A Casa do Dragão - Temporada 3: O que achamos do final - UltraCast
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Com apresentação de Guilherme Farizeli, Fábio Matins, Alex 'Jedi Capenga' Rodrigues e Kainan Medeiros, no episódio de hoje abordamos o seguinte tema:
A Casa do Dragão - Temporada 3: Será que é boa? Final Explicado.
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#ACasadoDragão #UltraCast #Ultraverso
Alex 'Jedi Capenga' Rodrigues
Fábio Matins
Guilherme Farizeli
- Avaliacao da 3a Temporada· EntretenimentoA Casa do Dragão·Temporada filler·Queda de qualidade·Comparação com a 1ª temporada
- Falta de Política e Trama· EntretenimentoJogo dos Tronos·Geopolítica dos Sete Reinos·Casas Targaryen·Silva·Alicent Hightower
- Batalha da Goela· EntretenimentoDesenvolvimento da batalha·Comparação com outras batalhas·Game of Thrones
- Críticas a Harrenhal e Personagens· EntretenimentoHarrenhal·Daemon Targaryen·Aemond Targaryen·Ormund Hightower·Christian Cole
- Expectativas 4ª Temporada· EntretenimentoConflito final·Nova linhagem Targaryen·Adaptação do livro·Rebelião de Robert
- Dragões e Nomes Targaryen· EntretenimentoVeigar·Nomes de família·Fantasia vs. Realidade
Olá, amigas e amigos, meninas e meninos, sejam muito bem-vindas e bem-vindos ao nosso UltraCast. Eu sou Alex Rodrigues, estou muito feliz em ter vocês aqui hoje para falar, né, sobre a terceira temporada da Casa do Dragão. E aqui hoje nós vamos conversar um pouco sobre os episódios mais impactantes, os personagens que brilharam, né, as decisões que dividiram os fãs, e claro, as teorias mirabolantes, podemos assim dizer, do que vem por aí na quarta temporada, que sim, foi confirmada a quarta temporada de A Casa do Dragão, claro também, né, porque a terceira não concluiu e aí ninguém vai ficar órfão, certo, meninos? Fábio Martins e Gui Fariselli, como é que vocês estão? Vocês estão bem?
Tudo bem, meu amigo. Tamo aqui para falar dessa temporada esperta. Beijo, Totó! Beijo, Fabão! Caio Love, talvez daqui a pouco se junte aqui aos bons para a gente trocar essa ideia. Muita coisa para falar, não sei se, não sei se a gente vai ter muita coisa boa, mas tem muita coisa para falar.
Já é um spoiler, né? Um spoiler do que vai conseguir, né? Do que vai rolar. E aí, Fabão, meu querido?
Fala, meu Jedi, como é que você tá? Tudo bem?
Tudo bem, tudo tranquilo. Um frio siberiano aqui no Rio de Janeiro hoje, deve estar uns 24 graus.
Aqui chegou a 15, o corpo tá comendo aqui em São Paulo. E aí, Gui, galera que tá assistindo a gente, ouvindo a gente, espero que vocês tenham gostado ou não dessa terceira temporada de A Casa do Dragão. E vamos falar aí como é que foi essa temporada, o que esperar da quarta, se finalmente teremos o embate final. Acho que sim, né, porque acho que vai ser a última, né? Dos verdes contra os pretos.
Exatamente, Fabão. Bom, acho que não vai— bom, eu nunca duvido da natureza do mercado, né, essa disposição do capitalismo da cultura pop em esticar seriados e franquias, mas acredito que E em 2028, né, parece que é a previsão para que os últimos episódios, os episódios da 4ª temporada, certeza 2028, que 2027 é a 2ª temporada do Cavaleiro dos Sete Reinos. Isso, então beleza, confirmado, vocês estão confirmando. Eu tava falando e vocês estão confirmando, como eu acho que eu sou idiota. E beleza, ok.
É isso aí, vocês me fazem passar vergonha diretamente do escritório da HBO, diretamente do Casey Bloys.
Então, no dia 2028 vamos ter a 4ª temporada. Então, então fiquei sabendo aqui agora, tá bom, brincadeira, pessoal. Bom, galera, vamos começando, mas antes, o que que tem que ser, o que que a galera tem que fazer antes aqui de assistir, começar a assistir a gente, tá? O que que a gente tem que fazer?
Importante dar aquele like esperto, aquele like carinhoso, like com amor. Você ouviu falar na iniciativa like com amor? É isso, dá o like aqui na live, compartilha com quem você acha que pode gostar do tema Casa do Dragão. Você pode deixar um comentário aqui para gente, que ajuda o YouTube fazer esse vídeo ser visto por mais pessoas, mais pessoas chegarem até o nosso conteúdo. E claro, como o Alex sempre diz, Vai lá nas nossas redes sociais, @siteotraverso, especialmente no Facebook, no Instagram.
Manda uma mensagem para gente, a gente é carente de atenção e de carinho. Manda uma mensagem, fala assim: achei essa temporada incrível, vocês três são burros. Pode mandar, não tem problema, a gente lida bem com críticas, a gente tá todo mundo com terapia em dia, né?
É o engraçado mesmo que a mensagem do Gui é um moteiro, sei lá, de Ou como a Zenderson.
É isso, prolixo.
É lindo e tal.
E daí, raiva, manda também aqui, ó. É shakespeariano, de 0 a 100, mas muito rápido.
Assim, rápido totalmente, meu irmão. Tripolar, irmão, é tripolar aqui agora. Valeu, Gui, brigadação, meu irmão. Tamo juntão aqui agora. Galera, bom, vamos lá, né? Vamos, vamos falar aí logo o basicão, né, do que que vocês acharam. Eu tô, engraçado que eu tô aí, eu peço desculpas, eu tô com a oitava, oitavo episódio na cabeça, mas oitavo episódio foi o último. Então vamos falar da temporada completa. Que que você achou, Guia? Como é que você achou dessa temporada?
O que que aí depois a gente fala para nossas expectativas para quarta, né? Mas o que que você achou dessa temporada? E assim, o que que você acha em relação às outras, né? O que que você evoluiu ou não? Ou a galera deu aquela boa e velha enchida de linguiça? Aqui no Rio a gente tem essa, a gente tem essa Essa gíriezinha, né?
Já é considerado um patrimônio nosso encher linguiça.
Encher linguiça, exatamente. Até um barzinho especializado em petisco de linguiça, que não ganhamos nada por isso, por falar deles aqui. Então continuemos.
É, malditos. Então, cara, eu acho que a gente comentou isso na nossa, na nossa live onde demos o nosso, o nosso veredito sobre a segunda temporada, é que a temporada tinha tido altos e baixos e terminou meio mais ou menos na comparação com a primeira temporada. Foi uma queda muito grande nessa terceira temporada. De cara eu já percebi esse mesmo processo acontecendo, ou seja, algumas ideias boas ali surgindo, né? Lembrando para galera que é é um spin-off de Game of Thrones, mas que não, não é olhado de perto pelo George R.R.
Martin, né, pelo nosso glorioso R.R. Martin, para falar o cariocaês, claro. Ele, ele se distanciou. Ele atua como produtor executivo porque ele tem um cascalho para receber, mas ele não, criativamente falando, ele não participa tanto como, por exemplo, ele participou do Cavaleiro dos Sete Reinos, enfim, ou como ele participou das decisões de Game of Thrones.
Enfim, nesse caso aqui a gente tem uma decisão, só não foi levado em consideração.
É, exatamente. Talvez ele tenha, ele tenha perdido uma queda de braço ali, especialmente na 7ª, na 8ª, final da 7ª e 8ª temporada. Mas isso é papo para outro dia. Eu vejo, cara, essa temporada, se eu tivesse que resumir, eu diria que foi uma grande temporada filler. E para mim é muito estranho você ter uma temporada filler numa série em que a gente sabe que vão ser 4 temporadas, ou seja, a próxima já é a última. E aí parece que não havia história para ser contada, embora o livro te oferecesse possibilidades.
Para a galera, para a galera lá do meu bairro, explica rápido o que é uma temporada filler.
É uma temporada justamente de encheção de linguiça, uma temporada onde você não pode ainda chegar no final, porque você não pode queimar largada, né? Você não pode contar o final. Ah, no final morre Joãozinho, Pedrinho, Gui, morre todo mundo, e quem fica sendo rei é Mariazinha. Tu não pode, não pode fazer isso ainda. Mas ao mesmo tempo, me parece que você não tem história para contar, porque algumas escolhas, repito, algumas coisas foram bem desenvolvidas, algumas coisas o livro te obriga a desenvolver.
E por exemplo, falando aqui da Batalha da Goela, que ocupou ali os primeiros episódios da temporada. Eu achei que foi muito mal desenvolvida. Eu acho que na história de Game of Thrones eu nunca vi uma batalha clássica, das batalhas clássicas dos livros, onde os fãs dos livros falam, mas tem essa batalha aqui que eu nunca vi uma batalha ser tão mal desenvolvida. E aí eu digo em questão de roteiro mesmo, porque parecia um, sabe quando você não vê o jogo, você vê só os melhores momentos do jogo?
Parecia isso, parecia um VT de melhores momentos da Batalha da Goela. E a gente tá falando de Game of Thrones, que se notabilizou pela Batalha dos Bastardos, né, pela batalha lá contra os White Walkers na última temporada, que tava no escuro, mas pô, mesmo assim foi grandiosa, foi incrível e tal. Pô, você tem várias e várias. Aquela batalha lá no início da temporada onde o Tyrion ganha a cicatriz dele, eu esqueci o nome, né, porque batalha para cacete, todas batizadas.
Uma é Joana, outra Patrícia, Michelle, fica difícil lembrar tudo, mas enfim, Blackwater. Blackwater, muito obrigado. Exatamente. Ou seja, é uma franquia e é uma série, se notabiliza pela grandiosidade e boa execução de suas batalhas principais, suas batalhas mais famosas. E aí você chega na Batalha da Goela, que seria talvez a batalha mais famosa, tirando essa que a gente teve no episódio de ontem, ou junto com ela talvez. E cara, virou um VT de melhores momentos com cenas cortadas, com coisas acontecendo de maneira atropelada, de forma que se você não lê os livros— se você lê os livros, você fica decepcionado.
Se você não leu o livro, você fica um pouco perdido, porque— mas por que que isso aconteceu agora?
Porque você vê os melhores momentos, você chega à conclusão, cara, acho que esse jogo foi merda.
Exatamente, entendeu? Exatamente. É uma coisa, é uma sensação muito estranha. Vamos nos aprofundar mais daqui a pouco, mas assim A decisão de insistir na figura mística de Harrenhal, deixando lá o nosso amigo caolho, porra, temporada inteira com a amiga feiticeira dele lá. Tudo bem, é um pedacinho importante do livro e tal, mas porra, não é, não tem substância, não tem conteúdo para esse negócio se arrastar totalmente uma temporada inteira.
E pior, pior, Porque na última temporada já enfiaram Daemon lá quase que, né, com a mesma, com a mesma feiticeira, quase que com a mesma premissa, né. Aí lá, beleza, lá ele tinha alucinações com o irmão dele e tal, não sei o quê. E esse processo ajudou ele no final das contas a aceitar melhor o poder da Rhaenyra, né, aceitar a Rhaenyra como a legítima monarca e tal. Cara, tudo bem, eu discordo frontalmente dessa decisão criativa, mas eu entendi, eles explicaram porque tava basicamente desenhado na tela.
Estamos fazendo isso aqui com Daemon para que ele aceite a Rhaenyra. Legal, mas aí você repete isso, isso que já não foi tão bom, você repete na terceira temporada com outro personagem importante. A gente não gosta do Carole, mas a gente não pode dizer que, não pode dizer que ele não é uma contraparte, porra, interessante para o Daemon, né? Não é um rival à altura para o Daemon. E aí, cara, o foco da temporada ficou no Ormund Hightower que é um personagem chato, que é um personagem que, beleza, tem lá sua participação nos livros como um estrategista, como esse, como esse cara que as pessoas tendem a odiar no livro.
Mas eu acho que aqui na série a gente acabou achando ele mais chato, mais, porra, sabe, enjoado.
Saudade do Mindinho.
É, não se compara em termos de Em termos de perfis diferentes de vilões, nem se compara. Porque aqui é isso, você tem lá o vilão que é o rei que terminou queimado, que eu já também já não lembro o nome dele porque todo mundo tem um nome parecido. Daemon, Daemon Daenerys, foda-se, caralho, gente, vamos melhorar os nomes. Mas enfim, aí esse cara tinha ali uma substância para exercer uma vilania. Vem o Caolho e tira ele do, né, como num tabuleiro de xadrez, tira ele da parada.
Beleza, a gente passa a ver, a gente como espectador passa a ver o Caolho como, porra, esse cara aqui é o, ele é o mal, ele é o brabo. E aí a gente passa a terceira temporada inteira ele numa posição quase de, porra, de criança acuada, perdida, pedindo colo para mamãe, seja a mamãe Alicente, seja mamãe feiticeira lá. Então assim, porra, Cara, podemos falar mais. Vou deixar o Pavão falar um pouquinho também. Podemos falar mais sobre outros aspectos pelos quais eu achei essa temporada arrastada, chatíssima, e especialmente sem tanto conteúdo.
Mas eu acho que esses aqui, essas decisões criativas que eu citei aqui, estão entre as principais que mais me deixaram, pô, meu irmão, o que que tá acontecendo, sabe? O que tá acontecendo com essa série?
É, eu acho bem isso mesmo que o Gui falou em relação a essa encheção de linguiça, cara. Porque assim, você tem história para contar e você abre mão da história para ficar rodando, dando volta em círculos, né, para ir para lugar nenhum. Parece mais ou menos O Hobbit, sabe, que virou uma trilogia e um livro pequeno, e você fica 15 minutos vendo um hobbit lavando o prato. É mais ou menos isso.
Fica meio que os dois, meio não, né? Os dois são uma prequel para o principal, né? Digamos assim, né?
E assim, e você acaba abrindo mão de personagens que antes eram interessantes e agora não são mais. Tipo, Christian Cole, cara, ele passa a temporada andando até ele morrer. Assim, você fala, que que é isso, cara? O cara, tipo, ele tem uma importância na primeira temporada, vital na primeira temporada. Ele é o principal traidor ali da Rhaenyra para ir indo para o lado da Alicent, acaba até tendo um caso. No segundo, ele lidera a rebelião contra os pretos.
E nesse daí, ele simplesmente foi deslocado para morrer e nada assim, sei lá, épico, digamos assim, sabe? Então, 3 flechadinhos, acabou. É isso mesmo? Você construiu o personagem interessante para caramba e você deixa ele morrer assim do nada, assim, tem um pré, alguma coisa que levasse essa batalha? Não, não tem nem a batalha. Ele morre antes de uma batalha, ele é cercado e morre. Aí você fala, caramba, era isso mesmo? O Aemond lá em Harrenhal, cara, desculpa, é uma perda de um personagem riquíssimo, cara.
E de um ator bom, e ele tá lá à deriva, cara. E na boa, né, se for os Trapalhões foram lá buscá-lo, né, porque impossível que ninguém vai encontrá-lo ali. Vai encontrar uma mulher sozinha num castelo abandonado e você não vai perceber nada, achar estranho. Um cara moribundo, todo ferrado, tá escondidinho. Poxa, cara, acho que é tratar muita gente como idiota, sabe, algumas situações. Mas assim, ao contrário da temporada anterior, Pelo menos teve um último episódio bacana, né, com uma grande cena de guerra, tudo mais, com uma traição inesperada no final que vai reverter no futuro.
Dá uma atenção para esses personagens secundários, esses bastardos Targaryen que agora domina dragões, que a gente prevê que eles vão fazer muita merda, né. Você tá dando dragão na mão de ninguém, então tipo, o cara vai pegar, óbvio, né, cara. Você tem um cachaceiro tá com um dragão na mão, não vai sair boa coisa, né, gente?
É um grande, é um grande anúncio social de se beber, não dirija.
E tem um outro episódio que assim, eu acho que muita gente deve ter reclamado que ele é muito parado, mas eu achei ele essencial, não pela história em si, mas porque vindo assim, sendo que é um pós-guerra Quando a Rhaenyra chega finalmente, né, em Porto Real, assume o trono, porra, a cidade tá destroçada, tá todo mundo passando fome, não, tudo tem que trocar o material verde pelos pretos, soldado sem receber, tá mó rebelião fodida.
Então ela tem que ouvir o pessoal reclamar. Você morre, conquistou, você não saboreia a vitória, né? Você já toma na cabeça. Então todo mundo te pediu alguma coisa e você fica sentado no trono ouvindo reclamação de Aqui eu achei, falei, pô, puta sacanagem, legal, porque a gente não imagina o que que é um logo pós-guerra, né? Conquistou, beleza, vamos tocar o barco aqui, tá tudo certinho, vamos embora. Não, cara, você tá pegando um negócio em ruína, você vai ter que reconstruir, e além de conquistar o povo, né, que tá meio dividido entre você e o Aegon.
Isso achei bastante legal. Mas no mais, eu acho que a gente perdeu também uma chance de explorar mais esse vilão novo que surgiu, né, que é o Ormond. Achei muito legal, ele ao mesmo tempo você acha que ele vai ser um cara meio justo, entendeu? Puta de um cretino, é um personagem totalmente dúbio. Eu achei, eu gostei, achei muito interessante, mas infelizmente a gente já sabia que ia durar pouco. Mas é uma pena, é um desperdício de um bom nome.
É um cara que, por exemplo, poderia surgir antes te dá mais subsídio, né, para você ter ali uma história envolvente com ele. Mas eu acho que peca muito nessa enrolação, sabe? É você andar em círculos, andar em círculos, andar em círculos, tem um embate, mas não acaba. Tipo, putz, então o Aegon tava indo aí, reuniu com o irmão, perdoou o irmão por tê-lo queimado, né, quase assassinado, quase matado seu dragão, que não sei como é que tá vivo ainda, mas tudo bem, isso é uma outra coisa.
A gente entra também no reino da fantasia, senão a gente tá roubado, né? A gente tá falando de dragões, né? Então já vai começar a fazer muito devaneio. Mas eu acho que é isso, aí falta ser mais direto, mais conciso, você filtrar o que é bom ali e fazer uma coisa mais direta, coisa que infelizmente essa temporada não foi. Melhor que a terceira, óbvio, mas ainda muito inferior à primeira, que é um espetáculo à parte, né? A gente tem aí um bom material, só que ele ainda não é muito bem explorado.
E teve esse lance, né, do Martin Makes ser chutado da produção, né? A produção não dava trela para ele já na segunda temporada, e nessa terceira nem consultaram nem nada assim. Esqueceram o velho no rolê. E aí deu no que deu, né? Já o Cavaleiro dos Sete Reinos, ele cuidou de perto. Aí a gente vê a diferença.
É tudo que, tudo que o criador, né, acaba sendo isso, né, cara. Tudo que o criador tá ali de perto é diferente. A gente veio, por exemplo, ver isso e viu, né, e vê também isso muito na franquia de Star Wars com Boba Fett.
Não, brincadeira, claro.
Não, mas assim, o Boba Fett foi sacanagem, mas assim, realmente, né, Até os 3 filmes, quer dizer, apesar que o A Vingança dos Sith até que não, mas os 2 primeiros filmes, porra, chaternos do A Beleza Fantasma e Ataque dos Clones, né? Então até eles tem uma, uma conexão, né? O cara faz, é complicado. Complicada e não são bons, né? É quando realmente o cara tá fora, né, a visão dele tá muito fora. É difícil você ver um grupo de roteirista aí que, porra, comunguem, né, digamos assim, do que o criador da obra fez.
E no caso do Martin, faz, né, ainda. Você teve isso também um pouco com The Witcher, sai um pouco. E o The Witcher, a gente tá falando do jogo, né, porque nada, quer dizer, nada a ver não, mas a série tem a ver com o livro. Mas como também sai completamente ali um pouquinho, né, do pensamento do dono da obra, né, do criador da obra. E aí, cara, fica estranho mesmo, né, às vezes dá uma empacada e A impressão que eu tenho é que sai um pouco do rumo e você não consegue mais, entendeu?
Sabe que às vezes, olha só, aqueles contos fantásticos: não saia do caminho. Se você sair do caminho, né, você nunca mais encontra novamente. Então siga o caminho. E aí o cara dá uma olhadinha aqui, volta, entrar um pouquinho na mata de leve e Cara, uma vez entrou na mata, já era, galera. Não é difícil voltar, mas é assim, eu concordo com vocês, mas eu sou mais, eu tô mais light, eu tô mais light, meu coração tá mais limpo. Apesar de achar que falta, o que falta mesmo, faltou nessa terceira temporada, cara, foi um soluço treinando banguela, entendeu?
Faltou isso, entendeu? Eu acho que falta, eu acho, entendeu? Mas quem sou eu para falar, né? É assim, o que que vocês acharam, se vocês fossem escolher um momento, né? Porque assim, o universo de Game of Thrones, o que eu acho que é mais interessante é justamente quando você tá empolgado com personagem, aí matam, ele morre do nada, ou alguma coisa tá acontecendo aí, do nada, pum, cara, olha só, matou todo mundo aqui, acabou, isso aqui não existe mais.
Sem levar em consideração morte, né, mas o que que vocês acharam assim nessa temporada, terceira, da terceira temporada, mais impactante? O que que vocês acharam assim, cara? Isso aí foi, foi diferentão e me surpreendeu. Ou vocês podem falar que nada surpreendeu, tá? Mas antes, quem sempre surpreende aqui é o nosso amigo Calado. Boa noite, povo! Bora falar da casa do Bafão.
Beijo, Caladão!
Ele falou aqui, Cole o Penitente. É isso.
Cole o andarilho, é isso, cole o andarilho, cole o caminhante, né?
Mas o que que teve assim, vocês falaram assim, cara, é realmente aqui foi bacana, ou não, não precisa ser bacana, mas assim, me surpreendeu, pode ser negativamente também. Teve ou não teve nessa temporada? Não teve. Não precisa ter, tá?
É, eu acho que assim, eu me surpreendi com o fato do último episódio ter tido uma construção bacana, né? A batalha de Tombstone tem uma construção bacana, quase parecida com a do livro, né? Cagaram na cena da luta do Stark com o Ormond ali no final, mas beleza, a gente entende que não dá para Nem tudo dá para ser igual, mas eu já estava esperando o final de temporada merda, porque a série foi me levando para isso, né? A construção da terceira temporada foi me levando para isso.
Quando o Sunfire aparece morto lá no terceiro, no quarto episódio, parece que o Sunfire tá morto. Você acredita que o Sunfire tá morto? E aí o Sunfire aparece no penúltimo episódio salvando, né, o— eu sempre esqueço, exatamente, salvando ele lá. É, exatamente, salvando ele das tropas lá do Riverrun. Então assim, cara, beleza, tem no livro, mas parecia— você fica constantemente Pensa, como você acaba não entendendo algumas coisas, você fica constantemente no estado de, pô, será que eles fizeram isso? Aí dali lá na frente, não, eles fizeram diferente do livro para fazer igual.
Aí, caralho, isso é porque o Sam Fai, ele tem uma, ele tem uma, ele no livro, não vou nem contar aqui, mas no livro ele tem uma, ele tem uma ação, né, grande, né? Ele tem uma missão, uma tarefa, digamos assim. Portentosa, né?
Enfim, eu não achei a temporada surpreendente não, cara. Achei de maneira até positiva que o final, o último episódio, foi bem feito.
Eu vou até mudar um pouco, né, para dar uma, tentar dar uma animada. Vamos animar essa porra aqui, meu irmão! Galera, principalmente as crianças, não, não tem nada a ver, mas eu acho que a gente tem que introduzir alguma bebida, alguma coisa assim. Para dar uma animada, entendeu? Vamos fazer isso para as próximas, nem que seja um Kitsuko muito louco.
Eu tô animado para falar mal. Tu me pergunta o que que eu acho uma merda, eu tenho uma lista aqui animado para falar.
Então vamos embora para falar uma merda. É, cara, eu assim, eu acho que sacanagens, putarias à parte, né, eu acho que assim, o universo de Game of Thrones Eu falo universo porque a gente acaba, cara, meu irmão, eu sou o rei da referência. E para mim a referência acaba sendo Game of Thrones, não tem jeito. Eu acho que assim, o grande barato de Game of Thrones, além de cenas de lesco-lesco bem feitas, eu acho que é a forma como se equilibra, cara, a fantasia, que o Martin já falou.
Ele teve até uma galera também do Tolkien lá falando, aí já mandei O Senhor dos Anéis Fechei meu combo aí, saí bingo, vamos para o cacete. E que assim, ele fala, né, que assim, não, lá o talk dele tem muita fantasia, aí o meu é menos, né, porque ele tem uma dosagem, ele explica um pouco isso, mas principalmente ele dosa uma pitada, eu diria, aí de fantasia. Mas é justamente esse equilíbrio que ele faz entre política E a guerra que acaba vindo disso.
E uma coisa que eu acho interessantíssima é você tem no meio da, enfim, no meio da história lá, até de uma temporada, você tem um personagem nada a ver que se transforma em tudo a ver, tá entendendo? E aí tem, acaba ganhando a importância, e depois de uma, ele morre ou ela morre, mas isso que dá o, né, eu acho que isso que dá a apimentada, claro. Essa pitadinha de fantasia, dragão, White Walker e visões premonitórias. Mas, cara, a parte política, as pessoas até falam essa parte política que aí acaba tendo a guerra, né?
Isso, isso eu acho que é esse equilíbrio, é o que dá a história, eu acho que o combustível necessário. Nessa não rolou. Esse equilíbrio não rolou, né? E por que não rolou? O que que fez que não rolou isso que eu tô falando agora? E essa é a chance da gente, pô, vamos meter pau! É agora, é agora, Gui, é agora!
Então, cara, vamos lá. Eu acho que isso desde o início, tá? Mesmo com a primeira temporada muito boa, a série não sempre pecou por ignorar o lado político amplo dos Sete Reinos, né? Porque A primeira temporada tem uma desculpa que era, bom, você precisava estabelecer ali o conflito entre os pretos e os verdes, você precisava deixar esse alicerce muito bem explicado para as pessoas, para as pessoas entenderem que a série é sobre isso.
Mas esse conflito, ele está dentro de um contexto maior geopolítico dos Sete Reinos que envolve as outras casas. E no primeiro momento você tinha muita participação dos Hightower, muita participação dos Velaryon, mas você não tinha outra participação das outras casas. E a gente entende que na primeira temporada era isso. Na segunda temporada você tinha que trazer mais dos Stark, você tinha que trazer mais dos Tully, você tinha que trazer mais das casas que eram proeminentes naquela época para você ter uma sensação parecida com que era Game of Thrones.
Na terceira temporada você tá em guerra, veja bem, você tá em guerra. Essas outras casas elas fazem parte substancialmente das tuas tropas, falando especialmente aqui dos pretos, né? E você continua sem abordar o lado político das coisas. Fabão disse bem, a gente teve um episódio, com episódio pós-guerra, que ele foca no lado político em King's Landing. Ok, super centrado na figura da monarca que assumiu o reino destruído, mas foi ótimo porque trouxe um pouco daquela coisa originalmente de Game of Thrones, que é, cara, meu irmão, é um jogo dos, né, é o jogo da dança das cadeiras, é o jogo dos tronos, meu irmão.
Todo mundo quer sentar no trono, tem um lado político, não é sobre só sobre tradição, não é só sobre a questão hereditária, não é só, não é só sobre uma coisa, você tem uma série de componentes. Casa do Dragão nunca conseguiu falar sobre isso de maneira, de maneira convincente, muito pelo contrário. Veja bem, a gente acabou de falar aqui, dois personagens centrais da série passaram quase a tempo, quase a temporada inteira, o o Daemon na segunda temporada e o nosso glorioso Aemond agora nessa temporada em Harrenhal fazendo nada, de férias.
Então você tem um de férias com, de férias com Targaryen dentro da temporada de Casa do Dragão, quando você poderia estar abordando, mostrando outras faces do confronto. Então isso para mim é um problema sério. A série, ela teve uma desculpa pré-pronta na primeira temporada, como eu disse, mas nas outras temporadas ela ignorou completamente, a ponto de você mal ver O Stark aqui no livro é tão, é tão importante, tão decisivo, tanto o Cregan quanto o Sir Roderick, que é o que tá na guerra mesmo, nosso amigo do machado.
Você vê muito pouco dele, as opiniões políticas dele, as opiniões dele dentro do contexto. Por que que ele tá apoiando os pretos? É só uma questão de juramento? Não tem uma coisa maior da tradição? Enfim, não sabemos. Podemos conjecturar, podemos apelar para o livro, mas não sabemos por quê. Porque a série não— a série se recusa a abordar isso e foca extremamente na figura dos pretos versus os verdes. Nessa temporada tudo caiu sobre a temporada, ela tirou um pouco do peso dos verdes, deixando ali a organização política quase que na mão, na figura do Ormund, né?
Então o verde que pensa nesse momento é o Ormund, porque foi basicamente o verde que sobrou. E do outro lado você tem a Rhaenyra, você tem Daemon e tal. E mesmo assim, muito mais do que no livro, você tem a figura da Rhaenyra enfraquecidíssima, enfraquecidíssima em vários momentos, quase que repetindo a questão da profecia e tal, não sei o quê. Tudo bem, acontece isso no livro, sei lá, uma vez, duas vezes, mas que uma vez dela questionar os deuses, ela questionar o destino dela, dela, porra, se eu não era para estar aqui, como é que eu tô aqui?
Não são os deuses que querem, tá? Beleza. Mas isso se repetiu 3 ou 4 vezes na temporada, quase que textualmente. Ela reclamando disso com a, com a lá, com a conselheira dela, que eu esqueci o nome. Ela reclamando disso com Damon, ela reclamando disso com Helena depois, mais para o penúltimo episódio. E assim, você tinha a figura do Viserys como uma influência e você vê a Rhaenyra como, como rainha, e tem uma diferença absurda, absurda, do jeito que o personagem foi escrito.
E tá diferente do livro, porque no livro não é bem assim. No livro tem um pouquinho mais de meandro, um pouquinho mais de meio termo, tem uma altivez que aqui, aqui nessa terceira temporada jogaram o que que restava da Rhaenyra no lixo. A Alicent, com menos participação, com menos peso, menos importância, se destacou muito mais em termos de atitude, em termos de ser uma personagem mais decisiva do que a Rhaenyra. Sacou? Quase como se— é quase, não dá para falar isso, que aí é exercício de adivinhação total, mas vê se vocês veem na minha— é quase como se tivessem tentando transformar a Rhaenyra num protótipo do que aconteceu com a Daenerys na 8ª temporada de Game of Thrones.
Olha, tá vendo? Quando elas chegam, quando as mulheres Targaryen chegam no poder, elas ficam assim, elas ficam descompensadas, elas ficam— é difícil. Eu acho isso bizarro, eu acho isso uma escolha estranhíssima, estranhíssima. Dá para falar que é isso? Não dá para falar. Tô aqui fazendo um exercício de, porra, conjecturando nível hard, mas porra, fica muito um cheirinho de, de porra, sei lá, ah, vamos, vamos aqui estabelecer um precedente de que mulheres Targaryen quando chegam no poder se comportam desse jeito. Porra, sei lá, eu não gostei.
E você, Fabão, o que que você achou o ponto aí de desequilíbrio ou não dessa, enfim, dessa temporada? O que que não faltou isso, né? Eu concordo com o Gui, sim, algumas partes, principalmente na falta do, na falta dessa, mais dessa questão política, né? Quando você bate, é muito, e aí tem pessoas que gostam, tá? E aí acham que é bom por causa disso. A Casa do Dragão é mais visceral, né? É mais sangue e fogo, realmente. Né? E a gente acostumou a ver algumas coisas que não deram assim, porra.
Armação era legal também, cara. E depois a vingança, porque é o que a gente gosta para cacete, né? Esse conflito de vingança. E quando ela é bem feita, mas quando ele é assim, é um cortou a cabeça e a gente, pô, só isso? A gente é mauzão, né, também. A gente é danadinho. Mas falta, eu acho que falta realmente, né? E esses esquemas, né, essas tramas, né. Falta trama, fazer uma trama, uma trama bacana, uma trama maneira. Você concorda, Fabão, com essa visão do Gui?
Você tá no mudo, amigo, tá no mudo, Fabão, ou caiu o som. Tá sem som, tá sem som, amigo.
Eu gostaria muito de ouvir sua voz.
Canta só uma música preferida para a gente ver.
É, é, entendeu? A gente, se você falar pausadamente, eu consigo ler lábios. Foi, foi, Fabão. Agora você— acho que não, acho que não. Fala aí, você tá com, você tá com ele, ele no mudo. Você tá no mudo agora, tá no mudo no StreamYard. Aê, agora sim, agora veio.
Mas eu não tô ouvindo vocês.
O importante é você falar, entendeu? A gente tá falando besteira, você vai falar a verdade.
Você tá me ouvindo?
Sim, sim.
Agora tá, beleza, agora tô ouvindo vocês. Estranho, deu um pau aqui. Eu só discordo do Gil antes de ser das mulheres Targaryen. Acho que qualquer Targaryen mesmo chega no poder, tudo doido, né? Cara, a família é desgraçada mesmo, família de trelelê. Todo mundo, cara, todo mundo culminando inclusive morrer louco, né? E depois o Viserys, né, que é o irmão da Daenerys, que esse nome dele Irmão da, eu acho que é deles mesmo, Game of Thrones.
Eu acho que é Viserys. A galera nessa família não tem muita, não tem muito, é tudo doido, cara.
Ou é Viserys, ou é Daemon, é Aemon.
Exatamente, não tem muita criatividade para nome não.
É tipo árabe, né? Mohammed, Hassan, é só isso. Ahmed.
Muda, é um Boris e Ivana Rússia, é isso.
Faltaram dar para Família Targaryen aquele tipo livro de nome de bebês.
Porra, melhor presente de Natal, galera! Vamos botar aí um Pedro na jogada, João Miguel, João. Dá até para combinar, aí daqui eles vão combinar, vai ser Viserys Daemon, cara.
Eu duvido que Pensa se eles não metessem um Billy, Billy Targaryen, tá ligado? Aí, porra, chapéu de cowboy montado num dragão. Ele é de cueca e chapéu de cowboy andando no dragão. É isso, montado no dragão, filhão.
José Carlos Targaryen, conhecido como Zeca Tatar. Porra, não tem como, brother, não tem como esse cara tomar certo, não tem como esse cara queimar, queimar, rebobotar fogo em reino. Zeca só quer sossego, porrinha, doce de leite.
Eu vou falar um negócio, eu, eu, eu sou, enfim, né, eu sou dos RPG, né. Então Dragão é uma coisa, claro, fantástica, que a gente vira e mexe tá Trabalha nos jogos, meu irmão. Fico puto até na época lá da Daenerys. Como você mata dragão como se não houvesse amanhã, né? Como se, porra, tranquilação, matar um dragão, essa porra. Não, cara, mas vamos lá, mata um gnô, porque, pô, gnô, já viu matar um gnô? Corre para caraca, porra, frio, dá frio porque gnô vive nessa merda.
Vamos matar um dragão, vamos matar um dragãozinho e Eu fico meio puto com isso, entendeu? Eu não concordo muito. Aí até o calado aqui, ele lembra a diferença dos nomes da galera, né, dos Emmons e Demons. A diferença é 1, 2, 3, 4 reais. Isso aí, exatamente, exatamente. E Imbatível seria o Carlos Daniel e Paola Targaryen. Por aí.
Imagina, imagina o iFood chegando, né? Ô, cara, ei, mô, o cara, ei, mô, não, ei, mô, chegou o lanche.
Inclusive, Carlos Daniel e Paola Targaryen é a versão mexicana, né, da novela mexicana, entendeu? É por isso que nunca, nunca criaram Starbucks. Né, lá, porque, porra, na hora do café, entregar o café, já, pô, bem, irmão, aí, porra, uma porrada, irmão, uma porrada. Mas voltando aqui para finalizar aí a nossa conversa, o que que vocês esperam para a próxima temporada, né? O que que deve determinar esse conflito? Claro, né, sabendo um pouco do livro, mas o que que vocês esperam É, levando em consideração que vai ser a temporada final, vai ter um grande finale, né?
Também lembrando aí que o próprio Game of Thrones no final ele deu uma rateada, né? Deu uma falhada. O que que vocês esperam para essa quarta e última temporada?
Ah, eu acho que, eu acho que já tinha que começar mesmo com o embate entre verdes e pretos para acabar logo com isso e ver qual que vai ser a nova linhagem Targaryen que vai assumir, como que vai redefinir a posição da família perante os Sete Reinos agora, né? Porque eu acho que já deu que ter que dar de enrolar até chegar conflito final. A gente já sabe todo mundo quem tá do lado de lá e para cá. Só o nosso tio Cachaça lá que tá com dragão aí, tá à deriva, tá jogando, resolveu jogar solo, partir para carreira solo, abandonou a banda.
E o resto, cara, a gente já sabe quem tá de lado de lá, do lado de cá. Pau, porrada, tiro de bomba. E aí do meio para o final, cara, já decidi como é que vai ser o futuro dessa família. Quem vai assumir essa porcaria? Como é que vai ser? Como é que vai se realinhar os chakras aí do universo da Casa Targaryen? É isso que eu queria ver, já resolver logo de cara o conflito e partir para nova linhagem.
Cara, eu espero uma temporada bem escrita, pelo menos no nível que que foi a primeira. Eu espero muito isso, porque você agora, como você tem 8 episódios para terminar, né, 8 episódios, uma hora, você tem 8 horas para terminar a série, você tem material suficiente para fazer tudo isso de uma maneira bem feita, escrever bons diálogos, investir nas coisas. Eu acho que o primeiro é isso, vamos pegar o livro, que que falta, que que acontece a partir daqui no livro, né?
Acabou a Batalha de Taunton, A gente tem o ressurgimento de figuras cruciais ali no final do episódio. Aemon, o irmão dele com a olha. A gente tem um Daemon que tá titubeante. Tipo, tudo que tinha que acontecer nessa batalha aconteceu do ponto de vista das consequências, do ponto de vista do aftermath que vem depois. Beleza. Agora você tem 8 horas para primeiro adaptar o que veio do livro de maneira Bacana, de maneira honesta.
Se tiver que acrescentar alguma coisa, a gente não sabe exatamente, né, porque o final, acho que já trazendo spoilers, o final do livro ele é uma parada meio, ele não é uma palavra, uma parada que, porra, né, você tem uma luta épica e aí acaba. Não, o final do livro ele deixa, ele inclusive foi escrito para ser a primeira parte da Dinastia dos Targaryen, né, ele foi escrito para você ter depois uma parte 2 que levaria até a rebelião de Robert, né?
O primeiro livro, que por enquanto ele é filho único, ele foi escrito para contar como os dragões acabam, como chega ao fim a Era dos Dragões, né? E esse final ele se prolonga até quase a rebelião de Robert, um pouco antes da rebelião, tipo 50 anos da rebelião de Robert, porque ali você já tem os dragões que não crescem mais, eles não vão para frente, enfim. É, então beleza, existe espaço para que você pense em alguma coisa mais animada para o último episódio, para as últimas cenas, tem, existe espaço.
Mas cara, eu acho que o primordial é adaptar de maneira bacana, de maneira bem feita. Agora você tem 8 horas para fazer isso, eu acho que dá e sobra para você adaptar o que tem no livro. E depois, se for para você botar um extra, se for para você mudar alguma coisa que você acha que é genial Porra, tudo bem, vamos, vamos ver qual é. Mas precisamos muito de uma história bem escrita, precisamos muito que no primeiro episódio você já tenha coisas acontecendo.
Não dá para você, porra, como foi nessa temporada e como foi na segunda, você ficar com a encheção de linguiça e aí as coisas começarem a andar lá no quinto episódio. Então tu passa caralho, meu irmão. 4, 5 domingos, nada com porra nenhuma. Cada episódio tem, sei lá, 3 cenas que você fala, ah, beleza, isso aqui é importante. E o resto é tudo, sabe, é isso, é o Christian Cole andando e o pássaro passa, não sei o quê, e é o Waymond II na feira e o maluco batendo com martelo.
Pô, cara, desculpa, não dá. Porque aí eu leio o livro, porque aí no livro eu imagino aquilo na minha cabeça, e na minha cabeça vai ser sempre melhor do que na série, entendeu? Se você tá adaptando uma parada, tem que ser interessante, brother. Ou porque o material original é super interessante, aí tá tudo muito fácil. Ou porque você é o pica, é o pica da escrita, e você fez uma adaptação genial, e o negócio, porra, subiu de nível na tua mão.
Não dá para ser tipo assim, porra, não dá, não dá, meu irmão, não dá para o ator pegar o roteiro e falar: Christian Cole caminha ao lado de sua patrulha em direção à floresta. Aí tá, ele comenta com o Surf Motherfucker Hightower: ei, cara, eu acho que o Damon não vai chegar não, hein? Porra, eu acho que ele tá preso lá em Harrenhal. Porra, em Harrenhal ainda? É, ele tá lá. Pô, que merda, hein? Que que ele tá fazendo lá? Ah, brother, não sei, só sei que ele tá lá.
Porra, e é isso. E aí, caralho, 11 da noite, toca a música. Do Fox Sports e tu tá fodido porque aconteceu nada. Tu fala, caralho, meu irmão, eu fiquei uma hora assistindo uma novela das 9 da Globo, entendeu? É outro conceito.
É isso. É assim, vale realmente também a tua lembrança, porque se a galera tá pensando que no final disso, né, se levar em consideração o livro, você vai vir logo para Robert Baratheon no Trono de Ferro, só se contar uma história, né? No final você contar uma história longa, né? Narrador e bababá, alguém narrando, que é uma coisa que geralmente acontece no começo.
Exatamente, né?
Dos filmes e séries, isso acontece no começo, você muda, né? Você faz isso para o final, essa passagem de bastão. Acredito, mas acredito que não vai acontecer. Também porque eles sempre vão tentar deixar um espaço para a nova série, né?
Vamos ser honestos, né, Neto? A série que todo mundo quer ver, a série que o mundo quer ver, é a rebelião de Robert, irmão. Fogo e Sangue é maneiro, porra, podiam ter feito melhor, mas maneiro, legal. Mas não é o que, não é o que o povo quer ver, entendeu? O povo quer ver aquilo lá que a gente viu em Game of Thrones, que O Bran vendo a Torre da Alegria. É aquela merda lá que a gente quer ver, entendeu? É a prequel. Essa é a prequel de Game of Thrones que vale a pena ser vista.
Ah, Dinah Shetterly, porra, legal, cara, bacana. Mas assim, não sei se os caras sabem, se os caras perceberam, mas a família preferida da galera era os Stark. Então sempre foi, tá, galera? Era tipo assim, beleza, a gente gosta da Daenerys final, não sei o quê. Mas porra, todo mundo gostava dos Stark, todo mundo gostava dos irmãos Stark, todo mundo gostava dos lobinhos lá, dos lobinhos, porra, dos Stark, brother. Então onde é que os Stark tem um pouco mais de protagonismo?
Na rebelião, junto lá do, junto lá dos, como é o nome da família do Robert Baratheon?
Exatamente.
Porra, é isso, é isso que a gente quer, meu irmão. Legal, vimos Dragão Abessa, vimos Sunfire, vimos Asa Prata, vimos tudo, todos os dragõezinhos que a gente tinha que ver. Veigar, porra, terrível Veigar.
Beleza, galera, que aliás dormiu nessa temporada, né?
Entendeu? Aí é isso, tu pega o livro, tá no soninho da tosa. A descrição da Veigar é a besta mais esfuziante da puta que pariu, ela é foda, ela Ela só dela, porra, se aproximar de você no ar, você já se mija. Aí na terceira temporada, que que os gênios, gênios da escrita fazem? Ah, sumiu, galera. Esse dragão é grande para caramba, dá um trabalho para fazer, gasta seu dinheiro. Vamos escrever aqui no roteiro. E enquanto Aemon estava em Harrenhal mimindo, Veigar também foi procurar um outro canto para mimir. E ficaram os dois meninos.
Isso, Soninho da Beleza.
O irmão chega e fala, porra, não sei o quê. E aí ele fala, meu dragão sumiu. Porra, teu dragão sumiu, irmão? Que porra é essa?
Irmão, tu não sabe o que aconteceu ontem. É isso, tava numa festa muito louca. Porra, não sei onde estacionei o dragão, irmão. Não sei, viado.
Sabe onde tu botou o carro no shopping? Pô, tem 4 pisos de estacionamento aí. Era o quê mesmo? Era C4? Não, porra, era E6. Aí, porra, é tipo assim, ou tá 2 pisos para cima ou tá 1 piso para baixo. É isso, cara. Porra, não sei, não sei cadê o dragão. Dragão sumiu.
Aí tu tem que esperar dar meia-noite para todo mundo ter tirado os carros para tu encontrar o teu.
É o próprio, é o desgraçado, ele está lá sentado, aquele maldito. Está lá sentado. A série acabou, está sentado em Hall and Hall aqui, ó. Meu dragão vai voltar, respeita, mano. Meu dragão vai voltar. Tá nisso, é isso.
E detalhe, né, tem um tamanho de um Boeing 747 e ninguém vê.
Espalhando cartazes ali por todo o Rio de Janeiro: procura-se, procura-se dragão de tamanho colossal tratar com Caolho Targaryen.
Ele tivesse talvez os dois olhos bons, ele enxergaria melhor.
Chegou quando a gente apela para esse tipo de piada, é o sinal de que estamos chegando no final, de que nossa vida como episódio de podcast está se esvaindo, pelo entanto.
Até eu fiquei triste com essa piada. Bom, meu povo, é isso, é isso. Não percam, né, no próximo episódio a gente vai continuar com o dragão e vamos falar sobre como treinar seu dragão.
Se quiserem um bom derivado de Game of Thrones Cavaleiro dos Sete Reinos, uma obra-prima da simplicidade e da eficiência e do bom texto, e com dois personagens extremamente carismáticos, com dois atores que têm uma química perfeita, Duncan e Egg, dois personagens lindíssimos. Isso sim é Game of Thrones na sua essência.
É isso aí, fica a dica do Fabão, né? Calado, mandou também, ele Foi fazer uma pontinha na caverna do dragão, volta logo. É isso aí, é mais ou menos isso, gente. Guizão, Fabão, beijo, meu Jedi, um beijo no coração de vocês.
Beijo, gente, é nós!
Não esqueçam, né, como treinar seu dragão da próxima vez. Ou não, ou não, né? Ou não, né?
Traremos notícias de um tutorial, um curso. Vamos vender um curso como treinar seu dragão. E traremos notícias de por onde anda Veiga. Você viu esta dragoa por aí? Liga para gente, chama a gente nas redes sociais. Onde está Veiga?
Veiga, última vez, GPS no bichinho.
Detalhe, última vez vista no Carnaval do Rio de Janeiro e Santa Teresa. É isso, valeu, pessoal!
Beijo, gente, tchau, tchau!