Por que tantas mulheres chegam ao topo, mas não conseguem permanecer? | ISABELLA DIAS & CAROL DAHER
Chegar ao próximo nível pode parecer o maior desafio. Mas a verdade é que permanecer nele exige muito mais do que talento.
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Neste episódio, Carol Daher recebe Isa Dias para uma conversa profunda sobre os fatores invisíveis que fazem tantas mulheres crescerem na carreira, nos negócios e nas finanças, mas depois voltarem aos antigos padrões.
Falamos sobre identidade, crenças, síndrome da impostora, relacionamentos, prosperidade, dinheiro e o que realmente diferencia as mulheres que constroem uma vida de crescimento sustentável daquelas que vivem ciclos de avanço e retrocesso.
Você vai descobrir
:• Por que competência nem sempre é suficiente para permanecer no topo.
• Como a autoestima influencia diretamente suas decisões financeiras.
• O impacto das crenças limitantes na construção de patrimônio.
• O papel da identidade na manutenção do sucesso.
• Os hábitos das mulheres que conseguem crescer e permanecer.
Siga a ISA DIAS no insta: https://www.instagram.com/isabelladias.br/
Assista ao filme Vida Maria que a Isa recomenda no episódio de hoje: https://youtu.be/yFpoG_htum4?si=F5_Xw3msc7KtOPq_
Se este episódio fez sentido para você, deixe seu comentário contando qual foi o maior insight da conversa.
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- Crenças limitantes e incongruênciaCrenças do nível inferior·Incongruência e falta de alinhamento·Impacto em áreas da vida (emocional, física, espiritual)·Ganho inconsciente no sofrimento
- Permanecer no topoCompetência vs. Permanência·Fatores invisíveis do sucesso sustentável·Identidade e crenças limitantes·Síndrome da impostora
- Desenvolvimento pessoal· SociedadeLimites pessoais (tempo, físico, emocional)·Autoconhecimento e auto-reconhecimento·Não ser definido pelo que faz·Desenvolvimento pessoal como um todo
- O poder da escrita e afirmaçõesEscrita terapêutica·Afirmações e crença profunda·Espelho como portal·Congruência entre fala e pensamento
- Manter o posicionamento e dizer nãoRecusar o que não serve mais·Manter a postura e a capacidade·Deixar de fazer e soltar·Ser mais leve
- Equilibrio e Gestao da Vida· SociedadeAlinhamento do casal·Autogestão para solteiras·Roda da vida e áreas de desenvolvimento·Disciplina e adaptação
A mulher, ela pode tudo, mas ela não deve tudo, né? E quando a gente fala, como você disse aí, né, que a mulher ela pode subir de nível, mas por vezes ela não consegue permanecer. Concretamente, o que que acontece com essa mulher? Então eu não faço constelação familiar, tá? Mas eu tenho também meus bonequinhos aqui.
Eu adoro as ilustrações da Isa, são as melhores.
Eu amo, eu amo.
Por que tantas mulheres conseguem subir de nível, mas elas não conseguem permanecer nele? Esse é o tema do nosso papo de hoje. Novamente eu tenho a honra de convidar Isabela Dias, mentora de mulheres, escritora best-seller. Chega para cá, Isa!
Olá, tudo bem?
Bom dia aqui, né, na Califórnia. Não sei como é que tá aí na Suíça.
17:16. Então a gente já tá indo para o final da tarde, quase noite. É, não, noite não, porque a gente tá no verão, né? Então noite só 21:30. Então dura bastante, tá igual aqui então.
E ainda muito feliz de ter você aqui de novo no nosso podcast. Eu fico muito emocionada assim quando eu marco com você, as nossas agendas se conciliam, e eu sei que a gente vai gravar porque os nossos esses papos sempre são muito proveitosos. Eu aprendo muito com você, a gente sempre conversa, e eu sei que as pessoas também gostam porque a gente recebe essas mensagens de volta, os comentários nos vídeos, nos cortes. Enfim, fico muito feliz.
Muito obrigada pela sua, mais uma vez, participação aqui no nosso canal. E a ideia, Isa, é a gente tentar, a gente tentar não, a gente responder a essa pergunta É, e esclarecer esse tema. Por que tantas mulheres conseguem subir de nível, mas elas não conseguem permanecer nesse nível? Você consegue dar assim uma, uma, um conselho prático para quem tá nos ouvindo agora e que pode, com essa pergunta, ter pensado assim: poxa, já aconteceu comigo.
Então, Carol, vamos lá. Boa! Da última vez que a gente fez uma live juntas, eu tinha recomendado um filme de 8 minutos que se chama Vida Maria. É um filme nordestino muito bem feito e que fala sobre os padrões repetitivos, né? E ali fala principalmente da mulher. Então eu recomendo mais uma vez aí para quem ainda não assistiu esse filme Vida Maria, tá disponível no YouTube, é uma graça, é realmente aconselho.
Eu vou deixar de novo aqui na descrição do vídeo, Isa, porque daí as pessoas que estão nos assistindo já podem clicar direto aqui e para assistir o vídeo. Boa!
Então vamos lá, Carol. No dia de hoje as mulheres elas se emanciparam muito, graças a Deus, né? A gente tem o direito hoje de fazer muitas coisas. Mas nós fazemos coisas demais justamente porque temos os direitos, né, de fazer todas essas coisas. A gente por certas vezes entendemos que já que podemos fazer, vamos fazer tudo, e não é bem assim, né? Então a gente precisa primeiro entender que nós não somos ilimitadas em tempo, no nosso aspecto físico, emocional, espiritual.
A gente precisa precisa ter um certo limite, um certo cuidado, né? Aprender a se conhecer, mas também ter o cuidado de estar sempre se reconhecendo mais uma vez. Porque a partir do momento que a gente vai se desenvolvendo, a gente não pode só ir aprendendo e aplicando, aprendendo e aplicando. A gente precisa aprender, ver o que é bom para você naquele momento, o que não é bom deixa de lado, mas não armazenar aquele excesso de coisas, fazer, fazer, fazer.
Eu não sou o que eu faço, eu sou o que eu sou. Então esse conceito, já essa frase é uma frase que as mulheres deveriam se dizer mais vezes, porque nós temos uma certa tendência no dia de hoje a querer provar o nosso valor, né? Apesar dessa emancipação feminina, de ainda querer provar o nosso valor e estar em todas as frentes. Então quem está em todas as frentes se adoece. E para isso é preciso que a gente entenda uma coisa: a mulher, ela pode tudo, mas ela não deve tudo, né?
E quando a gente fala, como você disse aí, né, que a mulher ela pode subir de nível, mas por vezes ela não consegue permanecer. Concretamente, o que que acontece com essa mulher? Então eu não faço constelação familiar, tá? Mas eu tenho também meus bonequinhos aqui que eu gosto.
Eu adoro as ilustrações da Isa, são as melhores.
Eu amo, eu amo, eu amo. Então assim, para quem tem atendimento comigo sabe que tudo é muito didático, é assim lúdico, né? Eu trabalho com muitas ferramentas assim, então eu gosto bastante. Então o que que acontece? Vamos supor que essa mulher aqui, que não é uma criança, tá? É uma mulher já, nesse estado aqui um pouquinho menor, essa mulher ela está aqui no nível 2, 3. E por que que eu estou falando de níveis? Não é para dizer que uma mulher é melhor do que a outra, entendam, não é isso.
Aqui eu estou dizendo que essa mulher está em desenvolvimento, aprendendo coisas e desenvolvendo as suas capacidades.
Isso não significa que é um nível só financeiro, né, Isa?
É no geral, no geral. Então tem mulheres que vão se desenvolver mais no nível financeiro, tá? Talvez no nível financeiro elas estejam aqui, mas no nível relacional elas estão aqui. E isso está sempre ligado uma coisa com a outra. A gente tem tendência a compartimentar as coisas, só que nós não somos seres compartimentados. Né? Nós somos uma globalidade. Então, quando geralmente, quando há uma trava em alguma área da vida da mulher, que seja saúde, que seja relacionamento, que seja financeiro, a gente tem que olhar para todas as áreas.
Não é só uma área, né? Eu não vou, eu não posso olhar só para o financeiro. Eu preciso olhar para tudo, entende? Então vamos supor que essa mulher aqui de nível 2, 3, está se desenvolvendo. Talvez ela já tem uma empresa, está empreendendo, está tendo aí voz ativa em muitas coisas, já tem talvez filhos, tem marido. Poxa, essa mulher tá aí em todas as frentes, mas ela quer agora, a nível financeiro, chegar a uma mulher de nível 5.
Então aí, o que que ela vai fazer? Tudo isso aqui é uma hipótese, tá? Mas aí, o que que ela pode fazer? Essa mulher, ela vai se dedicar à vida financeira, né, para se desenvolver e chegar no nível 5. E aí ela vai dar tudo que pode para ganhar mais dinheiro, né? Então vamos embora trabalhar, trabalhar, trabalhar, que é capaz. Simbora, fecha os olhos e vamos embora. E não olha para trás não, que agora, ó, negócio vai pegar fogo.
Vamos embora! Então essa mulher, a nível financeiro, ela vai conseguir chegar ao nível 5, tá? Só que talvez nos outros níveis ela ainda não vai conseguir passar para esse nível. E aí o que que tá aqui atrás? As crenças limitantes dessa mulher. Porque se ela pensa com o nível 2, 3, e ela ganha o dinheiro com nível 5, talvez 6, esse dinheiro em um momento ele não vai poder ficar na mão dessa mulher. Há uma diferença aqui que começa a ser sentida.
E aí, supondo que essa mulher que já chegou no nível 5, ela olha para mulher de nível 10 e fala: poxa, é esse meu exemplo, E eu quero chegar lá. E tá tudo certo, hein, gente, dá para chegar lá.
É o modelo, ela busca o modelo.
A gente sempre busca referências, né? Então a gente vai na referência, ok. Mas por muitas vezes a gente não tá vendo o que que essa mulher de nível 10 teve que fazer para chegar nesse nível aqui. Então atenção, todas nós somos diferentes, cara.
Isso é muito interessante que você falou, Isa, porque ninguém vê os bastidores. Ver o resultado, né, o palco, sucesso, o nível 10, né. Mas e os bastidores? O que que essa mulher fez e teve que passar, teve que abrir mão, teve que se reinventar, se redescobrir para poder chegar lá? Boas, muito legal.
Então é sobre isso. E aí tem até um vídeo que eu deixei lá no meu Instagram, que mostra a Adele, a cantora, quando ela tava numa crise de depressão, né? E ela ia para o concerto, e ali no concerto ela estava cantando, mas ela estava chorando. E todo mundo batia palmas para ela, achava que aquilo era uma emoção, né? Talvez se exprimindo, tudo isso. Mas era um sofrimento muito grande, porque era um sofrimento da performance, né?
Do que era esperado daquela mulher, de tudo que ela tinha que fazer para estar ali naquele momento, o tempo, o tempo todo ali alimentando, né, os fãs, a carreira e tudo. Então isso foi se tornando pesado, sorrindo com peso, né, mochila pesada, e com aquele sorriso que eu gosto de falar, que é o sorriso da Bri, sabe, das Mulheres Desesperadas, da Bri Van de Kamp. A Bri, ela sempre sorri, né. Eu tô até hoje com o cabelinho da Bri penteado.
Então a mãe dela falava com ela, e a Bri sorria, e a Bri sorria, mas ela escondia os sentimentos, né? Ela escondia as dificuldades atrás de um sorriso e de um rosto realmente paralisado ali. Ela não deixava transparecer as emoções, né? E depois a gente sabe que tem um monte de coisas que vão acontecer na vida da Bri ali.
E é isso, Isa. É interessante você citar esse vídeo do seu Instagram E a gente aproveita para falar do seu arroba para quem tiver nos assistindo, para quem tiver nos ouvindo em todas as plataformas de streaming. Qual é o seu arroba no Instagram? Que daí as pessoas vão te seguir e vão conseguir ver esse vídeo. Esse vídeo é muito chocante, eu fiquei emocionada quando eu vi, realmente.
Então, e olha só, é um vídeo de acho que uns 15 segundos, mas a gente ali percebe, né, a dor atrás daquela mulher. Então meu arroba é @isabeladias.br, simples assim, meu nome, nome de família e BR, porque nós estamos aí falando principalmente para um público brasileiro, mas não só, atendo também pessoas em Angola, em Portugal, no Cabo Verde, atendo em francês, português, e simbora.
Gente, essa mulher é demais! E ela está de cabelo novo, eu fiquei muito feliz de ver esse cabelo novo, adorei.
Vamos ver, de vez em quando eu dou a louca também e coloco uma, não fico só abrindo não, viu? Eu mudo, é mulher de fases.
Adorei. Isa, o que que faz essa mulher que já alcançou, digamos, o nível 5, ela voltar para um nível abaixo mesmo depois dela já ter provado que ela era capaz?
Então, Carol, boa. Ela não volta. Ela não volta porque ela não foi. O que que acontece? A mulher ganhou mais dinheiro, né? Então, de novo, fala isso de novo. Caramba, nunca tinha pensado nisso, mas é verdade. A mulher que subiu de nível, mas que em algum momento vai descer de nível, não é porque ela não conseguiu ficar naquele nível é porque simplesmente ela não foi. E por que que ela não foi? Porque ela continua com os pensamentos, as crenças do nível inferior.
Então ela é capaz de ganhar mais dinheiro, talvez na vida financeira dela ela consiga ganhar dinheiro, mas esse dinheiro não vai ficar, porque em algum momento essas crenças vão trazer ela para o nível inferior. Então, para quem está vendo as imagens no dia de hoje, vocês estão vendo a bonequinha menor, a do meio e a maior, que representam a mesma mulher. Para quem está nos escutando somente, imaginem 3 bonequinhas assim: uma menor, uma no meio assim, uma maiorzinha.
E aí você imagina uma mulher de nível 2, 3, uma mulher de nível 5 e uma mulher de nível 10. Então, voltando Essa mulher de nível 2 começou a se desenvolver, criou capacidade de várias coisas, e para dar não só o exemplo financeiro, mas o exemplo talvez também relacional, essa mulher começou a ganhar dinheiro e se casou. Vamos colocar assim, ganhou dinheiro, casou, tá com a vida mais ou menos resolvida, e ali ela percebe que ela pode mais.
Poxa, eu posso mais. E já fazendo aqui a transição com a minha trilogia Você Merece Mais, que está na Amazon para quem quiser ler, é uma trilogia feminina. Então o que que acontece? Essa mulher chegou no nível 5, beleza. Aí ela se inspira da mulher que está no nível 10, ela vai olhar para essa mulher e vai dizer: eu quero crescer mais. Então querendo crescer mais, o que que eu vou fazer? Eu vou colocar mais combustível para chegar a essa mulher de nível 10.
Só que quando nós fazemos isso sem nos prepararmos nos outros aspectos da nossa vida, né, porque nós não somos só seres relacionais e nós não somos só seres que lidam com o financeiro, nós temos aí muitas coisas atrás, né, as nossas crenças, as nossas emoções, a nossa espiritualidade, tem, existe muito desenvolvimento atrás de uma pessoa que cresce. Né? E quando a gente não percebe isso, o que que acontece? Essa mulher de nível 5 vai olhar para a maior e ela vai tentar ir para lá.
Talvez ela consiga, tá, em um nível, mas ela vai sacrificar os outros. E aí que entra o que a gente chama de incongruência, que é simplesmente a falta de alinhamento, né? Porque eu desejo muito algo Então vamos supor, desejo muito ter dinheiro, eu começo a ganhar dinheiro, eu começo a olhar para cima e ver que eu posso ganhar mais, mas os meus, as minhas crenças ficaram lá embaixo. Então não é possível que uma pessoa possa sustentar isso durante muito tempo.
Então isso vai começar a reverberar na vida dela, que seja emocional, física, espiritual, em algum momento isso vai se transformar em um problema. Então, por que que a gente fala o tempo todo sobre desenvolvimento pessoal? O desenvolvimento pessoal não é só simplesmente estar ali falando sobre autoestima, não é sobre isso. É também sobre isso, mas não é somente sobre isso. Então, quando a gente trabalha com desenvolvimento pessoal, a gente olha para para nós mulheres como um todo.
E a gente começa a fazer um alinhamento da nossa vida para que seja possível para a gente avançar na nossa vida estando alinhadas. Então, quando o nosso financeiro melhora, poxa, eu quero também que o meu relacionamento com o meu marido, meu companheiro, melhore, com os meus filhos também. Porque se for para eu pagar o preço, receber dinheiro, mas perder a minha família, Eu não sei se eu tô ganhando alguma coisa no final das contas.
Nossa, eu adorei essa fala, Isa, porque era justamente a próxima pergunta que eu ia te fazer: como a gente equilibrar para crescer em todos os níveis? É porque senão a balança vai ficar desigual, e aí você não vai de fato avançar. Você pode até avançar em uma área, mas aí a outra área não tá equilibrada. Como conseguir subir de nível mantendo esse equilíbrio nas áreas dos pratinhos, né?
Então, Carol, olha só, para quem é casada, porque eu assim, eu trabalho com dois tipos de pessoas: pessoas que têm companheiro, que são casadas, e pessoas, né, trabalho essencialmente com mulheres, mulheres que são casadas, tem um companheiro, tem ou não tem filhos, mas enfim. O alinhamento do casal, ele é essencial para aquele que está numa vida de casal, né? Porque sem isso vai ficar complicado, né? Eu não tô aqui, eu não tô aqui para, não vou, não vou, não vou fazer mais desenhozinhos aqui porque também nós estamos, né, no Spotify e tudo, mas imaginem que, ah, mas agora, Isa, que você falou, o Spotify ele tem a versão agora em vídeo.
Não é só áudio, as pessoas conseguem assistir pelo Spotify. Fique à vontade para fazer os seus bonequinhos aí.
Eu tô, eu tô muito desatualizada, mas vamos lá. Então, ó, tô aqui com o caderninho. E aí, o que que acontece? Uma pessoa tá aqui, a outra tá aqui, né? Então tem uma pessoa sozinha aqui e uma pessoa sozinha aqui. A partir do momento que elas estão juntas, a própria Bíblia diz, né, e se tornaram uma só carne. Então, esse, essas duas pessoas, elas já não são mais duas pessoas, elas são uma só. E quando isso não acontece, existe uma incongruência dentro do relacionamento, e aí isso fica muito difícil de sustentar.
Então, a primeira coisa a se fazer, né, É realmente estar alinhado a nível de casal. Então, se a mulher vai se consagrar mais tempo à vida financeira, talvez o homem vai ajudar um pouco mais em casa, ou vão fazer esse tipo de troca, tá, que seja mais leve tanto para um quanto para o outro. E a pessoa que está solteira, ela não vai ter esse alinhamento, mas ela vai ter que fazer o necessário com a própria vida, né? Ela vai ter que se autogerir.
Então continua sendo uma questão de gestão muito grande. E aí o que que acontece? Nós temos várias coisas na nossa vida ali, né? Eu não sei se você já fez aquela roda da vida. Na roda da vida tem várias coisas ali. Né? E eu sempre convido as pessoas que eu acompanho a fazer a primeira vez, no início do acompanhamento, a Roda da Vida. E ali ela vai perceber: financeiro tá assim, é, casal tá assado, saúde tá assim, espiritual tá assim.
E aí ela vai vendo, é um mapa de início, é aquele mapa. Então você vê: poxa, minha saúde não tá legal, mas eu tô trabalhando 6 dias em 7. Mas eu preciso trabalhar mais, mas realmente eu tô dormindo muito pouco.
Então como é que eu posso fazer exercício físico? Não tô comendo direito.
Não tem como, gente, é insustentável. Então aí a gente entra de novo naquela, naquela, naquela metáfora de novo das bonequinhas. Como que eu posso chegar nesse nível 10 de uma vida legal, tá? Não é uma vida só onde eu ganho muito dinheiro, mas eu sou infeliz no amor. Com os pensamentos do nível 2. Eu não posso chegar sendo uma mentora de alta performance, mas pensando que eu posso só tomar café com leite e pão todos os dias porque eu não tenho tempo para me alimentar melhor, né?
Então tudo isso implica subir de nível, implica em muitas coisas, e a disciplina é uma dessas coisas. E a disciplina ela tem a ver também com o saber permanecer, né? A gente precisa entender que as coisas podem ser muito voláteis, né? Voláteis. Não, não sei, o português bugou agora.
É isso mesmo, acontece, né, com gente que precisa usar os dois idiomas ao mesmo tempo.
Volátila. Ô meu Deus, tentei traduzir, não sei. Mas o que que acontece? Existe o tempo das coisas, né? Então quando a gente está subindo de nível, para que a gente possa permanecer, é preciso que a gente se dê um tempo, é preciso que a gente faça adaptações para ficar naquele nível que a gente está ambicionando, o que a gente chegou. Então Aqui lá vem eu de novo com mais uma bonequinha, mas dessa vez é uma princesinha. Então eu faço sofrologia também.
Sofrologia é uma técnica de relaxamento dinâmico que trabalha as capacidades. Então a gente vai trabalhar vários tipos de capacidades: foco, memória, projeção, preparação mental, enfim. O que que acontece quando a gente começa a trabalhar certas coisas em nós? Acontece isso aqui, ó. A gente dá uma chacoalhada, tá? Chacoalha tudo, porque a gente vai ter que entender as coisas, vai vir para superfície. E aí o que que acontece? É preciso o tempo das coisas, né?
E o tempo das coisas é quando essas coisas elas vão caindo assim, eu vou entendendo Primeiro eu trouxe à consciência o que estava no fundo inconsciente, tá? Porque o que nós fazemos a maior parte do tempo é inconsciente, por isso que nós temos esses padrões repetitivos que são inconscientes. E aí eu preciso do tempo das coisas para que isso possa de novo se colocar, mas dessa vez de maneira consciente, da maneira que eu escolhi.
Então aí, quando eu aprendo isso, eu aprendo a me respeitar mais, eu aprendo a olhar para o meu redor, para o que tá acontecendo em torno de mim, e olhar que sim, eu posso ser uma mulher de número 10, mas eu preciso levar em conta tudo que está ao meu redor, né? Porque senão eu simplesmente vou ter sucesso em uma área E talvez situações bem complicadas em outras áreas. Então, o desenvolvimento pessoal nada mais é do que isso, do que o nosso estado de presença com nós mesmos, é se conhecer, né, se olhar com mais amor no meio dessa bagunça aqui, né, que não é neve, mas são os nossos, todos os nossos pensamentos, as nossas crenças, é tudo que vem conosco na nossa genética Mas que é possível entender pouco a pouco, administrar de maneira talvez mais assertiva para que isso possa transparecer de uma maneira mais bonitinha assim, ó, igual ela tá aqui, uma rainhazinha.
Eu adorei essa analogia, Ida, adorei. Fez total sentido, fez total sentido inclusive para o nosso papo, porque quando a gente começa a buscar esse desenvolvimento pessoal e a gente começa a mexer em áreas que por talvez por anos a gente deixou, né, embaixo do tapete ali para não, né, para não incomodar, para não trabalhar essas áreas. Às vezes também por falta de conhecimento, por falta de consciência. A história da consciência financeira, isso acontece muito, né?
Ah, eu não sei mexer com dinheiro, não sou boa com dinheiro. E aí a gente foi acreditando nisso até o dia que você Poxa, peraí, eu sou muito capaz, eu mereço mais, né? E aí você dá aquele estalo e você começa a mexer. Só que quando você começa a mexer, você começa a descobrir coisas que você talvez não imaginasse que você poderia descobrir. Existe algum momento em que a mulher, por exemplo, ela entende que talvez ela possa ser a sua pior inimiga, Isa?
Eu acho que sim, Carol, porque assim, como nós temos, né, essa roda da vida sobre várias coisas que estão ali em jogo na nossa vida, né, vamos citar 3: saúde, financeiro, relacional. Quando a gente percebe que o nosso relacional está ruim, a gente chega uma hora que você leva um tapa na cara, né? Por mais que você esteja ganhando muito dinheiro, você fala, poxa, tô ganhando muito dinheiro, mas não tem uma pessoa boa na minha vida.
E aí? Então acontece, né, das pessoas levarem estapa. Talvez algumas percebam antes, outras precisam chegar a um ponto mais extremo para entender. Mas da mesma forma que a gente pode transpor, tá, uma capacidade num outro âmbito da nossa vida— vamos supor, eu sou uma pessoa que tem uma gestão financeira muito boa, Né? Então eu tenho uma capacidade desenvolvida, puxa, de ganhar dinheiro, né? Mas talvez eu não tenha a capacidade de ter boas relações.
Mas atenção, essa capacidade de ganhar dinheiro eu posso transpor para capacidade de melhorar as minhas relações, a partir do momento que eu entendo Por que é que eu estou no nível 2 ainda nas minhas relações? Então, para isso é preciso passar por um autoconhecimento.
É tudo consciência, é tudo consciência, porque no momento em que você toma consciência de uma determinada, de um determinado padrão, por exemplo, que você tá repetindo esse padrão, e você consegue, né, Isa, através, por exemplo, das suas sessões individuais, você consegue identificar um padrão que a mulher tá repetindo. E isso aconteceu comigo, gente. Agora aqui é um depoimento pessoal. Numa das sessões que eu tive com a Isa, sessões individuais, ela me fez enxergar como um tapa na cara, né, de um padrão que eu tava repetindo.
E eu tava criando cenários para não mexer nesse padrão. E eu tava repetindo. Ou seja, depois que a gente teve essa conversa e trabalhou isso, eu consegui entender aonde eu tava errando. E era um erro mesmo. E esse erro tava me impedindo até de fazer mais dinheiro. E eu tava colocando várias desculpas assim atrás. Cara, foi muito doido aquilo, Isa. Foi como se fosse um sei lá, como se você tivesse tirado assim a venda dos meus olhos.
Uma coisa tão óbvia que eu tava fazendo, mas eu não conseguia enxergar. E depois de uma sessão com você, eu consegui ver com uma clareza assim absurda. E aí, a partir do momento que você vê, é a velha história, você não consegue desver. Aí todas as vezes que eu tava começando a criar outro mecanismo para fazer de novo. Eita, pera aí, tô fazendo isso de novo, né? Que isso? Será que eu não mereço mais?
É bem isso, Carol.
Eu acho muito legal contar isso, Isa, porque você realmente me ajudou muito. E eu queria que você deixasse, se você pudesse deixar um conselho assim para as mulheres que estão nos assistindo agora, que elas estão assim vivendo aquele sucesso em alguma área assim que elas sempre sonharam, mas no fundo existe um medo de perder. Sabe aquela sensação de que às vezes você até coloca no outro ou em alguma situação externa o mérito pelo seu sucesso, mas no fundo, fundo você não se vê capaz E por você não se ver capaz, você morre de medo de perder. Você deixaria que conselho para essa mulher?
Então, eu acho que eu sempre vou dizer a mesma coisa: o autoconhecimento é tudo, ele é vida, né? E a partir do momento que a gente começa a ir buscar um pouquinho mais no fundo, né, de si mesma, de onde surge essas coisas, esses medos, esses traumas, essas crenças, a gente pode lidar com aquilo. Mas enquanto a gente não vai buscar e simplesmente arruma um jeitinho, né, de colocar as coisas no lugar para não ter que olhar para aquilo, as coisas vão continuar se repetindo.
Então, o que você explicou muito bem explicado aí Carol, é justamente o que eu faço como trabalho, é ver os pontos cegos. E o que que isso quer dizer? Que eu sou uma mulher perfeita? De jeito nenhum, obviamente que não. E tem algumas pessoas que já tiveram atendimento comigo que no início elas me provocavam, me diziam, né, mas você tem a vida perfeita porque você cuida da vida de outras pessoas. Eu falei, não, eu não cuido da vida de ninguém, eu não tenho a vida perfeita.
Você cuida da sua vida. E por isso você está aqui, porque se você tivesse uma vida perfeita, você não estaria. Você está aqui simplesmente porque você precisa ver um ponto cego. E eu sou essa pessoa que estou aqui, talvez para te apoiar no dia de hoje, para que nós possamos ver onde está esse ponto cego que você não está enxergando sozinha. Entenda, eu só posso trabalhar com pessoas que estão dispostas a trabalhar comigo. E essa pessoa que vem até mim no dia de hoje, e já da outra vez que a gente conversou, né, Carol, eu disse isso, eu só posso trabalhar com uma pessoa que realmente queira trabalhar, que dê a permissão.
Se você não quer avançar, não procura uma outra pessoa para te ajudar, porque você vai estar perdendo seu tempo, seu dinheiro, e ainda vai colocar a culpa na outra pessoa. Não dá certo. A pessoa que quer se desenvolver, ela paga o preço de se desenvolver. Então ela olha para aquilo. Existe um desconforto de olhar para as nossas crenças limitantes, para olhar para as coisas que nos moldaram, mas existe também uma beleza infinita em perceber todas essas coisas que nos trouxeram até aqui, a acolher, a perdoar, a reconhecer e a ressignificar.
Então, a partir do momento que a gente olha, a gente vê o ponto cego com a ajuda da outra pessoa, da mentora financeira, da mentora em desenvolvimento pessoal, não importa. Mas a pessoa está ali para te dar um pouco, né, como o caminhão que tá recuando. Olha, vai mais para cá, vai mais para lá, para, para, para, já deu, senão você vai bater. Então isso nada mais é do que um ponto cego. Então não existe aqui pessoas perfeitas ensinando a vida para as outras, não é disso que se trata, mas simplesmente de olhar talvez para aquilo que a gente está colocando as vendas nos olhos para não ver, tá dando um jeitinho para esconder, porque é difícil demais olhar para aquilo sozinho.
Mas quando a gente vê uma utilidade, né, quando outra pessoa traz aquilo com jeitinho e que vai te mostrando que existe uma utilidade em tudo que a gente faz, Tudo que a gente faça tem uma utilidade, um ganho inconsciente dentro daquilo. Por mais que seja sofrimento, existe um ganho inconsciente. Quando a gente olha para aquilo e que a gente entende, aí sim eu posso talvez me despedir daquilo. Por quê? Porque aquilo já deixou a sua mensagem.
E a partir do momento que deixou a mensagem, já foi visto, já foi entendido, eu posso aceitar, ressignificar e recomeçar. Então, no dia de hoje, quando eu converso, né, com você, Carol, falando sobre mulheres mais uma vez, eu convido as mulheres a olharem primeiro para essa roda da vida, né? Aí, se vocês clicarem aí na internet em roda da vida, vocês vão achar aí vários modelos de roda. Tentem responder aí: como é que eu me sinto no dia de hoje nas áreas da minha vida principais?
E veja se há aí uma diferença muito grande entre uma área e outra. Se você percebe que existe uma diferença já muito grande, marcante, é o momento talvez de pensar em fazer uma consulta e olhar para isso, né, para que você possa sim com mais assertividade sair dessa mulher de número 2, passando para essa mulher de número 5 e ambicionando essa mulher de número 10, né, com uma vida alinhada, com uma vida com propósito, porque se não tiver propósito também não tem graça nenhuma, né? Então é isso.
Adorei isso. Se não tiver propósito não tem graça nenhuma. E olhando para essa sua última fala, Isa, eu observo muito do que eu vejo nos atendimentos com as minhas alunas, com as minhas clientes, quando elas me procuram, por exemplo, para fazer uma sessão individual para a gente montar um plano prático para que elas consigam organizar a vida financeira. Porque às vezes elas até ganham bem, mas elas não têm organização. Ganham bem, sabe?
Você olha, você fala: caramba, essa mulher tem muito sucesso financeiro! Só que quando você começa a tirar, né, as vendas ali, as camadas, você vai ver que não. Ela ganha muito dinheiro, porém ela não consegue administrar, ela não consegue gerenciar. E a gente monta um plano prático para que essa mulher consiga fazer um planejamento. E é muito simples fazer um planejamento, salvar uma parte desse dinheiro que ela ganha ao invés de gastar tudo, ou ao invés de nem saber para onde vai esse dinheiro, e investir.
Nem que seja, eu sempre falo, né, nem que seja R$50, $50, não interessa a quantidade. O que interessa é a disciplina que você vai ter todos os meses com você. E muitas mulheres, elas começam muito bem no primeiro mês, começam muito bem no segundo mês. Quando chega no terceiro, surge um milhão de coisas que elas colocam como prioridade. A mãe que precisa, o pai que precisa, o filho, o avô, o cachorro, qualquer coisa vem na frente da prioridade que ela tinha estabelecido 3 meses atrás.
Ela já esqueceu. Não é mais ela. Aqueles objetivos, né, que a gente organiza na nossa sessão, os objetivos futuros de curto, médio e longo prazo, ela também já esqueceu. Eu até brinco, né, o caderninho. Coloca no seu caderninho, escreve no seu caderninho seus objetivos. Por quê? Porque vai ficar mais fácil você manter a disciplina de todos os meses você investir, porque é para isso a ideia de colocar o seu dinheiro para trabalhar por você na forma de investimentos.
É para que você do futuro— e do futuro eu não tô falando daqui 100 anos, eu tô falando daqui 1 ano, daqui 5 anos, daqui 10 anos. Se Deus quiser, se a gente tiver saúde e Deus permitir, a gente vai ter mais anos de vida pela frente. Quem você quer ser daqui 10 anos? Como você quer estar financeiramente? Como você quer estar na sua vida como um todo daqui 10 anos? Se você não se planejar, se você não se organizar para estar lá e deixar a vida te levar, vida leva eu, que isso?
Você tá deixando a sua vida na mão do acaso, do nada, do INSS, de quê? Então essa mulher que começa super bem no primeiro, no segundo e no terceiro mês, qualquer coisinha vira prioridade em cima dela. E aí você fala muito sobre pré-queda, né, Isa, que qualquer coisa vira, vira algo melhor e mais importante do que a sua própria vida, do que a sua própria felicidade. Coloca tudo na sua frente menos você, menos os seus interesses.
Você acredita que da mesma forma que isso acontece com a vida financeira, com o planejamento, com a organização, para que essa mulher se torne CEO do próprio dinheiro, né, como é o título do meu último livro. Você acredita que dessa mesma forma nas organizações relacionais, na vida pessoal, no desenvolvimento pessoal, essa mulher também começa muito bem, faz uma sessão com você, a vida dela parece que foi transformada, e daqui a alguns meses ela volta para aquele mesmo padrão? Você percebe isso?
Percebo. E é por isso que eu trago mais uma vez os bonequinhos. A vida vai te servir o mesmo prato, né? Se você sempre comeu pizza e vai para pizzaria, pode ter outra coisa, o garçom já te conhece, O chefe de cozinha já te conhece, você sempre pega uma pizza de 4 queijos, e você começa a entrar nessa pizzaria e ninguém mais te pergunta nada. Você senta, já te colocam o prato com a pizza 4 queijos. E aí, será que você vai ter coragem de recusar?
Porque a vida toda você comeu aquilo. E aí, vamos supor que agora sim, Eu tomei a decisão, eu entendi que eu não preciso mais comer pizza 4 queijos. Eu vi o filme Vida Maria e eu não quero mais pizza 4 queijos. Eu resolvi mudar. A vida vai me testar, a vida vai vir atrás de mim e vai me servir o mesmo prato. Cabe a mim recusar, mas para eu recusar eu vou ter que manter a minha postura, porque se eu não manter a minha postura, se eu não tiver ali de É, como que se diz, é capaz, né?
Se eu não for capaz de dizer para o garçom que eu não quero uma pizza 4 queijos, se eu não disser para ele, olha, hoje não vai rolar, não é isso que eu quero, se eu ficar com vergonha de dizer isso, né, o que que vai acontecer? Eu vou aceitar de novo a pizza 4 queijos. E aí eu vou tentar uma vez, duas vezes, três vezes, e depois eu vou me resignar. Por quê? Porque eu não tenho força, não tenho capacidade para dizer não, né? E aqui isso é válido para tudo na nossa vida, tá?
E aí, quando eu uso essa metáfora da vida servindo o mesmo prato, é para tudo. Se a gente não aprender a se posicionar e manter, porque o posicionamento ele é ótimo, mas é o manter o posicionamento que é o melhor, que é o que traz transformação. Então, quando eu começo a dizer não para pizza quatro queijos, e aí eu pego outra coisa, mas aí o garçom começa de novo a se acostumar, né? Aí ele percebe que eu não quero mais quatro queijos, mas ele ainda não entendeu o que eu quero.
E aí, se eu começar naquele momento a ser permissiva e dizer, ah, traz qualquer outra coisa que eu quero provar, eu não estou certa do que eu quero, então qualquer prato serve, qualquer coisa serve, qualquer caminho serve. Então eu vou precisar em algum momento experimentar. Essa é a experiência, é experimentar, fazer uma experiência nova, ver o que é bom para mim. E a partir desse momento que eu entendi, eu escolho. E eu escolho realmente em coerência com o que eu quero e eu mantenho.
E aí, nesse manter, eu posso depois, mais para frente, exigir novas coisas. Mas se eu não consigo dizer não, eu vou voltar para essa posição de pequeno e eu vou continuar aceitando tudo que a vida sempre me deu. Então entendam, é preciso se desenvolver, assumir esse novo desenvolvimento permanecer e logo após eu posso me desenvolver mais uma vez. A gente não pode passar para o nível 10 com uma consciência de nível 2. Isso não é sustentável.
Então podemos sim chegar no nível 10, todas as mulheres podem tudo, mas elas não devem tudo. Elas precisam se conscientizar das forças, das fraquezas, fortificar o que ainda está frágil mas também deixar ser mais leve aquilo que já está muito cansativo.
Soprar.
O que que pode ser mais leve na minha vida? E isso passa também por deixar de fazer algumas coisas, porque a gente fala muito sobre fazer, fazer, fazer. Aí eu tenho que fazer isso, eu tenho que fazer aquilo, eu tenho que fazer outro. Não. Por vezes, dentro de uma sessão, a gente vai vai perceber que a gente precisa deixar de fazer, soltar, entende? E a nível financeiro é a mesma coisa. Por que que eu tenho que fazer tudo para todo mundo?
Por que que eu tenho que pagar tudo para todo mundo? Por que que eu tenho que bancar? Por quê? Por quê? Por quê? Entende? Então isso também é sobre ser mais leve, pode ser mais leve.
Isa, adoro essa sua fala, porque assim casa, né? Tudo que você fala com relação a desenvolvimento pessoal, se eu transformar isso para área financeira, é a mesma coisa. Não tem diferença, não tem diferença. E você falando do garçom, eu consigo fazer analogia do garçom com a vida, com o universo. Então você, se você não tem o poder da caneta, né, de você escrever a sua própria história, de você fazer o seu próprio pedido, vai vir a mesma pizza de 4 queijos, não vai vir uma pepperoni, tá?
Falando nisso, eu lembrei da história do caderninho, porque eu ensino para as minhas alunas, mas o que eu ensino para elas eu também faço. Eu vou dar um exemplo. Eu tenho esse aqui, é um caderno. Esse é como se fosse um caderno de rascunhos, de insights, de pensamentos. Tudo eu coloco aqui, ele já tá todo bagunçado. E aí quando eu preciso de alguma coisa, tá aqui. Esse aqui é o meu caderninho das afirmações, é aqui que eu construo a vida que eu sonho.
Eu tenho a vida perfeita, né? Mesma coisa da Isa, não, ninguém tem. A gente tá buscando evoluir e chegar em alguns objetivos que a gente desenhou. Esse é o meu caderno de desenho. Esse aqui é o meu caderno financeiro. É aqui onde eu coloco todas as minhas, os meus objetivos, todas as minhas contas, tudo que vai vir, tudo que vai, né, sair, tudo aqui. Isso aqui é dinheiro. Aí, por que que eu tô mostrando os caderninhos? Porque eu vou ler para vocês essa minha frase da manhã.
Hoje é dia 19 de julho, é um domingo, né? Acordei inclusive Eu sempre falo para eles, e aí, Isa, vai ser só um papinho de meia horinha, né, porque é domingo, porque a gente precisa descansar também. Olha aí, já se vão 40 minutos, 45 minutos, e a gente tá aqui batendo papo porque a gente adora. É isso, e o papo flui. Eu vou ler para vocês aqui o que que eu escrevi. Eu adoro esse caderno aqui porque ele é um torno mesmo, sabe, assim, bem antigo. Ele tem cheirinho, ó, a capa de couro. Adoro.
Inclusive, o meu story de ontem eu falava sobre cheirinho de De papel, de livro. Amo! Tem gente que vai na livraria e pega e cheira o livro.
Essa gente sou eu. Agora presta atenção, com os olhos fechados aí, gente, se você puder fechar os olhos, se você não tiver dirigindo, né, e ouvindo a gente, pilotando um avião, por exemplo, se você tiver a possibilidade de fechar os olhos agora, fecha os olhos que eu vou ler para você. O que eu escrevo, por exemplo, todas as manhãs: é surreal como a minha vida financeira está fluindo. Todos os dias eu recebo dinheiro de fontes inesperadas e eu vejo o meu saldo crescer de formas absurdas.
Me sinto grata, poderosa, segura. Confiante. O dinheiro me ama e está sempre vindo para mim. A abundância está se desdobrando em cada área da minha vida. Olha como eu sou próspera! Olha como eu sou incrível! Olha como eu sou uma mulher de sucesso! Aí eu te pergunto, se você escreve isso para você mesma, ou se você fala, se você repete essas palavras olhando para você no espelho— espelho é um portal, né, ele reflete aquilo ali que você tá falando para você— imagina como as coisas vão melhorando.
Você tem o poder da caneta. E aí o garçom tá aqui para te servir. Se você não pedir algo diferente, algo novo, vai comer a mesma comida, como a Isa falou. Uma excelente analogia para o nosso dia de hoje, né, Isa?
E para concluir sobre isso, Carol, eu costumo dizer que realmente a escrita ela tem, ela tem um papel muito grande na minha vida.
Terapêutico até, né?
Eu trabalho com escrita terapêutica e a escrita realmente assim é comprovado que em 4 dias, se a gente passar 4 dias escrevendo, colocando ali os nossos pensamentos durante 20 minutos no papel, do que vier, tá? Não precisa de organização nenhuma, simplesmente colocar o que tá vindo. Coloca, coloca, coloca, coloca, 20 minutos, vai colocando tudo ali. Você já tem percepções, você já cria uma capacidade muito maior de perceber o que tá ocorrendo na sua vida, que quando você não para, quando você não escreve, você não percebe.
Então esse é um exercício também que é possível fazer aí, nem que seja 4 dias, 20 minutos, pega. E aí isso vai te abrir a sua consciência. Mas quando você diz aí sobre escrever, né, e se olhar no espelho e desejar. Eu acrescento que não é possível a gente olhar para o espelho, afirmar algo, mas continuar com a síndrome do impostor, continuar com aquela crença de eu não mereço aquilo. Então eu vou afirmar, mas essas palavras não vão ser congruentes com o que eu estou pensando lá no fundo.
Então, por isso que é preciso que eu realmente acredite. A vida não é burra. A vida, ela sabe muito bem o que ela nos entrega, né?
E Deus também, né? Se você emanar essa energia de medo, de não acreditar, é isso que você vai receber de volta.
E Deus não é burro. Deus é onisciente, onipresente, onipotente.
É a verdade absoluta essa.
Então, olha, não adianta a gente tentar simplesmente dizer, mas não acreditar. Então, para isso, é realmente imprescindível que a gente não só diga, mas que a gente também acredite realmente, profundamente, que a gente merece mais e que a gente pode sim ter uma vida mais alinhada, uma vida mais congruente, né? E que a gente pode sim ter resultados financeiros melhores, relacionais, de saúde espiritual, emocional, e a gente pode trabalhar todos esses âmbitos aí e sermos mais leves.
Uau, Isa, como sempre eu adoro conversar com você. Poderia ficar aqui mais 2 horas conversando tranquilamente, tranquilamente, se a gente não tivesse outros compromissos. Muito obrigada por você estar aqui. Antes da gente encerrar esse papo, Eu tô tendo, enquanto a gente tá conversando, eu tô tendo aqui uns insights, umas ideias. Eu preciso conversar com você para a gente fazer alguma coisa juntas para essa galera, porque eu acho que só esse papo aqui hoje já valeu assim como se fosse uma sessão, né?
Assim, para as pessoas entenderem exatamente o que a gente faz com a vida das outras, né? Dessa orientação, dessa busca pela consciência, seja consciência corporal, de desenvolvimento pessoal ou consciência financeira. Então eu acho que vai vir um projeto legal aí para a gente fazer, pelo menos na minha cabeça ele tá, ele tá muito legal. Já vou compartilhar com a Isa e fiquem ligadinhos aqui, ligadinhas, porque a gente vai compartilhar nas nossas redes sociais, aqui no YouTube, no Spotify, onde você tiver assistindo ou nos ouvindo.
Fiquem de olho nos nossos Instagrams também, tá? Na Isa, @isabeladias.br, e o meu é @caroline.dyer. E a gente vai contar para vocês as novidades que vão surgir a partir desse papo aqui, tá bom, gente? Isa, mais uma vez, você é de casa, né? Volte sempre que puder e quando quiser. Eu fico muito feliz de receber você aqui e eu sempre saio com o coração quentinho e eu espero que as nossas ouvintes também sintam essa energia do outro lado, né?
Acho que sim, Carol, porque nós somos mulheres que decidiram levantar outras mulheres. Esse propósito é lindo, então simbora juntas!
Adoro!
Eu agradeço, Carol, até a próxima e muito obrigada por esse novo convite.
Obrigada, Isa. Beijo, beijo, beijo, até mais!
Vida Maria
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