Crônica da Cidade #1247
Crônica da Cidade, com o jornalista Carlos Pereira, do dia 05/05/26.
Carlos Pereira
Crônica da Cidade com o jornalista Carlos Pereira Amigos ouvintes da Itabajara, hoje para descontrair um pouco, eu saio do sério e recolho, não ao acaso, uma dúzia de frases que marcaram época na história do futebol brasileiro. Algumas, aliás, são bastante conhecidas, outras não tão.
Em livros, elas se encontram registradas e já fazem parte do reino do futebol como se fossem lendas. Destaco por oportuno a contribuição que ao assunto é dada pelo livro Vendo o Jogo pelo Rádio, do jornalista Bento Soares, um documentário digno de ser consultado pelos que amam o futebol.
Então, amigos ouvintes, vamos a essas verdadeiras pérolas do palavreado esportivo nacional, algumas delas tão comentadas que viraram verbetes de dicionários e passaram a integrar definitivamente o vasto anedotário popular.
E por isso podem ser consideradas quase antológicas. Vejam, por exemplo, o Fábio acaba de cometer a sua quarta falta coletiva. Quem disse isso foi o bom e experiente locutor Luiz Ceará, no jogo Flamengo-São Paulo, do torneio Rio-São Paulo de 1997. Vejam outra. A palavra essencial nessa minha vida para o Corinthians são duas, do jogador Paulo Nunes, que queria dizer somente orgulho e tranquilidade.
Eu não sou essa pessoa que eu sou. Do mesmo Paulo Nunes tentando dizer que fora de campo era um cara tranquilo. Agora escutem bem essa. A federação quer fazer xoxota com o Flamengo. Do torcedor servo de Deus, do Flamengo do Piauí, confundindo a palavra chacota.
Clássico é clássico e vice-versa. Jogador Jardel, ex-atacante do Vasco e do Futebol Clube do Porto do Portugal, entre outros clubes que defendeu quando, antes de um jogo, entre Porto e Benfica lá em Portugal. Imagine só, clássico é clássico e vice-versa. Na Bahia, todo mundo é simpático, é um povo muito hospitalar. Foi Zanatta, ex-lateral do Bahia e do Vasco, ao comentar a hospitalidade do povo baiano.
Eu não tenho a menor dúvida de que a Colômbia hoje é a melhor equipe do mundo. Foi de Pelé, nas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 94. Como se sabe, a seleção colombiana não passou da primeira fase daquele Mundial. Agora escutem bem essa de Ferreira.
que foi um ponto esquerdo que jogou no Botafogo, daqui da Paraíba, e que jogou no Santos também, de Pelé. E por que aquilo disse? Ele foi jogar no México e disse, no México, aqui é que é bom. Porque aqui a gente recebe semanalmente, de 15 em 15 dias.
E o jogador João Pinto, do Benfica de Portugal, que deu uma declaração mais ou menos assim. O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo para frente. Ou seja, caiu do precipício. Mas uma das melhores, meus amigos, que eu não canso de registrar e de...
Fica pensando nessa expressão de Claudio Amiro, artilheiro do Internacional de Porto Alegre, quando foi entrevistado antes do jogo do seu time contra o Paysandu de Belém do Pará, pelo Campeonato Brasileiro de 72. Foi o que Claudio Amiro disse, Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu, em Belém do Pará.
E o jogador Alcides Edigardo Dígia, autor do gol da vitória do Uruguai sobre o Brasil naquela final da Copa de 50, com onde foi tanto choro nesse país, disse só o seguinte. Apenas três pessoas com um único gesto calaram o Maracanã com 200 mil pessoas. Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e eu. Dizia Neném Prancha.
Futebol é um esporte muito simples. Quem tem a bola ataca e quem não tem defende. Claro, não é verdade? E para terminar, meus amigos, uma que embora não seja de futebol, não pode ficar fora dessa quase antologia. Foi a inesquecível frase do ex-presidente Lula em Brasília, numa solenidade em que ele recebeu atletas de judô que tinham ganho medalhas no exterior, ele disse simplesmente o seguinte, também eu quero entrar no tapume.
Evidentemente que o torcedor símbolo do Corinthians queria se referir ao tatame e não tapume. O tatame é o piso onde se desenvolve a disputa do judô. Essas são frases quase antológicas. É o próprio anedotário do futebol. Você ouviu Crônica da Cidade com o jornalista Carlos Pereira.