The Boys - temporada final estranha e melancólica - UltraCast
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Com apresentação de Guilherme Farizeli, Fabio Martins, Alex 'Jedi Capenga' Rodrigues e Kainan Medeiros, no episódio de hoje abordamos o seguinte tema:
The Boys: temporada final é boa?
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Alex 'Jedi Capenga' Rodrigues
Fabio Martins
Guilherme Farizeli
- The Boys· EntretenimentoThe Boys · Última temporada · Crítica à série · Comparação com quadrinhos
- Críticas e Recepção da SérieCenas escatológicas · Batalha final decepcionante · Foco em spin-off
- Incentivos PerversosNão matar personagens principais · Prolongamento desnecessário · Foco em dinheiro
- Modelo de Negócio de Franquia· NegociosGen V · Vought Rising · México · Caça-níquel
- Repetição de formatos e tendênciasFanservice · Violência e Grotesco · Perda de graça
- Críticas a personagens e representações em sériesStarlight · Exegese Evangelho Joao · Anne (Starlight) · Star Wars
- Comparação com quadrinhos originaisMudanças na obra original · Personagens modificados · Nível de pastelão
- O Cavaleiro dos Sete ReinosAdaptação de livro · Polêmica de Game of Thrones · Casa do Dragão
Olá, amigas e amigos, meninas e meninos, lindas e lindos, sejam muito bem-vindas e bem-vindos ao nosso UltraCast. Estou muito feliz em ter vocês aqui hoje para falar novamente aí de final de temporada, mas também é um final de temporada junto com o final de série. Claro que estamos falando da quinta e última temporada de The Boys. E aí, vocês gostaram? Não gostaram? Ah, que pena que acabou. Na verdade, já foi tarde. Nós vamos falar sobre isso, a gente quer saber a opinião de vocês aqui.
Hoje temos Fábio Martins e Gui Fariselli para ter aquele papo gostoso. Cainan tá em missão no exterior, não pôde aparecer, né? Saudades daquele carinha. Mas eu quero saber aí o que que você acha. Deixa nos comentários. Aproveitando para fazer, pedir para vocês fazerem logo aquele bom e velho ritual de se inscrever no canal, Dá o like, porque isso ajuda muito a gente aqui do Ultraversa levar um conteúdo bacana para vocês. Fabão, meu querido, boa noite, como é que você tá? Guilherme, com sua camisa linda, maravilhosa, como vocês estão?
Por aqui tudo beleza. E Alex, um beijo para a galera que tá ouvindo a gente aí também. Estamos aqui melhor que o fim de The Voice, né?
É, já é um spoilerzinho, né? Já é um pequeno spoiler do Fábio.
O frio que tá fazendo hoje aqui em São Paulo é melhor do que o final de semana.
Eu sou suspeito para falar porque eu gosto de frio, né? Então vai ser melhor sempre. Você que tá, você que em pleno, em pleno frio no Rio de Janeiro. Estamos aqui com 23 graus, um frio imenso. A gente aqui, você com sua camisa tropical, o laula. Você compartilha também com o pensamento do Fábio? Ainda bem que acabou.
É, acabou numas, né? Tem, mas acabou, porque tem coisa para ver aí. Beijo, Fabão. Beijo, Alex, meu lindo. Beijo para quem tá escutando a gente, assistindo a gente agora ao vivo. Eu acho que final de série, sem querer me adiantar muito, mas já me adiantando, acho que final de série tem sempre um sentimentozinho agridoce e tal. Aí quando o final de série ele é ruim, aí esse sentimento se intensifica, né? Porque você lembra do tempo que você perdeu acompanhando aquele troço durante anos. E aí dá uma, bate diferente, né?
É, mas depende, né? Se foi sofrimento, você até quer que acabe, né? Porra, que bom, que bom. Aí você abre a janela, se abre a cortina, janela, vê a luz do dia e existe vida lá fora. Não tô falando da temporada de The Boys, claro, porque eu nem vou dar minha opinião que eu acho que vocês nem ousam, na verdade, né, fazer isso. Eu acho que vocês vão aí resumir bem esse sentimento do fim de uma temporada que, vamos lá, eu acho muito interessante, que foi uma obra que foi totalmente diferente.
Assim, falo totalmente, né, porque teve mudança de final, até de estrutura de personagens da criação original, né, que são dos quadrinhos. Que se você não, se você aí não sei em que mundo você vive, sim, existe um quadrinho de The Boys, né, e a série toda, né, claro, em cima mais dessa obra. De HQ. Só que, cara, foi totalmente modificado. E a gente também, acho que vale a pena a gente também discutir um pouco sobre, sobre, né, porque geralmente você tem, claro, você não tem uma obra, é uma obra totalmente similar, né, do livro, de uma HQ no filme, numa série.
Mas bem parecido. Essa eu acho que foi totalmente diferente, pelo menos final, construção de personagens. Acho que vale a pena a gente também dar uma pincelada para isso. Mas, cara, eu vou logo correndo porque preciso muito saber. Inclusive, acho que é o meu momento da semana preferido, é saber o que que você achou do final. Cara, isso, isso é de uma satisfação Sabe quando você come um negócio que você se importa muito, sabe, cara, faz tempo que eu não como, ou você vai no lugar que nunca mais foi, ou de um vascaíno que vê o seu time vencer, mais ou menos isso.
Eu acho assim bem deprimente. É uma série que acabou na verdade na terceira temporada, né? E eu acho que é um grande mal de muitos produtos da cultura pop atual, que ela não sabe a hora de parar. E parece que vira refém desse negócio de fanservice, então não se preocupa com mais nada, é só agradar o público naquilo que ele quer ver. The Boys ficou conhecido no começo, né, por fazer uma crítica ao autoritarismo, à extrema-direita e tudo mais.
E apostar em cenas grotescas, né, bem violentas, com bastante sangue, escatologia e sexo, bom, é bem explícito, digamos assim. E parece que você fica dobrando a aposta, entendeu? Tipo, ah, disso aqui que deu certo, esquece o resto, vamos só fazer isso aqui. Depois da terceira temporada, cara, fica tudo tão repetitivo, é tão excessivo que perde a graça. E você começa a prestar atenção em vários personagens ali que estão fazendo hora extra, né?
Várias histórias ali acabaram mesmo no terceiro ano e se prolongaram durante duas temporadas e não levaram a lugar nenhum, né? E ela, além de tudo, a série, ela é covarde, né? Que você nem para matar o personagem principal você mata, né? Você mata o francês que era um bandido, né? Se junta aos heróis, entre aspas, né, e que é o único criminoso ali do grupo. Então você vê assim, fala tipo, se a gente tem que matar alguém, vou matar alguém que é o bandidinho, que é o menos, que é o menos significante para gente.
E ali personagem como o Mother's Milk, né, te fazendo hora, cara. A história dele com a filha já acabou na terceira temporada. O próprio Hewitt com a Starlight Terceira temporada também já não tinha mais o que falar, entendeu? Depois da morte do pai dele, a história dele praticamente acabou. Ele não tem mais arco, ele não tem mais nada útil para fazer na série, né? E ainda tem aquele final, cara, que é deplorável, né, cara? Meu, o cara vai dar o nome da filha com a Starlight, né, em homenagem à antiga namorada.
Que mulher quer aceitar isso? Sério, cara. Onde é que vocês estão com a cabeça, gente, fazer um negócio desse? E aquela cena final do Pátria implorando pela vida de um modo bem escatológico, né, cara? Não tem cabimento, cara, sabe? É horrível. É tipo você querer chocar por chocar, né, sem ter nenhum conteúdo. É simplesmente o choque, né? O cara falando que comeria merda, sabe? Você fala, cara, que que é isso, cara? Precisa mesmo chegar nesse ponto?
Tipo, é isso mesmo que a série quer falar? É, você não tem mais nada mesmo para falar a respeito disso. Tipo, você tem um personagem que é, que é o vilão, né, bem clássico, e que era do cacete, né, que é o Pátria, é reduzido a isso, sabe? É o cara que tá implorando pela vida, vai comer cocô do outro. É isso, cara. Você fala, o que que é isso, cara? E você, tipo, o problema também é você gerar expectativa, né? Você tá, cara, 5 anos querendo, criando expectativa com esse conflito final, que seja uma batalha absurda, né, com efeitos e tudo mais, não sei o quê.
Ele se passa dentro do lugar fechado, sabe, com uma briga entre dois, algum cara que era super poderoso acaba perdendo o poder. Durante um certo período e vira uma briga de rua, né? Você fala, tá, é isso mesmo? 5 anos fazer isso? Então eu acho que tá rolando assim, a covardia, é preguiça de, e como é que fala, excesso de ganância. Não tem nada contra ganhar dinheiro, já falei isso várias vezes, não tem problema nenhum o cara querer ganhar dinheiro, cobra dele.
O problema é quando ela só pensa no dinheiro. Stranger Things fez isso, se esticou durante muito tempo para ganhar dinheiro. O The Boys já tava indo para o segundo spin-off. O primeiro, para mim, é uma grande porcaria. A série se provou uma grande porcaria. E essa nova que vem aí, que é a temporada final, serviu mais ou menos de divulgação, é que parece um trailer estendido para essa nova, esse novo spin-off. Não deve ser lá grande coisa, né?
E você, outros produtos aí que viveram da ganância. Pega The Walking Dead, tem 247 spin-offs, nenhum presta, nenhum. Para ninguém falar nada, né? É uma coisa, é subproduto, subproduto. Por quê? Porque tem uma legiãozinha de fãs que só querem aquilo, se contentam com aquilo e começa a dar dinheiro para aquilo. Então, tipo, rola uma preguiça geral, né? É um acômodo E é lamentável, cara. Então a gente não vê ousadia de nada, né? A gente só vê aquilo se repetindo, se repetindo, se repetindo até esgotar.
E The Boys, infelizmente, foi por esse caminho. Teve uma primeira temporada que eu acho fantástica, uma segunda temporada também que eu acho legal, um pouco repetitiva, mas legal. A terceira tá bem legal. Depois dali é ladeira abaixo e caiu nesse final melancólico. É uma pena mesmo que você vê, tipo, uma série tão promissora que todo mundo gostava. Acho que ninguém fala mal da primeira temporada. Terminar dessa maneira, triste, né, lamentável, previsível e muito, muito fraca. É uma pena mesmo a gente ver assim que o negócio tá degringolando.
Eu esqueci da próxima, cara. Na próxima vez eu tenho que abrir o meu vinhozinho, tomar um vinhozinho. É, investir uma tábua de frio de maneira, e que é muito bom, cara, vou te falar, é muito bom. Vou aproveitar aqui, vou mandar mensagem da Bruna. Esquece The Boys, final de série que deixou saudade foi Outlander. Bruna, primeiro um beijo, beijão, você tá sempre aqui com a gente. Quero te falar em primeira mão que Parece que a showrunner de Grey's Anatomy vai comprar Outlander e vai fazer mais 30 temporadas.
Então eles vão até a época atual aqui agora, e existe um projeto para que também o casal, enfim, vá para um futuro, futuro multiverso. É, vai ter multiverso também. Fica tranquila, fica tranquila que nunca vai acabar. Essa pelo menos a expectativa. Um beijo, beijo, Bruna. É, Gui, cara, você concorda com o Fabão? Ferraram a obra de Gart Ennis ou não? Ou era uma coisa esperada, entendeu? O fechamento Lembrando, assim, não sei, não sei o que você vai falar, né?
Eu contraponto positivo. Que vilão, Homelander, né? Eu acho que é um dos vilões, sei lá, um vilão bem icônico, né, do contemporâneo, podemos dizer assim. Cara, que vilão foi Homelander! Aí foi o que o Fábio falou, né? Você teve um começo onde você tinha um vocês tinham alguma coisa para falar, né? Principalmente achei muito interessante quando eles pegaram essa parte de rede social. Enfim, eu achei bem, bem pontual, bem oportuno.
Mas você acha também que ficou cansativo? Foi uma esticada, como diria. E aí já vou colocar, né, faz tempo que eu não faço, como diria Bilbo Bolseiro no Senhor dos Anéis, É, me sinto, me sinto como fino, como um pouco de manteiga passado num pedaço muito grande de pão. Você acha que The Boys foi, acabou sendo isso, né? No final, né, um pão legal, bem feito, uma manteiguinha de Minas, mas pouca manteiga para um pedaço de pão muito grande nessa quinta temporada.
Bom, então eu acho que a série sempre sofreu com problemas de se repetir. A primeira temporada era difícil você se repetir porque era tudo novo, né? A partir da segunda temporada, como o Fabão bem disse, já começou o processo de repetir algumas coisas, de começar a exagerar em outras, como o excesso de gore, né? Não o gore no contexto da história, mas o gore por ser gore, né? Ou mesmo a paródia meio que colocada ali pelo motivo da paródia, sem estar tão conectada com o roteiro, sabe?
O episódio sobre uma coisa e vem uma paródia que é divertida, que é engraçada. Enfim, coitado, Zack Snyder foi muito zoado nessa série ao longo das temporadas, mas Em alguns momentos eu senti isso. E assim, olhando para o quadrinho, que é uma coisa que é uma provocação que você fez no início, o quadrinho também não era o quadrinho mais genial do mundo. Ele chamava muita atenção por causa da quebra de expectativa em alguns momentos e por ser sim ultraviolento, por ter muito golpe, tem muita coisa diferente acontecendo.
Mas não era o quadrinho, né, a história mais genial do mundo e tal, não era, não era sobre isso. A série tinha oportunidade de pegar aquele ponto de partida E nos levaram a lugares novos. Eu acho que nas 3 primeiras temporadas, guardadas aí todas as ressalvas que a gente pode fazer, isso aconteceu. A 4ª temporada sofreu de uma parada que é: não sei para onde vou, não sei se quero continuar mamando nesta teta, né, ou se simplesmente acabo tudo e saio por cima aqui como um grande vencedor.
Decidiram que gostariam de continuar mamando na teta da vaca. E acho que decidiram isso com a 4ª temporada em andamento assim, em desenvolvimento, porque o roteiro, né, a história central da 4ª temporada foi toda muito confusa, muita, muitos episódios filha, muita coisa acontecendo que você não entendia muito bem o que que está sendo mostrado e tal. E aí beleza, você, quando anunciaram a 4ª temporada, você fala beleza, colocaram agora um pé no freio e disseram beleza, galera, mamar, continuar mamando na teta da vaca não funcionou, e a gente vai terminar isso aqui.
E vamos terminar em grande estilo, vamos botar aqui um fraque, uma cartola, e vamos tirar onda. E quando você vê a 5ª temporada, você percebe que não aconteceu isso. Pelo contrário, foi uma temporada extremamente confusa, extremamente confinada em seus próprios cenários, em suas próprias micro situações, micro universos. Problemas sem solução, ou às vezes solução sem problema, coisas acontecendo que não precisavam acontecer, que não faziam sentido.
É isso que o Fábio falou para mim, eu acho que a internet toda falou, é uma coisa gravíssima, que é resolveram transformar a 5ª temporada num grande preview do Valt Rising, dando importância maior para o Soldier Boy e para outros personagens ali do que vão estar no Valt Rising do que para os próprios protagonistas. Então parece que quando chega no no set lá do Eric Kripke, o Jensen Ackles, né, os amigos dele de Supernatural. Ele esquece a galera, o elenco da série, e fala: não, vamos ver aqui que a gente pode fazer aqui de legal, né.
Então você tem um excesso de cenas e de situações e de circunstâncias entre o Soldier Boy e o Homelander que não faz o menor sentido na história. O Leitinho, o Butcher e o Hughie, na verdade os 4, ficaram presos no campo de concentração durante um maior tempão. E aí eles são, conseguem se libertar com ajuda do A-Train e tal. E aí se fala muito pouco sobre isso no aftermath, né, na continuidade do depois. Os casais se beijam, os casais transam e acabou.
E acabou, é isso, entendeu? E aí daqui a pouco, fazendo um contraponto, pô, Homelander e Soldier Boy é uma porra, é uma DR infinita, é um papo que, caraca, você tem uma mudança, um shifting que é ridículo. Para mim isso é o pior da 5ª temporada, uma mudança de personalidade agressiva no Soldier Boy para ele ficar um cara mais palatável, para ele ser um possível protagonista da nova série e tal. Então assim, e ao mesmo tempo não tiveram coragem de falar, bom, beleza, então a gente quer vender essa nova série, o nosso protagonista é o Soldier Boy.
Então, cara, quem vai, quem vai, quem vai matar o Homelander vai ser o Soldier Boy, ou pelo menos ele vai ser fundamental para vitória, né, para derrocada do Homelander. E porra, não é isso que acontece. Ele no penúltimo episódio, o Homelander dá uma gravata no Soldier Boy Bota ele de volta na geladeira e acabou, acabou a participação desse personagem na série. Esse personagem que ocupou boa parte da 5ª temporada. Então assim, decisões estapafúrdias.
A própria Sábia, que era uma personagem interessante, sabe, era um personagem meio deus ex machina, um personagem meio assim, eu tenho a solução. Mas porra, tá valendo, cara. É série de boneco, a gente aceita, tá tudo bem. Tem um, a gente aceita ter uma, eles darem uma trapaceada nesse sentido. Mas até a Sábia na última temporada, nos finais, nos momentos finais dela na série, foram ridículos, foram uns tapa-fudes. Ela fez uma avaliação errada lá no fatídico episódio que o Soldier Boy dá o V1 para o Homelander para ele ficar imortal e tal. Então Não faz o menor sentido.
Eu acho que os roteiristas não tiveram capacidade de fazer texto para um personagem, para uma personagem que é mais inteligente.
Não tem como, com a possibilidade de você, você tá escrevendo a história, inventa uma coisa de estafa fúrdia e diz que ela pensou, sabe? Não é uma inteligência que vai cair na prova, é uma inteligência que basta você escrevendo o roteiro e reduziram ela a uma ajudante do French, né, do francês, para criar lá a fórmula que ia dar os poderes do Soldier Boy para Kimiko. Cara, até a morte do francês, vindo de uma série, né, onde você teve dezenas de mortes bizarros.
A começar pela primeira, começar pela coitada da Robin, a namorada do Rio, no primeiro episódio, né? Porra, você não ver a morte do francês, você não ver a maldade do Homelander ao matar o francês, é bizarro. Você tá tirando das pessoas um elemento importante da série. Não que eu goste, acho o gore da série justificável, eu acho tudo exagerado para caralho. Desde a segunda temporada. Mas beleza, você tá indo por esse caminho, vá nesse caminho, seja corajoso e vá nesse caminho até o final, sabe?
E não foi isso que eu vi acontecer. Uma série de decisões erradas. A batalha final, como o Fabão falou, é um negócio decepcionante assim. A importância das meninas do spin-off, né? O spin-off é um spin-off honesto, não é Negócio horroroso, mas também não é a melhor coisa do mundo, mas é honesto. A participação das meninas do spin-off, a Maria Monroe e a outra lá no final, é ridículo. Se resume a pegar um caminhão e levar as pessoas para o Canadá.
E no spin-off é dito a cada 3 frases sobre a Maria Monroe que ela é um super com poderes Ela é um super capaz de derrotar o Homelander. Então isso é vendido, pô. Gen V tem duas temporadas com, sei lá, 8 episódios cada uma. Nos 16 episódios é falado que a Marie Monroe é um super com condições, se dominar seus poderes, pode vencer o Homelander. E aí ela não chega nem perto do Homelander. É tipo assim, amigona, lá para o Canadá comer um queijo, pegar um frio, e tamo junto, grande abraço.
A própria Starlight, se você pensar que do grupo dos The Boys a Starlight era a única super original, beleza, o Butcher tava lá com o poder dele de tentáculos polvilhinhos, mas a Starlight era a única do grupo original que sempre teve poderes e ela não sai na mão com o Homelander. Pelo contrário, o papel dela é reduzido. A ponto dela ter que lutar com um Jeep lá numa praia, apanhar do Jeep, e aí meio que num golpe de sorte joga ele no mar, e aí os seres marinhos matam o Jeep.
Quer dizer, a Anne, que desde a primeira, especialmente na primeira, na segunda temporada, você vai assistindo a escalada do poder dela, né, porque na teoria é um poder muito interessante, no final ela fica renegada à galera que chega depois, sabe? Sabe quando tudo acabou e chega uma galera depois Caramba, galera, vocês estão bem? A Anne, que porra, é uma personagem que eu gosto, uma personagem que foi bem escrita no início, as suas idiossincrasias, a questão da religiosidade, a relação com os pais.
Foi uma personagem que foi bem escrita, né? Tinha ali certos bem feitos. Porra, no final ela foi relegada a uma personagem de segunda categoria.
E aí, brother, nem para ela ganhar, nem para colocar ela para matar o Profundo, ou pelo menos ganhar a luta, né? Não acidente.
Exatamente, ela apanha do Jeep. A presença dela no episódio é para ela apanhar do Jeep. E, cara, desculpa, faz sentido, porque aí beleza, ia ser um clichêzão se ela vai lá e mata o Jeep e fala: eu lembro do que você fez. Você me estuprou. Enfim, pô, ia ser um clichêzão, mas imagino que a maioria das pessoas que acompanha a série desde o início estavam esperando por isso. Bom, finalmente a Starlight vai lá e vai, porra, fudeu com esse cara, desligou esse cara.
E aí não, ela ainda inclusive, ela vem com um papo ali na luta, né, na luta final, ela vem com um papo de, pô, cara, desiste do Homelander, cara. Você tem salvação ainda. Tipo, brother, onde estão as pessoas que escreveram as duas primeiras temporadas? Porque é isso, né? Não só os roteiristas, mas o Showrunner também.
Cadê?
Cadê aquele nível de coragem, de, sabe, de assumir risco, de falar: galera, a gente é estranho, a gente é exagerado, e foda-se, vamos embora? Nessa quinta temporada sumiu completamente, completamente qualquer vestígio disso. Não tava presente. Isso é bizarríssimo, bizarríssimo.
Eu gostei, concordo que vocês falaram, mas esse lance do insider, dele perder o poder, eu achei legal porque realmente, né, você, a galera vê ele sem poder, é um cara comum, né? E eu achei muito legal A coisa do Billy bruto enfiar a porrada nele sem poder, os dois sem poder nenhum, para você ver, né? Então assim, se você não tem poder, cara, você realmente é um Zé Ninguém. Então essa exposição eu achei uma sacada legal, essa parte é legal, né?
Foi uma das poucas coisas desse último episódio que eu achei assim uma sacada bem legal que levantou até a hipótese, né, de ele ficar, né. Aí a galera também dá uma viajada assim, tipo, ficar vivo e depois de matar. Não, ou você fica vivo e deixa ele vivo sofrendo, né, ou mata, que eu acho que foi a melhor decisão. Mas você viu uma galera meio que indo embora, né, tava a exposição, né, que ele tem é da luta. E aí é uma galera meio que desistindo, né, cara.
Isso é, isso é, eu acho bem simbólico, né? Porque são coisas assim do tipo, um dos lances que eu achei muito interessante, talvez não tenha nem sido tão bem trabalhado aí na 4ª, 5ª temporada, foi justamente essa coisa do Homelander ser um cara intocado, inclusive na opinião pública. É, então, cara, né, você tem uma pessoa que tem poderes de um deus, mas que ele não age, né, de forma divina, podemos dizer assim. E as pessoas não ligam, né, ou muitas pessoas não ligam, né, opinião pública não liga para isso.
E aí você tem que realmente ver, né, você tem que ver a pior. Por isso, Fábio, que Eu concordo com você que por mais que tenha tido um exagero, né, no final dessa exposição dele, é uma coisa assim, cara, você tem que, você tem que exagerar para que as pessoas vejam como elas estão erradas em relação a uma pessoa, uma situação. Foi, acho que a mensagem, né, que pelo menos que me passou.
Então existe também uma, desculpa te interromper, Alex, existe também uma questão de oferecer para quem tá assistindo uma espécie de lavagem de alma, que é ver aquele vilão que a gente aqui tá falando que, pô, esse vilão foi um vilão sinistro, foi um vilão muito bem construído e tal, ver esse vilão se humilhando para dar esse momento de catarse para quem tá assistindo também. Sim, também tem isso nesse embutido nessa, nesse final dele todo fodido chorando e falando para comer merda.
É muito simbólico, né? Que é aquela coisa do que assim, o que mais me incomodava, aí acaba sendo num bom sentido, porque o vilão que você não quer nem pôr nem ver, cara, meu irmão, não aguento ver esse, é porque ele fez um bom trabalho. Então na verdade, para mim, o que incomodava muito no Homelander era justamente, não era nem o que ele matava, mas era justamente essa impunidade onde assim, cara, a gente sabe que ele matou, a gente sabe que ele fez, mas pô, beleza.
É, os fins justificam os meios, seria mais ou menos isso. E aí quando você tem essa coisa do, né, no final, como você falou, ele destruído, ele, porra, falando totalmente humilhado, né? Ali é o pior ser do mundo, digamos assim, o mais covarde. E é, e o fato dele apanhar para um cara que sem superpoder também, eu achei bem simbólico. Aí eu acho que isso valeu a pena. Mas só para acrescentar aí um pouco, vocês falaram, achei que vocês falaram muita besteira, então aí vou dar uma consertadinha.
Brincadeira. E como as séries, como aí assim, uma série só, eu tava falando isso com o Fábio um pouquinho antes da gente entrar, como as franquias Eu acho que elas perdem o time com os personagens, né? É luz estelar, né? Eu sempre, eu sempre Starlight, Starlight, Starlight ou luz estrela. Você pode escolher Starlight melhor. É como a Starlight, ela foi muito desperdiçada, ela foi muito desperdiçada. Porque nos quadrinhos ela é um— porque assim, os quadrinhos é muito zoado, ele é muito zoado, né?
Quem não leu, só para você ter uma ideia, ele é meio que ele como se fosse um mundo pastelão de Monty Python, né? Sei lá, eu ia até dar o exemplo aqui do Como é que é aquele arco do pornô?
É isso mesmo, né?
Cara, é até mais assim, tem uma história que é assim, é do, pegando francês, que, cara, a história é assim, do francês, ele tem um trauma que ele perdeu um duelo na França com um cara que era padeiro, que aí assim, o cara pegou, ficou com a namorada dele, e aí eles duelaram. E o duelo foi com pão, os dois. E assim, é um duelo mesmo, entendeu? É uma, é uma, é cultural lá na província dele, na França, de onde ele veio. Então os dois na bicicleta, tem a história, os dois na bicicleta, cada um com a bisnaga na mão e duelando como se fosse um uma lança, né, uma arma.
E aí ele perde o duelo, perde. Para você ver o nível, né, de pastelão que o Garfield, né, realmente ele quis mostrar. E a Starlight, ela é um dos personagens que ancora para uma realidade, né, realidade que ela foi abusada muito mais no quadrinho. É bem pior a cena, né, bem pior. Que ela passa no começo, anda com a Walt. E, cara, simplesmente assim, eu, para mim, né, para mim é a minha crítica em relação. Pegaram o papelzinho assim, pegaram ela e jogaram fora, como você vê em várias franquias, né.
Aí, para fechar o bingo, Star Wars, por exemplo, como você pegou personagens muito, muito bons. Por exemplo, Finn, que era, acho que o Finn, né, que era um O cara é um Stormtrooper, cara. Como é que funciona a cabeça de um Stormtrooper, cara? Ele, ele, Jar Jar Binks é bem melhor assim, bem mais popular, digamos.
Tem mais tempo de tela do que o Finn, se a gente for parar para olhar.
Exatamente. Então assim, como você joga fora personagem, né, cara? Parece que você tá numa novela da Glória Perez. Primeiro capítulo, personagem bom para caramba, aí no quinto ele some. É isso. Eu acho que as franquias, elas, eu acho que são, é constante, entendeu? Nas franquias de você dar uma, você pegar personagem muito bons ou com bom potencial e simplesmente jogar fora.
Star Wars passou 3 filmes construindo a Rey, assumir com ela, e agora vamos jogar na mão do Grogu, vamos jogar na mão do Baby Yoda e foda-se.
É porque não tem mais história, né, cara?
O caso é protagonista sumiu do cinema, né?
Não, total, exatamente, entendeu?
É tanto a Deise Riley quanto é o John Boyega, né?
Sim, sumiram, evaporaram, cara. Não teve aceitação, né? Não tiveram uma boa aceitação porque a história Nesse caso, é uma história que foi fraca, né? O Mandaloriano e o Drogo não tem responsabilidade com nada. É praticamente a gente aqui fazendo o que a gente tá fazendo agora, que se dane. A gente não tem responsabilidade com nada.
Perfeitamente, ótima analogia, não é?
Mas é melhor depois.
Fácil, fácil, fácil, fácil, fácil, fácil.
Tomara, tomara. Mas, mas aí a gente vai gravar um vídeo a respeito.
Eu tô nem vendo.
Bora gravar, bora fazer, galera. Bora fazer aí um, bora fazer de repente aí numa, um próximo, um próximo podcast.
Acho que vale a pena fazer para o nosso Instagram um vídeo sobre o andando ali, né?
Pô, fechou, tá bom. Vamos já fechar esse contrato aqui. Bom, pessoal, assim, vocês falaram também uma coisa muito legal também, que foi esse lance de você usar todo um gran finale para promover uma série que você nem sabe que vai dar certo. Vou falar para vocês com sinceridade, até mesmo pelo final aí que pela galera tá falando, é, tem tudo para dar errado, né? Não que esteja torcendo, tô sendo Pragmático, digamos assim. O que esperar?
O que vocês esperam dessa grande tiro no pé para ganhar uma grana? Vamos fazer isso, uma franquia generosa, levando em consideração que tiraram o Gen5, GenV, né, na verdade, sempre justamente assim. E teve uma galera que assim, cara, Tem qualidade aqui e simplesmente também jogar fora.
É caça-níquel, é caça-níquel, mas vai atrair os fãs, não tem como escapar. E pelo menos de público vai fazer sucesso. De crítica a gente não sabe, mas público com certeza. É só você ver que Para mim, para mim, eu cheguei a comentar na nossa live passada, né, o Cavaleiro dos Sete Reinos ter feito sucesso e, aliás, ser um ótimo, ótimo produto, nível Game of Thrones, para mim foi uma grande surpresa. Porque a segunda temporada da Casa do Dragão é horrorosa, e o episódio final da segunda temporada da Casa do Dragão é nível final de The Boys, não é muito ruim.
E aí, quando eu falo, pô, é uma série pequena que se passa praticamente em um lugar, né, sobre um cavaleiro errante e um escudeiro, né, que a gente já, quem já tinha lido o livro já sabe que é um herdeiro Targaryen. Fala, cara, isso aqui não vai dar certo, cara. Depois, ainda mais que fizeram com A Casa do Dragão, cara, quem vai querer assistir isso daqui? E todo mundo assistiu. E é maravilhoso, é maravilhoso, é nível primeiras temporadas Game of Thrones, muito bem escrito, muito bem atuado, muito bem filmado, né?
Então tem caso, o povo vai seguir, você pode ter certeza que o fandom aí do The Boys vai assistir como assistiu o Game of Thrones, né? E vai assistir com certeza. Porém eu tenho sérias restrições, assim, medo absurdo de que o negócio tenha qualidade, porque, cara, depois da terceira temporada, depois eu já larguei mão assim de esperança. Isso aqui não vai para frente.
Antes do Gui falar, eu vou até falar um pouco sobre, sobre O Cavaleiro dos Sete Reinos rápido. Eu comprei o livro tem um tempo, né, O Cavaleiro dos Sete Reinos. E aí, como, sei lá, como todo bom negligenciador, eu precisava usar óculos e não usava, não conseguia ler nada, irmão. Eu tenho um bocado de livro aqui que eu não leio porque eu não tava sem óculos, desse nível, exatamente desse nível. E aí, pô, tá, comprei óculos, agora vou ler o livro.
Só que assim, nesse tempo que eu, enfim, agora consigo ler, veio a série. E aí a pergunta que eu faço para vocês é, cara, eu não vi a série ainda, eu não comecei a ver, eu tô louco para ver, mas eu falei, cara, será que vale a pena eu dar uma tipo uma maratonada no livro e ler primeiro o livro? Ele é, pô, é um livro robusto e tal, né?
Mas o livro são 3 contos. Como é que tá meu som aí, galera? Tá bom o som?
Então eu não sei, aí assim, porque eu não comecei a ler. Não, ele tá, ele tá meio metalizado, tá bom. E o livro, eu não sei se assim, o que eu comprei, eu tenho que ver se ele melhorou todos lá. Ah, perfeito, perfeito, perfeito, como tudo que você faz. O, e aí eu não sei se tá ótimo, tá ótimo.
Eu não tô ouvindo vocês agora, mas tá ótimo, tá ótimo.
Para mim tá perfeito, eu acho.
Oi, tá me ouvindo?
Tô ouvindo.
Tava ouvindo, melhorou 100%.
Então, se você for ler o livro, Alex, lê só o primeiro conto, porque é adaptação dos 3 contos, né?
Mas vale primeiro esperar, então lê o livro, lê o primeiro conto, depois parte para série. Você primeiro lê o livro para depois partir para série, é isso?
Tanto faz, cara, você vai gostar do mesmo jeito.
Então beleza, então vou começar a assistir essa merda hoje.
O livro é muito bem adaptado, muito bem adaptado.
Então, pegando esse gancho aí, Guia, O que que você achou dessa adaptação bem diferentona que foi das histórias em quadrinhos? Até mesmo porque seria bem difícil você ter uma adaptação. Até dei um exemplo aqui.
Pera aí que eu tô perdendo os olhos.
Tá legal aqui para gente, Fabão. Você tá ouvindo?
Maravilha, show!
E você, o que você acha dessa adaptação? E você acha que foi uma adaptação para série, para TV, foi melhor? É uma, é uma dos poucos, né, enfim, exemplos de que uma adaptação original não foi melhor do que adaptação original. Ótimo, né, que o original foi melhor que adaptação?
Cara, eu acho que no início a perspectiva era essa, no início da série a perspectiva era essa. Depois, com o passar do tempo, você acaba vendo que não vai muito para frente, sabe? Que algo se perdeu no caminho. Eu acho que tinha tudo para ser uma excelente adaptação de de quadrinhos. A gente entende que é difícil, a gente sempre faz essa ressalva aqui. Uma adaptação, ela não precisa ser necessariamente uma cópia, ela é uma, ela pega elementos daquela história e aplica da melhor forma na mídia que tá sendo usada ali, no caso a TV.
Mas Vários desses motivos que a gente já mencionou aqui, The Boys ficou, ficou pelo caminho. E para mim, você não me perguntou, mas eu vou responder.
É falando sobre quando você fosse terminar, eu ia justamente falar sobre isso, porque a Valt Rising vai ser um, vai ser um roteiro totalmente para série, né? Não vejo ela nos quadrinhos, não vi. Posso estar errado. Então, como seria isso, né? Porque você vai pegar aí totalmente um roteiro para as telinhas.
Você tem um pouco mais de liberdade, mas eu acho que pesa contra, pesa contra muita coisa, né? Mas eu acho que duas coisas pesam contra. A primeira de todas, assim, para mim é mais óbvia, é Foi feito um spin-off. Nesse spin-off foi vendido para gente que aqueles jovens que estavam surgindo ali em Gen V, eles seriam a solução para o confronto final. Quase como uma coisa até meio poliana de ser, de que nós os velhos estamos destruindo o mundo, mas a juventude vem aí para poder consertar tudo, para poder fazer melhor do que nós fizemos, né?
Um clichê, mas é isso que tava sendo vendido para a gente na padaria. Olha, essa galera aqui do Gen V é a galera que tá se estruturando, tá aprendendo, tá se desenvolvendo, não só em termos de poderes, mas as suas responsabilidades, tá amadurecendo. E lá na frente, na 5ª temporada de The Boys, você finalmente vai, vai ter esses caras ajudando pelo menos a a cumprir com a vitória. E aí isso não foi entregue para gente, tanto que o cancelamento de Gen V— veja bem, a palavra usada foi cancelamento, a série foi cancelada— foi no meio da 5ª temporada de The Boys.
Porque depois da 2ª temporada de Gen V, alguém poderia ter vindo na imprensa e falado: galera, a série acabou. Era um spin-off com o objetivo de mostrar esses jovens heróis aqui e o que que eles vão fazer com a vida deles lá na série principal. Concordam comigo? Então poderia ter sido um final de série, mas não, foi deixado em aberto e a série foi cancelada mais ou menos ali na altura do 5º episódio da 5ª temporada. Então assim, bizarro.
Então para mim isso pesa contra Valt Rising, porque porra, já me deram um spin-off que não serviu para porra nenhuma, para me darem outro não custa nada. E o segundo é o quão bom, o quão boa uma história precisa ser para me conquistar, para conquistar o público, sendo que eu já sei o final e eu já sei que o final é uma merda. Pô, tem que ser uma história muito boa, tem que ser uma história muito foda, porque todas as vezes que olhar para a cara do Soldier Boy fazendo coisas fantásticas e mirabolantes na série dele, eu vou lembrar que lá em 2026, quando no ano em que o Homelander foi morto, ele tomou um mata-leão no melhor estilo jiu-jitsu brasileiro do Homelander e foi mimir, e o Homelander botou ele na geladeira tal qual um presunto de parma.
E é isso, sacou? Então todas as vezes que me venderem o Soldier Boy na porra da série como, olha que cara incrível, que poderes, que magnífico, pô, eu vou lembrar dele, pô, sendo, virando, porra, um pote de ketchup dentro da geladeira, sacou?
Ele não foi o cara que no final fez a diferença, né? Exatamente.
Zero, zero diferença. Então quão boa essa história tem que ser, né? Caralho, então para mim é uma série que já nasce meio que condenada. O Eric Kripke, ele foi showrunner de Supernatural, e Supernatural tinha uma base de fãs pequena, porém fiel, sólida, e eles tinham muita influência dentro da CW, que é onde Supernatural ficou durante, sei lá, 13 temporadas. É uma série horrorosa sem ira nem beira, mas que ficou ali, ó, ancorada nesses dois caras, né?
O Jensen Ackles e o— esqueci o nome do outro ator que até faz Gilmore Girls, que é o Jim de Gilmore Girls. Jara de padaleque nesses caras que quando começaram a série eram bonitões, quando a série terminou eles já estavam já com a cara meio esquisita, meio cheia de botox, meio repuxados e tal. E quando o Eric Kripke foi fazer um spin-off de Supernatural, que é o The Winchester, foi um dos maiores flops da história recente da televisão.
O negócio não passou de uma temporada e os índices de audiência eram menores do que, porra, do Jeopardy, do jogo lá de adivinhar, porra, tipo o jogo da velha lá nos Estados Unidos. Era patético. Então assim, não tenho expectativas boas com relação a Vought Rising. Não tenho vontade de assistir. É possível que eu assista, porque, né, a gente assiste cada porcaria que você acaba um dia ali no streaming, você acaba apertando play e vai.
Mas não é uma parada que quando o dia a dia começou, pô, você ficou curioso, cara. Pô, será que, para onde será que vai, né? A proposta toda, pô, é uma faculdade e tal, aqui a expansão daquele mundo da volta e O primeiro episódio de, de Genevieve, o primeiro episódio da série é muito bom, é cheio de mistério, intriga. O cara que você acha que é o personagem principal, ele morre no final do primeiro episódio. Então tu fica, caralho, então a série não é sobre ele?
Ó, tem elementos ali, Vulture Rising, com todo respeito, tem um Soldier Boy bunda mole, tem a tal da Clara. Nazista filha da puta que na 5ª temporada de The Boys virou um personagem central, mais importante do que a Starlight. Porra, seriamente, eu não vou assistir essa porra, né?
Tá, para mim tá muito claro que isso para mim é confortante, porque eu também não tenho que assistir para a gente falar aqui. Isso é confortante. Na verdade, tudo isso era só para eu saber disso, irmão, tá ligado?
Esse jeito, Alex, de ser, de sempre ver o lado bom das coisas, é o que me inspira todos os dias é você.
Exatamente, tá vendo, pessoal? Eu não sei se vocês têm mais alguma coisa para falar de The Boys. Eu acho que a gente já falou tudo, mas como a gente ainda tem um tempinho aqui, então que se dane. Eu vou lançar brava, não, né? Não é tão brava assim, mas a gente fala um pouquinho, que eu acho que a gente pode até depois abrir um episódio, né, para conversar. Sobre essa, essa troca da, enfim, da quantidade, da oportunidade, digamos assim, né, pela qualidade.
Toda vez que me fala em spin-off, cara, eu me lembro muito de Better Call Saul. Sempre me lembro, porque foi uma série que deu muito certo, pelo menos para mim eu acho que deu muito certo. É, e ela não teve essa responsabilidade de, sabe, acaba tendo sempre alguma coisa, mas não uma responsabilidade de substituir, por exemplo, Breaking Bad. Ou é, você pegou um personagem muito interessante, bora, cara, vamos dali, vamos, vamos fazer aí uma série com ele.
E, cara, eu achei tão boa quanto Quanto Breaking Bad. Olha que eu achei Breaking Bad muito, muito boa, né? Aí, entendeu? Então já me sinto à vontade até para falar isso. Mas a gente, a gente, eu aí volto a falar, né? Tava a gente conversando sobre franquia. Como pode ser tão desgastante, cara, assim, você espremer até a última gotinha dessa fruta, né? Uma fruta que deu um suquinho, melzinho, um docinho, mas pô, cara, foi ficando meio amargo.
Mas cara, vamos espremer mais um pouco, vamos botar um açúcar, vamos dar uma diferenciada, vamos botar uma coberturazinha e vamos continuar aí degustando. Quão ruim é, vocês acham aí? Para, enfim, você ter uma franquia que começa bem, que você quer ter uma lembrança boa. Mas, cara, você começa a fazer spin-off ou você começa a esticar de uma tal forma que você, porra, ainda bem que acabou, hein? Adeus. Porque até para você rever é meio complicado, né?
Lá, vamos lá, né? Daqui a 5 anos, eu vou dar um exemplo, né? A minha, e nem foi porque que nem foi porque vai estrear a 4ª temporada em agosto. A minha esposa começou, começou a rever Ted Lasso. E aí eu fui, pô, cara, Ted Lasso não terminou não tem muito tempo. Mas eu apoiei, enfim, acaba assistindo também. E a série gostosinha porque ela foi no momento certo, sabe? Terminou no momento certo, foi uma série boa. Uma série como essa, por exemplo, The Boys, cara, tu não assiste de novo. Não vai ter saco, né, para isso.
Oi, de jeito nenhum.
Então como é que vocês têm essa visão assim? Realmente vale a pena para você ganhar uma grana? Realmente para você ganhar grana por um bem maior, né, digamos assim? Ou isso tá cansando? Franquia tá ficando cansativo de uma maneira geral por causa disso?
Para mim depende de como o negócio é pensado. Better Call Saul não foi pensado durante Breaking Bad, não foi tipo, porra, tá fazendo sucesso, Saul Goodman tá fazendo sucesso, vamos fazer uma série dele. Não, acabou Breaking Bad, pô, e se a gente fizesse um spin-off do Saul Goodman? Beleza, fizeram, deu certo. Uma que deu errado e foi pensada da mesma forma, da mesma forma, foi a do Joey do Friends. Durante a série não se falou nunca num spin-off de Friends, muito menos do Joey.
Acabou, falou, vamos fazer um spin-off do Joe aí. Beleza, vamos fazer. Vamos voltar um pouquinho mais atrás, anos 90, uma série de grande sucesso nos Estados Unidos, aqui pegou muito pouco, que foi Cheers. Ninguém também na época pensou em fazer uma série de um dos personagens, que era o Frasier. Frasier fez, fez um puta de um sucesso, era uma série que arrebatava Emmy ano após ano. E também não foi pensado, né, durante. Problema é, para mim, é quando o negócio tá no meio, no meio do caminho, você não quer concluir aquilo, né, por ganância, que já tá pensando em outros derivados e vamos fazer sucesso aqui, fazer dinheiro ali, tal, tal, tal, e você acaba largando mão do teu prato principal.
É isso que The Boys fez, né? Você tá tipo já aqui na temporada, cara, praticamente aquilo mesmo é um trailer estendido. Né, de mais um spin-off. Você fala, caraca, tipo, você não tem mais o que contar de história, entendeu? A gente tem que fazer isso aqui mais um ano porque para chamar outra série, para continuar a ganhar dinheiro, para abrir isso daqui, para expandir o universo e tal, não sei o quê. E isso para mim que é o problema, não é exatamente ter derivados, e sim fazer o derivado no meio de uma que tá acontecendo simplesmente para surfar na onda, para engajar, e vai que vai. E uma coisa vai puxando a outra. Para mim, isso é o pior de tudo.
Show!
É, como Johnny Cage em Mortal Kombat agora, no filme, o que que você acha?
Prefiro não opinar.
Brincadeira, vai lá, cara.
É isso, no sentido de que Usaram a temporada para divulgar um produto novo e deixaram de amarrar histórias que precisavam ser amarradas. Gente, ora bolas! Se tinha dinheiro, tinha vontade, queriam fazer um negócio mal feito, que fizessem uma 6ª temporada de The Boys. Foda-se!
Rapidinho agora, desculpa, eu agora peço desculpa, te interrompei só para encerrar o que você tá falando, para você também falar um pouco sobre isso. The Boys é mais uma série daquela que você deixou a última Nem a última temporada, os últimos tipo 2, 3 episódios para tu botar, jogar tudo. Mais um exemplo disso, né?
Mais um exemplo de mau planejamento, correria, falta de visão. Como eu disse, talvez até durante a própria temporada estavam pensando, cara, derivados que a gente pode ter. A gente continua com Gen V, agora estão falando de The Boys Mexico, né, que vai se passar depois de The Boys, Vought Rising, que estreia ano que vem. E faltou gente para pensar, galera, mas e o que a gente tá fazendo aqui agora? O cerne da parada, né, o coração da parada, que é The Boys, a 5ª temporada.
A gente vai terminar. Não pensaram, não pensaram nas coisas, não pensaram como encerrar da melhor maneira tudo. Veja bem, eu gosto de final feliz. Dentre todas as previsões apocalípticas que estavam sendo feitas, de que todo mundo ia morrer e o Homelander ia vencer, que aí antes do episódio final você tem todo tipo de teoria na internet, todo tipo de vazamento, e vazou que o Homelander vai ganhar, não sei o quê, honestamente eu gosto de final feliz.
Eu não fiquei triste que o Hugh e a Anne ficaram numa boa. Que o MM voltou para família dele. Eu não fiquei triste com nada disso, que a Kimiko foi curtir a faça dela na França, cara, beleza. Mas vamos contar a história direito, vamos. Nem que para isso precisasse mais uma temporada, a gente ia vir aqui, a gente ia criticar e falar, porra, mais uma temporada inútil. Mas se fosse servir para amarrar melhor as coisas, mais valia uma temporada, uma 6ª temporada de The Boys.
Do que você correr para terminar a série de qualquer jeito, porque a série foi encerrada de qualquer jeito. De qualquer jeito, o personagem que não tinham tanta importância, o próprio Allfather, nessa temporada ele é alçado ali a nível de— ele nunca foi do set, ele nunca foi importante na série, ele foi alçado a nível de quase subchefão ali do Homelander. Por quê, entendeu? O Jeep, que era o mais otário de todos, que você tinha certeza que esse cara ia ter uma morte estúpida em algum momento da série, esse cara chegou lá no final, ele chegou lá nos 49 do segundo tempo, entendeu?
Então uma série de decisões equivocadas que não respeitaram o que foi construído na série como alicerce, entendeu? Foi tipo assim, a galera, vamos tomar um ácido aqui, ficar todo mundo doidão, Vamos ver o que que sai. Cara, sinceramente me causa muita estranheza. Eu concordo muito com o Fabão, spin-off por spin-off a gente tem um monte por aí. Uns são bons, outros são ruins, mas não são horrorosos. Agora, quando você quase que prostitui o teu produto principal em favor de um spin-off, e veja bem, As pessoas podem inclusive, as pessoas têm direito, tá?
Elas podem inclusive detestar o Outriders porque, cara, são os personagens que todo mundo sabe que são meio maus, né? The Boys desde o início tem uma premissa que é o que carregou a série até o final, não nos esqueçamos, que é, são os caras sem poderes utilizando da sua inteligência, da da sua criatividade, do seu desespero para vencer os caras com poderes. Desde o início você tem, desde o primeiro frame da série você tem essa premissa básica, né?
Volt Rising, na teoria não. Volt Rising é a história do surgimento desses caras criados pela Volt. E aí, de alguma maneira, vão tentar vender para a gente que esses caras são anti-heróis, eles são bonzinhos, que foi a Volt que deixou eles malvados, sei lá. Nem sei se essa premissa se sustenta, sendo super honesto. Então, para mim, sinceramente, é uma maluquice sem fim.
É isso aí, galera. Falando em maluquice sem fim, chegamos ao final dessa maluquice. Muito bom estar com você, pô, Gui, Fabão. Galera, volto a falar aqui, comenta aí o que que vocês acharam do final de The Boys. E de quebra, né, já vem, já podem falar aí a expectativa sobre essa, sobre Valt Rising. Que que vai, o que que vocês acham que vai rolar, se vai ser bom ou não. É claro que estaremos aí atentos para responder a vocês. E é isso, galera. Vamos ver aí agora na próxima semana o que que vai acabar para a gente falar.
Espero que seja coisa boa na próxima.
Vou comprar meu vinho baratinho no mercado.
Domingo que vem acaba essa. Eu sei que vocês não estão assistindo e vocês estão perdendo um grande, um grande novelão das 9 misturado com o programa Silvio Santos, com Banheira do Gugu, tudo junto, que é a terceira temporada Euphoria, que acaba no próximo domingo. Essa vale até 2 episódios de podcast, que é muita, é muita loucura para falar.
Show! É isso, não, eu preciso assistir nada ainda, eu preciso assistir. Isso é uma falha minha de caráter que eu preciso corrigir.
Fica a dica, fica a dica aí, pessoal. Um beijão no coração de vocês, valeu, galera!
Beijo, semana que vem!
Semana que vem estaremos aqui firmes e fortes. Talvez não tão firmes, talvez não tão fortes, mas estaremos mais ou menos, mas estaremos. É isso aí, valeu pessoal, beijo no coração, forte abraço, tchau tchau! É isso aí.
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