Episódios de Somos Liverpool®️

FWC #04 QUE VENHA A NORUEGA!!!

30 de junho de 20261h32min
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Pode chegar porque tem muito assunto pra gente conversar!

A Copa do Mundo está a todo vapor, a bola está rolando pelos estádios, as torcidas estão fazendo a festa e, como sempre, o futebol já começou a nos surpreender.

Neste episódio, vamos passar pelos jogos mais importantes da rodada, comentar os destaques, as decepções, as histórias curiosas e tudo aquilo que está movimentando o maior torneio do planeta.

Então pega seu café, sua cerveja ou só aquela vontade de falar de futebol, porque a partir de agora a Copa do Mundo é o assunto da vez.

Sejam muito bem-vindos ao Podcast da Somos Liverpool, agora na Copa do Mundo!!

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Participantes neste episódio3
D

Diego

Host
M

M

Co-host
O

Orlando

Co-host
Assuntos9
  • Paraguai vence AlemanhaEliminação da Alemanha · Estratégia defensiva do Paraguai · Incompetência do ataque alemão · Jonathan Tah · Kai Havertz · Julian Nagelsmann
  • Desempenho de Vinícius JúniorValorização de Vinícius Júnior · Comparação com Neymar · Pressão da mídia · Vinícius Júnior · Neymar
  • Suécia· PoliticaFavoritismo da França · Mentalidade da seleção francesa · Suécia exposta · Isaac
  • Costa do Marfim· InternacionalAnálise do confronto · Preferência por enfrentar a Noruega · Defesa da Noruega · Habilidade da Costa do Marfim · Haaland
  • Copa do Mundo 2026Expansão para 48 times · Fase de 16 avos de final · Redução da diferença entre seleções · Copa do Mundo FIFA 2026
  • Ego e desempenho no futebolImportância da mentalidade · Hierarquia das seleções · Peso da camisa · Futebol sul-americano
  • Diferencas Regionais Brasil-PortugalDesempenho da Colômbia · Decepção com Portugal · Gol impedido de Sanches · Diogo Costa
  • Desempenho do UruguaiEliminação do Uruguai · Críticas a Bielsa e Moguilheira · Desempenho contra Cabo Verde · Bielsa · Moguilheira
  • Inglaterra e PortugalDesempenho da Inglaterra · Dificuldade em criar jogadas · Mudanças táticas de Tuchel · Harry Kane · Thomas Tuchel
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?Voz A

Está no ar o episódio 4 do podcast da Somos Liverpool com tudo sobre o Mundial FIFA 2026. Eu aqui, no dia que estamos gravando, eu estou aqui fazendo uma homenagem para Alemanha. Sim, Itália e Alemanha continuarão neste Mundial com 4 copas apenas, porque nesta segunda-feira a Alemanha fez o favor de dar adeus diante do Paraguai. A gente vai falar desse jogo, vai falar do jogo do Brasil, e ainda vamos falar aí de alguns adeus que vieram nessa, nesse fim De primeira fase, primeira Copa com 16 avos de final.

Vamos dar uma passada pelo que foi essa primeira fase, quem tá aí, os confrontos, e basicamente o que aconteceu tanto com o Brasil quanto com a Alemanha. Eu vou começar deixando um beijo no coração do Pi, do Marlon. Vou mandar todo mundo direto da Ju, que está triste. Ju, beijo no seu coração. Feliz aniversário para o seu Pedro, pai da Ju. E a Ju ficou feliz num dia com aniversário do pai, triste no outro com retorno da Alemanha para o solo europeu.

Um beijo no coração do Rodrigo também, que em algum momento vai aparecer aqui. E acho que um beijo no coração do Nick, que tá com os pais dele. Como é que podia esquecer do Nick, pô? Agora eu vou com quem aqui está. Amy, seja muito bem-vinda, episódio 4 Dia de emoções para nós, muita coisa para ser falada, e as emoções vão seguir noite adentro pelo confronto que ainda tem, que pela hora que a gente tá gravando ainda vai ter, Holanda e Marrocos, que a galera que está escutando na segunda-feira não vai escutar nossa resenha, mas vai saber o resultado.

?Voz B

Bom dia, boa tarde, boa noite, prazer estar de volta. Diego Orlando que tá aqui para dividir com a gente esse episódio, mandar um beijo para os Gente, um beijo para o pai da Ju. Saudades, Ju, de gravar contigo. Mas eu lembro do episódio anterior, Diego, que você colocou o título A Copa Pegou, com 48 times, né? E aí a gente tá com agora que essa fase dos 16 avos, que eu acho um nome estranhíssimo, mas tudo bem. Mas é uma fase que não existia e que começa a tirar, né, seleções pesadas já no começo, né.

Isso vai ficar um pouco marcado na campanha na Alemanha. Eu faço, eu falo isso que eu tava brincando antes da gente começar a gravar, que por um período o Brasil correu esse risco de ser, né, a primeira seleção grande a cair nessa fase, passou essa bucha para Alemanha. Então, da mesma forma que você falou, que Itália e Alemanha vão continuar com 4 títulos, e o Brasil aí vai ter mais um tempinho respirando, né, sendo a seleção com maior quantidade de títulos, seja mantendo, né, os 5 campeonatos, ou, né, quem sabe conquistando 6. Então, pelo menos desse tipo de vexame, o Brasil se livrou.

?Voz A

A gente vai falar disso daí, desse jogo que para mim foi bem nota 6. Orlando, bem-vindo demais! Saudades dos seus comentários por aqui. Hoje eu vou aproveitar muito vocês dois porque os confrontos que foram, foram bons, e os confrontos que ainda vão acontecer prometem. Seja bem-vindo!

?Voz C

Boa noite, Diego! Boa noite, M! Boa noite, ouvintes! Tempo por vocês aí. Episódio felicidade, né? Brasil passou Eu acho que uma evolução jogo a jogo foi importante. A dificuldade que enfrentou hoje e a maneira com que se superou essa dificuldade, que o Japão, grande adversário atualmente, tem muitíssimo organizado, difícil. E uma seleção brasileira que a gente vem baixa moralmente, né, nos últimos anos, nos últimos ciclos. E aí sempre num desafio um pouco mais complicado a gente tava esbarrando.

Uma coisinha um pouquinho difícil, a gente tava caindo. E o Japão foi bom que a gente tira um pouco esse estigma. Ainda não é o nível mais alto da Copa, longe disso, mas foi um bom adversário. Quanto à Alemanha, nada contra a nossa amiga Ju, mas eu fiquei feliz pelo futebol sul-americano. Achei legal o Paraguai, né, que não é um protagonista sul-americano em mundiais, não tem essa tradição em mundiais. Então é legal. Quando um dos nossos irmãos aqui consegue tirar um, uma das maiores seleções do mundo.

Interessante. Então, para mais episódio, muita coisa interessante a se falar, muita coisa a conversar.

?Voz A

Vamos lá, eu vou começar aqui deixando algumas observações para a gente passar rápido as eliminações, né, porque o último dia dos terceiros jogos, dos terceiros confrontos, foi um dia complicado ali, principalmente para para aquelas equipes que estavam torcendo, né? Pô, eu dependo de um gol daquele, eu dependo de um gol desse. A gente viu a Bélgica passando o carro ali no grupo do Egito e jogando o Egito para segundo. O Irã, que flertou com a classificação, podia chegar ali, não chegou.

Eu confesso que eu fiquei triste pelo Irã, por toda sacanagem que fizeram com eles. E assim, vamos ser sinceros, esperar alguma coisa da FIFA quando envolve política e quem tá bancando fazendo a festinha dela, óbvio que não vai acontecer. Lembrando que o Infantino só tá lá porque o seu Joseph Blatter, que era outro corrupto, não entregou uma Copa para os Estados Unidos, foi fazer a Copa lá no Catar. E aí o FIFA Gate cantou e o Infantino falou assim: não, não, vou ser o seu cãozinho, Estados Unidos.

E aí a Copa está ali em solo americano com todas essas vagabundagens que os caras fazem, mas coisas que a gente tem que conviver. A gente viu o Messi fazendo mais um gol ali, aquele gol de falta ali foi maluco. E a gente viu as seleções, quem tinha que se despedir já se despediu. O bacana que apenas uma africana voltou para casa mais cedo, Fátima Onísia. O restante todas classificaram, independente da posição que elas classificaram.

É muito louco ver que elas conseguiram avançar aí essa fase do Mundial, porque vão ter confrontos bastante interessantes e nós vamos passar por eles. Mas eu vou jogar aqui um pouquinho para vocês os confrontos que ainda acontecerão. A gente já teve aqui nas fases, nas fases de eliminatória, né? África do Sul 0, Canadá 1. O Canadá, ele venceu assim porque o time que quis jogar mais. África do Sul até mostrou um um futebol ali de quem queria avançar, mas no apagar das luzes os canadenses deixaram o seu tempo ali e avançaram.

Antes de passar para os jogos que nós vamos falar hoje, eu vou colocar aí os outros confrontos. Nós vamos ter Holanda e Marrocos ainda, porque a gente tá no dia do jogo, mas mais cedo. Costa do Marfim e Noruega, confronto que vai entregar o próximo adversário do Brasil nas oitavas de final. França e Suécia, O vencedor desse jogo pega o Paraguai, que eliminou a Alemanha. E aí nós vamos ter México e Equador. Esse confronto promete, nós vamos passar por ele.

Inglaterra e República Democrática do Congo, que vai ser outro jogo bastante interessante de se ver. Bélgica e Senegal. Estados Unidos e Bósnia-Herzegovina. Os americanos enfrentando várias seleções que eles patrocinaram algum golpe algum genocídio no país. Impressionante. Espanha e Áustria, Portugal e Croácia, Suíça e Argélia, Austrália e Egito, Argentina e Cabo Verde. Olha o Vozinha pegando uma falta do Messi aí. E Colômbia e Gana.

Jogos bastante interessantes aí, alguns, né, muito parecido com que a gente vê em Liga das Nações, em Eurocopa, mas Jogos aí que depois do que aconteceu com esse Alemanha e Paraguai, eu acho que todo mundo vai ficar no perigo aí. Eu vou iniciar, vou iniciar esse papo aí com você, Mi, por conta do seguinte: Alemanha e Paraguai é aquele jogo, eu, se eu fosse dirigente de alguma seleção, eu ia rezar para não jogar nos primeiros dias, porque é quando a zebra resolve aparecer e alguns recados são dados.

E assim, a Alemanha pagou por algumas indefinições, né? O jogo da Alemanha, que era o jogo contra Equador, que ela levou como queria, ela perdeu e caiu aí contra o Paraguai, caiu numa vala perigosa. E os paraguaios que fizeram um jogo de completa defesa, jogo de ataque contra defesa. Eu vou debater com você se os paraguaios que se defenderam melhor ou se o ataque alemão que foi zero eficiente, porque, meu Deus do céu, é um jogo assim, você batendo no muro, batendo no muro, batendo no muro, e nada acontece.

E me, Paraguai avança, Alemanha eliminada neste segundo dia de 16 avos aí de Copa do Mundo. Que que você viu desse jogo?

?Voz B

Bom, primeiro eu vou pedir perdão a Ju, porque eu jamais chegaria aos pés dela para falar sobre um jogo da Alemanha, mas eu vou pegar um comentário do seu, o que você falou aqui, a África do Sul flertou em querer jogar futebol, né? E por que que eu tô falando isso? Então vou pegar um comentário, né, do nosso querido professor Rafael Reis, falou que ele prefere torcer para times que buscam o gol, né? Então assim, você falou do Paraguai, da retranca, enfim, eu acho que foi muito mais incompetência do time alemão, né, acima de tudo.

Mas de uma certa forma, apesar de eu concordar com o Rafa, eu preciso dizer que foi a estratégia do Paraguai. Quem se deu bem foram, né, foram os paraguaios com essa estratégia. Eu concordo, não, talvez eu quisesse ver um jogo para frente, né, mas o futebol, a regra não diz que quem joga para frente é quem vai ganhar. No final do dia, quem mete a bola quem mete a bola na rede e é mais competente. Mas eu achei um jogo bem, bem ruim, bem, bem fraco.

Eu acho que depois da primeira apresentação da Alemanha, que para mim nem foi também uma apresentação convincente— ah, meteu, né, 7 a 1, e tem gente que fala que foi um placar proposital, né, para relembrar algumas coisas que a gente passou— eu achei o futebol da Alemanha bem, bem pobre, sendo bem, bem sincera. E É o que alguém falou, né? Se não fosse agora, talvez caísse, né, na próxima fase. E a questão do Paraguai, tava lá, fez o jogo.

Eu acho que achou o gol num erro de posicionamento da defesa alemã, porque também talvez se não fosse esse erro, talvez até a Alemanha tivesse ganho, porque fatalmente, né, ia conseguir fazer um gol, né, em algum momento. E me lembrou muito Essa preguiça alemã, igual o jogo do Equador, né? Fez, achou um gol, e aí achou que ia controlar o jogo. Eu acho que a Alemanha, ela sofre um pouco de uma coisa que eu já critiquei aqui no Brasil anteriormente, que é só confiar no peso da camisa, no nome, a gente vai ganhar, a gente vai avançar, e a nossa Copa vai começar quando nós pegarmos os cachorros grandes.

Mas a Alemanha não vai ter não vai ter mais, né, essa oportunidade. Mas respondendo, você me perguntou, acho que foi muito mais a competência da Alemanha. Só que tem uma coisa nessa Copa que, e aí eu quero esperar ver essa primeira fase, quer dizer, essa segunda fase, nessa primeira fase de mata-mata, que é uma percepção que eu tenho tido, que a distância, a diferença entre as seleções que a gente chama da primeira e da segunda prateleira para as outras, ela tem diminuído, né?

Eu acho que uma Copa com 48 times tem deixado isso mais claro, né? Porque você começa a mesclar outras seleções que a gente não tá tão acostumado a ver e a gente percebe que esse abismo que pelo menos eu achei que existiria na primeira fase, nos 16 avos, aconteceria, ela não tá se concretizando assim. Vou me antecipar só um pouquinho, mas assim, o jogo do Brasil, a mesma coisa. Se não é uma pessoa que acompanha futebol, né, com uma certa frequência, pensaria assim: ah, não, Japão, Brasil vai passar o carro.

A gente tá vendo que não é isso. E o jogo hoje da Alemanha com Paraguai, a mesma coisa. E eu acho que daqui para frente, apesar da gente ter confrontos meio que considerados não tão equilibrados, eu não espero que existam mais tantas goleadas. Até que nem foram tantas, sabe? Eu acho que mesmo agora nessa fase da 16 avos, o campeonato vai começar a ficar mais, mais equilibrado. E aí é aquilo que a Alemanha não fez, assim, não teve concentração.

Teve a oportunidade, conseguiu reverter a diferença de 2 pênaltis perdidos, né? O cara que deveria ser o último cobrador do Paraguai isolou, o outro, o Noé, pegou. Só que aí, logo em seguida, o Tha, cara, meteu a bola aqui em casa, só faltou chegar aqui do jeito que ele, do jeito que ele isolou. Então assim, Eu acho que falta um pouco mais de mental nas seleções. É só dando um pouquinho de spoiler, o Brasil foi a mesma coisa, tomou o gol e desmontou assim, para voltar demorou um pouquinho.

Então acho que assim, foi totalmente demérito. Eu acho que assim, tem um mérito do Paraguai, né, não vou também querer tirar o mérito do Paraguai que montou a estratégia, foi fiel à estratégia, foi bem-sucedido. Mas a Alemanha não conseguiu ser minimamente competente para se impor, sabe? Por mais que, ah não, teve mais posse de bola, mas achei uma coisa muito infrutífera, sabe? É um futebol feio de ver. Na verdade tá parecendo com uma outra seleção que depois a gente vai falar.

Eu viria com a camisa da outra, mas não tá merecendo. Então nessa minha Nessa minha jornada de usar as camisas retrô, acabei escolhendo uma camisa atual, né, do Brasil.

?Voz A

Eu vou, antes de passar aí para o Orlando, é falar um pouquinho desse Paraguai e Alemanha, porque eu confesso que eu me surpreendi não com Paraguai, porque o Paraguai era aquilo ali, ele vai jogar por uma bola e assim, pô, vou dar uma espetada, encaixou, Beleza, teve falha de marcação no gol do Paraguai. Os cara deixaram o Enciso chegar livre, ele tava de frente para o gol. Então assim, não tava ninguém prestando atenção, o pessoal tava focado assim, pô, vamos tirar essa bola da área e sair num contra-ataque, e não marcaram quem tinha que marcar.

E se você pegar o lance do gol, o Enciso ele ronda a área procurando o espaço dele livre, livre, não tá ninguém olhando ele.

?Voz B

Parece que ele é um jogador que não existe, parado, e ele Tipo, tava espetando lá, não sei. Para mim é assim, é um erro de marcação primário, primário, primário.

?Voz A

Foi ridículo o gol que eles tomaram, e ridículo porque eles sabiam que eles não estavam conseguindo jogar essa bola aérea porque tava difícil chegar por ali. Mesmo com o gol do Kai Havertz ali, não tava conseguindo. E por baixo eles não tinham O time da Alemanha não tentou jogar por dentro nenhum momento e não tentou bater de fora da área. E foi uma coisa que assim faltou muito no jogo de hoje, bombardear os caras. Chuta de fora da área, você descola um escanteio, você empurra eles para dentro.

E me chamou atenção essa inoperância do ataque. Eu acho que o Nagelsmann escolheu errado o jogo para colocar um Davies. Eu acho que ele tinha que ter tirado o Sané para colocar um Davies, jogar um Musiala junto com ele. Se você vai para um jogo e você precisa ganhar, cara, você vê que o adversário tá acuado, vai para cima. E eu acho que ele respeitou muito e pecou por isso. Aí, atenção, alguns lances, né? O Kai Havertz fez o gol.

Eu canso de falar, eu tenho um mantra que é o seguinte: num jogo difícil, o cara que faz o gol, ele não pode bater o pênalti porque ele erra. O cara que faz o gol derradeiro no jogo, se ele vai para o pênalti, ele vai errar. Isso é histórico, não é, não é hoje, não é porque o Kai Havertz errou hoje. O Shevchenko lá em 2005 fez gol na final e foi bater o pênalti, errou. E não é só ele, vários jogadores que fazem gol, que leva para os pênaltis, na hora dos pênaltis erra.

Então eu acho que faltou, faltou muita coisa. Óbvio que o trabalho da Alemanha aí tá, é um processo, mas eu acho que sai muito cedo. Apesar de sair muito cedo, eu acho que saem com muitas lições. Porque se o alemão, que normalmente tem uma curva de aprendizado boa, eles vão tirar muitas lições dessa, dessa Copa nos Estados Unidos aí, dessa campanha que assim começou com o início muito bom e termina de maneira assim bizarra. Porque você não conseguir vencer duas seleções sul-americanas, uma que jogou bem, que foi o Equador, mas você não conseguir furar uma retranca do Paraguai diz muito mais sobre você do que sobre o outro.

Que tava todo mundo esperando o Paraguai sair fora, até pelo jogo pobre que fez. E assim, eu vou jogar essa projeção para frente: nós estamos imaginando que num cenário real passe a França. Se o Paraguai for jogar desse jeito contra a França, eu acho que a França não vai nem dar sopa para o Hazard, assim, pô, vamos esperar os cara armar essa defesa. Meu, vai logo, faz 1, 2 e amarra o jogo. Orlando, os alemães estão fora. Não enfrentavam tanta resistência desde Stalingrado e voltam para casa com uma derrota nos pênaltis.

Como bem falou em mim, não adianta reclamar do Neuer, ele fez o que tinha que fazer. Jonathan Tah isola aquela bola e os alemães dão adeus ao Mundial nos 16 avos de final, hein. O que que você viu desse Alemanha e Paraguai que traz de volta os alemães para casa?

?Voz C

Bom, eu não posso falar desse jogo com tanta precisão porque eu assisti ele correndo, voltando do trabalho, assisti um pouquinho antes de ir para igreja e vi os pênaltis no finalzinho. Então, mas um pouco assisti, né, deve ser 50% do jogo, 60%. Alemanha, como disse a Emi, uma posse de bola muito estéril. Boa parte do, principalmente primeiro tempo. E aí ficava aquela impressão ali, mas domina o jogo, do jogo, mas consegue de fato criar condições, né, de você empatar o jogo, de você conseguir fazer os gols.

Na verdade, no início, né, pelo menos primeiro tempo, o Viet muito sumido, não aparecia, o jogo muito isolado pelas pontas, como você bem disse, sem aquela tabela pelo meio. E o Paraguai praticando aquele jogo assim Se a gente tem aquilo de futebol moderno, que acho que são futebol moderno, não sei o quê, o Paraguai praticou a defesa meio old school mesmo, abaixou suas linhas, marcou lá atrás e tentava uma espetada ou outra, principalmente com o Mirão, né, é sempre ele.

Aí numa dessas jogadas aí saiu o gol do Paraguai e me surpreendeu. Nessa hora eu tava assistindo e fiquei feliz, né, porque eu tava torcendo para os paraguaios. E vem o segundo tempo, vem um bombardeio, né, a Alemanha já troca logo no intervalo, já vem para cima e parece que a partir do empate a coisa vai acontecer, né, pessoal? Olha, ele empatou, é mais time, vai para cima, vai conseguir. Mas não, Paraguai não entrou na pilha.

Acho que diferentemente, por exemplo, dos japoneses de mais cedo que sentiram muito contra o Brasil o gol de empate e tal, sentia antes de não virar gol de palha, que o sentido, os paraguaios talvez aí entra. Uma coisa que eu tava falando lá no trabalho, que eu tava assistindo o trabalho, não que sair cedo, não, para não gastar hora. Galera saiu. Aí eu tava lá assistindo, não, falei, cara, existe uma coisa, a gente tem análise, a gente tem tática, a gente tem evolução, a gente tem trabalho, mas no futebol a hierarquia ainda existe, a hierarquia ainda existe no futebol, tá?

Então o Japão pode estar mais preparado, pode estar isso, aquilo, aquilo, mas ainda é o Brasil. Isso vale. De repente, se por exemplo, se um Brasil tivesse pego um Paraguai, que é uma seleção inferior, na minha opinião, do ponto de vista tático, bem mais pobre tecnicamente, taticamente, no caso, que o Japão, de repente o Brasil tivesse sido eliminado, por exemplo. Por quê? Por conta da hierarquia. O Paraguai, por mais que ele seja aqui na América do Sul uma 5ª, 6ª, 7ª força, né, por mais que seja isso, ele tá acostumado a jogar aqui na América do Sul grandes jogos, enfrentar adversário que ele costuma perder, mas ele tá ali, incomoda o Brasil de vez em quando, incomoda a Argentina de vez em quando, arranca um empate, uma vitória, entendeu?

Por quê? Porque tá aqui, joga Libertadores, tem essa malícia, essa parada, essa maldade. E como é que eu pego isso? O Japão, por mais que fosse melhor, por exemplo, melhor taticamente, mais disciplinado, quando a coisa apertou um pouquinho, não teve condições de segurar. Você vê que os zagueiros do Brasil chegavam lá na frente do ataque, ninguém marcava. Fazendo então esse paralelo com o jogo da Alemanha, então acho que faltou.

Se de repente o que faltou ao Japão sobrou ao Paraguai, tá? Eu acho que aí me falou, mas é muito demérito da Alemanha. Sim, mas existe o mérito do futebol paraguaio de ter essa maldade, essa de tomar um empate contra a Alemanha e conseguir resistir um bombardeio, conseguir parar o jogo de vez em quando, conseguir acalmar. Sabe? Isso é um mérito paraguaio, saber que se levar para os pênaltis, a gente, cara, a gente consegue. E então acho que essa hierarquia do futebol, claro, o mérito, o ônus está nas costas da Alemanha.

A Alemanha tinha que ter feito mais, tinha que ter classificado. E diferente de você, me desculpa, Diego, discordar de você, eu não concordo. Ah, a Alemanha tem lição a tirar. Que lição, cara? Que lição? Você sai numa fase de 16 avos de final, você sai para o adversário muito mais fraco que você. Não tem lição isso, tá? A única lição que você é derrota. Qualquer coisa disso é conversa fiada. A Alemanha contra o Paraguai não pode sair numa fase de 32 alvos, irmão.

Porque é quase que qualquer jogador joga na Bundesliga, na Premier League, grandes ligas, jogadores caros. Então assim, ah, mas é início de processo, irmão. Se fosse o Brasil, tava todo mundo porrando. Então não tem conversa, vamos ser honesto aqui, né? Porque gosta mais de um, gosta mais de outro, aqui a porta é para todo mundo. Ridículo, patético, deveria ter feito mais. E mérito ao Paraguai de ter conseguido praticar o seu jogo assim.

O Paraguai sempre entra entendendo isso, isso é uma mentalidade boa. Ele entra no jogo com esse, que ele entende que ele não é um favorito, e fala, cara, não tem que fazer nada demais que não seja aqui brigar, ter raça, me defender e tentar uma espetada. E tá certo, tá certo, você faz o que você pode. Suas armas são essas, são essas. Ajuda também o fato dos jogadores paraguaios jogarem a Liga Brasileira também, que é uma liga aqui forte.

Então eles estão em geral, sei lá, tem 6, 7 jogadores estão jogando, muitos na Europa, né? Enfim, do seu jeito conseguiu levar na sua, a gente conseguiu levar a Escola Sul-Americana. E da sua maneira passou a Alemanha. Méritos ao Paraguai, fez da sua parte, fez do jeito que pôde, do jeito que sabe, do jeito que as condições permitem. E demérito à Alemanha. A gente esperava mais da Alemanha, a gente queria ver uma Alemanha em França.

Cara, eu torcia pelo Paraguai porque eu torço sempre pro menor, eu torço pro futebol sul-americano, é legal. Mas seria muito mais agradável pro mundo do futebol uma Alemanha em França, né, nas oitavas. Não vai acontecer porque os alemães foram incompetentes e vão voltar pra casa pra comer chucrute mais cedo. É, e bola para frente.

?Voz A

Só para deixar claro aqui, quando eu falo de lições aprendidas, é lições assim: você vai para uma Copa do Mundo, leva uma equipe preparada para enfrentar esse tipo de jogo. Porque a Alemanha, a Alemanha não tinha um meia para jogar do lado do Wirtz, como Wirtz tem o Soboslai no Liverpool. Não tinha outro. Não tinha outro cara para fazer isso daí. E eu acho que fica evidente que eu concordo muito quando você fala assim, pô, é vergonhoso, é vergonhoso.

E assim, é papo para Federação chamar o Nagelsmann e falar assim, bom, senta aí. Eu não é mandar embora, mas eu quero saber como é que você explica esse fracasso aí, o que que aconteceu. E esse lance da mentalidade do Paraguai, lembrando que o Gustavo Alfaro, jogando desse jeito feio e bizonhamente, levou um Boca Juniors para aquela final da Libertadores contra o River Plate, jogando rigorosamente desse jeito. Ele jogava assim, ó: eu não vou fazer nada, eu vou amarrar o jogo, eu vou esticar o que eu puder, e você não vai fazer nada aqui, a gente vê o que dá.

Naquela ocasião, o River Plate acabou sendo campeão nos pênaltis, né? A Alemanha teve a chance, mas a incompetência nas batidas ali impediu que os alemães avançassem na competição. Mas de fato, assim, é uma vergonha, é uma vergonha mesmo. E o Paraguai entra naquela vibe assim, né, pelo sonho, que até onde eu vou, pô, agora todo jogo é esperado uma derrota do Paraguai. E assim, é contra um time de qualidade e que jogue bola, se o Paraguai jogar desse jeito, essa derrota vai acontecer. Manda aí, Orlando.

?Voz C

Rápido, coisa rápida. Paraguai, assim, aqui eu já acabo. Não, para a França não dá essas condições. Se pegar a França, a França foi que você for, você é mortal. É assim, é uma coisa do time francês, é uma capacidade, é uma competência muito grande, é muito alta, tá, ela chega lá, ela chega, tanto é que ela Ao longo da Copa, você vê os jogos da França, em certos momentos ela perde o controle do jogo, vai para uma trocação franca e tal.

Só que o adversário precisa chegar 5 vezes para marcar um gol, a França chega 3 para marcar 2. Então assim, dificilmente vai acontecer. Às vezes que a França pegar ali, pum pum, 1x0, foi o que você falou, já vai, não vai deixar assim não. Mas o Paraguai já fez uma história legal, já tirou um tetra-campeão. Valeu, Paraguai, bela participação.

?Voz A

Diego, quero aproveitar aí Depois complementar o que ele falou aí, que vai ficar bom. Manda.

?Voz B

Eu me lembrei de uma coisa, aproveitando que você tá com a camisa da Itália. A Alemanha perdeu 2 jogos seguidos para times, né, sul-americanos, né? E depois tem que dar mais vaga para Europa aí, né, seu amigo Gattuso. Então assim, tem alguma coisa que, que certo, errado, que não tá certo. Então assim, tem que ver isso aí.

?Voz A

Não, e ainda bem que eu critiquei aqui essa fala ridícula do Gattuso. Não tem que aumentar vaga, vai aumentar vaga para quê? E detalhe, se fosse uma Copa com 64 seleções nesse mesmo esquema de classificação de proporções, ainda assim a Itália não teria se classificado. Então assim, você pode aumentar as vagas que ela não vai E assim, não tem que aumentar vaga para Europa, e eu não acho nem que a Europa é que mereça mais vagas.

Eu acho que essa Copa com 48 seleções, primeiro que muita gente achou, pô, o que vai ter de jogo ruim? Tivemos pouquíssimos jogos ruins, e a gente tá vendo assim que a escola do futebol, ela realmente tá passeando pelo mundo aí, tá entregando umas coisas bastante interessantes.

?Voz B

Agora, Orlando, para a gente começar rapidinho, todos os jogos ruins você me deu para comentar, é impressionante.

?Voz A

Nada, nada pessoal, apenas editorial. Antes da gente falar do Brasil, só para complementar aí o que o Hernando falou da França, eu vi uma declaração do grande Edilson, vírgula, o Capetinha, falando que ele enxerga no time da França uma soberba em campo, e ele comparou com o Brasil de 2006. E aí assim, eu discordo diametralmente dessa fala dele, porque você percebe no time da França uma seriedade absoluta em todos os jogadores do elenco, todos.

Quem está como reserva e sabe que é reserva sabe que quando entra ele não tá pensando em ser o titular no próximo jogo, ele tá pensando em se manter ali. Ele falou: eu tô no grupo, eu quero deixar meu golzinho e tudo mais. Então eu acho que a França ela tá num estágio a frente no futebol. Isso, isso é muito claro. Ela tá, a maturação, tem 3 times ali que o Deschamps vai entregar para o Zidane. Ele vai entregar 3 equipes, ele tá entregando não só um ciclo de Copa, mas ele tá entregando 2.

Você tem muito trabalho já desenvolvido ali. Então assim, eu não, eu acho que a França e a mentalidade dos caras que a gente vem vendo, vem assistindo É a seguinte: certeza que os caras viram esse jogo da Alemanha e falaram assim, ó, ó aí, ó, se a gente vacilar e ficar na brincadeira achando que vamos resolver a qualquer, os caras estão vendo isso. A mentalidade dos jogadores é, cara, a gente não pode dar sopa para o azar, porque eles viram isso na final contra Argentina na última Copa, que quase deu, de repente deu, de repente não deu mais.

E os caras estão nessa, nessa versão de Copa do Mundo, num jogo que não precisava ganhar, meteram 4 na Noruega. E assim, vamos, nós temos que fazer o nosso. Então eu acredito muito nisso. Se o Paraguai for desse jeito, falar assim, ó, dá bola para França jogar e vamos segurar onda, vai dar muito ruim. Vamos para Brasil e Japão, né?

?Voz B

É um jogo rapidinho. Então só queria dar uma dica, até compartilhei com vocês, tá falando da França. Eu sou a mulher das dicas, né? Já percebeu? Eu queria indicar um mini documentário do canal Peleja que fala exatamente sobre a Revolução Francesa no futebol, né? Vindo dos subúrbios. E como essa questão da imigração e essa consciência— e eu acho que o Mbappé, ele é muito símbolo disso, né? Do quanto a forma como a França tem formado talentos mudou e por que que hoje a França descobre mais talentos do que o Brasil.

Então eu acho que passa muito por isso que você falou, Diego. Acho que é uma outra mentalidade, e não é só uma mentalidade futebolística, sabe? É uma mentalidade mais completa, né? Então, perdão até por ter te interrompido, mas eu acho que explica muito porque que a França tá anos-luz. Eu não diria nem só do Brasil, mas talvez tantas outras seleções, porque não é só futebol no final do dia.

?Voz A

Não, e bela dica, por favor, você que está nos acompanhando, assista esse documentário, ele tá no YouTube, ele é muito bom. E só para encerrar esse assunto, France de fato com o Brasil, esse lance da mentalidade é muito louco, quando parece que os caras têm uma chavinha que alterna da cabeça que eles têm no clube para quando eles chegam na seleção. Parece que ali de fato os caras falam assim, ó, agora é outra parada, camisa da seleção é seleção.

Isso mostra como que os caras enxergaram determinadas mudanças. E eu acho que a gente precisa, a gente deveria olhar mais para isso daí, não como esses papo de coach da vida, de, ai, mentalidade, o mindset, não sei o quê, mas de ver como é que os caras enxergaram essa mudança e como que eles fazem do esporte algo que vai fazer um sentido para eles como um todo. É um ecossistema para aquele grupo. O cara sabe que enquanto ele tá ali tem muita coisa acontecendo, mas ele tá ali, ele tá ali pelo grupo e ele entrega pelo grupo.

Não existe o ele, existe a seleção da França. É muito bom isso daí. Agora, de fato, vamos para o jogo do Brasil, né, que É isso daí que vale. O Brasil fez um jogo, na minha opinião, muito nota 6 contra um time do Japão que era organizado. Acho até que o Japão entrou respeitando demais o Brasil. E aí eu vou pegar uma coisa que não é que eu não concordo com Orlando, eu acho que isso em alguns momentos, não é este o caso, mas alguns momentos essa coisa de hierarquia ela é cômoda.

Eu acho que se o Japão repete os jogos que ele fez na primeira fase, ele teria oferecido um pouco mais de resistência ao Brasil. Mas eu acho que ele também entrou falando assim, meu, se alguma coisinha dessa aqui der errado, eu vou dançar. E deu errado. E na última bola do jogo, aquela tomada de bola do Hendrick, em vez do zagueiro rifar, ele quis sair jogando, perdeu a bola, gol do Gabriel Martinelli. A gente vai falar aqui do medo que deu a hora que a câmera passou antes da entrada do Gabriel Martinelli.

Mas o Martinelli faz o gol num passe do, na minha opinião, melhor jogador brasileiro dessa Copa do Mundo, Bruno Guimarães. Que Copa faz o Bruno Guimarães! É, Orlando, eu vou começar contigo. Brasil 2 a 1, um jogo duro. Um jogo complicado. O Brasil, mais um jogo em que a gente enxerga algumas falhas do Brasil. E aí eu faço assim uma meia-culpa, é um começo de trabalho com Antelotti, então não dá para a gente falar esse time não sei o quê, tá no começo de trabalho, tem muita coisa para arrumar.

O Brasil sofreu contra um time que o respeitou demais e viu o Japão sair na frente em mais uma falha do Casemiro, que eu não sei o que O que que ele faz para ser titular desse time? Não dá para saber porque ele vem falhando jogo sim, jogo também. E o Brasil sofreu no Japão e agora vê ali já o binóculo, já tá mostrando que ou Costa do Marfim ou Noruega. Mais para frente aqui no episódio a gente vai passar por esse jogo. Mas Brasil 2, Japão 1, ufa!

Oitavas de final, here we go! Orlando, o que que você traz para a gente dessa partida do Brasil?

?Voz C

Vamos lá, vamos fazer aqui uma espécie de tarantino, né? Então vamos começar do começo, um capítulo 3, capítulo 6, depois volta para um para discutir. Já começa pelo Paquetá, tá? Então já, minha introdução é essa: você não tem condições. O Paquetá sai no intervalo porque ele tava machucado, diz que ele tá machucado, você não voltou por causa disso. Então se ele tava machucado, é Por conta disso que a partir dos 12, 15 minutos primeiro tempo ele não acertava mais um passe, não ganhava mais uma dividida.

Aí entra na minha, meu pensamento: se ele sai machucado, ele estava machucado ao longo do jogo, ele deve ter sentido alguma coisa. Tem até um lance ali que ele divide a bola com zagueiro, que ele bota a mão na coxa, né? E aí a câmera ali da Casetv, onde eu tava assistindo, foca, o pessoal fala disso e tal. Aí entra na minha cabeça: como é que um treinador mantém um jogador que não tem condições durante 30 minutos de jogo, ou seja, um terço do jogo, né?

Jogo tem 90 minutos, somando tudo, cara, isso é inconcebível. Se o Paquetá já tá, foi uma irresponsabilidade absurda do Ancelotti isso aí, porque em 30 minutos você perde, você é eliminado. Japão ali, o Paperto, ele faz de 2 a 0, irmão, Brasil não buscava. Então já começa a pancada aí, tanto é que o time, né, melhora com a mudança, que eu não concordei, continuo não concordando. Achei que deveria entrar no lugar do Paquetá. Para mim, eu entrava com outro meia, mas enfim, ele entra com Hendrick e ficam 4 atacantes, o Cunha voltando mais do que tava voltando para fechar o meio, tá?

Mas agora, voltando do princípio, eu queria dar essa pancada nessa história do Paquetá. O Brasil começa o jogo assim, não mal, o Brasil começa o jogo razoavelmente bem. Ele intercalava entre posse de bola, o Brasil ficava um pouco a bola, a hora o Japão ficava um pouco tá? Só que tinha uma situação aí que a Anne falou, que determina o jogo. No Brasil toma o gol de uma hora e toma um gol de uma maneira muito boba. Você, o Brasil rouba a bola, não lembro agora quem rouba, aciona o Danilo, o Danilo erra o passe do contra-ataque, era um contra-ataque do Brasil, o Danilo erra esse passe e vira um contra-ataque a favor do Japão.

E aí o Casemiro não consegue pegar o meia, a defesa, no caso ali o Gabriel Magalhães, em vez de tentar fechar, em vez de tentar vir encurtar o espaço para se o cara desse o drible, ele fazia falta, não, ele vem afundando. E aí dá espaço para o meia japonês bater. Enquanto 1x0 Japão, chute lá no cantinho. Aí entra também aquela maldade. Eu vi a galera falando do Alisson, pô, pelo amor de Deus, cara, o chute cruzado lá no canto lá que passa raspando do zagueiro. Como é que já, não, porque o Alisson Pô, irmão, fala, Diego. Pô, não dá.

?Voz A

Perdão te interromper, mas assim, esse lance acontece tudo. O Casemiro erra, ninguém faz a falta, o cara vem de frente para o gol podendo escolher aonde ele vai bater, e o pessoal tá assim, pô, mas o Alisson, né?

?Voz C

Pô, segue aí, irmão. Aí é covardia. Aí a partir dali, se o Brasil fazia um jogo razoável, apesar de ter dificuldade para criar jogada, teve um um chute ou outro, dali desmorona. É o fim do primeiro tempo assim, patético. Paquetá errando tudo, o Casemiro muito mal. E diga-se de passagem, tá, o Casemiro faz o gol de empate ali, eu vi a galera comentando: ah não, porque o Casemiro, ainda bem que não tirou. Não, Casemiro faz o gol, mas situação circunstancial de mudança de atitude do time, porque ele continua mal, tá?

E fora que o Japão também, aí entra aquela questão, entra na questão da hierarquia, né? Acaba se retraindo demais, acaba sentindo mais. Quando o Brasil melhora no jogo, Japão sente demais. Quando o Ryan passa a pegar aquela bola que antes, né, no primeiro tempo ele devolvia, um primeiro tempo muito burocrático. Ryan, se é para fazer isso, não entra, porque o teu diferencial é pegar a bola e ir para cima da defesa. Mas é porque a bola cruza em arco, ou você tenta cortar para dar um chute, entendeu?

E o Ryan dominava a bola e devolvia. Primeiro tempo todo foi assim, dominava a bola e devolvia, irmão. Não precisa de alguém que faz isso na lateral, na ponta eu faço, Diego faz. E aí no segundo tempo, Ryan vem, volta com outra mentalidade, partindo para cima. Você vem o Vini Jr., esse aí eu acho que do jogo um dos que salvou, jogou bem quase que o tempo todo, puxou a responsabilidade, não teve medo. Bruno Guimarães jogou demais, tá?

Diferente dos outros, dos seus dois colegas de meio de campo, Casemiro e Paquetá, fraquíssimos. Apesar do gol de empate do Casemiro, Foi fraquíssimo, meio de campo do Brasil muito fraco. E assim, aí entra uma coisa aqui que na minha opinião, antes, é o que eu vou falar, que a galera pode até ficar meio, cara, mas para mim ontem Lott errou em todas as substituições, tá? Ele errou em todas, nada para mim fez sentido. A entrada do Hendrick no lugar de um meia não fez sentido para mim de primeira, né?

Pelo menos ali durante o jogo. Depois eu entendi porque o Japão acabou recuando muito E aí você ficou com muita gente no meio ali, e o Cunha fazendo uma espécie de meia, né, deixou de ser centroavante. O Hendrick entrou mais e o Cunha recuou para dar espaço. Mas de primeiro eu não tinha entendido, depois que eu fui se aconteceu, falei, ah, até vai. Depois a entrada do Martinelli no lugar do Cunha, falei, cara, você tá tirando o único cara que faz o meia do time, né, que tem essa condição, para botar o Martinelli, que é um atacante.

Acabou dando certo também, que o Martinelli ficou flutuando ali por trás ali. Da defesa japonesa. E assim, uma coisa que me espanta, que me espantou, e aí eu tô dando panorama das substituições, né, que eu em geral não concordei com nenhuma, pelo menos durante o jogo. Depois eu pensando um pouquinho melhor, consegui entender, encontrar algum sentido. Foi que para mim foi muito mais uma mudança de mentalidade. O time brasileiro, ele depois do gol de Morona, e de repente ele volta no segundo tempo com a mentalidade jogar futebol.

Você começa a jogada de triangulação, você começa a ter um Bruno Guimarães entrando muito no jogo. Já tava, né, ele entra, mas ele começa a tabelar, se aproximar dos dois lados. Bruno Guimarães tanto tabela para o lado esquerdo quanto tabela para o lado direito, tá? Bahia entra no jogo. E aí, a partir dali, você vê que a coisa assim, você vê que a mudança de mentalidade é tão grande que aí o Casemiro passa assim a ficar melhor, né?

Porque ele não tem mais ninguém em cima dele. Se no início do jogo, primeiro tempo, o Japão marcava pressão e funcionava, naquele momento do segundo tempo, quando o Brasil cria 2, 3 jogadas, o Japão já se, pelo menos, já se apavora de uma maneira absurda, entendeu? Então o Japão colabora também para o resultado do Brasil. Parece que sente demais e começa a recuar de uma maneira. Aí entra a questão da hierarquia. O japonês não é acostumado.

Ah, mas no pé de porra, por europeu não sei quantos milhões de jogos, tá, mas não é o europeu que bota mesmo japonês ao Brasil. O Brasil que foi lá, foi o Zico que foi lá, ensinou futebol para esses cara. Então existe essa mística. Quem assistia lá o Capitão Tsubasa lá, o super campeões, vê que o anime todo roda em torno disso, até que afinal do anime é Brasil e Japão na Copa do Mundo, e acaba ali o desenho e tal. Então existe.

Então quando o Brasil joga um pouquinho, cara, o Japão se atormenta, já entra em pânico. Isso poucas vezes na vida eu vi, tá, um time demorar tanto. E ainda assim tentou oferecer uma resistência, outra, mas quando você joga muito atrás, cara, até o contra-ataque é difícil porque você tem muito aberto de campo para correr. Aí você pega os homens da defesa do Brasil e o Casemiro, os dois laterais, que tirando o Danilo fez uma partida ruim, mas Douglas Santos mais uma boa partida, pegavam na sobra, ganhavam todas as bolas.

Japão ficou até sem contra-ataque, cara. Para você ver o nível de que mudança de mentalidade do Brasil e do Japão, né? Assim, os dois, né? No caso, o Brasil sobe no jogo, o Japão se retrai, que o gol do empate, cara, sai de um cruzamento de um zagueiro E não era que era uma bola parada e o Magalhães pega o rebote e cruza de novo. Não, o Brasil vinha, continua jogando com seus zagueiros lá na frente, principalmente Magalhães. Então sai do cruzamento do zagueiro para o Casemiro, que é o primeiro volante, atacar a segunda trave.

Aquele momento ali, e aí ali sai o gol e o Brasil já podia ter empatado antes. O Japão marcando com seus jogadores dentro da própria área. Irmão, isso é loucura! Isso dá uma margem para tomar o gol muito grande, porque é margem para pênalti, é margem de se enrolar, bater a cabeça ali dentro. E começou a acontecer isso no Japão. E aí, a partir do momento que o Brasil começa a melhorar um pouquinho, e aí eu tô com o Diego nessa, nesse ponto, eu só olhava um pouquinho para mim, um jogo nota 7, não acho que nota 6 não, 6,5, 7.

Mas o Brasil faz um pouquinho do que ele precisa fazer, já foi o suficiente para o Japão te amedrontar, tá? E aí eu acho até que o Brasil, em certo ponto, poderia ter sido mais organizado, poderia ter mais efetividade. Teve pouca, teve azar também. Tem uma jogada do Vini num contra-ataque, talvez se tivesse saído o gol, seria o gol da Copa. O Vini dá uma caneta no domínio, ele não domina e dá caneta, não. A bola dele já domina de maneira que ela passa embaixo das pernas do adversário.

E já parte para cima da defesa, e o goleiro Suzuki faz uma belíssima defesa, porque se não fosse ele seria gol, e a bola acaba na trave. E é isso, acho que foi muito um jogo, eu vi, ah, para mim foi muito mais uma questão de mentalidade, de mudança de postura dos jogadores, o Brasil de maneira positiva, já falam de maneira negativa, do que mudanças do treinador. Não tô falando isso aqui para tirar mérito de Ancelotti, Mas assim, repito, para mim, quando o Brasil ali tá no 1x1 e você já tem, pô, 3 atacantes, 3, não, 4 atacante em campo, sendo que um faz o meio, você tira esse cara para botar mais um atacante incisivo, sendo que nem tinha espaço Martinelli correr.

Martinelli é um cara que a gente vê os jogos assim, é um cara que ele ataca as costas do lateral com espaço, recebendo a bola de longe para ele correr. O jogo não tinha porque o Japão tava lá atrás. Talvez, taticamente falando, fosse mais para o Luiz Henrique. Até pensei isso aqui, porque não bota o Luiz Henrique, cara, que é um cara que vai driblar, vai quebrar a linha ali naquele drible ali, tipo, né, drible curto, drible de futsal.

Por que que não coloca o Danilo, que é um cara que vem de trás e ele consegue? O Danilo é um cara que ele vem tabelando e entra na área. Por uma defesa que tá postadinha dentro da própria área, seria essencial. Então, na minha cabeça, não quero ser soberbo, ontem o Ancelotti fez substituição meio de porra louca, de maluco. E por um acaso deu certo, mas eu não posso cravar isso. Aí entra aquela situação, ou o Mantielotti é um gênio, entendeu?

E sim, para deixar claro, ele sabe muito mais de futebol do que eu, pelo amor de Deus. Mas eu não consegui entender nada, substituições. Só que tudo deu certo. O Martinelli entra e até então tava fazendo jogo mais ou menos, gol sai nele. Só que eu acho que era circunstancial, qualquer outro que tivesse ali Bola ia chegar, mas é mérito do Martinelli, e aí também não pode tirar isso. Então, dito isso, foi um jogo muito complicado.

O Japão ofereceu muita resistência, principalmente no primeiro tempo. Segundo, o time demorou legal, aí depois você abre mão da própria filosofia, para de marcar em cima, recua demais, ele tira os pontos para botar laterais, e aí dali começa a chamar o Brasil. Para resumir, já esse aí, minha fala tá muito longa. E quanto ao Brasil, tem o seu mérito de classificação, porque como eu disse, a gente vinha de um tempo, nos últimos, sei lá, 8, 7, 9 anos, qualquer joguinho um pouco mais difícil eliminatório, o Brasil saía.

Qualquer um que tivesse um pouquinho de resistência tirava o Brasil nos pênaltis, de alguma maneira. Então a gente tá com uma autoestima baixa nesse sentido. Quando você vê um time pegando o Brasileiro, pegando uma dificuldade Saindo atrás do Japão, que é um time organizadíssimo, bom time. Não tô falando que só para valorizar a vitória do Brasil. O Japão é bom, tá? Que não perde para europeu tem um bom tempo aí em Copa do Mundo.

E aí o Brasil consegue tirar forças para se recolocar no jogo, para virar com autoridade, podendo fazer até um placar um pouco mais elástico. De um 3x1 cabia pelas oportunidades que Casemiro, do Vini, bola cruzada o tempo todo. Então isso a gente tira ponto positivo. O Brasil é aquele aluno ali que, pô, meu irmão, ele tira 5 o ano todo, 4,5, 5, 4,5, 5, e de repente ali na prova final ele deu um chorinho a mais contigo, deu 6,5, 7, que aí você olha, pô, esse cara que pode ser que melhore, ele tem garra.

Que vinha faltando isso. Acho que até fazer uma homenagem aqui ao Pi, faltando essa identidade de ter essa garra, de ter essa disposição de você conseguir sentir firmeza, pegar um jogo e botar a bola, não, esse jogo é meu, entendeu? A gente não fez isso contra Croácia na Copa passada, a gente não fez isso, por exemplo, em 2018. A gente fez muito curto ali durante os 20 minutos do segundo tempo, mas em nenhum momento da Copa, dessas últimas Copas que eu tô falando, tinha confiança. 2014, zero.

Foi muito na questão da torcida em casa, tá, mas o time não passava confiança nenhuma. De pô, 2014, de repente tinha saído para o Chile, Jogou melhor que a gente. Então assim, muito tempo eu não vi o Brasil pegar um jogo adversário com uma resistência verdadeira, um mata-mata, e não arregar. Seja em Copa América, seja em Copa do Mundo. Ah, mas ganhou uma Copa América. Mas foi uma Copa América em 2019 ali, times muito mexidos e tal.

Pô, pelo amor de Deus. Mas fora isso, cara, vinha demais. Então fica assim Pro Brasil ainda é pouco, que a gente sempre espera mais, a gente quer mais, a gente pode mais, a gente tem jogadores alto nível, a gente tem jogadores, a gente é o pentacampeão, a gente ainda tem tradição nesse esporte. Ainda é pouco, mas para o recorte dos últimos 10, 12, 9 anos, foi uma coisinha ali para a galera, ainda mais para a galera mais nova que não viu, que só viu derrota em Copa do Mundo, viu.

É assim, dá uma esperança de que a coisa melhora. Bruno Guimarães, tô contigo. Bruno Guimarães, o jogador do Brasil nessa Copa, ele é o termômetro desse time. Tudo passa por ele. Ele pega rebote, ele constrói jogada, ele deu assistência do gol. Achei muito legal. Ryan, só corrigindo, eu acho que foi o Ryan que roubou a bola no Japão ali, se eu não me engano. Foi o Ryan que roubou a bola, dá no meio. Bruno Guimarães, ele, todo mundo vem fechar chute.

E aí ele enxerga o Martinelli, quebra a defesa do Japão, acertando um passe, né, todo mundo ali. Então, jogo grandíssimo do Bruno Guimarães, jogo grande do Vini Jr. Para mim, ele é o cara da seleção que puxa a responsabilidade, vai para cima, não tem medo. E tem que melhorar, mas dá a perspectiva de que pode melhorar. Antes a gente não tinha isso. Compete, time, compete! A gente não tinha, achava: caraca, primeiro adversário difícil, vai tirar o Brasil.

Porque vinha, né, com essa impressão de muitos anos e hoje mostrou que foi bom, tá, pegar um adversário difícil logo nessa fase. E aí você começa a ver essa dificuldade, você mostra que com barreira, uma barreira forte, você consegue superar, dá mais confiança. Talvez é mais legal isso que pegar um adversário baba, fazer um 3x0 aí, fala, pô, é isso aí, não tem que reclamar, ainda tá tudo bem. Não, um adversário complicado e conseguiu superar na diversidade e vencer.

E que melhore, né? Que a gente possa fazer competir, seja Noruega, seja Costa do Marfim. E se sair, beleza, faz parte do futebol. Só não pode sair de maneira vergonhosa, como vem acontecendo, sendo dominado, tomando gol na prorrogação, faltando 2 minutos, essa loucura toda aí, entendeu? Sai jogando bola, é isso que a gente espera. E que o Brasil melhore aí. Ah, vou até assistir, eu quero assistir a coletiva do Antelotti para entender as substituições.

Que embora o time tenha virado, repito, para mim foi muito mais a questão de postura do que substituição tática. Então quero entender, porque eu realmente não entendi até agora a entrada do Hendrick, a entrada do Martinelli naquele momento. Fiquei meio confuso, mas boa vitória, vamos Brasil para cima!

?Voz A

Vou dar uns pitaquinhos aí para passar para mim. Eu concordo contigo, tá? Eu não entraria com Hendrick. Inclusive, eu acho que toda aquela pompa do Hendrick, acho que o Ryan para mim sentiu muito o peso do jogo, ele sentiu demais. Ele, esse toque de segurança para trás é o toque do cara que não quer errar numa projeção. Então ele fala assim, ó, recebi, passei, recebi, passei, mas você passou para o lado, para trás, você não projetou nada.

E o Hendrick, eu achei que ele fosse ser mais incisivo e tudo mais, e também acho que sentiu muito. Acho que assim, aquele negócio do agora tá valendo, sabe, a Vera. Manda aí, Orlando, você quer complementar?

?Voz C

Rapidinho, para não perder essa. O Hendrik, assim, eu critiquei lá no trabalho, os colegas falaram, cara, o Hendrik só encontrava o Vini Júnior. Aquela bola que ele tá e chuta para o gol, não chutava, que até no Real Madrid chutou com ele, não chutava. Ele tinha oportunidade de chutar, tava de frente, tinha ângulo, e preferia abrir lá no Vini na esquerda. Isso me causou irritação, foi o Hendrik. Você não é o cara aí que Né, que não tem medo.

Por que que você não chutou? Quanto a Rayan, ele sentiu muito, mas no segundo tempo ele melhora bastante em relação ao primeiro.

?Voz A

É, não, ele deu uma melhorada ali no segundo tempo, mas eu esperava mais por toda a expectativa que esses caras geraram para serem convocados. Então assim, pô, tá mostrando no amistoso, tá mostrando aqui, não sei o quê, vai, vai, vai, vai. E eu acho, e aí eu vou fazer assim uma pontuação que eu vou jogar uma segunda aí para M, que ela vai Ela vai gostar, vai explorar muito essa lesão aí, mini lesão do Paquetá. Para mim, Paquetá e Casemiro nem tinham que estar no grupo, nem tinham que estar no grupo.

Acho que o Fabinho mostrou muito mais no momento que precisou e é preterido. E assim, né, o Ancelotti, ele levou 26 jogadores, dos quais 3 lesionados, né, 4 se a gente for contar com Wesley. Porque ele perdeu peças-chave. E assim, ele não tem nenhum meio armador na equipe, nenhum meio armador de ofício. E isso eu acho que vai fazer falta em algum momento da Copa. Em algum momento você precisa de um cara que é o enganche do time.

Mas eu vou jogar para mim uma questão que eu pensei comigo. Eu falei, pô, não vou jogar isso no nosso grupo lá para não puxar reflexão de ninguém, não contaminar o que eu vou fazer essa pergunta no episódio. Vendo a partida do Vinícius Júnior, e assim, a gente pode entrar na crítica de que às vezes ele é fominha, de que ele quer resolver e tudo mais, como eu acho que ele precisa escolher melhor os momentos do passe dele e os momentos da jogada individual, mas são coisas pontuais.

Mas junto com Bruno Guimarães, o Vinícius Júnior tá fazendo uma senhora Copa do Mundo.

?Voz C

Jogando.

?Voz A

E eu acho que o Vinícius Júnior tá entregando para seleção aquilo que se espera do Neymar, e ele não tá sendo valorizado como valorizariam se o Neymar fizesse 10% do que o Vinícius Júnior faz. E assim, eu não sou aquele fã maioral do futebol do Vinícius Júnior, mas eu acho que essa Copa, a injustiça em torno da ausência de se falar da Copa do Vinícius Júnior e fica esperando vem Neymar, e o Neymar vem. Hoje a gente tava falando no pré-jogo, agora que a câmera passou antes do Martinelli entrar pelo Neymar, eu falei, pronto, agora vai dar ruim porque vai entrar o cara aí e a coisa não vai funcionar.

E o Vinícius Júnior é um cara que ele tá resolvendo, e ninguém, ninguém tá olhando a grande Copa do Vinícius Júnior. Para mim, o Vinícius Júnior, ele entrega o que se espera do Neymar, mas ele não tem 1% daquilo que todo mundo falaria se fosse o Neymar, por exemplo. E me, o que que você viu desse 2x1 do Brasil? E como que você enxerga essa coisa dessa imprensa maluca? E tá aí, Neymar, Neymar, você vê nas manchetes tudo, ah, com no jogo da Escócia O Brasil venceu com entrada de Neymar, Brasil vence a Escócia.

E o Vinícius Júnior tá sendo ali o cara que pegou a camisa, vestiu, tá jogando, tá entregando, e ninguém fala da Copa dele. Mas no primeiro erro dele, a lá, Vinícius, olha lá, olha lá o que ele tá fazendo. E que você viu desse 2x1? E Vini Júnior está bailando o suficiente nessa Copa para ter mais holofotes em mim?

?Voz B

Eu vou ser um pouco do contra do que vocês já falaram, mas eu já, já chego no Vini, mas eu vou ser breve assim. Eu acho primeiro que o time do Brasil só tava, não foi só o Rayan, acho que todo mundo tava dando esse toque de segurança para trás. O Danilo, toda hora, o cara que é um lateral, para mim já me surpreendeu ele ter subido o quanto ele subiu. E aí quando ele chegava ali na entrada da área ele devolvia a bola. Assim, foi um negócio que me irritou profundamente.

Assim, o Brasil jogou pouquíssimo pela direita. Então acho que o Ryan inclusive recebeu pouquíssimas bolas. Assim, ficava um bolinho ali do lado esquerdo que era o Vini, o Douglas, o Paquetá batendo cabeça com Casemiro, porque o Casemiro, sei lá, isso antes do gol, ele tava se achando um armador, ficava ali tentando controlar. Acho que o Brasil tava confuso, mas assim, eu entendo toda angústia do Orlando, mas na boa, o Antiellotti não vai abrir mão do Casemiro, porque uma coisa é o que a gente vê dentro de campo.

O Antiellotti, assim, a gente pode achar que o Fabinho talvez seja melhor do que o Casemiro. Isso é um achismo. Mas o Antelotti, ele conviveu com Casemiro. Então acho que o Antelotti sabe o que pode esperar, tanto para o bem, tanto para o mal do Casemiro. Sobre o Fabinho, talvez ele não tenha essa percepção, ele não conhece o suficiente. E eu acho que em grupo você precisa ter seus homens de confiança. Isso é uma coisa que eu meio que já aceitei, sabe, que no futebol eu falo até pensando assim no time que eu torço, nas coisas.

Eu ia até fazer um paralelo, tem a questão lá do Mané que não sai nunca do é que não sai nunca lá do time da Alemanha. Tem jogadores que os técnicos morrem abraçados. Mas a história do Casemiro, eu acho que vai muito mais além, porque a gente precisa pensar que o Ancelotti não é brasileiro, ele caiu agora, tem um ano. Então assim, você imagina, Diego, você que é um cara que, assim como eu, trabalha num corporativo, você tem que ter as pessoas que você confia no trabalho, você já conhece, principalmente ele que é novo.

Então assim, Eu acho que aos poucos essa percepção dele vai acabar mudando. Eu acho que o Japão tava com a proposta de jogo de jogar no contra-ataque, para mim era muito nítida. E aí, só para encerrar meu pensamento em relação ao jogo em si, para o Vini Júnior, o que acontece? Por mais que nós brasileiros, até brinquei, tipo assim, que nem família, aí eu posso falar mal do Brasil. Mas, cara, querendo ou não, por mais que a gente ache— eu acho que o Brasil hoje é uma seleção da segunda prateleira— a gente precisa entender o peso que essa camisa tem para os adversários.

Eu tenho uma teoria que por enquanto é só vozes da minha cabeça, que tipo assim, Marrocos e Japão, quando fazem o gol no Brasil, eu acho até que eles desacreditam na possibilidade de ganhar do Brasil. Acho que o Japão sentiu o peso de poder desclassificar o Brasil. Por mais que eles tenham comemorado, é tipo assim, é uma loucura. E eu acho que de fato uma coisa você jogar a primeira rodada contra a Holanda, que você ainda não tem nada a perder, você tá jogando livre, e que o Japão sabia que era o confronto mais forte, que ainda teria dois para se recuperar, do que um time que nunca avançou, né, na fase de mata-mata está tendo a possibilidade de eliminar o maior campeão.

Isso pesa também. Então eu acho que a gente fala muito do peso que às vezes o Brasil sente quanto protagonista. E essa seleção do Antelotti, eu nem sei se gosta assim, vendo o estilo de jogo do Antelotti, de ser o Brasil que vai propor o jogo. E contra o Japão era esperado. Então acho que o Brasil entrou com essa proposta mais propositivo. Mas você vê que o Brasil bate cabeça porque o time adversário se monta lá e fica esse toque para lá assim.

A gente não vou nem mais falar sobre a lentidão do time do Brasil, enfim. E eu acho que aí assim, eu dou muito valor ao Ancelotti porque ele é muito fiel naquilo que ele acredita assim. Ele sabe bem ou mal, mas assim, ele já entendeu as peças que ele tem. Ele não tem um meio de campo bom e não vai ter. Aí são esses jogadores, esses foram os convocados. Então assim, e aí duas coisinhas: quem jogou, jogou. Então eu não espero que vai entrar Luiz Henrique, não espero que vai entrar Danilo Santos.

Eu acho que o Antelotti já entendeu dentro desse grupo quem vai dar resposta. Ele não vai mais fazer testes assim. Se entrar um Luiz Henrique, um Danilo, essa galera que não jogou muito, é tipo assim O desespero do desespero do desespero, faltando 5 minutos, porque eu acho que ele ainda tem uma bola de segurança que eu não concordo. Aí vou emendar a história do Vini, que é o Neymar. Mas antes de conversar sobre Neymar e Vini, eu só vou falar uma coisa assim, duas coisas na verdade.

O futebol é uma coisa maravilhosa, gente. Todo mundo querendo Casemiro fora, o cara vai lá e faz o gol. E que estrela tem esse rapazinho comedor de chiclete chamado Ancelotti? Então assim, futebol, eu acho que a lógica do futebol vai até um passo. A partir disso, gente, desfrutem tudo que acontece. É por isso que futebol é esse jogo tão maravilhoso. Pode falar.

?Voz C

É transcendental, existe o transcendente no futebol, sabe? Tá no mundo espiritual, é uma coisa louca.

?Voz B

E isso eu acho incrível. E para mim o mais louco foi o Casemiro ter saído como o homem do jogo, mas enfim. Mas não, já ouvi a piada porque ele deu 2 gols, né? Ele fez 2 gols praticamente. Mas eu nem acho que ele é o errado, sabe? E aí eu concordo, você falou que não assistiu a coletiva do Antelotti, eu vi uns pedaços, e ele não acha que o erro é do Casemiro. Eu entendo a revolta com Casemiro, porque na verdade o problema foram lances antes.

Ele tomou um cartão amarelo numa falta boba, e isso talvez tenha tirado dele a possibilidade de ir mais pesado lá no jogador do Japão. Eu acho que o erro talvez do Casemiro tenha sido esse, mas para mim é um erro mais de saída de contra-ataque. Você cruza a bola quando você tá correndo. Enfim, a gente falou do erro primário do gol do Paraguai contra a Alemanha. Eu também acho que foi um erro primário. Me dói muito o coração falar isso do Danilo, mas enfim.

E aí, o que eu discordo de vocês, eu não acho que o Bruno Guimarães tem sido um excelente jogador, mas o cara da seleção é o Vini, ponto. Assim, eu não tenho comparação. Eu acho que o Bruno Guimarães, ele acaba até surpreendendo, porque no primeiro jogo ele foi muito criticado E ele conseguiu dar a volta por cima, né? Enfim, e aí teve aquele momento que o Brasil ficou desmontado, né, gente? O Casemiro tava tão louco que ele se bateu em dois jogadores, assim, era um negócio absurdo.

Então eu fico muito preocupado com esse desmonte, mas concordo com você, Orlando, que teve uma capacidade de mudar, né? E me surpreende como essa seleção do Antealot, apesar de ter sido o primeiro jogo que virou, mas ele é um time resiliente. E isso eu tenho que dar muito valor ao trabalho do Antealot. Pode jogar feio, feio no sentido assim, ah, meu Deus, o Brasil precisa ganhar e continua, mas é aquele toquinho de lado. Mas é um time que não se entrega, e isso tem muito valor, é uma característica diferente que a seleção brasileira tenha adquirido, porque também a seleção brasileira não é mais a mesma que a gente esperava.

E aí a questão do Vini, Diego, até vou te surpreender, eu acho que o hype em cima do Neymar já diminuiu, já foi maior, já foi muito maior. Eu acho que a galera tá começando a entender que, e eu acho que tem uma sinalização do próprio Neymar quando ele tá mais contido assim, né, tá mais calado, digamos assim, não tá tão midiático como ele já foi antes, né. Eu acho que hoje eu também concordo que não era o Hendrick o cara para entrar, mas também não sei qual que seria.

Mas quando ele não coloca o Neymar e coloca o Hendrick, talvez até porque era os 45 minutos, isso para mim já foi uma boa sinalização dessa história de quem jogou, jogou. É, na coletiva, o Antialotti falou que tava aguardando o Neymar para prorrogação. Se fosse para prorrogação, ele ia fazer essa alteração, né? Porque acho que ele já tinha feito as 3, se eu não me engano. Achei estranhíssimo essa substituição do Antialotti, uma para uma.

Geralmente os treinadores estão trocando em lote, e a primeira vez que ele não faz assim substituições na Copa. Mas eu acho que o Vini é um cara que jogou todos os jogos É, eu entendo que para ele é mais difícil conquistar o espaço por N coisas assim. Eu falo que o Vini é um cara que deu muito azar na era que ele foi jogar na seleção, porque é uma safra nota 6, nota 7, para um cara que é muito diferenciado e que surgiu numa época onde o Neymar era visto como salvador da pátria.

Né? E aí tem o Vini, querendo ou não, ele não é um cara tão midiático. Eu tô falando nem questão de seleção brasileira, né? Falando em futebol de clube. E aí tem todas as outras questões que a gente sabe envolvendo racismo, a forma como ele se posiciona. Ah, porque o Vini é um cara problemático. Outro dia, quando o O Brasil fez o terceiro gol, o segundo gol de cabeça lá do Vini contra a Escócia, que um xelote vai lá reclamar com o quarto árbitro.

E aí o pessoal, eu vi um meme colocando o meme do Vini também reclamando, né, e um jogador ia lá e tampava a boca dele. Mas eu de fato acho que o Vini deveria ter mais espaço, acho que isso tá acontecendo, né, ele tem demonstrado isso em campo. O gol que ele ia fazer hoje, cara, ia ser um negócio espetacular assim. Eu fiquei com dó porque eu acho que ele ia assinar de vez e falar assim, cara, essa Copa é minha. E eu acho que essa vai ser a tendência, sabe, Diego?

Vamos ver, né? Isso vai depender muito também das oitavas, que time que a gente vai pegar, como o Brasil vai se comportar. Eu acho que o jogo de hoje deu um Como assim, de um acabamento na autoestima. Foi a primeira vez que o Brasil virou o jogo, né, meio que devolveu a virada que sofreu. Mas acho que o Vini vai acabar assim, espero, ganhando espaço. Tem uma hora que vai acabar esse hype em cima do Neymar, à medida que ele joga e joga pouco, né, apresente.

Mas é lógico, se o cara entra no jogo aí, faz um gol de falta, faz um negócio diferenciado, Volta tudo em cima. Mas aí são conjecturas, né? Pensando em hoje, acho que nem tem comparação. E acho que de fato a imprensa, eu entendo o seu ponto, eu acho que tem uma questão da mídia mesmo de toda hora ficar mostrando o Neymar, que é para conseguir likes, é para conseguir audiência. Mas quando eu vejo comentários da mídia sobre Campinbola, quase não se fala mais de Eu vou—

?Voz A

o Orlando talvez se lembre disso, você também, Emi, não desse fato que eu vou relatar aqui, mas dessa época. Eu acho que vocês lembram da Copa de 98, quem foi a terceira colocada, e foi a Croácia do Davor Šuker. O Šuker hoje ele é dirigente da Federação Croata e tudo mais, e ele tá sempre ali nos jogos da Croácia. E teve um tempo atrás que ele deu uma entrevista, quando foi perguntado, perguntaram alguma coisa do Modric para ele, e ele falou uma coisa que eu lembrei hoje, né?

E lembrei agora, principalmente você falando dessa questão do Vinícius e do Neymar, e lembrei hoje dessa comparação do Vinícius e do Neymar, porque os caras perguntaram para ele, falaram do Modric, tudo mais, e por algum motivo na entrevista entrou a questão da guerra na época da Independência da Iugoslávia, que foi dissolvida, virou acho que 8 países. E o Suker falou uma coisa: quando a Iugoslávia foi dissolvida e esses jogadores se dividiram entre quem vai ser sérvio, quem vai ser montenegrino, quem vai ser bósnio, quem vai ser croata, ele falou: "Nós éramos muito amigos enquanto iugoslavos e, de repente, as fronteiras mudaram as nossas bandeiras." E ele falou que naquela Croácia de 98, que ele era a grande estrela, na sequência da Copa ele se transferiu para o Real Madrid e tudo mais.

Ele falou que entre os jogadores os caras falaram assim, ó, nós vamos jogar como um conjunto. Não tem o Suker que é o melhor, não tem o Prosinečki que é o melhor, não tem o Boban que é o melhor. É um, vai ter dia que vai ser o Prosinečki, vai ter dia que vai ser o Boban, vai ter dia que vai ser o Suker. Vai ter dia que vai ser o Mihajlović. E ele contando isso daí, eu fico com essa impressão de que no Brasil o fato da gente ter muito craque, e a gente sempre teve muito craque, esses caras eles dividiam o peso entre eles porque eles sabiam que eles eram muito bons.

E hoje, se a gente pega aí as seleções, a sua grande maioria, dificilmente a gente vai ter 3, 4 seleções com mais de um grande jogador. Talvez a gente tenha a França, mas só a França. A Espanha é um conjunto. A Inglaterra tem o Harry Kane, que é um goleador, mas é um conjunto. Você tem grandes seleções que são conjuntos, e elas se sobressaem porque eu acho que elas, os jogadores abrem mão disso daí. Tipo, ó, eu até posso ser o cara dessa seleção, o rosto da seleção, mas nós vamos dividir esse protagonismo aqui.

É um grupo E eu acho que isso no Brasil não tem, porque colocaram Neymar assim no trono e se espera dele algo que ele talvez ele nunca tenha querido ser isso daí, tá? Independente dele ser o melhor jogador da geração dele, mas talvez ele não queria ser esse cara, e colocaram ele ali, ficaram esperando. E quando eu vejo Vinícius Júnior fazer a jogada que ele fez e essa bola não entra, eu fico pensando assim, pô, Vini Jr. Foi um momento assim, ó, muito pequenininho de você esperar aquilo daquele jogador e elogiar aquela jogada.

Eu acho que se nesse quesito aí, se tivesse sido o Neymar fazendo aquela jogada, tava repercutindo até agora. Tipo uma comparação com aquele gol do Pelé que não entrou. Olha a genialidade do cara e não sei o quê. E eu sinto um pouco falta desse respeito maior ao Vinícius Eu acho que ele merece, ele conquistou isso, e ele tá mostrando nessa Copa que assim, ó, vocês também pode confiar em mim. Eu também, se receber a devida atenção, vocês podem ver o que eu vou apresentar em campo.

E não só aquela coisa de esperar crítica e tudo mais, é enfadonho isso. Mas para a gente ir caminhando aqui para o final, Orlando, Costa do Marfim, Noruega. Daí saiu adversário do Brasil. Duas seleções que mostraram muito. A Costa do Marfim, no grupo da Alemanha, mostrou muito futebol e acabou caindo aí para Noruega. E a Noruega mostrou um futebol de gente grande. E aí eu vou jogar para você o questionamento: essa lentidão do jogo do Brasil vai enfrentar, independente da seleção, seleções de transição e seleções de uma velocidade absurda.

O que que você espera desse confronto? E qual que você acha que desses dois seria o adversário mais acessível para um Brasil que ainda tá em construção nesse Mundial?

?Voz C

Vamos lá, rapidinho aqui, dando um pitaco rápido sobre o que você falou. Eu discordo de você, eu acho que o Vini é visto como o cara da seleção atualmente, não vejo essa que você tá falando. Só que eu deixei bem claro que é um posicionamento teu, eu discordo. Acho que o Vini é visto sim como um cara de seleção, todas as bolas vão nele. Quando eu falei do Bruno Guimarães, falei que ele alterna muito o meio de campo. Isso para mim é o único no meio de campo, na verdade, que é seguro.

Isso para mim faz toda a diferença. Mas o cara é assim, aí refutando o que eu falei lá atrás, o cara do time é o Vini. Ele que toda bola decisiva, ele que perde 5 lances e continua tentando. É o que tenta jogada diferente, o mundo inteiro joga diferente, é ele. Quando entra, sai coisa boa. Então, mas aí é a questão mesmo de posicionamento meu. Relação, o que você, relação Costa Martim-Noruega, eu particularmente, tá, na minha análise aqui humilde, eu preferia pegar, prefiro pegar Noruega.

Eu acho que a Noruega ela tem um ataque ali do Haaland absurdo, velocidade, Mas o que eu vi da Noruega nessa primeira fase é que a defesa é muito forte. Eu senti a defesa da Noruega muito forte, tá? Sim, uma coisa, lembro até, acho que foi até o Marlon que falou lá no grupo do Brasileirão, não sei, que ele comentou, e o caraca, ele fez, tomou muito gol bobo. Eu vejo isso na Noruega. Então, para mim, por conta de uma defesa, por conta de uma, não na defesa em si, o nome dos zagueiros, mas uma questão de marcação Acho que o jogo do Brasil encaixaria mais com a Noruega, tá, nesse sentido assim, com um contra-ataque, a defesa que é um time que não tem uma defesa tão sólida, pelo menos que eu vi até aqui na Copa.

E a Costa do Marfim, eu acho um time muito habilidoso e muito forte. Eu acho que assim, eu teria mais receio do Brasil com a Costa do Marfim, meu, é o time assim organizadíssimo. Apesar deu mole para Alemanha, podia ter sido empate aquele jogo, acho que o Edmar no final jogo, até tomar aquele gol, deu mole, tá? Podia ter até vencido algum momento do jogo, ele tava até dominando, então eu tenho essa desconfiança maior na Costa do Marfim.

Eu acho que o adversário, sim, não é mais acessível, que os dois são bons, mas acho que encaixaria melhor com o jogo do Brasil, Noruega. Ela tem uma defesa alta, fica muito exposta, toma muito gol. Acho que o Brasil se daria melhor, se dará melhor com Noruega. Mas quem vier, vem, né, cara? Copa do Mundo, Copa do Mundo, a gente não pode também. A gente prefere uma, a gente sabe que o melhor costuma vencer. Então você gosta mais, melhor lá vai vencer.

E se o Brasil não for melhor, vai ser eliminado para a Copa do Marfim. E se for melhor, vai passar. É isso.

?Voz A

Jogo para você também esse, esse questionamento. Não, melhor eu vou mudar. Esquece Costa do Marfim, Noruega. França e Suécia, jogo de gente grande. Uma França madura e uma Suécia que assim, né, trancos e barrancos. O que que você acha que sobra aí para o Paraguai? Você acha que vem a França mesmo, ou pelo que você viu da Suécia, tem chance do Isaac do Liverpool aprontar ali contra os franceses, os azuis da Europa?

?Voz B

É isso, você me deu um palpite mais fácil, né? Tudo pode acontecer, mas eu acho que nesse confronto aí a França é muito favorita. A gente exaltou tanto a França aí, você mesmo falou de como a França joga, o Orlando falou da letalidade. A Suécia é uma seleção boa, mas é isso, ela é muito exposta. E eu acho que é o tipo de seleção que a França gosta de pegar. Mas você não me perguntou, mas eu vou responder mesmo assim. Eu concordo com Orlando, tá?

Eu, na questão de, acho que a Noruega tem, tem mais encaixe. O problema vai ser resolver a questão da velocidade. Eu achei que Costa do Marfim me decepcionou no jogo contra a Alemanha. Eu sentava crente que ia ganhar. Depois que eu vi do jogo contra o Equador. Mas eu acho que é um confronto muito, muito equilibrado assim. Não sei, eu acho que vai ser um desafio grande qualquer um dos dois para o Brasil. Mas só para não dizer que eu terminei a resposta não falando que você me perguntou entre Suécia e França, ou França e Suécia, eu aposto na França.

E a França tá carregando o título, né, assim, o esse favoritismo. E é muito interessante porque eu acho que ela quer ganhar e falar: vocês estão me chamando de favorita e eu vou provar cada jogo. Porque não foi à toa que no jogo contra a Noruega, Noruega totalmente reserva, e eu achei uma puta sacada também da Noruega não medir forças com a França agora, do tipo assim: vocês querem ver quem é a Noruega, querendo comparar com a França.

Não vai ser agora que vocês vão descobrir, vai ser agora nesse jogo contra a Costa do Marfim. E a França falou: não, eu vim aqui com objetivo, que é ser protagonista e ganhar sendo protagonista. Porque a gente tá vendo a França, Portugal e Espanha jogando protagonismo lá, o favoritismo no ralo. E falou: não vou mudar, se você quiser entrar com time todo reserva, problema seu, eu vou continuar jogando. É bem, então, isto posto, eu acho que em relação à França e Suécia, lógico, acabei de falar que futebol é uma coisa maravilhosa, então não vou ser, não vou desdizer o que eu disse, mas dentro de uma certa lógica tende a dar França.

?Voz A

Ele falou uma coisa que é muito verdade, é o ganhar provando que é a protagonista que todo mundo diz ser. E eu tô acreditando muito nisso daí. Eu acho que a França, ela vem, ela vem nessa mentalidade. Não fez uma, não é que ela não fez um bom ciclo de Nations League, ela precisa da Nations para ir para Copa, ela levou mais a sério eliminatória do que a Nations, mas eu tô Eu tô com essa, com essa sensação também de que os caras estão assim, ó, vocês estão, você não vai ter zica reversa aqui.

Vocês estão me chamando de protagonista, eu vou ganhar isso daí. Vocês vão falar assim, ó, ganhou porque mereceu, porque tava na cara que ganharia. E eu acho isso daí muito bom para uma seleção desse tamanho, para um projeto aí que não é de agora, não aconteceu agora e nem na última Copa.

?Voz B

Isso, vocês imaginam que assim, a França é atual vice-campeã e pode ter, se eu não me engano, pode ter uma nova final França e Argentina. Argentina com aquele caminho lá facilitado, quase um Palmeiras na Libertadores, com aquele chaveamento. A França só com as pedreiras. E assim, pode ter uma nova final e Não que eu queira que isso aconteça, porque isso quer dizer que o Brasil saiu, mas ia ser um negócio bizonho de maravilhoso. Acho que isso nunca aconteceu, inclusive.

?Voz A

Aconteceu sim. Argentina e Alemanha fizeram 86 e 90 nesse mesmo contexto. Alemanha ganhou em 86 com Maradona endiabrado, que fazia de tudo. Não, Argentina Argentina ganhou em 86 com Maradona, que fazia de tudo, e fez a final com a Alemanha. Em 90, os dois vieram no caminho oposto, e ali teve o troco dos alemães. E eu tô acreditando muito que, inclusive, se eu não me engano, é Alemanha e Argentina que tem essas finais trocadas aí, tem esses jogos trocados aí em mais condições.

E eu acredito muito que isso daí pode acontecer, porque o caminho da Argentina é Céu de brigadeiro. Hoje eu quero ir embora, manda.

?Voz C

Só aqui rápido, coisa rapidinho, eu tô cansado, quero ver a Holanda ali também, a Anne também tá, você tá, mas tem que passar aqui rápido algumas coisas. Primeiro, Colômbia e Portugal, cara, o time da Colômbia tá jogando muita bola, jogou, foi o jogo, parece um dos jogos mais legais da Copa. Portugal tentou em algum momento esboçar uma reação, criar uma oportunidade, beleza, Mas o que a Colômbia fez no jogo amassou, tá? Sim, era para ter vencido demais.

É porque o goleiro português, acho que é Diogo Costa, não pegou muitas bolas. No final sai um gol do Sanches que tá impedido ali por centímetros. Então não sei se o caminho da Argentina também é assim, é simples, é mais fácil em relação ao outro, mas tende a cruzar com a Colômbia. E aí pode acontecer. O time da Colômbia, cara, assim, coração, jogou muita bola. Passar por esse jogo rápido. E Colômbia passou de primeiro do grupo, jogou futebol um dos melhores, pelo menos quanto Portugal ali destruiu.

Não venceu por detalhe, era para ter vencido. Portugal ali tá devendo, classificou mas tá devendo, precisa demais. É um time de pouca intensidade, lento, é previsível, é até meio nojento de assistir, tá? Falar um pouco do Uruguai rapidamente. Uruguai foi uma eliminação muito por conta da minha opinião, né? Merece todo mundo, todo mundo falou: Bielsa, não dá, não dá, não dá, o Moguilheira não tem mais condições. E ele insistiu no Moguilheira até morrer afogado com o Moguilheira.

A Amy falou aí que tem treinador que tem seus homens de confiança e morre com ele. Então Bielsa morreu com o Moguilheira, foi com ele até o fim. E aí ele troca o Moguilheira do primeiro para o segundo tempo, aí já era, já tinha tomado 1x0, já o Cabo já tinha entornado. Inclusive, o Uruguai era para ter vencido o Cabo Verde, jogou para vencer Cabo Verde, jogou para vencer Arábia Saudita, não conseguiu nenhum dos dois. Então foi uma eliminação que tem um nome, que é Bielsa e Mujner.

São os dois nomes dele. E o Bielsa porque ele que escalou primeiro de tudo, e o Mujner porque ele que falhou. Escalado não correspondeu ao treinador. Foi uma tragédia. Uruguai não jogou para ser eliminado, mas por conta dessas circunstâncias, futebol circunstancial, Rodo foi eliminado, queria falar sobre isso. E encerrar um pouquinho também falar sobre o fim do, o fim de ciclo da Inglaterra na fase de grupo. Também ainda muito engessada, apesar do primeiro jogo ali ter feito futebol legal, tal, contra a Gana.

Tudo bem que Gana, né, fechou os 11 lá atrás e praticou antifutebol para buscar o empate e conseguiu. Agora, agora contra o Panamá, o Panamá tentou sair jogo saiu mais, ainda assim a Inglaterra mostrou dificuldade até fazer o primeiro gol do Bellingham. Aí depois ele se solta, meio travado, meio cara de futebol inglês mesmo, ainda de seleção. Tem que melhorar. Tem grandes jogadores, tem o Harry Kane lá, entendeu? Mas ainda tá também, apesar da primeira exibição ter sido o que a gente elogiou para caramba, depois no gráfico, né, o Diego trabalha, a gente trabalha com engenharia, eu trabalho engenharia química, então a gente tem muito gráfico também, ó.

O gráfico vai ter a não se manter. Foi um pico, desceu e tá ali, né? Que foi uma tragédia, uma boa primeira fase, mas não, não manteve o nível do primeiro jogo. Só ganhou de 2 a 0 ali, mas tem que também, só para descer assim, que a gente acaba tendo que fazer escolha, né, editoria, que são muitos jogos. E eu acho que seria injusto não falar da Colômbia. Acho que a Colômbia até falasse mais dela, é até injustiça falar tão pouquinho dela para o futebol que vem praticando, mas tá aí.

Só esse panorama aí desses três aí que acho que a gente tinha que falar um pouquinho.

?Voz A

Eu vou até continuar isso daí para a gente encerrar. Muito bem lembrado, Colômbia, Inglaterra. A Colômbia não foi a segunda colocada na eliminatória, acho que a terceira, né? Segundo foi o Equador e terceiro Colômbia. Futebol de gente grande. Eu acho que Portugal, que todo mundo esperava, pô, se for alguém para tirar ali o lacre de inédita Copa, pode ser Portugal, tá devendo muito. O Roberto Martínez, ele levou todo fracasso da geração belga para geração portuguesa, que é boa para caramba.

Agora, a Inglaterra, o jogo da Inglaterra, eu não entendi porque que o Tuchel resolveu mudar o time e dar desfigurada no meio-campo, dá desfigurada na lateral num jogo que assim, cara, você podia, podia dar ruim, podia dar ruim ali para você. E eu acho que essa Inglaterra tá devendo. Acho que ele teve mais sorte do que juízo, mas eu acho que a Inglaterra vai entrar nos cascos ali contra a República Democrática do Congo, os bons congoleses.

E eu acredito que deve, deve passar de fase. Mas o Tuchel, ele foi mais sorte do que juízo, Thomas Tuchel, porque olha, numa dessa daí você põe tudo a perder, você cai do lado que não deve cair da chave e você dança. Mas eu acho que são algumas seleções que a Colômbia mostrou um nível de maturidade que ninguém tava falando. O Equador comprovou aquilo que a gente vinha falando desde as eliminatórias. E a Inglaterra, mais uma Copa precisa se provar.

E Portugal decepcionou assim absurdamente, absurdamente mesmo, porque para mim, pelo que mostrou até agora, se passar das oitavas, ó, palmas, palmas, porque não tá jogando para isso. O Emi avisa a galera que o episódio 4 fica por aqui, mas o quinto vêm durante a semana, porque antes do jogo do Brasil, que é domingo, nós vamos aparecer para falar desses confrontos que vão acontecer aí ao longo da semana. Tem muito jogo bom, hein?

?Voz B

Bom, galera, então convido vocês a assistir o episódio, esperar o próximo aí. Como diz o Diego, tem muito jogo bom. Agradeço a audiência de vocês, né? Agradeço o convite. Deixa o meu beijo aí aos meus companheiros aqui de podcast que não puderam estar hoje. E simbora, vamos ver o que que acontece ao longo da semana. O bom do Brasil ter sido o segundo, assim, seu segundo jogo, é que agora o problema tá com os outros. A gente vai ficar um tempinho vendo de camarote o circo pegar fogo. Então, até uma próxima, pessoal!

?Voz A

Orlando, avisa a galera que tal qual o Brasil, nós estamos na próxima fase Mas independente do Brasil, a gente vai até a final.

?Voz C

Bom, obrigado, Diego. Obrigado, Enio. Obrigado, ouvinte. Continua nesse projeto nosso aí, que é um projeto de todo mundo aqui gravando até tarde, trabalhando, e volta correndo. E, pô, mó loucura, velho. Mas é isso aí, essa Copa do Mundo é fantástica. Como eu já dá dor no coração de pensar em que ela pode acabar. De coração. Mas vamos lá, somos livres até o fim, independente que vai ser campeão. A gente ama o futebol acima de tudo.

E pode ser a final, sei lá, Congo e, pô, Paraguai, e a gente vai estar lá acompanhando. E tipo assim, Maradão, abraço, aproveita esse episódio aí. Críticas construtivas, elogios, estamos abertos a tudo aí. Pode falar que se eu falei besteira no jogo do Brasil, se eu falei besteira do Antelotti, pode Descer lento aí, igual Ronaldo, costa larga. Tamo aí.

?Voz A

E eu, Diego, agradeço cada play, cada compartilhamento, cada feedback que vocês dão. E aviso que independente de quem estiver na final, a gente vai até ela e a gente encerra aqui só depois do dia 19 de julho, que é o dia do derradeiro confronto que vai dizer quem leva a taça para casa. Ou quem a mantém em solo sul-americano. Deixo aqui aqueles meus já conhecidíssimos beijos no coração e fui!

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