Episódios de Impacto na Encruzilhada

EP 266 - ​Reflexão sobre carreira: o recuo da bateria

10 de maio de 202622min
0:00 / 22:46

Nossa trajetória profissional é repleta de altos e baixos e está  longe de ser uma corrida de 100 metros rasos. Requer muito folego e persistência.

Nesse EP, proponho uma reflexão sobre carreira profissional - bem longe daquele papo chato de LinkedIn ou do mundo coach. E nesse caso, a analogia do recuo da bateria (de escola de samba) vem a calhar.

Então vem comigo que no caminho eu te conto : )

#impactonaencruzilhada

Trilha: Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar (Siba)

Referencias:

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Participantes neste episódio1
F

Fábio De Boni

HostAgrônomo não praticante
Assuntos6
  • Carreira Fabio PorchatAnalogia do recuo da bateria · Trajetória profissional e ciclos · Desaceleração e conexão com trabalho · Cansaço físico e mental · Visão linear de carreira vs. outros modelos
  • Jornada Pessoal ProfissionalFormação em Engenharia Agronômica · Experiência no governo federal · Atuação no Grupo Sabin · Liderança de programa de conservação na Amazônia · Início da consultoria independente (Baru Inovação Social)
  • Transicao de CarreiraMedo de cair no ostracismo · Medo de não ter mais o que dizer · Medo de não ter mais trabalho · Medo de se tornar um estorvo
  • Desenvolvimento ProfissionalDesenvolvimento de profissionais mais jovens · Colocar a bola no chão e pensar · Serenidade e capacidade de enxergar as coisas
  • Vida em abrigos e no carroBusca por um estilo de vida mais leve · Redução do consumismo · Menor pressão por faturamento
  • Produção de PodcastsContribuição via Apoia-se · Colaboração via Pix · Sugestões de pauta e feedbacks
Transcrição61 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bom dia, boa tarde, boa noite, começando mais o episódio do Impacto na Encruzilhada, episódio número 266. Reflexão sobre carreira, o recuo da bateria.

Bom, seja bem-vindo, bem-vindo. Eu sou Fábio De Boni, um agrônomo não praticante que coloca de pé esse podcast desde 2019. Já passamos dos 260 episódios rumo ao episódio 300. A gente vai chegar lá até o final de 2026. Agradeço às pessoas iluminadas que mantêm esse trabalho de pé.

Se você quiser contribuir também, passa lá no Apoia-se, o link está na descrição. Você pode colaborar com o Pix também, é o nosso e-mail fabio.debone.com. Aliás, é nesse e-mail que eu recebo críticas, sugestões de pauta. Quem quiser trocar ideia é sempre bem-vindo, bem-vinda. A gente apresenta a Baru Inovação Social, minha consultoria, a lojinha está aberta, a gente está fazendo projetos Brasil adentro. Essa é a proposta da Baru, atuar...

mais distante dos eixos do eixo Rio-São Paulo, embora a gente está sempre aberto a qualquer tipo de trampo na fantástica fábrica do impacto. Bom, resumão do episódio.

Nossa caminhada profissional é feita de ciclos, e não, isso não é papo de LinkedIn. O importante é a gente perceber esses momentos e saber saboreá-los, potencializá-los. No meu caso, esse ano de 2026 eu celebro 25 anos de formado, vai ter até churrasco da turma e tudo mais, e isso tem me feito pensar nesse momento de carreira profissional. Eu quero seguir para qual direção nos próximos anos da minha carreira?

Bom, e pensando nisso, me veio a imagem do recuo da bateria, aquele dos desfiles de escola de samba. É aquele momento que a bateria da escola entra num recuo para que as alas avancem sem que o desfile fique tão espaçado. É uma manobra importante para não perder nota, mas para dar coesão ao desfile.

Então, essa é a imagem que me ocorre nessa reflexão de carreira, momento do recuo da bateria. Bom, então vem comigo, que eu vou te contar mais e a gente vai pensar juntos aqui sobre essa imagem do recuo da bateria e sobre reflexões sobre carreira na fantástica fábrica do impacto. Então é isso, sem mais delongas, partiu para o episódio.

E o mundo por ser redondo vem por destino embolar.

Bom, então, esse ano de 2026 eu completo 25 anos de formado. Parece que foi ontem, mas a vida anda bem acelerada, não é mesmo? E essa bodas de sei lá o que me faz refletir sobre o que eu vivi e sobre o que eu quero construir daqui pra frente. Bom, breve resumo da minha jornada. Eu fiz Exalc, fiz graduação em Engenharia Agronômica.

E já depois que eu me formei, eu engatei direto o mestrado em recursos florestais. Eu fui fazer agronomia porque eu gostava de biologia e geografia e eu queria já, de alguma forma, trabalhar na área ambiental. Obviamente que depois eu descobri todo esse acaboço socioambiental e por aí eu trilhei meu caminho.

Ao longo da graduação eu já fui fazendo estágios e fui atuando na OCA, Laboratório de Educação e Política Ambiental, lá da Exalc. Foi ali que eu me forjei como profissional, com essa visão mais política, mais ideológica.

E foi incrível. Ali que eu construí a ideia do meu mestrado, ali que eu fiz iniciação científica. E comecei, inclusive, já no mestrado, a atuar como consultorias. A OCA faz, fazia, faz até hoje consultorias. Foi ali que eu comecei a experimentar esse mundo profissional.

Bom, e quando eu estava fazendo o mestrado ainda em Piracicaba, apareceu a oportunidade de ir para Brasília, fui para Brasília e lá fiquei 23 anos. Apenas no início de 2026 que eu me mudei de Brasília para São Carlos. Já falei sobre isso em outros episódios. Bom, atuei no governo federal, nos governos Lula 1 e 2. Comecei lá pelo Ministério do Meio Ambiente, 2003 a 2010, esse período.

Então eu fiquei no MMA, depois passei pelo MEC, depois fui migrando de área, eu entrei pela área mais socioambiental, educação ambiental e depois saí e fui para a área de participação social, essa área de conferências nacionais, atuei na Secretaria Nacional de Juventude, no Ministério da Justiça, no IPEA, fiz um monte de coisa no governo, foi incrível. Chegou um momento que encheu o saco e daí eu fui parar no Grupo Sabin e fiquei quase 10 anos à frente do Instituto Sabin.

Uma conjunção astral ali que me levou até lá. Depois eu conto essa história. Bom, e depois do grupo Sabin, eu saí por sentir que o ciclo tinha acabado. Já tinha feito as coisas que eu gostaria. Era hora de seguir em frente. E dali eu fui para liderar um programa chamado CALPSI. Programa de Engajamento do Setor Privado para a Conservação da Biodiversidade na Amazônia.

Eu trabalhava pelo SEAT e esse programa era financiado pela então USAID. Fiquei cinco anos à frente desse programa e no final de 2025 eu saí do programa, saí desse projeto. E ele segue ainda ativo, mas com uma equipe mais reduzida.

Bom, ao longo do segundo semestre de 2025, eu já sabia que eu iria sair do SEAT pela conjuntura da USAID, etc. E aí eu retomei essa ideia da consultoria, tirei da gaveta a ideia da Barulho e Inovação Social, e eu fui adentrando nessas águas da consultoria independente e cá estou.

Bom, bem o resumo do resumo aqui, nada mal para esses 25 anos de encaminhada. Passei pelos mais variados setores, transitei por diferentes áreas temáticas, de meio ambiente, de educação, segurança pública, saúde. Olha, não dá para reclamar não.

Pois bem, mas o momento atual tem me pedido uma certa desaceleração, uma maior conexão com trabalhos que façam sentido para mim. Afinal, são os trabalhos que nos buscam ou a gente que busca os trabalhos?

Está aí uma questão que eu tenho pensado. Bom, tempo também de entender o cansaço, meu cansaço físico e mental, mas também perceber o cansaço que paira sobre nosso setor de atuação, sobre a sociedade em geral. Não à toa o filósofo escreveu sobre a tal sociedade do cansaço.

Mas também reconhecer que seguir em movimento e trabalhando é algo bom, é algo positivo, faz a gente crescer, faz a gente ir além, aprender coisa nova. Seja trabalhar pela pressão dos boletos, seja por construir um nome e uma rede de contatos, seja pelo gás que a gente tem, para dar conta de um monte de coisa.

Pensando sobre o momento atual da minha carreira, da minha caminhada, me veio a imagem do recuo da bateria. Bom, e vamos lembrar o que é o tal recuo da bateria. É aquele espaço lateral na avenida, nessa pouca aí, onde os itimistas, a bateria, estaciona.

E aí as alas que estão atrás, que estavam atrás da bateria, passam para frente. Sem espaçar muito, porque tem uma questão de... Não lembro qual é a categoria que depois é avaliada, mas não tem espaçamento entre as alas. E esse momento é super estratégico no desfile, porque ele mantém a harmonia. E ele garante uma coesão no andamento do desfile. Muito interessante isso, viu?

Bom, esse momento de recuo da bateria é como eu me reconheço, como eu me vejo. Essa é a imagem que me veio quando eu estava pensando sobre esse tema, pensando sobre esses 25 anos de formado. Sim, eu sigo tocando bumbo, sigo no ritmo, sigo muito afinado e muito afim de tocar, mas ao mesmo tempo não mais afim de ficar querendo aparecer, estar no palco.

estar liderando grandes projetos, grandes equipes, grandes recursos, lidando com essa pressão nas costas, pelo menos nesse momento. Obviamente o dia de amanhã é diferente. Não, eu não tenho interesse em ser CEO, em ser diretor, em ser mais e mais, essa visão linear, de crescimento linear da carreira.

Não faz sentido para mim, tá? Não tenho interesse em empreender um grande case de sucesso. Acho que para mim, já ter colocado de pé o podcast já está ótimo. Como empreendeu, criou algo, está aí. Me orgulho disso aqui que a gente vem fazendo. Nada contra quem tenha esse sonho e essa gana de seguir crescendo sempre, linearmente. Vai com fé, tá? Mas não é para mim.

O meu momento atual é como esse recuo da bateria na escola de samba, sobre isso que eu estou refletindo.

Música

Bom, não se trata de estar acomodado de fim de ciclo, muito pelo contrário. Seja porque a gente tem muito para fazer, e a área que a gente atua tem muita coisa para ser feita, a gente tem muita lenha para queimar, mas eu também não sou herdeiro, preciso trabalhar, eu gosto de trabalhar. Mas, depois de 25 anos de formado, eu já percebo que não precisa sair correndo à toa.

A gente aprende a correr certo, a dosar energia, a botar a bola no chão, respirar, tocar de lado, olhar para frente. Mesmo porque a gente está perto, no meu caso, estou perto dos 50, e o nosso corpo pede por isso. Então é hora de entender esse momento, aceitar não só racionalmente, mas o nosso âmago, esse momento. Aprender a saborear esse novo momento, a tirar proveito desse novo momento.

Se engana quem pensa que isso é automático, que é só virar uma chavinha e tá tudo pronto. Muito pelo contrário, requer da gente muita reflexão, desapego, coragem. E o recuo da bateria pra mim é seguir ativo, mas sem aquele desespero de estar em tudo. Sem aquele desespero de ter que vender o almoço pra pagar a janta. Sim, eu preciso trabalhar, eu tenho boletos pra pagar, mas sem esse desespero.

sem cair nessa linha ascendente da trajetória profissional, como eu já mencionei. Era analista, virou coordenador, virou gerente, virou diretor. Agora tem que ser CEO, tem que ser sei lá o quê. Não, não é nessa pilha que eu quero entrar definitivamente.

Bom, para alguns, esse rolê que eu estou tentando desenhar aqui seria quase como um sabático. Então, aí tem que tirar um período sabático para refletir sobre a carreira, pensar para frente, o que quer fazer, fazer um balanço de tudo isso. Olha, para mim é quase isso, tá? É um mix de um sabático, mas sem parar totalmente como um sabático. É seguir atuando num ritmo menos frenético, mas seguir atuando, não parar.

Afinal, será que isso existe? Será que o sindicato dos sabáticos não vão me dedurar aqui que eu estou fazendo, propondo algo meio que não existe? Não sei, mas estou tentando pensar para mim, na minha realidade, no meu contexto, seria um pouco isso. Desacelerar, mas não parar totalmente. Bom, sei lá, né? Me conhecendo, eu sou daqueles que quebra pedra no tempo livre e isso não é nada legal, não é mesmo?

Então, para mim, fica mais fácil experimentar esse modelo recuo de bateria. Eu sigo tocando bumbo no ritmo afinado, mais tranquilo, mais atento a cada movimento que eu estou fazendo, sem aquele desespero.

E o recuo de bateria tem seu tempo próprio. Lembra, a escola de samba recua, fica um tempo e depois retorna para outro momento daquela parte final do desfile. Então é isso. Obviamente, pensando em termos de metáfora de carreira, o recuo depois do recuo tem mais uma caminhada de trajetória profissional pela frente. Não significa que é a última curva da caminhada profissional, muito pelo contrário.

Bom, e assim eu vou, retirando planos da gaveta, um plano que já falei, escrevi várias vezes, do motorhome, de viajar, buscando um estilo de vida mais leve, mais minimalista, que custe menos, que seja menos consumista. Eu sempre tive essa pegada na minha vida e agora isso vem com mais força. E não à toa, tem algum propósito para vir com mais força.

Bom, e ter menos coisas, um estilo mais minimalista, me traz uma pressão menor por ter que faturar, ter que pegar trampos, jobs, e por sair correndo em busca de novas oportunidades, sobretudo agora nas águas da consultoria independente.

Sim, eu sei que o mundo do trabalho está bem difícil, bem desafiador, eu sei disso. Eu sei que profissionais com mais horas de voo são mais caros, têm menos oportunidades. Por outro lado, muito necessários no setor para ajudar a desenvolver pessoas mais jovens, a colocar a bola no chão, a pensar, a gente a correr, parar de correr à toa no setor.

Eu sei também que o mundo do trabalho está difícil, está desafiador, não à toa, tem tantos colegas aí queridos que estão atuando como consultores, e outros que ainda estão hoje em posições estratégicas já sabem que daqui a pouco estarão na consultoria também. A vida é dinâmica, o mundo dá volta, não é mesmo?

Mas sim, o recuo da bateria traz uma série de medos, de receios, de frio na barriga. E a gente precisa olhar para eles, né? Medo de cair no ostracismo. Me faz lembrar aquela música do Benegão, né? Hoje pavão, amanhã espanador. Que é, você tem uma certa relevância. Você é chamado para eventos, você tem o que dizer.

E de repente você não é mais, você fica esquecido, ainda que você tenha muito a dizer, muita experiência. Estou falando por mim, mas isso tem um monte de gente foda no nosso setor que lida com isso há mais tempo do que eu estou trazendo aqui, inclusive.

Medo de não ter trampos, de ficar na rua da amargura, ainda que tenha muita coisa para ser feita no setor, e ainda que a gente tenha muita capacidade de contribuir em várias frentes, mas sim, bate esse medo de ficar sem trampo. E agora? Está acabando essa consultoria, preciso pegar outra, tenho que pedalar. Como é que vai ser?

Medo de não ter mais o que dizer? Da gente se tornar um estorvo, um peso morto? Uma figura patética que mais atrapalha do que ajuda? Que fica vivendo só de passado, né? De coisas que construiu e não do presente e do futuro. Eu tenho esses vários medos e outros, um monte de medos.

Mas o pior é não respeitar os sinais que a vida nos apresenta e querer manter o ritmo alucinado na raça e depois pagar um preço alto por isso. Eu estou falando da saúde, saúde física, saúde mental. O preço de virar um personagem de si mesmo e de não se reconhecer mais no que vem fazendo.

E aí esse momento do recuo da bateria faz pensar muito sobre isso, tá? De não me tornar um personagem de mim mesmo. De não seguir no piloto automático apenas porque tem que seguir dessa forma. Bom, e como eu escrevi recentemente, o que eu chamei de recuo da bateria é uma fase de estabilidade instável.

É assim que eu me vejo, uma fase de estabilidade instável. Bom, instável não só pelo mundo atual, que está uma maluquice, né? Pela própria área de impacto, por tudo estar tão veloz, tão volátil, tudo meio instantâneo, tudo meio incerto, né? Inclusive a parte de recurso, tudo meio difícil, as pessoas estão...

Todo mundo num frenesi, desesperado em busca de trampos, ao mesmo tempo lidando com demandas sociais ambientais intermináveis. Então, esse é o lado instável, volátil.

E a busca é tentar encontrar certa estabilidade nesse chacoalhar de abóboras que é a nossa vida, nosso dia a dia, a nossa atuação na fantástica fábrica do impacto. Tentar manter serenidade nessa fase, mas seguir sempre em movimento, não é parar.

Nunca se acomodar, nunca achar que já fez o que tinha que fazer, que a missão está cumprida. A vida sempre nos surpreende, sempre. Sempre apresenta caminhos, novos lugares para seguir, novas trilhas. A vida sempre nos oferece oportunidades de aprender, de rever ideias, de repensar conceitos. E sobretudo de colocar tudo isso em prática, de fazer. Bom, cá estou eu nesse momento.

Eu te digo com muita tranquilidade, o recuo da bateria é animado, tem ritmo, tem cumplicidade, ombro a ombro, tem sincronicidade, tem uma sensação, um prazer bom de estar nesse momento, sabe? Ao invés do que eu imaginava antes de que seria um lugar meio como se fosse um asilo, meio um fim de festa, não, muito pelo contrário, o recuo da bateria é incrível.

Bom, então se você também tem pensado sobre sua carreira, sobre para onde você está indo como profissional, ou se você está chegando no setor, se você já tem muitas horas de voo no setor, vamos trocar ideia sobre isso. Bora conversar para além do papo manjado de carreira à la LinkedIn Disney.

do tal Foguete que não dá ré e outras baboseiras aí dessas. Vamos trocar ideia de verdade sobre isso. E não, não estou vendendo nenhuma mentoria de carreira, assim como tantos vendem aí no LinkedIn Disney.

Nada contra cada um que encontre o seu lugar, mas eu quero de fato trocar ideia de forma sincera sobre esse assunto. Vamos falar sobre as nossas angústias, vamos dividir dilemas e também as delícias dos momentos que cada um está nas carreiras. Afinal...

Ter mais horas de voo traz bastante serenidade e capacidade de enxergar as coisas com mais pé no chão. E como tem faltado isso nos tempos atuais em nossa sociedade, não é mesmo? E claro, também na fantástica fábrica do impacto. Muita gente afoita, muita correria, muito frenesi.

E falta pôr a bola no chão, falta respirar, pensar com mais calma. E isso precisa de gente com mais horas de voo, gente mais rodada, que tem condição de colocar a bola no chão, de reorganizar o meio de campo, de olhar mais à frente, isso é fundamental. Então, bora fazer isso? Bora nos permitir falar sobre isso, refletir sobre isso?

Acho que isso é tão importante e tão necessário, não é mesmo? Então vem comigo, vamos trocar uma ideia sobre isso. Vamos falar sobre carreira, sobre trajetória profissional, sobre erros, fracassos, sobre dilemas e sobre as delícias de atuar nessa área socioambiental, na fantástica fábrica do impacto.

me sinto sim uma pessoa privilegiada de poder atuar nessa área e de poder também estar nesse momento de recuo de bateria. Tantas pessoas que estão atuando, não só no nosso setor, mas por aí na sociedade em geral, não tem a oportunidade de parar de refletir sobre isso, de dar uma mini pausa que seja a lá recuo de bateria. Então, vamos poder apreciar esse momento sim, e que ele seja útil para a gente e útil para outras pessoas também.

Bom, então é isso, tá? Não esquece de classificar o podcast aí no seu tocador. Se puder, dá uma força pra gente aí. Seja uma pessoa apoiadora lá no Apoia-se ou manda um pix, uma caixinha pontual, é bem-vindo também. Quiser trocar ideia, quiser sugerir pauta, quiser criticar, o que você quiser, vem trocar ideia com a gente pelo e-mail fabio.deboni.com. Eu tenho recebido, tá?

sugestões de pauta, feedbacks, gente que vem trocar ideia, a gente marca, e tem sido sempre incrível. Então, o espaço está sempre aberto e eu respondo sim todo mundo que me escreve. Então, não se acanhe, só chegar chegando. Bom, então é isso. Se cuide, um abraço e até a próxima. Eu procurei o fim do mundo, porém não pude alcançar.

Também não vivo pensando de ver o mundo acabar. Nem vou gastar meu juízo querendo o mundo explicar. Que quando um deixa o mundo, tem trinta querendo entrar. Epa, na minha vaga não. Toda vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar.

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