MacMagazine no Ar #686: WWDC26, sistemas 27, Siri AI, Pix por aproximação em iPhones e muito mais!
00:00:00 Introdução
00:02:21 Como acompanhar a keynote de abertura da WWDC26 na segunda-feira (8/6)
00:16:44 Apple anuncia ajustes para o Liquid Glass e melhorias de performance para os sistemas 27
00:41:17 Apple anuncia nova Conta da Criança, Limites de Tempo e mais proteções de segurança
00:52:44 Siri AI é anunciada com app dedicado e novos recursos; Apple Intelligence ganha novidades
01:51:39 Apple estaria aberta a permitir Pix por aproximação em iPhones
01:59:15 Encerramento
- Sistemas Operacionais 27Refinamentos e melhorias de performance · iOS 27 Beta 1 · macOS 27 · iPhone 11 · iPhone 17 Pro Max · AirDrop
- Acordo Apple IntelligenceSiri AI · Apple Intelligence · Modelos de Linguagem · Private Cloud Compute · Gemini · iPhone 17 Pro · MacBook Air M1
- WWDC26 Keynote GeralMudança no formato da Keynote · Tim Cook · WWDC 2019 · Apple Vision Pro · Steve Jobs
- Novos recursos do iOS e appsSafari · Notificações · HomeKit Secure Video · Revisão Ortográfica e Gramatical · Inteligência Visual · Informação Nutricional · Atalhos (Shortcuts) · Geração de Imagem
- Proteção contra AgressoresConta de Criança · Limites de Tempo · Segurança de Comunicação · Ask to Browse · Keir Starmer · Reino Unido
- Desenvolvimento de SoftwareCiclo de desenvolvimento · Obsolescência programada · APIs · Foundation Models · Xcode · Simulator
- macOS 27 e Liquid GlassLiquid Glass · Ícones nos menus do macOS · Aqua · Alan Dye · macOS 27
- Pix por Aproximação em iPhonesApple Pay · NFC · Banco Central do Brasil · União Europeia · Japão
- Hardware e tecnologia de computadoreswatchOS · Apple TV HD · Apple TV 4K (1ª geração) · tvOS 27 · Novo HomePod
- Mac Touchscreen e DobrávelMac com tela touchscreen · iPhone dobrável · Dynamic Island · Sidecar
Edu Garcia:Você está ouvindo o MEC Magazine no ar.
Voz B:Fala, galera do MEC Magazine, bem-vindos ao nosso podcast 686, especialíssimo pós-WWDC 2026. Hoje vai ser longo, sente-se confortavelmente, pega uma pipoca, uma Coca-Cola gelada zero, e vamos que vamos.
Guilherme Rambo:Safado!
Voz B:E vamos que vamos, que esse podcast vai ser bacana. Estou aqui com Eduardo Marques, vocês já ouviram.
Edu Garcia:Fala, Edu! E aí, tudo certo? Ansioso para debater aí os assuntos, nossa louca semana de eventos de Apple. Tô ansioso pra gente conversar aí.
Voz B:E claro, já é tradição, acho que já de muitos anos, pós-WWDC, Guilherme Rambo na área.
Guilherme Rambo:E aí, não podemos quebrar o streak, né? Não.
Voz B:Bem-vindo. E assim, eu estou aqui como host, mas fico ansioso para ouvi-lo, porque eu e o Edu, a gente conversa, né? Troca áudio, já sei um pouquinho das nossas questões.
Edu Garcia:Já trocamos 248 áudios no Slack desde segunda-feira, depois da venda. Já tem um podcast lá no Slack, meu e dele, mas... Muito bom mesmo ter uma opinião aqui de quem entende do assunto, né, Rafa? Porque a gente só dá uma orelhada aqui nesse negócio.
Guilherme Rambo:Podia só lançar os áudios mesmo, mais fácil.
Edu Garcia:Bota numa IA dessa aí, né? Monta um podcast aí, ó. Toma aqui, ó, os áudios.
Voz B:Bora que bora! Nosso podcast é um oferecimento dos patrões Platinum Magic Miles. Planeja sua próxima viagem em segundos com IA. E Shokan Premium, película para iPhones com garantia de tela original. Já saiu lá no YouTube meu resumão, que eu tentei resumir, mas não resumi tanto. Tentei resumir 40 20 minutos. Putsgrilo, não imaginei não, viu? Mas também assim, além de ser um resumo do evento, um resumo bem completo, né, não deixei nada de fora, espero eu, também tem primeiras impressões e tem muitos esclarecimentos, que é uma das coisas que a gente vai discutir nas pautas a seguir sobre o evento. Que a Apple cometeu um certo deslize ali na forma como apresentou algumas coisas, mas já já a gente fala disso. Vamos mergulhar direto?
Guilherme Rambo:Bora, bora!
Edu Garcia:Rafael, não sei você, mas eu particularmente não sou muito fã de inverno não. Quer dizer, eu até gosto assim para algumas coisas, né? Para dormir, para ver um filminho ali no sofá em casa, com cobertorzinho, comendo pipoca e tal. Aí eu curto. Agora, para sair de casa no frio, meu amigo, não gosto muito não. Tem que colocar roupa em cima de roupa, não é aquele negócio confortável, né? Mas o segredo do inverno, como eu dei exemplo aqui, não é colocar roupa em cima de roupa, é colocar a roupa certa. Tem gente que acha que roupa térmica, por exemplo, é aquela roupa mais grossa, né? Um casaco grossão, uma camisa mais pesada. Que você vai botando por baixo da outra para te esquentar, e não é assim. A Tech T-Shirt manga longa, por exemplo, ela regula a temperatura do seu corpo e não é grossa. Ela é a Tech T-Shirt que nem a gente conhece de manga curta, só que com manga longa, né? Eu comprei um casaco, por exemplo, Wingsuit, para ler. Comentei aqui no podcast passado de Dia dos Namorados, e cara, ela adorou também. Veste super bem, não é aquele casaco pesadão e tudo, e faz a função de proteger contra o frio. Inclusive aqui na Cidade do México, expliquei isso também, é verão aqui, mas verão é mais frio do que o inverno. Não dá para entender essa loucura aqui, mas tem de tudo.
Voz B:Tem calças também, né?
Guilherme Rambo:Exatamente.
Voz B:Tem calças, tem a Future Form, que é uma que eu já usei, já mostrei aqui no podcast. Tem a Hybrid Jogger também. Tenho essa, recomendo demais, são ótimas nesse quesito de regular a temperatura, funcionam super bem. Então a nossa dica para você passar aí na loja da Insider, renovar o seu guarda-roupa desse período de frio ou até de calor, depende de onde você esteja. Eu e o Edu estamos aqui no verão, mas se você estiver no inverno, tem muita oferta bacana lá. Tem o cupom MECMAGAZINE que se soma aos descontos vigentes lá no site. E se for sua primeira compra na Insider, o desconto até aumentou, viu? 30% com o nosso cupom link, tá aqui no QR code, tá na descrição do podcast. Então, clicando pelo link, você já vai direto para Insider com cupom aplicado. Eu sempre gosto de começar esses podcasts de evento falando da Keynote de uma forma mais ampla, né, a primeira pauta aqui. E essa teve duas coisas particulares. Teve uma que eu resolvi até deixar de fora desse meu resumão em vídeo, senão já ia ficar chefe, já tava longo, eu nem quis discutir lá, que foi a Keynote de despedida do Tim Cook, né. Ele inclusive dedicou os últimos minutos a oficializar que era despedida dele, falando ali, fez um discurso bonitinho dizendo o quanto que estar em eventos como aquele fazia diferença para ele, como que era prazeroso ver o resultado dos trabalhos da Apple se concretizando, ver os desenvolvedores que participam tanto do ecossistema Apple e a galera que estava lá no Apple Park, né, lembrando, foi mais um evento pré-gravado, editado, como vai ser eternamente. Tem gente aí na expectativa de que o Ternos vai mudar isso, eu não acho que vai, mas eles tiveram, eles fizeram uma mudança esse ano, teve o evento pré-gravado aqui no Note Principal, mas depois Inclusive, a WWDC ainda está acontecendo lá no Apple Park. Tem uma galera lá ainda. Houve muitas coisas ao vivo. Teve sessões, teve laboratórios, teve apresentações, teve inclusive uma espécie de entrevistas, né? De bate-papos ali com os executivos da Apple, o que é um modelo que eu chamaria de híbrido aí, interessante para as próximas WWDCs. Não sei o que vocês acharam.
Edu Garcia:Rambo já participou de alguma presencialmente? Você já foi, Rambo?
Guilherme Rambo:É, tem uma história curiosa que eu fui, entre aspas, estive na última WWDC antes de mudar para esse modelo que é agora, que foi a de 2019. Mas eu não tinha o ingresso da WWDC, porém eu fui, fiquei hospedado no hotel onde era o evento.
Voz B:Foi em San José?
Guilherme Rambo:Foi, aham. Então fiz networking lá, networking com a galera, fui na AltConf, que era uma conferência alternativa que acontecia em paralelo. Foi bem bacana, foi... É um... Uma atmosfera bacana você estar junto ali com a galera. Aí depois que eles mudaram para esse esquema de "Vem aqui no Apple Park e tal", eu me inscrevi umas duas vezes, nunca fui sorteado para o negócio lá e meio que abri mão. Esse ano nem fiquei com vontade, nem me inscrevi.
Edu Garcia:Eu acho muito esquisito esse formato de você sentar, assim, do Tim Cook ir lá presencialmente e falar: "Oi, galera, tudo bem? Agora vamos assistir o meu vídeo aqui." Tipo, eu...
Guilherme Rambo:Dá play.
Voz B:Mas vamos ser justos aqui que isso é 1 hora e meia, 2 horas na segunda-feira e depois tem o resto da semana.
Guilherme Rambo:Sim, e tem o Developer Center.
Edu Garcia:A gente, sem ser desenvolvedor, é o que a gente tem acesso, é o que a gente presta atenção, é o que a gente foca, é nessa 1 hora e meia ali.
Voz B:Mas realmente... Teve um comentário que eu vi hoje do Neil Seibert, que é um analista aí, um cara meio chatinho, mas ele fala algumas coisas interessantes. Ele comentou uma coisa que eu não tinha pensado. Imagina como seria hoje a Apple fazendo aquelas Keynotes live apresentar um Apple Vision Pro da vida?
Guilherme Rambo:Seria complicado.
Edu Garcia:Eu não acho que a Apple ia correr hoje, 2026, os riscos que ela correu, já correu no passado, sabe? Tem um monte de vídeo no YouTube aí com compilação de erros de apresentação e de demos e tudo. Pensa só, o negócio tá com— a gente obviamente vai falar, mas só para pontuar— o negócio tá com 2 anos de atraso. Como é que você vai correr o risco de apresentar um negócio, fazer uma demo de uma coisa que tá com 2 anos de atraso "e essa demo dá errada, sabe, em algum aspecto ali." Tem que ser uma coisa planejada, sabe, para não ter risco, para você passar uma impressão boa para o público que está vendo aquilo.
Voz B:Ainda mais a Apple, né, que adora ter hipercontrole de tudo exatamente, de como que vai ser apresentado e passado mensagem.
Guilherme Rambo:Isso aí sempre me remete àquela apresentação do iPad, que tinha muita gente no Wi-Fi, daí o Steve Jobs falando: "Galera, sai do Wi-Fi aí." "Pô, não estou conseguindo aqui, vocês estão usando aqueles roteador MyFi." Lembra do MyFi na época?
Edu Garcia:Log de dentro do hangar.
Voz B:Eram os hotspotzinhos, a galera tinha muito desses.
Guilherme Rambo:Ele falou tipo: "Ah, tem 300 e não sei quantos dos hotspots aqui dentro desse evento." Vocês querem que eu continue com a apresentação ou quer todo mundo ir embora? Ele mandou essa mesmo. Então, teria que fazer isso hoje em dia, de repente. Alguém que estava lá comentou que na segunda-feira mesmo, porque nem você disse, tem coisas ao vivo lá pra galera, né, tem demonstrações, que logo depois que lançou os betas e que a galera começou a ter acesso à nova carangueja— aqui a gente fala carangueja ou fala o nome mesmo? Eu falo carangueja pra não ativar nada.
Voz B:Manda ver aí, eu demorei um pouquinho, mas já entendi, vai dissolver.
Guilherme Rambo:Começou a ter acesso à assistente, né, e que os demos lá começaram a dar uma pipocada, que tipo os servidores começaram a sobrecarregar, né, então Imagina fazer, né, mas eu gostei do...
Edu Garcia:Tem que ter essa atenção de aprovar a SIR para a galera que está ali rapidamente, porque você tem que entrar numa lista de espera.
Voz B:Gente, eu continuo na lista de espera. Deixa eu até checar aqui. Eu confesso que eu demorei um pouquinho de instalar, só fui instalar no dia seguinte, meio que por ordem de chegada.
Guilherme Rambo:Tipo assim, eu no meu Security Research Device, eu instalei tipo menos de 5 minutos depois, eu já tinha instalado e já tinha entrado na lista de espera. 15 minutos depois, Pum, está ali a nova carangueja. No meu iPhone de verdade, que eu sou maluco, eu instalei no meu iPhone mesmo.
Edu Garcia:Ele tem dois iPhones, um para coisa, mas ele vai e instala nos dois.
Voz B:É.
Guilherme Rambo:Não, o outro é da Apple, na real, que é o de pesquisa. Mas enfim, eu instalei e uma hora depois eu fui lá e habilitei. Esse aí demorou, eu só entrei ontem. Então você vai entrar amanhã ou sábado.
Voz B:Eu espero que eu entre mesmo, porque eu preciso fazer vídeo sobre isso. Mas ó, antes da gente seguir, tem outra coisa que foi muito curiosa nessa Keynote, que ela quebrou um... Inclusive pra gente foi terrível, né? Porque como todos os sites que cobrem o mundo Apple, a gente tava preparado, né? Com várias coisas já pré-prontas, uma base e tal. E basicamente tudo que a gente tinha preparado foi pro lixo, porque não teve apresentação de iOS separado do iPadOS, do macOS, não. E a Apple, assim, pra quem tava assistindo, eu acho que até faz sentido a forma como foi apresentado, porque tem muita coisa em comum hoje aos sistemas, né? Em vez dela ficar fazendo daquele jeito, ó, vamos apresentar aqui iOS e depois falar, ó, o que a gente apresentou no iOS tá aqui no iPadOS também, tá no macOS também. Não, eles apresentaram de uma forma mais geral o ecossistema. Afinal, muitas coisas estão realmente em todas ou em boa parte das plataformas. E aí a gente teve essa divisão que eu segui inclusive no meu vídeo de resumo, de aprimoramentos, refinamentos, barra design, depois que eu achei, inclusive no vídeo eu falei disso, mas já a gente vai chegar nessa pauta, na parte de proteção, né, de segurança, de conta de criança, que foi muito longa a segunda etapa. E a terceira, aí sim, Apple Intelligence e carangueja, né, Siri. Mas foi diferente, eu acho que eles vão seguir isso daí mesmo, porque é o que faz mais sentido hoje em dia, né?
Edu Garcia:Para a gente que tava esperando, a gente que eu digo quem faz a cobertura, né, que tava esperando ali os tópicos assim para a gente poder ir fazendo, Logo no começo, por exemplo, focou no macOS, falando o nome dele. Aí eu falei: "Vai ser o macOS, o primeiro sistema que ela vai apresentar." Aí largou o macOS e já foi falar de refinamentos e já mostrou o iOS.
Voz B:Eu até fiquei na dúvida se era Golden Gate mesmo. Ele falou de um jeito muito... Não apareceu o nome na tela. Eu falei: "Será que eles abandonaram o nome?" Parecia piada.
Edu Garcia:Parecia muita piada. Mas aí ficou indo e vindo nesse formato que eu falei: "Caramba, a gente vai focar em quê aqui?" Vamos tentar fazer mais ou menos aqui do jeito que ela está fazendo para ver o que vai dar. Mas foi realmente diferente, um formato que, como você falou, faz mais sentido hoje em dia, levando em consideração que tá tudo em tudo, e que eu acho que ela vai usar, né, daqui para frente. Ela dificilmente vai ficar focando em iOS, iPadOS, nesse formato.
Voz B:Mandou aqui, ó: não curti essa Keynote, foi muito confusa e corrida. Isso que ele tava assistindo, ele não tava produzindo matérias como a gente, imagina, correndo Fiquei com nó na cabeça.
Guilherme Rambo:Mas que assim, no 9to5Mac, por exemplo, a galera fazia e imagino que até hoje... Faz sim, porque o Marcos comentou que também rolou essa mesma confusão, porque geralmente o planejamento é: "Você pega macOS, você pega iOS, divide." Exato. E aí tinha essa divisão e aí começou blá-blá-blá, lançou tudo ali. Eita, e agora? Mas eu respeitosamente discordo, eu não achei confusa. Eu acho que para vocês com certeza foi uma surpresa desagradável ali na hora do "vamos ver", mas pensando como espectador que só está assistindo, eu achei muito mais confuso nos últimos anos, que foi ficando cada vez mais confusa essa divisão entre plataformas. Porque aí, o que acontecia? Ou ficava muito repetitivo, porque eles apresentavam uma coisa na parte de iOS, Mas tem aquele mesmo recurso no macOS. Aí chegava a parte do macOS, eles mostravam de novo a mesma coisa. Ou então eles mostravam só numa parte e aí a gente ficava em dúvida: "Tá, mas isso ali que mostrou no iOS tem também no macOS ou não tem?" E aí ficava esse balanço de ou repete tudo para saber que tem em tudo, ou então eu acho muito melhor faz um apanhado das novidades e o que for específico de alguma plataforma, aí você especifica, porque o padrão agora é chegar tudo para todas as plataformas, não é mais tem isso nessa, isso naquela. Então eu acho que esse formato tende a ser melhor. Claro que foi a primeira vez, então deu essa bugada em todo mundo, mas eu acho que a gente se acostumando com esse formato vai ser melhor daqui para frente.
Voz B:Mas o Jason também falou de corrida, e assim, o ritmo eu não achei muito diferente das outras, mas ela foi curta, né? Foi menos de 1 hora e 20, 1 hora e 19. Me surpreendi quando eles foram chegando ali no final, falei: pô, pera aí, tem one more thing? Tem o quê? Já tá acabando mesmo?
Guilherme Rambo:Foi aquele slide, teve um slide que todo mundo deve ter tirado print desse slide gigante, 1 milhão de novidades. E aquele slide ali poderia ser tranquilamente mais meia hora de Keynote apresentando, demonstrando as coisas mais importantes ali, mais interessantes, mas eles optaram por não fazer. Eu particularmente prefiro, para mim, quanto mais curto melhor, que já é um comercial de uma hora no fim das contas, né? Então faz ali o mais rápido possível, foca no que é mais importante, e depois o resto, os detalhes, a gente descobre depois testando.
Edu Garcia:E isso porque, como o Rafa falou, eles incharam bem ali a segunda parte, né? Inflaram muito aquela parte de proteção para criança e adolescente, porque primeiro que não é uma coisa nova, né? Já tem, eles só melhoraram aparentemente, né? E eles falaram como sendo algo novo assim, parecia, né, que tava introduzindo uma novidade que não existia antes. E se fossem, sei lá, 5 minutos de dedicação para isso, aí ia ficar com uma hora mesmo, uma hora e pouquinho no máximo, sabe? Então realmente poderia ter pego essas que a galera gosta, né, de coisinhas bem pontuais, que encaixaria melhor na primeira parte da keynote. Que falava de refinamentos e melhorias, mas destacar mais coisas, né, que eles melhoraram, que eles fizeram em prol do sistema, que a gente vai entrar daqui a pouco, que é muito legal, né, muito bom ver essa atenção ali. Números inclusive difíceis de acreditar, mas enfim, a gente vai debater daqui a pouco, porque realmente parece que é assim, é que é outro sistema, né, o visual e tal parecido e tudo, mas que tudo foi muito mexido ali por baixo do capô, né.
Guilherme Rambo:Esse lance das crianças foi mais um recado vindo para legisladores, né? Então acho que foi por isso que eles—
Voz B:na manhã eu mesmo fiz a matéria, que só tava eu acordado. O premier lá do Reino Unido, o Keir Starmer, ele— não sei se foi uma coincidência ou se ele sabia de alguma coisa, mas ele pressionou as Big Techs, nomeadamente Apple e Google, para proteger crianças contra nudez e violência e tal. Pô, no mesmo dia, aí ela vem com essa resposta, já tava pronta, claro, né? Mas tem muito disso mesmo. E outra coisa que eu falei no— já tá adiantando, né? A gente vai falar já já disso. Mas outra coisa que cabe bem também para Apple é o marketing, né? De olha, nossa plataforma, nosso ecossistema tá tudo protegido, fica aqui. Se você for comprar um dispositivo para o seu filho, compra um iPhone que tá tudo pronto para ele. Bora lá para primeira etapa dessa Keynote. E eu já digo o que eu falei no vídeo, que eu falei na nossa live da cobertura loucura que, para mim, se a Keynote tivesse terminado ao fim dessa primeira etapa, eu assim, sem exagero, tava satisfeito, gente. E assim, eu entendo quem tenha ficado revoltado com essa etapa inicial, porque não é mais do que obrigação da Apple. Concordo que não seja mais do que obrigação da Apple. Se ela tá falando que este ano ela resolveu fazer refinamentos e melhorias de performance, por que que não fez nos anos passados? O que que tava O que que ela tava entregando nos anos passados? Porque agora ela resolveu entregar um software bom. Tudo isso faz sentido, mas é como eu falei no vídeo, é o que é. A gente está hoje com um sistema que é funcional, mas essa primeira beta que tende a ser uma versão muito instável— há relatos de pessoas, e não são poucos, dizendo que o iOS 27 beta 1 está melhor do que o iOS 26.5 estável. E assim, eu não duvido que esteja, não duvido. Mas assim, foi... Diga.
Guilherme Rambo:Eu diria que tá, viu? Assim, as coisas que estão bugadas são as coisas novas, são os novos recursos. Esses realmente ainda tem alguns que estão bem instáveis. Mas de bug mesmo assim de sistema, o único que está realmente me incomodando é que quando você tira um screenshot e aí você dá crop nele, e manda salvar, ele não dá o crop, ele salva o screenshot inteiro. Então agora eu já me acostumei.
Voz B:Quando você tira screenshot, ele faz um corte direto assim para aquela tela já de—
Guilherme Rambo:Tá bem bugadinho. Então isso até já me acostumei, que eu tiro screenshot, vou no Fotos e cropo lá se eu precisar. Mas fora isso assim, das coisas do sistema, os apps todos, não sei se você instalou o macOS, por exemplo, porque tenho também no Mac de teste tá ok.
Edu Garcia:Eu vi umas duas pessoas, desenvolvedores aí e tal, reclamando dizendo que tava muito bugado, muito, que o macOS especificamente. E a gente sabe que a Apple dá mais atenção para o iOS, né? É o que tem mais peso, que a galera baixa mais.
Guilherme Rambo:Começa que não é para você tá reclamando de beta tá bugado, que beta é para tá bugado, né? O estranho é não estar bugado.
Edu Garcia:É o que a gente sempre fala.
Guilherme Rambo:Mas assim, eu tô rodando no Mac secundário de envolvimento e tá funcionando, ok. Só que aí, obviamente, eu não gravo podcast naquele Mac, gravo no meu aqui que está estável, né?
Voz B:Então não serve essas outras coisas. É sempre bom a gente pontuar isso, tá, gente? Muita gente fica hiper ansiosa, ainda mais com uma apresentação pomposa como essa. A gente estava agora falando aqui de como que as apresentações da Apple são todas editadas e perfeitas. A sensação que eles passam naqueles minutos de Keynote é que tudo funciona lindamente, que não tem bug nenhum. "e aí a pessoa fica naquela, poxa, peraí, estamos no dia 8 de junho, esse negócio vai sair em setembro, não é possível, né? Eu quero, não vou esperar." E assim, esses relatos que são super válidos e verdadeiros não significam, é, infelizmente o desenvolvimento de software ele em teoria deveria ser linear, mas na prática ele não necessariamente é linear. O que eu quero dizer com isso? Se o iOS 26 27.0 beta 1 aí tá excelente, que tá com poucos bugs, como o Rambo falou. Pode ser que a beta 2 vem um pouco melhor, e pode ser que a beta 3 cague algumas coisas importantes, porque eles estão puxando a corda de um lado e afrouxa do outro. Então é uma fase beta que leva 3 meses, não é à toa. A Apple, por ela, ela já estaria lançando também, mas é uma fase muito importante que depende não só do feedback de beta testers e desenvolvedores, E também dá tempo para os developers prepararem os seus apps para os novos sistemas. Não é só a evolução do sistema em si, mas a evolução dos aplicativos que vão ficar prontos nos próximos 3 meses. Então, infelizmente, não é uma escadinha assim que vai cada vez melhorando mais.
Edu Garcia:Cara, eu diria que isso funciona até para sistemas estáveis, Rafa. Porque a gente mesmo discutindo aqui internamente há uma semana, o 26.5 para mim tava ótimo, problema nenhum. O 26.5.1, que chegou para corrigir um problema de inicialização de bateria, enfim, do iPhone, acabou com o meu. Não é que acabou, mas assim, a bateria do meu 17 Pro Max tá muito pior do que o 26.5. E assim, e na teoria foi uma atualização específica pontual para corrigir um problema e que só iria melhorar o seu iPhone, não tinha como piorar. E para mim piorou, sabe? E numa versão estável. Estável, né? Então assim, tô eu aqui esperando 26.6 para ver se melhora alguma coisa, para ver se volta ao normal. Mas estável também tem essas montanhas russas, essas ladeiras, vai, volta, melhor aqui, puxa aqui, não tem muito o que fazer não.
Guilherme Rambo:O beta 1 de WWDC, ele é muito, ele passa por um processo muito mais rigoroso de testes internos na Apple do que o beta 2, 3, 4, porque eles fazem isso de, porque eles não querem que sai o Beta 1 e aí todo mundo instala e explode o fone de todo mundo, né? Então, e também porque é o que tem mais chance de ter algum bug totalmente inesperado desses sérios assim, de tipo apagar o device inteiro, bricar total e não ter o que fazer, sabe? Então esse eles realmente testam muito lá dentro.
Voz B:Assim como o primeiro Beta público de julho.
Guilherme Rambo:Sim, sim. Aí agora o Beta 2, Beta 3, geralmente o Beta 3 é o mais ferrado cagava tudo.
Edu Garcia:O exemplo do Rafa foi bom então, falou que o 2 chegava bom e o 3 cagava tudo.
Guilherme Rambo:É tipo isso.
Voz B:Mas ó, as promessas são muito boas. Liquid Glass tá evoluindo como esperado, né? A Apple atendeu aos desejos de toda a torcida do Flamengo aí, meter um slider de transparência. Não é tipo ou transparente ou opaco, você escolhe exatamente como vai ser. Eu no meu dispositivo de teste no final vai ser totalmente para esquerda, totalmente transparente, que é como eu gosto. Mas se você quiser, vai poder deixar ele bem opaco. Tem alguns elementos dele que eu até vi a galera comentando isso, que eu concordei, que ele tá até, a depender de como você configurar, parece mais um plástico do que um vidro agora.
Guilherme Rambo:Eu chamei de liquid plastic, tá, né? Muito de animação também, né, que perdeu um pouco do vidro líquido ali, digamos assim, né, do exagero, porque ele é isso, sempre é que nem iOS 7, né? Tudo flat, tudo super fino, super exagerado. Aí vai aos poucos, vai dando uma melhorada, vai adaptando. E eu acho muito que para mim esse Liquid Glass agora é o Liquid Glass 1.0, sabe? O Liquid Glass do 26 é beta, e esse agora é o que veio com críticas muito parecidas.
Voz B:No 8 melhorou, no 9 melhorou mais ainda.
Edu Garcia:É super normal. E isso numa reformulação de uma linguagem visual assim.
Guilherme Rambo:Teve uma sacanagem que eles fizeram, que não é diretamente relacionado a Liquid Glass, que foi o lance dos ícones nos menus no macOS. Isso foi de uma sacanagem, porque eu conheço developer que gastou semanas de desenvolvimento colocando os ícones nos menus a contragosto, porque não concordava que era para ter ícone nos menus. Aí agora a Apple vai lá e esconde tudo.
Voz B:Poxa, sacanagem! Eu entendo o descontentamento de quem inclusive seguiu a HIG, né, a Human Interface Guidelines da Apple, porque ela tinha atualizado no ano passado dizendo que era o novo certo fazer isso, né, colocar ícones em todos os itens de menu. Eu entendo quem ficou puto Isso, mas eles estão fazendo a coisa certa, né, Rambo? Ficou um exagero aqueles ícones. Inclusive, tinha problemas inegáveis naquilo ali. O fato de que você repetia ícones, inevitavelmente, em funções parecidas. Ou funções que não existia um ícone bom para aquela função e aí você colocava uma coisa meio que nada a ver. Então, eu acho assim, eu me solidarizo com quem ficou puto com isso, mas Eu prefiro eles terem voltado atrás antes de estabelecer isso por mais tempo. Erraram no primeiro ano, no segundo corrigem.
Guilherme Rambo:É, agora tá mais são. E deu uma pegada muito de estamos desfazendo as cagadas do Alan Dye, que a gente não concordava, mas ele era o chefão de design, então tinha que fazer o que ele mandava. Foi muito passada na cara assim, toma aqui para você, ela andar. E não, não tem mais você aqui, né, com as barrinhas lá, os cantos arredondados das janelas. Olha só, cara, que evolução, né?
Voz B:Agora o canto das janelas é igual, não só igual como é o certo, né? Eles voltaram a ser não aquele ângulo exagerado.
Edu Garcia:Por que que mudou esse negócio? Alguém, alguém tem ideia, noção, por que que mudou? E por que que alguns aplicativos alvos foram atualizados, outros não, um ficou—
Guilherme Rambo:Edu, é isso, é o que acontece quando você coloca a forma na frente da função, assim, porque, né, design is how it works. Então o canto arredondado da janela, ele é para ser bonitinho, ok, mas eles focaram muito em tipo, vamos fazer aqui de um jeito que o botão um botãozinho no cantinho da janela, ele encaixa perfeitamente no canto arredondado da janela. O que, como um objetivo design, é lindo. Eu concordo que fica lindo, bonito, ok, mas não é uma obra de arte, é um sistema operacional.
Voz B:Bonito assim, viu, Rani?
Guilherme Rambo:Não, isso é questão de gosto, de opinião.
Edu Garcia:Aí você pode gostar, tudo bem, é para fazer o mesmo ângulo ali do negócio. Só que tem uns que não São atualizados, né?
Guilherme Rambo:Não, mas então aí é que tá. Por que que uns são e outros não? Outros não, porque isso depende se a janela tem uma toolbar ou não. É isso basicamente. Então se tem uma toolbar e tem um botão que vai encaixar no canto, aí ele usa um radius maior. Se não, usa menor. Só que aí muda o canto de todos os cantos daquela janela e não vai ser igual em todas as janelas de todos os apps. E aí, sei lá, se você tem 2, 3 apps maximizados um por cima do outro, dependendo de qual tá por cima, você vê o canto sobrando do outro. Ficou horroroso no fim das contas. Então foi uma ideia idiota.
Voz B:Eles terem que colocar isso na Keynote, né, uma animaçãozinha, ó, estamos arrumando o raio da janela. Eu tenho um pouco de vergonha alheia, mas fico feliz que tá sendo resolvido também. Aliás, voltando um pouco a Liquid Glass, no Mac a gente já falou aqui várias vezes, implementação de todos os sistemas foi a pior no Tahoe. E eles estão resolvendo duas coisas que ficaram bem problemáticas. A primeira é a barra de ferramentas, né, de não ter agora necessariamente os botões flutuantes sem um fundo ali, né, difuso na barra de ferramentas, deixando claro que aquilo é uma barra de ferramentas e sem aquele prejuízo de conteúdo se misturando com item de menu, que era super esquisito, e icones da barra de ferramentas e a sidebar, as colunas laterais dos apps no Mac, que ficava ali flutuando desnecessariamente, flutuando no canto, obrigando o desenvolvedor a botar um código para simular que tem um conteúdo por trás. Enfim, voltaram isso atrás. Ícones monocromáticos, volta a ter colorido. Parece que os chakras voltaram a se alinhar, sabe? Tudo voltou ao normal, trazendo até elementos de Aqua de volta para o Mac.
Guilherme Rambo:Eu tô feliz É, eu também, eu também. Eu vou dizer assim, do pouco que eu já usei do macOS 27, tá bem mais gostosinho assim de usar. Você sente mais confortável, tá mais com carinha de Mac, dá para enxergar as coisas direitinho. E eu gostei também que os apps, até os apps de terceiros que já adotaram Liquid Glass— eu vi que alguém até falou nos comentários ali, perguntou de AirBuddy com Liquid Glass. Tem um beta do 23, se você procurar por aí você acha um link para instalar o beta e ele já tem Liquid Glass. E aí no macOS 27 ele ficou já com o Liquid Glass novo, digamos assim, e testando assim tanto os meus apps quanto outros apps de terceiros que já tem Liquid Glass, eu não vi nenhum que ficou quebrado assim, feio. Todos eles ficaram melhores e não depende de adoção do desenvolvedor nesse esse caso, provavelmente porque eles testaram e viram que dá para habilitar para todo mundo, porque só vai melhorar, não vai piorar. Então gostei.
Voz B:Mas tem desenvolvedor puto também, né, que passou o tempo, então o Steven lá, o Trotten Smith, ficou puto com tudo, né. Então o cara ficou semanas resolvendo problemas do Liquid Glass, aí a Apple resolve agora, retrocede algumas coisas.
Guilherme Rambo:Por isso que às vezes é bom você ser um procrastinador profissional igual Eu, que aí você— que tem tanta coisa que eu tava na minha lista de resolver de Liquid Glass, agora pronto, check, check, check, check, a Apple resolveu para mim.
Voz B:Mas assim, refinamentos, não é só visual, né? É como a gente falou, a Apple dedicou esses sistemas, é, a gente apelida de sistemas Snow Leopard porque em 2009, no Mac OS X, na época, né, o 10.6, foi um ano que a Apple parou fez a mesma coisa, discurso muito parecido, aprimorando. Na época não tinha nem iPhone, né, ainda. Só contextualizar, a Apple era Mac e o sistema ele precisava desse reboot aí, de refinamentos e tal. E é como eu falei no vídeo, foi ouvindo o que eles estão trazendo para esses novos sistemas. O fato de o iOS rodar em todos os iPhones, né, é o sistema que mais vai pegar gerações na história. Desde o iPhone 11, nada foi cortado no iOS, E se vocês olharem as letras miúdas do site da Apple, daqueles testes que eles fazem para determinar essas 30% melhor, 70% melhor, 5 vezes melhor, os testes eu acho que quase todos foram feitos no iPhone 11 Pro Max.
Guilherme Rambo:Isso é um ótimo indício, é sinal que eles estavam testando no menor denominador comum, né? Vamos testar aqui no device mais fraquinho.
Edu Garcia:Isso pode dizer também que no 17 Pro Max, por exemplo, num 16 Pro Max, os ganhos sejam muito menores, né?
Guilherme Rambo:Porque pode ser, porque eles falaram assim, até tantos por cento. Então esse até tantos por cento, porque vai sendo device mais fraco, né?
Edu Garcia:O chip que você tem no 17 Pro Max, enfim, a coisa mesmo não sendo tão bem otimizada, ele tem força suficiente para fazer tudo rodar muito rápido e muito bem, né? Talvez você tenha mais melhorias boas, bateria, coisas assim, que aí realmente componente não teve.
Voz B:Já a gente falando que o aparelho voltou à vida, né, com bateria, não sei o quê.
Edu Garcia:Falaram que o Mac, alguém comentou, acho que foi no manual do usuário, que durava 3 horas a bateria, algo assim.
Guilherme Rambo:Nossa!
Edu Garcia:E agora tá durando 5, 6, sabe? Que agora voltou o MacBook Air M1, se eu não me engano, falou que tava durando 3, 4 horas e agora voltou voltou a durar 5, 6 horas.
Voz B:Nem falou de bateria, né? Ela falou desses afinamentos todos, mas eu acho que uma coisa que eles não prometeram na keynote foi bateria mais longa.
Guilherme Rambo:Mas é melhoria de performance, melhoria de eficiência, acaba refletindo em bateria no fim das contas. Agora, o que eu posso falar que eu acho que não depende tanto de device, porque eu tive essa experiência aqui, é o lance do airdrop, que eu fiquei chocado. Eles falaram que até 80, enfim, 70, 80, mas não, 80, 80, 80, 80, 80, 80% mais rápido airdrop. E aí quando eu vi isso, eu pensei, não, não é possível, isso aí estão maluco, né? Ou então é só realmente nos devices mais antigos. Mas cara, eu fiz um, e o detalhe, eu fiz um airdrop do meu iPhone 17 Pro que tá no iOS 27 para o meu Mac que não tá no mesmo teste. Sabe quando você toca no AirDrop que ele primeiro ele fica waiting, e aí às vezes fica meio ralo? Cara, não deu nem tempo de aparecer o progresso.
Voz B:Eu apertei assim, pum, na hora eu até falei assim, não, isso aí foi placebo, não vou cair nessa daí, é bom.
Edu Garcia:Será que ele já prepara toda transferência antes de você tocar ali? Porque ele já sabe que você quer fazer, né? Você vai no menu ali, AirDrop e tal, ele já, sei lá qual é a mágica que faz esse negócio, se tem como antecipar, sabe, o antecipar um pouco, porque tem muita coisa que funciona assim, né, em um sistema que ele já tenta adivinhar o que que você vai fazer para poder já deixar aquilo preparado para na hora que você fizer já faz ali, né.
Guilherme Rambo:Então não sei se tem a ver com isso, porque eu acho que se for para dar um chute assim sem ter visto, eu vou fuçar e Tentar descobrir o que que eles fizeram, mas eu chuto que eles estão sendo, eles estão sendo mais, como é que fala, momento babaca, como é que fala isso em português? Na programação a gente chama de eager, que é tipo, você pode fazer uma coisa de uma forma lazy, que seria preguiçosa, ou eager, que seria ávido, sei lá, acho que é assim. Então eles estão talvez mantendo a conexão conexão que eles usam, os devices usam para o AirDrop, e mantendo essa conexão ativa em background por mais tempo. Porque o AirDrop foi feito numa época que era tudo muito diferente de Wi-Fi, Bluetooth, etc. Então de repente eles re-arquitetaram para ser uma parada que o seu iPhone, o seu Mac, se você tá usando eles, eles estão meio que o tempo todo conectados já. Então não depende de estabelecer uma nova função toda vez que você vai fazer uma transferência.
Voz B:Acabou de me passar aqui um negócio na cabeça. Será que isso aí vai quebrar Quick Shell lá do Android?
Edu Garcia:Olha, já teria vazado, né?
Voz B:Os cara tão mexendo nesse negócio aí.
Guilherme Rambo:Não vai não, sabe por quê? Porque quebraria com devices antigos da Apple também. Então, que foi o que eu comentei também quando logo que o Google lançou isso aí, eu falei não vai quebrar porque daí quebraria para os devices da Apple também, que nem Todo mundo atualiza, enfim, tem device antigo.
Voz B:Então essa história toda foi muito doida, né? O Google anunciou, a gente falou: não, 2 dias a Apple vai quebrar isso daí, vai dar ruim. Mas não, o negócio foi evoluindo. A Apple nunca se pronunciou de fato, mas já virou oficial, né? Já tá um nível aí que tava na keynote do Google, não tava?
Edu Garcia:No Google I/O, sei lá, alguma coisa assim. Aí já não tem como.
Voz B:Eles prometeram várias expansões e tal, mas ó, vamos falar de compatibilidade. Eu falei da iOS, iPadOS, cortes normais, eu diria. macOS tem cortes que já tinham sido inclusive antecipados pela Apple, porque é o primeiro sistema exclusivamente Apple Silicon, né, não roda em Intel. Ainda tem camada, ainda tem, né, o Rosetta.
Edu Garcia:Até o macOS 28, aí no 28 vai ter aquela camada de compatibilidade.
Guilherme Rambo:Mas um detalhe que eu não sei se eles chegaram a divulgar isso, Mas tem, como o Edu falou, até o 28. Mas quando você atualiza para o macOS 27, ele apaga o Rosetta do seu Mac. Porque o meu Mac aqui de teste tinha, que eu tenho algumas ferramentas antigas de linha de comando que ainda são Intel. E aí eu fui rodar uma delas e aí deu erro. Não, mas daí sabe o que eu fiz? Eu nem reinstalei. Eu falei: "Não, não vou reinstalar porque eu já vou ver aqui..." para não depender mais disso, né? Porque se daqui um ano vai parar de funcionar, então é melhor mudar logo. Mas então deve ser a intenção deles, né? Para dar esse baque, né, para pessoa perceber: ó, se liga aí, não vai mais ter.
Voz B:Mas teve um sistema que foi muito esquisito. Primeiro porque teve uma cagada da Apple de ter anunciado um corte que não foi real, mas mesmo real é forte, que é o watchOS. Eles tinham falado no site que subiu logo depois da keynote que o Series 9 tava fora, depois eles consertaram, Series 9 tá dentro, mas cortaram Series 6, Series 7, Ultra de primeira geração, acho que um SE também, acho que de segunda geração. Foi o maior corte este ano e é brabo, né? Cortar o Series 7, Series 8, o 9 seria ridículo, até porque é o mesmo chip do Ultra 2, mas eles consertaram isso.
Edu Garcia:Do Series 10 também, é a mesma coisa, tanto é que tudo muito sentido mesmo. Quando eles lançaram aqueles gestos de— eles lançaram gestos no Series X que caiu para o Series 9, né? O— todas as novidades que chegaram com o Series X chegaram também para o Series 9, basicamente, né? Tirando as coisas de hardware que não tem que fazer. Então realmente não fazia muito sentido. E esse corte que você falou também não faz tanto sentido, pelo menos analisando superficialmente, porque o WatchOS não teve um, né, um Olha que recurso interessante.
Voz B:É isso que eu ia falar, ele tá ganhando algumas coisas da Siri que requer um iPhone com suporte a Apple Intelligence emparelhado. Ele não faz o processamento local.
Edu Garcia:Ele não roda no Watch, né?
Guilherme Rambo:Eu fiquei bem curioso também porque como desenvolvedor eu gosto de pensar que existe um motivo, mas obviamente a Apple não se explica sobre essas coisas. Ela tentou se explicar só aquela vez no negócio do Stage Manager do iPad, daí deu um migué lá que não funcionou. Mas nesse caso é um corte muito forte, eu acho, para ser feito só porque sim, assim, porque— mas aí ao mesmo tempo é muito estranho porque de fato o iOS 27 é quase como um 26.7, digamos assim, né? E as partes de arquivos "É, mas enfim, é tudo a mesma coisa, né?" Então meio que a parte de A, que é a maior novidade, já é limitada por device, então lança pra esses watches antigos, mas só não tem o lance de A. Então eu queria entender assim, queria ser uma mosquinha lá na parede da reunião onde decidiram isso pra entender qual foi a briga lá, qual foi a justificativa interna pra eles eles justificarem esse corte tão pesado na parte do watch, que é a época campeã, né?
Voz B:De falar uma coisa no sistema, nem que seja liquid glass, ah, os gráficos exigem um chip mais recente, e que tem o cálculo do reflexo do vidro ali quando você movimenta, precisa de um chip bom. Sabe que a Lorota, mas dessa vez nem Lorota tem, né? Tipo, muito esquisito. Vamos facilitar nossa sua vida aqui.
Edu Garcia:Como uma nota de rodapé aqui, porque o Rafa já não tem mais, cortaram o Apple TV do HD. Não, HD tudo bem, mas a de primeira geração, a 4K de primeira, a 4K de primeira geração, display aqui atrás, que não tem o liquid glass, que é isso que o Rambo falou, tipo o TV OS, cara, não muda nada, sabe? É ridículo. Então Não dá para entender também por que que ela—
Guilherme Rambo:Mas sabe uma coisa curiosa? Eu não sei se alguém já escreveu sobre isso, né? Porque na época que eu tava no 95 Mac, eu já teria feito um post a respeito disso. Eu não sei, não vi se alguém já falou sobre isso publicamente. Então talvez seja uma exclusiva aqui, mas o novo app da Siri tá no tvOS 27. Tem lá no tvOS 27 o app novo da Siri.
Voz B:Não esqueceram, não?
Guilherme Rambo:Não porque é um app para TVOS e tem um ícone feito para TVOS. Então, para mim, está com cara que vai vir uma nova Apple TV em breve e ela vai ter a Siri nova, vai ter o app também. No simulador, eu até consegui rodar aqui o app, só que não tem nada, está tudo em branco. Enfim, é só a interface em branco do app.
Voz B:Tem rumores de que Já estão prontos, né, uma nova Apple TV e um novo HomePod.
Edu Garcia:Estavam esperando o Siri AI ser lançado aí para poder funcionar direito nesse negócio. Agora vamos ver quando que realmente vai ser lançado, mas faz sentido dispositivos novos para tirarem proveito dessa capacidade melhor aí, né?
Voz B:E só para a gente fechar essa etapa inicial, porque assim, como o Rambo falou, teve um slide com 200 novidades, tem É como eu falo, daquelas 200, tem muita coisa repetida.
Edu Garcia:A gente listou, são 200 e...
Voz B:Tem muita besteirinha e tal, mas pensa que de 200, 10 vão te interessar, sabe? 5 vão ser muito legais, 5 vão ser parcialmente... Ela é bacana, tem que ver aquilo ali, a lista completa, porque vale citar. Só para vocês terem uma ideia, tem novidade de AirPods, tem uma tela de ajustes toda redesenhada e pela primeira vez a Apple vai oferecer vai ser equalizador personalizável para AirPods, uma coisa que a galera pede desde, acho que, as primeiras gerações. Tá chegando agora. Então é esse nível de outros aprimoramentos e refinamentos que estão vindo aí. Mas bora em frente. Pois bem, a segunda etapa da Keynote demorou o quê, 15, 20 minutos? Essa parte eu diria que foi mais ou menos isso aí, foi sobre trust and safety, especialmente de crianças. E é como o Edu resumiu aí, tem muita coisa que já existia, nomes que a gente conhece, né?
Edu Garcia:Eu vou te interromper aqui. Eles apresentaram primeiro assim uma conta de criança. Falei: "Cara, esse negócio existe desde sempre, conta de criança." Você tá falando como se fosse um... como se você só pudesse criar agora uma conta de criança. Eu acho que você converter uma conta de adulto para criança é algo novo.
Voz B:É isso.
Edu Garcia:Acho que isso é novo. Mas tirando isso, eu criei uma conta para criança para as minhas filhas há muito tempo, cheia de barreira.
Guilherme Rambo:Isso não é novidade.
Voz B:A conversão eu acho que é nova, E as pré-definições, o assistente de configuração que eles falaram que foi feito com base em experts, organizações e tal, tudo isso foi muito melhorado. Eles bateram muito nessa tecla de pais não sabem o que fazer, sabe? E nós estamos ajudando a você definir o que é bom para o seu filho.
Guilherme Rambo:E tem um lance também de você poder configurar, se eu não me engano, uma conta de criança sem precisar de um Apple ID necessariamente. Você não precisa criar uma família da Apple. Claro que aí não vai sincronizar nada, né? Mas tipo, você tem um device ali que você quer dar para sua criança usar sem iCloud, sem nada.
Voz B:Não tinha no Apple Watch?
Edu Garcia:Não, no Apple Watch já tinha, mas no iPhone, na hora de você configurar o Apple Watch, ele pergunta se é para você ou se é para uma criança.
Guilherme Rambo:O iPhone também. E aí você também. E na verdade, eu tenho quase certeza que o negócio entrou tipo no 26 ponto alguma coisa, só que aí não teve keynote depois disso. Aí meio que eles aproveitaram, porque tem isso também, né, no keynote do ano passado, o que é o correto na minha opinião. Eles só anunciaram o que ia estar no Beta 1, não anunciaram coisa para depois, que é como eles sempre faziam. E aí virou festa e aí deu ruim.
Voz B:Embora eles falaram later this year, né, não, eu fico um pouco morro de medo.
Guilherme Rambo:Eu acho que vai estar no beta 1, então tipo, já tá no beta 1, então tá tudo bem. Eles até podem de repente, ah, não vai sair no 27.0 público, mas vai continuar em beta para, porque vai ter que ajustar ainda algumas coisas. Mas eu acho que não, viu, pelos meus testes.
Voz B:Acho que vai rolar mais, só em inglês. Já já a gente vai chegar nisso.
Edu Garcia:Esse negócio era para ter lançado no 26.4, 26.3, que tava, que que o Groman falou e tal, já tá no 27 aí.
Voz B:18!
Edu Garcia:Aí vai botar 27.1, 27.2? Não, pelo amor de Deus, cara.
Guilherme Rambo:Mas a real é que assim, esse segmento todo de coisa de criança, a gente sabe que foi feito primeiro, obviamente, para os pais e mães que estão assistindo saberem o que tem ali disponível, as ferramentas que estão disponíveis, para quem ainda não— a criança ainda não tem dispositivo pensar: ah, acho que quando eu comprar dispositivo, vou comprar um iPhone. Olha só que legal! Mas principalmente para a galera dos legisladores mundo afora, que lá no ADT a gente chama carinhosamente de os velho babão, né? Para eles aprenderem que você não precisa pedir para mandar uma foto do documento para sabe lá Deus aonde, que vai vazar tudo depois, para você ter uma experiência minimamente segura para menores de idade usando dispositivos, porém isso passa por uma questão extremamente complexa que lá no ADT a gente até já discutiu várias vezes de você— eu sou da opinião que os pais é que tem a responsabilidade de cuidar dos seus filhos usando dispositivo, só que a gente sabe que nem todo pai nem toda mãe é necessariamente responsável.
Voz B:Na prática são outros 500.
Guilherme Rambo:Exatamente, na prática a teoria é outra.
Voz B:É bem por aí. Tem alguns recursos novos novos bem legais. Eles estão aprimorando um que já existia, que é a segurança de comunicação, que já tinha proteção contra nudez, que inclusive foi uma das coisas que o primeiro-ministro lá do Reino Unido falou. Mas agora também vai bloquear conteúdo sangrento, violento, em mensagens e real-time no FaceTime também. É interessante. Tem o Ask to Browse no Safari, que é muito parecido com o Ask to Buy. Isso já existia para quando a criança quer comprar alguma coisa na App Store ou fazer uma assinatura, você manda um pedido para o pai autorizar. Agora o Safari também vai permitir fazer isso, se você, se a criança, o jovem tentar acessar um site que não tá protegido.
Edu Garcia:Aqui, por exemplo, as meninas têm que ficar pedindo permissão para o Safari. É um saco, inclusive, o sistema como ele funciona, porque você recebe, tem um grupozinho de família no mensagens, né? E aí toda hora vem uma requisição, porque eu preciso aprovar os sites. Eu não sou assim, ah, o site aberto e esse aqui, esse aqui, esse aqui é bloqueado. Não, é o contrário, é quase tudo bloqueado, tirando alguns outros que eu já sei que elas—
Voz B:Eu bloqueio o Safari.
Edu Garcia:É, então, mas elas precisam do Safari para fazer alguns deveres e tudo. E aí eu já sei que tem umas URLs lá que eu boto. O que não é aquilo, ela tem que ter permissão.
Guilherme Rambo:A criança vai lá, instala o DuckDuckGo, né, o Chrome.
Edu Garcia:Exato. Mas aí eu tenho que botar no "Porque como eu configurei assim, tudo é zerado, tudo não pode." Aí ela pede permissão, aí eu vou lá e mudo. "Ah, esse aplicativo aqui é importante, ela pode ter, sei lá, meia hora, uma hora por dia." Sabe? Aí eu vou marcando. Só que o sistema é muito confuso, ele é muito... Ele não é... Primeiro que tem uns bugs assim que alguns aplicativos ou até recursos mesmo não aparecem com nome, aparecem com códigos, sabe? É...
Guilherme Rambo:O bundle ID, .com, alguma coisa...
Edu Garcia:Que eu que tenho familiaridade com isso já acho meio confuso, imagina para alguém que não tem essa familiaridade. Segundo, tem muito bug, muito bug. Você ajusta algumas coisas que simplesmente não funcionam. Alguns tempos que você bota lá um negócio meia hora, aí bloqueia antes de meia hora. Às vezes não usou nada e já tá bloqueado, aí precisa pedir permissão. Às vezes dá mato que nem agora.
Guilherme Rambo:Aconteceu comigo, porque eu coloco o limite, eu tenho limite limite no TikTok, Instagram, essas coisas, eu boto o limite para mim mesmo. É, e aí já aconteceu de tipo, a primeira vez que eu tô abrindo o TikTok no dia, e aí eu abro ele e pum, você atingiu. Como assim?
Voz B:A primeira vez que eu tô abrindo esse negócio hoje, você nem viu o tempo passar, né?
Guilherme Rambo:Eu tava scrollando lá. Não, e pior que assim, eu nem tenho, poderia talvez, o que estaria errado anyway, mas tipo, ah não, "De repente ele tava executando em segundo plano alguma coisa." Não, mas eu desabilitei tudo isso. O TikTok, ele é proibido de funcionar no meu iPhone sem eu abrir ele e não tem acesso à câmera, nada, né? E aí, mas por algum motivo o iOS acha que, sei lá, eu já passei o dia inteiro no negócio.
Voz B:Só pra gente também não dedicar tanto tempo, eu não quero dedicar tanto tempo aqui ao podcast a isso, mas tem uma outra novidade que são os os limites de tempo, né, time allowances, que agora junta aplicativos em categorias tipo entretenimento, jogos, social media, educação, e você vai poder destinar tempos que o seu filho vai poder ficar nesses grupos, nessas categorias de apps ou sites, inclusive podendo separar essas allowances por dias úteis e fim de semana. Então assim, tem muitas coisas mais granulares mesmo e orientações. A Apple não site também, no site, numa página no site dela para trazer orientações para os pais. Melhorias bem-vindas, aprimoramentos como Edu falou, para atender reguladores como Rambo colocou, e para vender mais devices também para quem quiser esse controle. Porque para você, para criança pedir permissão do dispositivo dela, o pai tem que ter um iPhone também, ou Mac, e os dois tem que ter esquema de pirâmide aí, ó, para vender aparelho para filha.
Edu Garcia:Eles botam isso agora para vão botar um multi-usuário no iPad. Mais uma Keynote, nada. Mais um sistema chegando e nada de multi-usuário no iPad.
Voz B:Não, cara, não. Eles mal citaram iPad nessa Keynote. Tipo, ano passado teve algumas boas novidades para iPadOS, dessa vez eu não sei nem se foi citado, sabe?
Edu Garcia:Eu não fui, não sei o que a gente falou, Rafa. Como não teve uma apresentação para sistema, de watch também teve muito pouca coisa, né?
Voz B:Não, é iPad Watch foram os que mais me chamaram Olhei aqui, eu tenho a transcrição aqui, dei um comando de F, 4 menções ao iPadOS. Mas assim, ele chegou num nível de que o Watch foi a primeira vez, o Watch então foi a primeira vez que não teve uma categoria do evento apresentando algumas novidades que fossem de exercícios, de saúde. Eles falaram da perimenopausa ali e tal, que se aplica também de menopausa para as mulheres.
Edu Garcia:Aliás, nada, nada de novidade de saúde do app Saúde em si, que estavam falando que poderia ser reformulado. Teve aquela história do coach de saúde que não— Mas assim, pelo visto vai continuar o mesmo aplicativo com a mesma categorização.
Voz B:Com duas abas horrível.
Edu Garcia:Mas brabo, viu?
Guilherme Rambo:Vou te falar. Sobre esses rumores, sobre— Porque teve vários rumores que pareciam muito quentes e que não rolaram. Sobre esses rumores, a minha opinião é que virão ainda no 27, mas provavelmente 0.1, 0.2, 0.3, né? Porque a Apple realmente bateu o martelo de não vamos anunciar o que a gente não puder botar já no Beta 1. Então eu acho que, porque no 26 mesmo teve bastante novidade bacana que veio depois, então acho que o lance do aplicativo de câmera, que teria uma interface mais customizável, coisa mais profissional, deve vir mais para frente.
Voz B:Tem deles terem, eles agora estarem deixando para lançar coisas na 1.1, 1.2, 1.3, 1.4. E tem coisas que eles deixam para anunciar só na keynote do iPhone, do Apple Watch, um novo mostrador, por exemplo. Se o iPhone vai ter abertura variável, eles podem dedicar uma sessão da keynote à câmera, e aí pode anunciar mais customização.
Edu Garcia:E aí diz que é retrocompatível com iPhone 17 e tal, né? Exatamente. Duvido deixar algumas coisinhas para o evento de setembro, senão você não tem nada, nada para mostrar ali, né? Só o hardware mesmo.
Voz B:Antes da gente seguir com a pauta, também queria falar um pouquinho aqui sobre uma outra parceira do Mac Magazine, a Amazon Music, trazendo uma dica legal aí para quem gosta de ouvir músicas, ouvir podcasts como o nosso, audiobooks. A Amazon tá com uma promoção especial já em antecipação ao Prime Day deste ano. Novos assinantes e membros do Amazon Prime podem testar o Amazon Music Unlimited gratuitamente por 4 meses. Considerando que a assinatura dele custa R$26 por mês, é uma economia de mais de R$100. E o Unlimited dá acesso a 100 milhões de músicas sob demanda, milhares de playlists e estações de rádio, milhões de podcasts, incluindo o Mec Magazine no Ar, e o catálogo de audiobooks do Audible.
Edu Garcia:E tudo isso aí em alta transmissão com suporte a áudio espacial, né? É uma boa opção para quem já usa outros serviços da Amazon, como Prime Video, né, e tudo, ou quer experimentar uma alternativa aí ao Apple Music, ao Spotify, não tá muito feliz aí com seu serviço atual. Vale a pena experimentar aí. Como Rafa falou, 4 meses na faixa promoção, válida até 7 de julho. Você obviamente tem que ser assinante Prime, e É bom deixar aqui informado que depois desses 4 meses gratuitos, assinatura passa a ser cobrada aí normalmente, a menos que você cancele aí no fim desse período de teste, tá? Tem link aqui no código QR aqui para quem tá vendo ao vivo, tem link na descrição, tem post no site, tem aviso no Instagram, tem qualquer lugar aí você consegue ir pelo link do Mac Magazine e testar aí os 4 meses de graça. Beleza?
Voz B:Aproveita! Bora! Bora falar dela. Apple Intelligence Siri AI. Vamos começar pelo nomezinho, porque a gente discutiu muito da chacota que virou a Siri desde 2010. Foi 2010 que ela foi inventada?
Edu Garcia:2011.
Voz B:2011. iPhone 4S. Que vale lembrar, a Siri foi pioneira. Foi uma empresa comprada pela Apple, homônima inclusive. Era uma empresa chamada Siri que virou o nome da assistente. Naquela época era uma coisa nova. E a Apple perdeu o bonde. E aí a gente ficava discutindo aqui nos últimos anos: "Poxa, quando a Apple finalmente consertar a Siri, ainda vai ser Siri?" E eles responderam sim e não com essa Keynote, porque é Siri, mas diferenciaram com Siri AI.
Edu Garcia:E não é de artificial intelligence, é de Apple intelligence.
Voz B:É de Apple intelligence. E eles fizeram aquilo que a gente também discutiu, tipo em 2024, com iOS 18, que eles apresentaram a Apple Intelligence e trouxeram esse novo visual da Siri coloridinho ocupando as bordas ali do aparelho, a Siri continua a mesma porcaria. Então as pessoas associaram, continuaram associando, ó, o nome não mudou, o visual mudou, continua a mesma porcaria. Isso praticamente obrigou a Apple a criar uma nova da nova interface 2 anos depois.
Edu Garcia:Uma nova velha, né, porque foi e voltou, né. Só mudou a bolinha de gude ali, porque agora em cima, na bolinha continua, né?
Voz B:Deixa eu até ver se a dica aqui do leitor deu certo. Não, eu continuo na fila.
Guilherme Rambo:Ainda não entendi.
Edu Garcia:No WatchOS, por exemplo, não deu tempo nem de mudar, né? Tá, a bolinha vai continuar a bolinha, só vai mudar o glowzinho ali dentro da bolinha.
Voz B:Eu não sabia não. Não tem a borda coloridinha, ele é até hoje, se você pedir aí um timer, alguma coisa, eu não vi como é Eu não vi nenhum teste de alguém com um Apple Watch emparelhado a Siri AI chamando ela.
Edu Garcia:Vai ser a bolinha de gude bonitinha, que com a do Vision, mas é igual no Watch.
Voz B:Tem, se você entrar em Watch, ele usa a velha bola ainda, antes do iOS 18.
Edu Garcia:Hoje, mas quando vier o WatchOS 27, ele vai migrar para bolinha nova. Então ele vai, ele vai passar de bolinha para bolinha, entendeu? Ele não vai ter o Ele não vai ter uma borda coloridinha, não ganhou, ele ficou 2 anos esquecido.
Guilherme Rambo:Eu só sei que eu poderia passar horas aqui só assistindo vocês discutindo sobre bolas, sobre as bolas da Siri.
Edu Garcia:Vamos combinar que é uma crise de identidade visual danada da Siri, né? A Apple não consegue definir como que ela vai ser, porque...
Guilherme Rambo:Não, e detalhe, eles chamaram no evento de Siri AI, né? E aí, se você olha no iPhone, quando você ainda não habilitou, é tipo enable New Siri. E aí quando você vai, depois que já tá habilitado, que você já entrou, aí tá Siri entre parênteses beta. E aí na ajuda ele até fala: se você quiser desligar a Siri entre parênteses beta. Então tipo tem 3 nomes: Siri AI, New Siri e Siri beta.
Voz B:Mas será que isso tem a ver com aquelas coisas de marketing de nome que para não vazar até a última hora? E aí nós Nas próximas betas eles arrumam, sei lá, né?
Guilherme Rambo:O nome Siri AI provavelmente eles decidiram meio mais próximo da data do evento e também não quiseram que vazasse. Aí eles decidiram incluir só no evento, e aí talvez lá pelo beta 3 ou 4 aí no sistema vai estar ali o nome certo.
Voz B:E aí assim, mas eu quero tratar só uma dúvida aqui.
Edu Garcia:A Siri AI é essa bolinha de gude nova, ótimo. A Siri antiga é o glowzinho em volta, que muita gente vai continuar com essa Siri, porque não vai ter acesso a Siri da Apple Intelligence, a Siri AI. Mas a Siri bordinha colorida, como você mesmo acabou de falar, é igual a anterior. Será que todo mundo da anterior vai migrar para nova?
Voz B:Eu me perdi.
Edu Garcia:A gente tem 3 visuais da Siri.
Guilherme Rambo:Tu quis dizer assim, tem 3 caranguejas diferentes.
Edu Garcia:Tem 3 visuais diferentes para Siri hoje.
Guilherme Rambo:Tem a bolota, bolota antigona original, né, clássica. Vamos chamar de clássica. Ainda tem o Felipe, ele tava contando para o Marcos lá no A Fonte que ele, logo que ele atualizou o iPhone para o 27, ele ativou a Siri e tava a bolota clássica. Aí um pouquinho depois virou a bordinha colorida.
Edu Garcia:Aí depois, Rafa, não tem a bordinha colorida. A bordinha colorida é da Apple Intelligence, né? Então se você tem um iPhone 15, 14 Pro, você não tem, foi longe demais, você não tem Apple Intelligence. Então você tem a Siri antiga, que é a bolinha, sem ser a bolinha de Gucci.
Guilherme Rambo:Eu só quero fazer uma correção, porque não são 3 bolotas no iOS. No iOS é uma bolota, que é a clássica, porque a Siri com Apple Intelligence é a bordinha arco-íris Mas essa Series com Apple Intelligence não é nada diferente, gente.
Edu Garcia:Essa é a minha dúvida. Por que não migra a galera do iPhone 13, 14 para a bordinha colorida? E aí fala assim: "Tem duas, tem a bordinha colorida que é para você que não tem a Series AI." Faz isso em duas Series.
Voz B:Duas Series.
Guilherme Rambo:Tecnicamente, talvez você chamaria isso aqui de bolota.
Edu Garcia:É, isso é bolota. Isso é a bolinha de gude, né?
Voz B:Parece uma pílula. É a gude. Aliás, no Apple Vision Pro ficou muito bonito, né? E a interação também de você olhar para a Goody e falar com ela também é bem legal.
Guilherme Rambo:É tipo uma 8-ball, né?
Edu Garcia:Aquela bola 8. É parecido com o WatchOS. No iPhone, por conta da ilha dinâmica, ele tem esse formato um pouquinho mais retangular, com bordas obviamente, né, circulares ali, porque ele tem que vir da pílula, né? Então ele tem um formato mais de pílula, mas no WatchOS, por exemplo, é bola. No Vision Pro é bola e tal.
Voz B:Então a gente tá dedicando mais tempo à bola do que a Apple dedicou à conta de criança. Vamos tratar aqui de esclarecer o que eu já esclareci no vídeo, mas nem todo mundo vai ver o vídeo, que é a confusão que a Apple fez nessa keynote. Porque eu, inclusive, pós-keynote, a gente ficou ainda mais uma hora, eu, Marcelo, falando com a galera aqui. Eu tenho quase certeza que eu falei besteira, por culpa da Apple, tá? Não é culpa minha, porque assim, eles tiveram a manha de apresentar o negócio de uma forma muito esquisita, né? E justo a Apple que tem todo esse controle, a gente falando aqui da Keynote toda controlada e tal, e teve um slide nos 5 minutos finais do Craig ali se despedindo, falando da parte de developers, que apareceu na tela por 3 segundos, que o Most Advanced On-Device Model, sei lá como é que eles colocaram, ia requerer iPhone 17 Pro, Pro Max, Air, Macs M3 com 12GB ou superior e iPad M4 12GB ou superior. Eu quando vi aquilo ali eu falei: a Siri AI exige esses dispositivos mais recentes. E assim, não é isso, tá, gente? Vamos esclarecer aqui de uma vez por todas. Apple Intelligence, a Apple Intelligence foi muito aprimorada, a gente vai tratar já já aqui no podcast das novidades. A Siri AI faz parte da Apple Intelligence. Então todos os dispositivos que rodam a Apple Intelligence, iPhone 15 Pro mais recente, todos com 8 GB de memória vão ter a Siri AI. Ainda tá com essa fila de espera beta, já já a gente vai chegar no inglês e tal, que é vergonhoso, mas ela vai estar em todos, com todos os recursos inclusive, exceto detalhes que aí sim requerem esses dispositivos mais recentes. E aí tem Eu coloquei no vídeo 3 coisas, tem 2 mais óbvias e uma que eu acho que quero até ouvir o Rambo se faz sentido ou não. Uma: customização, personalização das vozes. A voz mais natural, nova da Siri, com ajuste de entonação, de tudo mais, que eles mostraram uma telinha. Isso requer um dispositivo mais recente com 12 GB. Segundo é o ditado aprimorado também, mais natural, que vai fazer pontuação automática, vai ser mais rápido, enfim, aquele processo de transcrição de voz para texto muito aprimorado também requer um dispositivo mais recente. A terceira coisa que eles não falaram claramente lá é que, sendo o modelo mais avançado rodando nesses dispositivos com 12 GB, eu acredito que algumas coisas da Siri AI vão rodar mais rápido e/ou offline. Embora eu tenha visto até agora que se você coloca o iPhone em modo avião nada funciona, mas pode ser coisa de beta 1. Então, fora isso, tudo funciona em todos Todos os devices.
Edu Garcia:Eles não falaram alguma coisa de mais, mais essa Siri mais personalizada, mais pessoal, digamos assim? Não, mais pessoal. Não, isso vai funcionar na nuvem também.
Guilherme Rambo:Não, não, você vai confundir mais ainda, galera. Não fala isso. Eles nem deviam ter falado isso na keynote, para começo de conversa, porque isso é, porque são, aí respondendo a quem perguntou antes, são detalhes que quase faz e ninguém vai perceber. Tá, o lance da voz não é tão detalhe, é uma coisa que você percebe, mas a voz da Siri já tá boa, na minha opinião. A parte da voz nunca foi o problema, o problema foi todo o resto, né? Mas claro que é legal ter voz mais expressiva, tudo mais estilo essas vozes de ChatGPT, e até melhor um pouquinho por alguns demos que mas assim, não é nada muito relevante. O lance do ditado, se você usa muito ditado, talvez para você faria diferença, mas também não é nada demais. O que pode talvez fazer mais diferença é porque o que muda é a quantidade de parâmetros do modelo de machine learning da LLM on-device, quantidade de parâmetros e janela de contexto para conversas mais longas. Mas para isso, Eles têm um modelo na nuvem que resolve. Então meio que é o lance da voz e o lance do ditado.
Voz B:O resto, algumas coisas vão rodar em 2 segundos nesses iPhones, em outros vai rodar em 4 ou 5 segundos. É, então não faz sentido. Aliás, são 4 modelos agora, né, Rambo? Pelo que eu entendi, tem um modelo local para dispositivos com 8 GB, tem esse Most Advanced para 12 GB, tem o modelo mais avançado do Private Cloud Compute, que roda em Apple Silicon nos servidores da Apple, e tem um mais avançado ainda que roda no Google Cloud com tecnologia da NVIDIA, da Intel, com criptografia, ainda com toda a questão da privacidade da Apple, mas tem esse quarto modelo ainda novo.
Guilherme Rambo:Sim, sim, é, e aí são todos esses modelos, mas cada um deles também é um conjunto de vários modelos, então é centenas de modelos, uma imagem, um para texto, um para não sei o quê. E aí, o de texto tem os experts separados, daí tem por idioma, enfim... É um leque gigantesco. E aí, tem também a parte de orquestração no device, que seleciona se a sua pergunta deve ir para nuvem, não deve, como que organiza tudo. Então, é um sistema bem complexo, mas bem arquitetado e tende a funcionar. Nos meus testes, por enquanto, tem funcionado melhor do que eu esperava, se bem que o meu iPhone ainda está indexando, Então eu nem sei até que ponto já está funcionando como deveria, porque está indexando desde segunda e não acaba nunca.
Voz B:Tem uma galera falando disso, né?
Guilherme Rambo:Mas é, tem esse lance dessa limitação que, de novo, eu acho que não tinha nem por que mencionar na keynote, porque não é assim... Claro que a galera ia ver depois e ia chiar, talvez, mas talvez ia ficar menos confuso, porque do jeito que falou, eu na hora tive a mesma impressão que você. Porque eu já não estava prestando atenção muito bem assim. Aí não, pera, como? Como é que é? A Siri AI só vai ter no 17 Pro? Então foi muito confuso.
Voz B:Eles não terem pensado nisso, que a galera teria uma má interpretação de não deixar muito claro que a Siri AI faz parte da Apple Intelligence, que o primeiro discurso pós-que-noite foi: "A galera enganou quem comprou o iPhone 16 powered, preparado criado para Apple Intelligence, né, criado para Apple Intelligence. Não é, não é o caso.
Guilherme Rambo:Daí tem advogado que já escreveu a petição de mais um class action lá, e aí depois foi ver direito, ah, ChatGPT, pode apagar o chat aí.
Voz B:Eu digo mais, é isso que tá acontecendo do novo modelo de 12 GB que depende da voz, do ditado. Ano que vem iPhones vão passar para 16 GB, vai um novo modelo que vai ser também, vai exigir isso. É muito rápida essa evolução, vai, vai, vai, vai. Acabou aquela coisa da Apple ficar se segurando de evoluir memória, tudo mais, porque come, come, e a coisa evolui muito rápido.
Guilherme Rambo:Tem um lance que você falou que é curioso, que assim, você falou que o modelo que roda local, ele é, você deu a entender que ele é mais rápido, termina mais rápido a tarefa que você pediu. Só que isso não é necessariamente verdade. Às vezes ir para nuvem vai mais rápido do que fazer local, porque se você tiver numa internet rápida, às vezes é mais rápido você enviar. Hoje aconteceu isso, eu tinha extraído aqui o IPSW do macOS, que é tipo 16 GB, aí ficou a pastinha ali, e aí eu apaguei o IPSW. Aí, mas Puts, eu precisava de novo agora dele como um IPSW. Aí eu fui lá comprimir, aí lá o Finder, 10 minutos restantes. Fui lá, baixei de novo, baixou em 5 minutos. Então tem coisas, esse que é mais rápido você usar a internet, né? O pessoal tava falando também do lance de imagem, para você apagar coisa da imagem e tal, que pô, mas o da Samsung é bem mais rápido, o da Apple tá meio lento. Mas tá meio lento porque tá rodando tudo no seu device. O da Samsung tá mandando lá para o servidor, né? E claro, eu tenho certeza que é feito de uma forma privada também, mas são trade-offs, né? Você escolhe, né? Ah, mas a minha foto já tá no iCloud. Mas tá criptografado ponto a ponto, então a Apple não tem como acessar.
Edu Garcia:Mas esse, esse da imagem roda tudo no dispositivo mesmo? Até em um iPhone 16, por exemplo? Não mais.
Voz B:O limpeza rodava.
Guilherme Rambo:É, depende, depende Depende do que você faz. O lance da limpeza lá, a versão mais avançada, aí dependendo ele manda para o private cloud lá.
Edu Garcia:Só para imagem, né, que a gente inclusive fez um post, o Lucas fez, né, Rafa?
Guilherme Rambo:Sim, um post. Mas é para geração.
Voz B:Se você mandar ele tirar uma garrafa Stanley do seu rosto, vai para nuvem. Se você só tirar um quadro do fundo assim, ele faz local.
Guilherme Rambo:Tipo isso, é. Mas pelo que eu entendi, aquele Aquele de reframe roda no device, pelo que eu entendi.
Voz B:É mesmo?
Guilherme Rambo:Até porque eles já tinham essa detecção de profundidade e isso sempre foi no device. E a única diferença é que agora ele meio que fixa, né, a correção de perspectiva que você faz. Eu vou fazer uns testes depois, mas eu vi...
Edu Garcia:Aí é o Gualpite que vai para a nuvem. Eu chutaria que pode ser no device. Esse negócio de foto espacial. Que você transforma em foto.
Voz B:Mas isso daí funciona com qualquer foto, não precisa ser modo retrato não. Mas você pode baixar uma imagem da web e ele funciona.
Guilherme Rambo:Ligando o modo avião aqui, vamos ver se funciona.
Edu Garcia:Mas é meio, comprova que é no dispositivo. E o Reframe, ele tem uma pegada desse espacial, só que obviamente ele compõe, né, o cenário, ele constrói algumas coisas. Mas eu acho que esse cálculo do que que tem na foto Acho que só dá para fazer no dispositivo, né? Não sei.
Guilherme Rambo:Ó, já em tempo real aqui o follow up. A única coisa que funciona offline é o cleanup e no modo fast. Ou seja, esse é o cleanup. Sim, eu achei inclusive muito bem feito porque eu liguei o modo avião, abri uma foto e ele já fica com os botões de extend e reframe greyed out. Fica desabilitado, já tem de cá aqui, ó, porque é um indício.
Edu Garcia:Mas o Rafa mesmo falou que qualquer coisa hoje da Siri tá, até para você pedir uma coisa simples, ele não tá funcionando, né, quando tá no modo avião. Então pode ser que por ser beta também ele esteja tudo ainda bagunçado ainda, né, não tá ainda definido exatamente como é que vai ser. Porque se você pedir para botar um timer e não funcionar, por exemplo, no modo avião, é porque tá ruim o negócio, né.
Voz B:Bom, inglês, gente, Essa era talvez a maior dúvida que a gente tinha, como é que eles vão fazer esse rollout. Eu até acredito que vai ser uma expansão rápida, também acho. Até porque a Siri AI, se você digitar em português, ela responde em português. Você não consegue interagir com ela em inglês.
Guilherme Rambo:Ela, ela já tá tudo pronto, naturalmente já fala outros idiomas. Então eu acho que é mais para questão de de contexto, de obtenção das informações, e é óbvio a parte da fala, que aí precisa ser adaptado para cada idioma. Mas eu vi vários relatos também da galera conversando adoidado em português.
Edu Garcia:E parece mais um rollout de controle da Apple, né? Falar: "Cara, vamos segurar aqui, vamos fazer com um grupo pequeno", entre aspas, aqui no começo, porque não tem como não lançar um negócio desse em inglês. Tem que ser em inglês em primeiro, ela é uma empresa americana.
Guilherme Rambo:Tem a questão dos guardrails também, né? Tipo, da parte de segurança, segurança, de safety, né, que é aí você, isso é também muito por idioma. E aí eu acho que eles, para, é uma decisão conservadora, digamos assim. Se eu fosse para chutar, eu também, eu apostaria que se sair, porque eles falaram que vai ser beta, né, então vai estar ali como beta mesmo na versão final do sistema. Eu acho que quando eles lançarem, eu chutaria que já vai ter mais uns 2 ou 3 idiomas já na primeira versão, quando lançar oficial. Mas que agora nessa fase beta eles quiseram limitar ao máximo para ter um controle, porque vai que aparece alguma coisa grave, ou então sei lá, parte de guardrails ali não tá funcionando direito em outros idiomas.
Edu Garcia:Eu chutaria que vai chegar rápido, mas eu acho que vai ser lançado ainda só em inglês, porque tem uma diferença grande, né, do beta deixa por enquanto, se libera para todo mundo. É muita gente instalando. E aí eu acho que eles vão querer fazer um teste mais em massa mesmo com essa galera ali no ponto zero em inglês. E aí num ponto 1 da vida, que é, sei lá, um mês depois, 2 meses depois, porque normalmente chega rápido, né, esse ponto 1. Aí já acho que vai liberar para um português, para um espanhol, sabe, para uns outros idiomas primários ali que tá sempre, faz sempre parte da primeira leva ali.
Voz B:E a Apple agora tem várias camadas quantidade de idiomas, né? Se você pensa no iOS, por exemplo, você pode colocar o idioma do sistema, tem uma infinidade de idiomas que acompanha, por exemplo, o teclado do sistema. Depois você tem o idioma da Siri, que já era super expandido antes de Apple Intelligence. Depois veio Apple Intelligence, que já está em português e continua, né? Todos os recursos que estão fora da Siri AI estão já em português, funciona em português. E agora tem essa nova Siri que vai ser só em inglês de início.
Guilherme Rambo:Então são Nossa, cara, eu invejo a complexidade de ter que lidar com isso, porque se você for pensar... E eu já tive bugs por conta disso. E eu acho até por isso, quando você vai olhar lá os anúncios de vaga de emprego da Apple, eles sempre dão muita ênfase que eles gostam de pessoas que falam vários idiomas ou que o idioma nativo não é o inglês, porque eu acho que eles gostam de ter lá dentro bastante gente que usa os devices desse jeito, tipo eu. O meu iPhone tá... Em inglês, mas a região do device é Brasil para ficar os formatos tudo do Brasil, senão vai ficar tudo em milhas e aí não dá, né? Mas aí a Siri também tá em inglês.
Voz B:O mês na frente do dia.
Guilherme Rambo:Ah, nossa, impossível. Relógio 12 horas só. Mas a Siri tá em inglês também, mas aí o teclado é aquele teclado combinado em inglês-português, então o sistema tem que se virar, tipo, ah, eu vou ali. E é curioso assim, tipo, às vezes eu uso, eu busco emoji, tem emojis que eu sei qual é a palavra que eu tenho que digitar para já aparecer ali a sugestão do emoji para substituir. E alguns em inglês e alguns em português. Eu posso estar digitando em qualquer um dos idiomas, o sistema se vira. Então, por mais que eu já tenha enfrentado bugs por causa disso, e eu sempre fico bem irritado quando dá bug, é, não é fácil. Lidar com essa mistureba de idiomas. Teve um bug recentemente no AirBuddy, que foi um— o cara, daí eu fui ver, e o cara tava tipo na Látvia com a região de não sei aonde, com o relógio de 12 horas, com o calendário japonês, e aí bugou tudo. Enfim, então essas coisas são complexas.
Voz B:Mas ó, eu acho que o pessoal de Cupertino tá respirando aliviado com os primeiros feedbacks aí. Porque, posta essas limitações, essa confusão da Keynote e inglês, os feedbacks são de que a Siri é finalmente a Siri que a gente sonhava desde sempre, sabe? Eu vi poucas críticas em relação ao funcionamento dela, por mais vergonhoso que seja, de novo, a Apple está de fato entregando em 2026, inicialmente só em inglês, o que ela prometeu em 2024. Isso daí não muda nada, o fato fato de que atrasou, que foi uma vergonha. Mas agora tá chegando e chegou bem, tá sendo bem elogiada, o contexto pessoal, tudo que a Apple prometeu. Assim, os caras parece que acertaram a mão.
Edu Garcia:O que que vocês acharam das demos do evento? Acharam boas assim?
Voz B:Não, isso daí para mim foi um ponto muito positivo, né, gente?
Guilherme Rambo:Os exemplos eu não gostei muito, mas o lance deles terem feito tudo como se fosse mesmo Ao vivo eu achei sensacional, sem acelerar, né?
Voz B:Isso daí, isso me passou uma impressão muito boa.
Guilherme Rambo:Só faltou, ó, Groover, olha aqui, ó.
Voz B:Mas foi uma resposta 2024, né? Depois de eles terem apresentado vaporware, tudo mockup, não sei o quê, tipo, vamos deixar o negócio aqui 5 segundos pensando para galera ver que é real. A minha mão balançando, tal, era tipo, o que eles fizeram ali foi só uma estabilização da imagem da da mão do cara.
Edu Garcia:Ele explicando o comando dele enquanto a Siri tá pensando, né? Ah, porque eu fiz isso aqui agora para ela fazer isso, isso, isso, isso.
Guilherme Rambo:Seria muito injusto eles editarem também, se você for pensar, porque as outras empresas todas fazem o bendito do evento ao vivo, e a Apple tem essa safadeza de fazer tudo gravado, né? Mudou na pandemia por um bom motivo— não, né? Mas Enfim, por motivos importantes.
Voz B:Calhou para ela, né?
Guilherme Rambo:Calhou para ela. E aí eles aproveitaram: "Ah não, deixa assim, tá legal, né? Tá legal não precisar lidar com o público." Então, mas aí a galera lá, evento do Google, evento da Microsoft, eles fazem as demos ao vivo e aí é o tempo que... Só que no ao vivo ainda tem o lance que pode dar errado. E eles sempre falam: "Ó galera, a gente vai fazer ao vivo aqui, vocês sabem como é que é, pode não funcionar, vamos lá, né?" E a galera dá risada e bola para frente.
Voz B:E o Greg, o Jozwiak, o chefão de marketing da Apple, ele já deu uma entrevista falando: olha, vocês sabem que a gente filma isso com antecedência, vocês viram live demos, hoje já está melhor do que aquilo, sabe? Ele deu a entender que já aprimoraram a performance daquilo ali, sabe?
Guilherme Rambo:Então, nos meus testes eu achei bem aceitável assim, tá dentro do— na verdade eu diria que tá melhor do que eu esperava a questão de latência assim. Claro, em casa, no Wi-Fi, com 1 GB de internet, né? Na rua, no 5G, 4G, eu não sei. Mas aqui em casa funcionou legal, eu fiz alguns testes. O difícil agora, na verdade, vai ser me acostumar que eu posso usar a Siri. Porque são décadas de não dá pra usar esse negócio porque não funciona, então não vou nem tentar, né? Mais de uma década já disso. Então é meio que eu me acostumar Eu acostumei, eu só peço timer, é basicamente o que eu peço. Mas aí hoje eu tava fazendo uns testes. É, hoje eu tava fazendo uns testes que são coisas que eu poderia de fato usar daqui para frente, de tipo, eu tenho um monte de domínio registrado, né, domínio de internet. Aí às vezes eu quero saber, pô, qual domínio que vai renovar daqui a pouco e tal. Aí hoje eu pensei, ah, deve ter nos meus e-mails isso. Perguntei para a Círia ali, ô, quais domínios domínios eu tenho renovando, quanto custa, quando vai renovar, qual é o total certinho, montou tabelinha, quando domínio, quando que renova, o preço.
Voz B:Não sei se você viu um tweet do, acho que foi do Benjamin Mayo, ele falando que pediu assim para Siri: set an alarm for 10 AM. E aí a Siri perguntou assim: você quer o alarme para as 4:10 da manhã ou para as 10 da manhã?
Edu Garcia:É porque é for 10.
Guilherme Rambo:Boa, desambiguação tá funcionando.
Edu Garcia:Eu vi um de alarme, alguém pedindo em inglês, obviamente, pedindo assim: desligue o alarme das 6 da manhã e crie um para 6:50, alguma coisa assim. Aí ela perguntou: você quer que eu desligue o alarme das 6 ou você quer que eu apague o alarme das 6? Porque ele falou alguma coisa assim meio dúbia também, sabe? Se era para, tipo, sei lá, se livre, vamos supor, se livre do alarme de 6 da manhã e faça "Faça um para 6:50." Aí ela: "Peraí, você quer que apague ou você quer que só desligue ele?" "Não, quero que você desliga ele." "OK, desliguei o 26 e criei um para 6:50." Então parece que realmente...
Guilherme Rambo:Tem coisas para você relembrar assim, porque acontece às vezes, você vai planejar uma viagem, que é o exemplo que sempre usam, mas tipo: "Pô, como é que foi mesmo o nome daquele hotel que eu fiquei em San Francisco em 2021?" E eu fiz esse esses testes assim, tipo, eu perguntei uma coisa besta assim, mas tipo, qual país que eu já visitei mais vezes? Eu só perguntei isso e achou lá, ó, você foi para os Estados Unidos tantas vezes, que é o país que você mais visitou. O segundo lugar é a França, você foi tantas vezes, cara.
Edu Garcia:E pode achar isso de diversas formas, né? Pode achar pelo seu e-mail, pela quantidade de fotos que você tem registradas.
Guilherme Rambo:A minha Siri trapaceou, sabia? Eu acho que ela trapaceou, sabe por quê? Porque eu sou uma pessoa muito metódica, então toda vez que eu vou viajar eu tenho uma notinha no Notes com o tempo da viagem.
Edu Garcia:Isso não é trapacear não, ela tá usando sua informação que demorou para ser indexada.
Guilherme Rambo:Vários desses casos ela usou as notas ali, mas aí ela faz referência, email também, então tá bacana assim, coisas que eu nunca imaginaria.
Edu Garcia:O nível ruim que é hoje. Eu tava ontem correndo na esteira e aí o barulho da esteira não tava deixando eu ouvir o podcast. E aí eu pedi pra ativar o cancelamento ativo de ruído. Eu falei: "Ativar o cancelamento ativo de ruído." Aí ela fala: "Não sei o que você tá falando." Ela não controla os AirPods. Não controla. Aí eu falei: "Ative o cancelamento de ruído, sem o ativo." Mentira!
Voz B:Aí ela: "Pum!" Ativou.
Edu Garcia:Ou seja, Ela não sabe interpretar o cancelamento ativo de ruído ou cancelamento de ruído. É diferente para ela, sabe? Então assim...
Voz B:Eu nunca consegui controlar o modo dos AirPods.
Guilherme Rambo:Eu já usei, eu já pedi para ligar e desligar. Até o Conversation Awareness, ela não consegue nem fazer isso.
Edu Garcia:Só que você tem que falar a palavra que ela sabe. Que é aquele...
Guilherme Rambo:A Apple anunciou isso porque os meus AirPods agora, esses dias aconteceu sem querer aqui. Que eu tava falando com o Rafa aqui e aí ativou o Conversational Awareness. E aí eu tava andando e meio que mexendo a cabeça e aí começou a dar aquele tum tum tum de você fazer que não. Então agora você pode, se ele ativa o Conversational Awareness e você não quer, você faz que não com a cabeça e ele para.
Voz B:É, eu vi alguma coisa sobre isso.
Edu Garcia:Porque ele pausa a música, o podcast que você tá ouvindo, né, quando isso acontece, pra você escutar.
Guilherme Rambo:É, e às vezes abaixa o volume. volume E já aconteceu comigo assim, ele meio que ativa, tipo, você fala tipo oi, por exemplo, e aí sei lá, eu cheguei ali na cozinha, falei oi para o Rafa e liguei a torneira para lavar uma louça, sei lá. E aí ele ouve que tem muito ruído ainda, ele entende que não, ele ainda tá conversando. E aí pronto, pausou o negócio. E aí você com a mão molhada, não pode mexer. Eu ligo só esporadicamente assim. Tipo, se eu tô na rua, se eu sei que eu vou falar com alguém, mas fora isso não.
Voz B:Agora eu queria aqui esclarecer uma coisa que a Apple, não vou dizer que fez um mau trabalho na keynote de esclarecer, mas eu entendo o quão confuso que é para o público externo e o quão fácil que é para os haters resumirem o assunto que é Gemini. E assim, a parceria já tinha sido anunciada, né? A Apple anunciou que fez a parceria com o Google, Google destacou isso no evento recente. A gente já sabe que a Apple vai pagar 1 bilhão de dólares anuais aí para licenciar essa tecnologia, mas tá muito claro agora que o que ela fez— e aí eu não vou saber explicar isso tecnicamente, também nem cabe aqui no podcast— mas é usar a tecnologia, o cérebro do Gemini, que não é o Gemini comercial, não é a— o LLM que a gente acessa via Gemini.Google ou pelo aplicativo do Gemini é trabalhar com o contexto, é os nós ali do Gemini, ou a base dele, para construir um modelo em cima daquilo. Então todos os modelos são AFM, são Apple Foundation Models, é tudo. Eu tentei fazer aqui uma analogia na minha cabeça, não sei se alguma funciona.
Edu Garcia:Gente, se fosse Gemini, esse negócio já ia ser lançado em português no beta zero.
Voz B:Eu tentei fazer algumas analogias, pensei por exemplo no sensor de câmera que a Apple usa no iPhone ou nas telas que ela usa da Samsung, que é toda personalizada, o projeto por elas, mas eu acho que essas analogias têm falhas, mas talvez sejam as mais próximas que a gente pode entender para chegar à conclusão de que são modelos da Apple que usam tecnologia do Gemini que não é o Gemini público. Mas assim, é muito fácil para o o público falar: "A Apple não sabe fazer IA e está usando Gemini." Eu vou tentar explicar, vamos ver se eu consigo.
Guilherme Rambo:Primeiro que assim, enquanto você estava falando, eu já fui... Eu não tinha testado isso ainda. Eu fui e perguntei aqui para a Siri: "What's the large language model that powers you?" Qual é o modelo de linguagem que... E aí: "I am Siri, a virtual assistant designed by Apple." Então, o system prompt não está tão besta assim. Realista assim, mas eu vou fazer mais uns testes depois, tentar ser um pouquinho mais sacana para ver se rola alguma coisa. Mas enfim, não é como se a Apple tivesse... Assim como eu poderia pegar lá uma chave de API do Gemini e colocar num app meu e usar no meu app. Não é isso que a Apple fez. A Apple fez uma parceria com o Google e ela licenciou a arquitetura do modelo. Então, o modelo é composto de várias partes. Uma delas é a topologia do modelo em si, que imagina ali os fiozinhos conectados de uma certa forma, que é o modelo que o Google chama de Gemini, ou Gemini para simplificar. E aí a Apple pegou isso, pegou o treinamento base do modelo, que é um modelo que você não conversa com ele, é um modelo que você manda mensagens de uma forma bem específica, estruturada, E ele responde de uma forma bem específica e estruturada, mas só texto, de uma forma bem rudimentar. E aí, em cima disso, você especializa. Então, o que a Apple fez foi pegar a arquitetura, o modelo base treinado e especializar ele para todas as diferentes tarefas que a Apple precisava fazer para rodar de uma forma otimizada em cada ambiente, tanto no Private Cloud Computing computador, quanto lá nos modelos, nas GPUs da NVIDIA e tudo mais. E tudo ainda com a mesma arquitetura do Private Cloud Compute que eles já tinham antes. Que até o Private Cloud Compute tradicional, que foi o que eles anunciaram no ano passado, quer dizer, retrasado, né, ele roda em Macs, no fim das contas, Apple Silicon. E a Apple disponibiliza para pesquisador investigadores de segurança como eu, por exemplo, uma máquina virtual que você instala exatamente o software que roda lá para você poder fuçar e ver se consegue, né, furar ali as barreiras de segurança.
Voz B:Aquela coisa de auditoria independente e tudo mais.
Guilherme Rambo:Eles disponibilizam código-fonte também de vários componentes do Private Cloud Compute. E aí o que que acontece? Não tem como você rodar uma máquina virtual de uma GPU NVIDIA no seu Mac Apple Silicon para poder fazer essa parte da verificação. Então, o que a Apple vai fazer, que eles já anunciaram, é um programa também para pesquisadores que ela vai dar acesso a servidores de verdade, que obviamente não são os que vão estar rodando as coisas, né, são servidores de teste, mas para os pesquisadores terem acesso a esses servidores de verdade para poder também fazer toda essa auditoria da mesma forma que é feito com o Private Cloud Compute do Apple Silicon. E tô curioso, tô esperando um email deles lá, porque quando foi o outro, foi assim, eles mandaram email, ó galera, vai ter aqui um negócio, né? Então tô esperando novidades sobre isso.
Voz B:O que me surpreendeu mais foi até a parte de world knowledge que eles falam, né, de conhecimento geral mundial, é by Apple, é via Apple Bot que já tá rodando aí há anos, vasculhando internet. A gente mesmo identificou Applebot vasculhando Mac Magazine forte. Então quando você perguntar coisas gerais, ele é forte, ele é agressivo.
Guilherme Rambo:Eu olho lá o Analytics do Cloudflare lá, também tá direto lá.
Voz B:Ele é bem forte. Então quando vocês perguntarem, inclusive é um teste que eu quero fazer, perguntar as mesmas coisas para a Siri AI e para o Gemini para entender coisas básicas, sabe? Como que são essas respostas, qual atuais, perguntar coisas muito recentes.
Guilherme Rambo:Só é interessante mesmo. O ideal, já vou te dar uma dica, talvez você já tenha pensado nisso, mas faz esse teste lá no Shortcuts e seleciona Private Cloud Compute, porque se você perguntar para Siri, ela pode acabar fazendo uma busca na web e criando a resposta a partir disso, porque aí eu não sei como que, qual é critério, como que decide se usa ou não. Porque se você perguntar, por exemplo, de algo muito recente, muito provavelmente vai fazer uma busca ali e montar uma resposta.
Voz B:Pois é. Mas assim, a gente falou muito de Siri AI, acho que todo mundo tá muito ansioso para pôr as mãos nisso. Mas vale resumir aqui também que a Apple está estendendo a Apple Intelligence. Já citou aqui brevemente a parte de fotos, que é muito legal, mas não é só isso. Tem novidades no Safari, como organização de abas, um recurso que eu achei super legal, embora eu não use Safari, que é o Notify Me.
Edu Garcia:E tem que ver se vai funcionar, né?
Voz B:Porque é legal, né?
Edu Garcia:Funciona a criação dessa notificação, né? Se— porque a Apple tá dizendo que tudo agora é linguagem natural, né?
Voz B:Você cria um prompt, né, para ele monitorar o site, e aí você pode especificar.
Guilherme Rambo:Tirei sarro do Marcos porque ele sempre nunca quis aprender a programar e falou, ele fala, né, que nunca conseguiu, não é para ele, desistiu. Aí quando surgiu o Codex, primeira coisa que ele fez, o vibe coding dele, foi um app para Mac que monitora sites. Daí eu falei, cara, eu acho que você é o primeiro não developer xerocado pela Apple. Mas ele já falou que não, porque parece que esse da Apple é tipo, é no máximo uma vez por dia, né, a verificação. Atualizações. E aí o app dele, ele bota lá a cada minuto e o negócio vai. Então ainda não foi xerocado totalmente.
Edu Garcia:E não só isso, você vai poder criar a extensão, né, cara, que não só esse negócio de ser notificado, mas criar extensões que interajam com o site de alguma forma em linguagem natural também. Então assim, a Apple tá apostando muito nesse negócio de linguagem para poder criar atalho com linguagem natural.
Voz B:Atalho é muito bom, atalho vai abrir o atalho faz um shortcut para muita gente, para muita gente.
Guilherme Rambo:Mas eu vou falar, viu, esse foi o que me decepcionou até agora que eu fiz um teste aqui.
Voz B:Alguma coisa complexa, né?
Guilherme Rambo:Pior que não, cara, sabe que não. Eu, justamente porque eu sou—
Edu Garcia:mas tem que testar com complexo mesmo, Rafa, porque se for muito simples você faz na mão ali na hora.
Guilherme Rambo:Não, mas assim, quando eu vou testar essas coisas, eu sempre começo com uma coisa, porque eu sou desenvolvedor. Quando eu faço as minhas coisas, eu começo testando a coisa coisa simples, né? Vamos ver, primeiro tem que fazer o simples funcionar, depois a gente faz o complicado. Agora, o simples assim, coisa simples que eu tentei fazer, eu percebi que ele leva muito ao pé da letra o que você fala e meio que ele só usa as ações do sistema que já tem no Shortcuts. Eu tentei de tudo que é jeito fazer ele usar alguma ação do Shortcuts de algum app de terceiro que eu tenho instalado, ele não usa. Ele só usa as que já tem ali. E aí, por conta disso, fica muito limitado. Não deve ser questão de beta. Eu não sei, eu não assisti ainda as sessions todas de App Intents e Shortcuts. De repente tem alguma coisa que o app tem que adotar para funcionar com esse mecanismo. Então, por enquanto, tá fraquinho. O Vititch, né, que é o expert de Shortcuts, também já falou que ele não achou tão legal assim. É por enquanto. Então vamos ver.
Voz B:Beleza. O casa tá ganhando novidades boas também, de resumo de notificações, né?
Edu Garcia:Que demorou uma vida para lançar isso, né? Porque, nossa, vou te falar, a quantidade de notificação que você recebe é muito ruimzinho, né?
Voz B:Hoje, agora eles foram além essa questão de ele interpretar o que tá acontecendo nas câmeras, que inclusive vai ganhar suporte a câmera, as compatíveis com HomeKit Secure Video, vão agora funciona em 4K, contanto que você seja assinante do iCloud Plus e tal. Aliás, é uma outra coisa que a gente não falou, né, dos limites de imagem também vão ser ampliados para iCloud Plus. A Apple não disse exatamente quais são esses limites, mas já começa a ter uma vantagem extra, né, para assinantes do iCloud Plus. Mas essa interpretação de imagens do casa, que você vai inclusive poder buscar usando linguagem natural, achei muito legal. Quero ver isso funcionando na prática.
Edu Garcia:Muito legal. E eu parece Parece já ser uma preparação mesmo para introdução de novos dispositivos dela, né, de campainha, de câmera de segurança, de ela já preparando. Daqui a pouco ela, pum, aqui minha campainha que notifica tudo bonitinho para você e dá um resumo aqui de quem tá chegando na sua casa e já conecta com a câmera de segurança que tá na sua janela ali ou na garagem, não sei o quê. Então é verdade, ela realmente tá importante, estão sendo muito aprimoradas.
Voz B:Também. Eles dizem que qualquer campo de texto em qualquer sistema você pode agora usar para compor texto, editar textos, revisar, né? Tem aquele rumor que foi concretizado de um revisor integrado ortográfico e gramatical. Isso daí eu acho que promete bem.
Edu Garcia:Não funciona bem hoje, né? Não funciona bem hoje.
Guilherme Rambo:Coitado do Grammarly, né?
Voz B:É bem, bem forte no Grammarly, né?
Edu Garcia:Mas hoje isso é muito ruizinho. Eu mesmo hoje fiz um teste, acho estava escrevendo um e-mail, cliquei com o botão direito, aí tem lá ferramentas de escrita, botei revisar, aí ele abre uma janelinha na lateral assim, meio que dá a entender que ele está escrevendo o texto de novo com as mudanças e não aparece nada, sabe? Não aparece o que mudou.
Guilherme Rambo:Isso não mudou, isso ainda está igual no sistema novo, mas a questão é que agora ele é proativo. Então, assim como quando você escreve alguma coisa errada, tem ali a linhazinha vermelha que fica, mas é quando você faz um typo, né, enfim. Mas agora ele realmente, ele sugere melhorias que um revisor sugeriria, assim, de contexto, né, não de palavra errada. Talvez eu escrevi um e-mail e aí ficou ali, fica meio azulzinho assim. Aí eu toquei e realmente era tipo eu tinha meio que, tava meio repetitiva a frase, e aí ele sugeriu uma outra palavra que ficaria melhor ali. Ele não explica em inglês, ele não explica, né? Ele não fala, ó, quem sabe você troca essa, não, só você toca, aparece a sugestão e você escolhe se quer ou não. Mas para mim tem funcionado bem por enquanto.
Voz B:A gente não falou também de inteligência visual que vai estar lá dentro do aplicativo câmera como uma nova da Siri e tá sendo levado ao iPad, ao Mac, por meio de screenshot.
Edu Garcia:Se funcionar, muito legal aquela coisa da informação nutricional ali, cara. Achei bem maneiro de você.
Voz B:Eu achei legal aquilo ali, mas ele, você viu que ele é, ele é superficial aquilo ali, né? Então, tipo, ele não diz o número de calorias, ele fala é nutritivo, é saudável.
Edu Garcia:É isso, não tô tão interessado na caloria, porque, por exemplo, eu fui recentemente visitar uma prima que mora nos Estados Unidos e eles usam, que a minha App Store é brasileira, então esse aplicativo nem tá disponível na App Store brasileira. Eu não sei o nome, Yuka, eu acho o nome do aplicativo, enfim, não sei. Que você escaneia o código de barra de produtos no mercado, sabe? Pegou uma barrinha de proteína, escaneia ali, ele diz é uma bosta, é horrível, é bom, é bom, tipo, sabe? Ele diz o valor nutricional, se tem coisas boas ali dentro, se é tudo processado, se é. Então você não se prende, ah não, que tem tantas calorias. Você quer saber se o negócio é bem feito, se é um produto bom para você comer, se vai te fazer bem ou não.
Guilherme Rambo:Você quer saber isso é uma porcaria ou não, é isso.
Edu Garcia:E a Apple tá indo por esse caminho, né? Você tira o negócio ali, diz bom, tem um selinho verde, né? Good, excellent, sei lá, ou então poor e tal.
Guilherme Rambo:O que me surpreendeu eles estarem fazendo, porque você adjetivar assim as coisas é meio arriscado, né? Porque vai dar ruim.
Edu Garcia:Mas é uma linguagem É mais Apple do que simplesmente te oferecer todos os dados e falar assim: "Se vira com isso para saber se isso aqui é bom ou não." Mas não foram eles que tiraram lá do Saúde o "excellent" da qualidade do sono?
Guilherme Rambo:Fizeram até briefing com a imprensa para falar que tiraram o "excellent" porque, meu Deus, não pode.
Edu Garcia:E continuou horrível. Esse cálculo deles continua super valorizado. Você toda noite tem uma noite boa, né?
Guilherme Rambo:Eu não, então acho que a minha tá muito ruim.
Edu Garcia:Pega um real aí pra você ver, um da WeFinks, por exemplo, um aplicativo que faz os cálculos, pega os mesmos dados e faz os cálculos de outra forma, né? Você vê que muda muito a interpretação ali dos dados.
Guilherme Rambo:Não, mas sabe que pra mim funciona. Acho que deve ser uma coisa que eu talvez me encaixo no modelo da pessoa pra quem eles Cara, eu tenho várias noites nota 100, Rambo. Não, eu não tenho nenhuma nota 100. O máximo que eu já tirei foi 99.
Edu Garcia:Mas é muito.
Voz B:99 tem várias. 99 também é muito... Cara, 99, você acorda pronto pra semana inteira, meu.
Edu Garcia:O que você faz na vida que é 99? Nada. Eu não sou 99.
Guilherme Rambo:O meu realmente funciona, de verdade, assim, sem brincadeira. Pra mim, realmente funciona. Eu não me baseio nele, não. Não, eu não me baseio nele. Base em como eu tô me sentindo no dia seguinte, né, que é o mais importante. Mas geralmente tá bem alinhado assim, né.
Edu Garcia:Eu achei legal esse negócio da informação nutricional, de novo, se funcionar. E essa coisa que você falou, Rafa, de correção e tal, eu acho que o que eu tô esperando mais dos sistemas é justamente isso assim, por todo sistema você ter uma coisa que a Apple prometeu agora para o 27, que já tinha prometido para antes, que nunca funcionou, aquela coisa de você escrever no lembrete, no calendário, alguma colocar uma coisa ali, almoço com Rafa, uma hora da tarde, no dia 25 de junho.
Voz B:E ele pegar o calendário, tem isso agora, né? Entrada natural.
Edu Garcia:Mas na teoria já deveria ter, que nem o lembrete também já deveria ter. Você digitar a hora, eu lembro, já tinham prometido isso antes, há muito tempo dele falar assim, se você digitar a hora ou dia no lembrete, ele já pega isso automaticamente, já bota, já ajusta o alarme para esse dia, sabe?
Guilherme Rambo:Não, não é a mesma coisa. É que isso aí era tipo até no próprio iMessage, já antes do 27, você digita ali: "Ah, você quer jantar hoje à noite?" E aí o "hoje à noite" vira um link que você clica e ele já oferece para criar. Mas a diferença é que agora no próprio calendário você pode digitar todas as informações, tipo: "Jantar com fulano, tal hora, em tal lugar, no sábado." E aí ele pula vou pular tudo.
Edu Garcia:E aí já bota a localização no mapa certinho, se você botar o nome do restaurante, já bota tudo.
Guilherme Rambo:Bota a pessoa também, se você citou um contato, né.
Voz B:Falando em mapa, flyover também com nova, nova, é uma espécie de nova renderização das imagens que eles já tinham antes, usando uma técnica também de IA generativa. E eu não sei o que que é Gaussian, eu não sei o quê, mas Gaussian Splat, isso, Gaussian Splat, Splat Everything. Tinha um cara pedindo para explodir tudo. Parecia na imagem, é porque a imagem era bem zoom out, né, mas parecia que tava voando de drone numa cidade, até que você dá um zoom. Também a galera também exige demais, né. Quando você dá, você olha os detalhes ali, você vê umas coisas meio bizarra, mas pô, promete muito.
Guilherme Rambo:Legal que assim você pode fazer belos flyovers na Califórnia, né, que é basicamente o único lugar que tem isso.
Voz B:Tem duas cidades brasileiras que eu nem sei se vão ser Splat aí com essa nova tecnologia. Mas outra coisa que eu quero ver funcionando é essa divisão de conta. Para mim, isso vai ser bom demais, você tirar foto de uma conta. Putsgrilo, se aquilo ali funcionar minimamente bem, já valeu o sistema novo também, Deus queira. Mas é isso, sim, tem muita coisinha. A gente já fez vários artigos no site detalhando, vamos vamos continuar fazendo, vai ter muitos vídeos saindo no nosso canal também detalhando essas novidades. Mas assim, quero ouvir de vocês impressões, primeiras impressões gerais. Vocês estão satisfeitos com o que a Apple apresentou para este ano, meh, ou queriam mais?
Guilherme Rambo:Olha, satisfeito eu nunca tô, né? É complicado. Eu tô satisfeito com o mapa, viu? Tava testando agora aqui que eu não tinha testado ainda, tá bem bonito.
Voz B:Já tá rolando esse flyover novo, André?
Guilherme Rambo:Para mim aqui tá rolando, tá bem bonito.
Voz B:É porque já era legal, cara, Eles melhoraram mais ainda.
Guilherme Rambo:Mas assim, eu acho que eu fiquei muito feliz, particularmente, que foi um ano snow leopard, como a gente brincou, porque ano passado foi muito pesado. Para quem é developer, quando tem essas coisas é meio infernal assim, porque acaba com todo o seu pipeline ali que a gente já tem tudo planejado, ou acha que tem tudo planejado, né? Ah, vou fazer isso aqui para lançar mais ou menos "tá, data, data..." E aí chega o Liquid Glass e pronto, acabou tudo, não tem mais nada, tem que fazer só isso agora. E eu ainda não lancei quase nada com Liquid Glass e no fim foi bom, como eu já mencionei antes. Mas agora, olhando mesmo as sessions, tem muita coisa legal que vai dar para fazer nos apps com as APIs novas. A parte de foundation models está excelente. Quem quiser ouvir mais sobre isso, tem o Olá Mundo. Comigo e com o Bum, a gente falou mais sobre essa parte de programador. Tem uma API nova lá para você interpretar o conteúdo de uma música, detectar instrumento, voz, separar, visualizar.
Voz B:Tem alguém perguntando aqui, Rambo, se essas novidades todas da Siri AI, do Atalhos, se isso tudo vai poder ser integrado a apps. E a resposta é sim, né? Temos os app engines, tem frameworks aí para você integrar com isso tudo. Não é nada fechadinho ali no jardim da Apple, dos apps dela, né?
Edu Garcia:Tudo.
Guilherme Rambo:Exatamente.
Voz B:Acho que a galera perguntou, é, a Siri vai poder ler WhatsApp?
Guilherme Rambo:Vai.
Voz B:Se a meta, a meta não automaticamente, né?
Guilherme Rambo:É, na verdade assim, eles até falaram, por exemplo, deram exemplo do Line, né, na Keynote.
Edu Garcia:Foi mesmo, é verdade.
Guilherme Rambo:Tipo WhatsApp e o WhatsApp, se eu não me engano, você já consegue mandar mensagem pela Siri, não consegue?
Edu Garcia:Já, já.
Guilherme Rambo:Então pronto, então tá resolvido.
Edu Garcia:Ele tá no CarPlay, CarPlay você só consegue mandar por voz, né?
Voz B:Então essas perguntas, ah, o meu primo me recomendou um podcast que tá lá no chat do WhatsApp, eu não sei se ele já, já vasculhou isso.
Guilherme Rambo:Se o app fornece o, é porque que tem, você pode implementar para carangueja, para Siri poder pedir para o app fazer coisas. E opcionalmente você pode fornecer o conteúdo que está no seu app para indexar, né?
Edu Garcia:Um mês para indexar, se a galera liberar o WhatsApp, vai demorar muito.
Guilherme Rambo:Eu não sei se o WhatsApp já faz isso, eu posso até fazer uns testes aqui. Mas tem também o lance dele conseguir usar os apps.
Voz B:Então você pode pedir, eu não testei nada disso, eu não sei se tem alguma coisa.
Guilherme Rambo:E aí você pode pedir para ela ir lá e clicar lá no lugar, no app, fazer alguma coisa. Mas o ideal é a galera implementar mesmo. Eu sei que muitos apps já implementaram. A Apple vem batendo nessa tecla desde o iOS 18, ó, implementa isso aqui. E isso, diferente do lance dos ícones nos menus lá, a galera que se deu o trabalho de implementar tudo isso não vai se arrepender, não foi trabalho perdido, foi trabalho feito pra... Mas é muito difícil justificar, gente, tipo, é porque não é simples, não é 2, 3 linhas de código, é um trabalho do cão integrar app intents com a indexação, tudo, não é fácil. Então eu acho que muito app não fez nada disso, porque pra que eu vou implementar um negócio que não tem benefício nenhum agora, só vai ter benefício "Daqui 3 anos", né? E aí agora, de repente, a galera vai fazer de fato. Já estou vendo o que eu tenho que fazer nos meus apps, mas tem bastante potencial a parte toda de geração de imagem, que a gente nem mencionou direito, mas tem API para tudo isso, para os apps fazerem também, para usar imagem como input também dos modelos do Foundation Models. Então, vai ter aí um leque gigantesco gigantesco de novos recursos que os apps vão poder implementar. Inclusive, as APIs todas do Foundation Models vão ser open source. A Apple tá abrindo o código do Foundation Models, do framework, né, não do modelo propriamente dito. E você vai poder, por exemplo, ah, eu quero usar o cloud da Anthropic no meu app, mas eu quero usar o Foundation Models, API bonitinha, Swift que a Apple fornece. Já tem um pacote Swift da Anthropic para você fazer isso. Então vai ter muitas possibilidades, mesmo para quem não quer usar Foundation Models, não quer usar os modelos da— é confuso que eles dão o mesmo nome para API e para o modelo propriamente dito, né? Mas enfim, vocês entenderam, é um leque gigantesco de opções para executar. Também tem toda a parte de agente para você usuário falar uma coisa para o seu app e ele sair fazendo as coisas por conta própria. Também tem isso agora lá e tudo está disponível.
Voz B:Tem uns senhas também que vai fazer isso também, tipo registrar isso.
Edu Garcia:Pô, bizarro esse negócio, perigoso.
Guilherme Rambo:Dá medo, dá medo.
Voz B:E tu, Edu? Primeiras impressões?
Edu Garcia:Cara, eu gostei principalmente dessa parte de melhorias e desempenho, como o Rambo falou. Eu acho que isso é sempre bem-vindo. Na introdução você comentou que isso é obrigação. Eu acho muito louco o ciclo de desenvolvimento de um sistema, porque a gente está falando aqui, agora, a Apple apresentou agora um negócio que vai ser liberado para o público daqui a 3 meses, basicamente. E aí, daqui a 3 meses, depois dela começar, depois dela soltar a ponto 1 e a ponto 2, ela já tem que estar trabalhando muito intensamente no 28, sabe? Porque o 28... Já está, Edu. Não, mas muito intensamente que eu estou dizendo. Hoje ela está, mas não está.
Guilherme Rambo:"Ah, a galera tá no 27 ali, pá, pra entregar esse negócio bom pro público." Na real, agora eles estão decidindo: "Ó, isso aqui não vai ser agora, vai ficar pro 28, né?" Agora tá o corte.
Edu Garcia:Então eu acho que a janela de desenvolvimento pesado mesmo que você tem pra fazer dentro de uma empresa dessa, de um sistema ali, não é muito grande não, sabe? Porque toda hora você já tá no próximo, então é low viable mesmo. Ver parando, falando: "Não, vamos fazer." fazer um negócio melhorar um desempenho 30% num iPhone que foi lançado há 5 anos, sabe? Eu acho isso muito legal e isso vai até valorizar o aparelho usado. Exatamente. E valoriza a marca, né? Porque a pessoa fala: "Pô, se um aparelho meu de 5 anos está funcionando bem, quando ele quebrar, eu vou comprar um outro aparelho dessa empresa, né? Porque funciona bem, porque me entrega o que eu peço." Acho que as pessoas esquecem, né?
Guilherme Rambo:O pessoal foi aquela visão cínica de não, eles cortam o suporte ao device para pessoa comprar o device. Mas isso não funciona no longo prazo. No longo prazo você agrada ali, aí a pessoa, que incentiva a pessoa, vai ter para trocar por um Android, por exemplo, se ela tá satisfeita, né? Porque senão a pessoa vai lá, quer saber, fica queimando o meu device a cada 2 anos aqui, eu vou comprar um Android e bola para frente, né?
Voz B:Eu sempre me perguntei quem é o developer que está contratado pela Apple trabalhando em Cupertino, Apple Park, que vai aceitar a tarefa de implementar uma obsolescência programada num software, sabe? E ficar calado a vida inteira sobre isso.
Guilherme Rambo:Não, ainda mais que a galera que trabalha na Apple é uma galera bem ativista de meio ambiente. Assim, tô generalizando, né? Mas eu conheço muita gente que trabalha lá e essa parte de performance, porque a outra coisa também que a gente já comentou várias vezes no "Quem é o developer que trabalha na Apple que tem lá a Siri AI para implementar a coisa, a lanterna na Dynamic Island bonitona para você mexer ali?" E aí a pessoa vai lá: "Escuta aqui, eu preciso que você faça o iPhone 11 ficar mais rápido, pode ser?" Quem é o developer? "Poxa, sério? É isso?" Mas não é, é tipo... Tem uma galera lá que é apaixonada por isso. Eu sigo uma dessas pessoas, já conversei também, e essa pessoa trabalha justamente nas fundações do sistema, e essa pessoa é apaixonada por deixar algo 1 milissegundo mais rápido, assim.
Voz B:Eu faço isso no servidor do Mac Magazine.
Guilherme Rambo:É legal, dá um prazer.
Edu Garcia:Teve uma mulher que fez a apresentação, que ela era VP de foundation, né, das plataformas e tal, que foi que apresentou esses ganhos e tudo logo na primeira parte. E você vê, tipo, a equipe, ela falando da equipe, né, a equipe inteira vasculhando código de código para achar como poderia melhorar um negócio. Então é bem isso que você falou mesmo, tipo, a tarefa é, ó, faz esse negócio funcionar bem, muito bem nos aparelhos mais novos e melhor ainda em aparelhos mais antigos, né. Então isso é realmente tirar o chapéu. Mas o que eu gosto mais particularmente não é de um recurso específico assim de, ah, Ah, Siri AI que vai fazer isso, que vai mudar minha vida. Não, eu sou do tudo funcionar muito bem no sistema. Então essas coisas que eu falei do linguagem natural no lembrete, no calendário, e as correções estarem integradas em todos os aplicativos, em todos os lugares do sistema, sabe? As coisas funcionando bem em todos os lugares, independentemente de, ah não, eu preciso ir para esse lugar aqui para isso aqui fazer, para isso funcionar bem, sabe? Não. Tipo, você falar com coisas básicas, eu não tô falando de serious planning inteligente não, de eu estar com a mão ocupada e falar pra ela um lembrete e ela conseguir realmente entender o que que eu quero e botar na lista certa e com o título certo na hora certa no dia certo, tipo, eu quero que funcione, sabe? Que o básico funcione, não que ela plante bananeira e vá lá pegar um café e pegar um copo, não, eu quero que o sistema realmente me ajude em coisas Como eu usei o exemplo aqui ontem de, cara, eu só queria ativar o cancelamento de ruído enquanto tava correndo ali, que eu não tinha como fazer isso com a mão, e tive que falar 3 vezes o negócio para conseguir fazer. Não, eu quero falar e que você faça e que funcione, sabe? Eu quero escolher a música.
Voz B:Esse é o tipo de experiência que você fica puto com a empresa, e é em um pedido desse de não conseguir trocar para o cancelamento de ruído que você às vezes muda de ecossistemas, né?
Guilherme Rambo:É sempre no pior momento, é quando Você tá com a mão melecada na cozinha, sujo, molhado, né? Daí que falha as coisas. Mas você falou uma coisa do de: "Ah, tem coisas que, pô, ele só tem 3 meses para fazer as coisas de verdade." E é importante trazer isso, porque quem não tá envolvido com desenvolvimento de software às vezes acha que, sei lá, "Ah, não, mas contrata mais gente, contrata..." "Não tem tanto dinheiro, como é que 9 mulheres não fazem um bebê em 1 mês?" Assim, é a analogia que todo mundo sempre usa, porque é assim, software é assim. Não tem como você colocar mais gente, gastar mais dinheiro. Você consegue melhorar certos aspectos, mas não tem mágica. É botar a bunda na cadeira e trabalhar.
Voz B:Agora tá surgindo uma magicazinha aí, um Codex.
Guilherme Rambo:Ajuda muito. Ajuda muito, ajuda muito. Eu tô usando, acelera muito, é uma delícia assim, eu tô amando.
Voz B:Bota mais muito aí, muito, muito, muito, muito, muito.
Guilherme Rambo:Mas ainda, por mais que seja mágico de você usar, não é mágica, tem que ter a pessoa ali.
Voz B:Você tem que saber o que você tá fazendo, tem que saber o que tá fazendo, tem que ter o marido.
Guilherme Rambo:Deixar a mágica correr solta depois no final o que vai acontecer não é muito mágico não, e vocês têm algumas surpresas desagradáveis. Mas assim, um exemplo desse ano, a Apple lançou lá o Device Hub, que é para os desenvolvedores gerenciarem os simulators para desenvolver com iPhone e tal. Já fazia uns 4 anos que saía Xcode novo todo ano, e o simulador lá do iOS não tinha novidade nenhuma, era o mesmo, que tava rolando um burburinho já há tempo de, pois, abandonaram o simulator? Não, não, eles estavam trabalhando nisso provavelmente há 4 anos, porque foi um trabalho do cão com certeza fazer isso.
Voz B:Então eu tô querendo encerrar essa pauta e encerrar o podcast, mas você vai me lembrar que nesse simulator agora já tem hint de iPhone dobrável, que você pode redimensionar ali, de Mac touchscreen também.
Edu Garcia:Nossa, essas dicas todas estão na cara do sistema. Que a gente até comentou no site. A Apple implementou pull to refresh no Mac.
Voz B:No Mac.
Edu Garcia:Como é que vai ter isso se não for para você meter o dedão na tela e puxar o negócio?
Guilherme Rambo:Vocês aí e vocês ouvintes, quem está rodando beta no iPad e no Mac, experimenta colocar o seu iPad como display do Mac e começa a mexer com o dedo para você ver o que acontece.
Voz B:É o sidecar, né? Dá para interagir com o o Mac Mac inteiro já.
Guilherme Rambo:Mas é, agora tá muito mais azeitadinho assim. Você, por exemplo, inclusive o Jeff, que é do time de UI da Apple, postou lá no Mastodon, e aí aquele painel de cores tem aqueles sliders das cores, quando você segura para arrastar vira uma bolha enorme assim, né? Então tá bem na cara que Preparamos tudo para Mac Touchscreen.
Edu Garcia:Mas o que eu quero ver, eles apresentando esse produto. Por que que você deveria interagir com a sua mão, com seu dedo na tela do Mac? Eu quero ver qual vai ser o contrato.
Voz B:Por que que você deveria deixar a tela do seu Mac toda melecada, né?
Edu Garcia:Com a mão toda, você vai comendo a batatinha aqui, né? O Doritos no meio da tela ali. Eu quero ver essa apresentação, vai ser boa.
Voz B:Posso queimar minha língua, mas se um Se um dia eu tiver um Mac desse, né, daqui a anos, se concretizar que vai virar, vai dar vontade de comprar ele assim que sair, só por causa da tela OLED, por causa da rede dinâmica. Mas o que eu ia falar, eu não me surpreenderia se eu tivesse um Mac touchscreen que eu nunca usasse a touchscreen dele, só para minha tela ficar cristalina.
Guilherme Rambo:Eu também seria assim, viu, porque eu detesto puxar na tela.
Voz B:Gente, antes da gente fechar o podcast, tem só uma pauta extra aqui fora de WWDC que é importante a gente trazer, porque segundo Lauro Jardim do O Globo, a Apple está próxima a permitir Pix por aproximação nos iPhones. Finalmente, olha só. É um embrole que já vem há um certo tempo, porque o Apple Pay é um baita negócio no guarda-chuva de serviços da Apple, ele é baseado em cartões de débito de débito e crédito e toda transação feita com Apple Pay, seja Mac, Apple Watch, iPhone, do jeito que você usar, a Apple ganha um cascalhozinho, tem lá 0,00, vai para Apple. E Pix é um método de pagamento de transações, de troca de dinheiro, que não tem taxas envolvidas.
Edu Garcia:Até tem taxa, mas o Banco Central absorve isso, eu vi que é cada transação equivale, "Tem que botar aqui mais ou menos a 1 centavo." Só que isso gera tanto dinheiro no mercado, porque tantas pessoas entraram no sistema bancário por causa do Pix e estão movimentando dinheiro hoje que não movimentaram antes e fizeram cartão de crédito e fizeram cartão de débito e pegaram empréstimo, consignado.
Guilherme Rambo:Faz a economia girar.
Edu Garcia:Girou tanto que esse 1 centavo por transação, mais ou menos 1 centavo, um pouco menos, vale muito a pena para o Banco Central bancar.
Voz B:Mas isso está mais para um custo operacional do que Operacional.
Edu Garcia:Porque se você tiver uma...
Voz B:Até porque o Pix é uma coisa, é um padrão, se a gente pode falar assim, do Banco Central, não é? Não tem nada privado atrás dele.
Edu Garcia:Que o Banco Central fez, o Brasil, enfim, o governo, obrigou todos os bancos que operam no Brasil a disponibilizarem de graça para pessoas físicas. Para pessoa jurídica, dependendo da sua conta, pode ser que você pague para fazer Pix. Tipo, não é de graça. Necessariamente é de graça, não é? Tem uns pacotes aí de conta de, sei lá, uma tarifa de R$50 na conta, você tem direito a 10 Pix. Tô chutando aqui, tá? Não sei se é isso.
Guilherme Rambo:É tipo isso, a minha conta é assim.
Voz B:Eu lembro disso na época de DOC e TED. Não sabia.
Edu Garcia:Imagina uma empresa que tem 10 mil funcionários que tem que fazer Pix duas vezes por mês, porque às vezes o pagamento do salário é quinzenal. Quanto que não paga de taxa taxas para os bancos aí, enfim, mas desviei do assunto. Só para...
Guilherme Rambo:Eu acho que nesse caso é mais uma questão parecida com, se eu não me engano, na Europa e acho que no Japão também, que tem o lance de, na União Europeia no caso, de liberar o acesso à parte de NFC do iPhone para integrações de pagamento. Não é que tipo a Apple vai implementar...
Edu Garcia:Mas não no Brasil.
Guilherme Rambo:Mas não é tipo a Apple vai implementar Pix no iPhone, ela vai permitir que seja integrado, mas não é a Apple que vai fazer.
Edu Garcia:É porque hoje, para você pagar com NFC no Brasil, precisa ser pela carteira da Apple. Você não pode pagar por aproximação usando o aplicativo do seu banco, por exemplo.
Voz B:Exatamente.
Guilherme Rambo:No iPhone, estou falando do iPhone.
Edu Garcia:Sim, no iPhone. Mac Magazine no ar aqui.
Guilherme Rambo:Só a Apple, né? Only Apple can do this, né? Tipo, só a Apple pode acessar o NFC do iPhone para fins de pagamento.
Edu Garcia:Exatamente. Então assim, você hoje, se você quiser fazer um Pix lendo um código QR, você consegue. Tá lá a maquininha mostrando um código QR, você escaneia ele e faz o Pix. Mas aproximar o telefone no aplicativo do seu banco aberto lá na maquininha e ele fazer o pagamento não rola, porque isso Isso é restrito ao app carteira. Então, eu não sei como seria isso. Assim, é app padrão, tá vendo aí na tela? Tá começando a mudar isso, né? Mas eu tenho dúvidas de como isso vai ser implementado, porque pode ser implementado de duas formas. A Apple pode simplesmente deixar você abrir o app do seu banco e encostar na maquininha e ele fazer o pagamento pelo app do seu banco, ou você pode cadastrar um Pix, por exemplo, o seu Pix, no app carteira e aí ele vai continuar usando o app carteira como método de pagamento.
Voz B:Eu imaginei que isso vai estar dentro do Apple Pay, da mesma forma que a gente tem os cartões lá, na hora que você vai pagar via Apple Pay, selecione o cartão que você quer usar, vai ter um nomezinho.
Guilherme Rambo:Então você cadastra através do app do banco assim como o Apple Pay, hoje em dia você pode ir lá no app do seu banco, você adicionar ao Apple Pay.
Edu Garcia:Só que essa tela que você mostrou do iOS é um indício de que você poderia pôr, por exemplo, outra coisa, botar o aplicativo do seu banco ali e aproximar o aplicativo do iPhone e ele descontar direto sem passar pelo app carteira, sabe?
Voz B:E aí vai dar 3 cliques no botão lateral e ele, em vez de abrir a interface do Apple Pay, ele chama o app do banco lá, sei lá como é que vai funcionar isso, né?
Guilherme Rambo:Particularmente eu prefiro da primeira forma, acho que seria mais prático você cadastrar como se fosse como se fosse um cartão, mas não é um cartão, é um Pix.
Voz B:E esse é o grande problema, é porque a Apple não vai ganhar em cima disso.
Guilherme Rambo:Sim, sim.
Voz B:E é o que ela não quer.
Guilherme Rambo:Então, é, tem gente querendo acabar com o Pix, né? Porque nenhuma empresa, onde já se viu nenhuma empresa dos Estados Unidos ganhar comissão com todas as transações feitas no Brasil, né? Temos que resolver isso.
Edu Garcia:Não, e é curioso, porque eu vi justamente um podcast falando disso, que as empresas americanas estão lucrando quase o dobro do passado, justamente por causa do Pix, porque o Pix botou tanta gente no mercado de banco, e essa pessoa também tem agora cartão de débito, cartão de crédito, que ela também está usando o cartão, sabe? E aí dá dinheiro, obviamente, para Visa, Mastercard, American Express, papapá. Então nem essa reclamação, segundo os números, faz sentido, sabe? Porque tá todo mundo ganhando mais, porque todo mundo tá entrando para o mercado, para o sistema bancário, sabe? Então é curioso mesmo essa disputa de narrativa.
Voz B:Para mim e para, eu acho que boa parte das pessoas, o ideal seria você cadastrar o Pix como mais um método de pagamento do Apple Pay, mas eu acho que a Apple não vai abrir isso, ela vai preferir levar para o Brasil a mesma possibilidade que já tem na União Europeia, no Japão e tal, que é você trocar o método de pagamento principal. Apple Pay continua cartão de débito e crédito, Se você quiser usar Pix, você muda para outro aplicativo integrado ao seu Pix.
Edu Garcia:Até porque Pix é uma coisa regional, né, ainda. É uma coisa que está disponível basicamente no Brasil. Se um dia isso for expandido para o mundo todo, que tem...
Guilherme Rambo:Mas o Brasil é bem grande, né?
Edu Garcia:Não, é grande, mas sei lá, a Apple tem alguma coisa no app carteira específico para o mercado chinês.
Voz B:Sabe que aqui em Portugal já se aceita Pix.
Edu Garcia:Sim, na Argentina também, tem vários lugares. E tem projeto de expansão global da parada, de virar... É realmente um...
Voz B:Mas é assim, é para brasileiros pagarem coisas aqui. Em vez de você usar o Wise, criar um saldo em euro e não sei o quê, você paga direto via Pix.
Edu Garcia:Tem um monte de conta global agora que na conta brasileira você pode pagar por Pix e as pessoas, os turistas fazem a conta global, chegam no Brasil e pagam com Pix, sabe? Porque na conta brasileira tem Pix. E tem um estudo realmente de internacionalizar isso, Mas assim, eu não sei se na Índia, por exemplo, a carteira tem alguma forma de pagamento específica que é muito popular no mercado indiano, sabe?
Guilherme Rambo:Ah, eles colocam, tipo, por exemplo, no Japão tem o Suica, que é um padrão totalmente diferente, não é nem...
Edu Garcia:Mas é um cartão de transporte público, né? Que por acaso você usa em maquininha de refrigerante também.
Guilherme Rambo:Beleza. É, mas assim, é um mecanismo mecanismo totalmente diferente assim que eles implementaram especificamente para o Japão. Então existe um— claro que o Japão não é o Brasil, né, mas enfim, existe um precedente. E eu sei que tem também em outros lugares, tem alguns padrões meio bizarros assim que às vezes a gente nunca nem ouviu falar, mas que eles implementam. Então não seria algo sem precedentes a Apple fazer isso.
Voz B:Gente, vamos ficando por aqui. Mac Magazine no AM 886 entrando para o hall dos maiores podcasts da nossa história, quase 2 horas e meia de gravação.
Guilherme Rambo:Eu ouço isso todo ano.
Voz B:Mas você inevitavelmente participa dos podcasts. Se a gente for pedir para a Siri AI listar os 5 Mac Magazine No Ar mais de maior duração da história, você vai estar em boa parte deles.
Guilherme Rambo:Obrigado, Ramon.
Voz B:Foi um prazer, cara.
Guilherme Rambo:Valeu, valeu. Eu tô por aí nos podcasts da Gigahertz, tem o ADT, tem o Olá Mundo, tô lá no Massa do @social_insight. E eu tenho, eu acho que eu ainda tenho uma conta no Threads que é Guilherme Rambo 2, um username maravilhoso.
Voz B:Foi o que o Edu marcou hoje no Instagram, é Guilherme Rambo 2. Eu quando vi achei esquisito para caramba, falei, rapaz, será que o Edu marcou certo?
Edu Garcia:Um já tava pego, aí ele foi para o 2, pô.
Guilherme Rambo:Ainda bem, né, porque aí ninguém tentou roubar minha conta usando aquele negócio da IA do Instagram.
Voz B:Você conhece esse outro Guilherme Rambo?
Guilherme Rambo:Não pessoalmente, mas eu sei quem é.
Voz B:Sabe quem é. O cara foi mais rápido. Bora, Edu, até a próxima.
Edu Garcia:Valeu, até semana que vem.
Voz B:O nosso podcast só é possível graças aos nossos queridos patrões, todo mundo que apoia o Mac Magazine no Patreon e no Catarse, especialmente os patrões Ouro Adolfo Bernhardt, Alain Ribeiro Leitão, Arthur Duran, Cadu Valcésia, Derson Lopes, Enio Feitosa, Fernando Brum, Fernando Fege, Humberto Barbato, Carlos Magalhães, Leandro de Carvalho, Leandro Santos Bonfim, Leonardo Prado, Luciano Paranhos, Marcelo Carvalho, Marcos Ferreira, Mateus Paes Mendonça, Pedro Cobatini, Rafael Dórcelis, Rafael Mantovani, Rafael Stanzani, Romário Henrique, Sérgio Bergamini, Ulisses Aguiar Rocha, Vanderlei Gadot e Wendell Bellarmino. Gente, obrigado pela audiência, pelos likes, pelos comentários, superchats. Até semana que Giving my scurvy slip. Fuck, ciao!
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