Episódios de Hora do Sabbat

EP15 | #AsFavoritas

02 de julho de 20261h1min
0:00 / 1:01:14

Tem dias em que tudo o que a gente precisa é colocar uma boa música para tocar e deixar que ela conduza o caminho.

Essa é a proposta do Hora do Sabbat nesta semana.

A curadoria musical reúne algumas das músicas favoritas de Sarah Mascarenhas em 2026. Canções que acompanham a apresentadora no cotidiano e ajudam a construir, semana após semana, a identidade sonora do programa. Uma seleção afetiva que percorre diferentes sonoridades, encontros e histórias por meio de artistas que permanecem presentes na sua escuta.

A edição traz ainda mais um capítulo da coluna Diário de uma Bruxa, com Alessandra Xavier. Desta vez, a narrativa percorre os caminhos da maturidade, da liberdade de assumir as próprias escolhas e da beleza de se aceitar como se é.

#EscuteMulheres!

✨ Se esta edição fez companhia ao seu dia, o Apoia.se/horadohoradosabbat do Hora do Sabbat é uma das formas de manter essa ciranda acontecendo.

Participantes neste episódio5
S

Sarah Mascarenhas

Host
A

Alessandra Xavier

ConvidadoAtriz, escritora e produtora
A

Amanda

Convidado
J

Júlia

Convidado
M

Mirella Bianca

Convidado
Assuntos7
  • Música e Gostos PessoaisMúsicas favoritas de Sarah Mascarenhas em 2026 · Identidade sonora do programa · Seleção afetiva de músicas · Música feita por mulheres
  • Diário de uma Bruxa: Separação e LutoMaturidade · Liberdade de assumir as próprias escolhas · Beleza de se aceitar como se é · Crise existencial feminina · Amanda Xavier · Júlia
  • Música e CulturaDeidades, mulheridade e música feita por mulheres · Estafa social · Músicas de Raquel · Lovezinho · MC Tha · Coração Vagabundo · Flávia Ferro · Ótima
  • Contextos Históricos e EspirituaisVozes femininas que reverberam resistência e criação · Som ancestral e eco feminino · Conexão com orixás e divindades · Xangô · Obá · Sogbo
  • O papel da literatura e da música na reflexãoMúsica como forma de expressão e autoconhecimento · Aceitação e liberdade pessoal · A beleza de não ter uma vida perfeita · Música como refúgio e inspiração
  • Campanhas e Copa do MundoExpectativa de um período eleitoral mais alegre · Julho das Pretas
  • Comunidade e Rede de ApoioImportância do apoio financeiro para a continuidade do programa · Comunidade de ouvintes e apoiadores
Transcrição145 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
?Voz A

A roda gira, a ciranda se forma. É tempo de escuta, de fala, de conexão. Vozes femininas que reverberam resistência e criação. Espaço de expressão, visibilidade e conexão das mulheres arteiras e fazedoras. A única revista radiofônica colaborativa feminista do Brasil. O som é ancestral, o eco é nosso. Começa agora a Hora do Sabá.

SMSarah Mascarenhas

Olá, olá, ouvintes da Hora do Sabá. Eu, Sara Mascarenhas, chego aqui mais uma semana trazendo pra vocês deidades, mulheridade, e hoje especialmente a música feita por essas mulheres. Tem dias que a gente não tá muito no pique de ficar socializando, conversando, falando, e eu sou uma dessas pessoas que tem estafa social, sim. E essa Copa do Mundo tá Tá me exigindo uma socialização que há tempos eu não fazia. Mas tá muito divertido.

É bom aí que o Brasil ganhou do futebol brasileiro do Japão, país rico. E a gente segue. A minha única expectativa diante dessa Copa é que se a gente ganhar, a gente vai ter um período eleitoral mais alegre, menos agressivo, menos violento. Então esse é meu desejo do hexacampeonato pro Brasil. Mas assim, de fato, não tô nem aí pra Copa. Que esse ano é ano eleitoral, estamos no Julho das Pretas e tem muita coisa pra ser falada.

Bom, o programa de hoje é bem musical, a gente tem só a coluna Diário de uma Bruxa.

?Voz C

E eu já vou puxar as canções pra gente curtir.—

?Voz D

um tempo que eu queria, um tempo para pensar, não sabia o que dizer, eu resolvi te escrever uma carta. É hora de partir, mas prometo voltar, todo dia é tempo e hora para a gente se encontrar, isso vai passar quando a chuva passar. Só me deixa Deixa eu relaxar, tomar banho de mar. Quando a chuva passar, minha cabeça esfria. É só você chamar, é só você chamar. Deixa eu relaxar, tomar banho de mar. Quando a chuva passar, minha cabeça esfria. É só você chamar, é só você chamar.

?Voz F

Eu não sei de tanto, mas que me amo é certeza. Meu peito me disse pare, pô, beleza, um tempo pra respirar. Sente firmeza, sem solidão, que eu tô comigo mesma. Nós vem depois, isso é sobre mim. Se não entender isso, que faz aqui? Quero sentir a brisa, nada ruim. Autoconhecimento se constrói assim, sabe? Gosto de tudo e tudo, tudo. Gosto de amar e tudo, tudo. Não leva a mal se eu quiser muito. Já me negaram tudo, tudo. Gosto de tudo e tudo, tudo.

Gosto de amar e tudo, tudo. E talvez eu ou nem queira muito, mas eu garanto, não te iludo.

?Voz D

Fazia um tempo que eu queria um tempo pra pensar, não sabia o que dizer, eu resolvi te escrever uma carta. É hora de partir, mas prometo voltar, todo dia tem piora pra gente se encontrar, isso vai passar quando a chuva passar. Só me deixa relaxar, tomar banho de mar. Quando a chuva passar, minha cabeça esfria. É só você chamar, é só você chamar. Deixa eu relaxar, tomar banho de mar. Quando a chuva passar, minha cabeça esfria. É só você chamar.

?Voz C

É só você chamar, chamar, chamar.

?Voz D

Deixa eu relaxar no marolho de mar, quando a chuva passar e minha cabeça esfria. É só você chamar, chamar, chamar. É só você chamar, chamar, chamar.

?Voz A

Começa agora Diário de uma Bruxa, uma coluna por Ale Xavier. Hora do Sabá, ano 8, temporada 11. A única revista feminina colaborativa pelas ondas do rádio.

?Voz G

Olá, ouvinte da Hora do Sabá! Eu sou Ale Xavier, eu sou atriz, escritora e produtora, e eu trago para vocês o Diário de uma Bruxa, um quadro ficcional que fala dos casos e acasos da mulher. E a vida da Amanda, que já era super movimentada, agora tá ganhando novos elementos com a chegada da Júlia. Esse episódio tem a participação de Mirella Bianca. Querido diário, hoje eu descobri uma coisa assustadora que tá me fazendo repensar todo esse sistema chamado vida.

Pra mim, isso caiu como um meteoro, mais surreal do que a pandemia. E olha, eu vou te confessar uma coisa: nem Penduricalhos, escândalos do Banco Master, Mensalão, nada disso me deixou tão chocada. Eu acho que a política ela tá de um jeito que o que me surpreende é sair alguma coisa realmente boa dali. Mas não é sobre nada disso não, é muito mais. Eu sei lá, eu não tenho nem palavras pra descrever isso. Pazne, a Júlia tá em crise.

?Voz H

Não tô não.

?Voz G

Ah, tá sim.

?Voz H

Não tô, Amanda.

?Voz G

Você reorganizou toda a estante de livros.

?Voz H

Eu precisava fazer isso.

?Voz G

Às 2 da manhã?

?Voz H

Ai, eu acho que é menopausa. Eu não tava conseguindo dormir.

?Voz G

Você comprou uma saia de paetê.

?Voz H

Mas tava na promoção.

?Voz G

Tá aí, crise. Comprar só porque tava na promoção. Nenhuma mulher em crise resiste a uma promoção.

?Voz H

Eu acho que eu também tô querendo mudar um pouco. Pensei em cortar o cabelo. Que que cê acha?

?Voz G

Bem-vinda ao CMC 40+.

?Voz H

Que que é isso?

?Voz G

Clube das Mulheres em Crise Depois dos 40.

?Voz H

Tô falando sério, Amanda.

?Voz G

Eu também.

?Voz H

Até isso tá me deixando meio confusa.

?Voz G

Agora é minha vez. Isso o quê?

?Voz H

Falar sério. Eu sempre tô falando sério. Minha vida sempre tá toda certinha.

?Voz G

Amiga, isso é o sonho de toda mulher. Sempre ter resposta pra tudo, saber exatamente o que vestir, pra onde ir, o que falar.

?Voz H

Ah, mas essa rotina metódica não tá mais se encaixando em mim. E isso é muito estranho, porque eu passei a vida buscando exatamente isso. E quando eu consegui alcançar, Eu não quero mais.

?Voz G

E o que que você tá querendo fazer?

?Voz H

Uma besteira.

?Voz G

Que tipo de besteira?

?Voz H

Não sei, mas eu quero música.

?Voz G

Ah, tem aquele barzinho que você gosta. Eu acho que hoje é aquele dia que tem música ao vivo, não é?

?Voz H

Não é bem isso. Sabe aquela história de que a gente precisa dar um passo para trás para dar dois para frente?

?Voz G

Eu que tô confusa agora.

?Voz H

A Júlia de 40, ela precisa encontrar a Júlia de 20.

?Voz C

Oba!

?Voz G

Dessa época eu lembro bem, eu topo. Então, além de música, tem que ter álcool. E uma hora depois eu tava lá em no bar com a Júlia, vestindo a saia de paetê da promoção, com os cabelos super descontraídos e tomando um drink que eu não consegui decorar o nome, mas era delicioso. Eu acho que pela primeira vez em muito tempo eu não tava tentando entender a minha vida. Eu só tava ali com a minha amiga em crise e vivendo cada gole daquele drink super colorido que já tava começando a fazer efeito no meu cérebro. Já a Júlia

?Voz H

olha aquela mulher!

?Voz G

Qual delas?

?Voz H

A de vestido vermelho.

?Voz J

O que que tem ela?

?Voz H

Ela entrou sozinha, pediu uma bebida e parece que ela tá com a vida dela toda sob controle.

?Voz G

Você não sabe nada da vida dela.

?Voz H

Eu nem preciso saber, só olhar para ela. O vestido vermelho já fala tudo. Ela sabe o que faz e mais, sabe o resultado exato de cada passo dela. Olha o sapato dela.

?Voz G

Eu achei lindo o sapato, vestido, mas—

?Voz H

E olha aquela lá, aquela lá mais no fundo.

?Voz G

Eu tô com medo de você.

?Voz H

Olha a segurança dela dançando sozinha.

?Voz G

E daí, Júlia?

?Voz H

Eu queria ter coragem para levantar daqui e dançar sozinha?

?Voz G

Você tem?

?Voz H

Não tenho. Eu só tenho coragem de fazer aquilo que eu sei fazer, e eu não sei dançar.

?Voz G

Ih, a tal mulher de vestido vermelho acabou de derrubar a bebida no vestido.

?Voz H

Ai meu Deus, a dançarina tropeçou! Amanda, tá vendo? Será que nada tá sob controle? Puta que pariu!

?Voz G

Que que foi agora?

?Voz H

Toda minha percepção do mundo tá se desfazendo.

?Voz G

O gelo do seu drink também.

?Voz H

Tem aquela frase: como é que é, quando a gente tem as respostas, a vida muda as perguntas?

SMSarah Mascarenhas

É isso?

?Voz G

Veria É belíssimo uma hora dessa, Júlia.

?Voz H

Ah, puta que pariu de novo, eu tô em crise.

?Voz G

Ah, admitiu! Garçom, traz mais dois desse pra gente comemorar.

?Voz H

Comemorar minha crise?

?Voz G

Não, a liberdade de não ter uma vida perfeita.

?Voz H

Um brinde à minha crise existencial.

?Voz G

Um brinde à nossa vida nada perfeita.

?Voz H

Lembra da mulher que tava discutindo no telefone quando a gente chegou?

?Voz G

Cadê ela?

?Voz H

Tá gargalhando ali perto da janela.

?Voz G

Eu acho que o tempo passa pra todo mundo, né?

?Voz H

Isso é maravilhoso, eu tô me amando Essa saia de paetê e esse rabo de cavalo meio bagunçado.

?Voz G

Ficou ótima mesmo, e eu já te aviso que eu vou querer essa saia emprestada.

?Voz H

Quem diria, né? Eu passei tanto tempo querendo construir uma vida segura, achando que viver era saber quem é, esqueci de deixar espaço para surpresas.

?Voz G

E agora, o que que a gente faz?

?Voz H

Porra, Amanda, eu sei lá.

?Voz G

Ah, eu acho que isso já é um ótimo começo.

?Voz H

Ai, eu preciso fazer xixi.

?Voz G

Banheiro feminino é sempre surpreendente.

?Voz H

Começando pela fila, né? E eu tô apertada.

?Voz G

Distrai, Júlia, pensa em outra coisa. Não tá Julia, isso não, a saia nova de paetê.

?Voz H

Ai, você é louca, está achando que eu vou fazer isso aqui? Eu tô pensando outra coisa.

?Voz G

Não, Julia, você não vai fazer isso.

?Voz H

Não tenho opção, Amanda.

?Voz J

Julia!

?Voz H

Preciso fazer isso mais vezes.

?Voz G

Tenho mil defeitos, fiz deles piada.

?Voz H

Abaixei a guarda, virei minha amiga. Ótima, eu me sinto ótima.

?Voz K

Ótima! Eu me sinto ótima!

?Voz C

Forte, firme e sólida!

?Voz K

Solidária ao mundo, com a paz no peito. Peças que dão jeito nas causas do medo. Hoje me aceito, tenho mil defeitos. Fiz deles piada, abaixei a guarda. Virei minha amiga, tirei a armadura das mágoas. Às antigas. Todo peito aberto e te quero perto. Que nada nos distraia do amor, nem mesmo as vitórias da vida. Que nada nos distraia do amor, nem mesmo corvetes e serpentinas. Que nada nos distraia do amor, nem mesmo os picos de adrenalina.

Que nada nos distraia do amor e tudo nos atraia ao amor. única, conectada ao pulso natural da terra, livre da agonia de chegar primeiro. Grande é ser inteiro, confiar na fonte, ter a sela do instinto, ter a companhia de quem se observa, ser por excelência Mapaíti. Tesouro dessa inteligência que é cantar em coro. Que nada nos distraia do amor, nem mesmo as vitórias da vida. Que nada nos distraia do amor, nem mesmo corvetes e serpentina.

Que nada nos distraia do amor, nem mesmo picos de adrenalina. Que tudo nos atraia ao amor, que tudo nos atraia ao amor. E nada nos distrai do amor, nem mesmo as vitórias da vida. E nada nos distrai do amor, nem mesmo corvetes e serpentes. E nada nos distrai do amor, nem mesmo os picos de adrenalina. Que tudo nos atraia ao amor. Que tudo nos atraia ao amor.

?Voz L

É o meu dengue. E quando chega a noite, eu só quero te ver. Me arrumo, me enfeito e chamo por você. Que eu vou descer com você pra zoeira. Que eu vou descer pra ver você na brincadeira. Que eu vou descer com você pra zoeira. Que eu vou descer Pra ver você na brincadeira. Uai, ai, amor, vem cá. Vem na, na, na, na. Uai, ai, amor, vem cá. Vem na, na, na, na. Meu coração é vagabundo, samba na ponta do pé, se envolve com todo mundo, fica fora, só quem quer, mas você vem sim, é o meu dengue, e quando chega a noite eu só quero te ver, me arrumo, me enfeito e chamo por você, que eu vou descer com você pra zoeira, que eu vou descer pra ver você na brincadeira, que eu vou descer com você pra zoeira, que eu vou descer pra ver você na brincadeira.

?Voz J

Uai, ai, amor, vem cá, vem na na na na. Uai, ai, amor, vem cá, vem na na na na.

?Voz L

Que eu vou descer com você pra zoeira, que eu vou descer pra ver você na— brincadeira, que eu vou descer com você pra zoeira, que eu vou descer pra ver você na brincadeira.

?Voz J

Sei lá, sai de mim, tenho pressa de ir, mas quero te deixar memórias daquelas demais de dia. Vê se lembra de mim, do seu banho na Itapadaria. Quando toca aquele som, vê se lembra como é bom. O meu Denim, o meu lovezinho, o meu balão. Nosso sincronizado. O meu perfume, o meu abraço, o meu chamego, o meu cuidado. E nessa noite de frio, memória, junte aquecer. Só tô me sintonizar na tua rádio. Quando a saudade bater, lembrança, só eu e você.

Quase que me senti aí do teu lado. No seu banho na ida à padaria, quando tocar aquele som, vê se lembra como é bom. O meu neném, o meu lovezinho, o meu balanço sincronizado, o meu perfume, o meu abraço, o meu chamego Que bloco!

SMSarah Mascarenhas

Que levanta, hein? Fala aí, levanta qualquer um do sofá! A gente ouviu agora Raquel com Lovezinho, MC Tá com Coração Vagabundo, Flávia Ferro com Ótima, Deixa Eu Relaxar, Dora Lysse, Fit Bionni. Curadoria de hoje tá sendo feita toda pautada na minha playlist de músicas favoritas. Quando eu tô assim querendo me animar, é essa playlist que eu ponho. E eu vou deixar rolar aí com vocês. Vou falar pouco porque tem dias que a gente não quer falar, e hoje eu tô num daqueles dias. Então eu resolvi botar vocês para dançar.

?Voz C

Arrasta o sofá e vamos a canção, mas faltou caneta, faltou papel, tudo que eu tinha era papel de pão e o único blues, o pedaço de céu, adeus céu azul. Mundo em descomunhão, eu vou pra essa cidade. Pra perto do tal do ego bom. Adeus, adeus céu azul. Não rasga a pele, fere o coração. Me dê intimidade. Pra deitar e sonhar no teu chão.

?Voz L

Hoje eu que finjo que você não existe. Se soubesse de onde eu vim, não me sorria. No oposto do sol encontrei o meu poste. Te queimei com meus raios em grande quantia. Que engraçado que me olha assim, com cara enjoada de fotografia. Agora que está Sabe, tem medo de mim, mas no seu lugar eu também teria. Queria escrever uma bela canção, mas faltou caneta, faltou papel. Tudo que eu tinha era papel de pão e o único blues, o pedaço de céu.

?Voz C

Adeus céu azul. Descomunhão.

?Voz L

Eu vou pra essa cidade, pra perto do tal do Eko Ponte. Adeus, adeus céu azul.

?Voz C

Nossa pele fere o coração.

Me dê, me dê intimidade pra deitar e sonhar no teu chão.

?Voz C

Vou avisar, vou avisar aos cachorros da rua que a minha ferida cru é melhor não lamber. Vou avisar, vou avisar aos cachorros da rua que pro povo pobre a vingança pode ser mel e prazer. Que pro povo pobre a vingança pode ser mel e prazer. Que pro povo pobre a vingança pode ser mel.

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?Voz L

Já que sou brasileiro, o que o som do pandeiro é ser? Inteiro e tem direção, já que subi nesse ringue, o país do swing é o país da contradição. Eu canto pro rei da levada, na lei da embolada, na língua da percussão, a dança mugango, tango, a ginga do mamulengo, o charme dessa nação. Quem foi que fez o samba embolar? Quem foi que fez o coco sambar? Quem foi que fez a ema gemer na boa? Quem foi? Fez do coco um cocá. Quem foi? Deixou o moco no lugar. Quem foi? Fez do sapo um cantor de lagoa.

?Voz C

Diz aí, Tião. Tião, foi, foste, fui, compraste, comprei, pagaste, paguei. Me diz, quanto foi?

?Voz L

Foi 20 reais.

?Voz C

Me diz quanto é que foi? Foi 20 reais.

?Voz L

Tião, foi, foste, fui, Compraste? Comprei! Bagagem? Paguei! Me diz quanto foi?

?Voz C

Foi 15 reais! Me diz quanto é que foi? Foi 15 reais!

?Voz L

Já que sou brasileiro do tempero, do batuque, do truque, do brigadeiro, do pandeiro e do repique, do big, do funk rock, do toque da platinela, do samba na passarela dessa alma brasileira despegando da ladeira na zoeira da banguela. Alma brasileira despegando da ladeira Descendo da ladeira na zoeira da banguela.

SMSarah Mascarenhas

Já que sou, já que sou brasileiro do tempero e do batuque, do truque, do picadeira e do pandeiro e do repique, do pique, do funk rock, do toque da patinela, do samba na passarela dessa alma brasileira despencando da ladeira na zoeira da banguela.

?Voz C

Dessa alma brasileira despencando da ladeira na zoeira da banguela. Game on! Fez o samba embolar.

?Voz L

Quem foi? Fez o coco sambar. Quem foi? Fez a ema gemer na boa, na boa. Quem foi? Fez o coco pocar. Quem foi? Deixou um oco no lugar. Quem foi? Fez o sapo cantor de lagoa. Diz aí, diz aí. Quem foi? Fez o samba embolar. Quem foi? Fez o coco sambar. Quem foi? Beija a irmã gêmea na boa. Quem? Quem? Quem foi? Beijo do coco em portar. Quem foi? Deixou um oco no lugar. Quem foi? Beijo do sapo, cantor de lagoa. Lagoa. O sol põe no globo, no meu samba.

Quando o tio Sam pegar no tamborim, quando ele pegar no pandeiro e no zabumba, quando ele entender que o samba não é rumba, aí eu vou misturar Miami com Copacabana, chiclete eu misturo com banana, e o meu samba vai ficar, vai ficar a imagem Aê, Magem Meu! Aê, Magem Meu! Diz aí, tio! Aê, Magem Meu!

?Voz C

Aê, Magem Meu! Aê, Magem Meu!

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?Voz C

And how happiness is the substitute for Olha, esse bloco ficou sensacional!

SMSarah Mascarenhas

Eu adoro Little Sims, ela com esse feat com a Cleo Sol, com a música Woman, super deliciosa, dá vontade de descer até o chão. "Dançar, soltar os braços". Fernanda Abreu, um feat com Lenine aí, tocando várias músicas, quase que um medley com "Já Que Sou Brasileiro" e outras canções incidentais, como "A Cantiga do Sapo", "Chiclete com Banana", entre outras. A diva, deusa de todas as deusas, Miss Lauryn Hill, "Everything Is Everything".

Jalú, feat MC Tha. Ah, com céu azul, que bloco incrível! Estamos chegando aí já mais da metade do programa, gente. Vocês acreditam que passou rápido desse jeito? Como ouvir música é gostoso e faz com que o tempo vá. E eu não vou ficar me estendendo aqui, eu quero deixar mais música pra vocês. E não esquece, apoia-se lá da Hora do Sabá. Corre lá, faz parte dessa corrente.

Chega pra cá, vem cá, que eu quero te mostrar como se ama, como é a chama de meu bem, neném de alguém que te quer sem esse pijama. Quando tu quiser chegar pra ver como se faz fogo, me chama. Quando tu queimar e crepitar junto comigo, a gente ama. A sua dor só vai até a ponta dos meus dedos que te arranham. Até a linha vermelha amarrada na ponta do seu calcanhar. Chega pra lá, vai lá, viaja, se Sentir minha falta, canta da sua voz, meu bem.

É de onde toda saudade se espanta. Enquanto essa canção se recordar da mim, eu sei que tu me ama. Enquanto calcular a hora de você chegar A gente sonha, se eu retornar será como a primeira vez que os anjos se encontram. E o meu lar será por onde os meus pés te acompanham, não vai faltar lugar. Para o teu amor passar. Deixa-me ajugular até a linha vermelha amarrada na ponta do seu cacanhar. Pro teu amor passar, deixa-me ajubular até a linha vermelha amarrada na ponta do seu cabo da linha.

?Voz C

Talismã da manhã, quando acorda tem o bom. Wherever you go, I go. Wherever I go, you go. Wherever you go, I go. Wherever I go, you go. Wherever you go, I go.

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?Voz C

Tempo faz o tempo parar. Depois, depois Tempo faz o tempo parar! Depois de depois... Tempo faz o tempo parar! Depois de pois... Tempo faz o tempo parar! Depois de depois...

?Voz N

Tô louco de beijo, quando te vejo eu cabo com a saudade. Tô querendo te beijar de novo, o teu beijo me enlouqueceu. Tudo que a gente já fez foi pouco, quero sentir seu corpo no meu. Tô querendo te beijar de novo, o teu beijo me enlouqueceu. Tudo que a gente já fez foi pouco. Quero sentir seu corpo no meu. Meu pedaço de pecado de corpo Colado, vem dançar comigo. Quero ser teu namorado, ficar do teu lado, falar no ouvido que você é mais bonito, pedaço da vida de felicidade.

Vem matar logo o desejo, fazer esse vaqueiro feliz de verdade. Vem matar logo de beijo, quando te vejo eu acabo com a saudade. Tô querendo te beijar de novo, o teu beijo me enlouqueceu. Tudo que a gente já fez foi pouco. Quero sentir seu corpo no meu. Tô querendo te beijar de novo. Puta, beijo-me. Tudo que a gente já fez foi pouco. Quero sentir seu corpo no meu. Tô querendo te beijar de novo, o teu beijo me enlouqueceu. Tudo que a gente já fez foi pouco, quero sentir seu corpo no meu.

Tô querendo te beijar de novo, o teu beijo me— Tudo que a gente já fez foi pouco, quero sentir Seu corpo no meu.

?Voz P

Tá fazendo pirraça no meu tamborim. Tô aqui, acho graça, vou fazer o quê? Depois sai, nem disfarça, tem medo de mim. Sem juízo, tô vendo, tô querendo. Você sabe não me tratar assim, atrevido pirraceta. Querendo o quê? Se eu chegar, você toma jeito, isso não vai ter fim. Que perigo, tô dentro, pode apostar. Eu vou pagar de louca aí na porta da sua casa, você vai Cê vai gostar, te ponho na garupa, dá um rolê, fazer fumaça. Pode apostar, eu vou pagar de louca e na porta da sua casa.

Cê vai gostar, te ponho na garupa, dá um rolê, fazer fumaça. Vem, meu amor, meu poder tu sabe te ter. Só começar pra desandar e hoje eu tô aqui de boa.

?Voz C

Tá fazendo pirraça no meu tambor.

?Voz P

Tô aqui, acho graça, vou fazer o quê? Depois saem, nem disfarçam, tem medo de mim, sem juízo. Tô vendo, tô querendo, você sabe não me trata assim, atrevido pirracento. Tá querendo o quê? Se eu chegar, cê toma jeito, isso não vai ter fim. Que perigo, tô dentro. Você vai gostar, eu vou pagar de louca e ir na porta da sua casa. Você vai gostar, te ponho na garupa, dar um rolê, fazer fumaça. Pode apostar, eu vou pagar de louca e ir na porta da sua casa.

Você vai gostar, te ponho na garupa, dar um rolê, fazer fumaça. Tá fazendo pirraça no meu tamborim.

SMSarah Mascarenhas

Essa é a minha música. Música favorita da Marina Senna, Tamborim. Adoro essa música, acho demais. "Tá fazendo pirraça no meu tamborim, tô aqui." "Tá fazendo pirraça no meu tamborim, tô aqui." "Acho graça, vou fazer o quê?" "Depois sai, nem disfarça, tem medo de mim." É demais. Ouvimos também Maiana, Meu Pedaço de Pecado. Superdivertida, supergostosa, supersensual. Amanda Magalhães com o Lineker, que nossa, exala! Exala energia kundalini aí.

Conce com calcanhar. E esse foi o programa de hoje. Obrigado por deixar que eu entre na casa de vocês mais uma semana trazendo tantas mulheres da música brasileira e periodicamente fazendo esse programa mais musical pra vocês. Porque escutar mulheres é o meu grande objetivo, fazer com que mais pessoas escutem mulheres. Escute mulheres, vai lá, apoia a gente, faz parte dessa corrente. Deixa sua doação lá pra nós, tá bom? Beijo, fiquem com Zeferina.

?Voz A

Xangô alá palá.

?Voz C

Ade. Ka o ka o ka pe sile. Ka o ka o ka pe sile. Ka o ka o. Tua muta pepe, vi meu orixá. Tua Cachoeira, queda d'água, corrimã, chão vou quebrar pedra, ele é rei, é orixá, coroa de Obá, Obá Koso, ai, né. Obakoso Xango, obakoso Ainahe, obakoso Xango. O meu pai, Aje Xango, mandei avisar E caô, e xangô. E caô, e xangô. O poder do marcha-tá-lado, a tilintar, a pisada forte no chão. Do chão do terreiro de Obáê, o poder do machado alado cruzado à justiça. Foram sangue de negros mortos, negros mortos, por tanta injustiça.

?Voz O

O entrelaçamento De sonoridade determina a natureza familiar do som. Ancestral som tão presente. Ancestralidade que determina o caminho da eternidade. Chamaram-me e eu vim. Apresentei-me na região dos Kiu. Tchoko. E convivi com os Ashes. Viajei, fui até a antiga terra de Daomé, Benin. Lá conheci Sogbo. Vaguei pelo tempo e prossegui minha viagem. Cheguei em terras Yorubá, Oyó. Aí eu me vi frente a frente com Xangô. O caminho da familiaridade.

Ancestralidade criança. Ancestralidade que anda. Ancestralidade que nasce. Ancestralidade que está. Xangô.

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