Episódios de Rezando o Evangelho

Para rezar o Evangelho do 6º Domingo da Páscoa

09 de maio de 202611min
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O Espírito da Verdade desvela nosso ser verdadeiro

Texto do Pe. Adroaldo Palaoro, SJ, como sugestão para rezar o Evangelho do 6º Domingo da Páscoa (Ano A - 2026).

Texto: https://blogamareservir.blogspot.com/2026/05/o-espirito-da-verdade-desvela-nosso-ser.html

Texto bíblico: Evangelho segundo João 14,15-21

Participantes neste episódio1
A

Adroaldo Palaoro

ConvidadoPadre Jesuíta
Assuntos2
  • Adoração em espírito e verdadeO Espírito como desvelador do ser verdadeiro · O Espírito como ensino interior e escuta do coração · O Espírito como força transformadora · O Espírito como brisa suave e vento impetuoso · O Espírito como libertador da indiferença e do medo · O Espírito como defensor e presença constante · O Espírito como promessa de Deus · O Espírito como energia divina e participação no reino · O Espírito como remorso de consciência e desafio à transformação · O Espírito como morada e ser espiritual · O Espírito como desvelador do ser essencial e multiplicador do melhor · O Espírito como defensor parácrito que vive em nós · O Espírito como identidade real que transcende o ego · As terras do Espírito como promessa interior · A presença silenciosa do Espírito no coração · O Espírito como toque que renova a identidade
  • Evangelho do Sexto Domingo da PáscoaEvangelho segundo João 14,15-21 · Ano A - 2026
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O Espírito da Verdade desvela nosso ser verdadeiro. Texto do padre Adroaldo Paraolo Jesuíta como sugestão para rezar o Evangelho do sexto domingo da Páscoa, ano A, 2026.

Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. Evangelho de 2 João 14, 17 Segundo o evangelista João, Jesus não prometeu magistério externo com dogmas e doutrinas, tampouco deixou uma estrutura de poder ou uma organização religiosa. Sua verdade se expressa no ensino interior do Espírito que atua...

através do testemunho dos seus seguidores. Acolher o Espírito de Deus quer dizer deixar de falar só com um Deus a quem quase sempre o colocamos longe e fora de nós, mas aprender a escutá-lo no silêncio do coração. Deixar de pensar em Deus só com a cabeça e aprender a percebê-lo no mais íntimo de nosso ser. O Espírito é o Deus de guarda.

está em missão ativa desde o primeiro dia da criação, na inspiração dos patriarcas e profetas, no momento da concepção de Jesus e em sua vida pública, quando, do alto da cruz, entregou o seu Espírito com um último alento nesta vida. João 19, versículo 30 No seu primeiro sopro como ressuscitado, João 20, versículo 22.

nas línguas ou labaredas de fogo em Pentecoste. Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos de 3 a 4. O Espírito da Verdade sempre se manifestou e se revela como um Espírito forte, um vento e uma força que transforma os medrosos em valentes, os mudos em anunciadores, os desanimados em fiéis seguidores, comprometidos com a causa de Jesus, o reinado do Pai.

O espírito da verdade está sempre distante das instituições petrificadas e se revela presente nas situações mais surpreendentes. Brisa suave, vento impetuoso, sol primaveril, hálito de vida, línguas de fogo, são diferentes formas de sua manifestação e que abrem nossas consciências, não nos deixam tranquilos, despertam o melhor que há em nós.

nos imporciona a viver o compromisso em favor da vida. O Espírito nos livra da indiferença, do fantasma do relativismo, do medo à mudança, à polaridade. Porque o Espírito nos ensina que a única coisa que não muda é seu sopro, que nos faz mudar fazendo tudo novo. Não é fácil expressar essa experiência. O evangelista João chama Espírito da Verdade.

É uma expressão muito acertada por Jesus, que se deixou conduzir por ele, revelou-se como força e luz que o fez viver na verdade. Qualquer que seja a situação em que nos encontremos na vida, acolher Jesus significa acolher seu Espírito em nós e que nos leva para a verdade. O evangelista o chama também Espírito defensor, porque nos defende daquilo que nos poderia separar de Jesus.

Este Espírito estará sempre conosco, continuará sempre vivo no mundo, se o acolhemos em nossa vida. Não nos sentiremos órfãos e desaparados. O tempo pascal vem nos recordar que Jesus não prometeu uma sociedade sem excluídos, nem um mundo sem males, um corpo sem enfermidade, uma realidade sem conflitos, mas sim nos prometeu o Espírito Paráclito.

que estará sempre conosco e tornará possíveis sonhos de Deus sobre a humanidade. No atual contexto, marcado por tanto ódio e violência, descobrimos sementes de bondade espalhadas sobre a terra. Uma primavera de boas atitudes, de amizade, de ajuda-multa, de criatividade. Quem vive bloqueado e petrificado é incapaz de descobrir o espírito que sobra em toda a criação.

em toda a humanidade e de conectar-se a ele para poder respirar. O espírito da verdade é o espírito do momento presente. O espírito não está nos mais além, mas aqui nos envolve e nos constitui em nossa essência. Ele não é patrimônio de uma religião, é o fundamento de toda espiritualidade que responde à sede e transcendência para que a vida seja algo mais que...

Deixar passar o tempo, acontecimentos, etapas, inclusive projetos, êxitos e fracassos. O Espírito nos lança para além do nosso individualismo absurdo e nos faz cair na conta de que não podemos buscar só o nosso próprio bem-estar. O Espírito Santo é a marca de Deus no coração do ser humano, é a energia divina que nos faz capazes de participar do seu reino.

na condição de filhos e filhas, e continuar o caminho de Jesus, sem desviar-nos por outros caminhos, seduzidos por outros espíritos. O espírito ressuscitado, neste momento crucial da história, remorde nossas consciências e nos desafia a romper nossas atrofias. Uns, conduzidos por ele, transformam por completo seu estilo de ser para uma vida mais ecológica e despojada,

Outros salvam vidas, literalmente, dos ventos tempestuosos do mar, dos desertos que separam países e fronteiras. Outros ainda se atrevem a enfrentar as máfias das drogas, das armas e do tráfico de pessoas. Há ainda aqueles que acreditam que as pessoas são redimíveis e podem se transformar em novos seres com acompanhamento devido. Outros se fazem é do espírito.

em despertar consciências, sabem ler os sinais de seu tempo e não se amedrontam diante de ventos contrários, da perseguição. Têm consciência de sua missão profética na sociedade, porque não buscam e alimentam vaidade. Sua autoridade não procede de seus conhecimentos, mas de seu interior do espírito. Ninguém nos poderá destruir.

pois somos morada do parágrafo. O Espírito e nós não somos dois, somos seres espirituais vivendo uma aventura humana, telar de chardã. Nossa perspectiva, o Espírito, é não separado de nada, mas ainda é o núcleo de tudo, o que existe, a outra face de todo o invisível.

Como o Espírito da verdade, ele desvela nosso ser essencial. É o grande multiplicador do melhor de cada um, o portador das células-troncos de nossa vida interior. O Espírito nos faz forte em nossas fraquezas e nos faz amadurecer quanto mais nos humilhamos. Seu modo de nos proteger é abrindo-nos. Seu modo de nos defender é desarmando-nos.

e quebrando nossa rigidez. Soltar as asas nos momentos mais petrificados e pesados de nossa vida é sinal de sua silenciosa presença. De imediato, nos sentiremos livres do peso que fomos arrastando durante tanto tempo e nos atreveremos a viver como os filhos e filhas do vento. O quarto evangelho nomeia o espírito como defensor parácrito e afirma algo completamente novo.

Vive em nós e está em nós. É assim o espírito, outro nome para referir-se àquilo que está mais além de todos os nomes, constitui simplesmente nossa profunda identidade. Nossa existência é a expansão do espírito, vivendo em cada um de nós na aventura humana. Tal conhecimento não significa uma inflação de ego, mas, pelo contrário, sua dissolução.

porque não está identificado nosso ego como espírito, mas afirmando que o espírito é a identidade real que transcende por completo o ego, desegocentrando-nos por completo. Ali, nosso ego se esvazia. O espírito toma o lugar que lhe pertence desde o princípio para sempre. Esse lugar não é um espaço físico nem está situado no tempo, senão que esse lugar está dentro.

Vai conosco lá onde vamos. São terras do Espírito e habitá-las é nossa promessa. A humanidade sempre sonhou e buscou a terra prometida. No entanto, esta não se reduz a um lugar geográfico ou um espaço paradisíaco. São as terras do Espírito, terras prometidas a nossos pais e mães que viveram a partir de nossa própria interioridade.

É preciso descalçar-nos para entrar nessas terras, tornar-nos cada vez mais leves, mais humildes, peregrinos. Quem se deixa conduzir pelo Espírito, nenhuma terra lhe é estranha. Ao contrário, lhe é familiar. Texto Bíblico, Evangelho segundo João, capítulo 14,

Versículos 15 a 21. Na oração. Na igreja, fala-se muito do Espírito, mas onde e quando escutamos sua presença silenciosa no mais profundo do coração? Onde e quando acolhemos o Espírito ressuscitado em nosso interior? Quando vivemos em comunhão com o mistério da trindade a partir de dentro? No silencioso sussurro da voz do Espírito, toda a realidade interior.

Fica abençoado. Os sentimentos contraditórios, os dinamismos opostos. Ele desce para encontrar-nos e desperta nossa vida atrofiada. Com seu toque, uma identidade nova ressurge. Não seremos mais estrangeiros, nem inimigos de nós mesmos. Sua presença dá calor e sabor à nossa existência. O Evangelho é a experiência de nascimento. Faz-nos ver como somos filhos de Deus.

com Jesus no Espírito Santo. Boa oração.