Episódios de Lidercast Café Brasil

LíderCast 412 - Renato Bontempo- O mundo dos Podcasts

08 de maio de 20261h18min
0:00 / 1:18:45

A prosa hoje é com Renato Bontempo, o cumpadre que está à frente do Bicho de Goiaba e CastNews, duas iniciativas voltadas à produção de podcasts. Diretamente de Minas, Renato traz sua visão de apaixonado pela mídia. Renato falou de suas iniciativas, seu livro sobre produção de podcasts e as experiências com esse formato. Tivemos a oportunidade de falar sobre a história do podcast no Brasil, nossas ideias a respeito e o que pode vir a acontecer com essa mídia. Se você curte podcasts, vai curtir essa prosa.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Assuntos4
  • Podcast como Ferramenta de ComunicaçãoImpacto do YouTube · Monetização e algoritmos · Retenção de audiência · Netflix · Consumo de áudio vs. vídeo · Perda da comunidade
  • Podcast e SucessoCusto de entrada · Pressão por vídeo · Qualidade da audiência vs. quantidade · CPM · Nicho de mercado · SBOPcast · Havaianas · Dunkin' Donuts
  • Construção de ComunidadePodasfera · União de produtores · Implosão pela politização
  • Produção de PodcastsPlataforma de notícias · Estudo do mercado brasileiro · Index Cast News · Número de podcasts ativos · Triton Digital
Transcrição212 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.

Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam.

Ah, eu trabalhei duro, cara, muito tempo, mais de 40 anos, fiz sacrifícios, abri mão do tempo com a minha família, passei anos construindo meu patrimônio e agora eu olho para o Brasil, vejo essa instabilidade política, mudanças a todo momento, nas regras, cara, tudo imprevisível, eu olho para isso e falo, cara, e meu patrimônio? Para onde é que ele vai? Bom, eu descobri que eu posso me proteger em moeda forte investindo no exterior.

Encontrei a Guardian Global Investments, que é o primeiro escritório brasileiro 100% focado em gestão patrimonial internacional. Eles entendem que a gente não pode ficar refém da estabilidade do nosso país. Sabe qual é o diferencial? Você não precisa se preocupar com nada da burocracia. A Guardian cuidou de todo o planejamento estratégico, abriu minhas contas, faz a gestão ativa, sucessão patrimonial, tudo 100% legal e estruturado.

com o respaldo de quem realmente entende do mercado global. A gente mantém controle total, mas com a tranquilidade de saber que o nosso patrimônio está diversificado, protegido e em moeda forte. Pare de apostar no incerto, meu caro. Seu futuro financeiro merece mais segurança. Eu sei, já botei meus caraminguás com eles, cara. Converse agora com os especialistas da Guardian, acessando guardepatrimonio.com.br. Eu vou repetir.

guardepatrimonio.com.br Bom dia, boa tarde, boa noite, bem-vindo, bem-vinda a mais um Lidercast, o podcast que trata de liderança e empreendedorismo com gente que faz acontecer.

A prosa hoje é com o Renato Bontempo, o compadre que está à frente do Bicho de Goiaba e do Cast News. Duas iniciativas voltadas à produção de podcasts. Diretamente de Minas, Renato traz a sua visão de apaixonado pela mídia. Renato falou de suas iniciativas, seu livro sobre produção de podcasts e as experiências com esse formato. Tivemos a oportunidade de falar sobre a história do podcast no Brasil, nossas ideias a respeito e o que pode vir a acontecer com essa mídia.

Se você curte podcasts, vai curtir essa prosa.

Muito bem, mais um Lidercast. Hoje vai ser um papo especial, cara. Papo de podcaster, né? Eu sempre começo contando como é que o meu convidado veio parar aqui. Bom, a gente acho que se segue aí há bastante tempo, né? E começou uma movimentação legal em torno da podosfera, em torno do que está acontecendo com o mundo do podcast. Mudei a mensagem para ele, ô bicho, quando é que você vai estar em São Paulo?

Uma hora dessa eu vou aí, quando vier me avisa, me avisou. Estamos aqui num horário alternativo, né? De noite, normalmente a gente grava de dia, de noite, né? Mas a gente começa com três perguntas, que são as únicas, que você não pode errar. Agora você pode chutar à vontade. Essas três têm que ser na lata. Você está preparado? Vamos lá. Seu nome, sua idade e o que você faz. Ah, você começa fácil. Bom demais. Renato Bontempo, 40 anos. E eu...

Como é que eu vou dizer o que eu faço? Eu trabalho no universo do podcast, com edição, com conteúdo, com várias frentes aí que eu acho que é o que nós vamos falar aqui. Mas eu vou me classificar como podcaster também. Boa, é bom, cara. Eu gostava de...

Me classificar como podcast era até virar aquela zona que tudo virou podcast, né? Aí ficou chato, né? Eu falei, bom, eu vou dar um tempo nisso aí, mas a gente vai chegar lá, vai voltar. Vamos chegar, isso aí é pano pra manga e eu tenho opiniões fortes sobre, tá? Vai voltar, a gente vai chegar lá, né?

Esse teu sotaque é de Recife, é do Rio de Janeiro? Que isso, eu trago a característica que trago mineirês para vocês aí, não tem como negar, o interior de Minas Gerais, Uberlândia e Patos de Minas, hoje eu estou nas duas cidades. Você nasceu onde? Eu nasci em Patos de Minas. Patos de Minas? Patos de Minas. E você tem irmãos?

Tem irmão, tem irmão. São dois casais lá em casa. Dois casais, legal. Você, seu pai e sua mãe faziam o quê? Faz ou faziam o quê? Fazem, meu pai é do mundo do agro, né? Trabalhou com fazenda durante muito tempo, minha mãe dona de casa, né? E estão em patos ainda, graças a Deus, vivos, bens, também tá muito bom.

E você vive de podcast hoje? Hoje. Você dá aula também? É, sou professor universitário, mas hoje onde eu coloco todas as minhas energias é no universo de podcast. Eu tenho uma produtora que chama Bicho Goiaba Podcast, que é uma frente que eu trabalho. E tem outra frente que é o Cast News, que hoje é uma plataforma de conteúdo.

para o universo do podcast. Quem produz, quem, de certa forma, está ligado ao universo de podcast, tem no Cast News uma fonte de informação, e é onde eu divido meu tempo nessas duas frentes. Produzindo podcasts e produzindo conteúdo para quem produz podcast.

De onde veio esse nome, Bicho de Goiaba, cara? Bicho de Goiaba, sou publicitário de formação, e os publicitários eles gostam de nome nonsense, né? Isso nasceu da faculdade, a gente tinha um podcast, eu e os meus amigos publicitários. Que ano era isso? Isso aí, nós estamos falando de 2000, 2002, por aí, sabe? E a gente tinha esse podcast, chamava Goiabada Cast.

Na época, aqui em São Paulo, a gente tinha o Brainstorm 9, do Merigo, que era muito famoso, a gente adorava. Era o blog que a gente seguia. E a gente falou, a gente tem que ter o nosso blog, e a gente criou o Bicho Goiaba, que era o blog lá, que a gente criou para falar também dos assuntos da publicidade. E a gente tinha esse podcast chamado Goiabada Cast, que se brincar ainda dá para achar ele aí nas internets da vida, mas não procure.

E aí ficou esse nome, é um nome que a gente usava muito. Quando eu decidi ter uma produtora de podcasts, eu já tinha o nome, tinha domínio. Falei, ah, vou usar isso aqui. E ficou esse nome que tem esse mineirês. Ele é nonsense com essas pitadas do mineirês. Interessante isso. Como é o teu apelido quando você era pequenininho, cara?

Cara, meus amigos me chamam de Bom Tempo, que é o meu sobrenome, fico Bom Tempo. Aliás, que puta sobrenome legal, cara. Mas é muito bom, bicho. Ele ajuda muito. Então, assim, praticamente é isso. Os meus amigos mais próximos me chamam de Bom Tempo. Quem é da família é do Mino... Quem não está me vendo aí, mas sou bem pequenininho, fica o Renatinho. Renatinho. O que o Renatinho queria fazer quando crescesse?

Cara, eu sempre achei, eu não sabia o que era, né? Mas eu sempre quis trabalhar com áudio. Eu não sabia. O meu primeiro emprego foi gravar CDs. Eu gravava CD, que é uma coisa muito, né? A minha profissão era isso. Era você ir lá escolher as faixas que você queria, né? Pra gravar um CD só seu. Isso aí, putz, era maravilhoso, né? Era isso, trabalhar com áudio. Você já começou pirateando, foi isso?

Na época, na época, isso não era visto dessa forma, entendeu? Mas sim, exatamente. No interior, lá, lá. Ele exatamente isso, gravando CD. Cara, eu sou da geração ultra anterior à tua, bem anterior à tua. Eu sou da geração que, nos anos 70, 73, 74, alguma coisa assim.

Estava preocupada lá, a gente não tinha. O Brasil lançava um filme no exterior e chegava no Brasil dois anos depois. Era uma coisa complicada. Ele não tinha acesso àquilo que se produzia no mundo, em termos de música e tudo mais. Então, a piratagem era o único canal que a gente conseguia quando começaram a nascer os cassetes e os gravadores de rolo.

Então tinha lugares aqui em São Paulo Que o cara vendia o rolo Só com músicas que estavam no exterior E que não tinha no Brasil Então a gente pegava um ônibus, vinha pra São Paulo Comprava o rolo, levava o ouro E aquele rolo alimentava toda a molecada Então a gente fazia fita cassete Fazia o diabo lá Que era o acesso que nós tínhamos Agora olha o que eu tô falando pra você Eu tô falando de 74, 75 Então

que é a era de ouro da música, cara, que foram as bandas, tudo aquilo que aconteceu de mudar a história do mundo foi nesse período e a gente não tinha acesso aqui no Brasil, era tudo muito restrito, então graças à pirataria a gente conseguiu fazer circular, né? Onus e o bônus, né? Onus e o bônus desse momento. Alguém que viajava a trazer um disco lá de fora era uma loucura, né? Você já pegou uma fase boa e já era...

Já era CD. Mas você seguiu esse sonho de trabalhar com áudio? Você falou, vou procurar alguma... Foi assim, eu lembro, tentar resumir essa história, porque nas gravações, a gente fazia gravações de CDs para CDs, e existia também o cara que chegava lá na lojinha que eu trabalhava com aquela raridade, que era o vinil.

E o cara fala, olha, esse vinil não existe em CD. Isso aqui foi gravado, ele não existe. Hoje, né, já se atualizou as bibliotecas, mas naquela época, olha, eu tenho esse CD, perdão, tenho esse vinil, mas ele não existe em CD. Coloca ele em CD pra mim, ó. O que a gente fazia? Colocava o vinil ali pra tocar, gravava ele num software, o Soundford da vida ou qualquer outro ali, gravava ele, transformava ele num MP3, num Wave, e colocava ele no CD.

E uma vez operando esse software de gravação, eu fiz uma bobagem lá e dei um Ctrl-C, Ctrl-V no áudio. E o áudio mixou. Tipo assim, eu dei um Ctrl-C, eu fui com um áudio sobre o outro. Aí eu falei, ah gente, calma lá, fiz uma bobagem aqui, mas eu descobri que tem jeito de mixar. E a partir desse momento eu comecei a entender que dava para mixar as coisas.

E eu comecei a fazer vinhetas de rádio. Porque eu falei, olha, tem um pedaço de uma música aqui e tem um cara falando. Eu consigo Ctrl-C, Ctrl-V, dava um mix lá e aí começou isso. Eu comecei a fazer essas mixagens na minha cidade. Rapidamente fui para uma rádio, trabalhei durante muito tempo na minha rádio. Na técnica da rádio? Na técnica da rádio, que eu já consegui operar, o operador de som, que era o nome daquilo, né?

então ali eu comecei a trabalhar com isso e depois fui contratado para um estúdio de gravação profissional para cuidar disso, então a minha vida era essa só que isso era um menino, um meninote Lá em Patos? Lá em Patos e Minas e aí eu falei, cara, agora tem a faculdade, calma lá isso aqui, quando você é meninote, tá beleza mas agora eu preciso estudar, o que eu vou fazer? vou fazer comunicação, talvez existe um mundo de áudio

da comunicação e aí eu fui pra publicidade achando que ia trabalhar com isso depois aí a história é outra, mas sim foi pra aí que o áudio me levou pra comunicação por causa dessa minha vontade de editar de fazer as coisas, não existia podcast nada, eu achava que eu ia trabalhar na rádio que eu trabalhei em alguma coisa nesse sentido produtoras, audiovisual eu sempre enxerguei esse momento você tirou um diploma de comunicação, estudou comunicação onde?

Isso na Exan, aqui em Uberlândia. Aí você foi para a Cidade Grande. Cidade Grande. Saiu de Patos, que é uma cidade menor, que foi para a Cidade Grande. Exatamente. Que está excelente, inclusive. Está maravilhoso. É o máximo de cidade grande que eu quero viver é Uberlândia. Você está fazendo certo. Tem muita gente voltando atrás, querendo voltar para a Cidade Menor.

Mas aí, pegou teu diploma de comunicador e caiu no mundo para ser o quê? Caiu no mundo de marketing. Você foi trabalhar em agências? Não, eu fui para... Todos os meus amigos foram para agências e eu fui para as empresas. Eu me apaixonei pelo universo do marketing e eu fui trabalhar.

analista júnior de marketing, depois analista sênior, depois fui coordenador, gerente de marketing de empresas grandes. Você era cliente das agências. Exatamente, fiz a minha carreira no mundo do marketing, trabalhei em atacado, grandes varejistas, Uberlândia é um polo do atacadista nacional, a gente tem grandes empresas atacadistas lá, então trabalhei em atacado, depois fui para o grande varejo, então fiz a minha carreira ali.

E em algum momento, minha carreira estava tudo beleza, e estudando aula também, sempre as duas coisas juntas, dando aula e trabalhando no universo do marketing. E aí veio a pandemia.

E a pandemia veio numa transição que eu estava fazendo de carreira. Eu estava saindo da empresa e indo para a outra. E quando eu falei assim, tchau empresa A, estou indo para a empresa B, veio pandemia. A empresa B falou, não, calma aí, precisa vir que o trem deu um problema aqui. E a empresa A, eu já tinha se liberado. Eu falei, uai, fiquei sem emprego.

E aí veio a ideia de, calma, eu tenho que fazer um frila, né? O mundo da publicidade é esse, né, gente? Se você está sem empresa, você faz um frila. Eu tenho que fazer algum frila aqui. Eu fiz uma continha na minha cabeça, né? Essa pandemia é três meses no máximo, então eu preciso três meses, eu tenho que sobreviver, tenho que fazer alguma coisa. O que eu sei fazer? Após dar consultoria de marketing.

Posso fazer alguma direção de arte, uma coisa que eu sabia fazer. Eu falei, cara, podia editar um podcast, né? Porque eu gostava de fazer, é algo que eu já domino, que é edição de áudio. Está todo mundo falando desse negócio do podcast aí, vou começar a editar o podcast. Isso foi 2020? 20 isso, 2020. 2020.

E o podcast já era um negócio bem consolidado. Já estava consolidado, mas quando começou a pandemia, começou os estudos, gente, agora esse negócio aqui vai ficar bom. E aí eu vi aquilo e falei, cara, está aqui, eu vou fazer um freela de edição de podcast durante três meses, que é o máximo que essa pandemia vai durar.

liguei para todos os meus amigos da área de publicidade, gente, ó, precisa de um, manda aí, se tiver podcast para editar, eu quero editar. E os jobs foram acontecendo, e desse frila virou uma empresa, que é o Bicho Goiaba Podcast. Que era áudio.

que é só áudio, a gente nem falava de vídeo nessa época, o podcast tradicional, o conceito tradicional do podcast que é um áudio entregado através de um feed, de um RSS feed no início para o podcast

pro iPod ainda, né? Vamos aproveitar o embalo, que tem dois aqui que acho que sabem o que estão falando, né? Vamos botar claro isso aí, né? Então, outro dia eu fui fazer uma entrevista numa rádio, o pessoal me perguntou, qual é a diferença de um pro outro? Eu fui explicar e expliquei assim, falei, cara...

Rádio e podcast são iguaizinhos na medida em que tem alguém falando no microfone. Isso não muda. Tem alguém falando no microfone. O rádio é broadcast. O que acontece? Alguém está falando no microfone, esse microfone, o equipamento vai codificar a voz desse cara, vai mandar para um negócio, vai subir numa torre e vai ser lançado um sinal no ar.

que atinge uma região X. Se alguém, estando na área de alcance desse sinal, tiver um aparelhinho capaz de decodificar esse sinal, que é um aparelho de rádio ou um aparelho de televisão, depende do que ele está usando ali, ele pode capturar esse sinal e aí ele ouve aquilo que foi lançado ao ar. Se ele estiver fora de alcance, ele não vai ouvir. E se não estiver na hora exata que estiver no ar, também não vai ouvir. Então isso é rádio. Maravilha, maravilha. Broadcasting.

Mandado para o mundo, perfeitamente. Aí vem o áudio, que é podcast. Então continua tendo um cara falando no microfone, a voz dele continua sendo transformada em buço, só que em vez de subir no mantê-lo e ser jogado no ar, ele vai subir para um depósito que vai ficar na internet. Ele está guardado naquele depósito. E aquele depósito está conectado num monte de distribuidores de podcast. Aí eu, que quero ouvir, vou naquele distribuidor, eu falo, escuta, eu vou usar o nome mais comum hoje em dia, que é o Spotify, né?

Eu vou lá no Spotify e falo, pô, gostei desse podcast, quero assiná-lo. Boto num botão e a partir daquele dia, automaticamente, chega na minha máquina aquele sinal que estava lá. Então, ele está guardadinho na minha máquina. Eu não preciso estar nem na área de alcance dele, que no caso da internet é mundial, e nem no dia que ele foi ao ar. Ele está para mim e aperta o botão e escuta. Então, isso é podcast contra...

Broadcast, ou seja, podcast não é o produto em si. Broadcast é um sistema de distribuição. É um processo de distribuição. Você pode distribuir por podcast áudio, vídeo, planilha Excel, impulso de Morse, eu já vi um podcast com o Morse. PDF. PDF, PowerPoint, qualquer coisa você pode distribuir como um podcast. Se seguir o processo, é podcast. Se não tiver esse processo, já não é um podcast.

E aí nós trombamos com nossos amigos do YouTube. Exato. E até nesse mundo de professor, a gente gosta de um conceito. A gente tem que estar, de certa forma, grudado em um conceito. E quando o podcast começou a fazer essas reviravoltas, essas transformações, a gente perdeu o conceito. Porque eu já fui esse cara, assim, cara, podcast é isso, é áudio entregue pelo feed. Aí depois eu falei, cara...

Você é o conservador do podcast agora? Não é assim também. Então aí eu fui tentando evoluir o conceito. Que é, não, podcast é um formato. O formato, ele não abrange todo formato. Você fala, não, podcast é só entrevista? Não, existem outros formatos de podcast.

Tem o audiodrama, que é meio que uma novela em áudio. Você tem o monólogo, que é uma pessoa que está falando, e ela mesmo se expressando e falando o que ela quer transmitir. Tem uma série de formatos que eles não migraram, por exemplo, para o vídeo.

Eles ficaram lá atrás e deixaram de ser podcast? Podcast é só entrevista? E se o podcast é uma entrevista? O programa do Bial, lá no início ele era podcast? O Jô Soares era podcast? Não, tem sentido o pânico no rádio ganhar como o melhor podcast brasileiro? Então sim, aí virou essa mistureba. E aí são duas coisas que a minha crítica sobre o nome podcast, ele ficou fashion, ele ficou chique.

Então, mas uma pausa, só para a gente dar origem aí. Como é que essa bagunça começou, cara? Essa bagunça começa lá por 2013, alguma coisa assim, quando o Joe Rogan, que fazia o podcast dele, fala o seguinte, eu vou transmitir meu podcast pelo YouTube. E eu não sei se você viu os primeiros, é ultra tosca, era uma câmera tosca, era uma zona, mas ele disse, o que é isso aqui? É o meu podcast.

sendo transmitido no YouTube. E aí, bicho, não teve jeito. Virou podcast no YouTube, virou podcast, e acabou que aquilo acabou se tornando um nome que foi sugado para esse processo aí. Quando o Flow olha aquele modelo e bota o modelo aqui no Brasil, ele já vem como podcast. É o Flow Podcast. Mas, na verdade, ele nasceu porque o Joe Rogan falou...

Vou transmitir no YouTube meu podcast. E aí o nome grudou. Como o poder daqueles vídeos do YouTube é muito maior do que era da turma do áudio, esse nome foi capturado. E aí virou essa bagunça toda que ninguém mais entende o que é. E o formato ficou confuso. Se você pensar bem, por exemplo, quando o John Rogan coloca uma câmera, ele está filmando ele fazendo um audio... Eu vou chamar de audiocast para a gente não confundir. Ele está filmando...

Ele fazendo o que ele sempre fez, que é conversar ali com a galera numa mesa, entendeu? Com a mesona que ele tinha lá. Ele falou, cara, você quer ver o que eu faço? Tem essa câmera. É como você, durante alguns anos, foi comum você ter uma câmera no estúdio de rádio. Entendeu? Aquilo lá é uma curiosidade. Cara, porque não é o tipo de conteúdo que você quer quando você liga uma câmera de um rádio. Cara, porque não acontece nada lá.

Entendi, é um cara falando no microfone. Você, ah, essa aqui, às vezes você quer saber quem é a pessoa que tá falando, você quer ver como que é a rádio, sabe? Cara, mas não tem nada acontecendo lá. E você, e como a despreocupação do Joe Rogo, como você falou, cara, ele não tava muito preocupado, porque ele não tava produzindo vídeo. Ele tá produzindo áudio, ele estava filmando ele produzir áudio. Documentando, né? Ele tava documentando.

Exatamente. Então, quando o Flow vem e fala, cara, eu vou ter um programa em vídeo.

Cara, não faz sentido ele colocar aquele microfone daquele tamanho. Porque aquele é um microfone de áudio. Porque geralmente é o SM7B, que é aquele microfone mais chicão, todo mundo usa, né? Cara, é porque aquilo, como a rádio ou o áudio é a única coisa que você entrega, eu tenho que ter um microfone muito bom. Então eu tenho um microfone que ele é gigante. Mas quando eu produzo vídeo, eu não é...

Não é esse microfone que eu uso, eu uso um lapela, que é aquele pequenininho que fica escondido, eu uso um boom, que é aquele que fica acima do corte para captar. Essa é a linguagem do vídeo. O problema que eu tenho aqui para conseguir localizar as câmeras e tirar da tua cara esse trambolho aí, né? Porque nós estamos aqui filmando o nosso áudio, entendeu? Esse aqui é filmar como nós estamos gravando o áudio. Então, quando veio esse formato, a gente ficou, cara, por que que...

Por que que tá copiando? Mas é porque era isso, como você explicou, era fashion, era legal, tem que ser igual o John Rogan, mas a linguagem não faz sentido. Por que a linguagem não faz sentido? Porque não acontece nada nas câmeras. Eu tenho um plano geral, eu tenho um plano e um contraplano. Se você ver três minutos daquilo...

Você já viu tudo, não vai acontecer nada. As câmeras nem mexem, as câmeras são estáticas. Não tem um operador de câmera que chega um pouco mais perto e pega um detalhe da minha mão quando eu falo. Não é uma produção de vídeo, não é uma novela. Exatamente, nada acontece ali.

Então ficou essa coisa que a gente vai fazer e aquilo foi sendo copiado. E antigamente nem tinha um algoritmo, porque hoje ainda tem a justificativa. Hoje por que eu não critico? Você está criticando? Cara, tem que fazer. Porque eu preciso desses cortes em vídeo para me jogar nos algoritmos da vida. Do Spotify agora tem também, do YouTube, do Instagram. Hoje ainda se justifica um pouco.

Mas é um formato que ele foi levado para o vídeo, meio que assim, vamos levar e tem que ser dessa forma. Mas se você parar para analisar, não faz nem tanto sentido. E foi avassalador, porque a forma como ele ganhou espaço foi avassalador. Até esse negócio aparecer, lembra que tinha uma época que o pessoal dizia o seguinte, cara, YouTube não é lugar para vídeo cumprido.

Ninguém vai assistir um vídeo de uma hora no YouTube. E nós estamos com um podcast com quatro, cinco horas. Então houve uma mudança no meio do caminho. Talvez, talvez causada pela própria pandemia, né? Que deu tempo da gente ficar parado na frente de um assistindo alguma coisa lá. E causou um fenômeno, né? Porque realmente é inexplicável, né? Você fica parado vendo os caras em volta de uma mesa falando e você assistindo aquilo. Ouvi ou ouço na boa.

Agora, assistir aquilo realmente não faz muito sentido. Mas o fato é que essa bagunça... O podcast, por natureza, ele nasceu bagunçado. Ele já era bagunçado. Ele não veio de um lugar, ele não veio de uma coisa organizada. Ele foi acontecendo. Virou uma coisa de amador, lembra? Podem ser só dois gordinhos falando bobagem. Então, a gente nunca conseguiu botar nele aquela coisa de...

É um projeto profissional de comunicação. Ah, como é que mede? Puta, não sei. Mede de edifício. Tudo era complicado. Me explica a feed. Que está louco que eu vou te explicar um feed, né? Então a gente apanhou muito. Antes da gente conseguir organizar isso tudo, entrou o vídeo na jogada.

E aí bagunçou de vez. Eu acho que assim, aí a gente pega uma característica desse momento, igual você falou que é um pouco mais amador, que eu acho que é a diferença que tem, que é uma coisa que hoje nós estamos perdendo, que é a formação da comunidade. Quando a gente tinha o podcast no seu início, na sua forma tradicional, a gente tinha uma formação muito grande de comunidade, porque, cara, eu gosto de música.

Alguém te indica aquele podcast do cara falando de música. Cara, esse cara que é um guitarrista que tá falando... De repente você tinha ali... Você sabia que quem tava envolto daquele conteúdo era aquela comunidade que você gostava daquele assunto. Tipo assim, aquele podcast que você segue, ele não brotou da sua timeline lá, porque o algoritmo achou que você gosta de guitarra, entendeu? Não, cara. Você buscou ativamente, é o que a gente chama, né, daquele ouvinte que ativamente buscou aquele conteúdo. Então isso é muito forte.

E isso foi organizado sem nenhuma grande empresa por trás, porque a Apple meio que difundiu a forma como trabalhar o vídeo, mas ela disse assim, você vira aí, meu querido. Tratou pontapé, né? Porque ela estava ganhando dinheiro vendendo iPod, vendendo iPhone, ela não estava preocupada com aquilo, cara. Tipo assim, inventei isso aqui, funciona nos meus aparelhos, porque você ouvia no iPod, então você tinha...

mas assim, toca aí do jeito que vocês querem. E a comunidade que moldou como é o podcast, isso era maravilhoso. E tem outro lance interessante que era maravilhoso. Tinha um negócio chamado Podasfera, cara, onde os produtores de podcast, a turma se conhecia, se juntava e aprontava de montão. Então teve momentos históricos aí. Estou falando de 2006, 2016.

9, 10, 11, 12, 13, por aí. Até por aí foi uma bagunça, cara. Era muito legal. Todo mundo se conhecia. Um chamava, botava podcast de um no podcast do outro. Tinha uma união dessa podosfera que era um negócio muito bonito, cara. Muito legal. E que foi implodido pela politização. Quando o Brasil politizou, a podosfera...

implodiu, porque aí você é de esquerda, eu sou de direita, não quero papo contigo, não vou te chamar pra gravar comigo, eu quero que você morra, você quer que eu morra, então isso se... foi feio, se facelou mesmo e desmontou, acabou aquela podesfera como existia e não tem nem sombra dela hoje em dia.

E é uma pena, porque a força que o ecossistema precisava era da união dessas pessoas, de quem produz. E até então a gente não tinha um grande player que... Quando você fala em vídeo, nós estamos no YouTube. É o cara que... Tanto é que assim, você não discute... Quando você... Ah, eu quero ir para o YouTube. Você não discute a monetização que ele te dá. Você não discute a forma como o algoritmo dele te trata.

Cara, você quer, você tem que ir pra lá. Entendeu? Meio que assim, tá dado. E o ecossistema de podcast não tinha isso, entendeu? Você tem vários players, você tem várias soluções pra hospedar o seu podcast. Você tá no Spotify, mas você tá no Deezer, mas você tá no Apple Podcast. Você tá num indie que lançou agora. Você tinha uma variedade e essa variedade que dava força pro conteúdo. Cara, se o seu conteúdo é bom, ele vai sobreviver.

Alguém vai te achar, fica tranquilo. Se o seu conteúdo é ruim, naturalmente vai morrer, graças a Deus, que a gente não precisa de conteúdo ruim. Então, funcionava bem. Então, hoje, quando você tem... Aí vem o mundo, né? Você estava muito bem enquanto não estava envolvendo dinheiro, né? Porque quando você está falando desses momentos maravilhosos aí, era o momento que a gente fazia...

Porque gostava de fazer, que era o assunto, que era só a galera, que a gente precisa ganhar dinheiro. Aí alguém entendeu que isso aqui é um público muito bom. Aí você tem duas coisas, você tem um conteúdo de graça, que o podcast é esse conteúdo de graça que você produz, né? Chegou alguma empresa e falou assim, não, cara, traz esse conteúdo. Já que isso é de graça, coloca aqui.

Eu vou ganhar um dinheiro com isso, eu tenho meus assinantes, eu vou ganhar um dinheiro com isso. E aí começou essa coisa de você tem que se organizar de alguma forma. Como você vai ganhar dinheiro? Aí eu preciso de vídeo para ganhar dinheiro, eu preciso de ter uma estrutura melhor, eu tenho que ter equipamento melhor, antes eu fazia só com meu microfonezinho.

E aí você entra num mundo diferente, onde a produção precisa se profissionalizar um pouco mais, porque você tem esse grande player, entendeu? Que está ali ditando essas regras do que deve ser e como você deve se comportar, entendeu? E aí acaba um negócio fundamental, que foi o custo de entrada do podcast era baixíssimo, não era nada.

quanto custava fazer um podcast depois que ele se popularizou? nada cara, você pega um microfone você tem um bom celular você fazia um podcast, sem problema nenhum quando começa a vir, agora tem que ter vídeo tem que ter uma câmera legal, tem que ter um editor e tudo o custo de entrada começa a ficar proibitivo, tem que gravar num lugar legal começa a ficar, pô

Já não é mais eu sozinho que boto o negócio no ar e arrebento. Agora eu preciso ter, eu tenho um compromisso mensal que se não der dinheiro eu vou morrer depois da manhã. Isso, de certa maneira, deu uma limpada na área, porque o que eu vi de morrer...

O que eu vi de morte de podcast é um negócio impressionante, né? E você ficou com essa pressão que você precisa ir por vídeo. Eu sempre digo, cara, não precisa. Você tem a sua comunidade, você está trabalhando bem, você tem bons feedbacks. Cara, você precisa ir por vídeo? Você tem alguma coisa nova para mostrar no vídeo? Ah, não tenho, porque se eu for por vídeo eu consigo adicionar. Legal. Cara, você vai por vídeo só para ir?

Porque dependendo da fase que você está no seu podcast, ou de monetização, muitas vezes não faz nenhum sentido isso aí. Não quer dizer que você não possa ir, que em um determinado momento você queira ir. Mas existe uma pressão hoje do YouTube de que...

O que esses caras grandes fazem? Eles falam o seguinte, você está tranquilo aí no áudio, não está? Maravilha. Se você vier para a minha plataforma em vídeo, eu te mostro para mais pessoas. Verdade, verdade. Faz um teste aqui. Aí você grava seu podcast em vídeo, coloca lá, principalmente nas primeiras rodadas, o algoritmo sai enlouquecidamente entregando para tudo quanto é gente. E te paga o dinheirinho.

E às vezes até te dão um dinheirinho. Mas o que mais brilha os olhos do produtor de conteúdo é essa grande entrega. Aquilo fala assim, já, gente, mas eu tenho aqui mil downloads no meu podcast, coloquei lá no YouTube e deu três mil. Duas coisas. Às vezes estão te enganando porque estão...

apertando o volume de entrega exatamente pra você achar que aquilo lá é muito melhor, sabe? E muitas vezes isso não vai se replicar pra sempre, entendeu? Eles fazem uma rodada de, cara, a primeira vez que esse cara vem aqui, nós vamos agradar dele demais. Aí entrega pra todo mundo. TikTok fez isso muito tempo, sabe? Spotify fez. Eles dão essa coisa assim, vem pra cá que aqui é melhor, entendeu? Aí você fala, cara, aqui realmente tá entregando mais.

Só que tem dois pontos que a gente precisa analisar. Tá entregando pra quem realmente an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an an

interessa? Essa é o público que está entregando? Esse cara, qual que é a retenção que você tem hoje? Se você vê, a gente hoje tem gráficos, eu uso no Bicho Cuiaba, a gente usa um um analítico da Bumper, hoje para mim é um dos melhores analíticos que eu vejo para analisar mesmo o que está acontecendo com o podcast, ele cruza todos os dados de Spotify,

do Apple Podcast e do YouTube. Você consegue ver a retenção nesses três do mesmo episódio. Cara, você vê que lá no YouTube a retenção, cara, ela começa a ouvir e vai embora agressivamente. Enquanto no áudio, que é o seu público, que é a sua comunidade, ele não vai embora. A retenção tá boa lá. Sabe? Então, você tem que enxergar isso. Compensa aí pro vídeo. Já tá me entregando, mas a minha comunidade tá sendo formada. Tá valendo a pena?

Às vezes sim, não estou falando que é tudo ruim, mas muitas vezes você fica cego por uma métrica que não está te ajudando em nada. Você está ouvindo o Lidercast, um podcast voltado para liderança e empreendedorismo.

De onde veio este, tem muito mais. Por exemplo, a minha mentoria MLA, Master Life Administration, um programa de treinamento contínuo em que reunimos pessoas interessadas em conversar sobre temas voltados ao crescimento pessoal.

profissional. Comunidades online oferecem conexão, compartilhamento, apoio, aprendizado e segurança. O MLA é mais do que isso. É um mastermind para profissionais com encontros mensais, presenciais e online, promovendo uma sensação de comunidade e uma troca muito valiosa de experiências. Olha, tem vagas disponíveis. Se você se interessa em estar comigo, acesse mundocafebrasil.com e clique no link para saber mais.

São duas coisas interessantes. Quando você fala assim, você vai para o vídeo, dá a impressão que o vídeo é o próximo passo depois do áudio.

E não é, cara. Ele não é. No meu caso, por exemplo, eu botei na cabeça o Café Brasil, é um programa de áudio. Enfim, cara. Pô, eu não vou fazer vídeo. Primeiro que eu uso música, se eu entrar na porra do YouTube, ele vai me derrubar. Então eu não vou. Segundo, cara, que transformar aquilo que eu faço lindamente bem no áudio num vídeo digno, cara, que é uma produção horrorosa. Não vou nem pensar em fazer aquilo lá, né? No nosso caso aqui, cara...

é um bate-papo. Qual é a produção? Nós dois. Nem make-up, nem... Nem um pozinho pra tirar o brilho, né? Mas pra mim esse é o formato. Nós estamos falando aqui, e o áudio tá pegando, bate-papo na boa, tem um vídeo gravando, e dane-se, cara. Pega esse negócio e bota no ar, e ali ele vai rodar.

Isso é uma quebra de paradigma interessante, que eu acho que aí é muito legal o que aconteceu no Brasil, que foi acabar com aquela história do padrão globo de qualidade e conseguir botar no ar um conteúdo. É legal, estou conseguindo ouvir, estou vendo uma boa imagem? Manda bala, vamos embora, vamos embora que a gente vai fazer acontecer. De novo, com um custo muito baixo. Então qualquer um de nós pode virar um comunicador de primeira. Mas tem uma coisa que me incomoda. Brutalmente aconteceu.

Domingo agora aconteceu, né? Eu sigo muito, tem uma live do Laudelino, já gravei com ele aqui, muito legal, a live dele é sensacional. E a live dele, ele começa com um vídeo mostrando trechos de filme, aquela coisa toda. E na live aparece o Antônio Conselheiro com um cajado na mão, não sei o que, e a porra do algoritmo entendeu o que é que ele era uma arma.

E derrubou a live dele pela segunda vez. Se derrubar a terceira, a strike acabou o canal dele. No meio da live, pum, cai a live. O que aconteceu? Cara, você estava mostrando armas. Você estava mostrando armas aí. Então a live saiu do ar, ele tomeu um gancho de uma semana e vou ter que obedecer. Paralelamente, ontem, hoje de manhã, eu estava assistindo um trecho de um vídeo do Mamãe Falei mostrando o atentado lá nos Estados Unidos contra o Trump.

Cara, o que esse cara tem de dedos ali? Ele não pode falar. Então, olha, ali vai aparecer uma cena, o cara estava segurando um guarda-chuva, porque ele não pode falar fuzil. Entendi. Agora, fulano, vai passar um negócio aqui, por favor. Bota um blur para mim. Não deixa aparecer isso aqui. Então, ele vai transmitindo o negócio e totalmente amarrado, porque ele não pode falar uma determinada palavra. No outro lugar aparece um pi no lugar.

Uma imagem ele tem que tirar do ar, ele não pode mostrar, porque qualquer coisa dessa vai fazer com que...

o trabalho dele seja derrubado. Ou seja, ele está obedecendo uma regra de um terceiro, que se não gostar da cara dele, acabou o negócio dele, acabou o projeto dele. Ele não tem nem onde projetar aquilo. O caso do Laudelino. Se não for no YouTube, vai lá para onde?

Ah, bota no Vimeu. Não tenho alcance. Não vai, cara. Então é você se entregar a uma política que, bicho, se ela não for com a tua cara, você já dançou, né? Então aquela coisa inicial do podcast que é... Eu sou livre. Exato. Eu não sou tão livre assim, cara. Se eu estiver no YouTube, eu não sou livre, não. Eu não posso falar o que eu quero. Eu não posso dizer... Aqui...

eu faço o que eu quiser, talvez pela irrelevância, mas não estou numa plataforma, ninguém está me segurando aqui, eu não estou tendo que jogar o jogo de alguém aí, e eu acho que para um criador de conteúdo, isso é fundamental eu fiquei triste de ver a dificuldade dos dois não fala trago você como convidado, bicho, pelo amor de Deus não fala tal coisa porra, que porra é essa? eu acho que assim, a gente tem que eu acho que

às vezes fica parecendo que a gente está demonizando o vídeo, eu sempre falo assim, às vezes o vídeo está sendo usado do jeito errado. Quando eu falo assim, quando eu digo que não concordo, ou que às vezes eu faço uma crítica, eu só acho que muitas vezes ele é usado de uma forma que ele ou não precisava ou do jeito errado. Por exemplo, a gente antes de... Antes de...

realmente migrar pro vídeo, a gente já tinha condição de colocar o áudio com alguma animação, por exemplo, pra aquilo você... já tinha um audiograma que a gente chamava, né? Que é um áudio com a imagem, com a capa do podcast, com a capa de quem tá apresentando. Aquilo ali já circulava no YouTube, entendeu? Fiz muito isso. Fiz muito isso. E ok, você tá usando a ferramenta certa, cara.

Eu tô aqui, eu quero que pessoas me achem. Eu vou lá pro YouTube, eu vou lá pro Instagram, eu vou lá pro TikTok, os caras... Mas eu quero que eles cheguem aonde? Eles querem que chegue no meu conteúdo em áudio. Por que é importante eles chegarem no conteúdo em áudio? Porque ainda hoje, por mais que existe uma pressão de todas essas empresas... Eu tô falando de empresas, tô falando de YouTube, tô falando de Netflix.

Talvez você não esteja acompanhando, mas no Brasil ainda não, mas na gringa a Netflix está comprando licença de todos os podcasts famosos. Então eles estão indo para a TV. Então o podcast lá nos Estados Unidos está chegando na TV com muita força. Aqui ainda vai acontecer com mais, com certeza, aguardem.

Mas você tem essa pressão dessas grandes empresas que querem ganhar dinheiro com esse momento do áudio do podcast como formato, entendeu? Na tela. Podcast em tela. Exatamente. Que é o grande momento hoje, que eles falam que é conquistar a sala de estar de quem consome esse conteúdo. Que o YouTube já está ganhando. Exatamente. E a Netflix está entrando agora para essa...

briga de gigantes e talvez, de certa forma, nos ajude como criador de conteúdo aí, mas ainda não sei. O que eu quero dizer é o seguinte, mesmo com toda essa energia das grandes empresas, para que as pessoas consomam o vídeo,

Quem realmente ainda é rei é o áudio, mesmo no vídeo. Porque as últimas pesquisas, infelizmente a gente só tem as pesquisas lá fora, tá gente? Quando eu falar isso, são pesquisas... Mas vale a pena porque eu estou falando de pesquisa do maior mercado de podcast do mundo, que é o norte-americano, né?

Mais de 70% do consumo ainda é em áudio, mesmo no vídeo. O que significa isso? O cara liga o YouTube e só escuta. Vai lavar vasilha, ele não está vendo. Por que ele não está vendo? Por causa daquilo que eu falei anteriormente. Nada acontece no vídeo. São três pessoas ou duas pessoas no mesmo ambiente, nas mesmas câmeras. Então ele olhou ali dois minutinhos e ele já se atualizou o que é aquilo lá. Ah, esse aqui que é o Renato? Legal. Bom, ele está falando sobre isso.

Vou lavar minha vasilha. Só se tiver uma treta. Na hora da treta... É, exatamente. Ele tem uma briga. Mas, de certa forma, ele está usando o vídeo para chegar no áudio. Porque o consumo desse conteúdo ainda é em áudio. Por isso que eu falo que a gente tem que ter cuidado. Sempre que eu falo, tem cuidado no tratamento de áudio, tem cuidado na hora de captar. Porque ainda...

Pode ser que mude, mas ainda o áudio é rei. O que acontece de você ligar o seu celular, dar o play ali, meu amigo, você esquece o celular, você está ouvindo, você não está olhando para a tela. Nós não vamos poder abrir mão desse tipo de consumo nunca, porque é do ser humano, eu quero levar meu cachorro a passear.

E não vou estar assistindo um vídeo enquanto faço isso, vou estar ouvindo um áudio. Então hoje, o meu resumo é esse, ainda hoje o áudio é relevante, mesmo com toda essa pressão que a gente tem. Eu acho que será sempre, será sempre. Não vai ter como você tirar, porque é outra história, o consumo de áudio envolve outro tipo de área do cérebro que é diferente da visão. O que o áudio te proporciona, a visão não dá nunca, e eu fui ver isso.

te mostrei o projeto do Café com Leite na escola. Cara, a molecada ouvindo um podcast contra a molecada assistindo um podcast é completamente diferente, cara. A molecada ouvindo aquilo, o moleque viaja, aquilo vira uma... A coisa da imaginação da garotada não tem limite, né? Assistindo, não. É aquilo, né? A Bárbara que faz, até usa sempre aquele exemplo. Se eu falar pra você assim, galinha pintadinha pra 40 pessoas,

As 40 vão imaginar uma galinha azul com pitinha branca. É a galinha pitadinha. Agora, se eu disser para você assim, lobisomem para 40 pessoas, tem 40 lobisomem diferentes, cara. Entendeu? Elas não viram em lugar nenhum. Elas estão imaginando. E aí isso é uma riqueza maravilhosa que você, quando vai para o vídeo, você perde isso tudo. Alguém desenhou, alguém botou ali, então você perde essa outra inteligência que o vídeo, que o áudio produz.

E a gente tá num momento agora que a gente, né, alguns analistas estão chamando que são os órfãos do áudio. Que é aquele podcast que mudou pro vídeo e esqueceu da galera que só escuta. Então a gente tá conversando e eu falo, cara, que linda essa camisa sua, hein? Combinou com o sapato. Pô, e aí quem só tá ouvindo? Ele ficou batido nessa conversa aqui, ele não sabe a coisa da sua camisa, não sabe a coisa do seu sapato.

Então assim, esqueceram que muitas vezes a comunidade que ele construiu ainda é em áudio, tá lá ok, que tem gente nova chegando, cara, mas até a forma de ir pro vídeo, ela tem que ser pensada, porque senão você deixa uma... Vou mostrar um gráfico aqui pra vocês de crescimento, que gráfico? O que ele tá falando? Muitas vezes isso precisa ter uma tratativa melhor nessa mudança, ok, você quer ir pro vídeo? Cara, se organize.

Pensa que tem gente só ouvindo, imagina que o áudio ainda é rei, tem gente que só está ouvindo, isso precisa ser levado em conta. Você viu hoje à tarde um anúncio de que o Monarque está voltando. O Monarque está voltando, está lançando um novo canal dele no YouTube, que ele vai abandonar o nome Monarque, e o canal dele chama-se Bruno Ayub Show.

O nome podcast... Foi embora. Foi embora. Como está acontecendo nos Estados Unidos com uma porrada de podcasts. O Podpá também, você sabe, né? Já lançou agora o da cozinha também, mas já virou Tastá. Que é outra coisa. Da porta, show. Então, Joe Rogan Experience. Está abandonando. Então, eles já entenderam que aquilo que eles estão fazendo é outra coisa, não é mais... Então, quem sabe a gente recupera.

Eu tenho essa vontade, porque realmente, você falou, hoje eles chamam de show, na gringa se chamam de show, aqui a gente chama de programa, programa de rádio, programa de TV, a gente dá essa nomenclatura. Então hoje, quando você vê o pó de pá nessa nova fase deles aí da cozinha, cara, aqui eles estão fazendo um programa.

programa que seria, antigamente um programa de TV, hoje é um programa no YouTube. Então às vezes o cara tá fazendo um programa de áudio, sabe? Então às vezes eu também, por causa dessa... Porque assim, virou... é difícil até de vender. Você imagina esse cara indo numa...

numa agência vendendo projeto, né? Cara, toma que esse projeto o que é isso? A mesma dificuldade que nós estamos aqui tentando emplacar um conceito eles também tem dificuldade. É um vídeo no Youtube o que você faz? Eu faço um vídeo no Youtube é uma live? É uma live não o meu é gravado, o meu é live, mas é um programa no Youtube. Ah, mas por que chama podcast? Porque sim

eu tenho essa vontade de que a gente tenha um conceito mais centrado, entendeu, e que realmente cara, e não tem, assim eu acho que eles se apropriaram do nome podcast porque ele era muito legal, entendeu pra chamar atenção, então vamos de podcast mas o Flow, como eu te falei, ele não precisava ter nascido como podcast ele podia ter nascido como um excelente programa de entrevista no Youtube Flow Show é um puta nome, né já é, já tá até, entendeu, então assim

Mas é porque ele quis ir atrás daquela onda que estava acontecendo. Não estou criticando, né, gente? Cara, cada um tem o seu jeito de trabalhar. Mas assim, como conceito que eu falo, ele não precisava. Ele não precisava ter uma mesa daquele tamanho gigante que atrapalha o vídeo. Ele podia ter duas poltroninhas ali muito mais elegantes, um cenário muito mais tranquilo, entendeu? Com microfonesão aparentes. Mas aí era televisão, cara. Mas olha como o mundo está dando volta. Eles não queriam parecer televisão.

quando o Flo colocou aquela mesa gigante aquele trem, colocou aqueles dois microfones gigantes lá eu queria deixar claro que ele era outra coisa eu não sou TV e agora estão indo pra Netflix e agora tem TV acho que a Globo lançou um programa que ela finge que é um podcast tanto que foi uma tiração de sarro porque tem um puta microfone na mesa e não tem cabo não tá ligado, exatamente é trazer a estética do do

porque o mainstream faz isso, né, cara? Ele captura uma estética e transforma uma coisa dele. Bom, mas vamos lá, vamos ver onde está isso aí. Eu, de certa forma, sou um espectador privilegiado, porque eu estou assistindo isso desde 2006, né? Então estou vendo, me dá um desespero, porque a hora que o negócio agora vai enrolar, acontece alguma coisa, tem uma virada tecnológica, algo acontece que muda tudo, né? Então, agora estamos com a...

E há, ontem eu vi um post que eu falei, não é possível isso, uma menina vendendo no Instagram, um post que eu criei meu podcast e fiz 15 mil reais, dólares no primeiro mês, não sei o que, eu não apareço, eu não escrevo, eu não edito, eu faço porra nenhuma, quem faz é esta IA aqui. Pegue esta IA, jogue um assunto, ela faz o podcast, põe no ar e você só vê o dinheiro entrando.

Meu Deus do céu, cara. Pra mim que sou um... Que sou um... Como é que é? Um ourives do podcast. Ela gosta de lapidar pro roteiro. Porra, aquilo sai com... Não, bota na IA. E aí ela faz sozinha.

Ela põe no ar e você vai ganhar dinheiro. Eles estão sofrendo muito lá fora com os podcasts todos de IA. A gente acompanha aí. Tem o Pod Index, que é um índex que monitora todos os podcasts do mundo. As duas últimas semanas foram, assim, teve um aumento enorme da quantidade de novos episódios feitos por IA. Você botou no Cast News, eu li alguma coisa. Exatamente, sabe? Eles estão cuidando com isso.

Por que isso ainda não tem no Brasil? Por que eles fazem isso lá? Porque eles monetizam aquilo, né? Eles colocam um anúncio ali dentro e monetizam e vão jogando aquilo lá e qualquer centavinho que der, quando milhões de centavinhos se juntam, tem uma grana ali.

Aqui no Brasil ainda não tem, porque nem quem produz conteúdo de verdade está com dificuldade de ser monetizado. Imagina um IA, entendeu? Então hoje a gente quase não tem. A gente está monitorando também no Brasil aqui. E hoje a gente está com pouca IA. A gente quase não tem, sabe? Mas a minha avaliação é essa. Para colocar o IA para quê? Ganhar dinheiro...

já é tão difícil para quem já produz o seu conteúdo recorrente na forma manual, trabalhando o roteiro, trabalhando o conteúdo. Então, cara, mas aí é que eu vejo essa história. Eles querem ocupar espaço. Eu quero ocupar espaço, cara. Eu vou produzir 10...

podcasts por Iá, para ocupar nichos e ocupando um pedacinho de cada um eu ganho um pedacinho desse mercado. Aí vai caber ao ouvinte fazer, será que eu quero ouvir música feita por Iá? Ou eu quero ouvir música feita por um humano?

Meu, não tem diferença. Acho que tem. Tem demais. E a gente vai perceber essa diferença muito lá na frente, cara. Eu acho que hoje, quando a gente fala de conteúdo, nem de qualquer tipo de conteúdo, né? Se você quer falar sobre, ah, eu queria aprender a tocar guitarra, entendeu? Cara, tem... Se você for lá no YouTube, vai ter uma infinidade de pessoas boas.

que vão te ensinar os primeiros passos, gratuitamente, que vão te ensinar os primeiros passos de tocar uma guitarra. Por que você escolheu aquele? Cara, você escolheu alguém. Tinha 20, você escolheu alguém. Cara, você escolheu porque é o jeito dele te explicar. Você escolheu pela forma como ele tem. Porque tem uma guitarra que você gosta. Por algum motivo você se conectou com aquela pessoa e não com os outros 20 que tinham lá.

O podcast é muito isso, cara. Ah, eu gostaria de ouvir notícias. Cara, tem milhares de podcasts de notícias gringas aqui.

Por que você ouve aquilo? Ah, porque eu gosto do jeito que ela explica a notícia, eu gosto do tom de voz, eu gosto de... Cara, tem várias coisas que é uma conexão que ela tem inexplicável, entendeu? Às vezes a gente, quando aparece alguém lá no Bicho Coyal, vai querer fazer um podcast, mas acho que minha voz não é boa, eu quero falar que a gente fala alguém. Você vai agradar todo mundo, não, mas eu te garanto que alguém vai gostar do jeito que você fala, do jeito que você se expressa, do jeito... Sempre tem isso. Então é isso, eu acho que...

quando a gente está falando desse mundo da IA é o que você está falando, cara essa conexão é muito difícil e você entregar isso para um conteúdo genérico, que é isso, a IA hoje ela consegue só entregar conteúdos genéricos pode ser que mais para frente isso seja diferente a aposta desses caras é que ela vai imitar tudo, cara ontem eu estava vendo uma anims

sábado eu fiz uma edição no nosso MLA, levei lá o Leandro Narlok, ele foi falar de inovação e não determinava ele estava contando num momento lá entrou um termo, não, não foi ele não, foi a Flávia Lippe que entrou antes e botou um termo lá que eu fiquei enlouquecido ela falou empatia como um serviço

Eu falei, Flávio, que porra é essa? Ela falou, é o seguinte, cara, os caras estão treinando a IA para ela ser empática.

Ela está sendo treinada e ela vai imitar a empatia do ser humano. Que o problema da IA hoje é esse. Ela não tem sentimento. Aquilo lá é uma matemática. Dane-se. Mas ela está sendo treinada para ser empática. Então a aposta dos caras é que eles vão conseguir imitar tudo. Até chegar um ponto em que se você não for de circo, você não vai saber. Você vai ser enganado por tudo. Você vai achar que é um ser humano que está ali. E aí, cara, eu não sei o que vai ser desse mundo, não.

É aquela história, vai virar mais ou menos o que virou o vinil. O vinil acabou, ele foi atropelado pelas tecnologias. Depois do vinil veio o CD, o CD matou o vinil, aí veio o streaming que matou o CD, hoje não tem mais CD, e o vinil onde está? Ele está em ilhas, ele está em bolhas. O cara que paga uma nota, três pau e meio por um toca-disco.

800 reais por um lachão, pra ter o prazer de pegar aquele treco e botar na... Eu tô louco pra começar de volta, eu dei tudo que eu tinha. Eu acompanhei a tecnologia, dei tudo, cara. Agora eu tô... Quero voltar, já sei os discos que eu vou comprar de novo, quero comprar uma... uma... um player, pra ter o prazer... Cara, deixa eu tirar da capa, cara. Deixa eu botar ali, porque isso me dá um tipo de relação.

que um beat não tem eu chego em casa, ô Alexa toca tal coisa, ela vai aciona o Spotify, toca o negócio não tem nada ali, cara só tem uma música tocando, mas não tem prazer nenhum, e eu desconfio até que o que eu tô ouvindo não é o que eu ouviria se eu tivesse com um

um player, então acho que o que vai acontecer vai ter uns malucos que vão querer continuar, eu quero ouvir um ser humano eu quero participar eu acho que até essa coisa da como eu falei, da conexão, cara, o que acontecer por exemplo, vamos falar notícia cara, porque que

Se eu ouvi determinado... Cara, eu gosto de como aquela pessoa... Porque hoje, assim, tem as opiniões, tem os comentários. Cara, eu gosto... Cara, e essa pessoa pensa como eu. E eu gostava de falar de esquerda e de direita. Cara, maravilha, cara. Essa pessoa pensa como eu penso. Então, quando é ela que me diz a notícia, sabe? Ela comenta e ela faz ali as avaliações dela. Cara, eu me conecto com isso aqui. Se você ainda não está no outro espectro, por exemplo, você vai se conectar com a pessoa que é enorme. Cara, isso é essa.

conexão, que é o que é a riqueza de receber a informação. A notícia mesmo que é uma só. Aconteceu isso aqui. Só que, ai, o jeito que ela me traz a informação, cara, é o jeito que eu penso, cara, isso aqui é legal. Não que você não, né, falando de polaridade, você não queira ouvir outras pessoas, outras opiniões, deve sempre, mas tem gente que vai te entregar do jeito que você gosta e que você confia. Sabe, as notícias hoje, a gente tá nesse momento aí que a gente, cara, eu, então, esse cara aqui eu confio. Posso estar enganado? Ah, toma, eu tô dando um...

uma moedinha, coloquei ali uma moedinha na confiança ali, cara, vamos, esse cara aqui eu acho que ele tem, cada um tem as pessoas que você, em determinadas áreas, você confia, então quando você entrega isso, você traz esse poder do podcast, cara, por que que eu ouço esse cara? Cara, porque quando ele fala desse assunto, cara, eu tô com ele, sabe? Eu acho que a IA vai imitar isso tudo e vai passar que não tratou nisso aí.

vão sobrar bolhas e a gente vai ter que viver com a bolha pra mim esse é o próximo passo já assisti tudo o que aconteceu com o podcast até hoje o próximo passo é passar como um trator em cima disso e criar algo você é de marketing, eu me formei marketing, minha vida inteira comecei como diretor de arte cara de criação a vida inteira eu era o cara que chegava na empresa

e destruía o cara de compras, porque ele mandou fazer o cartão de visita, e a porra do azul do logotipo está errada. Não é o magenta certo. Não é o azul do logotipo, as pontinhas não estão encostando, e eu acabava uma confusão. E o dia eu descobri que ninguém estava nem aí para isso, bicho. Foda-se o azul, foda-se se a pontinha não estiver, vai assim mesmo. Eu falei, cara, mas eu estou me doendo aqui, me arrebentando, e o cara não consegue olhar e ver que está com o azul errado.

Porque ele não tem, não foi treinado para isso. E é provável que acontecesse a mesma coisa agora. Então eu estou ouvindo, estou consumindo uma música, cara, mas essa música não foi feita por um ser humano. Foda-se. Estou curtindo, estou gostando. Mas cara, eu não tenho repertório para entender o que eu estou ouvindo.

Eu vou tomar vinho no copo de... De boteco, né? Eu não faço isso, né? Porra, foda-se, eu quero tomar meu vinho, né? Então, há um público gigantesco assim, e ela vai nadar de braçada aí, né? Então, vão sobrar realmente bolhas, né? E eu vou ter que pagar caro pra estar nessa bolha, e quando eu estiver lá, eu vou viver momentos que eu não viveria se eu estivesse consumindo por um manhã. Mas, sei lá, está intenso isso aí, sei lá o que vai acontecer, né?

Meu caro, Cast News. Vamos lá, Cast News. Qual foi a ideia aí, cara? Você teve uma ideia de criar um... Uma newsletter, um... Cara, o Cast News, quando eu construí o Bicho Goiaba, ele tinha o seu blog e era naquele momento, estava todo mundo querendo fazer um podcast. Então, basicamente, o blog era como, cara, você quer fazer? Então, qual que é o melhor microfone? Como fazer um roteiro? Você tinha uma série de coisas ali que era para quem estava começando.

E eu transformei esse conteúdo do blog numa newsletter do bicho goiaba. Cara, assina aqui que você recebe, vai recebendo. E ela foi crescendo, foi ganhando um volume. E aí, eu tropicalizei uma ideia, que é o nome chique para copiar uma ideia gringa. Não, não, peraí. Você modelou.

Exato, tá, é, modelei Modelei, que ficou bonito, né Pode dizer que você roubou a ideia de alguém, mas modelou O Cridlin tem o PodNews Que é a newsletter mais famosa E é um grande, talvez um veículo Mais importante sobre podcasts No mundo, né, então assim Cara, eu tenho uma newsletter aqui Que é a newsletter do Bicho Goiaba Vou fazer uma newsletter, já pegou o pod Vou ficar com o cast, né, então ficou o cast news Sabe, já Obrigada

E aí, eu fiquei muitos anos trabalhando com essa newsletter, ela foi crescendo, foi ganhando volume, eu sempre trabalhando com as notícias, meio que um projeto ali à parte. E aí surgiu, quando ela ficou um pouco mal, cara, isso aqui pode, preciso de uma equipe separada, eu usava os redatores do Bicho Goiaba, eu precisava de uma equipe separada, precisava pensar nisso aqui como um negócio novo.

E aí eu investi mais na estrutura do Cast News, transformei num site, que até então não tinha um site, e aí nós mantivemos tanto o site como a newsletter. Hoje, o que eu caracterizo do Cast News? É uma plataforma de notícias.

para quem, de certa forma, está envolvido com podcast, consome, produz, sabe? Está nesse nosso ecossistema de podcast e tem conteúdo para você. A gente está monitorando o que acontece lá fora e o que acontece aqui também em relação ao que a gente precisa melhorar. Estamos em uma fase mais crítica agora do Cast News, a gente está tentando...

Trazer um pouco mais de informação. Acho que eu estou há alguns anos tentando achar uma forma de a gente ter, por exemplo, um estudo sobre o nosso mercado. A gente não tem nenhum estudo recorrente, anual. Todo ano a gente entender o comportamento do consumidor brasileiro. A gente não sabe, a gente vê. Eu até escrevi um artigo falando, a gente pega uma coisa gringa lá, um dado lá, tantos porcento das pessoas consomem vídeo.

E fica abstraindo. Será que isso acontece no Brasil? Será que é assim? Ah, o pessoal está ouvindo. A gente não sabe. A gente está escuro. Era isso que a pode-pesquisa devia ter sido, cara. Ela devia ter chegado nesse ponto, evoluindo ano a ano até chegar nesse repositório.

Eu não critico, porque eu sei que a galera lá se esforça demais, entendeu? O pessoal da Bepod, eles têm uma vontade para dar coisa a evoluir, mas às vezes não tem recuo, cara. Eu já tive reunião com esses caras dessas... Porque, na verdade, a gente, tanto a Bepod como eu também não tem dinheiro, então tem que achar alguém que queira pagar pela pesquisa.

Então eu já falei com o Ibope, já falei com os insights lá dos Estados Unidos, falei, cara, às vezes esse cara tem interesse no nosso mercado aqui, vou reunir com eles, sabe? Eu usei minhas conexões que eu tinha para conversar com esses caras tudo e não consegui até hoje achar alguém que consiga fazer um estudo, um estudo mínimo, sabe, do nosso mercado. Então eu estou batendo forte aí e falo, gente, tem que resolver isso, sabe?

E aí veio uma iniciativa que é o Index, que a gente começou recentemente, ele está no beta ainda.

Tem um monte de coisa para melhorar, mas é uma forma da gente ter pelo menos um cheiro do que está acontecendo no nosso mercado. O índex do Cast News monitora quantos podcasts ativos nós temos, quantos episódios são postados mensalmente, anualmente. Tem esse número de cabeça? Hoje nós estamos. O índex monitora 255 mil podcasts.

brasileiros. Você tem que lembrar, calma, não se assuste com esse número, que nós estamos dizendo de tudo que já existiu. Eu lembro que teve uma pandemia que todo mundo tentou um podcast. Então, o que ter esses 255 mil, eu posso dizer que metade é de um episódio. O cara foi lá e nunca mais voltou. Mas eles existem, a gente tem que estar lá na nossa base.

Mas hoje ativos, nós temos 9.500 podcasts e a gente lança em torno de 500 novos podcasts por mês. Ou seja, no próximo mês a gente deve chegar em 10.000 podcasts ativos no Brasil. Esse é o número que tem. Esse número eu preciso de mais tempo. Porque o Index começou a monitorar...

vou fazer dois meses agora então eu qualquer número ainda está você não tem ainda o tempo médio de duração, quantos episódios de média dura eu vou precisar, exato, eu vou precisar um pouco mais de tempo para e é assim, olha que maravilha daqui três meses você vai me perguntar eu vou ter esse número, a gente não tinha nem esperança de ter um número desse, então com o tempo à medida que a gente vai analisando o nosso mercado ali com esses números, são números cruzes mas já tá segura

Já ajuda, a gente já tem uma noção do que está acontecendo. Eu peguei as estatísticas americanas lá, é uma loucura. Quando você olha de fora, quando apareceu lá os números, quantos episódios, quantos downloads eu devo ter no mês para estar classificado entre os 5% mais importantes podcasts? Você fala, cara, 5%, tem que ser...

100 mil downloads por mês, você vai ver o número lá, é uma bobagem. Não, isso é incrível. Se você tiver 10 mil por mês, você está no 5. Exato, eu lembro desse número, eu não lembro do América Latina, mas eu lembro do Nacional, isso é a Triton Digital, que é uma das grandes empresas de monitoramento que a gente tem.

Ela hoje no Brasil atua basicamente só com a Rede Globo aqui, sabe? Mas é por isso que a gente quase não tem dados. Eles até têm dados do Brasil. Eu olho lá e só a Rede Globo. Ou seja, é o que eles monitoram, então não serve para a gente, sabe? Mas se você olhar, esse número é interessante. Porque eles falam o seguinte. Para você estar no top 1% mundial...

você tem que ter 44 mil downloads num episódio durante o mês. Cara, é muito pouco. Eu sei que você está triste, você que tem só 800 downloads. Mas é que eu estou falando no mundo, cara. Cara, é muito pouco. Então, isso é sempre a minha crítica em relação a como as empresas tratam o podcast. Cara... Cara, é muito bom.

Você pensa que no nosso Top 100 Nacional, Top 100 Nacional, tem podcasts lá que são do Bicho Goiaba. Então eu sei os números deles, sabe? Eu sei quanto que eles têm de download. Então eu vou te dizer que tem gente na meiuca ali, desses Top 100, que está ali perto dos 50, que tem 13, 14 mil downloads, entendeu? Então se, cara, se nós temos um podcast de 14 mil downloads, o nosso Top 50,

Entendeu? Cara, do top 50 até o primeiro, tem uma cauda longa dentro do top 100.

Cara, isso significa, de forma resumida, essa numeraiada toda, mas é o seguinte, que tudo que a gente faz é só para os caras muito grandes. Sim. Sabe? Que são caras que não dá para encher uma sala. Todas essas ferramentas que a gente tem de monetização, de tudo, é pensado nesses caras que não fazem... Cara, se o próprio Top 100, gente, ele já tem uma desigualdade em downloads incrível, você imagina o cara que nem...

pensa em chegar lá, o cara que é professor de ciências e faz o podcast dele pros alunos dele da faculdade. Cara, esse cara, ele tá esquecido. Eu participei nos Estados Unidos em 2018, eu fui pra lá pra um evento da National Speakers Association, 2018. E lá o podcast tá ultra-evoluído, e pela primeira vez nesse evento os caras fizeram uma mesa de podcast e anunciaram. Nós vamos ter uma mesa de podcast, quem quiser participar vai ser amanhã a tal hora.

Cheguei lá, sala lotada, cara. Então os caras não davam a mesa. Então eles botaram uma mesa, sentaram na mesa, sei lá, uns 30 caras, e em volta ficou todas umas cadeiras e todo mundo sentado. Então devia ter 300 caras na mesa, naquela sala, né? Todo mundo interessado em podcast e naquela mesa sentado.

30 caras e o cara que estava liderando aqui, ele falou olha, o o passaporte pra estar sentado nessa mesa aqui é ter pelo menos 3 mil downloads por mês 3 mil quando ele falou aquele número, eu falei cara, o que é isso, cara, não com 3 mil você pode estar sentado aqui

E aí teve uma discussão, legal, uma puta discussão. Teve um momento até que foi engraçadíssimo, que o cara começou a perguntar para a plateia, quem faz podcast há mais de um ano? Ah, todo mundo levanta a mão. Há três anos? Quatro, cinco, cinco. Quando chegou no... Começou a ser menos, aí chegou uma hora mais de dez anos. Só fiquei eu com o mundo levantado.

E o cara olhou para mim e disse, quem é você? Eu sou o Luciano Pires, faço podcast no Brasil. Quando começou, em 2006? Ninguém imaginava. Foi engraçado, né? Mas é o que o cara estava comentando. Aí um deles estava falando do podcast dele, que era um podcast com uma... Puta, eu não me lembro do download do cara, mas era assim, mil, mil e duzentos. Era uma porcaria o download do cara.

E o cara tinha patrocínio da Dunkin' Donuts. Aí foram perguntar pra ele, ele falou, vem cá, cara, como é que você, com um download tão baixo assim, consegue ter um patrocínio da Dunkin' Donuts? Ele falou, você quer ver quem me escuta?

Eu sou ouvido por CEO, CFO, se não sei o que, papai. Eu trago esses caras no meu programa, cara. Tudo que é Dunkin' Donuts, que é na vida, é ouvir um fodidão desse falando Dunkin' Donuts no meu programa. E eu faço o meu merchan com o cara junto comigo. E eles vêm. Então, o que interessa é a qualidade da minha audiência.

Não é a quantidade da minha audiência. Agora você tocou num ponto que... Aí eu trouxe essa discussão para o Brasil há muito tempo. Mas, bicho, os muros das agências de marketing são impermeáveis a isso. Você não consegue atravessar esse muro. Você que é do mundo da comunicação, você sabe muito bem que a publicidade do Brasil foi forjada no custo por mil. Nós aprendemos na faculdade, nós trabalhamos...

Exatamente, o CPM. Quanto custa chegar em mil pessoas? Que foi desenvolvido para comparar rádio com TV, dos antigos. Mas está aí até hoje. É o muro intransponível da publicidade. Que para o podcast, chega a ser bobo.

Porque você não consegue trabalhar a qualidade que muitas vezes é... Eu sei que quando você tem um podcast muito genérico é até difícil, mas muitas vezes não. Cara, se você tem um podcast que é bikecast, meu amigo, pode ter 500 pessoas.

Mas não tem ninguém perdido ele, não. Todo mundo ali é do mundo da bike. Ou faz mountain bike, ou gosta daquilo. Para aquele anunciante, é 500... É um perfil altamente qualificado. É o tiro do sniper, né? Exatamente, cara. Inclusive, isso é mais caro. Ali não é custo por mil, não, cara. Por cabeça, é caríssimo. Eu tenho um exemplo que eu adoro lá no Bicho Goiaba. A gente...

aí você vai gostar, a gente edita o nicho do nicho do nicho a gente edita lá, chama SBOPcast como é que é? SBOPcast SBOP S-B-O-P Associação Brasileira dos Oftalmo Pediatras

Então é médico com especialização, cara, é nicho do nicho do nicho. E é a associação que contratou a gente, falou, cara, a gente quer melhorar a nossa comunicação com nossos associados, a gente acha que o podcast é uma boa, e eu falei, vamos comigo. E foi legal que a gente participou desde o início da concepção desse podcast aí. E por que eu gosto desse exemplo? Porque hoje, esses Bobcast, ele tem menos de mil downloads. Eu falo assim, cara, pouco.

cara, não tem mil oftalmos pediatras no Brasil, não. Estão todos lá. Todos, exatamente, cara, olha como é qualificado esse público, entendeu? Não é quantidade, cara. Então, assim, é a mesma coisa, cara, uma empresa desse segmento que quer conversar com esse público não tem local melhor para ele estar do que dentro desse podcast. Só que a nossa publicidade tradicional não consegue enxergar um esbobcast.

Ela não consegue, chega, cara, isso aqui é ouro. Isso aqui é maravilhoso, cara. E nos Estados Unidos os caras já enxergaram isso há muito tempo. Eu me lembro de ter visto uma discussão grande que os caras estavam tendo lá que aconteceu uma tendência e o cara falou, eu não gasto mais um milhão de dólares com puta influencer. Eu divido esse um milhão em mil parcelas de mil.

E eu trabalho com mil pequenos influencers. Por quê? Porque o público desses caras é ultra engajado. É um público nichado. Esse cara quando fala de mim, ele fala para o público que quer ouvi-lo. O cara de um milhão fala para todo mundo. E eu tenho um exemplo interessante. Eu pegava minha pastinha para vender podcast. Isso há muito tempo atrás. Eu fui descobrir o tamanho da encrenque. Eu fui na Havaianas. Oferecer patrocínio do Café Brasil.

Cheguei lá na Havaianas, entrei pra me receber uma menina lá, sentando pra conversar e papapá. E eu contando o que era podcast. E eu falava e via... A expressão dela era aquela... Esse cara tá falando em idish, né? Tô entendendo porra nenhuma. E eu dando uma aula de podcast pra ela, eu terminei a apresentação e falei, então, eu queria conversar com você, trazer uma Havaianas podcast aqui. Cara, eu anuncio no programa da Iliana.

4 milhões me vem. Por que que eu vou botar dinheiro em você? Num podcast minúsculo desse aqui. Eu não tava nem pedindo dinheiro da Iliana, eu queria uma micro fração. Aí quando ela falou aquilo, ela falou que não entendeu absolutamente nada do que eu falei. E não era um problema de não ter entendido por desconhecimento. Não, cara. Tem uma barreira cultural. Aquilo que eu te falei do muro. Você bate naquele muro e não passa dele.

Os mídias estão preocupados. Por isso que o YouTube deu tão certo. O cara chega lá e fala, olha os views aqui.

olha quanto view tem aqui quem são esses que estão vendo aí vem cá, e hoje em dia tem uma discussão não é uma fazendinha de views que está fazendo isso acontecer não sei, quem é que está vendo isso aí também não sei, qual é a qualidade disso aqui eu não sei, no meu podcast eu sei o cara que parou pra me ouvir

Eu sempre gosto de fazer uma análise do podcast com uma palestra. Você vai numa palestra, entendeu? Eu, professor, fui dar uma palestra. Cheguei lá, tem 100 pessoas lá me esperando para falar. Eu vou falar 40 minutos sobre um tema, sobre marketing, sobre alguma coisa.

Cara, eu vou pra casa felizão. Cara, cem pessoas foram lá no auditório, tiraram um tempo pra me ouvir. Me ouviram, porque eles estavam lá, porque eu olhando pra eles o tempo todo, entendeu? Estava lá prestando atenção. Cara, eu vou pra casa sorrisão no rosto. Sabe, cara, uma audiência qualificada que optou por lá. Cara, ele saiu de casa. Esse é o lance do podcast. O podcast é isso, cara. Então, assim, ele não é aquele clique. Porque, assim, esse clique, ele é muito enganado.

Não sei se você sabe, né? Quando você fala, fulano de tal teve tantos cliques. É dois segundos. Se o cara clicou dois segundos e foi embora, o clique dele tá lá. Cara, esse cara não é nada, assim. Não tinha nem que contar esse cara. Eu acho que isso é sacanagem, entendeu? Cara, não tinha que contar. Eu tinha uma vez uma discussão com um cara numa agência que foi isso aí. O cara me questionando, né? Mas como é que eu vou saber se você foi ouvido ou não?

Eu falei, você assina a revista Veja? Eu assino. Lê ela toda semana de cabo a rabo?

Não, tem semana até que eu nem leio, mas eu leio um pedaço dela. Você conta com o moçanante da Veja. Você paga para receber a revista, mas nada garante que você viu os anúncios que estão lá dentro. Até se bobear, você pulou os anúncios, você não quis nem saber. E você não questiona isso, cara. Por que você vem me questionar?

Porque é perfeito. Questiona a mim e não questiona a ver, porque aquilo é cultural. Existe a cultura de que a revista é assim. Eu chego lá com um trecho chamado podcast e o cara não vou. Não admita esse cara na nossa cultura, né? É uma briga sem tamanho aí. Cara, vamos partir para os... Finalmente? Vamos. Pega o livro. Pega o livro. Hora de falar do livro. Estamos aqui com... Aqui, tá bom? Apareceu bem ali. O podcast...

descomplicado. Cria podcasts impossíveis de serem ignorados pelo Renato Bontempo pela Bicho de Goiaba, editora. Que legal, bicho. Isso aqui, esse é um livro que eu fiz pra quem não... No início, a gente recebia muito pedido de orçamento. Foi uma época que eu achei que ia ficar muito rico. Porque quando o Bicho de Goiaba começou, eu tinha 10 orçamentos por dia, porque era a época de pandemia. Falei, cara, pronto, tô rico. Mas ninguém fechava.

Por causa desse... Por que ninguém fechava? Eu lembro direitinho de uma situação que era o seguinte. Apareceu um professor. Eu sou professor e tal. Eu falei, cara, tem que ajudar esse cara a fazer o podcast dele. Vou colocar aqui um preço, sabe, ínfimo. Eu quero que ele tenha um podcast. Mandei o orçamento com um precinho lá embaixo. Não fechou. Falei, cara, o que está acontecendo? O que eu aprendi nesse início de negócio? Que qualquer valor é caro para quem não ganha dinheiro com podcast.

então eu falei, cara, o que eu tenho que fazer? uma, eu tenho que reposicionar o Bicho Goiaba o Bicho Goiaba atende empresas, nós trabalhamos especificamente com podcasts privados para a empresa

Eu falei, eu tenho que ajudar esse professor. Como é que eu vou fazer? Cara, eu vou escrever um livro para ensinar ele a fazer o podcast dele. Ele tem que se virar sozinho. Então está aqui um passo a passo de como executar isso. Como você vai gravar, qual microfone você tem que comprar, edições mínimas, onde você tem que colocar. Aí é meio que um passo a passo para esse cara que tem que começar sozinho. E eu digo para você.

Se você quer começar um podcast, tem que começar sozinho mesmo, sabe? O emprego não vem de outra forma, não. Com o tempo, eu sempre falo, quem produz não só o Biscoiaba, mas qualquer outra produtora, a gente vende a tempo. A hora que você ficar sem tempo de editar, vai achar uma produtora. Quando você tiver sem tempo de roteirizar, aí é a hora de você achar alguém.

Inicialmente você tem que ser o dono do seu conteúdo e você que tem que começar. E é melhor, o mundo das startups tem um termo que a gente chama de MVP, que é o produto minimamente viável para ele ir para o mercado.

Cara, você que tem que fazer esse MVP, cara. Testa aí. Se o seu conteúdo for bom, ele pode estar mal editado, ele pode estar mal... Ele vai sobreviver. Com o tempo você vai ver que precisa melhorar e aí você vai achar a forma de melhorar. Mas comece. As pessoas ainda acham que... Quando eu falo esse número para você lá do índex, cara, a gente já teve 250 mil e agora a gente está com 10.

As pessoas acham que o podcast está nesse phase out, acaba não está. Já tem muita coisa boa surgindo, só que agora está com mais critérios, entendeu? O podcast agora, quando você pensa em ter um podcast, você está um pouco mais preocupado. Você não está naquela aventura de vou ver o que dá. Você está um pouco mais organizado, você está um pouco mais pensativo. Então, acho que existe esse momento.

E eu deixo isso pra todo mundo. Se você tem uma ideia engavetada, talvez o podcast é em áudio. Eu sempre falo isso também. Começa em áudio e depois vai pro vídeo. Não tô falando que você não precisa de vídeo. Mas comece no áudio que é fácil de você consertar, é fácil de você organizar. Quando você se sentir firme no seu conteúdo, porque o MVP é isso, né? Testar seu conteúdo. Cara, eu sei contar essa história. Você precisa deixar ele... É viável o que eu tô fazendo aqui.

Muita gente acha que é bom em conversar com alguma coisa. Precisa testar. Cara, eu sou bom pra falar de cinema? Eu adoro cinema, eu curto. Cara, eu sou bom. Cara, faz o teste. O teste em áudio é barato. Você vai gravar na sua casa, no microfone simples, no seu computador. Se você vê que aquilo realmente tem sustância, como a gente fala lá em Minas, que aquilo vai funcionar, cara, aí você evolui, tanto no áudio como no vídeo. Mas você consegue testar de forma rápida.

Então essa é a forma que esse livro tem. É isso, esse passo a passo pra começar. A gente acha em qualquer... Tata.

Tá na Amazon. Podcast Descomplicado. Deixa eu botar aqui. Quem tá no vídeo, tá vendo a capa do livro. Quem tá só no áudio, tá vendo a descrição. Então vamos lá. É uma capa vermelha. Tem aqui um microfone, tem um pino. E tá aqui tocando.

Meu cara, dá pra gente ficar aqui até amanhã? Não, falar de podcast, isso aqui é uma armadilha que você fez pra gente. Passou batido por um monte de tema aqui, mas senão a gente vai estourar o tempo aqui. E eu tenho meio que um compromisso, eu não gosto de passar de uma hora e vinte de bate-papo. Não, haverá outras oportunidades, tem muito assunto pra gente.

falar, a minha vinda em São Paulo vai ficar um pouco mais constante, a gente vai ter muita coisa pra falar e foi ótimo o assunto a gente, como você falou, é uma armadilha, né? Falar de podcast pra duas pessoas que adoram e vivem de podcast isso aqui é do dia nem falamos de Spotify, cara

monetização do Spotify você anda arrumando umas encrencas aí o Spotify esse aí pode falar, porque assim, na verdade é uma crítica que eu faço eu tenho várias pessoas que eu me relaciono em relação a monetização e em relação a entrega do seu conteúdo, é o que eu falo do YouTube, cara, quando você

quer produzir vídeo, você tem que vender sua alma ali pro YouTube. Não tem o que fazer. No áudio a gente ainda não precisa vender nossa alma. Existe uma série de formas de você estar com o seu conteúdo na sua mão, de você tomar as decisões onde você quer hospedar, como você quer monetizar. Cara, não vê... A minha...

Meu apelo é, ainda não está na hora de vender sua alma, entendeu? Cara, proteja ela, cara. Não precisa, você não precisa entregar tudo que você tem para um player só ainda. Porque nós ainda estamos com muitas soluções espalhadas, entendeu? Então, essa é a minha crítica, entendeu? De certa forma. Então, a gente tem que ter cuidado com isso. E as empresas, elas estão, elas querem fazer o que é melhor para elas ganhar dinheiro, né, gente?

É isso. O meu é um alerta, entendeu? Um alerta para não estar na hora ainda de você entregar seu conteúdo na mão.

principalmente do podcast, na mão de uma empresa só. De novo, você que está pensando em fazer um podcast, o principal atributo do qual você jamais pode abrir mão é liberdade, cara. E isso que está acontecendo é realmente tirar a liberdade. Nós demos um exemplo aqui, né? Então, você não é livre, cara. Se você está na mão de uma plataforma, você não é livre. Você está construindo a sua casa num terreno alugado. Perfeito. E o dia que o dono quiser o terreno de volta, você dançou, cara. Então, pensa bem a respeito aí.

Renatão, valeu, cara. Bem-vindo ao Lidercast. Tamo junto aí. Tem história pra contar. Tô assistindo de camarote a história do podcast no Brasil e contribuindo devagarinho pra que ele cresça também. Parabéns pelo Cast News lá, pelo Index. Já tô lá. Já voltei, tô acompanhando. Tomara que dê muito certo lá. Maravilha. Eu que agradeço a oportunidade. Grande abraço.

Muito bem, termina aqui mais um Lidercast. A transcrição deste programa você encontra no lidercast.com.br Você ouviu o Lidercast com Luciano Pires. Mais uma isca intelectual do Café Brasil.