Episódios de Programa Português

Noticiário Português 02.05.2026

02 de maio de 202613min
0:00 / 13:59
Participantes neste episódio3
A

Andresa Colette

Comentarista
F

Filomeno Lopes

Narrador
M

Mariângela Jaguraba

Comentarista
Assuntos4
  • Crise humanitária no MediterrâneoNaufrágio em Tobruk · Rota de migrantes para Creta
  • Fome e Escassez GlobalCrise de fome em 2026 · Desperdício alimentar
  • Mensagem do PapaAlimentação para todos · Cultura de solidariedade
  • Armas NuclearesSegurança nuclear · Cooperação internacional
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Laudetur Iesus Christus.

Amigas e amigos ouvintes, saudações sororais e fraternais. Sintonizam a Rádio Vaticano a transmitir o seu rádio jornal em língua portuguesa para os ouvintes que nos escutam no continente europeu e pelo mundo fora. Papa Leão XIV no vídeo de intenção de oração para o mês de maio pede para rezarmos juntos por uma alimentação para todos.

através de gestos concretos que transformem a lógica do consumo egoísta em cultura de solidariedade, promover campanhas de sensibilização, bancos alimentares e um estilo de vida sóbrio e responsável, para que ninguém fique excluído da mesa comum.

Pelo menos 17 sudaneses morreram após um barco que seguia para Creta a naufragar perto da cidade Líbia de Tobruk. Em 2026, houve um aumento no número de mortos ao longo da rota do Mediterrâneo Central. Eu sou Filomeno Lopes.

Papa Leão XIV, no vídeo de intenção de oração para o mês de maio, pede para rezarmos juntos por uma alimentação para todos, através de gestos concretos que transformem a lógica do consumo egoísta em cultura de solidariedade. Promover campanhas de sensibilização, bancos alimentares e um estilo de vida sóbrio e responsável para que ninguém fique excluído da mesa comum. Mais promenores com a colega Andresa Colette.

Senhor da Criação, Tu nos diste a terra fecunda e com ela nosso pão de cada dia como signo de Tu amor e providência.

Senhor da criação, Tu nos deste a terra fértil, e com ela o nosso pão de cada dia, como sinal do Teu amor e da Tua providência. Hoje reconhecemos com dor que milhões de irmãos e irmãs continuam a passar fome, enquanto tanto alimento é desperdiçado nas nossas mesas.

Desperta em nós uma nova consciência que aprendamos a agradecer cada alimento, a consumir com simplicidade, a partilhar com alegria e a cuidar dos frutos da terra como um dom teu destinado a todos, não apenas a alguns.

Pai bondoso torna-nos capazes de transformar a lógica do consumo egoísta em cultura de solidariedade, que as nossas comunidades promovam gestos concretos, campanhas de sensibilização, bancos alimentares e um estilo de vida sóbrio e responsável.

Tu nos enviaste o teu amado Filho Jesus, pão partido para a vida do mundo, dá-nos um coração novo, faminto de justiça e sedento de fraternidade. Que ninguém fique excluído da mesa comum e que o teu Espírito nos ensine a olhar para o pão, não como objeto de consumo, mas como sinal de comunhão e cuidado. Amém.

Num mundo em que milhões de pessoas não têm acesso a uma alimentação digna, o Papa Leão XIV eleva a sua voz em oração. A intenção para o mês de maio, por uma alimentação para todos, coloca em destaque um dos desafios mais urgentes da nossa época, a fome e o desperdício alimentar. Através da campanha Reza com o Papa, a Rede Mundial de Oração convida os fiéis e as pessoas de boa vontade.

a se unirem todos os meses às intenções que o pontífice traz no coração. Na sua oração, Leão XIV reconhece com dor que milhões de irmãos e irmãs continuam a passar fome enquanto tantos bens são desperdiçados nas nossas mesas. O pontífice convida a despertar nos crentes uma nova consciência.

Aprender a agradecer cada alimento, a consumir com simplicidade e a partilhar com alegria, entendendo os frutos da terra como um dom de Deus destinado a todos, não apenas a alguns. O Papa pede a Deus que torne as comunidades capazes de transformar a lógica do consumo egoísta numa cultura de solidariedade, promovendo gestos concretos.

A oração conclui um apelo evangélico que ninguém fique excluído da mesa comum. Numa publicação do Programa Alimentar Mundial, 318 milhões de pessoas enfrentarão, em 2026, níveis de crise de fome ou situações ainda mais graves.

O mesmo relatório alerta que o conflito no Oriente Médio poderá empurrar mais de 45 milhões de pessoas para uma situação de fome aguda até meados do ano. Além disso, em 2025 foram confirmadas duas fomes simultâneas em partes de Gaza e do Sudão, as primeiras deste século.

Essa realidade torna-se ainda mais escandalosa quando contrastada com o desperdício alimentar global. De acordo com o relatório sobre o índice de desperdício alimentar do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o mundo desperdiça mais de mil milhões de toneladas de alimentos. Além disso, a perda e o desperdício de alimentos constituem um grave problema climático.

uma vez que geram entre 8% e 10% das emissões globais de gases com efeito estufa. Um paradoxo global que o Papa Leão XIV coloca no centro da sua oração para este mês de maio. O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, o padre Cristóbal Fones, sublinhou a urgência dessa intenção de oração e a proximidade pessoal do Papa com essa causa.

Ele disse, essa intenção nasce do coração do Papa, dói a ele profundamente que tantas pessoas no mundo não tenham acesso a algo tão essencial e tão humano como é o alimento. Por isso, ele nos convoca a todos a não ficarmos indiferentes, mas a agir com determinação a partir da oração e de gestos concretos de solidariedade.

A Rede Mundial de Oração do Papa recorda que essa intenção não é apenas um apelo à contemplação, mas à ação. Leão XIV convida as comunidades a promoverem iniciativas concretas, bancos alimentares, campanhas de sensibilização, redução do desperdício doméstico, entendendo que o pão não é um objeto de consumo, mas um sinal de comunhão e cuidado.

não como um objeto de consumo, mas como um signo de comunhão e cuidado. Amém.

A missão permanente da Santa Cé fala nas Nações Unidas na Conferência da Revisão das Partes do TNP, o apelo à comunidade internacional para impedir que o medo se torne o fundamento da segurança. Mais promenores com a colega Mariângela Jaguraba.

Todos os estados têm o direito de desenvolver o uso pacífico da energia nuclear em plena conformidade com suas obrigações de não proliferação. No entanto, os mais altos padrões de segurança, proteção e responsabilidade ambiental são necessários, visto que a proteção das instalações nucleares, especialmente em situações de conflito armado, é uma preocupação urgente para a comunidade internacional.

Foi o que a Santa Sé reiterou numa declaração da Missão Permanente de Observação junto à ONU por ocasião da 11ª Conferência de Revisão das Partes do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares, realizada em Nova Iorque em 29 de abril.

A Santa Sé salienta que hoje os próprios fundamentos da segurança estão sendo severamente testados por ataques a instalações nucleares, pela modernização dos arsenais nucleares e por tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, que estão cada vez mais integradas aos sistemas militares e nucleares, cujas implicações ainda não são totalmente compreendidas.

Nesse contexto, o Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares continua sendo uma estrutura essencial, assim como a entrada em vigor do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares e o progresso rumo à negociação de um tratado sobre a cessação da produção de material físico.

A Santa Sé, portanto, enfatiza o papel central do Tratado de Não-Proliferação como a pedra angular do regime global de não-proliferação, indicando a necessidade indispensável de todas as suas disposições serem implementadas integralmente e de forma equilibrada, a fim de preservar a integridade do tratado e promover a confiança e a responsabilidade entre os Estados.

Daí a indicação de que as zonas livres de armas nucleares permanecem hoje uma expressão regional tangível de um compromisso compartilhado com a paz e a segurança, razão pela qual se revela particularmente importante o estabelecimento de tal zona no Oriente Médio.

Neste momento atual de profunda gravidade para a comunidade internacional em meio ao iminente ressurgimento da retórica que contempla o uso de armas nucleares, afirma a Santa Sé, a cooperação internacional, particularmente através da Agência Internacional de Energia Atômica, é essencial.

Um uso pacífico da energia nuclear, explica a Santa Sé, contribui para o desenvolvimento, a promoção de relações de confiança e cooperação colocadas a serviço da dignidade humana e do bem comum. Diante dos atuais desafios sérios, é a conclusão, a comunidade internacional é chamada a cumprir suas responsabilidades e a comunidade internacional é chamada a cumprir suas responsabilidades.

seguindo as diretrizes do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, para evitar que o medo se torne o fundamento da segurança e, portanto, uma característica permanente das relações internacionais.

Um barco com 33 migrantes sudaneses a bordo naufragou no mar Mediterrâneo, a cerca de 100 quilômetros da costa da cidade de Tobruk, no leste da Líbia. O número de mortos confirmados até o momento é de pelo menos 17, com 9 desaparecidos, segundo informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, ACNUR. A Organização Internacional para as Migrações informou...

que, quando os sobreviventes foram resgatados, estavam à deriva no mar, havia dias. Alguns dos migrantes teriam morrido de fome e sede. O barco que havia partido de Tobruk seguia para a ilha grega de Creta quando naufragou a cerca de 60 milhas náuticas da cidade Líbia.

A Organização Internacional das Migrações, OIM, também afirmou que 2026 teve o início de ano mais letal para migrantes que atravessam o Mediterrâneo desde 2014. Somente no Mediterrâneo Central, 765 migrantes já morreram, um aumento de 150% em comparação com o mesmo período do ano passado.

No início de abril, aproximadamente 80 migrantes naufragaram ao tentar atravessar o Mediterrâneo a partir da costa da Líbia. Esta última tragédia envolvendo migrantes que partiram de Tubruc confirma o surgimento de uma nova rota utilizada por migrantes para chegar à Europa, a do leste da Líbia para Creta.

De acordo com dados da ONU, aproximadamente 2.500 pessoas chegaram à costa da Creta, vindas de Tobruk, em 2026, principalmente migrantes do Sudão, Afeganistão, Bangladesh e Egito. Segundo a ONG grega Refugee Support Agent, esse fluxo quadruplicou no último ano.

E ponto final, nesta nossa edição de hoje, nós voltamos amanhã, sempre à mesma hora, fiquem bem e até amanhã, se Deus quiser. Ale, laudator, Jesus Christus.

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