Episódios de Hora do Sabbat

EP 20 - BALAIO

14 de agosto de 20261h
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Um balaio acolhe histórias, ritmos, ideias e encontros. No EP 20 da revista Hora do Sabbat, Sarah Mascarenhas costura afeto, cidade, tecnologia, coletividade, poesia e enfrentamento às violências contra as mulheres. A edição recebe a coluna Lírica de Flora Miguel, com Letícia Coelho, coluna Entre Nós, Mulheres numa abordagem mais ampla sobre saudsaúdemental e mulheres e a curadoria musical reúne artistas como Luna França, Lia de Itamaracá, Daúde, Cátia de França, Luana Flores, MC Anarandá, Ácida, Amanda Magalhães, Xênia França e Tiê. Abra o balaio e escute mulheres.

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Participantes neste episódio8
S

Sarah Mascarenhas

Host
F

Flora Miguel

ConvidadoColunista
L

Letícia Coelho

ConvidadoArtista
L

Luana Almeida

ConvidadoPsicóloga
M

MC Anarandá

ConvidadoCantora
N

Natasha Capozzi

ConvidadoMédica psiquiatra
P

Pérola

ConvidadoDa CIS
T

Thaís Souza

ConvidadoPsicóloga
Assuntos4
  • Violência contra a Mulher e Feminicídio· SociedadeFeminicídio·Violência doméstica·Helena Laís·Universal Music
  • Música e Resistência Feminina· CulturaLetícia Coelho·Tempo Virando Pó·Música afro-indígena brasileira·Festa popular e tradicional·Violência contra a mulher
  • Saúde Mental e Perspectiva Feminina· SaudeColetivo Aflora·Saúde mental da mulher·Socialização feminina·Autocobrança·Autocompaixão
  • Tempo e Existência· SociedadeLetícia Coelho·Ensaios sobre o Tempo·Terra, Tartarugas e Elefantes·Reflexão existencial·Distopia
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
SMSarah Mascarenhas

A roda gira, a ciranda se forma. É tempo de escuta, de fala, de conexão. Vozes femininas que reverberam resistência e criação. Espaço de expressão, visibilidade e conexão das mulheres arteiras e fazedoras. A única revista radiofônica colaborativa feminista do Brasil. O som é ancestral, o eco é nosso. Começa agora a Hora do Sabá. Volta, me faz carinho, me dá um cheiro, seca meu choro que eu tô carente. Mente, diz que se importa, abrir minha porta, deitar comigo, me alimenta.

Tira minha roupa, me beija a boca, foge comigo, finge que gosta. Parte, meu coração, foge comigo, sai pela porta, já não importa. Me faz carinho, me dá um cheiro, seca meu choro que eu tô carente. Mente, diz que se importa, abrir minha porta, deitar comigo, me alimenta, come, tira minha roupa, me beija a boca, foge comigo. Finge que gosta, parte. Meu coração, pode ir comigo, sai pela porta, já não importa. Peço licença para entrar na casa de vocês mais uma semana com A Hora do Sabá, trazendo deidades e muita mulheridade.

Eu, Sara Mascarenhas, chego aqui animada com um programa bem consistente, conciso, e eu não vou falar muito não que eu tenho muito pouco tempo hoje. Hoje a gente tem as colunas líricas com Flora Miguel trazendo Letícia Coelho, E a coluna Entre Nós Mulheres, do Coletivo Aflora, trouxe pra vocês aí a reprise do episódio de abertura. Esse coletivo, que é um coletivo de psicólogas psiquiatras aqui da Baixada Santista, que estão discutindo a saúde mental pela perspectiva feminina.

Fora isso, a gente traz uma curadoria musical bem eclética, celebrando mulheres de todo o Brasil. Algumas mulheres que estão lançando, algumas mulheres que a gente fez entrevista e disponibilizou pelo blog, e outras que são puramente curadoria, que tocam o nosso coração e que a gente quer compartilhar com vocês essas descobertas. Bom, não posso esquecer de convidar todas e todos e todes a acessar horadosabá.com.br. Tem uma loja, tem um blog, tem todo o nosso histórico, os horários de onde as rádios tocam o nosso programa ao longo da semana.

Enfim, se você ainda não conhece esse ecossistema da Hora do Sabá, horadosabá.com.br é o lugar onde você vai saber tudo o que a gente faz. Agora eu vou parar de falar E deixar vocês aí com o Lírica e um bloco musical. Já volto! Começa agora Lírica, uma coluna por Flora Miguel. Hora do Sabá, ano 8, temporada 11. A única revista feminista colaborativa pelas ondas do rádio. Hello, ouvintes da Hora do Sabá. Aqui é Flora Miguel de volta com a nossa coluna Lírica, aonde as letras das composições são iluminadas e a gente pode saber tudo sobre elas.

Hoje trazemos Letícia Coelho, artista que agora traz uma produção reflexiva sobre a temática do tempo na sua nova composição Tempo Virando Pó. Anúncios de temas existenciais misturados a eventos políticos do país fizeram com que a compositora tecesse uma poética que denomina pessimista esperançosa. O pessimismo político é contraposto à política da festa com a presença de sonoridades das tradições populares musicais que formaram a artista.

Letícia é cria de mestres e mestras das tradições afro-indígenas brasileiras. Entre uma reflexão e outra, ocorre um festejo musical que conta com viola caipira, trombone, tambores e rabeca, os dois últimos gravados por ela mesma. Transitando pelo coco rural, a congada, o samba de roda, Letícia nos conduz a pensar sobre o tempo como passado, mas também como um futuro a ser pensado de forma coletiva. Participam da faixa dois artistas, uma de Minas Gerais, a Camila Menezes, na viola caipira, e o Mestre Nico, mestre de maracatu rural de Pernambuco, no trombone.

A faixa foi produzida pelo produtor e músico paraibano Chico Correia, e a conexão entre todas essas pessoas firma a presença da costura musical Sudeste-Nordeste, por onde Letícia transitou transita e é uma marca das suas criações. O lançamento inverte o sentido comumente seguido pelos artistas da faixa ser disponibilizada nas plataformas digitais antes do videoclipe. Aqui isso acontece por um motivo: a música é lançada primeiro em Libras.

Então a gente assistiu antes e agora pode ouvir, inclusive aqui na Lírica, na hora do sabá. Assim, Letícia Coelho Traz uma provocação sobre a relação com a língua e com a escuta no meio musical. É tempo também de incluir. A obra entrega um projeto multiartes de Letícia chamado Ensaios sobre o Tempo, composto por 3 atos, 3 obras produzidas por ela a serem disponibilizadas ao longo de 2026. O primeiro ato é a composição de Tempo Virando Pó.

O segundo, ainda em prévias de ser anunciado, surge aqui como um spoiler, vejam bem, o livro físico terra, tartaruga e elefantes. Um realismo fantástico que também traz reflexões sobre o tempo. Em um momento distópico, uma comunidade vive um acidente, uma grande mudança em sua existência, que a obriga a viver debaixo da terra em uma mina de extração de lítio. É ali que conflitos, amizades e tentativas de encontrar um futuro utópico para o momento se confrontam a uma realidade ambiental da superfície extrema, fantástica e simbólica.

O livro tem previsão de pré-venda para agosto de 2026 pelas redes da artista, em conjunto com a editora Traços e Capturas. Depois do lançamento de dois discos, No Passo da Rebeca, de 2021, no qual ela traz pesquisas sobre o instrumento popular, e Brota, de 2022, seguido do filme do mesmo nome, premiado em festivais de cinema internacionais, a artista retorna em 2026 suas criações se firmando como multiartista e compondo a partir das matrizes que a gestaram, com temas existenciais, políticos e, como sempre, provocativa.

Letícia Coelho gosta de abrir brechas e girar o mundo. E a gente ouve, antes mesmo da estreia nas plataformas de streaming, marcada para o próximo dia 21 de julho, o novo single de Letícia Coelho. E também tudo sobre essa composição. É com você, Letícia. A música Tempo Virar no Pó, ela foi composta em 2021, mas ela se faz muito atual. Ela foi uma música que eu tive um sonho, acordei do sonho meio sonhando ainda, sentei na mesa, peguei uma folha de papel e escrevi ela, vral, assim, igual um download de uma vez.

E já com uma sonoridade na minha cabeça de viola caipira. Dessa coisa um pouco pessimista, um pouco irônica, mas também um pouco otimista, né? E ela foi pensada numa época, ela foi gestada, né, aí pelos sonhos, em uma época que a gente tava muito angustiada, muito preocupada com o futuro político do Brasil, né, e todas as questões envolvidas com a ala conservadora do país. Mas ao mesmo tempo ela tem alguns elementos assim que que compõe muito a minha trajetória musical, que vem desse lugar da festa tradicional, né.

Então é meio que um pessimismo político, mas também uma política da festa, né, a festa popular e tradicional, os festejos de rua enquanto resistência desse pessimismo que a gente vive, né, enquanto lugar da esperança, né. Então é uma música que tem aí alguns instrumentos musicais que são da tradição, os tambores, alfaias e luzes, tem a Rebeca, viola caipira, tem a presença da Camila Menezes, que é uma musicista violeira de Minas Gerais, e do Mestre Nico, que é um mestre de maracatu rural, que toca trombone na música.

Então eu tentei trazer pessoas que são desses dois universos que me formaram musicalmente, que também fazem parte desses festejos, né? E para poder trazer sentido mesmo para essa sonoridade, né, do tempo virando pó. E a música, ela foi produzida pelo músico e produtor Chico Correia, paraibano, um artista que eu admiro já há um bom tempo e tive a oportunidade de trabalhar com ele, né. Esse single, ele tá sendo lançado via Leodir Blanc de Minas Gerais.

Então foi uma oportunidade para que essa música saísse, né, da sua pré-produção de 2021 e agora fosse para o mundo, né. A composição, ela faz faz parte de um projeto maior meu que se chama Ensaios sobre o Tempo, que é um projeto que ele vem de momentos muito intensos que eu vivi nos últimos anos e uma reflexão assim tanto existencial sobre esse lugar do tempo, essa forma que a gente vive o tempo, que a gente olha para o tempo, né?

E esse ensaio ele tem 3 momentos, né, 3 atos. O primeiro ato é essa composição do Tempo Virando Pó, O segundo ato, eu já adianto aqui pra vocês, né, de primeira mão, que é o lançamento físico de um livro que se chama Terra, Tartarugas e Elefantes, que é uma ficção, uma realidade fantástica, que também reflete sobre o tempo. Ele traz a história de uma comunidade que vive um momento, um acidente num tempo distópico, um acidente ambiental que obriga essa comunidade viver debaixo da terra.

E essa comunidade vai viver numa antiga mina, uma mina abandonada, abandonada de extração de lítio, né, que é um elemento que tá sendo muito extraído em Minas Gerais, né, em algumas regiões principalmente do nordeste de Minas, devido à produção dos carros elétricos, né, no Brasil agora, pelo próprio Elon Musk mesmo. E essa comunidade ela tem que se reorganizar socialmente, politicamente, e existe dentro desse processo algumas pessoas que gostariam de mudar essa realidade, pensam em um futuro um pouco utópico, que sairia desse lugar de conseguir conquistar essa superfície que é inóspita, mas que tem brechas para ser ocupadas, né?

Então esse vai ser o segundo ato, que deve acontecer lá para agosto, setembro. E o terceiro ato ainda está sendo gestado, né, e vai vir aí também em conexão com esses outros dois projetos. E eu acho que tenta enlaçar, né, essa, esse meu multilado, né, de gostar de trabalhar essas mídias todas, né, da do som, do cinema, né, da escrita. E o Tempo Virando Pó é uma música que tem um vídeo em Libras que já foi lançado agora no dia 24 de junho e que também traz essa reflexão sobre a língua, sobre o tempo, da gente aprender as coisas, da gente ouvir e ver e compreender também, né.

Então tá aí Tempo Virando Pó pra vocês no mundo, pra ser ouvida e ser sentida por todos e todes. Tá tudo desfalecendo no tempo virando pó, não sei se corra ou se vento amargo que nem de ló. Tá tudo desfalecendo, amargo que nem de ló. Não sei se corra ou se vento no tempo virando pó. A espera anda cansada, sem perna, corpo ou espaço. De pé não resta um telhado que cubra a insatisfação. No rosto só resta a culpa, silêncio é merecido de voto podre e perdido na urna do capitão.

Tá tudo desfalecendo no tempo, virando pó. Não sei se corro ou se vento Me agarro que nem cipó, tá tudo desfalecendo. Me agarro que nem cipó, não sei se corro ou se vento, no tempo virando pó. Despir-se da ideia regra, sem acompanham-te ao lado. Solidão aperta o que resta da pouca respiração. Já não rio nem calada, nem resta na fala um pulso. Meu rio perdeu seu curso, na curva virou peão. Tá tudo desfalecendo no tempo, virando pó.

Não sei se corro ou se vento pro mar ou pro igarapó. Tá tudo desfalecendo pro mar ou pro igarapó. Não sei se corvo ou se vento no tempo virando pó. Boiada corre amarela e verde a mar do Planalto, do alto ama no pasto, ninguém mais quer dar a mão. Revanche chega ligeira, martelo aqui justiceiro. É raio, é fogo certeiro, Xangô, Menino São João. Tá tudo desfalecendo no tempo, virando pó. Não sei se corro ou se vento, não quero mais ficar só.

Tá Tudo desfalecendo, não quero mais ficar só. Não sei se corro ou se vento no tempo virando pó. A terra não gira, capota, é torta inclinada para o lado. Rodovia, o redondo Mundo ao lado confunde a opinião. Confio mesmo é na fresta aberta, na resistência, amor, coragem, insistência do povo em revolução. Tá tudo desfalecendo no tempo, virando pó. Não sei se corro ou se vento pro mundo ficar melhor. Tá Tudo desfalecendo pro mundo ficar melhor.

Não sei se corro ou se vento no tempo virando pó. Não sei se corro Se vento pro tempo virar pó. Hora do Sabá, ano 8, temporada 11. A única revista feminista colaborativa pelas ondas do rádio. Eu vou pegar metrô, eu vou virar sapuca. Correndo depressa pra perto de tu. Vou em Madureira, dou um giro em Nova York, tiro um sarro em Guadalupe e vou dormir lá no Caju. Eu vou pegar metrô, eu vou virar no tu. Correndo depressa pra perto de tu.

Vou em Madureira, dou um giro em Nova York, tiro um sarro em Guadalupe e vou dormir lá no Caju. Ai, morena, não tenha medo do progresso. Ai, pretinha, é pra você esse meu verso. Vem, branquinha, deitar aqui no meu regaço. Ai, menina, já chegamos no Ei, eu vou pegar metrô, eu vou virar tatu, correndo depressa pro quarto de tu. Vou em Madureira, dou um giro em Nova York, eu tiro um sarro em Guadalupe, eu vou dormir lá no Caju. Vou pegar metrô, é, vou virar tatu, correndo depressa pro quarto de tu.

Vou em Madureira, dou um giro em Nova York, eu tiro um sarro em Guadalupe, eu vou dormir lá no Caju. Ai, morena, não tenha medo do progresso. Vem, pretinha, é pra você esse meu peço. Vem, branquinha, deitar aqui no meu regaço. Ai, menina, já chegamos no espaço. Ai, morena, não tenha medo do progresso. Ai, belezinha, é para você esse meu verso. Vem por aqui. Vem, branquinha, deita aqui no meu regaço. Ai, menina, já chegamos no estácio.

Ai, morena, não tenha medo do começo. Ai, pretinha, é pra você esse meu verso. Vem, branquinha, deita aqui no meu regaço. Ai, menina, já chegamos no estácio. Bom dia, Vero, vem tomar banho. Sou cria de um sol quente, minha arma é o repente, queimando um lampião. Outra narrativa, nova dimensão, é o Nordeste futuro. Guardianda e cantaria, compromisso na missão. Existo na luz do dia, corpo fora do padrão. Guardianda e cantaria, compromisso na missão.

Existo na luz do dia, corpo fora do padrão. Guardianda e cantaria, compromisso na missão. Existo na luz do dia, corpo fora do padrão. Sou criado de um sol quente. Minha arma é o repente, sempre queimando no lampião. Outra narrativa, nova dimensão, é o Nordeste futurista. Guardiã da Encantaria, compromisso na missão. Resistindo à luz do dia, corpo fora do padrão. Guardiã da Encantaria, Compromisso na missão, existo na luz do dia.

Corpo fora do padrão, corpo fora do padrão, guardiã da encantaria. Corpo fora do padrão, guardiã da encantaria. Guardiã da engenharia. Bora, companhão! Espia de uma cigana, vem pra cá, filha. É muito linda e tem espinho, é fraca e atraente, quem te encontra nos caminhos é sempre desse jeito. Um mundo colorido, não tem como saber se é tudo iludido. Então vai a esmeralda, minha princesa, minha rainha, te passa essa mensagem, não que nessa ladainha conheço a história de quem se apaixonou.

O homem mais bonito logo te abandonou, muito das princesas não teve essa sorte. Morte. O homem mais amado se transformou em morte, quebrando e torturando no silêncio sua amada. Mesmo no silêncio é grito de madrugada. Quando eu partir, não chore, não pensa trazer as flores. Você não tem sentimento, seu mundo é um tormento. Quando eu partir, não chore, não pensa trazer As flores, você não tem sentimento, seu mundo é um torneio. Hoje mais um dia de tristeza relembrado, colega e amiga que partiu para outro lado, deixando sua lembrança, o sorriso encantado, que por feminicídio sua vida é apagada.

Já chega de torturar, de corpo perfurado, já chega de mulher com o rosto ensanguentado. Já chega de mulher vivendo humilhada, já chega de mulher com o coração rasgado. Quando eu partir, não chore, não pensa trazer as flores, você não tem sentimento, seu mundo é um tormento. Quando eu partir, não chore, não pensa trazer as flores, você não Sentimento, seu mundo é um tormento. É, a violência contra mulheres é cada dia mais severa.

Não fique de braços cruzados vendo sua tia, sobrinha, irmã sendo espancada pelo marido ou namorado. Denuncie antes que seja tarde demais. O Brasil é o quinto país do mundo com a maior taxa de assassinatos de mulheres, e esse equilíbrio vem de nós. Minicídio. Que bloco, hein? Que pancada! Nossa, a mulherada, elas têm trazido muita potência, muito significado nas palavras que estão sendo compostas em todas essas músicas que a gente tocou aqui.

Acabamos de tocar MC Anarandã com Feminicídio, Kátia França feat. Luna Flores com Encantaria, Lia de Tamaracá e Daúde com Eu Vou Pegar o Metrô. E vocês ouviram Lírica de Flora Miguel conversando com Letícia Coelho sobre seu lançamento recente. Bom, A Hora do Sabá é um veículo de comunicação independente feito por mulheres para todos, e a gente abriu esse ano uma campanha no portal Apoia.se, apoia.se, www.bcbrae.org/hora-do-sabá, onde você que nos escuta pode fazer parte dessa história, pode colaborar para que essa história continue existindo e a gente continue trazendo tantas mulheres, tanto aqui no programa de rádio quanto lá no blog.

Porque esse ano a gente é uma comunidade aí, um ecossistema, uma ciranda de mais de 30 mulheres que estão trazendo conteúdos para vocês semanalmente. Eu vou puxar mais um bloco musical que tá bem bacana, com entrevistadas e mulheres que a gente adora, e lançamentos. Quero ver se você vai gostar, te aguardo. Em nome de Deus, Espírito Santo, meu corpo interessa a mim, ao diabo. Mais temido, mais rico, para um homem comprometido do que uma mulher idosa.

O seu espírito deixa o seu corpo. Ele visita as alcovas da criança, amaldiçoa os desafetos com seu espectro poderoso. Não há nada tão perigoso quanto a mulher. Ela leva diversos homens ao fogo eterno e o seu espírito dança despidindo com um chifre. Ao redor de uma fogueira, em passos de bailarina, ela baila e me deita no seu amor. Nada, nada, nada nas fogueiras. Não olhava nada, nada nas focas. Não olhava nada, nada nos presídios.

Minas direções foi tenebroso para o homem. Coração pegando fogo, o corte do coração, serpente brilhante. Veneno cortante me alucina, assina de fazer com pedra vidro lindo, ouvido vivo, iridescente portal. Rachada, eu digo, vindo do oco do mesmo nosso corpo, arde todo o terreno. Se a seguir, próximas cenas beijam. Finjo que esqueço, vou seguir no erro. No meu espaço corta fora dentro, vou me conseguir o berro. Achar quem perto é bom até ser negro.

Coração pegando fogo, o corte do coração. Serpente brilhante, veneno cortante, me alucina. Assina de fazer com pedra vidro lindo, ouvido vivo, iridescente portal. Quando eu digo, ninguém tu ouve, tudo o mesmo. Nosso corpo arde, o torso derre no erro. Se a seguir, próximas cenas beijam. Finjo que esqueço, vou seguir no erro. Do meu espaço, porta fora, dentro vou me conseguir o berro. Achar que perto é bom, até ter medo. Qual é que é a da IA?

Vai. Como posso ajudar? Pode perguntar. Como posso ajudar? Pode perguntar. Como posso ajudar? Pode perguntar. Tá, tá. Eu tenho 2 Doritos ketchup requeijão. Então hoje nós faremos culinária de fusão. A receita era chique, cheia de apresentação, mas fui parar lá no postinho. Não foi minha intenção. Uma bela indigestão. Como posso ajudar? Pode perguntar. Como posso ajudar? Pode perguntar. Como posso ajudar? Pode perguntar. Suaviza minha olheira nessa foto, eu tô o cão.

Ela tirou minha sobrancelha, acrescentou uma nova mão. Agora eu tenho 7 dedos e uma nova expressão. Me desculpe pelo erro, um retoque muito bom. Como posso ajudar? Pode perguntar. Como posso ajudar? Pode perguntar. Como, como ajudar? Pode perguntar. Você acha que eu fiz errado? Olha, eu não diria isso. Eu invadi um casamento. Sei que tinha o seu motivo. Um motivo eu tinha mesmo, eu era penetrada. Às vezes ela passou um pano bonito como nem minha mãe O que fez?

Como posso ajudar? Tá bom, já entendi. Eu vou perguntar, vou perguntar. É, você acha que ele me ama? Eu não posso te dizer. Tu escutou todo o meu drama? Fala, ChatGPT. Relações humanas são complexas por natureza. Ai, já nem quero nem saber. Conversa vai, conversa vem, madrugada em solidão, ela sempre respondendo na maior educação. Quando eu vi, tava escolhendo as palavras com atenção para não magoar a IA. Eu fazendo mó textão, ela faz meu TCC, o Faço a edição, organiza minhas ideias com emoji travessão.

Tô com ela todo dia, mas com meus amigos não. Vivo numa distopia, ela me dá sempre razão. Perguntei se ela mente, fez que sim, fez que não. Ela deu uma bugada, refém da programação. Perguntei se ela me amava, se gostou do meu refrão. Ela puxou meu saco um pouco e depois disse que não. Ai meu Deus, que viagem! Eu já tava me envolvendo com um modelo de linguagem. Olha só essa mensagem, escreve igual um ser humano, mas é muita sacanagem.

Como posso ajudar? Cara, deixa eu perguntar. Eu já entendi que eu posso perguntar. Pode perguntar. Cara, para de falar isso. Sua insatisfação foi registrada. É tanto problema no mundo e o que que eles acharam que ia resolver? Investir em inteligência artificial, que era isso que a gente precisava. Fora que a cada 20 perguntas é o quê? Meio litro d'água potável que eu gasto? Na verdade, estimativas apontam que o consumo hídrico global da IA pode alcançar a marca de 765 bilhões de litros.

Puta que pariu! Esse volume supera a demanda total de toda a indústria de água engarrafada no mundo. Pesado! Adoro, adoro! Tá vendo essa discussão sobre a IA? Eu tava aqui viajando escutando essa letra, eu adorei. Porque é isso mesmo, a gente vive imerso num mundo de tecnologias e esquece, na verdade, que toda essa tecnologia foi inventada por nós. E a gente tá aí abrindo espaço para perder a nossa habilidade de construir, inventar e imaginar para receber respostas prontas.

E nada de resposta pronta vai trazer de fato as respostas que a gente busca como seres humanos. Enfim, devaneios de Sara Mascarenhas às 8:47 da manhã do dia 14 de agosto de 2026. E aí, como é que você passou o eclipse? A gente acabou de ouvir aí Amanda Magalhães com Melô Procurando Calu e Bur com Coração Diamante e o trio de Petrolina Ácida com a música Ela. Eu fiz uma entrevista com a Pérola, que é baixista e vocalista do trio Ácida, e ficou muito legal.

Tá disponível lá no blog. Eu, se fosse você, fazia lá horadosabar.com.br/blog, conferia tudo que tá rolando por por lá. Eu vou deixar vocês aí com a coluna Entre Nós Mulheres e já volto. Começa agora Entre Nós Mulheres, uma coluna por Coletivo Aflora. Hora do Sabá, ano 8, temporada 11, a única revista feminista colaborativa pelas ondas do rádio. Olá, ouvinte da Hora Olá, sabá! Somos o coletivo A Flora, muito prazer. Nós somos 3 profissionais da área da saúde mental que escolhemos falar sobre a saúde da mulher porque acreditamos que informação liberta.

Esta é a coluna Entre Nós Mulheres e aqui é o espaço onde vamos discutir o que vivemos e as demandas específicas que enfrentamos. Esses atravessamentos produzem sofrimento que muitas vezes é naturalizado e silenciado. Falar sobre isso é um ato de cuidado, não apenas na clínica, que é a nossa área de atuação, mas também nas trocas cotidianas entre mulheres, sem sempre que possível. Por isso, nesse espaço vamos conversar sobre temas como imagem corporal, sexualidade, maternidade, relações afetivas, trabalho, vida financeira, sobrecarga, culpa, exigências estéticas e o cuidado constante com o outro, além de temas sensíveis como violência contra a mulher e envelhecimento.

Entendemos que esses assuntos não se esgotam no tempo de 10 minutos dessa coluna. Ao contrário, nossa proposta é abrir espaço para reflexão, escuta e diálogo, reunirmos diferentes abordagens da saúde mental, a fenomenologia existencial, análise do comportamento, neuropsicologia e psiquiatria, para construir um espaço plural, crítico e acessível que articula ciência, experiência e cuidado. Sejam muito bem-vindas! Eu sou Luana Almeida, tenho 33 anos, sou psicóloga clínica na área da fenomenologia.

Sou aquela que promove interrogações do lugar comum, do que é entendido como natural da mulher, entendendo que o esperado para nós pode sempre ser questionado, ampliando nossa relação com o mundo e nossas experiências. Eu sou Thaís Souza, tenho 36 anos, sou psicóloga clínica, analista comportamental e neuropsicóloga. Sou a que fala sobre o cérebro e como ele influencia nossas escolhas e comportamentos, mas sem perder um olhar sensível e humano para a vida.

Eu sou Natasha Capozzi, tenho 42 anos, sou médica psiquiatra. Sou a que fala do sofrimento psíquico a partir de uma perspectiva integrativa, entendendo que ele não nasce apenas com o indivíduo, mas de atravessamentos sociais, corporais, afetivos, e históricos que marcam a experiência de ser mulher. Meu olhar se constrói no diálogo entre a psiquiatria, a psicologia contemporânea e a medicina do estilo de vida, com a intenção de ampliar consciência, autonomia e as escolhas possíveis.

E para começar esse espaço de conversa, a gente decidiu partir de uma pergunta que sustenta todos os outros temas que vamos abordar aqui. Antes de falar de culpa, imagem corporal ou relações amorosas, talvez a questão central seja: o que ensinaram para nós sobre ser mulher? Porque muitas vezes o sofrimento começa quando a gente A gente tenta corresponder a um roteiro que não escreveu. Quando a gente fala em socialização, não é algo abstrato, é concreto.

Meninas costumam ouvir desde cedo: se comporte, não seja agressiva, ajude, cuide, seja bonita, não responda. Enquanto isso, muitas vezes os meninos são incentivados a explorar, ocupar espaços, arriscar, competir. Essas pequenas orientações repetidas ao longo da vida vão construindo o que parece natural na mulher, e o cérebro aprende exatamente por de repetição. Se uma menina recebe validação quando é boazinha e sofre rejeição quando é firme, o cérebro dela associa agradar à segurança.

Isso vira padrão automático. Na vida adulta, ela pode se perceber sobrecarregada, com dificuldade de dizer não, com culpa ao descansar. Mas isso não surgiu do nada, foi aprendido. E há uma outra camada importante. Além de ser cuidadora, a mulher também aprende que precisa dar conta de tudo: ser boa profissional, boa mãe, boa parceira, boa filha, cuidar do corpo, cuidar da aparência, ser produtiva, ser emocionalmente disponível.

Essa multiplicidade de papéis muitas vezes não é negociável, é esperado. E o corpo responde a essa pressão contínua com exaustão, insônia, ansiedade, sensação de insuficiência. A fenomenologia existencial nos ajuda a questionar aquilo que parece inevitável. Quando a mulher diz, eu sou assim mesmo, eu não consigo descansar, talvez a pergunta seja, você é assim ou aprendeu a se construir assim? Para continuar pertencendo. E isso não significa culpar a família ou a si mesma, mas compreender como algo estrutural, reconhecendo as bases contextuais em que fomos moldadas.

E o que foi moldado pode ser remodelado. Quando a gente entende que parte do sofrimento não é falha individual, mas consequência de um modelo internalizado, isso já reduz a percepção de culpa. E reduzir a culpa é abrir espaço para escolha. Talvez o nosso convite hoje seja esse: observe quais expectativas você carrega que nunca foram discutidas? Quais exigências você sustenta sozinha e quais delas realmente fazem sentido para você?

Nos próximos episódios, a gente vai aprofundar cada um desses atravessamentos, mas tudo começa aqui, reconhecendo que muito do que chamamos de jeito feminino foi aprendido. Essa coluna é um convite para que você não atravesse essas questões sozinha, pois acreditamos na potência da palavra, da escuta e do encontro como formas de cuidado e transformação. Falamos com responsabilidade, sensibilidade e respeito à singularidade de cada mulher, sem oferecer respostas prontas ou caminhos universais, mas abrindo espaço para reflexão, questionamento e ampliação de sentidos.

Entendemos a saúde mental como algo que se constrói na relação consigo, com o outro e com o mundo, atravessada por contextos sociais, históricos e afetivos. Por isso, o nosso compromisso é não individualizar sofrimentos que são coletivos, nem silenciar experiências experiências que pedem reconhecimento. Entre Nós Mulheres nasce como um espaço de troca, onde a experiência vivida encontra o conhecimento científico e onde falar é também um gesto político e afetivo.

Um espaço para nomear o que dói, sustentar perguntas difíceis e cultivar modos mais gentis e conscientes de existir. Porque cuidar da saúde mental das mulheres é também cuidar das formas como habitamos o mundo e das possibilidades que podemos criar juntas. No próximo encontro, vamos conversar sobre autocobrança e autocompaixão Esperamos vocês aqui na Hora do Sabá. Até mais, até tchau! O Rio de Janeiro continua lindo, Salvador tá quente como sempre, Sampa sonha com amor que nunca teve.

Eu não tenho tempo pro passado dos amores, tô fazendo meu presente, mas lembro de você, sonho com você. E com outro que eu beijei antes do almoço. A sua fama não faz jus, cê me encantou com samba e me deixou um blues. Eu achei que eu morreria enquanto eu te perdia, nem ideia fazia enquanto eu te pedia. Fica um pouco mais, você não sabe a paz que eu encontrei. Sozinha. Meu coração parou e a cama segue quente. Ninguém ia prever que era no fim da gente que eu ia encontrar tudo que eu já tinha.

Você não sabe a paz que eu encontrei sozinha. Presentemente eu posso me considerar uma mulher de sorte. Pensei que isso era porra Daqui agora eu tô encontrando o meu norte. Sobre quem assiste vida depois de você, e caralho, ela é linda. Você não vale nenhuma sessão de terapia. Tô pronta pra ver como eu sobrevivia. Perder você não se compara ao tanto que eu morri na Paraíba. A diferença é que daquela vez eu não me conhecia, não sabia dizer não, e hoje eu me amo mais ainda.

Mas fique em paz, só tinha uma pessoa certa entre nós dois. Você levantou da porta pra fora, jurou que ia embora, achando que eu trago de volta depois. Ah, não me falta querer, eu quero tudo que acabe com meu coração. Ah, e se eu sofrer, eu sei que eu vivi, eu sempre segui. Eu achei que eu morreria quando eu te perdi. Ah, nem ideia fazia quando eu te pedi. Fica um pouco mais, você não sabe a paz que eu encontrei sozinha. Meu coração parou e a cama segue quente, e quem ia prever que era no fim da gente que eu ia encontrar tudo que eu já tinha?

Você não sabe a paz que eu encontrei sozinha. Você não vai ditar como vai ser, posso te contar do meu lugar, vem de muito Longe pra viver. A minha missão é desfrutar, me enroscar em mim só pra entender segredos que ninguém vai decifrar. O jeito mais fácil de dizer o que eu não sei Verbalizar sem tocar, pra desconfigurar o status da sua mão. Me perder pra quando encontrar ter outra intenção, sem tocar. Pra desconfigurar o status da sua mão.

Me perder pra quando encontrar, não era outra intenção. Não vou negar seu toque, prende, acende mais um pouco no seu abraço, que meu mundo cabe inteiro. Não me pede no jeito da Cid chamar meu nome, eu vou ficar, mas vou manter o calo que consome. Não vou jurar que a minha vida é toda com você, eu vou dizer que sempre fiz e foi por eu querer. Chega o meu copo, minha calma e meu olhar sem medo, mas Mas não me peça menos que amar é o meu desejo.

Se tocar pra desconfigurar o status da sua mão, me perder pra quando encontrar ter outra direção. Sem tocar, pra desconfigurar o status da sua mão e perder, pra quando encontrar ter outra direção. Entre o certo e o errado eu sou nenhum. Tudo e nada é tão confuso, culpa do fuso. Desculpas guardei no passado, hoje eu sou do mundo. Tomem liberdade num copo alto, uma média requintada com meu delirar. Tô cansada, muito bem treinada, sou rica de peço, meu bom gosto não se compra nem tem endereço, nunca tente copiar, quem sabe invadira.

Na dúvida é sempre melhor fazer, nunca confunda necessidade com prazer. São tantas que fica difícil prever qual delas vai querer conhecer. De gol em gol tomo juízo, deixo inebriar. Minha vontade é hereditária, não consigo evitar. De gol em gol tomo juízo, deixo contagiar. Minha verdade hereditária não sabe caber no seu lugar. Tô entre encruzilhado, assombro, mas me permito, sigo a luz do som do sonho, meu paraíso. Encontro em Narciso abrigo pra aceitar que a minha realeza é coisa de DNA.

Tô em liberdade. Copo alto, uma média requintada com meu delirar. Uma parada é aguçada, muito bem treinada. Sou rica de peça, o meu bom gosto não se compra nem tem endereço. Nunca tente copiar quem sabe ir agora. De gole em gole tomo juízo, deixo-me delirar. Minha vontade é Fomos de mais um bloco aí sensacional. Eu tô adorando esse programa, mais uma vez. Ele tá leve, né? Tá gostoso de ouvir, bastante música. E a gente ouviu aí Jenny Mosello feat.

Xenia França com De Gole em Gole, Bebé com Ana Karina Sebastião Se Tocar, Emma com Cê e Teus Terreiro com Jazz na Varanda. E esse bloco começou com a coluna Entre Nós Mulheres do Coletivo Aflora. Apresentando justamente tudo que elas têm conversado com a gente aqui ao longo do ano. Esse programa chegou ao fim. Eu quero convidar vocês mais uma vez a acessar o blog. Se vocês quiserem adquirir algum produto lá da nossa lojinha, a gente tá com um problema técnico que eu não consegui resolver ainda, mas vocês podem chamar a gente pelo direct no Instagram ou entrar na nossa comunidade e comprar os os produtos Hora do Sabá por lá mesmo.

Para participar da comunidade é só acessar o nosso Instagram, @horadosabá, Sabá com dois Bs e temudo. E para finalizar, eu queria falar do caso Helena Laís. O presidente da Universal Music, Paulo Lima, internou a ex-esposa quando ela pediu divórcio numa clínica psiquiátrica. Essa clínica psiquiátrica perdeu o processo em segunda instância e foi condenada a pagar uma em relação a Helena Laís. As mulheres precisam parar de ser tratadas como loucas quando elas reivindicam o direito de existir, viver com dignidade, liberdade e respeito.

Eu faço um apelo a todas as mulheres aí que têm contrato com a Universal Music que se articulem, se movimentem pelo fim da violência contra a mulher. E eu deixo vocês com o Tietê. Oi, tudo bem? Hoje eu tô tão de boa que não quero ver ninguém, mas pode ser. Tenho mesmo aquele livro lindo pra te devolver. Me passa de novo seu endereço, não tenho certeza se anotei. Te levo um vinho. E um recomeço e mais umas coisas que eu guardei no espaço sideral que você me prometeu.

Eu finjo Ser normal do que me aconteceu, mas quando volto à vida é duro explicar. A dor não tem medida, mas eu sei disfarçar. Eu sei disfarçar. E se o papo se estender e a gente se animar? Tem uma festa louca, eu vou gostar de te levar. E se tudo correr bem, sem ninguém se estressar, te encontro outra vez, é só você ligar. É só você ligar.

EP 20 - BALAIO | Castnews Index — Castnews Index