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Live "Contribuição do Agro para a geração de energia - caso prático", com Victor Barra

05 de maio de 20261h4min
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Esta é a gravação da Live do dia 4/5/2026, com Victor Barra, Diretor de Agronegócio da Acelen Renováveis e membro do conselho do Fórum mundial de agricultura.Nesta Live, Victor Barra discutiu a contribuição do Agro para a geração de energia e apresentou o projeto da Acelen para a geração de energia renovável.A transmissão foi feita para quase de 15 mil seguidores do LinkedIn, para mais de 8 mil inscritos em meu canal YouTube, e por meu Instagram.Assista pelo YouTube: https://youtube.com/live/C7Mok7DKDNU

Participantes neste episódio1
H

Haroldo Ribeiro

Host
Assuntos5
  • Projeto Acelen Renováveis e a MacaúbaProdução de SAF e HVO a partir de Macaúba · Investimento de 3 bilhões de dólares · Fazendas piloto na Bahia · Melhoramento genético da Macaúba · Biorefinaria em Matarip · Previsão de produção para 2028
  • Setor AgropecuárioBioeletricidade a partir de bagaço de cana · Etanol de cana e milho · Biodiesel de soja e palma · Biometano a partir de resíduos orgânicos · Combustíveis de aviação sustentável (SAF) · Diesel renovável (HVO)
  • Agricultura BrasilFinanciamento de ciclos longos para culturas perenes · Construção de cadeias produtivas completas e rastreabilidade · Mecanização e logística para culturas tropicais · Integração entre agricultura e demanda industrial · Vantagens da Macaúba: não compete com alimentos, cresce em pastagens degradadas · Potencial de terras degradadas no Brasil · RenovaBio e Lei do Combustível do Futuro · Acordo Mercosul-União Europeia
  • Economia circular e segunda mãoAproveitamento integral do fruto da Macaúba (óleos, tortas, cascas) · Uso das tortas na alimentação animal · Uso das cascas para biogás e biomassa · Estimativa de geração de valor de 40 bilhões de dólares · Redução de 80% nas emissões de CO2 comparado a combustíveis fósseis
  • Agricultura e propriedade ruralProjeto Acelen Valoriza para pequenos produtores · Garantia de compra, assistência técnica e material de plantio · Injeção de renda na economia regional · Potencial da Macaúba para agregar renda familiar
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Boa noite, Brasil! Boa noite, América Latina, Estados Unidos, Europa e África. Sejam todos bem-vindos para mais uma live do Haroldo Ribeiro, sempre às segundas-feiras, 20 horas, horário de Brasília. Lives que são transmitidas para os meus canais.

canais YouTube e LinkedIn, também pelo Instagram. Desde já eu agradeço a todos que compartilham os posts que eu faço nos canais diversos, para que vocês estejam aqui hoje compartilhando, presenciando material de alto conteúdo com nossos convidados sempre top.

As nossas lives são apoiadas pela Academia Brasileira da Qualidade, pela Fundação Nacional da Qualidade, Quality Marqueditora, sempre produzindo os principais livros sobre negócios, liderança, qualidade, manutenção, gestão de ativos, tanto aqui no Brasil como na Europa, o FestiQuali, realizando os principais eventos sobre qualidade e inovação, também no Brasil e no exterior, e o canal manutenção.net, divulgando os principais...

indicadores sobre gestão de ativos e manutenção, nosso querido Paulo Walter. Essas lives são patrocinadas pela SELEN, proprietária da segunda maior refinaria do Brasil e proprietária também da primeira refinaria do Brasil, que fica lá em Matarip, interior da Bahia, São Francisco do Conde. Então a gente agradece aos nossos apoiadores e também ao nosso patrocinador, que é a SELEN. Estamos aí no circuito sobre o agronegócio e hoje temos um convidado aqui, ilustre.

E é o nosso Vitor Barra. Vamos ver se o Vitor já está aqui no nosso estúdio. Olá, Vitor. Boa noite. Boa noite, Haroldo. Tudo bem? Tudo bom, tranquilo. Você está falando de onde, Vitor? Estou falando aqui de São Paulo hoje. Opa! Pelo que eu estou vendo, você ficou aí no escritório hoje, é isso mesmo? Estou aqui no escritório, sim. Estava aqui fazendo ainda uns trabalhos e aproveitei a conexão, que é bastante estável, para a gente bater um papo hoje bastante produtivo.

E eu estou aqui na cidade de Leme, aqui próximo de Limeira, interior de São Paulo, aproximadamente três horas de São Paulo. Cheguei hoje para fazer trabalho até sábado, hoje estou aqui nessa região. Região muito bacana, você conhece muito bem. Vitor!

Primeiro, agradecer a você ter aceitado o nosso convite, a sua agenda super lotada, principalmente porque você está na coordenação de um projeto super bacana, que a gente vai falar daqui a pouco, é um dos temas da nossa live. Então, eu agradeço muito você ter dado sim ao nosso convite e compartilhar a sua experiência, o que vem sendo feito num projeto fantástico de energia renovável pela CELEN, com a nossa querida e qualificada audiência. Então, muito obrigado, viu, Victor?

Eu que agradeço a oportunidade de poder falar para todo o seu público, um público enorme, bastante diverso, e também trazer um pouco do que nós estamos fazendo hoje na Sela Inrenovável, dentro desse águia brasileiro, que tem um potencial enorme.

Vitor, para quem não conhece a SEL, eu vou passar um vídeo institucional para depois você falar uma derivação que é outra empresa da SEL, que é a SEL Novares, mas vamos mostrar o vídeo institucional da SEL para que as pessoas da audiência tenham conhecimento um pouco maior sobre essa importante empresa responsável pela segunda maior refinaria do Brasil.

Uma das melhores refinarias da América Latina. Com a Acelen, Matarip é outra refinaria. Foram mais de 3 bilhões no maior programa de modernização da história de Matarip. Mais inovação, eficiência, transformação digital. Com mais segurança e confiabilidade. E menor impacto ambiental nas suas operações.

Menos emissões, menor consumo de água e energia. A SELEN cresceu e expandiu suas fronteiras. Está mais perto de quem conta com ela. Ampliou seu portfólio de produtos e a capacidade logística do Temadre. E agora tem o seu parque solar. Alcançou mais de 30 mil pessoas com projetos sociais. E segue acelerando para fazer ainda mais.

A CEL, presente no Brasil e na vida das pessoas. Bacana, né, Vitor? É um orgulho muito grande. Eu, particularmente, estou aqui vestindo a camisa da CEL, eu sou consultor da CEL desde 2022. Sinto muito orgulho de ser parceiro da CEL, e seguramente você, como um grande colaborador, mais orgulho ainda, né? Ah, com certeza. A CEL foi criada para ser uma empresa de energia do Mobadla Capital, que é o nosso acionista e controlador.

que é uma companhia global de gestão de ativos com sede Abu Dhabi. O propósito foi muito louvável, que é atuar como um player relevante nessa transição energética. E daí surge a SELI Renováveis, que é onde a gente está falando dos projetos que vão desenvolver combustíveis avançados, produção de querosene sustentável de aviação, que é o SAF.

ou diesel renovável, que é o HBO, e a partir de uma planta brasileira, que é a Macaúba, que hoje se fala bastante de forma rotineira em diversos meios de comunicação. Então, o projeto representa uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro, para a energia brasileira. Vamos falar. Um desenvolvimento regional muito forte.

e geração de valor a longo prazo. Nós estamos falando de algo em torno do investimento de 3 bilhões de dólares para a primeira refinaria integrada para produzir combustível renovável a partir de Macaúba. Muito bem, nós vamos falar um pouco mais sobre esse fantástico projeto, um projeto que inclusive ajuda a sustentabilidade. E outra coisa, eu vi hoje na postagem da série, não para...

de bater recorde. Hoje foi anunciado aí o recorde de 97% de redução da emissão de enxofre, está na página oficial lá da SELIN, e ela não para de bater recorde, é por isso que eu sinto muito orgulho de ser parceiro da SELIN, e mais ainda, ela passando a...

a patrocinar nossas lives, as lives da Arul do Ribeiro, em função da sintonia que a gente tem com essa questão da excelência, que é uma coisa que tanto eu viso na minha vida profissional e pessoal, como também faço parte do DNA da SELEN. Vitor, mas como é que você veio parar na SELEN? Você é um especialista na chamada fitopatologia, um nome difícil da gente entender o que é, você pode até explicar.

Que especialização é essa? Fito ou patologia? Para que o pessoal conheça um pouco da sua especialidade maior. Fique à vontade, Victor. Então, a fitopatologia é o profissional dentro da agricultura que cuida e trata as doenças em planta. Por alguns anos trabalhei com isso, principalmente durante toda a universidade.

E formado de lá, já iniciei trabalhos dentro do cultivo de oleaginosas com foco na produção de biocombustíveis no Brasil. Então, são mais de 18 anos trabalhando com essas cadeias de valor. Então, eu passei desde o campo ao processamento, produzindo muda, plantando, gerenciando o processamento de óleo e todos os produtos acabados.

muito forte em pesquisa, desenvolvimento e inovação dessas cadeias, e sempre correlacionando essas atividades com negociação com investidores em potencial, sejam nacionais ou mesmo internacionais. Então, eu trabalhei com cultivo de palma de óleo por muito tempo no estado do Pará, atuei de forma bastante consistente dentro dessa cadeia, as equipes com quem eu trabalhei implantaram mais de 100 mil hectares.

desse cultivo dentro do Brasil. Tive uma atuação dentro da Superintendência Federal de Agricultura com foco na produção de mudas rastreáveis. Hoje eu faço parte do Conselho Construtivo da Embrapa Cerrados e atuo também como um advisor dentro do Fórum Global de Agricultura. Vim parar na Sela em Renováveis justamente com esse foco de trabalhar com uma planta de alto rendimento de energia por hectare.

E aí a gente está falando justamente da Macaúba, onde o foco foi criar um programa muito robusto para desenvolver essa planta, que é uma planta nativa brasileira excepcional, com um potencial produtivo de óleo por hectare ainda não visto com outras culturas. E toda a cadeia de coprodutos que ela gera são cadeias de coprodutos também focados em energia e que pode trazer...

extremamente competitiva para essa agricultura brasileira. Então, o foco nosso aqui é hoje desenvolver essa planta para que ela seja uma matéria-prima, de fato, de combustível de aviação sustentável e diesel renovável. E eu posso garantir para todos vocês que a gente está bastante avançado com esse tema. E a plantação da Macaúba, ela fica aonde exatamente?

Nós temos hoje fazendas piloto no estado da Bahia, na região do Recôncavo Baiano, onde a gente testa e bota em validação uma série de protocolos, desde protocolos de manejo, de controle de planta daninha, planta invasora, a protocolo de fertilização, para que a gente possa já ir acompanhando o desenvolvimento desses materiais genéticos. São selecionados por nós através de maciços.

previamente caracterizados, então você tem uma série de maciços de ocorrência natural de Macaúba no Brasil, a gente caracterizou, a gente identificou, na verdade, mais de 500 maciços, caracterizamos mais de 120, então a gente pega aqueles que têm um maior potencial produtivo e começamos a avançar a produção de mudas e melhoramento genético. Bacana.

Em que fase está essa plantação, para o pessoal ter ideia, e depois em que fase está a própria instalação que vai gerar justamente o combustível e a energia renovável, principalmente voltada para a aviação? Boa pergunta. A nossa plantação já completou um ano, após o plantio. A gente está falando de aproximadamente 500 hectares. Esse ano nós vamos plantar mais 1.700 e vamos começar a subir.

vai sempre ser uma subida bastante relevante. É uma plantação que tem seu desenvolvimento muito bom, acima da curva que a gente estava esperando, inclusive dentro das premissas agronômicas aqui dentro do projeto, que só fortalece a nossa aposta, que a planta de fato tem um potencial interessante, uma plasticidade ainda ao manejo agronômico muito forte.

Com relação à nossa refinaria, a nossa biorefinaria, vai ser ali no mesmo site da refinaria hoje Matarip, num terreno que nós já temos ali bem localizado, já está em processo de terraplanagem, inclusive. Toda a engenharia básica detalhada já foi realizada pela nossa equipe e a gente já está por vias de início.

futuro, as obras. A nossa previsão para fazer o primeiro processamento, a primeira produção de combustível renovável está para 2028. Muito bem, agora entrando um pouco no nosso tema de hoje, você já fez uma apresentação mais específica sobre a SEL e também a SEL e renováveis. Agora, Vitor, como é que você enxerga hoje a contribuição do agro, que a gente está nesse circuito falando sobre a água?

para a geração de energia aqui do Brasil. Nós temos diversas fontes, inclusive o Brasil é referência na nossa matriz energética, bem balanceada, a gente não depende substancialmente dos combustíveis fósseis, mas a contribuição do agro, pouca gente tem essa referência, de que maneira o agro pode gerar energia. Como é que você vê hoje essa contribuição?

O Brasil já tem uma das matrizes energéticas mais diversas e limpas do mundo. E o agronegócio tem um papel fundamental nisso, muito além do que aparece nas manchetes em geral.

Quando a gente pega do lado da energia elétrica, por exemplo, a bioeletricidade hoje gerada a partir de bagaço de cana é uma fonte de base relevante no sistema eletro-nacional. Porque em períodos, por exemplo, de estiagem das hidrelétricas, você tem essas usinas sucocoleiras do interior de São Paulo, centro-oeste, segurando a oferta. Então isso já é uma realidade há décadas. Então quando a gente pega a bioeletricidade hoje produzida no Brasil a partir de biomassa, a parte da cana-de-açúcar já representa 70%.

Quando a gente olha pelo lado dos combustíveis líquidos, nós temos duas cadeias super consolidadas no Brasil.

A gente tem o etanol de cana, que é mais maduro. O Brasil produz hoje algo em torno de 37 bilhões de litros, nessa safra 25, 26, segundo os dados que a Conab soltou. E é benchmark mundial. É bastante robusta a trajetória que a gente tem dentro dessa rota. Do outro lado, nós temos o biodiesel. O biodiesel, que é uma mistura obrigatória de 14% no diesel, ele movimenta uma cadeia.

com uma trajetória bastante ascendente. Cada ano que passa, a gente está aumentando essa mistura obrigatória e a cadeia tem se comportado muito bem. Esse ano, em 2026, entrou um mandato de biometano, com a meta de 1% de mistura no gás natural, escalando até 10% em 2034.

Então, o Brasil vem, ano após ano, mostrando que a matriz energética sustentável é viável e consegue ser bem explorada. Mas tem uma lacuna ainda enorme quando a gente olha o que o agro já entrega e o que ele ainda pode entregar. Os combustíveis de aviação, por exemplo, e combustíveis para transporte pesado...

hoje ainda seguem praticamente 100% fósseis. Não existe uma solução elétrica viável no horizonte para esses segmentos. Se a gente falar de eletrificação de avião, a gente está falando de um aumento de 20 vezes, quase, na densidade de energia dessas baterias para sustentar um avião.

O hidrogênio, que é uma oportunidade que se fala hoje muito, ainda não está disponível em escala comercial e tem toda uma estrutura, uma infraestrutura, na verdade, logística, para que ele funcione. Então, uma alternativa extremamente viável e escalável, competitiva em custo e no curto prazo, é o querosene sustentável de aviação ou o diesel renovável. E o Brasil tem exatamente o que é preciso para produzir.

Quando a gente pega e olha dentro do projeto da SELEN Renovável, aquilo que a gente está construindo é exatamente essa cadeia. Com a Macaúba como uma matéria-prima, a produção de SAF, diesel renovável. E o agro, ele entra aqui não como um fornecedor de commodities.

mas é uma âncora agrícola de uma cadeia industrial de combustíveis limpos e certificados para um mercado internacional. Então, o tamanho da oportunidade é enorme. O mercado precisa saltar hoje 2 milhões de toneladas por ano de SAF para 500 milhões em 2050. Então, existe oportunidade muito grande para esse agro brasileiro cada vez mais ser relevante nessa nova economia global.

Ô, Vitor, e quando estiver em plena produção, a instalação que vai ficar lá em Mataripa, ali pertinho da própria refinaria atual, a antiga R-LAN, que era a refinaria da Petrobras, você acha que isso aí vai apresentar quanto, mais ou menos, do combustível...

que é desenvolvido no Brasil via o agro, porque evidentemente a nossa matriz energética é muito grande e talvez essa produção não seja tão representativa em relação ao todo, mas em relação àquilo que deriva do agro, principalmente cana-de-açúcar, o próprio milho, que é muito forte lá no Mato Grosso, você tem estimativa quanto isso vai representar ou ainda não é possível dimensionar?

A estimativa comparada ao que o mercado brasileiro hoje produz, a gente não faz porque ela seria até um pouco distorcida, porque são produtos diferentes. Apesar de atuar nessa esfera sustentável, mas a nossa biorefinaria vai estar produzindo por ano 1 bilhão de litros de combustível renovável. Então, é um volume substancial. A gente está falando aqui de algo em torno de 20 mil barris, equivalente a um dia.

Então, é um volume bastante interessante. A gente está botando essa refinaria, essa biorefinaria, no caso, hoje dentro do primeiro quartil das grandes biorefinarias que estão a ser instaladas ou já estão instaladas hoje no mundo. Então, para isso, ter um feedstock, que a gente fala, matéria-prima, de qualidade, com volume que possa atender dentro do tempo, é fundamental.

Por isso a gente explora muito hoje a questão da Macaú, porque é um feedstock que já nasce num complice moderno ambiental e que vai permitir que a gente consiga colocar um combustível de fato sustentável e de forma bastante renovável nessas cadeias.

Ok, você quer complementar alguma coisa com relação a algum outro projeto que está sendo desenvolvido pelas cidades renováveis, que venha utilizar o agro para geração justamente de combustíveis verdes? O que eu diria, Haroldo, é a questão justamente dessa construção que a gente vem fazendo com a Macau.

porque isso seguramente é um dos projetos mais relevantes do setor hoje no mundo. A macaúba é uma palmeira nativa do cerrado brasileiro, é uma matéria-prima que a gente considera de segunda geração porque ela não compete com alimentos, ela não exige desmatamento para que seja cultivada e pode crescer em áreas como pastagens degradadas.

que essas áreas hoje ou elas não contribuem ou contribuem muito pouco para a economia dentro do nosso país, da nossa região. Então, hoje, maciços naturais de Macaúba, sem nenhum manejo, já tem um potencial produtivo de algo em termos de 13 até 22 toneladas de fruto por hectare, sem manejo nenhum, quando a gente considera isso um hectare equivalente plantio.

Isso já coloca a macaúba mais ou menos de 7 a 10 vezes mais produtiva por hectare do que quando a gente compara com a soja de uma safra. Então, com o melhoramento genético, manejo agronômico bem controlado e bem efetivo, seguramente essa planta vai poder chegar a 5 toneladas de óleo por hectare, que é superior, inclusive, ao Dendê em condições equivalentes, que hoje é a cultura com o maior...

maior produtividade de energia por hectare no mundo. Então, dentro dessa solução nossa, o modelo do nosso desenvolvimento está estruturado em hubs agroindustriais, de aproximadamente 30 mil hectares de cultivo, com uma extratora de óleo no centro desse raio, para favorecer tanto a logística...

quanto à pegada de baixo carbono. E tudo isso conectado às plantas de processamento, às nossas biorefinarias, que vão converter esse óleo vegetal em SAF, ou HVO, ou diesel renovável, no caso, através de uma rota reta. Então, dentro hoje da primeira onda nossa de...

de projeto, a gente prevê algo em torno de 180 mil hectares de cultivos de macaúba em pastagens degradadas, um investimento de aproximadamente 3 bilhões de dólares, como eu relatei já logo na abertura da nossa live aqui, e a visão completa do acionista contempla até 5 hubs, com investimento total de 13 bilhões e meio nas próximas décadas. Então, a nossa biorefinaria com essa capacidade de produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis por ano,

que está prevista, como eu disse, para entrar em operação em 2028, ela vai ser um marco industrial no Brasil sem precedentes. Então, para sustentar essa escala toda de projeto, nós construímos em Minas Gerais o Centro de Inovação Água Industrial mais moderno, totalmente focado à Macaúba, que a gente, inclusive, batizou de acela em Agripar, que foi inaugurada em agosto do ano passado.

Nós fizemos ali, Haroldo, um investimento de aproximadamente 314 milhões de reais em parceria com o BNDES, que investiu 258 milhões. E é um site que tem a capacidade de produzir, hoje, 10 milhões e meio de mudas de Macaúba por ano. A gente consegue germinar mais de 1 milhão e 700 mil sementes por mês.

emitir plantios de 20 a 25 mil hectares por ano, tendo escala para a gente poder fazer projetos que de fato vão trazer descarbonização para essa cadeia. Então a gente já fez alguns marcos históricos aqui dentro da SELEN Renováveis, como a primeira extração de óleo industrial de Macaúba do mundo em processo de extração recorrente.

Fizemos o primeiro protocolo de germinação de sementes do mundo que não tem mais uma escarificação, que a gente chamava da amêndoa, e nós estamos avançando em passos largos para que a gente possa trazer a macaúba como esse feedstock moderno para que a gente possa escalar e produzir combustível para o mundo todo.

Ô, Vitor, você acha que quando estiver em plena produção, nós vamos ter esses três principais produtos agrícolas gerando combustível para geração de energia? Quer dizer, cana-de-açúcar, que começou lá na década de 70, comprou álcool, né?

fortemente comprou álcool, aí você tem o milho, que lá no Mato Grosso faz o maior sucesso na produção, e agora esse projeto bacana da Sela em Renováveis com relação a Macaúba. Nós temos aí, em menor expressão, talvez o Dendê, Mamona, não sei você que é especialista no assunto, qual seria outro produto agrícola nosso que tem um certo potencial de gerar energia?

Aroldo, a gente tem soja, e a gente tem alguns que começaram a ser explorados agora que são muito interessantes, mas respondendo no início, tem espaço para todo mundo. O mercado hoje é muito grande, a gente tem uma matriz diversa de combustíveis renováveis, que seja para ser utilizado nacionalmente ou internacionalmente.

Então, quando a gente faz uma análise comparativa, vamos dizer, honesta dessas principais fontes, cada um tem um mérito, cada um tem um teto e uma limitação diferente. Quando a gente está falando aqui do próprio etanol de cana, que tem o melhor histórico de escalonamento do mundo, foram 50 anos de desenvolvimento, benchmark global de eficiência, uma infraestrutura instalada nunca vista. Mas ele está próximo do teto regulatório da mistura com a gasolina e enfrenta uma competição crescente, como você bem disse, do etanol de milho. O etanol de milho...

cresceu 29% na última sacra. Então, ele está chegando a 10 bilhões de litros, segundo os dados que a Conab forneceu recentemente. E o potencial de crescimento, ele existe, mas em termos de etanol, acho que ele é mais incremental. O biodiesel, que no nosso caso, fundamentalmente é de soja, é uma cadeia já funcionando. Tem um mandato crescente, nós já estamos em 14% de mistura.

Tem alguns gargalos estruturais, porque a soja compete com o alimento, e sua produtividade de óleo ainda é mais baixa dentro das oleaginosas, mas dentro do Brasil é uma cadeia somente sólida e consolidada, e que tem funcionado-se muito bem. Quando a gente fala do biodiesel de palma, que você citou, do DND, ele tem uma produtividade superior à soja, mas ele carrega um passivo histórico do desmatamento do Sudeste Asiático, que compromete certificações internacionais.

E aí eu acho que aqui eu consigo colocar um ponto a mais. A gente tem a questão do biometano, que está sendo agora, começou a ser explorado, tem um potencial bem interessante de curto prazo, ainda não realizado. Então, quando a gente olha para o Brasil, o Brasil tem um dos maiores estoques de resíduos orgânicos industriais do mundo. Nós temos vinhaça de cana, nós temos dejetos de frigorífico, nós temos dejetos de granja.

A gente tem os lodos das usinas. Então, esse mandato que começou agora, esse ano, 2026, que...

torna essa obrigação no mercado, vai trazer pungência e crescimento para o uso desse tipo de produto nessa produção de biometano. Bioletricidade, eu já comentei um pouco anteriormente lá, sobre a questão da cana, e eu acho que isso vem sendo bem explorado. Mas onde está a nossa maior assimetria entre potencial e realização? Está nos olhos vegetais, principalmente os nativos.

Quando a gente olha para esse potencial que existe no mercado de querosene sustentável de aviação e diesel renovável. Então, a organização... Agora, Vitor... Pois não.

Só para complementar... Não, você estava falando justamente... Pode me perguntar. A Unidiação Internacional determinou metas de descarbonização para toda a aviação mundial, dentro de um sistema que se chama Corsia. Então, em 2025, o SAF, esse querosene sustentável, representou apenas 0,5% de todo o querosene consumido no mundo. Então, as estimativas hoje estão apontando para 10 a 17 milhões de toneladas que são necessárias em 2030.

e até 500 milhões de toneladas a 2050. Esse gap hoje entre oferta e demanda é muito grande. Por isso que a gente hoje lidera o projeto na Sela Renováveis, na produção da primeira biorefinaria nossa a partir de Macaúba, para combinar justamente a salaginosa brasileira, que oferece uma grande produtividade por hectare, sem entrar em conflito com áreas produtivas, a gente está buscando sempre pastagens degradadas.

a gente não entra em conflito com alimento ou floresta, com um perfil sustentável muito interessante e amplamente certificável sobre os padrões de SCC, RSB, que em geral o mercado europeu ou o mercado americano vem a exigir. Muito bem, aqui você começou a falar sobre gargalos, eu queria também, a gente sabe que o Brasil tem muitas limitações, tanto infraestruturais como também a questão de técnicas, escalonamento.

Então, quais são os principais desafios para a gente aqui do Brasil, tanto os técnicos como operacionais, para a gente conseguir fazer essa integração da produção agrícola com a geração de energia em larga escala que realmente seja representativa para a nossa matriz energética? Essa é uma pergunta bem interessante que todo mundo trabalha no agro, sempre está pronto para respondê-la. E ela perpassa qualquer cultura específica, qualquer cultura agrícola.

Integrar o agro e energia em larga escala enfrenta alguns desafios sistêmicos, que valem para etanol, valem para biodiesel, biometano, SAF. Mas talvez, elencando os principais, eu acho que o primeiro é financiamento de ciclos longos.

A maioria das culturas energéticas com maior produtividade são perenes. Você pega Macaúba, agora que a gente está explorando, Cana, Dendê, Eucalipto, elas exigem de 3 a 5 anos de investimento.

Bastante agressivo, antes do primeiro retorno econômico expressivo. Então, isso é meio que incompatível com o perfil de capital de curto prazo do mercado agrícola convencional aqui no Brasil. O crédito rural nosso foi muito bem desenhado e funciona muito bem para as culturas anuais.

Enquanto não houver instrumentos financeiros mais adequados para culturas perenes energéticas, o escalonamento vai ser mais lento. Por isso que soluções combinadas de capital público com desenvolvimento privado são essenciais para esse tipo de projeto. Acho que esse é o primeiro gargalo. O segundo gargalo que eu vejo seria a construção das cadeias produtivas de forma completa.

O desenvolvimento da cadeia vai desde o melhoramento genético, passando por uma produção de mudas de alta qualidade, até o plantio em larga escala, manejo, colheita, processamento industrial para virar a primeira transformação desses produtos agrícolas. Então, é fundamental que as exigências dos mercados internacionais sejam atendidas. Então, monitorar, documentar toda essa cadeia do campo até o combustível final...

é preponderante. Então, esse nível de rastreabilidade é um investimento hoje significativo que muitos players subestimam.

Nesse avanço moderno, que tem os custos de produção que são pesados para nós dentro da agricultura, a mecanização e a logística, quando a gente fala de colheita, ou seja, logística do produto até a primeira transformação, elas são importantes. Então, culturas energéticas, tropicais, como Macaúba, têm desafios mecânicos que as culturas temperadas não têm.

A produção ao longo do ano, em vez de uma safra concentrada, a gente tem safra de soja, safra do milho, a marca uva já produz por um tempo maior, o Dendê produz por um tempo maior. Esses frutos têm comportamentos assíncronos de maturação. Então, eu tenho lá cinco cachos, quatro cachos, oito cachos, eles não amadurecem tudo de uma vez para eu tirar tudo da plantação e comer na soja. Isso é uma maturação que vai sendo ao longo do tempo.

o material daquela matéria-prima tem uma alta precibilidade pós-colheita, porque a gente está falando de fruta, a gente está falando de grãos. O grão eu colho, mesmo assim, tem uma precibilidade também interessante, mas a fruta é muito alta. Então, se eu tiver um processamento...

mais curto, just in time, eu perco qualidade no produto que eu vou gerar. Então, o Brasil desenvolveu máquinas excepcionais para soja, para milho, para cana recentemente, mas a gente tem muito a evoluir ainda na mecanização de cultura tropicais e perenes. E eu acho que eu colocaria o último desafio, que é a integração efetiva entre o ritmo da agricultura e a demanda industrial.

Pensa bem, uma biorefinaria que a gente vai estar com ela instalada ali em Matari, ela precisa de fornecimento previsível em volume e qualidade. O ano todo, a produção agrícola tem a variabilidade climática, sazonal e genética. Então, construir sistemas de controle, modelagens agronômicas e digestão de qualidade que conectam todos esses mundos...

é fundamental para que a gente tenha uma refinaria sempre trabalhando a sua máxima capacidade. Isso é o ponto mais importante que eu acho que nós temos hoje. Então, passando pelos gargazos da agricultura brasileira, eu citaria esses quatro pontos, principalmente.

Isso é bem complexo, não é, Viquito? Porque, independente das questões que acontecem, principalmente agora, há cinco anos no mundo inteiro, que realmente tornam o mercado bem mais instável, no caso hoje do preço do petróleo, que duplicou depois da guerra dos Estados Unidos com o Irã, além do mais, a dificuldade de a gente ter, principalmente o diesel aqui no Brasil, graças à cela a gente consegue produzir uma boa quantidade de diesel.

e suprir um pouco essa deficiência que nós temos da Petrobras em termos de produção do diesel, que vem de fora, a gente importa uma quantidade relativamente grande de diesel.

Então, nós temos as próprias variações aqui no Brasil, das diversas políticas, principalmente as políticas públicas, que fazem com que empresários, como é o caso do Grupo Mubadala, tenham uma certa dificuldade de fazer um planejamento. Você está falando aí da Macaúba, que levantou de 4 a 5 anos, desde o momento que você planta até você ter o ponto de cultivo.

Então, não é fácil fazer esse planejamento com as variáveis do Brasil, mas agora essas variáveis que vêm do mundo inteiro. A Rússia invadindo a Ucrânia, os Estados Unidos contra o Irã, e tudo isso aí perturba muito o mercado e também fora, vamos dizer assim, a revolução em termos de consciência da população mundial que vem acontecendo no mundo inteiro.

e que tem toda essa alternância de ideologias, direita e esquerda, de diversos países, principalmente afetando muito lá a Europa. Então, não é fácil fazer esse planejamento. Então, o empresário que atua aqui no Brasil, fora tudo aquilo que já tem de complexo, é realmente muito exigido para conseguir conviver e sobreviver com essas diversas variações que acontecem no Brasil e no mundo.

Eu concordo com você e acho que é nessas oportunidades que o agro brasileiro acaba mostrando ainda mais seu valor e se fortalecendo. Você para para pensar, a gente tem uma matriz hoje energética e semente sustentável.

Lógico que dependemos ainda de petróleo, não tenho dúvida que ainda vai depender por certo período, mas nós temos uma frota hoje que roda no Brasil que eu posso rodar 100% com etanol. É uma solução brasileira que funciona extremamente bem. Então ter essas opcionalidades dentro do portfólio de energia é o que traz a segurança energética para um país, para uma nação.

Muito bem, agora, Vitor, como é que a gente pode fazer com que o nosso agro reforce essa vantagem competitiva do Brasil, em função de ter uma matriz energética limpa comparada com o mundo inteiro, inclusive nessa imagem do Brasil, perante essa pressão que existe no mundo inteiro em relação à sustentabilidade, de que maneira o Brasil pode tirar vantagem com relação a isso?

É, eu acho que pegando um pouco do que eu falei anteriormente, o Brasil, ao meu ver, tem um portfólio de vantagens competitivas dentro de bioenergia que nenhum país tem. E é de forma simultânea. A gente estava falando agora há pouco das várias opcionalidades.

E eu acho que a gente ainda não tira o máximo disso, e podemos tirar. Se você pegar, a gente tem escala de terra disponível ainda no Brasil, e não estou falando aqui de desmatamento, porque isso não passa pela cabeça do agricultor. A gente está falando de 110 milhões de hectares, aproximadamente, de passagens degradadas, que têm baixa produtividade ou que contribuem muito pouco hoje para a economia, segundo os dados que recentemente foram promulgados pelo Lapig e pela Embrapa. Então...

Para ter uma ideia, essa área de 110 milhões de hectares poderia dar quase que 70% da área cultivada hoje da Europa, dentro dessa questão. Então, é um ativo de escala que não existe em nenhum outro país.

Nós aqui no Brasil já percorremos o ciclo completo do etanol de cana, da pesquisa básica até a exportação certificada. Então, essa curva de aprendizado institucional que nós possuímos, nas universidades, nas empresas, nos centros de tecnologia que referenciam as nossas cadeias e nos órgãos regulatórios, é um ativo que pode ser mobilizado para acelerar novas cadeias, outros cultivos. Isso é muito importante.

Dentro do ambiente regulatório, você pega o Brasil hoje com o RenovaBio, ele tem um dos sistemas de especificação de carbono em biocombustíveis mais sofisticados do mundo. Então, quando a gente pega ali a lei do combustível do futuro, que cria mandatos para aquele ausente sustentável de aviação...

e expande os instrumentos para novas cadeias, esses mecanismos criam previsibilidade e demanda que o investidor de longo prazo precisa, porque isso mitiga risco dentro do longo prazo.

E eu acho que um ponto legal, um ponto interessante, que ainda é relativamente novo, vamos dizer assim, é o acordo Mercosul-União Europeia, que ele entrou em vigor recentemente, nós estamos falando aqui de quatro dias que entrou em vigor, entrou agora a partir do mês de maio, que elimina as tarifas, as barreiras tarifárias.

principalmente para biocombustíveis brasileiros chegarem à Europa, com alíquota zero. E aí isso está sendo bem estudado para ser explorado. Então, com o exportador, por exemplo, de queirozinha central de aviação certificado, que é o que o nosso projeto, a nossa empresa, se predispõe a fazer, é uma mudança estrutural de acesso ao maior mercado hoje, pagador de prêmio do mundo, que é a União Europeia.

Então, essa biodiversidade do Brasil hoje, como um ativo agronômico que nós temos, o Brasil tem uma série de espécies nativas com potencial produtivo de óleo, de proteína, de biomassa.

ele é muito superior aos demais países. E a gente pode fazer tudo isso sem nenhum passivo de histórico de desmatamento. Então, isso é um diferencial de sustentabilidade que o mercado europeu já precifica hoje com o prêmio. A gente tem que estar preparado com as cadeias para atender isso. Então, no final do dia, isso não é uma vantagem teórica. Nós temos dados reais aqui no Brasil que já corroboram conosco.

Então, quando a gente olha para nós aqui no nosso projeto, nossa fazenda modelo, por exemplo, lá em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, ela já demonstra também na prática que a macaúba é possível ser cultivada na passagem degradada, gerar emprego local, capturar carbono e produzir matéria-prima de qualidade certificada, tudo no mesmo hectare. Então, a gente consegue fazer isso com macaúba, consegue fazer isso já com cana, consegue fazer isso com florestas plantadas como é o calico.

Para nós, a nossa forma aqui hoje de trabalhar, a gente consegue trazer na Macaúba a síntese dessas dimensões de um único projeto. Então, a gente está falando de uma planta que é nativa do cerrado brasileiro, ela se encaixa no RenovaBio, ela tem um perfil certificado para o mercado europeu muito interessante.

Então, o nosso projeto completo, quando a gente olha ele já na sua maturidade, segundo um estudo que a própria Fundação Getúlio Vargas fez sobre ele, a gente está falando de uma injeção na economia de 40 bilhões. Uma geração de empregos diretos e indiretos em toda essa cadeia de 85 mil empregos. Então, a vantagem competitiva que o Brasil tem na bioenergia, ela não é retórica.

ela tem nome, ela tem como mostrar, e ela dá fruto de forma recorrente. Então, a gente consegue trazer o Brasil como powerhouse agrícola, que é reconhecido pelo mundo todo, e muito em função da Embrapa ter avançado toda a tropicalização das culturas e toda a tecnologia, nos coloca, neste momento no mundo, num papel muito interessante.

Uma coisa interessante, né, Vitor, com relação à Macaúba, particularmente quando comparada com a soja, o milho e a cana-de-açúcar, é a questão da agricultura familiar, porque realmente a Macaúba se aproxima muito dessa cultura familiar e não em grandes dimensões, em grandes fazendas, como acontece hoje no Brasil. Tanto eu estou aqui justamente em Leme, Leme, para quem não conhece, fica aqui na Anhanguera, que tem uma plantação imensa aqui de cana-de-açúcar, muito forte.

desde a Exalc, que fica ali em Piracicaba, a principal escola de agronomia do Brasil, Exalc, e essa fantástica dimensão que tem a pátria agrícola aqui nessa região, principalmente a cana-de-açúcar, onde eu estou aqui hoje alocado. Então, tem essa dimensão social, por conta da cultura familiar,

E a parte ambiental, o aproveitamento de carbono nesse processo, que você também comentou aí. Essas duas coisas em relação à Macaúba tornam realmente um pouco mais, ainda diferente a Macaúba com relação aos outros produtos agrícolas. Não é, Victor? Dentro do nosso projeto hoje aqui, a gente já prevê pelo menos 20% da área cultivada com agricultores familiares. Para isso, vem sendo desenvolvido um projeto que a gente chamou de Acelia e Valoriza.

que tem sido construído junto do MDA, da Fundação Getúlio Vargas, um modelo de negócio que permita ao pequeno produtor familiar ter o seu cultivo de macaúba, com outras culturas, inclusive, e que possa ter essa renda agregada pela macaúba, onde nós, dentro da Sela Renováveis, vamos garantir a compra dele, fornecer assistência técnica e fornecer também o material de plantio. Então...

É uma produção acompanhada por nós, para que a gente possa garantir que o produtor tenha produtividades inclusive melhores que os plantios comerciais nossos. Então, é uma injeção de renda na economia muitíssimo forte, porque a gente acredita que...

Uma solução como essa é uma solução integrada e que tem que trazer a valorização da agricultura familiar de forma bastante contundente para que a gente tenha toda essa geração de receita, de valor bastante regionalizado. Porque a agricultura tem o potencial de gerar valor regionalizado e não concentrado nas grandes cidades. Acho que essa é a...

É a grande dádiva da agricultura, principalmente a agricultura brasileira. Em termos de pegada de carbono, nós estamos falando aqui de aproximadamente 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente de captura no projeto. Quando a gente analisa essa cadeia de combustível renovável que a gente está montando com o Macaúba, a gente tem uma redução de aproximadamente 80% quando comparado com uma cadeia de combustível fóssil.

Então, é extremamente impactante. Então, a gente está falando de carbono, que em vez de ir para a atmosfera, está ficando armazenado nas plantas e na plantação. Então, isso traz mais um diferencial competitivo para a Macaúba, porque é uma planta que permite recuperar a pasta de degradada, fixar a carbono na atmosfera de forma bastante intensiva, permitir que o pequeno produtor tenha também seu cultivo de Macaúba para agregar renda.

mas não deixando ele de cultivar aquelas culturas que regionalmente ele tem interesse. Então, isso, de fato, gera valor direto e gera esse desenvolvimento regional bastante forte, muito mesmo.

Vitor, começa a chegar perguntas aqui da nossa audiência, o Gabriel Melo, eu agradeço porque o Gabriel sempre participa das nossas lives, somos referência no agro no mundo, um dos maiores produtores, temos excelentes profissionais trabalhando em pesquisa, o que falta para alavancarmos? E ele coloca aqui, seria a falta de investimento em pesquisas e tecnologias?

Eu acho que o que falta para alavancar não é investimento de pesquisa e tecnologias, mas talvez a gente, enquanto ente privado, olhar para as instituições de pesquisa e buscar dentro dela aquilo que elas têm e podem oferecer de forma contundente para o ente privado. Vou dar um exemplo por nós. Hoje nós temos provavelmente a maior rede...

de pesquisa e inovação junto aos principais players do Brasil e do mundo. Estou falando aqui hoje aproximadamente mais de 16 instituições de pesquisa, universidades, que fazem parte do nosso programa de desenvolvimento. Então, Exalco, como você já comentou, Viçosa, IAC, Unicamp, UFMG, Unimontzo, UFVJM, Universidade Davis, na Califórnia, pessoal da FAO. Então, a gente tem hoje um...

uma estrutura de pesquisa e inovação muito robusta, porque a gente tem a consciência que nada se faz sozinho na agricultura. A gente se faz sempre com parceiros. Então, esse investimento, eventualmente, nas instituições de pesquisa, mas com foco direcionado daqueles resultados que o ente privado busca...

É muito interessante e eu tenho visto cada vez mais, principalmente as instituições do Apo, porque eu estou muito mais próximo, trazer resultados muito impactantes e aplicáveis à agricultura brasileira, aplicável à rotina do dia a dia.

Então, eu acho que a gente hoje tem uma cadeia, vamos dizer assim, de pesquisa e desenvolvimento do Brasil muito forte. E eu acho que o importante agora é a gente conseguir ter políticas públicas que permitam principalmente esse financiamento de mais longo prazo para essas culturas energéticas. E é onde nós podemos pegar esse gap que existe globalmente, nessa falta de produção, falta de oferta.

de combustíveis renováveis a partir desse tipo de biomassa e conseguir entrar, mostrar que o Brasil sempre é competitivo, que o Brasil está sempre na vanguarda da tecnologia, inclusive, e que vai ser um player importante em suplementar esse tipo de produto para o mercado como um todo. Eu vejo dessa forma, tá? Gabriel, né, Aro?

Gabriel, Gabriel Melo. Agora, o Armando faz uma pergunta aqui, em cima desses players que você falou, e eu não sei se é participada da estratégia da Sela Renováveis, essa pergunta que o Armando está fazendo aqui, quando a Sela Renováveis andará com as próprias pernas? Quando ele fala as próprias pernas, ele está falando ficar independente dos players, uma vez que os players são parceiros, cada um tem o seu negócio.

e cada um tem um negócio que complementa o outro e termina a cela em renovável e se utilizando de todo esse resultado de pesquisas feitas por essas instituições. Você falou aí, a Universidade de Viçosa, onde você fez a sua graduação, super importante aqui no Brasil também. Então, pelo que eu estou entendendo aí, eu não sei se o Amando quiser, inclusive, mandar outro complemento. Eu entendi dessa maneira, já que você falou dos players, que seria a cela em andar com as pernas próprias.

Eu acho que se for nesse contexto de pesquisa, a gente nem tem interesse de andar sozinho nesse mundo, que é um mundo muito vasto. E eu acho que o trabalho dentro da agricultura brasileira, ele avançou como ele avançou de forma bastante contundente e pragmática, porque sempre foi feito a várias mãos.

Você pega a Embrapa, você pega instituições de pesquisas, os entes privados junto com o centro de tecnologia. Então, eu acho que não faz sentido. O trabalho tem que ser feito a várias mãos, porque a gente não consegue fazer nada sozinho. E não vale a pena nem tentar, sinceramente, porque reunindo as melhores mentes que nós temos disponíveis, a gente está falando de Macaúba, no mínimo 70 anos de pesquisa. Então, deixar isso para trás para tentar fazer sozinho, eu acho que seria até irresponsável e prudente.

E aí, de alguma forma, pegando um pouco o que o Gabriel trouxe também, você não valoriza a comunidade científica brasileira, que está trabalhando com isso há muitos anos, e tem uma série de informações e uma série de dados a respeito. Então, ter esse trabalho de pesquisa, inovação e desenvolvimento conjunto...

É fundamental. Eu morro de orgulho de liderar, porque é um dos mais robustos programas de pesquisa e desenvolvimento do agro que existe hoje no mundo. Desde que partindo do AgriPark, Montes Claros, até nossas fazendas pilotos, que são plataformas físicas de experimentação, onde a gente desenvolve protocolos, a gente testa material genético, a gente mede a evolução da planta, produtividade em campos que a gente tem produtivo com parceiros.

a gente consegue calibrar as curvas, por exemplo, de resposta dessas plantas à fertilização. Então, não dá para fazer esse tipo de desenvolvimento tão rápido sozinho. Acho que tem que ser feito a várias mãos para que a gente consiga chegar mais rápido. Se a gente parar para pensar aqui, a última planta domesticada de forma racional...

foi Blueberry, e isso levou mais ou menos uns 40 anos. A gente está falando de fazer isso com a Macaúba muito mais rápido, por quê? Porque a gente tem parceiros que têm conhecimento embarcado, tem trabalho sendo feito já há algum tempo, e que nos permite atalhar, mas de forma responsável e segura, esse processo. Então, fazer, vamos dizer, dessa genômica.

ao combustível no tanque do avião, é fundamental que a gente tenha parceiros envolvidos para que a gente tenha velocidade e assertividade. Porque a gente está falando aqui de investimentos bastante robustos e que a mitigação dos riscos, elas vão perpassar por esse tipo de trabalho. Então, o conhecimento...

ele vai a campo e ele vai do campo até o combustível. Essa matéria-prima está sendo construída de uma forma muito racional dentro desse compliance mais moderno que a gente tem hoje de sustentabilidade, mas sendo feita a várias mãos, com muitas cabeças pensando. Hoje, para você ter uma ideia, a gente tem algo em torno de 100 milhões de...

dentro da cela renováveis, com foco na Macaúba. Então, a gente tem uma responsabilidade muito grande, sabemos dela e tratamos isso de uma forma muito pragmática para que todas as oportunidades e também os riscos sejam tangenciados e muito bem tratados. E já que você é membro externo do Conselho Consultivo da Embrapa, eu não poderia, mais uma vez, deixar aqui de prestar homenagem a Maria Ângela da Hungria.

Foi no ano passado premiada como se fosse o prêmio nobre da agricultura. Foi agora pela Times colocada como uma das 100 maiores personalizadas brasileiras mais influentes do mundo, graças a esse trabalho de pesquisa que ela fez. Em vez de você fazer os nitrogenados convencionais, ela está aí no desenvolvimento do biológico e agora no projeto de redução de áreas degradadas.

que é um projeto que a Mariângela está desenvolvendo já avançado. Ela participou da nossa live no final do ano, então, quem tiver interesse, vai lá no nosso canal YouTube, bota lá, Roldo Ribeiro e Mariângela Hungria, e vai ver o trabalho fantástico feito pela Mariângela, grande pesquisadora da Embrapa, mais de 40 anos de atuação lá do Paraná, e a gente parabeniza a Mariângela por esse trabalho, também parabeniza por esse reconhecimento internacional.

Tem uma pergunta aqui muito boa do Saido Marromedic, que é o sócio proprietário da Qualitmark Editora, que nos apoia aqui na nossa live. Ele fala o seguinte, as enzimas da macaúba exigem um manejo rápido, que demandam silos adequados para estocagem e um processo de secagem industrial. É informação dele. Você acredita, Vitor, que a macaúba pode incrementar uma economia circular? Aí tem outra pergunta aqui, que eu não sei se faz parte.

Pode falar em números o montante que o produto pode gerar? Isso o Brasil tem estudado a criação de políticas públicas e financiamentos? Pegando a primeira parte da pergunta dele, a macaluba, como uma fruta oleaginosa, tem uma série de processos que precisam ser feitos rápido para a extração do óleo, para que esse óleo não vire ácido grácido, se deteriore, tenha maior rendimento.

qualitativo possível. Lá no Arceline Agri-Park, nós temos uma extratora piloto com duas linhas de processo onde a gente testa as tecnologias e também estamos testando extrações através de enzimas específicas. Os resultados têm sido bastante promissores, porque como fruta, o período dela de processamento é muito curto.

E aí, não vou entrar aqui no tecnicismo, mas aí começa uma série de enzimas que o fruto possui e começa a degradar aquela ior e virar-se no graxo livre, começa a liberar goma de fósforo. Então, tem uma série de pontos que são bem mapeados hoje por nós, inclusive, e que, com a adoção de tecnologias que a gente faz lá dentro da extratora nossa, tem tido um resultado e uma eficiência muito interessante num processo, volto a dizer.

de extração de óleo contínua, não é uma coisa de bancada, não, é um parque industrial lá relativamente grande, que faz processamento, e aí lá nós temos cilos de secagem de fruto, como ele bem pontuou, e onde a gente está testando, seca isso com casca, sem casca, eu seco só a parte da polpa, então tem uma série de testes que a gente faz, nós já temos bons resultados e sabemos como caminhar na solução agora de alta escala, mas perpassa por essas questões.

O segundo trecho da pergunta dele, com relação ao incremento de valor dentro dessa bioeconomia de Macaúba, o que eu posso trazer hoje de forma bastante contundente é que a gente tem condições de aportar dentro dessa economia circular, porque quando a gente fala da Macaúba, a gente não está falando só do óleo, tá, Arou? E desse fruto a gente pode tirar dois óleos. O óleo da polpa...

e o óleo da amêndoa. Tem uma amêndoa. Então, a gente tira dois óleos. Mas a gente tem também duas tortas que vão trazer recurso para gerar essa economia que pode ser usada na alimentação animal, por exemplo. E nós temos duas cascas também. Tem a casca do fruto e a casca da amêndoa.

que eventualmente pode virar baiochá, pode virar biomassa para geração de energia. Então, quando a gente fala de economia circular, a gente está falando de uma biorefinaria. A planta por si só é uma biorefinaria que a gente consegue aproveitar tudo e gerar recurso financeiro nos mais diversos frontes. A estimativa que a gente tem são estimativas robustas dentro dessa cadeia como um todo, que podem chegar até... Aí eu estou falando mais do que a Macaúba, com a biorefinaria em...

junto dentro do nosso processo, de 40 bilhões de dólares na sua maturidade. Então, o que a gente brinca muito é que... Meu pai foi pecuarista por muitos anos, então, do boi, a gente perde o berro. Na Macaúba, não perde o berro, perde o berro. Então, a gente aproveita tudo, literalmente, dela. Muito bem. Tem só uma colocação aqui feita pelo... Um momentinho, deixa eu resgatar aqui.

Feito pelo Armando, eu que interpretei a pergunta dele de uma maneira mais voltada para os players, mas ele fala a independência com relação à própria SELEN, a refinaria. Hoje são dois CNPJs diferentes, tem vida própria, o investidor é o mesmo, que é o grupo Mubadala, mas não tem nenhum tipo de direcionamento de recursos da SELEN.

refinaria para a Seller Renováveis. A Seller Renováveis tem a vida própria dela, não é, Vitor? É, a Seller Renováveis é uma empresa irmã, eu diria assim, dentro do mesmo acionista. Ela tem a vida própria dela, tanto que a gente tem linhas de financiamento ou de investimento que são distintas da refinaria. Ela, de fato, nasceu lá no passado como... 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게 이렇게

o braço de solução de combustível renovável através da refinaria de Mataripa, e foi muito importante, porque o nosso início de financiamento começa ali pela refinaria de Mataripa, mas devido ao modelo de negócio, à natureza do negócio, estou falando de um negócio agroindustrial como a biorefinaria, essas empresas foram separadas, estão seguindo caminhos independentes, e seguramente o futuro vai reservar muita mais...

muita coisa boa para selas renováveis e para a refinaria de mataria. Mas o foco aqui está, e assim, a todo vapor com toda a equipe que existe aqui hoje, de chegar para começar a produção dos primeiros litros de combustível renovável em 2028. Vido, temos a última pergunta aí do Miquel. O Miquel fez essa pergunta já na prorrogação aqui, não é? Mas a gente respeita muito a participação da nossa audiência. E diz o seguinte, sabemos hoje que é um grande desafio também em terras degradadas.

Isso deve às questões políticas ou questões de investimentos, às terras degradadas do nosso país. É uma pergunta que ele faz.

Eu não entendi bem a pergunta dele, mas eu acho que os desafios das passagens degradadas hoje no Brasil, se for com relação a desafios fundiários, acho que isso serve para qualquer terra no Brasil. O desafio fundiário no Brasil hoje é um desafio que está posto à mesa, os nossos governantes sabem disso, têm buscado tratar de forma bastante objetiva, em termos de passagens degradadas. A gente tem uma compilação e um trabalho sendo feito de forma muito responsável.

pelo Lapig, de Goiás, com o apoio do MapBiomas, onde eles trazem um mapa de vigor das pastagens brasileiras. Antes era um mapa de pastagem degradada, hoje é um mapa de vigor, e que, de forma muito clara, traz, dentro do Brasil, a gente tem o maior potencial hoje de pastagens com baixo vigor.

Ou seja, com algum tipo de degradação. E sempre segue muito ali o que foi preconizado pelo doutor Moacir Dias Filho, lá da Embrapa, que ele traz no início dos trabalhos dele, lá no passado, a forma de caracterizar essa passagem degradada dentro do Brasil. Você tem uma métrica...

biológica, você tem uma métrica agronômica, uma métrica ambiental, e ele compila isso e traz esse range de graduação. Eu diria que o desafio hoje para passagens degradadas no Brasil está em ter condições de uma cultura que possa agregar valor e permitir o investimento para que recupere...

Aquela área degradada, aquela passagem degradada. A gente tem uma fazenda que nós adquirimos, a própria fazenda que está o Agriparque hoje, o nível de degradação daquela passagem foi um dos mais altos que nós já deslumbramos até hoje. Tanto de compactação quanto o nível de baixa ou pobreza.

quero dizer, de matéria orgânica. Então era um solo que a gente pode dizer assim, pro leigo estava morto. O nível de atividade microbiana do solo é baixíssimo, quase não tem nada. E a gente tem feito um trabalho muito forte com a própria Macaouba.

próprio sistema articular da Macaúba, incorporando matéria orgânica, enfim. Tem sido feito um trabalho bastante interessante. Eu não sei se consegui responder, atender o anseio dele, mas estou disponível. Creio que sim.

Vitor, 20 horas e 59 minutos desse dia 4 de maio, eu queria, eu gosto de ser pontual, até para respeitar tanto o convidado como a nossa querida audiência, mais uma vez, agradecer por você ter aceitado esse convite, parabenizar por essa carreira fabulosa que você tem, sempre bem fundamentada naquilo que você faz, a capacidade de gestão, de liderança que você tem junto à sua equipe.

A gente fica aqui muito motivado com esses projetos, baseados também em investimentos, em sustentabilidade, feito pelo Grupo Mubadana. Eu, particularmente, me sinto muito honrado fazer parte do grupo de parceiros da SELEN, hoje, a refinaria, mas, quem sabe, lá no futuro também renováveis. E passo para você fazer as suas considerações finais. Fiquei bem à vontade, Vitor.

Haroldo, eu que agradeço a oportunidade de ter esse espaço aqui para falar com o seu público, explicar um pouco do agro, mostrar um pouco da SEL Renovável, esse trabalho que a gente vem fazendo com o Macaúba, com tanto carinho, com tanta responsabilidade, porque a gente entende que é uma planta que tem um potencial enorme de mudar.

realidade de muitas regiões dentro do Brasil e ser uma protagonista de fato nessa transição energética no mundo ser o primeiro feedstock com compliance moderno e que possa trazer volume de óleo para produzir combustível sustentável de aviação e diesel renovável e é importante nosso público aqui ter ciência que o Brasil é um powerhouse agrícola poucas nações no mundo são tão competitivas em termos de agricultura do que nós

as nossas tecnologias são bastante avançadas, a nossa forma de produção é muito eficiente e a gente está conseguindo melhorar um pouco mais da logística, que a gente fala da porteira para fora, que dá porteira para dentro.

difícil bater o Brasil. Então, a gente tem conseguido avançar isso bem, e aqui dentro da SELEN Renováveis, a gente leva isso muito a sério, porque a gente hoje preconiza estar na vanguarda do desenvolvimento desse tipo de combustível, para que possa, de fato, descarbonizar de forma contundente essa cadeia.

Porque quando a gente olha para gerações futuras, eu olho para minha filha, eu quero falar para ela, eu estou trabalhando aqui para deixar um mundo melhor para você. E eu acredito fielmente que a gente vai conseguir fazer isso. E aproveitar que hoje é dia 4 de maio, e deixar aqui meus parabéns para minha irmã, que hoje está completando mais um ano de vida. E eu tenho certeza que ela está lá acompanhando também. Talita, beijão.

E é isso, Haroldo, te agradeço demais, estou sempre à disposição do que precisar, para mim foi um imenso orgulho poder bater esse papo contigo aqui e com todo o público que estava conosco. Muito obrigado mesmo. Obrigado também, já que você também fez essa homenagem à sua irmã, eu faço também ao nosso querido Getúlio, que faz para dar a nossa Academia Brasileira de Qualidade, fazendo mais um ano de vida, ele quer uma referência no Brasil no tema da qualidade.

Muito me honra ser amigo e colega do Getúlio, então parabéns aí, Getúlio, saúde, paz, felicidade, beijo no seu coração, e a gente convida a nossa querida audiência para estar conosco aqui na próxima segunda-feira, dia 11 de maio, com mais um convidado top, sempre trazendo material, conteúdo de qualidade para quem aprecia conteúdo de qualidade. Então, Vitor, mais uma vez, parabéns, obrigado pela sua participação. Eu que agradeço.

Segunda-feira, Deus que já estaremos aqui. Uma semana abençoada para todos. Vamos. Um abraço. Tchau, tchau. Tchau, tchau.

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