Franz Liszt largou a "Lisztmania", meteu um triângulo no Concerto para Piano nº 1 e entrou para a eternidade musical
Em 1847, Franz Liszt faz algo que poucos artistas no auge teriam coragem: ele simplesmente abandona a carreira de pianista virtuose. Depois de quase três décadas dominando palcos por toda a Europa — de cidades como Dublin até Constantinople — Liszt decide virar a chave.
E isso muda tudo. Durante sua fase como performer, ele não só encantou multidões com técnica impressionante, mas também mergulhou profundamente na música de gigantes como Ludwig van Beethoven e Hector Berlioz. Ao transcrever obras como as nove sinfonias de Beethoven e a Sinfonia Fantástica, Liszt praticamente absorveu toda a linguagem musical do seu tempo.
Mas é só quando ele se estabelece em Weimar, como diretor musical, que o verdadeiro compositor emerge. Ali, ele abandona o palco e começa a construir algo muito maior: uma nova forma de pensar música.
É nesse contexto que nasce o seu Concerto para Piano nº 1 em Mi bemol maior — uma obra que não surge de uma vez, mas é lapidada ao longo de anos, até estrear em 1855 sob a regência do próprio Berlioz.
E aqui está o ponto central do episódio:
Esse concerto não é um concerto comum.
Liszt quebra completamente o modelo tradicional estabelecido por nomes como Wolfgang Amadeus Mozart e até o próprio Beethoven. Em vez de alternar entre piano e orquestra, ele cria uma integração total. Tudo é diálogo. Tudo se transforma.
A obra funciona como um grande fluxo contínuo, dividido internamente em quatro partes que se conectam o tempo inteiro. Temas reaparecem, se transformam, mudam de caráter — o que começa como melodia lírica pode terminar como marcha triunfal.
É música em constante mutação.
Ao longo do episódio, você vai perceber como cada seção da obra carrega ecos das anteriores: o drama inicial, o lirismo quase operístico, os momentos leves e até experimentais, e finalmente uma conclusão que amarra tudo de forma orgânica e poderosa.
No fim das contas, Liszt não cria apenas um concerto.
Ele cria algo à frente do seu tempo.
Uma obra que mistura virtuosismo, estrutura sinfônica, influência operística e uma visão quase cinematográfica de transformação musical.
Isso aqui não é só música.
É evolução em tempo real.
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Apresentado por Aarão Barreto e Aroldo Glomb (cada semana um é o "pai da criança")
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RELAÇÃO DE PADRINS Aarão Barreto, Adriano Caldas, Gustavo Klein, Fernanda Itri, Eduardo Barreto, Fernando Ricardo de Miranda, Leonardo Mezzzomo,Thiago Takeshi Venancio Ywata, Gustavo Holtzhausen, João Paulo Belfort , Arthur Muhlenberg, Rafael Hassan, Danilo Coelho, Rochester Rodrigues Gama e Valder Cavalcante Magalhães Jr.
Aarão Barreto
Haroldo Glomb
- Musica ClassicaAbandono da carreira de pianista virtuose · Influência de Beethoven e Berlioz · Transcrições de obras de Beethoven e Berlioz · Estabelecimento em Weimar e composição · Rompimento com o modelo tradicional de concerto · Integração entre piano e orquestra · Fluxo contínuo e transformação de temas · Visão cinematográfica de transformação musical · Primeiro movimento: Alegro Marciale Animato · Segundo movimento: Adagio (quase) · Terceiro movimento: Alegro (com triângulo) · Quarto movimento: Alegro Martiale Animato · Uso do triângulo e polêmica · Coda final e recapitalização de temas
- Franz Liszt e a 'Lisztomania'Popularidade e histeria dos fãs · Showman e influência na cultura pop
- Dicas culturaisDocumentário sobre Raul Seixas · Documentário sobre a banda Raimundos
- Vira Casacas Podcast e ApoioPrograma Conversa de Câmara · Padrinhos e financiamento coletivo
Vai começar mais uma conversa de câmera. Você é o nosso convidado. Venha, vambora.
Bom dia, boa tarde, boa noite, bom trânsito, boa dormida, boa escutada naquela reunião chata do trabalho em que você consegue colocar o fone de ouvido de forma discreta, embora não esteja incentivando isso, apesar de odiar reuniões de trabalho. Eu incentivo, eu incentivo, eu incentivo. Faça isso, faça isso, faça isso. Você não pode não, mas...
Conversa de câmara com Arão Barreto e Haroldo Glombi, entrando no meio da minha apresentação, mas a gente está perdoado, gravando no glorioso dia 1º de maio, porque esse trabalho a gente não trabalha, a gente faz porque gosta. Não é isso, Haroldo? É isso mesmo, Arão. Gente, estamos aqui felizes, porque estamos aí com vários padrinhos chegando, né? Então temos aí, já tivemos já semana passada o um...
Glorioso o Sr. Coelho, vou chamar de Sr. Coelho, o Danilo Coelho, que é o novo padrinho nosso, amigão do Arão, que legal. E hoje, no momento que estamos gravando, temos aqui o Gama, eu acho que deve ser assim que se pronuncia, Arão. Rockester Rodriguez Gama, eu fiz com sotaque para disfarçar, mas o Gama, o Gama entrou aqui e o Gama já mandou uma mensagem no grupo de WhatsApp para a gente. Ele sempre escrevia para a gente, sabe quem é o Gama, Arão? Você vai lembrar do Gama.
É aquele cara que comentava nos programas, aqui no nosso programa, com o nickname dele era Monte Letra, lembra, Arão? Ah, lembro. Ele comentou faz o quê? Uns quatro meses atrás, finalzinho do ano passado. Agora também. Agora também, todo episódio ele está comentando uma coisa. Ele está sempre comentando, só que eu falei, cara, não consigo ler o teu nome. Ele mudou agora, é a gama. Pô, eu lembro dessa também.
Então, ó, até boa noite a todos, sou fã incondicional do programa e apaixonado por música erudita. Quero agradecer a todos pelas boas-vindas e dizer que estou lisonjeado e feliz por estar entre pessoas que compartilham o mesmo gosto musical. Diga-se passagem, muito refinado e por estar entre pessoas com tamanho e conhecimento em música, como vocês. Obrigado. Eu não sei se a gente tem todo esse conhecimento, Arão, é muita responsabilidade que o Gamba tá jogando aqui. Realmente, ele subiu muita régua.
Eu sou um curioso. Eu sou um curioso. Mas é isso. Seja bem-vindo. E Danilo, que você fica chamando de coelho, eu chamo ele de 007. O apelido dele é 007. Longa história. Mas ele sabe que, quando eu falo 007, ele sabe que eu estou falando especificamente com ele.
O Aron, outra coisa, só um detalhe, tem mais um padrinho que ainda não entrou no grupo, ele entrou agora, esse mês também, faz algumas semanas, o Walter Cavalcante Magalhães Júnior, eu já mandei mensagem para ele, pedindo para ele mandar o WhatsApp para a gente colocar no grupo.
Então, Walter Cavalcante Magalhães Júnior, seja bem-vindo. Não sei de onde você é ainda, então eu só respondo o e-mail que você envolve no programa e manda no e-mail lá o teu zap zap, que a gente vai colocar no grupo do zap do nosso programa da conversa. Seu Arão, segue o baile. Isso mesmo. E hoje, Arão, antes de eu fazer uma pequena retratação, que é a ideia do programa de hoje.
Temos dicas culturais, Haroldo? Tem, cara. Já que eu apresento hoje, manda. Tem, cara. Tem. Seguinte, eu já tinha visto. Eu adoro. Eu adoro séries documentais sobre artistas musicais. Adoro. Muito bom. O que eu vou recomendar... Tem um que saiu agora da banda Raimundos. Que... Ah, é um negócio de Raimundos. Não interessa, meu amigo. Vale a pena ver para você ver a história da banda. O contexto histórico da época do Brasil, dos anos 90. O documentário é isso. O Haroldo sabe muito bem disso. Adorava Raimundos.
Eu não vi ainda o documentário do Raimundo Já tem, não sei onde, mas tem O documentário do Raimundo diz que é muito bom Eu vou atrás, vou assistir Porém, o que eu vou indicar para todos os amigos Está na Netflix que eu vi Mas tem no YouTube, eu acho fácil no YouTube No modo bucaneiro No modo pirata Do Caribe virtual Pode achar
Raul o início o fim e o meio que aquele documentário lá daquele da que foi feito com sobre a vida do Raul Seixas foi de 2012 é muito bom né foi dirigido pelo Walter Carvalho e foi já tá aí já tem faz tempo faz 14 anos que você esse documentário
que mostra toda a vida do Raul Seixas, de como ele começou, ele junto com o cara que escrevia lá, que eu não gosto do livro dos caras lá, o Paulo Coelho, o Paulo Coelho, mostra ele falando com os casamentos que ele teve, as composições, os discos, a hora que ele foi para os Estados Unidos, que ele apanhou da ditadura, colocaram no avião, mandaram para fora, aí quando estourou o disco dele, voltaram ele, porque, pô, ele está vendendo aqui, não podemos dar mole, então saiu o cara de volta.
toda a vida até o final dele, aquele final lamentável, triste, melancólico dele, quando a banda do Marcelo Nova, a Camisa de Vênus, grava um disco com o Raul Seixo, dividiu muitas opiniões, ou o cara foi disso para ajudar o Raul Seixo, que estava já sem dinheiro, sem gravadora, sem nada, outros dizem, não, ele fez aquilo para poder promover a Camisa de Vênus, em cima do nome de uma pessoa, enfim, outras coisas.
Então tá aí, Arão. E eu recomendo pra você, Arão. Eu sei que estamos indo feriado e tal. Eu sei que você tem outras prioridades. Mas é legal, cara. É muito bom, Raul. O início, o fim e o meio. Raul Seixas. A história dele é uma coisa absurda. Vale a pena. Essa é a minha dica, seu Arão. Não tem mais nada.
eu vou dar eu vou dar uma checada tem no Netflix Netflix ouvindo Netflix eu não sabia que tinha Netflix ouvir navegando lá que tá lá Raul o início o filme entrou agora é legal é muito legal assim se você gosta minimamente de música amigo amiga e amigues
vocês estão ouvindo a gente você gosta minimamente de música de saber porque independente se é música clássica música pop ou funk ou hip hop ou jazz cara a vida do artista é aquela coisa que a gente sabe que como é que é o cara começo né Arão rejeição cara tentar uma coisa fracassou tentar outra vai até acertar e parceria com o Itál então é legal ver isso eu que gosto muito de artistas de música o Arão também
certamente se assistir, independente do estilo, vocês vão se identificar. É muito legal. Ainda mais Raul Seixas, uma figura querida, eu acredito até pelo Arão, que deve gostar um pouquinho do Raul. Não sei, Arão. Gosto, gosto, gosto, gosto. Gosto, Raul. Falasse agora, eu lembrei de um diálogo que eu tive com um grande amigo meu, que por acaso é padrinho do meu menino, o Rafael, e uma vez a gente estava andando na livraria e encontrou uma biografia de Justin Bieber. O Justin Bieber devia ter uns...
uns 12 ou 13 anos, e ele pegou e disse, esse cara tá pensando que é quem, Mozart? O que é que ele fez por 12 anos? Eu nunca esqueci essa frase. Tem essa. Só coisa. Tem que comprar o livro pra ler, tá curioso? Compra o livro, né? Pronto. Bom, esse aí eu não me dei o trabalho de ler, não. Biografia que eu li a fundo foi de Frank Sinatra.
Isso aí é extensa. Não é extensa, tem duas mil páginas. Passei seis meses pra ver aquele treco. Mas vamos lá, Aroudo. Eu vou dar uma pesquisada mesmo considerando o feriadão que estamos no meio trabalhando sem ser trabalho. Aroudo, o programa de hoje eu venho até pra uma pequena retratação que eu peguei no pé desse compositor nos últimos tempos dizendo que ele é um pouco exagerado, que ele tem um excesso de notas às vezes.
É o Franz List que a gente vai tratar hoje. Obviamente todo mundo já está sabendo, né? Já está lá no Spotify. No podcast, mas... Dizem o que seja. É para o meu Spotify, perdão.
embora se quiserem mandar royalties não tem estresse não manda porra nenhuma com esses caras mas vamos lá por que? eu fico dizendo isso, mas eu gosto muito de Liste, eu acho ele um pouco exagerado as vezes, acho, não vou mentir eu vou dizer até a morte entretanto, essa obra que eu trouxe hoje ela
provavelmente foi a primeira que eu tive completa dele embora já tenha ouvido antes, né? Estou falando do ponto cronológico aquela rapizória famosa dele em desenho animado, né? Enfim, que a gente já tem até problemas sobre isso dois anos atrás mas eu lembro muito bem quando eu comprei esse disco
esse CD, porque tinha três obras completas dele, que era uma raridade, um CD, principalmente música clássica, mas tinha as três obras completas. E eu sempre gostei muito dos dois concertos pra piano dele. Também é aquela velha história que eu fico dizendo. Porque esses caras não fizeram mais. Porque esse nem novo morreu. Esse foi longe. Esse foi longe, cara. Esse durou.
Schubert a gente fala Oi vagabundo, tá ok? Não quis compor Não quis compor, não sei Medelson, a gente diz, o que é que Medelson teria feito Se tivesse vivido 10 anos mais Mas esse viveu muito, e só escreveu dois Mas não foi só dois pequenos, sabe? Porque na minha concepção Minha humilde concepção, o concerto que a gente vai ouvir Hoje, o primeirão Ele E
É um dos grandes concertos que a gente tem na história. Talvez, o melhor concerto romântico que a gente tenha. Ou um dos top 5. Por quê?
Eu acho. A briga vai ser grande. O melhor, eu não vou dizer o melhor, porque tem outros tão bons pontos. Você quer que eu compre briga agora ou depois? Depois pode ser? Não, mas veja, isso aí, para quem entende do assunto, é uma briga entre Prost e Senna. O auge deles dois. Será que você está pensando o mesmo que eu? O mesmo conceito que eu?
Não sei, mas... Bom, eu tenho o meu favorito de todos, né? Eu não vou falar de quem é, porque todo mundo já deve saber. Mas esse concerto número um, e o dois também é muito bom, mas vamos falar mais de um, ele traz uma coisa muito boa. Por quê? O nosso amigo da beterraba, ele deixou um problema pra todo mundo, não só com as sinfonias e as sonatas, ele deixou com o concerto pra piano.
E a gente vê que antes, no período que a gente chama de clássico, concerto pra piano era feito sinfonia. Tinha arrodo. A gente cansou de mostrar. E aí...
Depois disso ele fica meio rarefeito, porque o concerto imperador realmente derruba muita coisa. Aí, chegamos. Você falou. Você falou. É o meu preferido. Não, é o meu. Eu vou morrer dizendo que é ele. Mas o que acontece? Fica realmente muito complicado. Então, o que acontece?
Uma geração e meia depois, List, ele se propõe a fazer o concerto dele, um grande virtuoso, ninguém vai dizer isso de jeito nenhum, um dos maiores pianistas da história. Ele botou muita gente que a gente bota lá em cima, no bolso, com certeza. Tinha uma memória prodigiosa, dizem que ele e Rubinstein...
Tinha o repertório clássico todinho de cabeça Na ponta da língua Na ponta dos dedos Ele fez coisas prodigiosas Que eu digo assim Tá, beleza, mas ele botou as sinfonias de Beethoven pra piano
Ele fez isso. Do Berlioz também, ele pegou a Fantástica e fez também a redução. Exato. E foi num tempo em que os compositores se comunicavam muito. Então a gente já veio falando algumas vezes aqui que, por exemplo, fulano fez o concerto e quem regeu foi outro compositor que a gente já conhece.
Então, os gênios estavam trabalhando, não estavam competindo, como em outras épocas, ou isolados, como em outras épocas mais antigas ainda. Do cara passar a vida toda, sei lá, e não conhecer ninguém só de nome. Não, esses caras trocavam correspondências. Vamos lembrar que nessa época Schumann já tinha a revista dele, em que ele...
publicava tudo, todo mundo se comunicava, né? O Lichard, só um adendo aqui, se puxar a programas antigos nossos, acho que da primeira temporada ainda, a gente fala muito disso aí, é Leedsmania, o que tinha dos Beatles, da...
O pessoal gritando, ou menudo, sei lá, qualquer outro desses que tem fãs histéricos, o Ulisse foi o primeiro a ter fãs histéricas, subiu no palco, arrancava a corda do piano que ele tocava, no muque. Filho de cabelo. Ele podia sair em Viena, em algumas partes, em alguns momentos, porque ele era todo bonitão, olhava para a plateia, provocativa e tal, era um showman, era um Elton John, é isso aí.
Com certeza, e aí nessa época em que ele compõe, ele vai para Roma, ele começa a compor esse concerto lá, só que mesmo o paralista que tinha todos esses predicados, não foi uma coisa fácil de se terminar, ele levou muito tempo, alguns anos.
Ele provavelmente terminou a partitura em 1848, coisa de quase 10 anos depois do início. Porque realmente existia um impacto muito grande ainda dos conceitos de Beethoven, apesar de terem quase quatro décadas já. Então, ele quando chega e apresenta...
Ele traz umas coisas que eu digo são impressionantes. Por quê? Ele deixa de ser um virtuosista, que isso aí ele era por excelência, e na minha opinião ele se torna um arquiteto. Um arquiteto de música. Ele se aposentou como pianista profissional e falou, vou compor. É isso. Vou compor valendo. Então assim, tem seus momentos de virtuose dentro desse concerto que a gente vai ver hoje?
Tem. E muito. E muito porque você olha assim, não é pra qualquer um. Ele entra assim tipo, tu conseguiste apresentar sem erro? Aquela coisa, parabéns. Uma pergunta pra você, você que conhece bem o Listo. Agora você toca piano também, né? Aliás, quem quiser comprar piano, eu estou vendendo o meu. O Frizz Dobre, quem quiser comprar em Curitiba, eu tenho contato com o Aron. Não tô tocando mais, né? Então, pergunta, Aron.
Quando ele toma essa decisão de aposentar, ele já tinha 27 anos rodando a Europa. Ele estava cansado também, porque ele não podia nem andar. Então, de Dublín até a Turquia, ele tocou em tudo que é espelunca, caboclo. E teatro grande, tudo que é lugar. E conheceu todo mundo. E conheceu muita gente. Tinha tudo, tinha fama. Ele era um popstar mesmo, praticamente. E minha pergunta...
Você acha, e a música está aí para explicar isso, que influenciou mais ele ter feito essa composição? O que mais influenciou ele na qualidade da composição? Mais ele ter esses quase 30 anos de estrada ao longo do tempo, ver o que sentia, o que o público gostava e tudo mais? Ou ele ter tido esse contato com vários outros compositores e músicos ao longo da estrada? O que você acha que mais influenciou? É uma pergunta que eu faço que eu não sei mesmo, não sei dizer.
Mas eu acho que foi as duas coisas. Por quê? Aqui, ele usa muita técnica. Não tem pra onde correr. E a técnica que ele tem, ele não tirou do nada. Então é de quem realmente ficou praticando demais. Mas eu acho que ele ter conhecido tanta gente torna esse conceito uma coisa menos regional e uma coisa mais universal.
Por que eu estou dizendo isso? A gente já trabalhou aqui no programa 65 milhões de vezes não só os refugiados de guerra, mas aqueles que estão no romantismo patriótico, aquela coisa todinha. E você não consegue ver a qualidade. A diáspora dos compositores. A diáspora dos compositores na Europa, na Segunda Guerra Mundial e Primeira.
aquela parte mais patriótica a gente já falou de um bocado de gente aqui o nacionalismo húngaro o nacionalismo eslovaco sei lá de tudo, estonian todo mundo, não sobrou ninguém e eu acho que ele não cai muito nisso esse é o detalhe porque toda música dele você vê que tem uma influência de onde ele veio agora não ele volta a forma sonata ele utiliza uma forma rapizódica também e aí
Mas o que eu acho é que ele respeita muito o que veio antes, mas ele ousa demais. Então, eu digo que ele é um arquiteto porque não parece ser o típico concerto que ele faria sendo um virtuoso. Por quê? Porque o piano brilha, mas a orquestra também. E você tem um trabalho de orquestração que não é...
fraco, que não é desleixado, não parece que a orquestra está ali só para justificar o nome, concerto, para piano e orquestra, então ele trabalha muito, a sonoridade e tudinho e esse se torna um dos marcos, então se torna do período romântico talvez o seu principal concerto porque ele tem momento introspectivo que era pedido na época mas e aí
Não é uma introspecção melancólica, ele traz dança, ele traz muita conversa, ele é muito animado, você não cansa, e ele não deixa de ser um desafio. Por quê? Ele usa muita escala, mas ele usa também muito acorde, com escalas. Isso não é fácil. No final do concerto o camarada está com os dedos doendo mesmo.
Eu penso Que é um pouquinho de tudo Até porque ele é Meio que o conjunto da vida de Lista Até então Porque
Ele começa na juventude, os esboços que a gente teve acesso. Ele está nessa parte muito virtuosística ainda. Ele começa a compor de verdade e ele começa a pensar em estrutura maior, em revisitar tema e não só em velocidade e precisão.
E no final ele traz uma obra bem madura. Então essa obra demorou muito pra ser gestada. Veja, ele começou em 1939 e terminou em praticamente 1955. Quando ela foi apresentada pela primeira vez. Eu tava lendo aqui que ela começou... Ah não, tá certo. Tá certa a data. Eu tava lendo aqui, era que nessa época aí que ele teve pra compor...
Ele estava trabalhando, ele tinha já se aposentado como compositor, mas virou diretor musical em Weimar. Eu acho que ele já estava trabalhando em uma coisa mais tranquila, uma cidade mais tranquila. Aliás, o centro da música brasileira é foda. O centro da música mundial brasileira é foda. O centro da música mundial daquela época lá, na época de Weimar, ele estava lá. Então, acho que aí ele teve mais tranquilidade para criar essa obra aqui.
Parece que ele teve dois períodos em Weimar, nesse período mais agora e um período mais tardio, quando ele já estava bem mais velho. É isso, tem duas, exato. É a fase mais virtuosa, essa é a primeira. A segunda, ele já era o sogrão do Ombro das Óperas, né? Exato. Isso, já foi mais pra frente. Cara, eu acho assim, Arão, eu acho que você, quando você fala que realmente ele quebrou,
e criou uma obra assim, ele conseguiu romper não só com o modelo que o Mozart tinha feito de concerto, mas também com o próprio homem das beterrabas, o próprio Beethoven, ele fez isso, cara. Primeiro, cara, eu tenho dificuldade, eu não ia achar um movimento bom, diferente, o que?
Porque eu considero isso aqui uma obra que eu não consigo classificar, cara. Arão, me ajuda. Está escrito piano concerto, mas tem divisão de sinfonia, mas ao mesmo tempo tem uma duração de uma, sei lá, de um poema sinfônico. Arão, me ajuda. E aí, o que a gente pensa desse cara? É meio isso. E detalhe, ele fez para ser feito corrido. Não tinha partes.
Era uma música única Não era partida, a gente é que partiu depois Pra facilitar E só um detalhe que a gente tava falando agora Do pessoal que se conhecia Na estreia Ele era o pianista e Berlioz Era o regente
Ah, é. Amigão dele, né? Não, era um brother, né? E aí, veja, Bellions, ele é conhecido também, além de muita coisa, como ter feito um grande tratado de orquestração. Sim. Detalhe, eu fui atrás de tentar adquirir esse tratado de orquestração
Não tem português. Encontrei uma versão inglesa pela bagatela de 800 libras. Ah, só um fígado e um pâncreas. O que é um fígado e um pâncreas? Não é nada. É isso. Eu disse, não, não, quero não. Não, quero não. Tá em inglês, vou ter que traduzir. Bom, deu certo. As orquestras estão usando. É o que vale. Beleza. Parabéns, Belhoss. Tamo junto. Isso aí. Muito obrigado. Valeu. Tu é o cara. Mas é esse período mesmo que ele tem e...
O curioso é que ele quebra isso também, né? Foi feito pra ser tocado de uma vez só. A gente é que partiu depois, ele não se importou, Berlhos não disse nada, não tem polêmica com isso, tá certo? E aí estamos, assim, nas graças deles dois, que a gente não tá cometendo nenhum sacrilégio de comentar parte a parte. Vou fechar aqui a sala, vou fazer a pausa profilática. Quer anunciar a pausa profilática? Aroldo, vou fazer a pausa profilática.
Pronto, agora, Haroldo, vamos fazer uma pausinha profilática para a cervejinha? Cervejinha, boa. Se o médico falou que para tomar cerveja, não está liberado. Vou correndo, vamos lá. E agora a gente voltando da pausa quase terapêutica. Não é, Haroldo? É.
Acontece. Acontece, é importante. Tudo é importante na vida. Vamos começar, Arudo. A gente, só de dar um esclarecimento, dependendo de onde a gente vá pegar a fonte, a ideia de List era ter um concerto contínuo, fosse uma música só. E ao longo do tempo o pessoal foi dividindo, como eu disse, a gente não está brigando com o Zé Ninguém. Há quem divide em três partes.
Há quem divide em quatro partes. Quem divide em três partes, ele une o movimento dois e três. E quem divide em quatro realmente separa direitinho. O que é que acontece? Os conceitos pra piano, isso é outra inovação que ele traz, eram em três partes. Isso nem Beethoven quebrou. E ele não só permitiu que fosse feito um só movimento, como ele permitiu que pudesse ser dividido em três ou quatro partes. Então, um...
Pegando o espírito revolucionário do homem, a gente vai dividir hoje em quatro partes. Beleza. Dois movimentos para mim, dois movimentos para o documentar. Boa. E já que eu sou o pai da criança hoje...
Eu vou começar com o primeiro movimento, né? Que, só dando uma olhada aqui, é um alegro marrestoso. E quer que... É importante... Não, não vou zombar não, porque o meu telefone seria parecido. Macarrônico igual. Não vou zoar. Você tá livre. Macarrônico. É, macarrônico. Tudo bem. Só um detalhe. Quem toca na gravação de hoje é simplesmente uma pessoa fora desse planeta.
Isso é um detalhe muito importante Isso, Marta Angerich Enfim Essa aqui eu vou ser sincero Eu demorei para encontrar qual A melhor apresentação Porque muita apresentação Desse concerto para piano De Liszt é feita em concursos Para pianistas
E eu tava querendo uma apresentação que não fosse competitiva, né? Alguém que já tá consolidado mesmo. E nossa querida Marta é uma das melhores pianistas que eu já vi na vida. Porque ela tá em transe enquanto toca, né? Então, pra dar...
para dar o pacote completo, a gente vai ver uma apresentação da Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio Televisione Italiana, a RAI. Eu descobri porque... Eu fui atrás da história da RAI, porque era Rádio Audizione Italiana antes de começar a fazer televisão. Ela é a televisão pública deles, a TV Cultura deles lá na Itália.
que tem mais de 100 anos. Começou como uma série de rádios mesmo, depois foi nacionalizada pela safadeza dos fascistas. E ao final da guerra, ela passou ao Comitê de Salvação Nacional e depois ela foi de novo estatizada, voltou a ter rádio, mas chegou a era da televisão, ela se tornou eminentemente televisiva, apesar de ainda ter muita coisa de rádio.
Mas manteve o nome, apesar, assim, o A não tem função aí dentro, ficou por homenagem mesmo. É histórico, é histórico. É histórico, ficou porque ficou mesmo. Então, essa apresentação foi em 22 de outubro de 2019, antes de dar desgraça sobre a pandemia. As portas da pandemia. As portas, e já tinha algumas coisinhas por ali, infelizmente. Eu tenho gatilhos sobre essa época. O maestro é o Henrico Fagone.
que durante muito tempo liderou essa orquestra, é um camarada extremamente competente, e a Marta Argerich, que está no piano com maestria. Essa mulher é fantástica. Absurda, absurda. Eu digo logo, ela está tocando sem a partitura. Então não é para qualquer um fazer isso, ela está tocando sem a partitura. Então vamos lá, só comentando agora a primeira parte,
ele não deixa de saudar no primeiro movimento o nosso querido Homem das Beterrabas, porque... Não, ele já começa, como é que eu posso dizer, ele já chega chegando. Não é aquela coisa mais delicada que outros conceitos tinham, que Beethoven já colocou desde a Terceira Sinfonia, ele já chega realmente chegando.
E o que é interessante, né? É que é um momento heróico. Os momentos mais heróicos que a gente tem da música toda. O começo e o fim, né? Então, ele faz uma exposição dramática. Ele tem um tema principal que ele é visitado, revisitado e visitado de novo. Em várias partes, né? Ele trabalha...
várias vezes esse tema me lembro uma sinfonia número 5 de uma certa pessoa mas ele traz uma coisa muito legal porque ele já chega impactando ele já dá um tema ele é o esqueleto da obra ele é o que sustenta essa obra não é um tema muito longo eu fui atrás dele na partitura são sete notas seguidas de dois acordes
Então, ele consegue fazer muito com o que aparentemente é pouco, né? Uma frasezinha dessa vira um tema monstruoso. E o que é tão legal, né? É que...
essa música é uma construção então esse movimento ele não termina nele mesmo ele vai ser revisitado em outros momentos sem parecer tanto cópia ele vai ser aperfeiçoado com outras coisas, não é uma variação sobre um tema só, claro, porque ele vai variar um pouco
Mas ele traz alguma coisa dos outros, a gente escuta pequenos ecos, né? Como ele planejou uma música, assim, de capa a capa, né? Ele não foi pegando em sessões. Ele consegue trazer isso. E ele traz de uma forma muito grandiosa. E o que eu acho interessante é que a gente já trouxe, por exemplo, aquele programa de Mozart, né? Sim. Dois semanas atrás. Agora. O piano...
É, o piano entrega e a orquestra termina. A orquestra começa e o piano termina, fica aquela passagem de mão que a gente comentou. Aqui não é muito assim não. Aqui, eu digo que eles estão competindo, não parece. Mas cada um justifica a força que tem. Então o piano não é um piano tímido e a orquestra não baixa muito a cabeça não. Então é uma conversa de gigantes, essa é a verdade.
E ele é muito empolgante até o fim, exige muito, muito do pianista, porque ele coloca acordes sucedidos de notas únicas em um tempo consideravelmente rápido, porque eu não consigo conceber a pessoa tocar aquilo sem uma pessoa normal, sabe? Você observa...
até a sonoridade, você consegue ver que ele sai de quatro notas pra um em frações de segundo. Não, é rápido. Ele volta pra quatro, cinco. Ele trabalha em outra escala. Até mesmo porque o primeiro movimento é muito curto, ele consegue fazer uma agilidade muito assustadora. É enorme, mas é um movimento de quatro, cinco minutos que parece que tem dez. É, bem curto. Sabe? Ele é curto, mas ele é estrondoso. Que abertura monstruosa, Listo, confere a gente.
Eu acho que Berlioz deve ter dado uma melhoradinha aí na orquestração, mas não é pouca coisa que ele consegue fazer. Não, não. Não, não é muito, é extraordinário. É extraordinário. Só para saber o efetivo da orquestra, eu fui atrás também. Ah, manda aí. A orquestra básica. Tem um piano, tá? Para ninguém tiver dúvida.
Você tem três flautas. Tem que ter um piano. Tem um piano bom. Três flautas. Uma exige-se que seja uma pícola. Você tem duas trompas, dois trompetes, três trombones, tímpanos, bateria. As cordas no volume normal que a gente tinha naquela época. Porque a orquestra já estava praticamente pronta. Então a gente tem aí...
uns 10 violinos 10 a 15 violinos algumas 10 violas violoncelos e tudo mais e tem um instrumentinho aqui que eu vou deixar pra gente comentar depois, porque isso aí foi polêmico e muita gente ficou falando besteira na época, digo logo
Ah é? Teve isso? Teve? Ah tem que ter Tem que ter alguma bestalhada pra falar bobagem Mas essa é a orquestração mínima Então você vê que Essa é a orquestração mínima Eu já vi apresentações Em que a gente tem mais do que o dobro disso E é um piano Um piano gigante Não é um piano de cauda normal Ele é trabalhado pra ser amplificado Em grandes salas e tudo mais E Só pra completar
O que a gente vai ouvir hoje, ele foi no auditório Arturo Toscanini, em Torino. Fui atrás também.
Cara, ele tem uma acústica extraordinária. Então, assim, o que a gente vai ouvir é amplificado dez vezes, porque é muito bonito. É muito bem construído. E a gente... Eu vou dizer, eu queria muito visitar esse lugar um dia. Teve um colega meu que foi...
e abusou-se e foi-se embora no meio do programa e eu chamei muito palavrão com ele. Mas vamos lá, não vamos só falar disso hoje, dos absurdos dos outros. Haroldo, quais são suas impressões também desse primeiro movimento, até a gente mandar brasa? É, toma rápido. Cara, se o Ulisses queria provar que ele não era só um rostinho bonito tocando pra multidões, é um grande compositor também, ele conseguiu. Conseguiu, cara. E assim, é um...
A obra inteira, gente, o Arão falou bem, é para ser um movimento único, contínuo. E é isso, na prática é isso. Tem 20 minutos, é um movimento único, que está dividido em três ou quatro partes, com uma sinfonia, cada um divide da maneira que quer, né? E os temas vão voltando e se transformando o tempo todo. Arão, o piano, você tem razão, não vai competir com a orquestra, não tem essa alternação dos conceitos clássicos, estão totalmente integrados das duas partes, né?
a falta clarinete violação estende certa maneira um papel de solistas em alguns momentos ali tá o instrumento Zin que a gente vai falar não vou falar agora quando chegar o momento vamos falar tá não tem os famosos longos trechos de orquestra não tem isso tudo é diálogo então isso é muito muito interessante e do Aleco Maestro uma maestroso
a também já fala que é difícil falar que é o melhor porque é tudo meio cíclico né era mas assim você tem que dividir e tem que escolher eu gosto muito do primeiro é imponente uma cara uma porta caindo em cima de uma lagartixa cara é imponente cara tinha massa é uma abertura que tinha massa cara do piano ele vai aparecer várias vezes depois tá
tem a coisa do dramático romântico tem um pouquinho da ópera também meio paginada ali porque lembra-se que o o Ulisse ele fazia a simplificação se é que se pode simplificar né é transposição para o piano de músicas de Beethoven do próprio Berlioz e também de Arias né então ele aproveitou esse é
Essas coisas meio quase operísticas e jogou na melodia. E aqui a gente vê bastante isso aqui. Tem esse contraste com explosões do piano e tudo mais. E a Marta Argerich... Ah, cara, não vou falar o quê dessa mulher. Você escolheu a dedo, né, Arão? Não tenho o que questionar. Arão, o homem estava certo. Ele tinha que parar de fazer turnê e ficar só compondo mesmo, cara. Se bem que ele tocou aqui também, mas não era... A pegada era outra, não era puro exibicionismo, né? Era realmente a obra fantástica dele.
Pois bem, então vamos mandar brasa para esse primeiro movimento.
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Amém.
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Haroldo, nós vamos agora para um quase adágio. Por que quase? Quase? O semi-adágio, é isso? Não vou falar isso. Um meio adágio, um adágio com desconto. Ai, ai, ai. Olha aqui. Então aqui, Arão. Então ainda não... Eu não lembro agora. Agora de cabeça eu não lembro se um adágio com desconto aparece aqui da Black Friday. Se já aparece o instrumentozinho aqui, o West. É mais adiante. É no próximo. Tá, calma. É no próximo.
Porque às vezes ele é pegado. É pegadinho. Esse é o movimento que eles juntam com o outro. Que junta, pois é. Já quem dividiu, justo. Então, voltamos com o tema lírico aqui, que está apresentado aqui. Adagia.
os companheiros já sabem, mas tranquilo, né, aquela pressão, aquela porrada no começo, né, mas no final vira uma marcha, no final da obra, essa melodia que é para o final, né, então, isso que que é, é o Lisse mostrando que ele conseguia fazer essa transformação em real time, né, se o Lisse estivesse vivo hoje, ele fazia lives com o piano mostrando em real time essa transformação temática.
Acho que é o movimento mais curto, eu gosto muito dele, mas ele está muito conectado. Quando você tem o segundo movimento, Aram, tem uns três? É o mais curtinho? Dá uma olhada aí. Deixa eu ver. O primeiro tem cinco, quatro. Cinco, uma bobagem.
Não, esse aí, o mais curto é o próximo Esse aí tem uns 5 minutinhos Aí tem bastante também Não, 4,5, 4,5 Pronto, são 4,5 Eu gosto muito assim, eu não gosto Mas eu acho que o impacto do começo foi Violento, mas assim Por mais que seja dividido, eu acho que é uma obra Que tem duas experiências, né, Erão? Três experiências Você pode escutar de uma tacada só
ou numa sentada só, Laele como é que pode, né? os baianos inventaram esse Laele, né Arão? e pegou o Brasil inteiro, como é que pode Arão? me explica isso, né? não existe isso, tá ligado o Laele, né? é, tá lá a gíria a gíria, a gíria, a gíria Laele, tá ligado essa gíria, né? Laele, tá ligado qual que é, né? tá ligado, tô ligado tô tentando purificar meu idioma de novo tá ligado, né?
Então, como esse negócio, essa desgraça pegou aqui, onde eu trabalho, alguém falou assim, Aron, você tem que pegar e... Como é que é? Você tem que pegar e deixar tudo entrar, lá ele.
pegou essas coisas, mas não que inventaram. Então você pode escutar tudo de uma vez, pode escutar dividido em três movimentos, então esse aqui basicamente vai virar junto com o próximo, ou em quatro, todos eles funcionam. Mas assim, cerejinha do bolo, tá bem no começo, e no próximo movimento vai ter um trocinho. Eu não vou falar muito mais coisas, você não vai deixar nada pra você falar, então vou deixar pra você agora falar desse segundo aí, o quase, o semi-adágio, o sabor adágio.
É, o sabor adagio, quase adagio, adagio like. Assim, eu concordo, ele realmente, o piano dele é um mutante, né? Porque ele sai daquela coisa majestosa, tudinho. E aqui eu acho que ele joga mais no seguro, vamos dizer assim, né? Ele não é tão virtuoso esse momento, é um piano mais lírico, que ele tem umas frasezinhas um pouquinho mais longas. É uma orquestra...
talvez um pouco mais tímida depois daquele impacto do início, né? Mas ele é necessário, porque senão a gente ia sair doido no final da música, né? E ele, como eu digo, ele é uma preparação pro próximo. A gente não tem uma quebra muito brusca, porque ao final ele já vai dando uma aceleradazinha. Então ele não termina daquele jeito que parece que acabou a música e todo mundo vai embora e depois vem uma marretada.
Não, ele já vai dando uma preparada pra gente Mas eu concordo contigo Eu concordo contigo Mas É aquela coisa Você juntar esse com o próximo Como alguns fazem, direto Eu não sei
talvez seja uma solução interessante. Apesar de que eu acredito que melhor seja em quatro partes mesmo. Eu acho que o quatro, Arão... Interrompendo você, eu acho que ela funciona, vou me retratar. Ou escutando tudo de uma vez, como uma peça única, ou dividindo em quatro. Em três, eu estou revendo o meu conceito. O terceiro movimento já começa com o tal do instrumento, então já dá uma...
Já dá uma virada de chave. Não combina. Eu acho que... Essa construção não funciona. Eu não sei se funciona bem essa construção. Eu entendo quem tentou. Pensar assim, no meio do movimento você dá uma virada. Dá virada, mas forçaram.
Não sei, fica meio forçado se você pegar esse bloco Se você pegar esse bloco Só dessa O dois e o três juntos com uma música só Fica estranho Sabe o que acontece, Adão? Eu devanei da minha cabeça aqui Os conceitos de piano geralmente são três movimentos Então em algum momento alguém pensou Ah, tá errado Fizeram quatro aqui, vamos juntar esses dois Acho que em algum momento alguém foi Mas não no tipo, vou fazer isso Mas meio que na ingenuidade Ou ingenuidade é muito O...
Gente, se é um concerto para piano, então são três movimentos. Então vamos juntar dois aqui para ver o que dá. Eu acredito que isso deve ter acontecido. Não sei, mas explicação mais lógica que eu acho, Arão. Porque não conversa muito os dois. No contexto geral, conversa. Mas aqui dividido em três... Bom, vou deixar você. Segue aí. Vamos ouvir. Vamos lá. Manda abraço, Arão.
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Vamos agora para a polêmica do século XIX, quando o pessoal falou um monte de besteira. Por quê? Por que com esse instrumentinho que a gente está falando aqui, deixando em suspense?
É um triângulo. O famoso triângulo. O movimento do triângulo. Do trio de Zabumba. Tem um triângulozinho toda vez. Eu que sou aqui do Nordeste sei bem demais o que eu tô falando. E qual é o detalhe?
Alguns instrumentos que a gente tem hoje, naquela época, eram instrumentos de terceira, quarta categoria. Então vou dar um exemplo muito simples. Houve uma polêmica gigante aqui no Brasil quando fizeram uma apresentação de ópera de Carlos Gomes, em honra a Carlos Gomes, que ele estava aqui em visita, colocaram um concerto com violões.
E simplesmente disseram, a gente não vai fazer um concerto de violões aqui, porque violão é um instrumento de gentinha. Veja, isso aí foi em 1870 e tantos, 1880. Imagina o triângulo, né? Então, List ligou aquela palavra com F e botou o triângulo mesmo.
Ele tava nem aí, velho. Ele sustentou isso. Foi acusado da música ser frívola, da música ser superficial, que ele tava zombando de todo mundo, que ele tava rebaixando a orquestra, que ele tava se achando as porcarias, sabe? Todo mundo falando...
falando bobagem, que ele estava se achando ah, porque você é famoso, você acha que você pode tudo, mas o pior é que assim, como dizem, ninguém lembra o nome dos críticos, né, então o triângulo ficou
E ele não é só provocativo, porque eu acho que era um pouquinho também, tá? Eu acho que ele foi um pouquinho irônico colocar isso aí, essa pimentinha nos olhos dos críticos, mas ele faz uma coisa interessante. Esse concerto é pra, digamos assim, dar um respiro à música depois de tudo que Beethoven fez. Então ele quebra a expectativa. Ele usa um instrumento que jamais foi pensado antes pra colocar num concerto pra piano.
É um instrumento que praticamente não entrava tanto em orquestra. Percussão não era essas coisas todas, infelizmente, ainda. Então, ele quando bota isso, ele quebra a expectativa. Ele diz, espera aí, um triângulo? Como é isso? E é um triângulo singelo, ele não fica lá tocando aquele ritmo alucinante que a gente tem aqui dos trios da gente.
Mas ele dá uma leveza, ele traz um contraste muito bom com o próprio piano, com os baixos, com o violoncelo. Ele traz um contraste entre os metais, porque ele é um instrumento de metal, óbvio, não é um metal de sopro, mas ele é de metal, tem o tinir dele, né? Então, ele traz um esqueço.
que ele já começa bem humorado é um alegreto vivate que chama, mas na prática isso é um esqueço e aí, se o esqueço é uma dança mais brincalhona, tudo mais ele já começa brincando com os próprios instrumentos ele já começa irônico desse jeito
E o legal é que, assim, como a gente tem um movimento lírico precedente e um antecessor ainda é aquele majestoso, esse traz leveza. É, total. É um alegreto, é um esquezo alegreto que seja muito tranquilão. E o que é que acontece? Sempre um movimento prepara o outro, e esse prepara o quarto.
movimento, né? E ele vai não crescendo, ele é tranquilo, ele começa bonitinho, né? Esse triângulo aí, eu acho ele modéstia à parte, né? E, claro, muita gente já comentou isso antes de mim, mas eu vou dizer, é fenomenal, não é qualquer um que consegue colocar um toque de gênio desse, porque muitas vezes o pessoal acredita na genialidade como sendo uma coisa extraordinária, estrambótica, né? E às vezes uma coisinha dessa muda completamente a uma coisinha...
a noção do que a gente tem. E ele faz isso, ele coloca um instrumento novo, um instrumento que ninguém achava que era nenhum instrumento, tem gente que dizia que aquilo era pra chamar burro, acredito ou não. É que tem duas notas ali praticamente, limitadas. Exato. É lógico, ele não tem 88, mas assim...
Ele coloca isso de uma forma muito proposital. E isso é que eu acho, eu digo assim, o momento de genialidade dele foi esse. Com coragem mesmo, embutou e ficou. E muito tempo depois, ele era conhecido como o concerto do Triângulo. O Triângulo, exatamente, famosíssimo.
O famosíssimo concerto triângulo E a gente, peraí, ah, tô ligado qual é Mas é isso, eu gosto muito Desse esqueço, não é o meu movimento favorito Mas é um belo De um esqueço que ele coloca Ele mistura um pouquinho aí Com as sinfonias, né E aí
Eu acho que a partir daí Ele quebrou de fato as amarras Tá entendendo, Aroudo? Totalmente Eu acho que aí ele quebrou as amarras A encrenca que Beethoven criou pra todo mundo Porque daí pra frente é só ousar Porque ele já quebrou o que tinha que quebrar mesmo Ele fez tudo de...
esse conceito ele tem isso tudo que é possível fazer pra surpreender ele consegue, né? Lógico, tem outros conceitos mais surpreendentes lá na frente? Claro, eu tô falando de algo que foi feito em 1855 não vou comparar com Rakmaninov não vou comparar com o pessoal do século XX de jeito nenhum, mas essa parte aí digamos assim, acredito ou não foi, eu tinha esse eu tinha o disco, né?
Com os dois conselhos pra piano Que eu comprei há uns 20 e tantos anos atrás Era a parte que eu mais lembrava Eu acredito que eu tenho, cara Era isso Eu acho que eu tenho, não lembro Acho que eu tenho ainda Eu encontrei ele Eu encontrei ele no Spotify E quem E quem é o regente É aquele que faleceu Há pouco tempo O Seiji Ozawa Hum
O maestro Seide Ozawa. Era o que eu tinha. Que satisfação foi poder encontrar esse negócio. A mesma gravação, não é legal? A mesma gravação. E aí, Aroudo, o que você acha do Esquerço, Alegro, com o Triângulozinho, que falaram mal dele? Ó, cara, vamos lá, Arão. Tem um troço aqui que você não fala. O Arão vai falar, Arão. Você não falou, Arão. O que conta ponto para o Aroudo numa música, num trecho? O que conta ponto?
Ah, Piscicatos? É Cicato, Cicato. Aqui temos o Piscicato, com piano quase natural. Cara, é um troço meio pastoralzinho no meio do caminho, assim. É um esqueço bacana. Com o uso disso aí, cara, de um triângulo, meu. Para pra pensar, Arão. Para pra pensar. Que disruptor.
Já é toda disruptiva essa música aqui. É um conceito papiano que foi dividido como se fosse uma sinfonia e na verdade um movimento único que é cíclico e diabo a quatro. E não tem boa exposição da orquestra, da gigantau, da antena. O cara é...
É realmente, era um rostinho bonito que se mostrou o monstro da composição do nada, assim, sabe, do nada. Nada é do nada, na verdade, é assim entender o que eu falei. Esse trecho também vai voltar para o final, ou seja, ele é um cara que trabalha com reciclagem, então ele nada descartou, é 20 minutos e ele recicla tudo para a parte final. E vamos chegar, é um grande movimento, cara, e tem psicato, Arão? Conta ponto, conta ponto. Pois bem, então...
Manda brasa, vamos para ele. Por vindo.
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Pronto. E agora... E agora vamos para o Alegro Martiali Animato. E, Haroldo, antes que você fale, eu digo logo, é meu favorito. Ah, vai ser. Pelo menos tem minha parte favorita. Não, não é bom. Ótimo. Perfeito. De acordo. Já começo dizendo, mas todo o seu. Mande Brasa.
Ora, tudo que a gente viu até agora, é importante falar isso, são todos movimentos curtos, tá? Nada, não me surpreende se eu estou no momento preferido, porque o tema inicial voltou.
o tema lírico lá do segundo momento virou uma marcha aqui e tem os elementos todos que eu vi agora pouco aparece e tudo tá conectado tudo conectado eu acho que esse momento de resume toda a obra eu acho que como é que você ficaram a uma síntese
e não como que eu posso falar assim é eu acho que se a gente tivesse feito vamos escutar de uma coisa de uma vez só funcionaria mas a gente não podia pontuar exatamente a parte do triângulo foi interessante ter feito essa divisão tá porque agora a gente vai ouvir é
na saideira aqui, Allegro, Marticiari, Animato, a gente vai ouvir exatamente um resumo de tudo que aconteceu nos últimos 15 minutos da música até então, que a música tem 20 minutos, 21, 22, 23. Eu acho que talvez seja um movimento bem visionário, bem visionário, que o Lissi usou em toda obra, na verdade, mas aqui a estrutura aparece, a estrutura sinfônica, a influência operística, que eu já havia comentado aqui.
conhece tudo que é estilo, cara. O cara era o showman, ele tocava, ele sabia que tava... Então não era, tipo, um compositor que é especializado em fazer sinfonias ou só quarteto. Não, ele sabia tudo, porque ele tocava tudo. Ele era obrigado, ganha pão dele, pô.
né e ele era virtuoso nós temos aqui composição virtuosidade total total com a Marta eu só tinha que ser a Marta para tocar isso aqui tinha que ser a Marta não sabe e você falou ali sem partitura de olhos fechados e transpirando e pulando então ela tá então não é bem um conserto no sentido tradicional talvez o classificaria ele a não como um piano um piano sinfônico ou não um
um poema sinfônico para piano. Será que a gente pode entender? Não é só para piano, é com piano, né? Tem orquestra junto. Ele fez um Frankenstein tão monstruoso aqui, tão diverso. Ele encerra muito bem, ele conectou tudo. Então tudo que a gente foi ouvindo até agora, vai aparecer aqui agora. Se você, amigo, amiga e amigas, ouviu o nosso programa até agora e prestou atenção na música, nos trechos que a gente foi ouvindo, primeiro, segundo e terceiro movimento,
você vai escutar ecos dele de uma maneira repaginada, principalmente o segundo movimento, que aparece como se fosse uma meio marcha aqui, sabor marcha. Então, vale a pena, Arão. Eu acho que você está mais do que certo, não está errado em achar esse teu movimento preferido. Eu também escolheria fácil ele. E só um comentário final, é que ele tem uma coisa que eu adoro, ele tem uma coda muito bem feita.
Que coda monstruosa Um minuto final Eu acho que ali são Uns 30, 40 compasso Em que ele bota Tudo que sai ali dentro Então você tem um piano virtuosístico
Não é fácil de tocar A foto da mulher tá quase morrendo Ela chega a estar encurvada Você tem uma orquestra Extremamente Bem organizada Ele repete Não é que ele repete A palavra foi mal utilizada Ele recaptura Ele recaptula, exato Ele magnifica o tema
Então ele termina de uma forma hipertriunfal, com um tutti, né? O último acordo é todo mundo junto. E tinha que ser mesmo, pô, porque esse cara conseguiu um feito de fazer um mega concerto pra piano, né? Que conseguiu...
botar o romantismo nos prumos de novo vamos dizer assim, depois do que Beethoven conseguiu fazer, né, a gente teve concerto prévio de Chopin, teve, teve o de Schumann, né, que a gente já teve programa sobre, mas esse aí ele quebra as amarras mesmo, né, então ele praticamente tá dizendo ao pessoal que veio depois dele, pronto gente, agora vocês podem ousar e não foi fácil
Ele no segundo Concerto pra piano dele Que eu acho que Eu trago ele em outro momento lá pra frente Ele continua usando Só que agora ele não tem mais a obrigação De quebrar nada Ele já quebrou Eu não vou dizer a marra Mas ele já quebrou o recorde De Beethoven Ele já quebrou aquilo que Beethoven conseguiu Colocar aquele nível tão alto que ele colocou
ele consegue. E, claro, ele dá um calçozinho pra quem vem depois, porque eu não vou desmerecer o homem.
E é isso, ele termina Isso é o que me pega, ele termina de uma forma assim Que, poxa, eu vou dizer Eu não tive a oportunidade de ver esse concerto Pra piano ser apresentado ao vivo Mas eu seria uma das pessoas que ao final levanta Bate palma e diz bravo, não tinha nem perigo Porque Você entra na música e o coração dispara Eu digo isso porque eu tava ouvindo Nessa semana Caminhando, voltando do trabalho E E
me deu vontade de sair correndo nessa parte final. Porque ela realmente bota você pra cima. Causa isso. E isso é raro. Isso é raro no concerto. Em outras músicas não, mas no concerto é mais difícil. Não são todos que fazem isso com a gente. Mas, assim, eu adorei revisitar essa música, muito querida por mim, e eu espero que você tenha gostado também. Eu tenho feito...
E eu tenho me redimir um pouco de criticar tanto o Listo. Não, não, não. Você não me criticou, nem nada. Eu já conhecia essa música, sem perfeito, até tá fazendo falta aqui. Que bom que você trouxe. O Haroldo tá muito lá do B. O Haroldo, tem que criticar o Haroldo, que é palhaço, tá muito lá do B. Temos que voltar um pouquinho pros mestres aqui, então é isso. Só até agradecer, cara. Puta programa pro dia 1º de maio. Puta programa. Muito bom, muito bom.
Então, Haroldo, gostei de ter tido essa ideia e trazer pra cá, como eu disse, é uma música querida pra mim de qualquer forma.
E eu espero que todo mundo tenha gostado. Escutem com atenção. Após esse programa, sugiro que escutem do começo ao fim. Peguem aí nos Spotify da vida alguma apresentação. Ou vejam as inúmeras apresentações que a gente tem por aí, principalmente em concursos. Você vê jovens pianistas dando sangue ali. Isso, exato. E não é à toa, porque o cara pra dominar esse negócio não pode ser qualquer um.
então quem toca essa música do começo ao fim sem errar no tempo certo com a interpretação boa bata a palma porque essa pessoa realmente conseguiu uma proeza tanto é que o primeiro a se apresentar foi o próprio Liz que não é qualquer um, ele não botou outra pessoa pra tocar por ele eu imagino como deve ter sido naquela apresentação eu fico 10 momentos pra você voltar na história, esse seria um
E tá o Berlioz comandando a orquestra ainda. É louco? Você tá louco, velho? Eu queria ficar na frente. Eu ficava lá na frente com um livrinho de autógrafo. Não tem nem dúvida. Exato. Isso aí, Aron. Não tem nem dúvida. Pois bem, missão cumprida no dia do trabalho. Só uma coisa. Sembra que vem o meu programa, né, Aron? Eu acho que o maior desafio do meu programa, Aron, eu tô olhando aqui a tabela, é pronunciar o nome desse compositor.
que acho que é o maior desafio. Prepare-se. Mas que musicaça que a gente viu hoje e outro concerto para piano no próximo programa. Dois seguidos, Arão. E que concerto? Mas quase três, né? Porque duas semanas atrás foi o de Mozart. Foi o de Mozart. É, teve uma quebrinha no meio do caminho com o Mozart, o Guardioli, o Brasileiro, agora sim, exato. O Irapuru, então tá ótimo. Arão, então tá bom, não tem mais nada a falar, só ouvir, acho que valeu a pena assim.
Pois bem, Aroudo, um prazer estar aqui de novo conversando contigo. Aroudo, tu conversou até com outras pessoas, né, antes em off aqui, né, que estão aqui em casa, minha mãe tá aqui, veio falar com o Aroudo. Qual o nome da tua mãe mesmo? Que Isaac sempre aparece pra dizer um oi. Qual o nome da tua mãe mesmo, Arão? Desculpa. Geni. Geni. Geni. Geni, abraço. Olha o menino que a senhora botou no mundo, parabéns, perfeito. Deu boa, deu boa, deu certo, oi, parabéns. Ela veio me visitar esse...
E Isaac sempre aparece para dar o outro. Isaac sempre está aí. Isaac não é Isaac o Cego, como a música que a gente fez aqui do Compositor Argentina esses dias aqui, não é Isaac o Cego, lembra? E tu não sabe, quando ele foi ouvir comigo, ele disse que diabo bota o nome dessa música assim. Não é assim não, meu filho.
fazer o que? Isso aí Arão, um abraço para todo mundo que ouve o nosso programa para a mãe do Arão que fez um trabalho para os filhos, para a mulher, para todo mundo todo mundo se sinta abraçado, beijado e cumprimentado da maneira mais adequada possível e os nossos novos padrinhos e os velhos também os velhos padrinhos também é todos eles
Pois bem, Aroudo. Então, até semana que vem, pessoal. Até semana que vem, Aroudo. Uma semana muito boa pra todo mundo em que seja extremamente produtiva, feliz e com momentos pra você relaxar e ouvir boa música e bons programas sobre música boa. Não é isso, Aroudo? É isso aí. Tchau, Arão. Tchau, pessoal. Manda brasa. Vambora. Eita, nós.
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