muito mais capazes também do que, pelo menos eu era com 14 anos. É absurdo. E não só isso, tipo, quando a gente olha bem, o Naruto tem um emprego, ele é pago pelas missões.
Os caras do Soul Eater, é o emprego aquilo ali. Tudo ali é codificado como um emprego. Como você tem dinheiro, você tem responsabilidade, você tem cobrança. Não é tipo o clube da escola. Ou então tipo aprendizes.
E eles, na maioria das vezes, desse tipo de história, são eles que resolvem a história. Quando uma criança é sequestrada da vila da Folha, não mandam nenhum adulto atrás da criança. Mandam outras crianças pra ir buscar a criança. Contra adultos.
A ausência de adultos e figuras paternas e maternas no geral é sempre algo notável na maioria dos battle shawneens. Até bons exemplos que o pessoal consegue pensar, tipo, ah, sei lá, foda-se, Boku no Hero, de vez em quando eles lembram que essas crianças têm pais e mães. E aí aparece ali, oh, uma mancada que você quebrou todos os braços, todos os ossos do seu corpo aí, né? Mas continua aí, vai, porque a história tem que continuar.
Exato, e tem que ser você Tem que ser você, não tem mais ninguém Aqui pra salvar, tem que ser esse bando de criança Tipo, a gente tem uma sala inteira de Crianças, mas a gente não tem um grupo Grande de adultos que pode Cuidar das coisas, é um grupo bem restrito Tem adultos, que é um pra cada Matéria, só completando Que eu acho que aí fica muito engraçado a responsabilidade Porque aí, uma coisa Que eu noto na maioria dos mangás que Raros, raros, raros quebra essa regra É que o Japão tem bem claro que menor de 20 anos Não pode beber
É muito impressionante o quanto isso é sério para os mangás Eu não sou contra restrição de álcool para menor de idade acho que tem uma flexibilidade tem adolescente que eu acho que está ok fingir que não viu mas acho que legalmente é bom termos algumas leis
Mas fica estranho quando chegam lá Um personagem Eu sei que você acabou de liderar um esquadrão De 20 homens pra anotar uma guerra Pro seu emprego Mas eu não acho que você é responsável pela situação suficiente Pra tomar uma cerveja, pra relaxar Nessa boca de guerra que você lutou Como não?
Isso não é muito relacionado à idade, mas eu também acho muito engraçado que mangás fazem isso com personagens que são muito codificados como delinquentes e tal. E mesmo esses, eles sempre, nunca, quase nunca, fazem com que eles desculpem essa regra. Fumam, mas não bebam. Fumam o tempo todo, mas bebê não bebe, não. É meio impressionante pra mim. É, eu acho que isso, todo esse conjunto de coisas, causa uma...
uma leve dissonância ali sobre o nível da história. Porque, tipo, isso não é um grande problema. A gente tem 380 programas, então a gente tem que falar de coisas específicas a essa altura. Então, tipo, isso é algo muito específico. Eu acho que faz sentido a discussão, justamente porque ele é bem característico.
Acho que é menos a questão de ser um problema e mais do entender mesmo. E até lendo não é um problema. Tipo isso que eu falei, mandam as crianças lá atrás pra resgatar o Sasuke. Na história isso não é visto como um problema. Quando eu li eu não vi como um problema. É tipo quando você traz a reflexão pra um outro pra um nível acima ali do que a própria história tá dizendo. Esse programa é um comissão de escas dos magas escondido.
um pouquinho essa é uma boa pergunta nesse sentido de que a gente está trazendo essas questões que são entendidas como suspensão de descrença para todos os efeitos a gente está trazendo elas à tona
trazendo elas à tona, e esse é justamente o ímpeto que trouxe essa conversa, que são as redes sociais, né, Izo? E as pessoas estão trazendo muito à tona isso ultimamente, o fato desses personagens serem menores de idade, né? A gente sempre tem que prestar atenção em quem é menores de idade hoje em dia, pelo menos no Blue Sky. Talvez o Tumblr não sei como tá o Red.
É pra gente dar... E aí? A gente reconhecendo esses problemas, a gente deveria levar mais a sério mesmo, que nem a gente tá levando aqui. É pra gente olhar de perto a idade dos personagens? Se é pra policiar quem beija quem, eu acho tonto. Já começo com isso, porque eu acho que esse acaba sendo boa parte dessa conversa, né? No sentido de que...
o que essas crianças deviam estar fazendo em vez disso e isso a maioria das vezes perpassa situações românticas, sexuais e passa muito pouco na violência, eu sinto que é que é um tiquinho reacionário nesse sentido de que não pode ver pornografia mas pode ver um corpo dilacerado eu sinto que perpassa um pouco disso, essas discussões por isso que eu acho Tom, de forma geral
E é curioso, porque de fato tem muito romance e iete e coisa sexualizada com cenário escolar. E eu era um adolescente que eu achava todas as minhas colegas de classe, não todas, eu achava uma boa parte gostosas, mas eu pensava nelas.
Mas elas tinham a minha idade. E aí tudo bem. Só que aí, como o Luke apontou, muito público adulto, fica desconfortável pra internet quando o mangá tenta tomar perspectiva da idade do protagonista. Porque, tipo, se o Deku acha a Ochako gostosa, então o leitor achou também. Mas o leitor tem 30 anos, o leitor não tem 15 anos.
Além do leitor, isso é o que eu penso muito quando gente reclama de mangá et como, sei lá, To Love You, I A Cast Triangle, esse tipo de coisa. Porque, assim, o autor está... É uma categoria muito específica. Iona. Enfim. Porque o autor está desenhando essas adolescentes de 16 anos sem roupa e fazendo 2 anos de fan-sex.
Só que, sim, tem muitas problemáticas que eu quero, que são relevantes e não é esse o ponto, eu não quero ignorá-las. Mas, ao mesmo tempo, isso é para crianças de 15 anos que, como o Isa falou, têm esse interesse. E meninas também, se for o caso. Elas não têm o direito de ter, tipo, cenas fanservice para elas. Vai ter que ser um adulto que deseja aquilo. Uma criança não vai estar fazendo mangá publicado na Shonen Jump. Então, como que você lida com isso?
A experiência de estar no colegial e ter atração por um colega de sala. Porque só vai poder ser transmitida por um adulto sexualizando um adolescente. Eu não sei se só pode ser transmitida assim essa experiência. Só pode ser transmitida por um adulto. Uma criança não vai escrever esse tipo de história. Não sei se pode ser transmitida só sexualizando. Não que eu seja particularmente... Não, não.
Pode ser transmitida como o Oshimi faz, que a gente vai usar os adjetivos. Eu não tô falando que precisa ser isso. Tem outras problemáticas. Eu não tô falando que precisa ser isso, mas que vão existir cenas, se você tá trazendo de alguma forma realista, vão ter mangás de romance e podem ter cenas sexo entre adolescentes, que um adulto vai ter que desenhar se for a história que vai ser contada.
Eu gostaria de mais romances adultos nos mangás num geral. Eu sei que tem bastante nos na demografia correta. Primeiro porque eu acho que o público masculino tem que ser mais exposto a romance saudável.
E aí na experiência adolescente, eu acho que é uma amuleta às vezes pro autor colocar... Repetir chavões não tão saudáveis assim, tipo... Ai, mas se ela tem que ser virgem ou ela não tem mais minha atração? Um romance de gente de 30 anos não tem essa conversa. Porque ninguém vai presumir virgindades e castidades de certos valores.
Eu fico menos interessado na discussão de deveria o adulto estar falando isso? Deveria. Porque, pra quê? Não é estranho o cara fazer isso? Tem que ser ele, sim, mas não é estranho. Eu acho besteira. Poderia ser estranho qualquer coisa. É estranho para o Itagaku fazendo o Neturari de Fantasma. Mas é estranho de um jeito que é interessante.
Seria estranho ou não, eu acho que é bem redutivo. Redutivo, sei lá. Redutivo, é. É uma discussão que não é tão interessante de se ter, porque eu acho que perpassa essa puritanidade constante e moderna que a gente está vendo surgir de forma reacionária.
Mas é isso que está permeando essa conversa em muitos aspectos. É, porque isso é uma característica muito específica. Eu acho que o mais interessante seria, tipo, os tipos de história além dessa característica específica de isso é muito adulto. E sim, sei lá, um caso muito específico que eu queria, desde o começo do programa, eu queria perguntar para vocês.
Porque mangá de esporte é só na escola. Tipo, tem alguns de, sei lá, faculdade, profissional? Tem. Pouquíssimos. Vamos admitir. Posso pôr um pino nisso estranho? Eu quero só comentar alguma coisa sobre os romances antes. Ah, ok, beleza.
Ok, só pra eu também dar minha opinião aqui, é só porque eu fiquei pensando aqui realmente sobre, talvez esse tipo de paradoxo de, sei lá, alguém progressista como eu, que gosta de mangá, que vive entre, tipo, esse medo desse puraterismo reacionário e, sei lá, uma visão progressista de mundo, sabe? De não querer ver as mulheres sendo objetificadas nesses mangás e tudo mais.
E eu acho que no final das contas, o problema de umas obras tipo Yuna ou To Love You, que nem você comentou pra mim, Luque, tem pouco a ver com a idade das personagens no final das contas. Sim. É, porque... E mais com o bom gosto da história. Exato, porque pra todos os efeitos... Poderiam ter 20 anos, eu acho que continuaria sendo bem problemático o que tá acontecendo ali. Não, mentira, porque Yuna tem umas crianças... Enfim.
É a mesma coisa de Naruto pra mim, esses personagens que você abstrair a idade e é só que nem você traz a tona pra frente, é que você percebe quão bizarro aquilo é. O problema pra mim em coisas como Tsula Viru e Yuna é realmente, sei lá, na questão da objetificação e na sexualização desnecessária, talvez, não sei se você colocaria dessa forma, mas na percepção da mulher que esses mangás criam pra criança, justamente, sabe?
num contexto que, sei lá, não é o ideal, talvez. Eu penso em um outro mangá de comédia romântica que vocês adoram e que tem sexo e que ninguém reclama, inclusive elogia pelo quão natural e divertido é, é o Kaguya-sama. É bem notório pra mim o quão...
rola a transição pra sexualidade daqueles personagens. Então, sem as problemáticas que a gente pode ter. Então, a questão da idade, no final das contas, pra esse tipo de problemática que o pessoal aponta, nem tá presente. É algo que o pessoal reclama e que, sei lá, o foco podia estar em outro lugar pra mim.
Se bem que, Luca, eu sei que você ia comentar Talvez o jeito que o pessoal O design de alguns personagens Talvez tenha Problemática por si só As duas coisas podem ser verdade, mas fala aí Eu ia falar que tem uma diferença Porque tem personagens que Assim, você faz o design E se você diz que o personagem tem 16 ou 22 anos É meio que Você não tem como saber baseado na história Tipo, fora da história Você deseja desenhar a mesma pessoa Porque o personagem tem um
marcou a idade depois que você desenhou. Os personagens de Bakuman têm a mesma cara do bagueteiro e estão pagando imposto já no final da história. Só que tem a diferença de quando você tá dizendo um boneco de 16 a 17 anos que poderia ter 2022 e quando você tá dizendo um de 12, 13, que aí você de fato já a situação começa... Eu não queria entrar muito nesse assunto, mas eu queria apontar que existe essa diferença de quando... o que o autor está fazendo com o design desses personagens.
É, mas na maioria das vezes aquele meme ali de algum personagem de Jojo do lado de alguma menina de Moe, né? E aí tipo, ah, esses personagens têm a mesma idade, né? É, é. É, é. É, é. É, é. É, é. É, é. É, é. É, é. É, é. É, é. É, é. É, no geral, eu quero concordar com o judeu que quando a gente pega um Tio Loveru, o Yuna da vida, as problemáticas extrapolam a idade, inclusive porque aparecem personagens adultos sendo notoriamente desrespeitados nesses mangás. Sim.
Eu queria apontar isso, eu apontei esses mangás Porque eu queria, não é defendendo Eu tenho muitos problemas Que, eu não li do Lavirou Mas com o que Yuna faz Principalmente, que eu li Mas queria apontar que não é questão de você desenhar Um personagem que é categorizado Como tendo 16 anos Numa cena de sexo necessariamente Por exemplo, o Oshimi fez uma cena de sexo Que tem outros problemas, mas Não era esse o problema, não era esse o problema O que está sendo desenhado 16, 17
Eu pensando um pouco mais aqui, desculpa, estranho, sei que você não queria comentar muito sobre isso. Vamos seguindo, vamos seguindo. Isso é um pouquinho mais sociedade até mesmo, porque se eu penso nesse puritanismo juvenil, se é que existe mesmo, não sei se existe ou não. Mas sei lá, das pessoas reclamando de sexualidade nas obras, eu também penso, sei lá, como algum tipo de ceticismo.
da ideia de que, ah, reclamar que estão objeficando uma mulher o pessoal já tentou isso, tipo, não fez diferença nenhuma, sabe, então tem que ter algum apelo a mais, sabe, o pessoal tem que falar pô, mas é pedófilo também, sabe é, tipo é
É, eu sinto que... Não sei, não sei se eu tô... Tem que ser uma pessoa terrível pra fazer esse tipo de coisa, escrever esse tipo de história. Eu acho que é isso. Tem que ter um apelo a mais pra crítica das pessoas. Tipo, só falar que pô, mas não é legal a percepção que tá criando nas pessoas.
A ideia dessa crítica por essência De que essa obra tá criando uma percepção errada Também é insuficiente Às vezes é tão absurdo Eu não sei, porque por exemplo Tem um capítulo de All No Flag, a capa do capítulo São as três meninas, elas tão meio de biquíni É a mostração de capa do capítulo E eu lembro de ter visto alguém reclamando Falando, que absurdo que esse mangá tá desenhando Essas meninas Com alguma conotação sexual Porque o capítulo
E tipo, cara, é a Onuflake Precisa Precisa mesmo disso porque O autor, o Kaito, desenhou Três meninas minimamente Sugestivas na capa do capítulo Isso é um problema de verdade pra história? Isso vai incomodar? Porque talvez Alguém esteja olhando pra isso E tendo pensamentos Sexuais?
Eu não sei, tipo... É, porque a pessoa entra numa lógica própria, eventualmente. É, mas depois isso acontece bastante, assim. E eu, tipo, tem que ter algum limite. Você tem que ter a possibilidade de fazer esse tipo de coisa, eu acho. É. É.
Eu sinto que muito do que acontece no final é que é o que a gente falou desde o começo. Existe essa dissonância entre o que a história diz e a idade dos personagens que pode ser só num nível de é estranho e fica só nisso, ou pode ser no nível de transformar, ser percebido como um problema. E eu acho que é menos haver
com a existência da idade a idade ser baixa como um número absoluto e mais ser a percepção da idade pra aquele específico conteúdo então quando a gente pensa nos mangás de porrada a gente tá pensando tá acostumado agora a ver já é uma dinâmica atual de que os adolescentes vão lutar então quando a gente vê o Naruto
Tem um contexto. Quando a gente vê o Naruto lutando, quando a gente para pra pensar, pô, tá tudo nas costas do moleque de 13 anos de idade, tá muito certo isso. Mas pelo histórico, da forma como a gente tá acostumado a ler a mídia, quando a gente lê, a gente não pensa isso.
Já quando envolve sexualidade, já é como é uma coisa mais do mundo real. Então, eu acho que a nossa rafa ficou um pouco mais fácil de atingir, de parecer de mau gosto. Eu acho que essa acaba sendo a adicionância aí. Eu não quero dizer que não possa ter problemas. Inclusive, eu acho que o incômodo é muito...
justo. A gente vive num mundo de novo. Eu não gosto de Magait de forma geral. É raro que tenha algum que me interesse. Mas eu acho que existe esse potencial de escrita que não é necessariamente um problema. Ou que o problema pode ser em outros aspectos. Fala de Magait Sport. Fala de Magait Sport.
E só foi reforçar que essa escra do Et afeta mulheres adultas. O Mashima faz um Et pesado em Fairy Tail com a Lucy e com a Erza, que são adultas. E continua ruim. É o mesmo problema como trata a Lucy, como trata alguém de um mangá no colegial. É o mesmo problema. Pra mim, pelo menos. Tanto que é distinguível estar tendo agora o Dead Rock, né, o mangá dele atual.
que são adolescentes, embora monstros, são adolescentes ali. Estão numa escola mesmo. É exatamente igual, é o mesmo tipo de fansex. Eles têm a mesma cara. E só pra adicionar o seu ponto, Izo, só pra dar nuance pra tudo aqui, ok? Não é ruim só porque tem sexualidade ali presente também. Não é esse o ponto, é mais complexo que isso.
Daria um podcast inteiro da gente conversando sobre isso. São várias questões. Tem muito... Sei lá, às vezes em outro contexto aquela mesma coisa faz muito mais sentido. Não é só também de é necessário ou não é necessário. Tem muitas coisas. Tem muitas coisas em jogo aqui que, pra mim, a maioria das vezes a idade sobre o tema aqui do programa acaba sendo a menos interessante ou relevante.
A gente pode um dia ter uma conversa longa sobre isso. Pra simplificar agora eu vou só dizer que é bom gosto e mau gosto. Se é feito com bom gosto, aí a gente não se incomoda. Se é feito com mau gosto, aí a gente é. Tá estranho isso aí. Bora pros esportes. Vamos. Outra coisa que poderia ter outro programa inteiro, só falando disso. Nossa.
Mas é realmente, tipo, pensando até em mangá de revista sem nem. Já sei, eu não conheço muito pra dizer. Mas o esporte costuma ser adolescente também. Só talvez com uma outra visão, com outro foco. Mas, tipo, o que que não tem o mangá contando a carreira do cara no Bayern de Munique, sabe? Tem, tem. Tem, tem. Super campeões ali, super campeões.
Mas eu acho que entra em outra O que eu falei de Battle Shonen Eu acho que vale quase em dobro Para o manga de esporte Que é muito feito pela narrativa de progressão Então, às vezes o progresso já começa bom Mas mesmo nesses casos Ele ainda tem que fazer esse progresso E você começa da adolescência no geral Alguns começam até na infância Mas o arco de um manga de esporte É muito o arco de evolução Então, tem sentido Até logo
Mas você pode começar num time ruim e ganhar destaque, ganhando o jogo até terminar no Real Madrid. Pra mim, isso é uma progressão. Poderia. E talvez termine com você ganhando a Copa do Mundo, que parece uma coisa que muito atleta acha que é o ápice do ápice. Ou ganhar a bola de ouro, ou você me diz qual que é o ápice do ápice.
Ele acha que ia ganhar a Copa da Boa, mas não. Ele é o salário mesmo. Tudo bem, ganha dinheiro. Mas aí entra em outra coisa do Japão. Por que que Blue Lock tem que ser galera do ensino médio? Por que que não pode ser a galera de base ali? Mas Blue Lock vai terminar na Copa do Mundo. Eles já estão... Com 16 anos de idade. Agora, eu vou dizer que... Já estão profissionais.
É um gênero, alguns esportes pelo menos, né? Eles têm uma desculpa maior que em outros gêneros, porque, de fato, o conceito de um adolescente prodígio que tá jogando entre os profissionais existe, né? No mundo real. Então você consegue justificar melhor a presença. Quando você tá fazendo uma gárdia... Mas o adolescente prodígio vira um profissional.
Mas começar... Você já pode contar a história do profissional quando ele tem 16, 17 anos? Quando um cara de 16, 17 anos é excepcional no futebol, a disputa não é se ele vai continuar ganhando o Intercolegial. É se vão colocar alguém 17 pra jogar no Flamengo. É essa a questão. Aí ele joga no Flamengo.
É, sim, mas é porque no Japão especial É a diferença entre um mangá de escola e um mangá de... Mas é que no Japão Eles têm uma coisa que a gente não tem no Brasil Que é o campeonato de beisebol Intere escolar ser um dos Eventos mais assistidos da televisão japonesa No ano A gente tem isso com o pessoal Para que o torneio escolar seja importante
Mas o torneio de vôlei não é o mais assistido Aqui ninguém liga pra vôlei no Japão Eles precisam Adaptar Isso se aplica pra todos os esportes Haikyuu em específico Eventualmente fez um semiprofissional Avançou um pouco mais Do que a maioria das histórias Mas eu acho curioso como Alguma coisa nesse gênero Que é um gênero muito típico De mangá principalmente Não lembro de outros quadrinhos que tentam fazer Histórias de esporte Da
a forma como é feito nos mangás. Então, eu acho que algo nessa característica meio que ditou que a gente tem que fazer porque tá na escola, tem tempo limite, tem separação muito clara de novato, intermediário, veterano, tem... Acho que a estrutura te ajuda muito, né? Isso é muito difícil. Ninguém precisa ganhar salário, você não precisa se preocupar explicando como que as pessoas pagam as contas.
Pra mim é duas coisas, realmente. O primeiro que você falou, Luke, é a resposta de tudo que você falou isso é porque é mais fácil mesmo e tá pronto pra isso. Não tem porque contar a história de um cara de 17 anos que já é muito bom e agora ele tá indo pro profissional. Se você pode conversar a história com ele ruim pra começo de conversa. É um arco pronto dele... Mas nunca muito ruim porque ele tem que conseguir entrar no time.
É, é Sim, sim O Renato não começa ruim Ele começa se esforçando Mas ele começa, uou, olha esse petulo Eu não li Tem tantos questionamentos de mangá de esporte que podem ser feitos E como a estrutura é feita, além da idade
A segunda resposta pra isso, Luke, é porque é realmente estranho. É um gênero que, apesar de tudo, principalmente pós-Slam Dunk, é muito mais calcificado mesmo. Tipo, Slam Dunk deu, tipo, o esqueleto que a galera ainda segue. Ainda segue. Que hoje em Nohochi... Desde lá de trás. As exceções que eu consigo pensar, todas elas são de boxe.
Todas as exceções que eu penso é Achitaroujo e Rajimeno. Achitaroujo é menor de idade. RRR, mas ele passa e ele realmente cresce. Ele realmente cresce, é profissional. Baby Steps é o protagonista, ele é adolescente, mas ele não joga no clube da escola. Isso é uma distinção importante. E ele se profissionaliza depois. A Washi é a história de, inclusive, a Washi é uma gata de futebol, é a história de um adolescente também, mas o grande ponto é justamente que ele vai para a base de um time profissional, e o objetivo é esse, que...
O que na verdade é um ponto, porque eu falei isso de a UAT, que é você vai pro time de base de um time e ele se profissionaliza eventualmente, mas fazer isso com o beisebol, que é um dos esportes mais populares, é meio que você jogar no time da escola, num time bom da escola, e você vai disso pro time profissional, é meio que os olheiros tão lá pra ver você jogando no coxinho. É meio que mais naturalizado pra eles.
O Hinoa Maruzumo começa no colegial, mas ele vira um adulto ao longo do mangá. Chega a casar e fica com um jornal profissional. E é um ponto que eu acho que é interessante, que é... A gente tem alguns, e alguns eu fiz sempre assistindo vários exemplos de shonen em que o Protonkris começa jovem, mas ele cresce, mas a grande maioria é pra ele não crescer ainda.
Eu acho que entra na outra, tipo, num negócio que vai além de manga de esporte, que é aquela questão muito clássica de discussão sobre manga shonen, que é transformar a vida escolar como uma coisa extremamente importante. E eu acho que manga de esporte é só um dos pináculos disso, né? A Estil de 21 é a história do segundo, não é nem o terceiro, é o segundo ano desses caras que é a última chance que eles têm na vida de ganhar o torneio de futebol americano. E é a coisa mais dramática do mundo.
Que inclusive também encheu o estádio no final. É porque não é um esporte popular no mundo, Luke. Então você tem que entender que aquele foi o único ano em que foi viabilizável fazer aquele torneio. Não vai ano que vem. O filho da puta que ganharam os últimos 50. Que notório por isso, né? Você tem que estragar o seu corpo pelo campeonato juvenil. Você tem que ficar paraplégico pelo bem do intercolegial.
Eu acho que a outra questão é que esse é um negócio muito de público-alvo, porque todo mundo, o escritor, o leitor, esteve no ensino médio e mesmo que você não participasse do clube, você sabe que o clube de esporte da sua escola existia e era importante para as pessoas que estavam no clube de esporte da sua escola, sabe? E de fato, isso é algo, muita gente passou por isso, muita gente...
Assim como qualquer romance, o primeiro romance na escola. Pouquíssima gente tem a experiência de verdade de lidar com virar profissional. Acho que é mais acessível. Especialmente quando você é o adolescente de 15 anos. Você está lendo um mangá sobre... Se você gosta de esporte com 15 anos, você vai querer ler o mangá sobre o você que está lá vendo... Não!
Não, viu? A gente talvez volta um pouquinho demais porque a gente tava conversando no começo, Luke. Porque eu não sei se... Acho que pensando editorialmente, o editor vai achar que você... É, editorialmente alguém pensaria isso. É, editorialmente alguém pensa isso. Eu acho que o que as editoras mais pensam em esporte é de fato a primeira conclusão do Luke. Eles chegam e falam Isso parece Landank, deve vender igual as Landank. Aí vão se decepcionar depois. Acho que isso é o que a editora mais pensa.
Tem essa ideia de que as crianças querem se identificar nesses personagens, no final das contas. É por isso que tem que ser na mesma idade que eles. Não só a identificação, mas de compreensão mesmo. Você sabe perfeitamente como aquilo funciona. Porque você vivenciou, no mínimo, de maneira indireta. Porque você esteve na escola onde algo como isso aconteceu.
A vida de um profissional é muito diferente Inclusive eu tô pensando aqui Relativo a todo o tempo que a gente conversou Mas porque essas histórias são feitas com adolescentes É que ele é o denominador comum Do todo público-alvo Todo público, todo mundo foi Ou todo mundo é É mais fácil você se identificar Porque ou você viveu aquilo Ou você está vivendo aquilo Então ele é de fato o denominador mais simples Pra todo mundo
Eu tava pensando aqui Nas exceções Pensando na Jump especificamente Então pra mim é algo como Death Note E eu ia começar Death Note começa no colegial É muito comum o mangá começar Com o protagonista novo E envelhecer ele Ricardo Nougou A Kanibanashi, Bakuman Bakuman também, que foi uma boa parte Da vida adulta deles A gente começa com 14 anos E aí
E a idade deles é parte do plot, inclusive. Teve que começar com a premissa ser mangaka e colegial ao mesmo tempo, pra depois eles só se formarem e a parte só mangaka. Quase como se sempre tivesse que equilibrar os dois mundos até se necessário abandonar o mundo escolar se o outro ficou interessante o bastante.
Tem mangá o suficiente que são sobre adultos pra, tipo, você não vai... Depende, né? Sacama Todes, Torico, se você considerar neuro o protagonista, tem neuro? Isso estando só no show, né? Porque eu quero reiterar novamente isso, porque eu acho que pode ser um comentário que simplifica todo o programa, que é falar, esses bandos de adultos aí falando de GB de adolescente, reclamando que o GB de adolescente tem adolescente.
Eu estou não reclamando, inclusive. Eu não estou reclamando. Estamos levantando perguntas sobre as problemáticas que surgem. Eu quero fazer um disclaimer, inclusive, talvez eu poderia ter feito ele antes. Eu não quero ser o tipo de pessoa que olha para a franquia Persona e fala ah, não, mas essa franquia que é feita para os adolescentes da escola tem que ser conversar os alunos só porque eu quero. Não, não, não.
Eu não quero que mudem. Eu só quero apontar que eu sou contra esse tipo de pensamento. Acho que as franquias têm que ser por qual elas são. Eu não tô... Eu tô lendo o mangá Shonen porque eu quero. Eu poderia... E o contraponto é esse. Se você tá reclamando que... Ah, mas eu só quero... Tem mangá com criança, blá blá blá. Muito mangá no mundo. Tem mangá pra caralho. Eu leio muito mangá, eu tenho uma liste de 500 mangás. Se você... Sai da Shonen Jump que você vai ter protagonista do... Daí, dara que quiser.
Um contraponto à sua lógica só então, Luke. É uma pena, eu acho. É uma pena, por exemplo, que todo persona... É uma merda te falar de persona, mas eu coloco... Não é só sobre persona, eu coloco isso como âmbito geral. É uma pena, eu acho, que não tem Battle Shonen, a prebície clássica de um Battle Shonen.
Com o personagem adulto. Tem caixão número 8. E é um caso muito específico. Sim, sim. Que era um grande problema da história, né? Tipo, o personagem era ruim, ele chegar adulto. Era tarde demais. É engraçado que ele era um adulto, ele tinha quantos anos? Ele tinha menos de 30, eu acho. Não era nem 30, né?
E isso é uma coisa que eu noto também. Eu queria perguntar se vocês sentem um... Sei lá, eu tô fora do meu lugar. Um culto à juventude. Eu não quis dizer isso, mas sim. Vocês, como amigos da minha geração, vocês sentem fora do próprio lugar quando o mangá trata alguém como mas esse cara é um adulto. Isso aqui é o que um adulto é de verdade. E alguém de 27 anos, você pensa Ih, caralho, eu sou o quê, hein?
totalmente, eu sou mais novo que vocês então é muito fascinante quando eu tô lendo mangás que tem essa diferença de idade ainda, até hoje, eu acho que eu me sinto mais próximo dos personagens de 17, 18 do que dos adultos que tem a minha idade em muitos mangás, em estado de vida e tal, e nível de maturidade, por muitas vezes
Eu sou uns 6, 7 anos mais novo que vocês. Eu sinto sim que existe não só em mangás, na mídia geral, mas existe um culto à juventude como o exato o momento da sua vida. É isso. É a única época que você pode entrar para...
pra ser ninja. É a única época que você vai virar um monstro e poder derrotar os outros, exceto se a história for muito específica dizendo que não. Então, tipo, algumas coisas, sim. Faz girar romances, ok. Aí você viveu e realmente vai acontecer, mas histórias de fantasia não deveria ter nenhum motivo impedindo alguém de trocar de profissão aos 30 anos. É a coisa mais normal que tem, inclusive. Sim, sim. Então, existe. Eu acho que existe isso um pouco, sim.
Voltando aqui rapidinho, Judeu, eu só... Eu não vou falar muito, é só pra completar o que você comentou. Eu concordo com você que eu queria que tivessem mais histórias assim. Eu acho que existe um paralelo desse podcast no Alquadrado do Mundo Alternativo sobre Videogames, que falaria isso de... esse mesmo tema sobre RPG japonês e não sobre Battle Shonen. Mas eu acho que... é mais uma questão de... eu não quero que...
Os que já existam, as franquias que já existam mudam, ou que você reclame do que tem. Eu acho que, de fato, seria legal que tivesse mais, mas eu acho que é um pensamento diferente. É, é... Acho que a lógica é outra. É, sabe que a gente falou de personagem especificamente? Eu não ligo pro que acontece no próximo personagem. Não vai ser muito bom de qualquer jeito. Tem que ter outro jogo, assim, porque eu acho que...
Não é reclamar que Naruto é assim, é falar, mas por que que não tem um outro, um Battle Shonen clássico que é a Kaiju 8 só que melhor, sei lá. É, juntando aqui, juntando o seu comentário aqui sobre Persona com a sua pergunta, Izo, de que se eu me sinto um pouquinho fora de lugar.
A questão não é que eu me sinto fora de lugar, eu acho, pelo menos. Eu não sei nesses casos específicos da percepção dos caras de que 27 anos é muito adulto mesmo. É só que surge justamente do clichê de que esse tipo de história tem que ser protagonizada por criança ou adolescente. Desaparece os contextos interessantes que poderiam surgir se tivesse uma pessoa mais adulta ali.
Seriam outras dinâmicas, seria uma história interessante. O Jujutsu que a gente usou como exemplar às vezes seria outra, apesar de a gente ter comentado da pouca relevância que tem a idade em Jujutsu, seria outra história se o malandro tivesse 30 anos ali.
Seria outro Outro mangá mesmo E eu adoraria ler esse mangá E ele não existe muito não Eu não sei se é infantil Talvez da minha parte querer isso Eu não sei Eu acho que temos alguns buracos Acho que um pouco pela inércia Tem muito mangá protagonizado por adulto E não é assim Eles são Naruto como adultos Eles são outra vibe
Os mangás do Urasawa Todos são exclusivamente Precisados por adultos A Sadora começa criança, mas ela vira adulta Rápido, e o mangá não tá acabando Ele tem um esporte no colegial Também que eu só não li Esses mangás do Urasawa não parecem Naruto Eles estão em outra edição A gente mudou o tom E eu mesmo que eu te vejo por outro lado Você também não tem um mangá do Urasawa Como é que...
Mentira, você tem. Você adora. Tem, tem. Yawara. Não, Yawara ela é da idade de faculdade. Começa jovem. Ah não, Yawara eu não lembro. Eu li Happy. Happy ela tá na faculdade. Mas termina o raciocínio esse. O raciocínio é esse. Tipo, que um mangá que parece um Battle Shonen adulto não é comum. Se é um Battle Shonen, ele vai virar adolescente. Se vai virar adulto, a gente vai começar a ler KID. A gente vai começar a ler mangás com outras premissas, outros gêneros, outras tensões. Que não sejam.
A porrada. É que eu acho que isso é meio que natural, tipo... Qualquer tipo de coisa, assim, não só com idade. Se você vai ler um romance shoujo, você vai ter um outro tipo de história. Se você quer ler um romance com uma protagonista feminina, não vai ser a mesma coisa. Não vai ser... Você vai ter que lidar com... E se você for procurando, você vai encontrar coisas que batem um pouco com o que você quer. Tipo, sei lá.
Se você quer um Battle Shonen com adultos Você pode ler Kingdom, vai ser quase One Piece Ele começa jovem Mas ele já é um adulto Mas vai ter tipo 700 capítulos dele É só que comentando aqui, você mesmo falou isso Tem no final das contas Se você tá lendo uma história Com um personagem adulto Supõe-se que você quer ler Uma história com temas mais profundos E uma complexidade maior Não que Justamente Porque
Não que os Battle Shones, vários do que a gente gosta e comenta aqui no podcast, não tenham isso, inclusive. Então, talvez tenha essa percepção. E principalmente, a gente gosta dos que tem, inclusive. A gente gosta dos que tem. A gente gosta dos que tem. Justamente. Então, eu não sei. É fascinante que, se eu vou escrever uma história com adulto, eu tenho que escrever temas adultos. E se eu vou escrever uma história com um protagonista criança, eu tenho que escrever uns temas mais simples, talvez. Tem essa pequena percepção.
Sei lá, é algo óbvio, talvez. Mas a quebra dela pode trazer histórias muito interessantes. É só isso que eu digo. E você falou, Luque, tem exemplos das pessoas que percebem isso e daí surgem boas ideias. Então, sei lá.
Um dos mangás favoritos desse podcast Eu acho que é um mangá que quase que Lida diretamente como tema A questão de adultos e crianças Em Baruchone, que é Roshina Samidari É quase sobre isso a história Por isso que a gente gosta tanto Descobrimos porque a gente gosta tanto Do autor, do Mizukami Porque ele faz muito disso Ele traz uma leveza adolescente Com Também a seriedade adulta Ao mesmo tempo Porque
E acho que funciona. Talvez, aí fica a dúvida. E é um cacho completamente multigeracional, né? Então você tem essa identificação quase o completo. E vem a dúvida se funciona, porque a gente é adulto, e se funciona para adolescente. Tipo, a questão que eu falei do denominador comum. Funciona para a gente porque a gente passou pelas duas fases. Quem não passou pelas duas fases, será que é tão interessante assim? Fica o questionamento.
Não sei, eu li... Quer saber um exemplo? É o exemplo contrário. Eu pensei aqui em Pum Pum, como um mangá adulto que é protagonizado por uma boa parte, por uma criança, para todos os efeitos. E, tipo, é uma percepção adulta do absurdo que é ser criança, sabe? E causa um efeito bem próprio na história.
Eu tô tentando pensar aqui em exemplos contrários Do tal do Battle Shonen Com adulto, eu não sei se tem muitos Exemplos não Sakamoto Days mesmo, Sakamoto Days pra mim Tem pouco O protagonista em si tem bastante Da questão de idade dele Ele é um cara muito aposentado, muito velho Com 28 anos Os outros também são adultos E eu acho que a dinâmica da história Continua sendo muito parecida Sakamoto tem 28 anos? Ele tem 28 anos Eu não duvidaria não Eu não duvidaria não
Com aquele bigode branco? Achei que tinha 50 anos. Ele tem, ele tem. Eu não tô chutando, eu sei. Essa é a idade dele. Porra! Eu juro, eu tô frustrado aqui. Eu juro que ele tinha, sei lá, 50 anos. Ele é tão grisalinho. Os outros planetas também são adultos, então... Taro Sakamoto Age. Aqui, eu vi a Wiki de Sakamoto. 27 anos. É a idade. Porra, eu ainda errei pra baixo. Eu ainda errei pra cima.
Caralho. Caralho. Grande choque. É disso que eu tô falando aqui. Eu vejo isso... Isso é um homem aposentado, 27 anos. Então é um choque. Completamente como queria demonstrar. É exatamente... Eu falei um fenômeno e senti ele ao vivo aqui. Pois é. Não é exatamente isso, mas eu pensei que Jujutsu, obviamente, é protagonizado pelo adolescente ali.
Mas o pessoal adorava acompanhar o Gojo, justamente. O Gojo. Queria que o Gojo fosse o protagonista. A galera queria que o Gojo fosse o protagonista da história por muito tempo, justamente. E era o personagem adulto ali que, sei lá, tinha um comportamento meio infantil. Mas ele tinha a noção de, tipo... Tinha coisas, o personagem dele, que tinha a ver com ele ser adulto, sabe?
Só pra constar, a idade do Gojo, 28 anos também. É o máximo que você pode ter no mangá. Tem esse malabarido que você pode fazer também, de que você pode ter muitos protagonistas adultos se ele está devidamente acompanhado da perspectiva adolescente no seu mangá. Acho que qualquer um concordaria que o protagonista de Assassin's Creed Classroom é o Koro-sensei.
Sim, sim. Ele é mais protagonista que o Naguissa, mas o Naguissa e toda a classe é necessário pra ver a jornada dele sob o prisma da adolescência. Mesmo que o Fox o Neuro tenha a menor de idade perto dele. O Spy Family, o Lloyd é o protagonista, mas a Anya permite que tudo seja fixo uma perspectiva infantil. Sim, sim.
Então tem esse loophole também de que o mangá sempre tem que... E aí volta a minha pergunta original se a gente adulto briga muito por nossa perspectiva de histórias que são escritas para serem escritas fora dela? Não, porque eu não brigo por isso. A gente não briga, mas as brigas rodeiam a gente. Às vezes alguém briga e a gente percebe que a gente tem que fazer um ao quadrado. A gente já fez isso. É, é.
Tem essa... Eu concordo com vocês dois, então, nesse sentido, só, que é bizarro que a gente tá percebendo agora nessa conversa que 28 anos parece ao máximo que você pode ter um mangá de qualquer jeito. Inclusive, é a idade estimada do Lloyd em Spy Family também, só pra constar. Aí, aí, aí.
É porque o Battle Shonen, a gente falou de como eles começam cedo, então quando o Battle Shonen é adulto de uma galera que já é super veterana, é essa a idade que eles têm que ter, porque eles estão fazendo isso desde que aplica o Battle Shonen deles, com 13 anos, né?
É que a Ju8 falou a palavra 30 anos e já falaram, iiii, tarde demais. Não serve pra protagonista. Flopou o mangá. A palavra já foi 30. Só pra constar, o Kafka Ribino, 32 anos de idade. É o mais velho protagonista aí. A maioria de nós já é mais velho que o Kafka Ribino. Já passou do exemplo do personagem que é o mais velho possível no Battle Shonen. Já passou.
sempre acho graça com 100 namoradas que a Harari, ela é diretora da escola e CEO da empresa dela e líder do próprio clã com 28 anos a gente descobriu que 28 anos é de fato o limite, né, pras coisas é, nossa, tem alguma coisa com 28 anos, não sei qual é não
Então eu quero chamar atenção positiva pra um anime, não é mangá, é anime, que a Gretsuko, a Gretsuko tem 25 anos. E o arco final do anime é ela se candidatando a deputada, a congressista, não tenho certeza do termo exato pro congresso japonês, sob a campanha de tá na hora de pôr a juventude no poder, tem que parar de ter idoso, cuidar das nossas leis, vamos pôr jovens. E o jovem tinha 25 anos e como a gente tá vendo, não é todo dia que a gente...
De fato, acho que... Mas aí você pegou. Tem seu tema certo, né? Política é o mangá ideal pra você conseguir fazer o jogo parecer novo. Aí sim, encontrou a solução. É porque a gente, sei lá, a gente lê Nana, a gente pensa são jovens, com problemas de jovens, mas... E Nana é um show, gente. Se fosse um show, nem provavelmente ia ser um bando de idoso. A perspectiva dos problemas do povo de Nana.
Eu não sei o que pensar sobre isso, sobre esse limite aí dos 28 anos que a gente quebrou agora, não. Eu não sei o que... Coloque sua perspectiva e segue a vida, ajuda. Você não tem muito o que fazer, não. Não, é porque, sei lá, eu não sei qual é o... Vocês apontaram um problema só, que, tipo, parece que cria que a sua vida acabou depois dos 28 anos. É, culta a juventude. Culta a juventude, tá aí.
Mas eu sei lá, eu não sei qual seria estranho a atitude correta pra essas histórias. Seria de colocar personagens com... Um range maior de idade. Ok, tá, ok, tá bom, tá bom.
Acho que só isso já seria respeitoso e o suficiente pra maioria dos cenários. Porque, tipo, é bem sabendo a verdade. As pessoas estão com idades distribuídas em qualquer cenário, no local do seu trabalho, na sua faculdade, em todos os lugares. E no mundo inteiro a pirâmide demográfica tá virando um quadrado, não é? Não é esse o drama todo? É o padrão, é a tendência pro mundo inteiro.
É, é, de que justamente a idade etária do mundo não é que tem pouco velho, tá muito bem distribuído, isso é um problema, inclusive, né? Então, talvez a mudança demográfica do mundo poderia estar nesse sentido mais bem distribuída nas obras que a gente lê. Esse é um ponto interessante, toma aí. Tipo, acabar nos 28 anos parece que é um resquício de uma percepção demográfica errada do mundo, toma aí. No Japão principalmente, inclusive.
Me surpreende que essa mudança, que não tá tendo uma mudança a essa altura. Admito que me surpreende um pouquinho. One Piece, eu acho um exemplo interessante pelo que vocês falaram agora de distribuir as idades. Porque One Piece está distribuindo as idades, mas só que é cada vez mais. Começou com ela hiperconcentrada e foi ampliando um pouco.
Começou por 17 anos Ele fez um amigo de 18 Fez uma amiga de 18 Fez outro amigo de 17 Chegou a Nico Hobbie e fizeram a amiga de 28 A Nico Hobbie começou no lendário 28 É verdade E o Frank tem mais de 30 agora O Jinbei tem mais de 30 Mas o Jinbei e o Frank já são a segunda metade de protagonista
Você tem que ter uma certa razão. Eu pensei nisso também, Iso. Agora, todo mundo foi ficando mais velho quem foi adicionando ao grupo. Uma hora falou, já mostrei os jovens que eu precisava. Agora eu quero diversificar o mundo. Quero a galera da minha idade, né? O Oda, escrevendo há tanto tempo. E a Robin, ela entrou como aquele clichê. Ela tinha 28 anos e ela era a adulta do bando. Olha só, tem uma mulher adulta no barco agora. É diferente.
E o Jinbei agora, ele tem uma vibe de adulto muito maior, e o Jinbei tem tipo 40, não tem? É, o Ada quebrou o limite. E quero também lembrar, e isso não é um exemplo válido, porque é de Aytel C, Aytel C foi cancelado, e quando o mangá foi cancelado, tanto faz. Se ele quebrou uma regra ou não, porque ele não deu certo. Mas do fim de Aytel C, quando já estava cancelado o mangá, essencialmente, a protagonista menciona por cima, ah, eu não posso tomar cerveja, porque eu sou menor de idade.
Pera, se é, ela rir, claro que não, eu tô na polícia. Eu tô avacalhando você. Tem que ter uma piada ali. Enfatizando que esse personagem parece um pouco enfatizado, mas obviamente ele é um adulto. Não vou falar que é um cara de nada, porque é cancelado, flopa. E se flopou, não clicou com o público.
Eu fico feliz que você conseguiu mencionar até o fim. Ele conseguiu. Para o mangá que tem três volumes, é incrível o quanto ele volta. Não, é. Ele é o mais lembrado. Vai ser o cancelado mais lembrado da história do Alcadrime. Para o mangá com um único leitor. Eu não li até o fim. Eu não li até o fim.
Porque me está me JAKEADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADADAD
A recomendação da semana é minha hoje. O Luke, assim, Luke, boa sorte. Eu tenho a mínima ideia do que você vai recomendar? Não, você não tem a mínima ideia do que eu vou recomendar. A gente fez um programa sobre idade, né? Agora, então, eu vou falar de um mangá sobre adolescentes que agem com problemas de adolescente e dama de adolescente, que é muito bom.
E ele se chama The Ramparts of Ice, ou Kori no Jourek. Eu não sei como a tradução em português para Ramparts, mas esse é o título. Ele é um mangá com romance drama comédia escolar da autora do... Provavelmente já recomendado nesse podcast, You and I are Polar Opposites. Já, já recomendado, já sim. Já teve até um extra sobre... Sim.
É o mangá que ela fez antes de Polar Opus. E tá tendo um relançamento. Tá tendo anime. Nesse momento ele está saindo. Então eu tô recomendando com o timing adequado. Pois é. Aproveitando. E eu queria aproveitar que vocês que leram já gostam de Polar Opus. E falar que eu acho que esse mangá é tão bom quanto se não melhor. Ao mesmo tempo que ele faz coisas bastante diferentes.
Ele é uma história bem mais dramática. É muito mais sobre a complexidade das relações interpessoais desse grupo de adolescentes que vai se formando. Os personagens têm dramas do... Estão no ensino médio agora. Tem um passado da middle school deles que...
É importante para a vida dos personagens. Que acaba dificultando as relações. Tem algum traumazinho. Ele não é uma ed. Nem nada muito pesado aconteceu. Mas dramas adolescentes reais. Entre um personagem e outro. A dificuldade de relações sociais. O problema de um grupo de amigos. Se vocês leram o Polaropas. Vocês lembram que tem um subarco. Que é da menina Azuma. Que é. Ela teve algum problema com o grupo de amigos dela. Antes dela entrar no grupo de Amizotol.
E é muito esse tipo de drama. E é muito bem escrito. Os personagens têm um desenvolvimento muito grande durante a história. E eu acho que poucos magas fazem isso. De colocar eles a lidarem com consequências dos próprios atos. E eu acho que muitas vezes você vê que são personagens com problemas. São personagens que estão lidando com a sua vida de adolescente. De um jeito bem perfeito, mas bem realista ao mesmo tempo.
Ao mesmo tempo que essa história mais dramática, ela tem toda a energia, o fator vivo dos personagens, as interações naturais, que é muito gostosinho de ler e muito fácil de torcer e empatizar com todo mundo ali para que tudo dê certo. É muito bem escrito, é muito bem elaborado todas as dinâmicas, todos os grupos de personagens. Você vê que eles têm amizades e problemas nessas amizades que são muito verdadeiras.
Eu acho que é muito bem escrito. Como eu estou recomendando com base no... Que vocês já conhecem o mangá mais popular dela, provavelmente. Muita gente leu também, já ganhou anime. E eu acho que se você gostou e queria ver ela escrevendo uma história um pouquinho mais séria. E com um pouco mais de carga emocional. É um dos melhores romances que eu li esse ano, tranquilamente. Boa recomendação. Não terminou a tradução ainda, né?
Não, verdade. Mas está bem perto do final. Falta, tipo, menos de 10 capítulos. Ah, e tem outro detalhe importante que eu não comentei. Ele é uma webtoon. Ele é leitora vertical. Interessante. Mas é uma boa. A arte da autora continua excelente. Ela é colorida dessa vez, mas tem toda aquela energia mesmo. As expressões engraçadinhas.
A movimentação legal das personagens. É, não, eu tô folheando aqui. A melhor característica da autora aqui é as caretas. Ainda tá bem presente aqui. Ela já tinha isso mesmo nessa época. Eu fico muito interessado mesmo no look.
Evolui muita arte também, do capítulo 1 até o último. É bem notável quando você vai lendo. O Polar Opposites, ele tinha, pra todos os efeitos, tipo, o núcleo mais sério. Ele tinha o cara mal-humorado ali. Eu não vou lembrar o nome, mas tinha o cara igualado ali. Sim, sim. Que ele era o núcleo sério. É quase como se fosse todo um mangá com esse tom, basicamente. Ah, ok. É porque... Porque ele tinha o cara igualzinho.
Apesar de eu não achar ruim, em Polar Opposite sempre ficava um pouquinho destoante, sim. Ele é um... Polar Opposite é um mangá um pouco wholesome e até demais. Então se você quer a escritora escrevendo algo um pouquinho mais complexo, um pouquinho mais elaborado, mas que ainda mantém todo o estilo dela e todo o charme narrativo, é isso. Essa é uma ótima opção. Boa recomendação. Muito bem recomendado, Luke. Perfeito. Repete o nome aí pra gente.
The Ramparts of Ice Ou Cori no Joe Requi O Paredão de Gelo Muralha de Gelo, né? Eu não sei, Muralha, né? Muralhas de Gelo, Muralhas de Gelo Acho que fica melhor E a versão em espanhol de algum país aqui Chamou de Quebrando o Gelo É uma boa definição Robiendo a Gelo
É uma boa adaptação. Eu gosto mais do paredão de gelo. Eu gosto do paredão. Paredão. Muralha. Muralha é mais bonita. É mais poético. Paredão eu penso ou em Big Brother ou em alguém sendo fuzilado. Quando eu penso em muralha, aí vem, sei lá, o Game of Thrones. A paredona de gelo do Game of Thrones. É. Perfeito. Beleza. Agora só falta dizer até semana que vem? Até semana que vem. Com Jojo. Com Jojo. Com Jojo. Vamos.
Beada!
Dentro da Chaminé