Episódios de Conversa de Câmara: podcast sobre música clássica!

Einojuhani Rautavaara prova que a Finlândia é mais que Jean Sibelius com seu Concerto para Piano nº 2

09 de maio de 20261h5min
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Einojuhani Rautavaara foi uma das figuras mais fascinantes da música erudita do século XX. Considerado o grande sucessor de Jean Sibelius, o compositor finlandês construiu uma linguagem profundamente pessoal, unindo modernismo, espiritualidade e lirismo em obras que parecem existir entre o sonho e a contemplação metafísica.

Seu Concerto para Piano nº 2, composto em 1989, representa uma das expressões mais intensas dessa maturidade artística. Distante do concerto virtuoso tradicional, a obra transforma o piano em um protagonista psicológico: um indivíduo em confronto com forças invisíveis, cercado por paisagens sonoras misteriosas e orquestrações de rara profundidade emocional.

Dividido em três movimentos conectados — In Viaggio, Sognando e libero e Uccelli sulle passioni — o concerto conduz o ouvinte por uma jornada de tensão, introspecção e transcendência. O primeiro movimento apresenta um piano inquieto e quase percussivo, mergulhado em atmosferas dramáticas. No centro da obra surge um dos momentos mais contemplativos de Rautavaara: uma música suspensa no tempo, espiritual e silenciosa, marcada por harmonias modais e delicadas camadas orquestrais. Já o movimento final dissolve a tensão em figuras que evocam pássaros e ecos da natureza, tema recorrente na produção do compositor.

Ao unir ecos do serialismo moderno, do romantismo nórdico e do misticismo contemplativo, Rautavaara cria uma obra profundamente humana, ambígua e emocionalmente poderosa. O Concerto para Piano nº 2 não oferece respostas definitivas: ele convida o público a atravessar uma experiência sonora de sonho, conflito e revelação interior.

#Rautavaara #MusicaClassica #ConcertoParaPiano #MusicaErudita #Piano #Orquestra #Finlandia #MusicaContemporanea #NeoRomantismo #ConcertosClassicos

Apresentado por Aarão Barreto e Aroldo Glomb (cada semana um é o "pai da criança")

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⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ RELAÇÃO DE PADRINS Aarão Barreto, Adriano Caldas, Gustavo Klein, Fernanda Itri, Eduardo Barreto, Fernando Ricardo de Miranda, Leonardo Mezzzomo,Thiago Takeshi Venancio Ywata, Gustavo Holtzhausen, João Paulo Belfort , Arthur Muhlenberg, Rafael Hassan, Danilo Coelho, Rochester Rodrigues Gama e Valder Cavalcante Magalhães Jr.

Participantes neste episódio2
A

Aarão Barreto

Host
H

Haroldo Glomb

Host
Assuntos4
  • Einojuhani Rautavaara e o Concerto para Piano nº 2Linguagem musical pessoal e misticismo · Relação com Jean Sibelius · Estudo na Juilliard School · Evolução musical: serialismo ao neoromantismo · Concerto para Piano nº 2: In Viaggio, Sognando e libero, Uccelli sulle passioni · Dedicatória a Ralf Guttone · Estreia em Munique com a Rádio Sinfônica Orquestra de Munique
  • Arte da Guerra chinesaEstratégias de guerra e administração · Domínio público e acessibilidade
  • Musica ClassicaO legado de Jean Sibelius · A modernização da música clássica finlandesa · A peculiaridade da música finlandesa
  • Compositores e conteúdo artísticoComparação com a época de Beethoven · Descoberta de novos talentos · Apresentação de Arturo Márquez
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Vai começar mais uma conversa de câmera. Você é o nosso convidado. Venha, vambora. Senhoras e senhores, estamos no dia 8 de maio de 2026, para que você se situe no tempo e no espaço.

Isso, espaço. Ah, não é bem esse espaço que eu queria fazer, mas tudo bem. Aron do Glambi, hoje com Arão Barreto. Trocamos de lugar. Arão foi pra bancada, eu vim aqui apresentar. Fala, senhor Arão, bom dia, boa tarde, boa noite. Boa madrugada.

E bom trânsito. Tudo bom, Arudo. Eu pensei que você ia dizer que o espaço era a fronteira final. Quase, quase. No último minuto eu mudei. Tudo bem, até porque essa aí é antiga. Tudo tranquilo, graças. Tudo tranquilo, graças. Belezura. Já vou perguntar da dica cultural que você falou que o teu filho deu o estoque pra você. Qual que é a história? Pois é. O que acontece? Isaac chega pra mim e diz assim, papai, não deixaram eu ler um livro na escola.

Por que? Não, porque disseram que eu sou muito novo E é pra 14 anos E eu, tá bom Qual é o livro? E aí vai minha dica A Arte da Guerra de Sun Tzu O livro Milenar E eu E eu fiquei revoltado Por que não estão deixando você ler isso? Não porque no seu canto Mas rapaz, e aí E aí

Como eu digo com muita tranquilidade, disse agora, é um livro milenar, então ele já está em domínio público. Peguei lá na minha assinatura do Kindle e ele já está... Já deve ter lido um terço do livro. Não quis nem saber. Mas é um livro bom. Se eu leio uma... Que absurdo, senhor. Desculpa. Pois é, eu digo, rapaz, aí...

Sei não, eu fiquei revoltado na hora Eu já li esse livro, eu era um pouquinho mais velho que você Mas foi quando ele estava disponível Porque eu já tinha visto falar dele um pouco antes E é um livro bom, sabe? Quem não conhece É um livro de mais de dois mil anos Sun Tzu Ele era um militar De um clã da China Um guerra

ou do que a gente veio considerar como China. Sim. E ele tinha ideias sobre estratégias de guerra muito boas, que meio que moldaram não só a nossa forma de fazer guerra nos milênios à frente, como hoje ele é muito estudado na parte de administração, de economia.

Todo mundo que já leu alguma coisa sobre isso deve ter pego algo de Sun Tzu. E tem as variantes, né? Tipo, a arte da guerra nos negócios. A arte das guerras. Exato. Aí eu acho que Sun Tzu não ia gostar muito dessas conversões, não. Mas, é... Não, eu tenho certeza que ele não ia gostar. Mas é um livro muito bom. É, não. Os coaches se apropriaram daquilo ali, eu acho que ele mataria os coaches tudinho. Mas, é... Tô falando de Sun Tzu, tô falando de mim não, tá?

Então, essa é a minha dica A Arte da Guerra de Sun Tzu Um livro mais de dois mil anos Um livro extremamente fácil de achar, onde você botava um pdfzinho aí Como estávamos comentando Isaac, ele já está em domínio público há uns dois mil anos Por aqui

Não vai pegar a arte da guerra da cozinha, essas variantes. Vai no original. Não vai nessas picaretagens que tem. Tem até pra cima e pra baixo. Então não cai nessa. Tem algumas versões que são comentadas por alguns estrategistas, uma coisa assim, mas... Não precisa. Eu, por exemplo, eu tinha uma versão antiga do Príncipe que era comentada por Napoleão.

É curioso. Aí eu vi o quanto que autoestima Napoleão tinha pelos comentários dele. Mas enfim, só pra... Não, boa dica. Só pra citar. Beleza, então.

Vamos para as vacas frias do dia, seu Arão, que é um compositor que eu vou... Eu vou já falar o nome dele, eu tive que treinar, o Arão falou... Arudo, vou atrasar 15 minutos para a gravação, é o tempo que eu levei para treinar a pronúncia. Evidentemente que eu vou falar errado aqui, meu finlandês é do Suda de Helsinki, não é aquela coisa toda, né? Então, compositor hoje que vocês estão lendo esse palavrão que tem mais consoante que vogais.

simplesmente o ai ai ai Arão é assim que se pronuncia vamos chamar de Rautavara então o repete comigo aí Arão deixa eu ver aqui eu vou ter que ir atrás me acompanha Ei Noiu Ei Noiu Hanip

Ani. Rautavara. Rautavara. Altavara. Altavara é Rautavara. Vamos chamar de Rautavara. Ele que é mais fácil, tá? Acho que é mais tranquilo. A quinta série está fazendo a festa agora. Está fazendo a Rautavara. Vamos então, mantendo aqui a Rautavara. Não, mantendo aqui o nome como Rautavara. Tirem os créditos da sala, por favor. Que é o compositor.

Pedagogo. Posso dizer uma coisa? Ei, antes disso. Eu passei rápido a lista quando eu fui ver. Eu li Che Guevara. Eu não sabia que Che Guevara tinha composto alguma coisa. O Zaroto foi longe. Eu acho que ele tocava alguma coisa. Com certeza. Além de médico. Não, não é Che Guevara. Além de médico. Exato. Era compostor e revolucionário. Aí depois eu fiquei vendo o nome.

E não liguei o nome à pessoa, eu disse, meu Deus, a Arô tá tão doida esse ano que ele tá botando agora compositor indiano. Depois... Parece nome de indiano. Parece. Não, esse Arô tá com tanta doideira que deve ter colocado algum indiano aí no meio da jogada, que deve ter, com certeza. Mas depois eu liguei o nome à pessoa, e aí eu entendi quem era. Você já conhecia ele? Entendi quem ele sucede. Eu já ouvi... Não, eu nunca ouvi nada, eu li em passam,

fazendo minhas pesquisas. Até porque ele tem um antecessor de quem eu gosto muito. E não é Beethoven. Sibelius. Filândia tem que falar de Sibelius. Então, ele era professor, compositor, músico, e ele tinha uma obra que era muito louca, seu Arão. Eu não conheço profundamente a obra dele, li também a respeito dele, escutei umas coisas.

aqui e ali, mas tem desde serialismo, que a gente escuta muito aqui, construtivismo, neoromantismo e coisas místicas. O pessoal lá daqueles... os torres da vida lá, daquela região da Europa, gostava dessas coisas místicas aí, impressionante, né?

Então ele era um cara muito singular, morreu até faz pouco tempo, né? Morreu em 2016, olha só, ele morreu com quase 30 anos. Ele nasceu em outubro de 1926 e morreu em 2016. Olha, uma vida longa, longa, longa. Ele estudou naquela escola, a Julliard, a famosa escola Julliard School.

estudou, inclusive um dos amiguinhos dele de estudo lá era o grande Aaron o Tuxará Copland olha só, o Copland foi um dos amiguinhos dele de estudo e assim, ele já era desde os 16 anos lá ele já estudava música e composição na Universidade de Helsinki

Bem mais cedo. Justamente o Sibelius, aquele que você falou, que recomendou para ele uma bolsa família. Não, bolsa família não, desculpa. A bolsa da Fundação Kuzovic para estudar nos Estados Unidos. E lá que ele foi aperfeiçoar as coisas do modernismo, as coisas da música dos Estados Unidos. E de volta à Finlândia, ele virou professor da Academia Sibelius. Olha só, professor de composição.

Na década de 50, 60. Então, Arão, ele é um cara que ia por muito da coisa do decafonismo, muita coisa serialista, aquela coisa do construtivismo é fortíssima para ele. Vamos pensar na Europa daquela época, o leste europeu nos anos 50, 60, era muito forte. E a partir dos anos 70, aí ele começa a fazer uma coisa mais tonal, mais lírica, e começa a misturar tudo. Na verdade, ele misturou tudo, tá, Arão? Essa que é a grande verdade. Ele tem no seu legado, Arão,

Você que gosta de sinfonias, assim como o Haroldo, ele não chegou a nove sinfonias. Ele fez oito. A Maldição da Nona Sinfonia, se ele faz presente, fez oito sinfonias. Mas ele fez nove óperas. Você gosta de ópera? Não. Tem nove óperas. É uma porrada de músicas corais. Ele adorava essas coisas de...

cantatas e tudo mais e as óperas também, então ele era um entusiasta, é do time do Arão das óperas e músicas com vozes da música clássica que Arão e ele foi uma das figuras centrais da modernização da música clássica da Finlândia, que até então era muito calcado no Jean Sibélius perfeito, maravilha, mas ele foi além, inclusive Arão ele ganhou vários prêmios importantes vários e é um... é

prêmios, tipo como, acho que não sei se é o Grammy, ou um desses prêmios mais fortão, ele ganhou também em algum momento da vida dele lá, né, e ele e justamente por essa combinação louca que ele fazia nas composições dele. Inclusive, Arão, essa obra que nós vamos ouvir hoje com o Centro Papiano número 2

é uma obra que foi gravada no final dos anos 80, quando ele já estava numa fase mais, digamos assim, mais que sintetizava tudo o que ele aprendeu na vida dele, desde os anos 70, 60 e 70 até então. Então esse conceito ele usava técnicas mais interessantes, mais diferentonas, mais modernosas e coisas neoromânticas.

Manteve também a questão do misticismo, que a gente já já vai ver aqui na nossa análise de cada um dos movimentos aqui. São três movimentos, ele usa muita coisa dos tons místicos. Não sei se são propriamente da Finlândia ou da região lá. Mas esse é o movimento, essa música aqui, culminou no movimento que já começava desde os anos 80.

quando ele começava a revisar todos os procedimentos das suas obras anteriores e começar a modificar algumas coisas, colocar umas coisas mais introspectivas. Arão, basicamente, essa é uma música que ele tem, inclusive, aliás...

foi composta 20 anos depois do seu concerto de piano número 1, que eu escutei, é muito interessante também, mas não tem nada a ver com esse número 2, que essa sim é uma coisa mais introspectiva do compositor, quando ele revisou tudo o que ele fazia. O primeiro concerto, você vale a pena escutar, vou dar uma olhada lá.

ele tinha umas coisas mais técnicas, a questão da expressão tonal. Esse número dois, ele já usa esses elementos todos de uma forma muito mais compacta. Tanto que esse é um conceito que tem 22, 23 minutos. O primeiro, ele é muito mais extenso. Então, ele reduziu o tamanho, mas ele enfatizou muito a temática da profundidade de cada um dos movimentos.

E esse movimento que foi, esse concerto composto em 89, foi dedicado a um pianista finlandês chamado, deixa eu notar aqui, Ralf Guttone, acho que é assim, e ele estreou em Munique, justamente com a orquestra, a Rádio Sinfônica Orquestra de Munique, com Diuca Pekka Sarasi como maestro, e ele que tocou o piano, a música foi dedicada a ele, então é basicamente isso que eu tenho para dizer, Aaron.

É música serial, é música doida que o Aruto está trazendo ultimamente? É, mas tem um pezinho no neoclassicismo, Arão. Esse é o Alpassando que nós vamos ouvir hoje. Eu vou passar a bola para você, para você me falar, antes do nosso Faixa Faixa, aqui, nossos movimentos, suas impressões, o que você sentiu quando ouviu e tudo mais, Arão, porque eu passei só no Essencial aqui. É um cara fora de série que eu descobri, adivinha, na época da pandemia.

Bom Sibélio sempre me agradou Muito Eu sempre que posso colocar alguma coisa Dele aqui, mas o nosso amigo Che Guevara finlandês Fala o nome, compadre Rauta, vara Na quinta série um cara Desse não passava um minuto Lá na sala não, mas vamos lá O que eu achei interessante Eu ouvi, lógico, nesse concerto Eu ouvi outras músicas dele Eu ouvi, lógico, nesse concerto

é que o que aparenta, de uma forma geral, é que ele não queria mais avançar tanto nas formas mais modernas. E aí isso dá uma música bastante interessante, porque não parece uma negação, não parece um conflito, mas parece ser um momento em que ele realmente disse, não, dá para fazer muita coisa com o que eu já sei até agora. O que me impressionou...

e ele faz isso um pouco de Sibélios, é que esse concerto é uma construção contínua. Ele não fica retornando e retornando e retornando a temas e tudo mais como a gente está habituado. Forma sonata, forma rondó, forma qualquer dessas mais clássicas mesmo. Está longe. Isso aí me agradou muito, porque assim...

Quando eu terminei de ouvir a primeira vez Emendou com a segunda e a terceira Como é que eu posso dizer? Eu comecei a perceber um pouco da construção que ele faz Então está tudo um pouco interligado E vai evoluindo mesmo Eu acho Vou dizer com muita tranquilidade Que não devem ter

três ou quatro compassos repetidos por movimento, como a gente vê com tanta frequência. E isso não soa ruim. Apesar de que o piano tem algumas características um pouco diferentes que a gente vê em concerto, ele não aparenta ser um intruso e ele não aparenta um conflito desnecessário. Isso aí eu achei muito bom, porque nessas épocas né?

o pessoal fica repensando realmente o que é que cada instrumento deve fazer nos seus concertos e chama a atenção

Não é que todo mundo fica pensando, ah, será que o concerto pra piano ele tem que ficar declamando? Ou ele simplesmente, enfim, ou ele tem que entrar louco com tudo quebrando e a orquestra que corra atrás? Bom, não é essa a situação do momento. E eu acho uma coisa bem interessante, né, porque querendo ou não...

é alguém que conviveu com os grandes do século XX, então não só Sibelius Copeland, mas Bernstein também, ele deve ter tido contato. O Rachmaninoff também. Sim, o Rach também. Então ele vai de uma terceira geração de modernos. Se a gente pensar assim, os primeiros estão lá em 1895, então é um에도에도에도 e um에도

Até 1900 e pouco. Aí vem aqueles que passam a Primeira Guerra, chegando até mais ou menos nos anos 20, 30, e ele já chega nos anos 30, 40, já adolescente, vivendo uma terceira para a quarta geração.

Então, talvez um composto de transição, não sei. Mas o que me agradou foi isso, a construção musical dele. Ele vai à semelhança de Sibélios, cada compasso é um tijolinho em algo que ele está construindo. E traz uma coisa muito agradável.

É, você falou dos Sibélios, assim, você falou que gostaram, vou recomendar pra você a Sinfonia dele, a número 3. A de 3, foi com a próxima de 61, foi a que eu vi de indicação pra ouvir, tipo, gente, se você gostar disso aqui, escutem lá, eu fui ouvir, é muito boa, ali tá todas as técnicas que ele utilizou nessa composição, anos mais tarde, a Sinfonia 3 de 61, essa de 89, o lapso de tempo é grandinho, né?

Tem coisa do decalfonismo presente, tem a estrutura totalmente desenvolvida sem abandonar os impulsos líricos, e ele não suaviza para os pianistas em nenhum momento. Ele segue grandes tradições. Ele evoca, na Sinfonia nº 3, de certa maneira que também, você falou do Jean Cibélius, o Jean Cibélius é muito associado com a coisa nacional romântica.

nacionalismo romântico, da introspecção da Finlândia, do patriotismo, não sei o que, tal, tal, tal. E sim, aqui ele vê um pouquinho esse tijolinho que você falou, tá aqui, tem muito daquela forma de do Sergei Rakmaninov também, o Rakmaninov, como dizem alguns também, principalmente dos motivos, que parece meio sino, assim, tal, que é uma loucura, assim, o que ele faz aqui.

tá e tem e as cadências os solos mas a sinfonia que aqui nem tanto é tem uma pequena relação com Franz Liszt sabe mas assim mais uma sinfonia do que na composição de hoje então

Eu recomendo, já que você gostou e gosta do Sibélia, da tradição do Sibélia e tal, vá atrás da Sinfonia número 3. Você também, amigos e amigas e amigas que estão vendo o programa, lógico, depois de ouvir o nosso programa aqui. Não vai no meio do caminho, não. Vai no meio do caminho, não. Vai depois lá.

E é isso. Aaron, mais algum detalhe aqui? É um movimento relativamente não é tão longo, 25 minutos, 3 movimentos. Você tem mais algum detalhe para falar sobre as suas impressões ou podemos ir para o nosso movimento ao movimento? Vamos mudar o nosso nome aqui.

Movimento a movimento, gostei, é um título interessante. Melhor que faixa a faixa. É, faixa a faixa fica parecendo que a gente está no exame de faixa de judô. Isso, isso, não tem nada a ver. Movimento a movimento, vai ser um nome interessante.

Eu não tenho tanto Tanto a acrescentar Só que eu fico contente Esse de fato passou Eu vi um nome nas minhas pesquisas Mas eu aprofundei Mais em Sibélios mesmo E o interessante é que Essa música finlandesa é bem peculiar Dentro da própria

Tem gente pegando desde o final do século XIX, passando pelo século XX. E, de toda forma, essa é uma música bem recente. 1989, 1988. Poxa, isso é semana passada, em termos de música clássica. Você tinha nascido em 89, Arão? Eu estava com 11 anos.

Eu tava com 4 anos. 4. Isso é de 85? Não, 4 anos. Quer dizer, o camarada morreu faz 10 anos, né? Foi em 2016 que você falou? Sim, foi agora, faz 10 anos que morreu. 10 anos da morte dele. Sim. Raul Tavara. Isso aí é, em termos de música clássica, isso é agora, pô. Isso foi ontem. Então, pra gente ver como a coisa vai, né? Aquele impulso inicial.

Que Sibélio os deu cento e poucos anos atrás Aonde chega Ele de qualquer forma é influenciado Eu espero que ele passe Que ele tenha passado adiante Sei lá daqui a 30 anos A gente esteja comentando

Outro compositor agora que está por aí tentando fazer alguma coisa nova. No futuro, lógico. Mas eu gosto desses compositores recentes também. Eu acho interessante ver o que é aquilo que a gente tanto comenta de 200 anos atrás está acontecendo agora.

É isso que eu penso, Arão. Imagina na época do Beethoven. Ah, não, esse é um compositor novo. Não quero ouvir Beethoven. Imagina, cara. O cara, na época, podia falar isso, e aí, cara? Como é que fica? O cara perdeu uma chance, né? Então, quantas chances a gente está perdendo hoje e não sabe, né, Arão? Fica a dica, hein? Fica a dica. Exato. Boa reflexão, Arão. Beleza reflexão. Tipo, quantos Beethovens estamos ignorando hoje? Pois é.

E assim, pelo menos aqui em Pernambuco, nos programas das sinfônicas, sempre se tenta colocar alguma coisa mais recente ou da região, né? Sim, sim. Então a gente descobre, a gente descobre coisa boa. Sim. Assim, como eu digo, o que o Tretor disse aqui já falei algumas vezes, Arturo Marques me foi apresentado aqui.

Não foi uma outra situação. Não foi uma pesquisa que eu fiz, por exemplo. Simplesmente disseram, não, tem um compositor mexicano, Arturo Marques, e colocaram aqui a dança número 2. E eu fiquei encantado. Pegou, não. Está nas minhas favoritas, sabe? Nas minhas 50 favoritas.

E é um cara que tá ainda por aí. Eu vou até pesquisar, ver se ele tem alguma novidade dele, porque... Ativo, sim. Eu acho que as últimas composições que eu vi dele foram em 2016, 2017. Então deve ter alguma coisa perdida por aí. Mas eu acho que a gente já explorou razoável. E obrigado mesmo. Eu vou dar uma olhada nessa sétima... Nessa sétima... Na terceira. Terceira sinfonia dele.

Terceira. Procura depois a três. Sinfonia número três. Vale a pena. Eu recomendo. Todo mundo tenta fazer uma terceira diferente. Mas ele foi bem. Foi bem. Não chegou na nona, mas a terceira foi boa. Bom, Arão, o que nós vamos ouvir hoje é com a orquestra... A orquestra qualquer? A Rádio Sinfonia Orquestra da Holanda ou dos Pés Baixo, Nellerands.

com o Eric Klaas como maestro e a Laura Micola no piano. Então são três movimentos, Arão, vamos rapidamente comentar aqui, que são nomes, assim, são movimentos conectados de certa maneira, né? São executados sem interrupção, é isso que eu quero dizer. Não dá para perceber. E o começo chama-se Enviadio, é tudo italiano o nome, que loucura, né? Enviadio que significa Enviagem, Arão. Oh, que criatividade.

E o primeiro movimento, ele abre de uma forma muito sonhadora, tem umas figuras muito assim, que é viagem, parece uma onda, onda sonora, onda do mar, entenda como você quiser. A coisa ondulante, o piano está chamando aquela sensação de que está começando uma má jornada, uma viagem mesmo. E tem as explosões, uma coisa da orquestra, que a orquestra está...

tá atacada aqui, cara. A orquestra quando vem, Arão, ela transforma o troço num clima meio nervoso, meio tenso, assim, cara. Tipo, sai da zona de conforto do piano ali e tal. Porque é uma... O primeiro movimento, cara, é... Como é que a gente pode... É o conflito e a tensão pura, tá? Então tem aquela entrada abrupta e agressiva do piano, tem as coisas mais secas e repetitivas, é uma coisa quase percursiva, tá? Não tem nada de lirismo romântico na parte inicial. Não tem.

Arão é porradaria pura, é porrada pra ir. A orquestra, ela realmente tem uma força mais opressora. A ideia, a impressão que eu tenho dessa viagem, desse começo aqui, desse conflito inicial aqui, é que o piano representa talvez ali um indivíduo, tipo um, sei lá, uma, essa jornada, né, cara? Essa coisa assim.

Então eu só tenho a dizer que é um movimento bem diferente do que vocês estão acostumados. Deem uma escutadinha que vale a pena. E tem essa questão da tensão com a orquestra, porque não é uma coisa meio romântica, como é que eu vou dizer, como uma sinfonia, um conceito de Schubert, algo do gênero. Você não vê. É até meio estranho você ouvir o piano em alguns momentos, nessa viagem aqui.

causa estranheza. Escuta, Arão. Escuta, não. Comente, Arão, para o pessoal que vai escutar. Tem ou não tem umas coisas de estranheza ali, mais para o final do primeiro movimento aqui? O que chama a atenção é que o piano, ele não interrompe a orquestra. A orquestra surge e ele meio que entra no meio daquilo, sabe? Eu acho que a parte da viagem começa um pouco por aí. E é como se a gente tivesse um...

Rapaz, a impressão que eu tenho é como se fosse quase que um maquinário. Não sei se seria bem a palavra, mas ele tem um impulso interno, você vê lá. Uma coisa meio metálica, talvez até um pouco seca, por alguns bons compassos. Mas ela entra com...

A orquestra está indo e o piano meio que se joga Dentro Vamos dizer, se a orquestra fosse um trem E ele fosse um passageiro O trem não parou, o passageiro é que entrou Dentro do trem em movimento E

É meio pesado, né, o clima. Não é aquela coisa tão festiva que a gente viu em outros concertos. É meio conflituoso, sei lá. Mas não deixa de ser uma construção também, né? Sim. Então, não é como se ele estivesse entrando e entrando e entrando nesse trem várias vezes.

Mas eu tive essa impressão também. Eu gostei do movimento. Eu acho que é bastante diferente. E bastante diferente do que a gente está acostumado a ouvir. Aquela saudação ao piano. Ou os dois já entram de mão dada. Como a gente viu em alguns concertos para piano recente que a gente comentou aqui. Acho que esse já deve ser o quarto concerto que a gente... Seguindo, eu não sei, bicho. Mas concerto para piano aqui...

Esse ano já deve ter tido uns quatro Eu vou até dar uma olhada já já aqui Mas Eu penso nisso, eu concordo contigo É bem Diferente o que esse piano faz Exato Isso aí não é o comum não Vamos ouvir e na sequência Vamos pro movimento mais longo Aguentar

Tchau.

E aí

Legenda por Fábio Jr Laboratório Fantasma

Amém.

Legenda por Sônia Ruberti

Quebrando um pouco a tradição, Arão, eu quero falar do segundo movimento primeiro, porque eu acho que é o Sonhando e Libero, ou Sonhando e Livre, que é o mais longão que de todos, tem 12 minutos, e tem um clima lento e muito louco, Arão. Eu digo assim pra você, é o movimento que eu mais gosto.

e tem umas sessões muito externas é uma coisa muito tranquila desenvolvendo ali uma com uma tocata interna assim só que é turbulento então é assim basicamente o piano tá dominando a primeira parte do segundo movimento entra em contraor que essa opa quebra o pau e na sequência parece que o pelo dá uma pausa e o e oi orquestra vai

meio que tomando as rédeas, vai seguindo ali pra frente, sabe? Então é um movimento mais áspero do que o primeiro. E é realmente ali o sonho que é o piano e o livre que seria a orquestra entrando com tudo e arrebentando com a boca do balão. Pra mim, Arão, um dos melhores movimentos dessa...

Cara, os melhores movimentos dessa música aqui é isso aqui pra mim, cara. Sem dúvida nenhuma. Tem muita coisa espiritual, muita coisa mística no som, e assim, cara, é música europeia clássica pura sem aquela interferência forte dos movimentos franceses ou alemães. Eu acho que também esse é o meu movimento favorito, pensando bem. O que eu acho legal nele,

tudo bem, ele dá aquela boa e velha segurada disso a gente não conseguiu fugir mas o que é que eu acho interessante o piano ele toca uns acordes mais espaçados ele toca fragmentos na verdade, de linhas melódicas e a orquestra como é que eu posso dizer

Parece que tem duas orquestras, no sentido de que a parte dos sopros está bem mais distante e as cordas têm um componente meio que sombrio, sabe? Assim, eu acho que o trem chegou na neve, se você me perguntar algo assim. Mas ele é muito introspectivo.

introspectivo e um pouco contemplativo também isso é uma percepção que eu tenho não chega a ser pastoral não chega nem perto disso nem melancólico nem melancólico acho que não tem nada de melancolia aí eu acho que é uma coisa um pouco mais introspectiva e contemplativa você olhando por uma paisagem gelada durante a noite e aí

E esses pequenos... E o piano, ele também não é aquele piano melódico que a gente esperaria.

Mas ele complementa a harmonia Isso é o que eu quero dizer Então não parece que o piano deixou de ser protagonista Não, ele ainda é Mas você tem uma harmonia construída Por trás Que não se resolve rápido Ela vai e vem Várias tentativas De se terminar, mas ela não consegue Tem hora que você pensa que ele simplesmente cansou

e deixou como estava, mas não é essa a impressão, não é isso que acontece, e o piano ele vai meio que tentando organizar isso aí, fica muito legal fica muito legal, eu acho que é um de certa forma é um movimento ousado se você me perguntar esse é, esse é assim

Amém.

Amém.

Amém.

Legenda Adriana Zanotto

Amém.

A CIDADE NO BRASIL

Amém.

E aí

E aí

Legenda Adriana Zanotto

Um dia

Obrigado por assistir

Legenda por Fábio Jr Laboratório Fantasma

Amém.

Legenda Adriana Zanotto

E aí

Amém.

Legenda Adriana Zanotto

Ocelle sulle passioni. Sim, eu estou fazendo o gesto com a mão que os italianos fazem. O Arão está de prova. Pássaros sobre as paixões. Bom, já coquei bem a tradição. Arão, o último movimento é todo seu. Falando em quebra, deixa eu mostrar uma coisa que eu vi agora. Pegando nossa base de dados. Esse é o 15º programa gravado em 2026.

tivemos seis conceitos pra piano contando com isso, quase metade por isso que aparece por isso que eu tava com a impressão que eu tô ouvindo piano demais mas é exatamente isso e a outra coisa que eu queria falar, eu fui dar uma olhada breve na obra do Altavara

Você foi olhar a altavara, é isso, senhor? A altavara não Mas vamos lá, ele tem Concerto pra violino Concerto pra cello Ele tem concerto pra harpa Ele tem concerto Pra flauta, clarinete Então assim, o homem realmente

Tentou expandir a música No século XX, fora outras coisas Ópera Ópera Cantatas, serenatas Ele tem, cara, vou dizer Porque o tempo ainda não está ajudando ele Mas ele fez muita Muita coisa mesmo Mas vamos lá, voltando para o último O último movimento É um movimento peculiar Por quê? Ele Ele Ele

Ele faz um crescendo, né, no meio pro fim, com toda a orquestra, com um piano mais virtuoso, menos percussivo, né, ele começa um pouquinho percussivo, mas depois ele se torna mais virtuoso, mais potente mesmo, né, e você tem um ritmo um pouco diferente, porque se antes ele tinha aquele ritmo meio que de maquinário,

Eu tenho a impressão agora de que ele tem um ritmo um pouco mais orgânico, algo que a gente está mais acostumado. E ele tem uma coisa interessante, Haroldo, ele tem uma quebra de expectativa. Foi uma coisa que eu pensei até que tinha desligado o Bluetooth quando eu o vi pela primeira vez, porque ele vai fazendo aquele crescendo, aí você diz, eita, a coda vai ser daquele jeito extraordinário, vai quebrar o piano.

O pianista vai levantar, dar uma voadora no maestro, os caras vão quebrar os violinos, não sei o que lá, e de repente a música para. É assim, tipo... Adoro isso aí. Eu adoro isso. Em três compassos...

Como assim acabou a festa? Alguém puxou o plugue. Isso aí. A quebra de expectativa danada. Tropeçou na tomada ali, Arão. O cara tropeou o páscoo. Pois é. Acabou o papel, sabe? Pra poder escrever. Sim. Mas ela tem isso que... Eu vou dizer uma coisa. Em outros momentos eu ficaria dizendo que coisa chata danada. Mas essa é... Ele...

Ele me fez rir. Que legal. Consegui! Convenci o Arão a sair da casinha, seu Arão. A ir da casinha. É isso aí, Arão. Pássaros sobre as paixões. O último movimento. Eu gosto de catarse romântica, Aroto. Não tem. Eu gosto de uma música que tem a vitória clara do herói. Não tem. Oi, não tem.

o conserto ambíguo no final a jornada na verdade não tem conclusão a viagem tem conclusão acabou não tem isso simplesmente o piano entra em uma luta de novo com a orquestra acontece novamente tem esse crescimento gradual que você falou é uma densidade sonora absurda

Só que tem um detalhe dessa porradaria toda aqui e está sugerindo mais uma... Está acontecendo uma erupção praticamente aqui. Porém, tudo se resolve de uma maneira muito lúdica. Então tem esse efeito...

Lembra dos modais, as coisas que ele estudava, que ele tem várias fases na música dele ao longo da vida. Ele joga aqui esses efeitos mais circulares do piano, né? E tudo vai dissolvendo, né, Aron? Então tem que ir... vai dissolvendo e tudo. E a ideia dele era evocar cantos de pássaros que desaparecem, Aron, misteriosamente no silêncio.

Então aquele finalzinho com o piano são pássaros. É diferente do que a gente fez do Resfie, dos pássaros, do Cuco, ou qualquer outra música. Ou o próprio Beethoven que a gente falou aqui, que tem, que consegue fazer, emular... Na Sexta Sinfonia. Na Sexta Sinfonia ele volta. Exato. Aqui não, aqui ele põe pássaros cantando que de repente param de cantar e é assim.

Você tá no meio do mato, Aron? Você tá em algum lugar? O Passo tá cantando? De repente ele para de cantar do nada. Não é uma coisa que vai caindo. E tem essa coisa lúdica que o Passo vai voando e segue cantando o resto da vida dele. Não para de cantar nunca, filho da puta, né? Pois é, não. Ele para. E aqui acontece isso. Então, esse corte no final, essa coisa... É quebra de expectativa total. Então, a jornada não... Total. Total.

com o Arão. Então, consegui fazer com que o Arão é louco. Não, tô brincando. Arão é inteira, mas que bom que você já não estranha esse tipo de movimento mais alternativo, Arão. Eu acho que é muito bacana a gente começar a tentar normalizar nossos ouvidos, porque daqui pra frente muitas coisas vão seguir esse caminho aqui também. Hoje é que já não estão, seu Arão. A gente falou que a gente não sabe quem tá compondo por aí. A gente não tá... A gente até sabe, né, Arão? A gente até escuta, a gente vai atrás, assim,

mas a gente não sabe de onde pode vir o tiro, a gente não sabe de onde está vindo o negócio aqui. Então, esse aqui, do nosso grande compositor de hoje aqui, da Finlândia, o Raspavara, meu Deus do céu, o Rautavara, dá muita margem isso aqui de quinta série, não, Raspavara não.

Eu quero ver como é que eu vou ouvir esse programa com o Isaac. Rautavara. Ah, ué, ué, o que é a vara? É que é negócio que o atleta usa para fazer o salto. É uma vara.

Não sei de nada. Cabeça suja de você. Arão, então é isso. O último movimento. Que bom que você... Eu deixei de propósito o último movimento. Eu falei, quero ver que o Arão vai falar desse final. Não foi de graça, Arão. Eu deixei útil pra você. Não, eu juro por Deus que eu pensei que o som tinha quebrado ou alguma coisa assim.

Sim, e aí eu percebi que era isso Não, mas é uma boa quebra de expectativa Está ali, né? Eu vi muito como uma viagem de trem Alguma coisa assim E alguém tem que lembrar que as viagens simplesmente Acabam, né? Tipo, acabou, chegou na estação

E vai fazer outra coisa agora Não sei se vai ser melhor ou pior Mas aqui a impressão que me dá é que não acaba Tipo, a música acaba do tipo Esse corte É uma interpretação tua Eu tô diferindo de você Que você interpretou como Chegou na estação, o último movimento É o fim dessa etapa Sei lá, né? Pode ser Essa etapa da viagem Até a próxima

Então é meio ambíguo porque eu interpreto que tipo parou, não é que parou que parou que chegou, é tipo...

A vida é assim. Não tem uma coisa tipo acabou, cheguei aqui agora, pronto, vou ficar cruzando meus braços, sou um palhaço e resolvi ficar. Como diz a música do Joelho de Porco. Não é assim que acontece. Acho que dá essa parada aqui, a natureza para, porque tudo na vida não é... Ela tem os seus timings, tem os seus timings perfeitos. E a gente não sabe quando o pássaro vai parar de cantar. Você sabe quando o pássaro vai parar de cantar?

Você sabe quando a próxima vez que você vai ouvir o barulho de um trem? Você não sabe.

entendeu então essa que é a graça desse final desse momento é ambíguo pra caraca você ficou ver e aí o passarinho que o cara jogou uma usou o estilingue para matar o passarinho o passarinho caiu no bateu na árvore que que eu sei lá ele foi-se embora foi embora é isso ele de fato não é um balapitano né

Não Ah não, então eu não tenho mais nada a dizer Acho que você gostou mesmo Do que eu trouxe, coisa diferente Bizarra, louca, velho de guerra Eu gostei e eu acho que esse fim de semana Eu vou me aprofundar Um pouquinho na obra dele

Em geral eu faço isso, né? Quando você manda um compositor, eu vejo duas, três obras dele pra dar uma... entender mais ou menos, pelo menos no mesmo período de vida dele pra gente entender melhor. Eu não tive muito essa chance essa semana. Tava dando uma pesquisada agora. Entretanto, eu achei uma playlist muito boa. Vou dar uma ouvida amanhã enquanto eu tô trabalhando.

Mas assim, muito obrigado mesmo Esse foi um dos novos Que eu fiquei assim, poxa Eu realmente vou atrás de muito mais Coisa dele Ele tá, digamos assim, na minha lista de Vamos escutar bem mais Tem muito mais coisa aí

Você gosta de ópera? Dizem que as óperas são boas, não sei dizer, não sei o parâmetro de ópera, não tem esse termômetro, você vai fazer isso aí. E a Sinfonia número 3, eu recomendo. Vá atrás de outras. A minha recomendação, porque eu... Bom, ele tem 8, então eu tenho tempo. Tem tempo.

Arão, então é isso aí, a gente vai ouvir o último Vé, tem bastante. Então, Arão, e próximo programa você será o papai da criança, né? Parabéns. E aí? E aí, Arão? Quer deixar alguma coisa? Eu tô indeciso qual... Assim, não vai ser concerto papiando, tá? Eu tô me comprometendo a não trazer mais concerto papiando durante um bom tempo, porque foi demais. Mas... Ahn...

É uma sinfonia. Já vou logo dizendo. E é de um dos meus favoritos. Eu vou dizer... A minha dica é aquela música do... Do Secos e Molhados. Vira, vira, vira homem, vira, vira... Vira, vira lobisomem, vira... É por aí. É um dos meus favoritos. Eu gosto do sujeito. Já falei muito dele por aqui também. Mas...

Fazia tempo que eu não trazia alguma coisa dele Acho que isso foi o ano passado, a última No finalzinho do ano passado Eu acho que eu trouxe algo Mas já tá na hora, já faz seis meses Tá na hora de trazer de novo

Eu quero ver você daqui a duas semanas, Arão, a minha escolha para daqui a duas semanas. Eu quero só ver a tua reação com essa música. Essa é a música. Eu já vi o nome ali embaixo. Meu Deus, o que a Caru está fazendo comigo? E a minha dica, a minha indicação para daqui a duas semanas, eu faço questão que você não só escute, você abra o YouTube e assista.

Essa aqui tem que assistir. Essa não dá pra... Ah, vou deixar, vou escutar enquanto vou lavar. Não, essa tem que ver e ouvir o que acontece no palco, que é surreal, Arão. É surreal, surreal. Não tenho explicação. Arão, semana que vem você vai ser o padrinho. Eu tenho uma dica cultural que vai estar meio alinhada com o negócio aqui também. Me lembre. Tchau, Arão. Vai descansar. Tchau, amigos, amigas e amigas. Até o próximo programa, seu Arão. Aê! Tchau, pessoal. Aê!

Beleza, só adoro.

Um dia

E aí

Legenda por Sônia Ruberti

Obrigado por assistir!

E aí

Einojuhani Rautavaara prova que a Finlândia é mais que Jean Sibelius com seu Concerto para Piano nº 2 | Castnews Index — Castnews Index