EP 17 - Coletividades
O que a Copa do Mundo pode nos ensinar sobre trabalho em equipe, liderança e responsabilidade coletiva?
Nesta edição, Sarah Mascarenhas parte do futebol para uma conversa urgente sobre os limites do protagonismo individual e a força das redes que sustentam pessoas, comunidades e transformações.
Em Versos em Voz, Seles Gonçalves percorre a trajetória de Cora Coralina, escritora que encontrou reconhecimento literário aos 75 anos, e conversa com Jô Melo sobre autismo, hiperfoco e criação. Em Elas no Espectro, produzida por Vitória Pacheco, a convida e colunista da Hora do Sabbat, Bianca Cecato compartilha seu caminho até os diagnósticos de TEA e fibromialgia.
O episódio atravessa ainda o Julho das Pretas, os direitos das mulheres, a saúde mental e a crise climática para reafirmar uma ideia essencial: ninguém constrói um futuro possível sozinha.
Uma edição para escutar agora — porque o cuidado também é coletivo, e o planeta não pode esperar.
- Endometriose e Saúde MentalDiagnóstico tardio em mulheres · TEA · Endometriose profunda · Bianca Cecato · Dor e hipersensibilidade
- Coral BaliPoesia e vida · Reconhecimento tardio · Coral Bali · Jô Melo · Autismo e escrita
- São Paulo na LiderançaCopa do Mundo · Trabalho em equipe · Protagonismo individual vs. coletivo · Gestão no Futebol · Neymar · Messi
- Crise ClimáticaEl Niño · Eventos climáticos extremos · Crise climática · Transição de governo · Solidariedade
- Saúde Mental e a sociedadeMedicação · Adaptação à sociedade · Saúde integral · Cuidado com o planeta
- Direitos das MulheresJulho das Pretas · Direitos conquistados · Dignidade e autonomia · Mulheres negras, indígenas, periféricas, trans e com deficiência
A roda gira, a ciranda se forma.
É tempo de escuta, de fala, de conexão. Vozes femininas que reverberam resistência e criação. Espaço de expressão, visibilidade e conexão das mulheres arteiras e fazedoras. A única revista radiofônica colaborativa feminista do Brasil. O som é ancestral, o eco é nosso. Começa agora a Hora do Sabá.
Coisa linda tá aqui com vocês mais uma semana. Eu peço licença para entrar na casa de cada uma dessas pessoas que nos ouvem, que apertam o play, que somam no nosso trabalho. A Hora do Sabá é feita por muitas mãos, é feita colaborativamente. Não é um coletivo não, é um veículo de comunicação independente, feminista, colaborativo, que tenha a música como pano de fundo e a vida das mulheres como temática. E trazer a vida das mulheres como temática é trazer uma amplitude de conteúdos, de diversidade, porque como um ecossistema, quanto mais diverso, mais potente, mais longevo é esse ecossistema.
Viva a Hora do Sabá! Sejam todas bem-vindas. No programa de hoje eu vou falar um pouco sobre a Copa, sobre conexões, sobre cuidado e como tudo isso tem vindo numa crescente e numa constatação das temáticas que a gente trouxe e apresenta aqui para vocês toda semana. Temos aí Elas no Espectro essa semana e temos também Versos em Voz. E daqui a pouco eu falo um pouco mais dessas colunas. Quero lembrar vocês que o blog Hora do Sabá tá recheado.
Essa semana vai entrar uma entrevista da Raidol, uma entrevista muito gostosa que a gente fez com essa que foi uma das contempladas do Pitch WME 2026. E vamos trazer uma curadoria para vocês pautada em todas as mulheres que me encaminharam música do Groover. Groover.co é uma plataforma que busca aproximar curadores, programadores de rádio, DJs, programadores de festivais com as artistas que querem expandir os seus horizontes. É uma plataforma francesa e desde 2021 a gente tá lá.
O que mais que eu tenho para falar para vocês? Apoia.se da Hora do Sabá. Apoia.se da Hora do Sabá tá aberto, tô esperando aí vocês chegarem lá nessa plataforma. apoia.se/horadosabá. Sabá vocês já sabem como escreve, né? Vocês que seguem aí. Quero agradecer muito a audiência que só tem crescido. E lembrar que a Copa acabou, mas tem uma nova campanha acontecendo aí, que é a campanha política. E esse é um momento muito, muito importante para cada um de nós, cada uma de nós, cada pessoa, cada ser cidadã pensar qual é a tua causa e quem representa as lutas que você quer ver travadas.
A eleição é de responsabilidade cívica de cada um de nós. Votar em branco é como deixar que as pessoas decidam o rumo da sua vida. Então vamos parar para pensar o que que me importa e escolher quem tiver mais alinhado com o que te importa. Minha sugestão é votem mais mulheres, Que as mulheres sabem organizar a vida das pessoas e tem um olhar cuidadoso para tudo isso. E eu acho que o Brasil, o planeta, que é a nossa grande casa, tá precisando desse olhar de cuidado.
No mais, se hidrate, que o El Niño tá aí e tá pegando todo mundo nesse veranico aqui no Sudeste, Centro-Oeste. Cuidado com as queimadas, hidrate-se, não esqueça disso. Água, água, água. Bora! Começa agora Elas no Espectro, uma coluna por Vitória Pacheco.
Olá, sejam muito bem-vindas e bem-vindos a mais um episódio de Elas no Espectro aqui na Hora do Sabá. Eu sou Vitória Pacheco, psicóloga e analista do comportamento, e hoje nós vamos mergulhar aí numa história que vai falar sobre resiliência Mas também sobre falhas sistêmicas que muitas de nós enfrentamos, né, na busca aí por respostas sobre os nossos próprios corpos e mentes. Bom, vocês sabiam que aqui no Brasil cerca de 1/3 das mulheres autistas só recebem o diagnóstico após os 20 anos de idade?
Pois é, né. E esse dado reflete uma realidade bem difícil, a de que os estereótipos de gênero e a visão limitada ainda sobre o TEA, muitas vezes baseada apenas, né, no que a gente sabe que é das características do comportamento de meninos, deixam milhares de mulheres à margem do suporte necessário. Hoje nós já temos muitos estudos sobre o autismo em mulheres, mas ainda é muito pouco, né, pessoas profissionais realmente capacitados, com um olhar treinado para essas nuances no diagnóstico.
Hoje nós temos uma convidada, a Bianca, que também é colunista da Hora do Sabá, é uma colunista do nosso blog, e ela compartilhou aqui comigo, e vai compartilhar com a gente, né, um relato bastante impactante que traça aí um paralelo entre dois diagnósticos tardios em sua vida, né, o diagnóstico de autismo e o diagnóstico de endometriose profunda. Sobre endometriose, no Brasil é uma doença que afeta entre 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva.
E o tempo médio para o diagnóstico definitivo pode chegar até 10 anos. Então você pensa, né, durante todo esse processo diagnóstico, quanto sofrimento, quanta dúvida, angústia essas mulheres não passam. O que une essas condições é um fenômeno que a ciência começa a documentar com mais clareza, que é a relação entre o autismo e a percepção de dor. Por muito tempo acreditou-se no mito de que pessoas autistas seriam insensíveis à dor.
Hoje muitos estudos indicam o contrário, né. Lógico, a gente tem o autismo, ele é um espectro, e a gente tem muitas nuances no que diz aí de receptividade de estímulos sensoriais, né, sociais, enfim, todos os tipos de estímulos, e a expressão também. Mas bom, hoje a gente sabe também que muitos adultos autistas, especialmente mulheres aqui, tá, apresentam uma hipersensibilidade a estímulos dolorosos e níveis mais elevados de ansiedade relacionada à dor.
Pois é, então muitas mulheres, né, tendem a sofrer com dores mais intensas. E pela banalização desse sofrimento, por muitas vezes, né, se a gente for pensar, pessoas típicas que passam pela mesma situação e sentem isso de uma forma diferente, essa dor, essa comunicação da dor, ela é diferenciada? Bom, a neurodivergência, ela está frequentemente associada a condições de sensibilidade, o que significa que o sistema nervoso processa a dor e outros estímulos de uma forma diferente, né, podendo ser mais intensa e persistente.
No entanto, por causa de dificuldades na comunicação não verbal, principalmente quando a gente tá falando aí de autistas nível 1 de suporte, né, que geralmente são essas as mulheres diagnosticadas tardiamente, então essas dificuldades na comunicação não verbal, ou pelo simples fato de não expressarem o sofrimento de uma forma convencional, essas mulheres tendem frequentemente a serem desacreditadas por profissionais da saúde. E a história que a Bianca nos traz hoje é exatamente isso, né?
Porque ela viveu isso na pele. Ela passou anos ouvindo que era frágil demais ou dramática para dores e dificuldades que eram na verdade sinais de um funcionamento neurológico e físico que precisava de atenção, e muita atenção, né? O diagnóstico veio para virar essa chave e mostrar que, ao contrário do que lhe disseram, ela sempre foi extremamente forte por ter aguentado isso e ter vivido uma vida aí sem o suporte necessário. Nesse episódio a gente vai ouvir como o diagnóstico tardio permite finalmente, né, que mulheres autistas parem de se desculpar por sentir e que finalmente comecem a validar a sua própria jornada. Fiquem aí com o relato da Bianca.
Oi, meu nome é Bianca, eu tenho 32 anos e recentemente eu recebi o diagnóstico de TEA. Apesar do diagnóstico ser recente, né, na minha vida, esse processo todo que me levou a ele não é. Eu sempre soube que tinha alguma coisa diferente, eu encontrava limitações em mim que pareciam normais ou fáceis para as outras pessoas. Sempre soube que tinham características ali que não eram exatamente iguais assim. O TEA, né, ele era uma ideia que surgia e passava da minha minha cabeça.
Então ele aparecia, ele explicava muita coisa, mas eu logo deixava ele ir porque eu sempre tive uma visão muito estereotipada do autismo. E eu dei aula muito tempo, então eu dei aula inclusive numa clínica de psicologia. Eu tinha alunos, né, que eram diagnosticados, todos eles meninos, todos eles entre 9 e 11 anos, todos que cumpriam, né, aquele checklist básico do estereótipo autista. Então, além da minha visão ser bastante estereotipada, a minha experiência me comprovou isso, assim.
Eu não me reconhecia naquilo que eu via, eu não me enxergava naquilo que eu via Mas não me identificava. Isso fez com que eu sempre deixasse a suspeita do TEA de lado, né. As coisas mudaram quando eu entrei no meu segundo burnout. Fazia acompanhamento. O segundo burnout foi um pouco melhor que o primeiro, porque eu já entendi um pouco mais os sintomas. Mas começaram os questionamentos de por que comigo? Por que eu? Por que eu tô no meu segundo burnout?
É óbvio que eu trabalho muitas horas por dia, que eu trabalho numa empresa exigente, que eu tenho um cargo que me demanda bastante. Mas outras pessoas fazem isso, né. Outras pessoas têm rotinas tão exigentes que nem a minha, senão mais. Eu tenho colegas que fazem isso há muito mais tempo que eu. Que conseguem sair do trabalho e ter uma vida social, conseguem encontrar amigos, conseguem frequentar lugares, por que que eu não consigo assim?
O que que tem de errado comigo, né? Esse era o questionamento, que eu não consigo, eu não consigo fazer algo que é tão fácil para as pessoas. E eu vi um vídeo nessa época de uma menina que falava que um pouco, né, que ela tinha uma rotina que era relativamente leve em comparação às outras pessoas, e ela também tinha essas limitações, né, de chegar num ponto e não conseguir levar aquela rotina adiante, mesmo que a rotina fosse muito leve em comparação à população brasileira, né?
E ela entendeu depois de um tempo que ela não conseguia porque ela tinha uma neurodivergência. E aquilo me deu um clique, assim, eu comecei a questionar: e se eu não consigo não porque eu sou mais fraca, mas porque talvez eu tenha alguma neurodivergência que mude o meu funcionamento, né, que me dê algumas limitações que os outros não têm realmente? Eu levantei essa hipótese com a minha psicóloga, eu procurei uma avaliação neuropsicológica e o diagnóstico veio desse processo.
Esse não é o primeiro diagnóstico tardio que eu tenho na minha vida, é o segundo na verdade. Há uns anos atrás eu fui diagnosticada com endometriose profunda, depois de 12 anos relatando os sintomas e convivendo com os sintomas, eu descobri também num grau avançado já. Apesar de serem campos bem diferentes, os processos de diagnóstico foram muito similares, assim, porque nos dois diagnósticos eu senti os sintomas, eu sabia que tinha alguma coisa errada, eu procurei médicos, eu procurei profissionais, eu fiz acompanhamento, eu relatei as minhas dores, eu falei do que eu sentia, e nos dois casos eu fui descartada, assim, como se as minhas dores fossem relativizadas, sabe?
A conclusão nos dois casos é que eu era muito frágil, era muito sensível, ou era muito exagerada, ou era muito dramática, que todo mundo convivia com dor, que todo mundo tem dificuldade social, e eu que tava exagerando aquilo, né. Então eu sempre construí essa visão de mim, eu sempre construí essa ideia de mim de que eu sou mais fraca, entre aspas, né, que os outros, porque eu não consigo fazer aquilo que todo mundo faz. E nos dois casos eu descobri da pior forma possível, eu descobri quando eu já tava tão intenso, que as minhas queixas eram tão intensas que os médicos não conseguiam mais ignorar aquilo que eu falava, né.
Eu comecei a terapia com 18 anos, entrei recebidas, eu fiz por muitos anos, né, acompanhamento. E todas as minhas queixas, todas as minhas dores, elas eram tratadas de forma isolada. E era um processo extremamente frustrante, porque eu não conseguia avançar em muita coisa, porque parecia que eu tava procurando a resposta no lugar errado, sabe? Então, nos dois casos, eu tive que chegar num ponto extremo que os profissionais não conseguiam mais olhar pra mim e falar, isso é frescura, e levaram minhas queixas a sério, até descobrir, né, o diagnóstico bastante tardio, assim.
Então, eu acho que o diagnóstico foi o que virou uma chave na minha cabeça de ver que eu não sou, na verdade, mais fraca que os outros porque eu não consigo fazer as coisas básicas, que eu não sou mais frágil ou mais dramática ou mais sensível, ou talvez até seja um pouco mais sensível, mas não tem nada de errado nisso. Mas que na verdade eu sou mais forte, assim, porque eu consegui chegar onde eu cheguei, fazer a minha formação, ter as minhas conquistas, me desenvolver profissionalmente apesar de todas as limitações pessoais, de todas as limitações de comunicação, de todas as limitações sensoriais, de toda a dor.
Eu consegui fazer isso, assim. Então eu acho que o diagnóstico me trouxe essa consciência de que ao invés de eu ser mais fraca, eu sou mais forte. E isso é um processo, eu ainda tô construindo essa ideia. Mas é isso, assim, eu gostaria talvez em alguns momentos ter acreditado mais em mim e menos em profissionais que desmereciam aquilo que eu sentia. Mas esse é o processo, e eu ainda tô construindo essa ideia minha de uma pessoa forte.
Então é isso que eu desejo, né, para todo mundo que tem o diagnóstico também, que possa se ver como uma pessoa forte que é. Tchau!
Nossa, Bianca, muito bom te ouvir, muito bom ouvir a sua história. Sinto muito por você entrar em contato também com uma história de desafios sem suporte, né, sem o suporte necessário. Você realmente teve que ser forte, mais forte do que eu imagino que você imaginava. É isso, seu relato nos deixa essa lição poderosa, né? O diagnóstico, ele não é um rótulo que limita, ele é uma ferramenta que finalmente permite validar a sua própria jornada.
É isso, galera. Então, que a história da Bianca inspire cada um que ouvir aqui a confiar mais mais na sua intuição. E, né, e não é só intuição, mas autopercepção, né? Confiar na sua autoanálise e autopercepção. E menos em quem desmerece a sua dor. Que vocês consigam ter acesso a profissionais realmente competentes, dispostos a ouvir e acolher os seus sofrimentos e ajudar a enfrentá-los da maneira necessária. Se você se identificou com esse episódio, compartilhe com alguém que também precisa ouvir um pouco disso.
Ficamos por aqui com mais um episódio de Elas no Espectro. Muito obrigada a cada ouvinte que nos acompanha, que gosta do conteúdo. Deem feedbacks, né? Podem me trazer mensagens aí pelo meu Instagram, @psi.vitoriapacheco. Gosto muito de saber o que que vocês estão achando dos conteúdos até aqui. Quem quiser participar, como a própria Bianca, senti, né, de fazer esse convite para ela também de compartilhar sua história. Mas outras pessoas que queiram ser essa força para outras mulheres autistas contando a sua própria história aqui, entre em contato comigo para você participar aqui da coluna.
Muitíssimo obrigada a todos os ouvintes que nos acompanham e até o próximo episódio.
Hora do Sabá. Ano 8, temporada 11. A única revista feminista colaborativa pelas ondas do rádio.
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Carolina e eu somos família. É bueno com a cozinha, criou o inglês latina.
Um mix chocolate e baunilha que refresca e te ajuda. Manco logo arriverá. Rejoins-nous au soleil autour d'un cocktail, la vie est plus belle, notre joie éternelle. Saint-Barthélemy, Saint-Martin, rire jusqu'au lendemain, les photos, les frangins, la fiesta sans fin. Rejoins-nous au soleil autour d'un cocktail, la vie est plus belle, notre joie éternelle.
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Asia, Europe, Africa e América. Por la Copa estamos jugando, igual que seguem correndo e puxando. Estou querendo Eu tava esperando, bote la camiseta e saca tua bandeira e grita logo que te bate o tricolor na veia.
Representa teu país, vamos a sudar la camiseta. La raca flaca y reggaetón llegó, así que saquen su bandera.
Antártica y África, Europa, Asia y Oceanía, no te América, Sul América, na raça para que ele venha essa Copa Mundial, na raça para que ele venha essa Copa Mundial, na raça para que ele venha essa Copa Mundial.
Fala aí, hein? Que bloco é esse? Que que a gente ouviu aí? Caramba, Laraca com Reggae Sun na música Socatina Mundial. Tivemos também elas, que é dos Estados Unidos, fez essa música especialmente para Copa do Mundo, e eu gosto. Gosto muito. A gente tem aí Caroline Arivas com Fruit Punch Tropical, um pão, um ponche de frutas tropicais. Ela que reside no Caribe, mas é uma cantora, compositora franco-colombiana. Ouvimos também uma que já é de casa, Mina La Fortune, com Summer Love Dance.
E antecedendo a isso, a coluna Elas no Espectro, da Vitória Pacheco, trazendo um relato incrível da Bianca Secato, que é uma colunista da Hora do Sabá. Quando uma mulher compartilha sua experiência, ela pode ajudar outras mulheres a reconhecer sinais, procurarem atendimento e a compreender que aquilo que elas vivem não é fraqueza, exagero ou falta de vontade. E essa reflexão sobre cuidado também me leva para Copa do Mundo. Pode parecer uma mudança brusca de assunto, Mas esporte, cultura, saúde e política estão profundamente ligados pela maneira como a gente organiza a nossa sociedade.
Essa Copa do Mundo deixou pra gente uma imagem muito forte sobre o trabalho em equipe. Seleções concentradas em suas grandes estrelas acabaram mostrando os limites do jogo individual. O Brasil depositou todas as expectativas no Neymar e no Vini Jr. A Argentina carregou a busca de Messi por mais uma conquista como um grande artilheiro. Mas nenhum talento, por maior que ele seja, consegue sustentar sozinho um time inteiro. E enquanto isso, seleções como a Noruega, Cabo Verde, Japão e a campeã Espanha mostraram a força da coletividade.
Entraram em campo representando um grupo, um projeto e um povo. Isso dialoga com tudo que a gente tem falado aqui. Protagonismo não é individualismo. E uma liderança verdadeira não apaga o coletivo. Ela reconhece talentos, distribui responsabilidades e cria condições para que todas as pessoas possam contribuir. Então agora a gente vai de mais um bloco musical aqui na Hora do Sampa.
L'État nous rackette, l'État nous plume des pieds à la tête. L'État nous pique jusqu'au dernier cobaye planqué sous le matelas ou dans une chaussette. L'État nous rackette, si tu me crois pas demande à Warren Buffett, George Soros et tous ces traders abjects qui ruinent les nations, qui pillent la planète. BlackRock, Vanguard ou State Street, les fonds de pension détiennent des obligations, bah faut Pour rembourser les intérêts de la dette.
Les Français sont esclaves, ils ont pris perpète. L'État nous rackette, l'État nous plume pied à la tête. L'État nous pique jusqu'au dernier kopeck planqué sous le matelas ou dans une chaussette. Depuis la loi Rothschild en 73, les banquiers impriment la monnaie avec intérêts, braquages organisés. L'État nous baise, l'effondrement du système est programmé. Souveraineté nationale, c'est une plaisanterie. Les traders jouent en bourse comme à Monopoly.
Les chefs d'État complices sont des marionnettes. Ceux qui se rebellent comme Kennedy, ils se mangent une roquette. L'État nous rackette, l'État nous plume des pieds à la tête. L'État nous pique jusqu'au dernier kopeck planqué sous le matelas ou dans une chaussette. T'as travaillé toute ta vie en attendant la retraite qui passe de 62 ans à 65 ans. Mais pour faire encore plus d'économies, on remplace la pré-retraite par l'euthanasie.
Y'a des paradis fiscaux pour les multinationales et pour les députés de l'Assemblée nationale. Parachutes dorés pour les PDG tandis que les prolos croulent sous les impôts. L'État nous rackette, l'État nous plume des pieds à la tête. L'État nous pique jusqu'au dernier kopeck planqué sous le matelas ou dans une chaussette. Taxe foncière, taxe d'habitation, impôt sur le revenu, droits de succession, prélèvements sociaux, taxe sur le carburant, péage autoroutier, PV, TVA.
Tu travailles comme un con pour gagner 2 cacahuètes. Pour remplir un caddie, faut que tu fasses un crédit. Tu t'endettes sur 30 ans pour vivre dans un cagibi. Et dans leur djinn privé, les ministres, c'est la fête. L'État nous rackette, l'État nous plume, il Des pieds à la tête, l'État nous pique jusqu'au dernier Copec planqué sous le matelas ou dans une chaussette. L'État nous rackette, l'État nous plume des pieds à la tête, l'État nous pique jusqu'au dernier Copec planqué sous le matelas ou dans une chaussette. Yeah, massive, l'État nous rackette, faut que ça s'arrête.
Elle te sait pas si t'aimes. Ce soir c'est Tata Night, Rebecca qui fait ça. Elle repousse à plat maille, mais son amoureux est là. Petite fille menacée, la fierté de son beau papa au nez. Mais le week-end faut pas pousser, elle pense qu'à wanner. Dans son papa, non. Il ne veut pas une heure. Quelle danse, quelle danse le Chatain? Non, non, ça va pas. Non, il ne veut pas une heure. Quelle danse quoi? Quelle danse quoi? Quelle danse le Chatain?
Car dans la jungle urbaine, ce soir c'est Chatain Night. Rebecca, elle le traîne, Franjaillé puis s'éclate. Renard et Belette s'enfument à la chicha. Ce côté gros, la fête peut pas gêner Chatain Night. À soir, Rebecca, elle écoute Pipa Pop. C'est Clivet, c'est Wineboots, son bandada. Clivet tourne la tête, même le bandada dit les roses et sucré. Remet un cadavre, il fait ça sans pression. Changer Armel, il est impressionnant. Impressionante!
Ela fez wine, wine, wine, wine, wine. Papai, não, ele não quer dançar. Quer dançar, quer dançar o chata? Não, não, não. Papai, não, ele não quer dançar. Quer dançar, quer dançar, quer dançar o chata? I love the way you look my body. Love the way you move your body.
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Car dans la jungle urbaine, ce soir c'est Chata Night. Rebecca est le trait, son jarié bu ses glaces. Renard et meulette s'enfument à la chicha, se frottent et font la fête. Je peux pas, j'ai Chata Night. Les bad guys, voilà la Chata Night. Les bad guys, voilà la Chata Night. Les bandards, voilà la Chata Night. Non, Rebecca ne veut pas sauter à la caisse. Papai, não, ele não quer dançar. Quele dança? Quele dança o chata? Não, não, não.
Papai, não, ele não quer dançar. Quele dança? Qualquele dança? Qualquele dança o chata? Love the way I look my body. Love the way I move your body.
Love the way I touch my body.
Love the way I look my body. Love the way I move your body. Love the way I touch my body. Night, les bad guys, Roda la Chata Night, les bandas, Roda la Chata Night. Mon Rebecca ne veut pas passer à la caisse d'armes.
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And how happiness is the substitute for É isso aí, Pick Up the Phone.
Escutamos aí a rapper britânica Little Simz feat. Cleo Sol com a música Woman. Escutamos também o grupo L2M com participação de Mr. Aesop. Um grupo que é lá da Ilha da Reunião Francesa, colônia francesa, e eles trouxeram para nós Gepopage Chatanite. E abrindo o bloco, ouvimos Bill Abril com Itanou Raquette, também da França. E se dentro do campo a coletividade fez a diferença, fora dele, a organização do maior evento esportivo do planeta também revelou muitas contradições.
Durante cerca de 40 dias, pessoas de diferentes 20 países olharam para o mesmo lugar e vimos um dos países anfitriões agir muitas vezes como quem deseja garantir vantagens para si sem oferecer aos convidados o mesmo cuidado que cobra dos outros. A desorganização, os problemas de fila, ausência de acolhimento também são políticos. Cuidar é uma forma de organização social e a falta de cuidado nunca é neutra. Essa contradição também aparece na política brasileira, enquanto Eduardo Bolsonaro conquista o direito de permanecer nos Estados Unidos, suas articulações ajudam a prejudicar o Brasil com o tarifaço.
Um patriotismo bastante seletivo protege os interesses da própria família enquanto a conta chega para a população brasileira. E neste Julho das Pretas, a gente assistiu a nova tentativa de desmontar os direitos conquistados pelas mulheres há quase um século. Quem ainda reduz o feminismo a um suposto ódio aos homens continua discutindo um feminismo que nunca existiu. O feminismo trata de dignidade, autonomia, segurança, justiça e condições reais para que as mulheres, especialmente as mulheres negras, indígenas, periféricas, trans e com deficiência, possam viver plenamente.
Bora de Versos em Voz, que nesse episódio a Célia traz aí Cora Coralina e Jo Melo. Começa agora Versos em Voz, uma coluna por Celis Gonçalves.
Hora do Sabá, ano 8, temporada 11, a única revista feminista colaborativa pelas ondas do rádio.
Olá, ouvintes da Hora do Sabá! Eu sou Celis Gonçalves e esta é a coluna Versos em Voz. Aqui lemos poesia, conversamos sobre processos criativos e damos protagonismo a mulheres escritoras. Ressalva: este livro foi escrito por uma mulher que no tarde da vida recria, poetiza sua própria vida. Este livro foi escrito por uma mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando Este livro, versos?
Não.
Poesia?
Não.
Um modo diferente de contar velhas histórias. Cora Coralina não tinha muita escolaridade, mesmo assim escrevia desde a adolescência. Na juventude foi morar em São Paulo, rompeu vários padrões sociais fortíssimos da época e foi impedida pelo marido de participar da Semana da Arte Moderna. Após o falecimento de seu companheiro, ela precisou sustentar sozinha 4 filhos e fazia isso com trabalho de doceira. Longe dos polos urbanos e dos meios intelectuais, passou a registrar seus poemas em pedaços de papel sem o objetivo formal de publicá-los.
Já com 70 anos, resolveu aprender a datilografar, para enfim passar a limpo seus textos e enviá-los à editora. Teve seu primeiro livro publicado aos 75 anos de idade. Sua estreia tardia ocorreu devido à ausência de vínculos institucionais, a marginalização da mulher escritora e a sua vida dedicada ao trabalho doméstico e comercial. Os seus textos só foram reconhecidos quando ela completou 91 anos de idade. Seu processo se baseia na vivência, na memória e na observação atenta do cotidiano.
A poeta transformava suas experiências, dores e a realidade ao seu redor em literatura. Sua poesia não era fruto da imaginação, mas da sublimação da própria existência. Escrevia sobre pessoas, natureza e imposições sociais. Os seus arquivos revelam um uma escrita com muitos rascunhos e até rasuras, até o produto final. Ela fazia um amplo resgate do passado escrevendo sobre suas histórias. Quem também escreve sobre histórias é a Jo Melo, mãe, editora e fundadora do Instituto Mães que Escrevem, criado em 2016.
Foi diagnosticada com autismo na idade adulta e tem hiperfoco em escrita. Escreveu e publicou os livros Os Cinco Sentidos e Pérgolas e lançará em breve sua crônica de estreia Espelho, Espelho Meu. Também é editora e organizadora da coletânea Escrevivências Maternas, além de participar de diversas antologias. É formada em Letras com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital e em Jornalismo Digital e possui mestrado incompleto em Letras pela Unifesp.
No Instagram compartilha textos sobre literatura e autismo com recorte social e racial. Oi, Jo, seja muito bem-vinda, sinta-se em casa.
Ah, eu que agradeço o convite, tô muito feliz que tá aqui, obrigada, viu?
Me conta o que mais exige seu trabalho: começar, desenvolver ou finalizar um texto?
Eu acho acho que finalizar, né? Eu sempre tenho algo a mais a dizer no texto. Eu acho que talvez, né, esse finalizar é o desafio, tá em concluir sem perder a profundidade do que eu tô escrevendo. Quando eu encontro ali o cerne, né, o coração do texto, eu sinto a vontade de ficar destrinchando, de ficar entrando em algum assunto e colocando mais coisas, fazer conexões, amarrar com outra ideia. E eu acho que o meu maior trabalho é equilibrar a intensidade do meu texto e também a clareza, né?
Colocar para fora algo que nasceu do meu coração, da minha cabeça, né, ou do meu olhar, mas de um jeito que também alcance quem tá lendo.
Como você lida com bloqueios criativos?
Eu costumo dizer que a escrita começa na imagem, né? Eu sou uma pessoa muito visual, então quando eu tô travada eu busco arte, eu acesso o Pinterest, vejo fotos aleatórias, salvo as imagens que eu mais gosto. E como eu sou muito visual, né, como eu disse, eu acredito que isso de certa forma me ajude a colocar para fora as palavras. Além disso, né, A minha escrita lá é bastante confessional e também funciona como uma forma de regulação emocional, né?
O que eu tô vivendo, o que eu tô sentindo ou processando geralmente vira texto. Não tô dizendo que as pessoas precisam sofrer para ter ali a sua inspiração, apesar de ser uma marca entre aspas dos poetas, né? Mas O sentir, o conseguir colocar nem que seja palavras soltas no papel, me ajuda muito, né? Depois que eu escrevo, eu guardo o texto e aí eu revisito para tentar lapidar ele para arte. E às vezes nem precisa.
E uma última: existe alguma característica que você reconhece como marca pessoal da sua escrita?
Eu acredito que tenha duas, né? Identificação e a objetividade, o que confronta um pouquinho o que eu acabei de dizer, né? As pessoas, elas costumam dizer que a minha escrita é cirúrgica, e eu até gosto dessa definição porque traduz como uma escrita, né, que vai direto ao ponto. Eu acho que isso tem muito a ver com o meu jeito de me comunicar como pessoa autista. Eu costumo ser bastante direta, né? E ao mesmo tempo tempo, a minha escrita é muito humana e confessional.
Eu gosto de partir das minhas próprias vivências, do que eu realmente vivi e senti, e não apenas do que eu já observei.
Jo, muito obrigada! Eu amei o nosso papo e eu quero saber onde a gente te encontra.
Ah, eu que agradeço de novo pelo espaço. Bom, eu tô no Instagram como @jo Novelo Escritora, e lá eu escrevo sobre autismo e também sou poeta e cronista, e lá eu escrevo muitas coisas referentes ao meu dia a dia como mãe, como mulher negra, como pessoa autista.
Valeu, Jo!
Obrigada!
Na última coluna, o desafio foi: tire um texto da gaveta. O texto escolhido foi da Moura. O medo nos impede de alcançar os melhores voos. Próximo desafio: escreva sobre a sua vivência, envie no direct da página @usolmefalou. Vou escolher um para ler no próximo episódio. Estamos terminando, e se você sentir saudades de mim antes do próximo programa, me procura lá no @usolmefalou.
Falou.
Obrigada por estar aqui. Eu sou Célis Gonçalves e esta foi a coluna Versos em Voz. A poeta que habita em mim saúda a poeta que habita em você.
I'm cowardly, I'm cruel, I'm greedy, I'm rude, I'm jealous, things I never prepared for. I hate the way I sound. We are born for the first time. No one knows how to be human, so I am learning. I can fix it. I try, I can change, I can do it. I wanna know things in life, I always open up to it. I wanna learn to be human, I am. I break things, I make mistakes, I say the wrong word. It is okay, 'cause everybody does. I didn't mean it, I keep trying, and it is okay.
We are born for the first time. No one knows how to be human, so I am learning as I am. I can fix it, I try. I can change, I can do it. I wanna know things in life, I always opened up to it. I wanna learn to be human. Lying. What am I doing here? I'm not the only one questioning it. I can fix it, I try. I can change, I can do it. I want to know things in life, I always open Up to it. I wanna learn to be human like him. I'm still becoming.
You never gave me a second glance. You made it clear that I had no chance. I walked alone, out of your line of sight. But now I'm standing in the light. I wasn't sure. If you ever noticed me before, when I was shy, kind of insecure, you thought you were cool, but just wait and see when you know the real me. I wonder what you're thinking now. You thought you were the king in your small town crown. I bet you're not feeling quite so proud.
I wonder what you're thinking now. You played your games You thought you won. You thought that I was just another anyone. Now when I see you, I notice your stare, but now I don't even care. I wonder what you're thinking now. You thought You were the king in your small top crown. I bet you're not feeling quite so proud. I wonder what you're thinking now. Nights that I spent alone, building dreams that were all my own. Now the world can see me shine.
Seems like the last laugh's truly mine. I wonder what you're thinking now. You thought you were the king in your small-time crown. I bet you're not feeling quite so proud. I wonder what you're thinking now. I wonder what you're thinking now. You thought you were the king in your small-time crown. I bet you're not feeling quite so proud. I wonder what you're thinking now. Come, come and dance with me. Come closer. Come and dance, come and dance with me.
On entre sur la piste, tous les sons nous entraînent. Main levée, on existe, prêt à toucher le ciel. Minuit brise nos chaînes, ton regard me désarme. Ton tempo dans mes veines écrit déjà notre histoire. Come and dance with me. Eu quero o teu fogo nos meus braços. Eu quero sentir o seu êxtase, vibrar ao ritmo de você. Dançar toda a noite, até esquecer quem eu sou. Eu escolho a sua alegria. Romance dance with me. Sous des lumières qu'on plie, nos gestes s'abandonnent dans cette danse égoïste.
Que le ciel pardonne quand la musique paraît. Je réponds à tes accords, tu sais déjà par cœur chaque note que joue mon corps. Oui, mon corps. Come and dance with me. Je veux ton feu dans mes corps. I wanna feel your ecstasy. Vibrer au rythme de toi. Danser toute la nuit jusqu'à oublier qui je suis. Moi, je choisis ta Story. Come and dance with me. When we touch, the room disappear. Your breath against my skin, it's love or death, I fear.
Come and dance Come and come, come and dance with me. Come to dance with me. Come and dance with me. Je veux ton feu dans mes bras. Ton yeux, ton Me relever ivre de toi, danser toute la nuit, que le monde entende nos cris. Moi, je choisis ta folie comme elle est, comme elle est.
Chegamos ao fim desse programa. Vocês acreditam que essa hora passa assim rápido? Eu fico boba como passa rápido a hora aqui. Esse foi mais um episódio da Celis Gonçalves Versos em Voz. A gente ouviu agora Paty Bimani com Come and Dance. Ela que é americana, norte-americana, dos Estados Unidos, Unidos. Jodie Plaza, que também é dos Estados Unidos, com Another Anyone. E abrindo o bloco musical, Acer Hook, To Be Women, não mulheres, humano.
Ela é que tem dupla cidadania chinesa e irlandesa. Eu quero encerrar essa edição prestando solidariedade às famílias venezuelanas atingidas pelos terremotos, as famílias do Brasil, do sul do Brasil, que vivem em estado de alerta com o El Niño, e as famílias espanholas que perderam parentes nos incêndios também causados pela emergência climática. O avanço do El Niño amplia o risco de eventos climáticos extremos e a gente precisa cuidar e nos proteger, mas também cobrar responsabilidade dos governos.
A crise climática não pode continuar sendo tratada como uma surpresa que aparece a cada enchente, a cada seca, terremoto ou incêndio. Há décadas, cientistas e comunidades tradicionais profissionais alertam que não existe vida humana em um planeta adoecido. E há uma ironia muito dolorosa no nosso tempo: muita gente só consegue continuar funcionando porque tá medicada. E eu tô olhando apenas para saúde mental. A medicação pode ser uma ferramenta fundamental de cuidado, mas não pode servir para adaptar indefinidamente a uma sociedade que que acontece.
Precisamos falar de saúde integral, do corpo, da mente, das relações, das cidades, das águas, das florestas e dos territórios onde vivemos. Que a esperança não seja espera passiva, que ela nos mova em direção à saúde dos nossos corpos e ao cuidado com a nossa grande casa, o planeta Terra. E antes de terminar, eu quero agradecer às irmãs Carolina e Catarina Hidrabene pela parceria de sempre. E eu já deixo registrado aqui para vocês, mulheres da Casa Azul Jardinagem: quero mais bingos de plantas, quero cantar as bolas e continuar compartilhando aquelas tardes de sábado como foi a deste último sábado, uma alegria contínua.
Porque construir comunidade também é isso, encontrar tempo para brincar, cultivar plantas, trocar afetos e estarmos pontas. Você que escutou essa edição até aqui, essa foi mais uma Hora do Sabá, mais uma Convenção das Bruxas. Se você acredita na força da comunicação independente, conheça e fortaleça a nossa campanha Apoia.se. Seu apoio ajuda essa ciranda a continuar produzindo conteúdo, remunerando mulheres e multiplicando outras narrativas.
Eu sou Sara Mascarenhas, vou ficando por aqui. Agradeço por permitir que vocês deixem eu entrar na sua casa toda semana. Escute mulheres, Porque a mulherada tem voz. Até a próxima!