Episódios de Teólogo de Quinta

GABRIEL LOPES - Não tenha medo de seguir a sua consciência - PLATAFORMA #284

05 de maio de 202650min
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Gabriel é um ministro Anglicano e neste episódio contou sua história inspiradora e que vale muito a pena ser ouvida e aprender com o que ele tem a dizer. Desce o play e vem com a gente!

Participantes neste episódio1
J

Jonathan Fernandes

HostApresentador
Assuntos7
  • Diversidade Denominacional CristãModelo de governo batista (congregacional) · Modelo de governo anglicano (episcopal) · Modelo de governo presbiteriano (colegiado) · Diferenças teológicas (Ceia do Senhor) · Liturgia anglicana e liberdade eclesiástica
  • História de Breno LopesInfância e criação cristã · Experiências em diferentes igrejas · Conversão e aprofundamento espiritual · Paixão pelo Anglicanismo · Casamento e início da igreja
  • Religião e Fé no BrasilHistórico da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil · Causas das cisões (liberalismo vs. conservadorismo) · Formação de novas províncias e comunhões · O papel do Gafcon e da Comunhão Anglicana Global · Relação com a Arquidiocese de Cantuária
  • Vida e vocação sacerdotalChamado pastoral desde a infância · Processo de ordenação e instituição como ministro local · Desafios de plantar uma igreja sem estrutura prévia · Bivocacionalidade no ministério
  • Comparação entre conceitos teológicosVisão sobre a Ceia do Senhor (Sacramento) · A importância da liturgia e do Livro de Oração Comum · Os 39 Artigos de Religião · Diversidade litúrgica dentro do Anglicanismo
  • Cura e consciênciaNão ter medo de fazer o que é certo · A importância de agir com base na fé · Arrependimento de oportunidades perdidas
  • O papel da consciência e da fé individualSeguir a própria convicção · A coragem de agir de acordo com a fé · Evitar o arrependimento por inação
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E aí

Fala galera, me chamo Jonathan Fernandes, está numa plataforma de número 284, estou aqui com o meu amigo Gabriel Lopes, é parte do Anglican, queria muito gravar com alguém, já gravei na verdade né, com, agora esqueci o nome do cara, legal.

Mas eu vou lembrar, ele é um pastor anglicano, na época não era, mas ele já era anglicano na época. E, Gabriel, pra quem não te conhece, meu amigo, se apresente, fale quem você é e muito obrigado por você ter aceitado o convite. Fala aí, galera, tudo bem? Bom dia, boa tarde ou boa noite, não sei que horário você tá assistindo isso aí. Mas meu nome é Gabriel.

Eu sou pastor anglicano aqui na cidade de Teresópolis, no Rio de Janeiro. Sou casado com o pai de um menino que está aí no forninho, Tiago. Da hora. E o homem é nao. Não é exatamente por isso, mas para os anglicanos tem a Bíblia King James, o Tiago. Então tem um pouco a ver também.

Enfim, gosto muito de teologia Trabalho aqui com o pessoal da igreja também Muitas coisas no ministério No dia a dia, nos cultos dos domingos Etc Sou bastante nerd Sou fã da DC Comics Sou mestre de RPG Ao desgosto de muitos Tinha uma época aí que RPG era coisa do diabo

Eu gosto bastante de RPG, sou mestre de RPG. E gosto disso, gosto de videogame, gosto de ciência, gosto das coisas mais aleatórias possíveis. Enfim, o importante de tudo. Tem uma empresa que trabalha com figuras legais da teologia aí, Vitor Fontana, Paulo On, Guilherme Amarino, Projeto Sola, Luís Ana Zé, todos os amigos aí, queridos. E é isso.

Douglas Araújo, nome do pastor que colou aqui. Você conhece? Cara, vamos lá. Como eu te falei em off, antes de a gente começar a gravar, o Plataforma é um programa que foi criado pra eu ouvir histórias, né? Eu sou muito curioso, gosto de ouvir histórias das pessoas. Gosto de saber os caminhos que elas trilharam até chegar onde estão. E isso também é uma curiosidade de muita gente que ouve aqui o programa.

semanalmente. E eu queria saber um pouco do Gabriel, onde nasceu, como que foi a infância, como que foi a adolescência ali, até chegar ao ponto da sua conversão. Quando chegar ao ponto da sua conversão, a gente aprofunda mais um pouco na conversa, pode ser? Pode. Então, eu nasci em Teresópolis mesmo, na cidade de Teresópolis, moro aqui, minha vida toda, morei na capital do Rio de Janeiro durante cinco anos, vamos chegar lá quando fiz faculdade, mas nasci aqui em Teresópolis, tive uma infância muito feliz, nasci em lar cristão.

Então eu sempre fui criado ali dentro dos valores cristãos Eu não consigo apontar um momento específico em que eu me converti Porque eu tive o privilégio de sempre poder caminhar com Jesus E essa caminhada foi se aprofundando, foi tendo alguns pontos de conversão, de aprofundamento De despertar espiritual que foram acontecendo durante a minha vida Na infância, na adolescência, etc Mas nunca, graças a Deus, nunca teve um momento onde eu não conheci Jesus E por causa das suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas

na minha memória. Então, enfim, sempre fui criado na igreja e meus pais serviam ativamente na igreja. Muitas coisas ali que eles faziam diariamente na igreja também serviam bastante. Faziam bastante coisa. Eu fiz parte das igrejas que eu fiz parte, eu, quando eu nasci, fiz parte de uma igreja neocarismática, né?

Não pode ser considerado nenhum pentecostal, que era a Projeto Vida Nova, depois a gente foi para a Renascer, que era muito famosa ali no final dos anos 90. Nos anos 90 em si, meus pais fizeram parte da Renascer durante alguns anos. Aqui em Teresópolis mesmo, aí depois a Renascer acabou, o pastor saiu, etc.

O pastor que era da Renascer saiu e ficou um outro pastor, etc. E a igreja meio que foi morrendo. E aí meus pais migraram para a igreja que esse pastor, que era da Renascer, ele havia aprontado, né? Que era Templo Novo. Parte da Templo Novo, boa parte da minha infância. Aí, quando eu já tinha uns 12 anos, 2011, eu vim para uma outra igreja neocarismática, que era a Filadélfia. O nome da igreja aqui de Teresópolis.

Fiquei aqui muitos anos ali, né, eu exercitei principalmente alguns dos ministeriais relacionados à música, né, eu já tocava na igreja antes, mas ali eu tive uma banda de rock, olha que coisa aleatória, tem uma música gravada, tô te falando que são muitas coisas aleatórias.

Foi nessa fase, eu lembro que foi quando abriram os cultos de manhã na Fladélfia, não tinha gente pra poder tocar, e aí foi os moleques da banda lá, um monte de adolescente, tocar no culto de manhã, todos os domingos de manhã durante os dois anos. Então foi uma experiência musical muito legal, e era uma igreja bem grande, era uma das maiores da cidade, então foi bem interessante.

Aquele tempo que a gente ficou trabalhando ali. Enfim, foi mais ou menos na adolescência que eu fui tendo contato com o que acontece com praticamente todo mundo, que é a teologia reformada. Aí você vai já vendo algumas questões, algumas coisas que você vai discordando, etc. Apesar de hoje ser carismático e eu gostar de dizer que a gente começa e termina no mesmo lugar, só que diferente, né?

Então minha trajetória toda Havia sido reformada Então eu tive um tempo calvinista da jaula Tive essa fase louca aí Que muita gente tem Muita imaturidade nessa fase E aí fui tendo contato com a Teologia Reformada E fui pra uma igreja batista

Nessa fase da Filadélfia em 2016 Foi quando eu conheci a minha esposa Na época era a minha namorada A gente namorou e noivou Durante cinco anos Nesse caso em 2021, já vamos chegar lá E aí a gente começou A namorar em 2016 Eu fazia parte da Filadélfia Ela era católica, a lírica romana

Eu ia perguntar se você se conhece na igreja ou foi... A Católica Urbana foi por um amigo em comum. A gente foi num show de um cantor famoso, que na época ele não era tão famoso, que era o Thiago York. A gente foi num show do Thiago York. Isso é mais uma das coisas pro nosso filho Thiago. Não é por causa do cantor, mas são tantas coisas que o Thiago, a gente falou vamos botar Thiago.

E aí a gente se conheceu ali e tinha essa tensão religiosa acontecendo. Conforme foi passando o tempo, na internet também fui conhecendo várias pessoas. Conheci então o Reverendo Giordano, que é anglicano. Então foi ali que eu comecei a começar a me apaixonar pelo anglicanismo. Quando eu fui para a Igreja Batista, que eu fiz parte durante alguns anos, 2016 até 2020, 2016...

Não, 2018 até 2023, então cinco anos que eu fiquei lá, eu já tinha um coração bastante anglicano, mas não tinha uma igreja anglicana aqui, eu não tinha condições de plantar, não era casado, etc. Então não era o momento. E aí a gente foi ficando ali. Em 2015 eu fui morar no Rio de Janeiro, eu voltava para a cidade só, Teresópolis, só, Teresópolis, só, fim de semana, porque eu fazia faculdade de ciência da computação, olha só, nada a ver. Foi escrito.

E terminei a faculdade. Aí eu fiz a faculdade até 2019, antes da pandemia, inclusive. Eu terminei. E, enfim, aí a gente foi passando o tempo, etc. Fui me apaixonando cada vez mais pelo anglicanismo. Cheguei mais ou menos 2019 e eu já me sentia totalmente anglicano, já. Totalmente.

Mas eu não era casado, né? Então a gente se casou em 2021, em 2022 a gente abriu uma célula na nossa casa e foi um desafio muito grande pra poder fazer a plantação da igreja acontecer porque, idealmente, a gente não planta igreja assim, né? Idealmente você vai com uma equipe que já vem com o dinheiro da igreja matriz pra poder fazer, você já tem com as pessoas definidas.

uma equipe definida, essa pessoa faz isso, essa pessoa faz aquilo, e começa com o grupo base, já com gente formada pra poder a igreja funcionar. Só que a gente precisou fazer o mais difícil, que é formar as pessoas. Então teve que evangelizar as pessoas, de evangelizar as pessoas.

evangelizado, eles tiveram que se converter, tiveram que se adorrecer. Isso foi um período bem longo, né? E a gente abriu nossa igreja, de fato, com um espaço que a gente aluga, sublocado num colégio no centro da cidade, que é ótimo. A gente tá numas, talvez, igrejas, assim, nossa cidade, top 5, melhores localizações, assim, tá muito, muito pro centro. Então isso é muito legal. E é num colégio que permite que seja mais barato, né?

não precisa alugar um espaço e ter um custo de alguns milhares de reais. Então, assim, a gente foi construindo. Em 2025 a gente começou, de fato, os cultos públicos, com uma equipe já formada, amadurecida para isso, e a gente acabou de completar um ano no nosso espaço. E tem sido isso. E aí a minha trajetória é ministerial, eu tenho piso seminário, etc.

Fui instituído pastor leigo, né? Ou também chamado ministro local. E aí a minha ordenação sacramental vai acontecer daqui a 15 dias no sínodo que a gente vai ter lá em João Pessoa. E vai ser no dia 2 de maio. Aí vai ser ordenado a ordem sacramental do diaconato. E daqui a um ano, presbiterato.

Mas aí já é considerado pastor porque eu fui instituído para isso, trabalho de modo pastoral. Mas a questão sacramental mesmo, dois sacramentos, essa coisa toda assim, eu tenho algumas limitações relacionadas a isso, por enquanto. Entendi. Desculpa, eu falei muito, né? Não, quer isso. Você está aqui para falar mesmo. Então, a gente vai entrar nesses detalhes mais...

específicos, né, da igreja anglicana, mas muito legal, cara, a tua trajetória, eu tive uma infância e uma adolescência muito religiosa, eu gosto sempre de falar que foi muito religiosa, mas foi muito libertadora também, porque minha mãe, meu padrasto, eu fui criado por padrasto,

que me forçaram a nenhuma religião. Eles nunca me forçaram, né? Eles sempre falaram, ó, a gente tá indo nessa. Quando eu era muito pequeno, óbvio, eu tinha que ir, porque não tinha com quem ficar, mas sempre que eles tinham a opção de não me levar por obrigação, eles faziam isso, entendeu? Tipo assim, assim.

Eles sempre me davam a opção, você quer ir ou não, né? Então era comum, por exemplo, meus pais estariam na igreja católica e eu estar na testemunha de Jeová. Meus pais estariam na testemunha de Jeová e eu estar na católica. Meus pais estariam na católica e estariam na evangélica, entendeu? Até que aí eu parei também aí, né? Eu parei na evangélica. E aí eu me converti numa igreja de bairro quadrangular, que tinha uma igreja quadrangular até diferente das igrejas quadrangular que eu conheci depois, né? Que era uma igreja bem pertencorsal mesmo, assim, sabe? Tipo, é...

Porque a igreja quadrangular, que é o mais famoso, pelo menos aqui em Rio Branco, são igrejas mais neopentecostais. As igrejas pentecostais da quadrangular parecem muito com a Assembleia de Deus. Eu também tive esse processo que você falou de conhecer a fé reformada, e eu conheci através da internet.

através do Dois de Teologia, o canal do Iago e do Felipe na época. O Felipe ainda fazia parte do canal. Eu não tive contato, eu acho que eu nunca tive contato direto com alguém que me explicasse a fé reformada pessoalmente, só pela internet. Eu cheguei a frequentar a igreja presbiteriana, dois cultos presbiterianos diferentes, mas...

realidade totalmente diferente, sabe? E aí eu não falo nem teológica não, eu falo de questão social mesmo. A única pessoa que tinha ido no culto nesse dia de ônibus foi eu. Então, tipo, todo mundo tinha carro, todo mundo tinha um transporte e eu era o único ali fora do ninho, assim, sabe? Mas... O pessoal até bem grande, não tem presteriano pobre. É.

Mas eu queria que você contasse, Gabriel, como é que foi esse conhecer a fé anglicana, o que te despertou de curiosidade para conhecer mais, para se aprofundar, para buscar, porque eu entendo que aqui no Acre, principalmente, não tem quase, eu acho que eu não conheço, tem igreja luterana.

Igreja Lutera, eu não sei que tem. Igreja Anglicana, eu nunca vi. Tem em Manaus, né? Muito forte lá, inclusive. Mas aqui em Rio Branco, eu ainda não conheci. Então, como é que foi para você, tipo, conhecer e se aprofundar e se encantar, né? Pela fé anglicana. Então, como é que foi essa experiência para mim, né? Eu esqueci de contar um detalhe importante. Em 2018, eu fiz um canal no YouTube chamado... Era Dragão na Garagem. Depois eu mudei para Razão na Garagem.

E já mudei vários nomes. E eu falava sobre teologia, mas eu queria trabalhar algumas coisas relacionadas a ateísmo, né? Enfim.

Por isso o nome também. E foi por causa dele que eu conheci várias pessoas. Inclusive foi por causa desse canal que eu tenho meu trabalho hoje. Porque eu conheci o Fontana na época, etc. Depois a gente começou a trabalhar junto por causa disso. Esse canal foi muito marcante na minha vida por isso. Eu não faço vídeo mais. Estou pensando em voltar esse ano. Já faz alguns anos que ele tá vazio lá. Não tem mais nada sendo postado.

Apesar de que no Instagram eu continuo postando conteúdo. No YouTube já faz muitos anos. Já faz uns quatro.

Talvez até 5 anos, não sei E aí o que acontece Eu fui conhecendo o anglicanismo Também porque eu tinha algumas questões religiosas Pra resolver na minha vida pessoal E relacionadas A minha esposa também, que minha esposa era católica Romana e eu era evangélico, né

E conforme a gente foi conversando com o tempo, a gente tinha muitas diferenças, mas conforme você vai estudando, as diferenças vão ficando cada vez mais estreitas, cada vez mais menores. Cada vez eu fui vendo que o buraco era mais embaixo das questões teológicas. Fui estudando a história da igreja cada vez mais.

E aí, pra mim, na minha perspectiva, no meu coração, fui vendo algumas coisas que eu não tinha mais a capacidade de desvir. Então eu via a questão da história da igreja, de como o Cristianino foi desenvolvendo, as questões sacramentais, a organização que a igreja primitiva tinha e como ela foi mudando depois, mas o que também foi mantido, o que estava na origem, o que não estava.

e eu fui se identificando com o anglicanismo porque eu fui enxergando na igreja anglicana uma excelente resposta a esses meus anseios que estavam acontecendo no meu coração relacionados principalmente à história da igreja, né? Então, assim, óbvio, né? Você tem outras igrejas que poderiam ser consideradas antigas também, como católico romano, só que exatamente por ver coisas que eu não consigo desver, eu sempre senti que isso também valia pro catolicismo romano, né?

É muito bonito, tem uma arquitetura legal, a missa, né? Eu já fui em milhares de missas na minha vida. Eu acho que eu já fui em muita

mais misto do que muito católico nominal e assim, ela é basicamente bastante cristocêntrica pra quem já foi, não tem tanto santo que nem a gente imagina, dependendo do lugar da festividade, quando é festividade tem bastante, quando é festividade santa tem legal, mas geralmente é mais cristocêntrico tem os santos ali, mas Jesus geralmente é realmente o sendo da coisa só que ao mesmo tempo eu não consigo ignorar as coisas que eu discordo, e eu discordo mesmo, entendeu? então isso foi me deixando uma crise Abassamos

Porque, cara, a fé que eu creio não tem na minha cidade. A única maneira de eu viver isso é se eu for responsável por eu trazer isso também. Então, eu já trabalhava com questões de chamado pastoral na minha vida. Desde a infância, as pessoas falam isso pra mim. Eu fui sempre o garoto da EBD que sabia todas as histórias da Bíblia. Uhum.

que gostava de escutar o sermão do pastor. Tinha uma fase que não gostava mais de ficar na salinha, gostava de ir para o culto e ficar desenhando, eu desenhava o resumo da pregação. Então eu sempre fui esse garoto. E aí eu sempre rejeitei um pouco, até porque eu costumo dizer que pastor nunca é uma coisa que um pai quer que um filho seja, na maioria das vezes. Ah, pai, quero ser médico, que legal, quero ser advogado, quero ser pastor, como já vira cara.

no meu caso não receba nenhuma renda da igreja eu tenho minha profissão e gosto de ser bivocacionado mas na maioria das vezes as pessoas não querem que isso aconteça, né? elas têm medo, né? e aí eu sempre fui rejeitando sempre fui tentando ali dar uma de Jonas

Mas eu também nunca fui me encaixando, encontrando um lugar que eu gostaria de pastorear também, né? Então quando eu fui, me apaixonei por anglicanismo assim, foi me colocado diante de um dilema, que é esse dilema apostólico mesmo, né? Essa ideia de que o evangelho tem que ser pregado, anunciado, e você precisa também de pessoas que Deus chama pra poder começar coisas que não existem. E isso faz parte também, né?

Então é mais difícil, com certeza, mas eu sempre me inspiro, pelo menos nos anglicanos brasileiros, que eu tenho muita estima, como o D. Paulo Garcia, que não é nem da minha denominação, mas já fez parte na época, que não tinha seis divisões do Anglicanismo, a gente pode até falar sobre isso depois. Mas ele começou um trabalho ali no Nordeste que...

Não tinha ninguém. Foi ele que começou. E se não fosse ele começar, o Nordeste não teria a maioria dos anglicanos no Brasil. Então, eu acho que eu tento me inspirar por esses exemplos, né? Não que eu seria ele, não é isso que eu queria dizer. Mas a ideia de que não é pela minha capacidade, é pelo poder de Deus. Então, se o senhor me chamou, vai acontecer o que tiver que acontecer. E a gente precisa apenas obedecer e deixar que Deus aja, né?

Que Deus faça as coisas. Mas é muito desafiador ser anglicano no Brasil, porque tem poucas igrejas, né? Se você for somar todas as igrejas anglicanas de todas as dominações,

não vai dar nem 400 igrejas. Não são muitas. No Brasil inteiro. É muito pouco. Apesar de você ter a quantidade até considerável de anglicanos que tem igrejas dessas que tem muitos membros, alguns milhares, inclusive, tem igreja que tem, sei lá, tem 8 mil, 10 mil membros, né? Mas, de qualquer forma, são poucas igrejas. Então, é um desafio muito grande. Mas é o que eu quis dizer, o peso da consciência tranquila. Então, é o que eu creio, o que eu acredito e eu sou feliz assim.

Da hora. Para um leigo, Gabriel, um leigo que não sabe de nada, que acha que anglicanismo e catolicismo é a mesma coisa, não sabe distinguir uma coisa da outra, quais seriam as principais diferenças da igreja? Vamos colocar, para a galera entender, quem está ouvindo, vamos colocar as diferenças da igreja anglicana para as igrejas que a gente vê no dia a dia. Batista, presbiteriana... Tá. Vou tentar fazer esse panorama, então.

Isso. Vamos pensar em batista primeiro, que foi uma tradição que eu tenho muito amor. Eu fui batista por alguns anos, né? Foi a igreja que eu mais gostei de fazer parte na minha vida, assim, desde que eu passei, né? Tirando minha igreja atual, mas foi uma comunidade que me acolheu. Foi onde eu me casei. Então, eu vou começar por aí. Vamos lá. Forma de governo para uma igreja batista. Vou tentar fazer um panorama de diferenças para as principais aí.

Os batistas são congregacionais, ou seja, acreditam que a estrutura original que a igreja é são comunidades locais independentes que possuem certa comunhão, possuem uma intercomunhão com outras comunidades, mas não é uma dependência ministerial, exceto se for uma questão de plantação. Então uma igreja batista sendo plantada deve obediência à sua matriz. Mas depois que ela foi emancipada, a gente pode até usar essa palavra, ela se torna uma comunidade dependente.

que o governo da igreja é baseado na congregação então não é o pastor que manda é a congregação que manda através de voto democrático, a partir disso você tem ali a variedade da comunidade, vantagens desse modelo, bom, a vantagem é que você se você tiver um pastor

você está um pouco mais livre disso. Porque a comunidade pode remover esse pastor ou pode impedir que algumas ideias que esse pastor tenha vá para frente. Defeitos. Geralmente, no modelo congregacional, nem sempre as coisas vão para frente, porque você pode ter muitas forças puxando para vários lados. Então a gente tem até no nosso próprio país um grande exemplo de que a democracia não funciona tão bem assim como a gente imagina.

Então você pode ter a maioria da igreja pensando em fazer alguma coisa, mas essa maioria está errada.

A maioria pode estar fora da visão. E aí? E aí, meu amigo? E aí que vai ficar desse jeito, né? Então eu já vi algumas comunidades já batistas passarem por esse embrólio relacionado a muitas divisões dentro da comunidade ao ponto de que nada vai pra frente, porque, no fim das contas, você não tem voto pra passar as coisas. E aí o modelo anglicano é o modelo episcopal.

ou seja, é o total oposto e os batistas surgem na Inglaterra anglicana, então eu imagino até que o próprio modelo deles de governo seja, assim, uma resposta ao modelo episcopal o modelo episcopal que a igreja anglicana segue é basicamente o modelo da igreja primitiva é o modelo mais antigo de igreja que já foi feito, que é a ideia de que tudo começou com um apóstolo os apóstolos foram enviados pra poder pregar o evangelho e por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por que por por que por por que por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por por

Enfim, Paulo chegava lá, como a gente vê na própria Bíblia, chegava numa cidade, pregava o Evangelho, formava uma liderança e ia para outro lugar. Aquela liderança que ele formou naquela cidade tinha autoridade para governar o povo, para liderar as pessoas que estavam ali, mas não tinha uma autoridade, digamos assim, acima do apóstolo Paulo. Não em vão, ele tem até o direito de mandar cartas para essas igrejas. Você não pode mandar uma carta dizendo o que pessoas têm que fazer se você não tem autoridade sobre elas, né?

Então, mesmo que essa autoridade não fosse uma autoridade ditatorial, afinal de contas, o apóstolo Paulo parece ter muita dificuldade de controlar algumas igrejas que parecem ter... estão sendo influenciadas por outros apóstolos, que ele vai... apóstolos entre aspas, né? Falsos apóstolos que ele vai apontando na carta.

ele era uma pessoa de autoridade, uma pessoa a ser considerada. Então, o modelo episcopal é isso. Você tem o bispo, que na nossa teologia é chamado de sucessor dos apóstolos. E abaixo do bispo você tem os presbíteros, que são aqueles que governam a comunidade, que lideram a comunidade. Os diáconos que vão auxiliar os presbíteros, mas também são pastores.

E abaixo dos diáconos, você tem outras lideranças da igreja, pastores leigos, ministros locais, no meu caso, por exemplo. No meu caso, é uma exceção da exceção da exceção, porque a gente está plantando uma igreja, então o processo é um tanto diferente, depois a gente pode falar disso. Mas o normal é você ter um presbítero na igreja, às vezes você vai ter um diácono para auxiliar. Um diácono, por exemplo, na igreja batista, ele é alguém que vai distribuir ceia, que vai realizar alguns trabalhos sociais específicos na comunidade.

O diácono anglicano vai fazer a mesma coisa, algumas coisas também, mas o diácono anglicano é um pastor. Então, tentando adaptar, é o seguinte, o bispo, para uma igreja batista, é o pastor-presidente, os presbíteros, no anglicanismo, que é quem lidera a igreja, numa igreja batista vão ser os presbíteros, que são chamados de pastores auxiliares, e os diáconos, que na nossa igreja, são pastores também, e na igreja batista, são pessoas que vão servir as mesas ali, etc.

Então você tem... É como se você descesse o nível. A Igreja Batista continua tendo bispo, presbítero e diácono. Bispo, né? Só que o bispo é o pastor-presidente da igreja, que é o que lidera. Mas ele não tem muita voz por causa disso. Já o modelo presbiteriano é diferente. O modelo presbiteriano é o governo dos presbíteros, então não é democrático, mas quem governa é um colegiado.

de presbíteros que vão governar. Você tem vantagens porque você tem agora pessoas que estudaram pra tomar decisões espirituais, o que eu acho bem melhor do que você deixar a comunidade voltar o que ela quiser, porque na maioria das vezes não vai ter maturidade pra fazer isso. O modelo presbiteriano, você vai ter ali um colegiado de pastores que vão liderar a igreja, vão representar a igreja local também nos seus sínodos, nas suas autoridades locais, etc. E vão tomar suas decisões ministeriais ali. Né?

A congregação pode tomar algumas decisões, eu acho, relacionadas ao pastor, se o pastor vai continuar o ministério ali ou não, etc. Mas as decisões da igreja em si vão ser tomadas pela liderança da igreja. Você tem vantagens, porque as coisas são muito mais rápidas, mas ainda tem questões relacionadas a... Você tem que ter esses presbíteros numa harmonia. Se você não tiver, também pode gerar problemas. Enfim, esse modelo presbiteriano vai acontecer na igreja presbiteriana, vai acontecer também parecido na igreja luterana também, não é exatamente a mesma coisa, mas eles são basicamente...

Tem um modelo de governo um pouco presbiteriano também. Não posso falar uma besteira aqui, mas é parecido com isso. E aí, enfim, no modelo anglicano, você tem vantagem, desvantagem. A vantagem de você ter um pastor que vai liderar ali...

coisas vão andar mais rápido, muito mais rápido que o pastor vai fazer. Então, no nosso modelo por exemplo, existe uma coisa chamada junta paroquial, que é composta por leigos da igreja. Então, é o pastor tesoureiro, ele é responsável pelas questões financeiras da igreja, etc. Você tem o guardião, que é o responsável pelos bens da igreja e que responde pela junta paroquial na ausência do paroco da igreja, do reitor.

E você tem o secretário, né? O secretário vai fazer as questões administrativas da igreja, manter os livros dos batismos, a parte burocrática, né? Então, essas pessoas são leigas. Elas são eleitas pela junta paroquial e aí as coisas da igreja são votadas dentro da junta. Então, no nosso exemplo aqui, a gente tem a nossa junta paroquial.

E as coisas que a gente decide são votadas democraticamente dentro da junta. Então, é como se fosse uma democracia indireta. A igreja elege a junta paroquial e a junta paroquial toma as decisões. Então, a igreja, a comunidade de fé, não toma mais as decisões que vão ser relaçadas na igreja.

A não ser que a junta paroquial queira abrir, queira consultar, queira permitir que as pessoas votem. Pode acontecer em algumas circunstâncias. Tem vantagens e desvantagens. Se você tiver uma junta paroquial ruim, isso vai ser ruim para a igreja, mas se tiver boa, as coisas avançam. Então, isso mais pensando em modelo de governo. Agora, teologia, as diferenças são muito.

muito grandes. Aí fica até difícil tentar enumerar aqui, mas enfim vão ter coisas que vão discordar então, por exemplo, nossa ceia, a gente crê que é Jesus que está de fato presente espiritualmente ali, já o Batista é memorialista, ele não vai pensar assim mas o presteriano também crê que está presente o Batista, pro Batista ele acha que é só um símbolo, pra nós é um sacramento pro presteriano, pro luterano também é por exemplo, por exemplo, por exemplo por exemplo, por exemplo, por exemplo por exemplo, por exemplo, por exemplo

Então, até se a gente fosse pegar, né, do ponto de vista das denominações, assim, os batistas e os pentecostais são um pouco mais diferentes em alguns pontos do que os outros que têm um pouco mais de ponto de contato, né? Principalmente relacionados aos sacramentos, que ambos são um pouco mais memorialistas, né? Mais ou menos isso. Eu falei muito, mas é difícil tentar enumerar todas as...

Eu acho que o principal ponto, além disso, porque isso que você explicou é algo mais técnico, é a liturgia. A liturgia do anglicanismo é muito específica. Então, existe uma certa liberdade para você ter sua liturgia na igreja. Então, a igreja inglesa cria cada comunidade dentro dos limites que façam sentido, dentro do limite dos cânones da igreja, dentro dos limites das nossas...

confusões de fé, nosso livro de oração comum nossos 39 artigos dentro desses limites, você possui liberdade de litúrgica, então você vai ver uma igreja inglicana que vai ser anglocatólica e aí ela vai ter, vai ser praticamente uma missa, se chama até de missa mesmo então você vai ter as vestes ali que nenhum padre tem e é muito bonito, muito rico muito legal você vai ter também

Uma igreja anglicana contemporânea, que vai ter uma parede preta e que vai ser um culto evangélico muito parecido, como a gente tem, oração, louvor. Vai ter algumas coisas que geralmente não tem no culto evangélico, né? Vai ter o ato pretidencial, que vai todo mundo se ajoelhar pra orar. As coisas vão manter, mesmo assim. Então, assim, dando os exemplos de igrejas assim, né? Você tem muitas igrejas da minha dominação, são igrejas contemporâneas também. Você tem uma igreja com...

Admito mais lá de Londres, que é a Dolly Trinity de Brompton. É a maior igreja anglicana de Londres, se não me engano. É mais vibrante, tem mais membros, tem mais conversões, trabalho evangelístico é o melhor. Eles estão numa igreja bonita, com vitral, com coisa linda, mas é um culto evangélico.

comum, cara. Tem bateria lá na frente do preditério. O pessoal toca guitarra, worship, o louvor é worship, todo worship. A igreja fica meio escura, assim, eles botam uns refletor. Então, na realidade, a gente crê que isso é uma coisa secundária. Considerando os limites que façam sentido, lógico, você pode viver a sua comunidade da forma como a comunidade preferir. A minha igreja aqui, por exemplo, é uma igreja...

um pouco mais contemporâneo. Está no meio do caminho entre as duas coisas, né? Então, a gente tem liturgia, a nossa liturgia é no folheto, mas só é no folheto porque a gente não tem telão ainda. Onde estiver, pra gente, pra parar de ser no folheto, vai ser no telão as leituras, as coisas e tal. Tem uma organização um pouco mais parecida com a Igreja da Trindade lá de Vitória, mas é uma igreja contemporânea. Então, eu não prego de veste, raramente. Então, preguei de veste, domingo retrasado que foi na Páscoa.

A última vez que eu tinha pregado de veste foi na quarta-feira de cinzas. E agora, vou pregar de veste de novo? Nem sei. As pessoas não estão falando. Então, são escolhas que a gente toma até por questões missionais, né? O nosso objetivo principal é pregar o evangelho, não é ficar se preocupando com essas coisas. Mas, enfim, tem liberdade. Cada igreja vai ter uma... Por isso que uma pessoa pode se sentir mais ou menos confortável com uma igreja anglicana, depende da igreja anglicana que a pessoa vai.

É engraçado isso que você falou, curioso na verdade, é que ao mesmo tempo que parece ser algo que existem pessoas, vamos colocar hierarquia, hierarquia determinando como funcionam as coisas, na prática ainda há essa liberdade de que cada igreja consiga.

Isso aí vai depender, como eu falei, do bispo. É o que eu te falei, tem vantagens e vantagens. O meu bispo é muito aberto. O meu bispo é o cara da diversidade. Tem limites ortodoxos para a diversidade. Senão fica vira loucura. Mas ele não é a pessoa que fica enchendo o saco para você ser de um jeito específico. Então eu acho isso bom.

cada igreja vai tomar sua decisão de como quer ser, dando liberdade para cada igreja ter sua própria filosofia de ministério, levando em consideração o seu contexto local, várias outras questões. E eu acho realmente que uma ordem de cima para baixo, apenas para poder manter, vamos manter uma identidade, todo mundo com roupa litúrgica, é muito bonito, mas eu acho que existem coisas mais importantes que devem nos unir, para mim, uma coisa que deve nos unir é o senso de diocese, o senso de família, nós somos uma família.

Então na sua família você tem uma pessoa que só usa preto, você tem uma pessoa que só anda de bermuda e chinelo, você tem a pessoa... Então assim, quer dizer então que a pessoa não usa a roupa que eu uso, não fala do jeito que eu falo, ela não é minha família? Então eu acho essa visão do meu vídeo de bicho máximo uma visão saudável.

Pode crer. Você citou que ia falar sobre as divisões no anglicanismo no Brasil. E isso é algo curioso também, que eu dei uma estudada sobre isso. Na verdade, eu vi até uma reportagem sobre o anglicanismo no Brasil, que há essas divisões. Fala um pouquinho, Príncipe, sobre essas divisões no Brasil. Claro.

O que acontece, né? A Igreja Anglicana, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil era a igreja original de onde vieram as demais províncias, denominações que existem hoje. Ela era a única igreja até 2004, 2002, sei lá, 2003, uma coisa assim. Começo dos anos 2000, ela era a única igreja cristã no Brasil que nunca havia se dividido. Até a Igreja Católica Romana já tinha passado por uma divisão, que é a famosa Igreja Católica Brasileira, que algumas pessoas já ouviram falar, né?

Então, era a única igreja cristã, a única denominação de todas que existiam, que nunca tinha sido dividida. Existia uma igreja anglicana só. Mas, o que acontece? Existe um problema no anglicanismo, e aqui já fazendo uma crítica aí ao pessoal da denominação, infelizmente, não tem como não fazer. Mas, o que acontece? Existe um problema no anglicanismo, na minha visão, que é um problema relacionado à vocação episcopal e ministério pastoral, que é o seguinte.

Acontecia muito nos anos 90, talvez hoje nem tanto, porque a água começou a levantar, talvez algumas pessoas começaram a prestar mais atenção nisso, né? Mas antes era assim, ah, eu sou pastor, eu quero cuidar da minha igreja, eu quero cuidar da minha igreja, eu quero fazer batismos, eu quero pregar o evangelho ali pra minha comunidade de fé, eu não quero ser bispo. Você tem aí grandes nomes anglicanos, você com certeza deve conhecer o John Stott.

John Stott recusou o episcopado. G.I. Packer, ele recusou também o episcopado, se não me engano. E aí

Por quê? Porque queria pastorear a igreja. Ah, eu quero pastorear a igreja. Pois bem, só que enquanto tem essas pessoas não recusando, episcopado, tem outras pessoas aceitando, que são, geralmente, muitos deles foram bispos liberais, teólogos liberais, que viram na oportunidade de serem bispos uma forma de passar adiante com mais autoridade, mais poder, a sua visão.

E isso foi acontecendo muito em vários lugares do mundo, incluindo no Brasil. Então você tem, por exemplo, o Dom Paulo Garcia, que ele era o principal reverendo do Nordeste, que tinha uma igreja gigante, era muito conservador. Foi dada a oportunidade dele ser considerado como possível bispo, participar da eleição, porque a eleição de um bispo ele é feito democraticamente por todos os clérigos daquela diocese. Então ele é nomeado por um dos bispos.

Mas ele só é aceito se a maioria dos clérigos aceitarem. Então, tem tipo uma votação, as pessoas votam, aceitam ou não. É isso, né? Enfim, e aí, eu não sei como que eram os cânones da Igreja Episcopal na época, tá? Mas, de qualquer forma, ele foi lá pra ser eleito. E não foi, porque era muito conservador. Aí, colocaram no lugar o auxiliar dele, que era Dom Robson Cavalcante. Você deve conhecer. Então, o que seria o bicho não seria nem Dom Robson Cavalcante, seria Paulo Garcia, né? Uhum.

Aí foram várias questões, enfim, o Paulo Garcia e o Robson Cavalcante tiveram suas brigas, suas questões, e Dom Paulo Garcia estava certo em uma coisa, ele já achava que o liberalismo ia chegar chegando na Igreja Anglicana, porque na Igreja Anglicana do Brasil, porque tinha muitos bichos liberais, principalmente do Sudeste e Sul.

muitos. E seria muito difícil reverter essa situação. Então, chega em 2002, se não me engano, ele sai, né? Sai com a Igreja da Trindade, que é uma igreja muito grande, e sai com alguns clérigos ali. E três anos ou quatro anos depois, Robson Cavalcante sai também, quando percebe o barco ia afundar. Inclusive, Robson Cavalcante e os clérigos foram excomungados, né? Da Igreja Ex-Copal Americana do Brasil. Foram acolhidos pela Igreja do Cone Sul, que era uma igreja anglicana ortodoxa da América do Sul.

Então, olha que interessante, né? Uma província, eles comungam eles, aí foi uma outra província que falou, não, vocês trabalham em um dia e tal. Por quê? No catolicismo romano, você tem um episcopalismo monárquico. Então, o Papa manda em tudo e acabou. E os bíspos abaixo dele mandam abaixo e vai fazendo assim, né? No anglicanismo não é assim. São várias províncias independentes, totalmente independentes, com ele.

Nenhuma manda na outra, nenhuma tem autoridade sobre a outra, mas elas estão debaixo de uma comunhão. É por isso que a igreja católica se chama Igreja Católica Apostólica Romana. No caso do mecanismo, até então, se chamava de comunhão anglicana. Por quê? Porque é uma comunhão de igrejas autogovernadas. É um tipo de estilo de governo parecido como era...

Dos pais da igreja. Você tinha cada não era província, né? Cada patriarcado tinha um patriarca, governava aquela região mas ele não podia mandar a outra. Esse modelo tem vantagens e desvantagens. Uma das desvantagens é o seguinte. O que você faz com uma província quando ela começa a ser liberal? Você não manda nela mais. Então, o que aconteceu? Em dois mil e pouco começou um bispo que vivia num relacionamento homossexual. Ele foi sagrado nos Estados Unidos.

da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, que era bastante liberal. Inclusive, a Igreja Episcopal dos Estados Unidos é quem financia boa parte do dinheiro da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Não sei se tudo, não sei se maioria, mas eu sei que vem de lá ou vinha. Talvez não venha mais, mas uma época veio. E, enfim, isso também acho que explica parte das coisas, parte da pressão das coisas também, porque você tem uma igreja liberal financiando uma outra igreja que está se tornando liberal. Então, você tem financiamento para continuar.

fazendo as coisas de jeito que você tá fazendo, né? E aí, o que que acontece? Basicamente, né, eles saíram da igreja, saíram da igreja episcopal anglicana do Brasil, e se formaram, então, a igreja episcopal carismática do Brasil, de Paulo Garcia, e, quatro anos depois, saiu a igreja, a nossa igreja, a igreja que eu faço parte hoje, que estava vinculada ao Cone Sul, que é uma igreja ortodoxa anglicana, e se emancipou, em 2018, como igreja anglicana no Brasil, uma província da igreja...

no Brasil, que hoje o nosso arcebispo é o vice-presidente do Conselho Anglicano Mundial, Conselho Anglicano Global, movido pelo Gafcon, porque essas cisões foram acontecendo a nível global, não todas as províncias, mas isso aconteceu nos Estados Unidos, aconteceu no Brasil. Então nos Estados Unidos surgiu a ECNA, Anglican Church in North America, a Igreja Anglicana América do Norte, aí a nossa aqui também, em outros países aconteceu algo parecido, e em 2008 surgiu o Gafcon.

que era uma tentativa, uma fraternidade de anglicanos, que estavam preocupados com o futuro e decidiram fazer um bloco conservador mais unido e inteligente para poder trabalhar essas questões e as coisas foram degringolando no anglicanismo global. Atualmente, a arcibispo de Cantuária, Sarah Mullally, ela é, não sei até o nível de liberalismo dela, mas eu sei que até então, até pouco tempo, ao menos, não sei se ela mudou de ideia, ou se vai dizer que mudou de ideia.

de ideia porque agora está ocupando o carro que ocupa. Ela era pró-escolha da mulher na questão do aborto. O fato de ser mulher também já traz muita polêmica porque estão em relação à questão apostólica, etc. E hoje em dia ela é esse bispo de Cantuária, né? Isso tornou-se uma grande polêmica. E os bispos da Gafcon responderam e surgiu a comunhão anglicana global, que já é a maioria dos anglicanos no mundo. Chega de cerca de, talvez...

70, 80% dos anglicanos do mundo estão na comunhão anglicana global. E não mais na estrutura original que está cheia de liberais. Não significa que toda pessoa que faz parte da comunhão anglicana é liberal, toda província é liberal. Não, algumas províncias estão tipo assim, ah, eu vou ficar aqui porque ganho financiamento daqui também, eu vou ficar aqui pra ver o que dá, se der ruim no futuro eu saio. Não saíram ainda. Mas vamos ver o futuro aí, eu espero que Deus possa guiar os irmãos e eles possam tomar boas decisões e defender o evangelho. Olha, é muito triste o que tem acontecido com

com o anglicanismo, mas a gente tem que pensar o seguinte a comunhão anglicana, ela é uma coisa recente, a igreja anglicana vai continuar com ou sem comunhão anglicana, comunhão anglicana é apenas um órgão administrativo, uma instituição gerada pra gerar uma comunhão entre igrejas

Mas essas igrejas são muito mais antigas. A gente não faz um rastreio de sucessão apostólica baseado na comunhão anglicana. A gente faz baseado nos bispos. Então, onde tiver bispos, onde tiver igreja, onde tiver comunidades, ali vai ter igreja anglicana de qualquer forma. Então, é claro que é triste, né? Você vê uma estrutura que existe há mais ou menos uns cento e poucos anos começar a ruir.

Mas a igreja anglicana existe há dois mil anos quase. Há mil e setecentos, mil e seiscentos anos. Então, assim, faz parte da vida. As coisas mudam, as estruturas mudam e a gente precisa aceitar isso. Enfim, deu um panorama aí meio triste do anglicanismo, mas acho que ninguém fala sobre isso. Eu tô trazendo aqui informações que tu...

Os anglicanos ficam, ah, não vamos falar, não, cara, vamos falar, essa é a realidade. Eu fico muito honrado de fazer parte de um movimento que é a maioria do anglicanismo e que tem lutado pela ortodoxia, é isso. Pode crer. Eu ouvi uma pregação do Douglas, agora eu lembrei o nome do cara, né? Sim. Ele falou sobre ela, né? Sobre a Acebispa que fala, né? Sim, Acebispa de Cantuário.

E ele falou que a igreja dele não tinha ligação nenhuma com ela, tipo, ela não está acima dele, da igreja dele. E eu queria te perguntar isso também, se você tem alguma relação com ela lá na Inglaterra ou não? Não. A igreja no Brasil não tem nenhuma relação formal. Isso não significa, por exemplo, na última conferência de Lambert que teve, que é uma conferência que acontece na comunhão anglicana, digamos assim, com ele.

na estrutura antiga, cada 10 anos você tem uma conferência de primazes, bispos do mundo todo, principalmente os primazes, que são os arcebispos, bispos principais daquela província, tem que ir lá para, enfim, votar algumas coisas, fazer algumas resoluções. E aí, assim, o meu arcebispo foi convidado, mas ele foi convidado como observador até pouco tempo.

porque faz sentido. Ele não faz parte da estrutura da Comunidade Anglicana mesmo. Então não fazia sentido ele lá pra votar nada, mas ele foi convidado. Então pode existir sim, talvez, alguma certa cordialidade. Eu imagino que ao momento que vai passando o tempo, essa cordialidade vai diminuindo cada vez mais. Mas enfim, a própria Conferência de Lambert traiu o seu próprio movimento, porque em 1998, em uma das resoluções, a resolução primeira, a primeira resolução 10,

vai dizer sobre a questão do casamento entre homem e mulher, casamento entre homem e mulher, etc. E é muito bonita essa resolução, porque ela vai falar sobre o cuidado que a igreja deve ter com pessoas homossexuais. E até certo nível de arrependimento que precisamos ter pelo fato de que essas pessoas nem sempre foram tratadas baseadas no evangelho, mas apenas baseadas no nosso preconceito. Mas isso não significa dizer e não significa falar que...

Não é pecado. Mas a resolução foi uma resolução equilibrada, foi uma resolução feita pela comunhão anglicana. Todos os bispos estavam lá. E aí isso foi feito em 1998. Passa quatro anos, a Igreja Episcopal dos Estados Unidos fala assim, a gente vai fazer o que a gente quiser.

O que volta àquela questão de que as províncias você não pode mandar nelas, né? Então, o que a Gaficon tá defendendo é a resolução que foi acordada há quase 30 anos, há 28 anos atrás. Gente, vamos fazer o que a gente combinou que ia fazer? A gente já não definiu, já não chegou junto e falou olha só, o casamento é entre homem e mulher? Acabou.

A gente pode expandir e melhorar a nossa compreensão relacionada à homossexualidade para tratar essas pessoas com cada vez mais dignidade. Mas isso não significa que a gente tem que rajar a Bíblia. Dá para fazer as duas coisas. Eu creio, realmente dá para fazer as duas coisas. Até na minha comunidade, o cuidado que eu tenho de trabalhar com pessoas de qualquer lugar que elas venham. Não só a homossexualidade. Eu tenho que ter misericórdia com as pessoas também.

É muito fácil eu não ter misericórdia naquilo que não tem fraqueza. Muito fácil, muito confortável, né? Só que assim...

Pecado é pecado, cara. A gente pode melhorar a nossa forma de lidar com o pecado, sendo mais misericordioso, não sendo moralista. Mas a gente não vai fazer isso, infelizmente, a gente não vai fazer isso rasgando a palavra de Deus, né? Que é o que eles fizeram, né? Então, eles foram cada vez mais esticando a corda e aí...

Qual que é o problema dos liberais? É o seguinte. Eles fazem uma... Eles obedecem uma parada que todo mundo combinou. Aí a igreja sai e a culpa é da igreja que saiu. Então, por exemplo, sai primeiro a igreja anglicana nos Estados Unidos, sai a ICNA, ou sai o agente. Ah, não, vocês são sismáticos. Não, cara, eles não são sismáticos. Vocês estão rasgando a palavra de Deus, cara. Todo mundo combinou o negócio em 98 lá. Vocês não querem fazer.

Aí vocês querem obrigar a gente a fazer o que vocês estão fazendo. Esse pra mim é o grande problema, que me incomoda bastante, né? Na visão deles, assim, eles estão sempre certos. Você tem que aceitar o que eles estão falando. Mas aí perde até o princípio anglicano, que a palavra de Deus está acima de todas as coisas, né? Então a palavra de Deus está acima da opinião desses bichos, da opinião até da conferência de Lâmia. Pode estar a opinião de qualquer um, cara.

A palavra de Deus é a palavra de Deus. Então se a palavra de Deus fala que o preto é preto, chega depois alguém e fala que o branco é preto, não é, cara. O preto é preto.

Então, isso que eu acho que me incomoda, me irrita um cadinho. Mas, enfim, a gente não tem nenhuma relação com o Cantuário. A gente é um órgão independente. A gente faz parte do Gaficon. E a maioria dos anglicanos hoje já não respondem à Cantuária. E Cantuária também não manda, né? Ela é o primeiro entre iguais.

Então, ela tem mais uma autoridade pela sua proeminência, por ser a primeira província iglicana. Entendi. Aquela coisa toda. Mas a gente está baseado nos apóstolos, não baseado em Cantuária. Então, se Cantuária... Se cair uma bomba atômica... O exemplo que eu digo é o seguinte. Se cair uma bomba atômica e dizimar a Itália e acabar com o Vaticano, o catolicismo vai acabar?

Não, os cardeais que sobreviveram Vão eleger um Papa novo, eles vão Para um novo lugar, que não vai ser mais lá Porque vai estar tudo dizimado E a igreja vai continuar, meu amigo É assim que a gente tem que pensar, entendeu? Ah, aquela bomba atômica, lá em Cantuária O que aconteceu com a igreja de Lucana? Nada, cara É ruim, é triste, a gente fica triste Das coisas se perdendo, igrejas fechando Dos liberais, né, porque não conseguem fazer evangelização Então não tem membro E por causa das suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas

É triste, mas assim, a gente tinha pautado ali, tinha pautado no Evangelho, tinha pautado na cruz de Cristo, tinha pautado em prédio. E eu sou muito a favor, cara, assim, o prédio não tem gente, vente o prédio, cara. Porque se você é só isso, para Deus não vale nada. A própria palavra de Deus, que Deus é grande demais para habitar em tempos feitos por mãos humanas. Então, amigo, se os templos, que é os seres humanos, as pessoas, já não estão indo mais naquele montoeiro de pedra, cara, vende isso, vira bar, vira mercado, é triste, é triste, mas fazer o quê? Entendeu? É isso.

É, a igreja que eu participo hoje, ela é 100% online, 100% cada um na sua casa. E, Gabriel, você falou sobre o seu processo, né, de virar pastor, que foi um pouco diferente. Eu fiquei curioso sobre isso, porque você disse que não tinha igreja anglicana aí. Como é que você fez isso? Você ligou pra alguém, mandou e-mail? Como é que foi? Então...

Eu era amigo do Giordano, reverendo Giordano, então a gente começou um trabalho aqui, fazer uma célula e tal, o bispo Marcio autorizou, e aí a gente foi trabalhando juntos, foi fazer um seminário, enquanto isso era uma célula mesmo, então não era pastor de fato. Quando a gente foi inaugurar a nossa igreja também, eu fui instituído, ministro local, um pouco antes até, fui instituído ministro local, que é uma... Geralmente ministros locais não vão pastorear igrejas, né?

Mas já que eu iria, era uma forma de voto de confiança da igreja, do bispo, da diocese também, de segurança para os membros também, como uma autorização que eu estou ali para poder pregar. O que um ministro local faz é pregar e servir a comunidade, que é basicamente o que eu fiz no tempo. Então até a ceia aqui da nossa igreja, o que acontece? O bispo Márcio vem aqui, algum reverendo vem aqui, a gente guarda, eles consagram, a gente guarda tudo.

e vai usando aquilo que está consagrado. Aí eles vêm de novo, a gente abastece, compra os elementos, compra o pão, compra o vinho, consagra de novo, e vai fazendo assim. Então é uma forma... E aí agora você ordenar o diácono, ainda não posso consagrar a Eucaristia. Continuará sendo assim. Só no ano que vem, no nome de Jesus, vou dando tudo certo. Quando for consagrado presbítero, aí sim, eu vou poder fazer tudo. E aí é exatamente nesse momento que a gente coloca no nosso coração para que a nossa igreja está começando a ficar pronta para...

plantar em outros lugares. Nós temos irmãos no Rio de Janeiro que querem começar um trabalho lá, mas só faz sentido começar quando for presbítero também, até pra poder ajudá-los, né? Tá perto, tá próximo, chega perto, pô, mora e meia, eu tô na capital, poder pregar, pra poder consagrar a Eucaristia pra galera. Então, tudo isso são coisas que fazem parte de um processo. E aí eu vivo uma exceção, né? Então, por exemplo, o meu processo de

ministro local, com pastoreão na igreja etc, é algo que aconteceu comigo e tende a ficar mais difícil de acontecer cada vez mais no estado do Rio de Janeiro, porque mesmo, por exemplo lá, vai acontecer a mesma coisa com algum irmão nosso no Rio, na capital, mas ainda vou ter eu, né?

Então, em algum momento, isso não vai acontecer mais. Em algum momento, só vai começar uma igreja quando a gente enviar um pastor pra lá. Que já vai ter formação, etc. Então, tudo isso já tem acontecido já. E eu creio que é de Deus. É uma exceção. Mas é isso. Hoje eu sou postulante, né?

postulante não é exatamente um ofício postulante é um processo que você tem pra ordenação, então o ofício de fato seria mais ministro local mesmo e aí eu vou ser ordenado agora, então fiz meu processo todo certinho, aí é um tempo de ministro local, um ano de ministro local, depois um ano de postulante no mínimo um ano, né, então o meu processo foi um pouco mais rápido então possíveis reverendos que venham da minha comunidade de fé, vai demorar um pouco mais do que demorou pra mim, porque o meu foi mais rápido por causa dessas questões, então por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por used por

Isso, assim, eu agradeço muito, principalmente, por ter essa visão, essa volta de confiança com a gente aqui. Sente que ele vem aqui é muito especial, mas é isso, assim, o caráter de exceção seria mais ou menos isso aí, tentando explicar palavras simples. Da hora. Gabriel, mano, foi muito bom te receber, foi muito bom te ouvir, te conhecer, né, mesmo que à distância a palavra foi falada aqui, né, e foi explicada também muitas dúvidas que eu pessoalmente tinha sobre o anglicanismo. A cada...

é o lance do hiperfoco ano passado, final do ano passado eu estava com hiperfoco em futebol feminino então muita gente ligada no futebol feminino veio aqui no meu programa pra falar sobre o futebol feminino e no início desse ano eu estou com hiperfoco em anglicanismo, então eu estou estudando sobre isso então estou ouvindo pregações de pastores anglicanos enfim tem que chamar o Reverendo Jordano aqui

Pô, da hora. Vamos chamar assim. E, Gabriel, eu gosto sempre de brincar que o final do programa é o lugar de fala do convidado, né? Onde o convidado pode falar o que quiser, mandar abraço pra quem quiser, se quiser. E falar aquilo que eu talvez não tenha perguntado, porque ficou claro que não é uma entrevista, é um bate-papo, né? Então, como todo bate-papo, a conversa vai fluindo. Então, meu amigo, mais uma vez, obrigado e fique à vontade. Amém.

Mandando os agradecimentos aqui. Mandar um beijo, um abraço pra minha esposa, Carol. Tá grávida do nosso pequeno Tiago. Mandar um abraço também pra nossa igreja. Inglicana Verbo. Todo mundo aí que faz parte da nossa igreja. Estar nos visitando também. Eu imagino que todos eles vão ouvir aqui o podcast também. Espero que tenham.

aprendido alguma coisa, ou não, né? De um monte de coisa que eu falei aqui. Mas, enfim, um beijo, um abraço também pra família, pro pessoal que trabalha comigo também na empresa, que seja um podcast que tenha abençoado também. E uma coisa que eu tenho pra dizer no final, um conselho pra quem tá ouvindo aí, né? Esse conselho se aplicou pra mim na área religiosa, pra você pode se aplicar em outras coisas, mas o que eu tenho pra dizer é não tenha medo de seguir a sua consciência.

Não tenha medo de fazer o que tem que ser feito. Não será fácil. Não vou bater palma pra você. Mas se você crer em algo, faça. Não seja como Jonas. Se Deus chamou pra você pra fazer qualquer coisa, pode ser ministerial, pode não ser, faça. É melhor você sofrer baseado naquilo que você crê e sofrer as consequências daquilo que você crê, que você viver baseado sempre...

se perguntando, e se eu tivesse feito? E se eu tivesse vivido? E se eu tivesse escolhido? Então faça. O que você pode fazer hoje, você faça. A vida é curta. Você não vai ficar aqui pra sempre. E é muito melhor se arrepender de coisas que você fez do que de coisas que você não fez. É isso. Esse é o conselho que eu tenho pra dizer. Até a próxima.

GABRIEL LOPES - Não tenha medo de seguir a sua consciência - PLATAFORMA #284 | Castnews Index — Castnews Index