Episódios de Programa Português

Programa Português para África 02.05.2026

02 de maio de 202627min
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Alberto Maggi

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A

Andresa Colette

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C

Cristóbal Fones

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M

Manuel João Pereira Corrêa

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Assuntos5
  • Mensagem do PapaAlimentação para todos · Cultura de solidariedade
  • Tragédia de migrantes no MediterrâneoNaufrágio de migrantes sudaneses · Aumento de mortes no Mediterrâneo
  • Tendências alimentaresCrise de fome em 2026 · Impacto climático do desperdício
  • Guerra no Oriente MédioFome aguda em 2026
  • Missão da Santa Sé na ONUTratado de Não-Proliferação Nuclear
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Laudetur Iesus Christus

Papa Leão XIV, no vídeo de intenção de oração para o mês de maio, pede para rezarmos juntos por uma alimentação para todos através de gestos concretos que transformam a lógica do consumo egoísta em cultura de solidariedade.

Promover campanhas de sensibilização, bancos alimentares e um estilo de vida sobre e responsável para que ninguém fique excluído da mesa comum. As reflexões litúrgicas sobre o evangelho deste quinto domingo da Páscoa, estes e outros os principais temas para desenvolver já já nesta nossa edição de hoje. Boa e serena audição.

Papa Leão XIV, no vídeo de intenção de oração para o mês de maio, pede para rezarmos juntos por uma alimentação para todos, através de gestos concretos que transformem a lógica do consumo egoísta em cultura de solidariedade. Promover campanhas de sensibilização, bancos alimentares e um estilo de vida sóbrio e responsável para que ninguém fique excluído da mesa comum. Mais promenores com a colega Andresa Colette.

Senhor da Criação, Tu nos diste a terra fecunda e com ela nosso pão de cada dia como signo de Tu amor e providência.

Senhor da criação, Tu nos deste a terra fértil, e com ela o nosso pão de cada dia, como sinal do Teu amor e da Tua providência. Hoje reconhecemos com dor que milhões de irmãos e irmãs continuam a passar fome, enquanto tanto alimento é desperdiçado nas nossas mesas.

Desperta em nós uma nova consciência que aprendamos a agradecer cada alimento, a consumir com simplicidade, a partilhar com alegria e a cuidar dos frutos da terra como um dom teu destinado a todos, não apenas a alguns.

Pai bondoso torna-nos capazes de transformar a lógica do consumo egoísta em cultura de solidariedade, que as nossas comunidades promovam gestos concretos, campanhas de sensibilização, bancos alimentares e um estilo de vida sóbrio e responsável.

Tu nos enviaste o teu amado Filho Jesus, pão partido para a vida do mundo, dá-nos um coração novo, faminto de justiça e sedento de fraternidade. Que ninguém fique excluído da mesa comum e que o teu Espírito nos ensine a olhar para o pão, não como objeto de consumo, mas como sinal de comunhão e cuidado. Amém.

Num mundo em que milhões de pessoas não têm acesso a uma alimentação digna, o Papa Leão XIV eleva a sua voz em oração. A intenção para o mês de maio, por uma alimentação para todos, coloca em destaque um dos desafios mais urgentes da nossa época, a fome e o desperdício alimentar.

Através da campanha Reza com o Papa, a Rede Mundial de Oração convida os fiéis e as pessoas de boa vontade a se unirem todos os meses às intenções que o pontífice traz no coração. Na sua oração, Leão XIV reconhece com dor que milhões de irmãos e irmãs continuam a passar fome enquanto tantos bens são desperdiçados nas nossas mesas.

O pontife se convida a despertar nos crentes uma nova consciência, aprender a agradecer cada alimento, a consumir com simplicidade e a partilhar com alegria, entendendo os frutos da terra como um dom de Deus destinado a todos, não apenas a alguns.

O Papa pede a Deus que torne as comunidades capazes de transformar a lógica do consumo egoísta numa cultura de solidariedade, promovendo gestos concretos. A oração conclui um apelo evangélico que ninguém fique excluído da mesa comum.

Numa publicação do Programa Alimentar Mundial, 318 milhões de pessoas enfrentarão, em 2026, níveis de crise de fome ou situações ainda mais graves. O mesmo relatório alerta que o conflito no Oriente Médio poderá empurrar mais de 45 milhões de pessoas para uma situação de fome aguda até meados do ano.

Além disso, em 2025 foram confirmadas duas fomes simultâneas em partes de Gaza e do Sudão, as primeiras deste século. Essa realidade torna-se ainda mais escandalosa quando contrastada com o desperdício alimentar global.

De acordo com o relatório sobre o índice de desperdício alimentar do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o mundo desperdiça mais de mil milhões de toneladas de alimentos. Além disso, a perda e o desperdício de alimentos constituem um grave problema climático.

uma vez que geram entre 8% e 10% das emissões globais de gases com efeito estufa. Um paradoxo global que o Papa Leão XIV coloca no centro da sua oração para este mês de maio. O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, o padre Cristóbal Fones, sublinhou a urgência dessa intenção de oração e a proximidade pessoal do Papa com essa causa.

Ele disse, essa intenção nasce do coração do Papa. Dói a ele profundamente que tantas pessoas no mundo não tenham acesso a algo tão essencial e tão humano como é o alimento. Por isso, ele nos convoca a todos a não ficarmos indiferentes, mas a agir com determinação a partir da oração e de gestos concretos de solidariedade.

A Rede Mundial de Oração do Papa recorda que essa intenção não é apenas um apelo à contemplação, mas à ação. Leão XIV convida as comunidades a promoverem iniciativas concretas, bancos alimentares, campanhas de sensibilização, redução do desperdício doméstico, entendendo que o pão não é um objeto de consumo, mas um sinal de comunhão e cuidado.

E que o Espírito nos ensine a mirar o pan, não como um objeto de consumo, mas como um signo de comunhão e cuidado. Amém.

A missão permanente da Santa C fala nas Nações Unidas na Conferência da Revisão das Partes do TNP, o apelo à comunidade internacional para impedir que o medo se torne o fundamento da segurança. Mais promenores com a colega Mariângela Jagoura.

Todos os estados têm o direito de desenvolver o uso pacífico da energia nuclear em plena conformidade com suas obrigações de não proliferação. No entanto, os mais altos padrões de segurança, proteção e responsabilidade ambiental são necessários, visto que a proteção das instalações nucleares, especialmente em situações de conflito armado, é uma preocupação urgente para a comunidade internacional.

Foi o que a Santa Sé reiterou numa declaração da Missão Permanente de Observação junto à ONU por ocasião da 11ª Conferência de Revisão das Partes do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares, realizada em Nova Iorque em 29 de abril.

A Santa Sé salienta que hoje os próprios fundamentos da segurança estão sendo severamente testados por ataques a instalações nucleares, pela modernização dos arsenais nucleares e por tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, que estão cada vez mais integradas aos sistemas militares e nucleares, cujas implicações ainda não são totalmente compreendidas.

Nesse contexto, o Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares continua sendo uma estrutura essencial, assim como a entrada em vigor do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares e o progresso rumo à negociação de um tratado sobre a cessação da produção de material físico.

A Santa Sé, portanto, enfatiza o papel central do Tratado de Não-Proliferação como a pedra angular do regime global de não-proliferação, indicando a necessidade indispensável de todas as suas disposições serem implementadas integralmente e de forma equilibrada, a fim de preservar a integridade do tratado e promover a confiança e a responsabilidade entre os Estados.

Daí a indicação de que as zonas livres de armas nucleares permanecem hoje uma expressão regional tangível de um compromisso compartilhado com a paz e a segurança, razão pela qual se revela particularmente importante o estabelecimento de tal zona no Oriente Médio.

Neste momento atual de profunda gravidade para a comunidade internacional em meio ao iminente ressurgimento da retórica que contempla o uso de armas nucleares, afirma a Santa Sé, a cooperação internacional, particularmente através da Agência Internacional de Energia Atômica, é essencial.

Um uso pacífico da energia nuclear, explica a Santa Sé, contribui para o desenvolvimento, a promoção de relações de confiança e cooperação colocadas a serviço da dignidade humana e do bem comum. Diante dos atuais desafios sérios, é a conclusão, a comunidade internacional é chamada a cumprir suas responsabilidades

seguindo as diretrizes do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, para evitar que o medo se torne o fundamento da segurança e, portanto, uma característica permanente das relações internacionais.

Um barco com 33 migrantes sudaneses a bordo naufragou no mar Mediterrâneo, a cerca de 100 quilômetros da costa da cidade de Tobruk, no leste da Líbia. O número de mortos confirmados até o momento é de pelo menos 17, com nove desaparecidos, segundo informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

A CNUR, a Organização Internacional para as Migrações, informou que, quando os sobreviventes foram resgatados, estavam à deriva no mar, havia dias. Alguns dos migrantes teriam morrido de fome e sede. O barco que havia partido de Tobruk seguia para a ilha grega de Creta quando naufragou a cerca de 60 milhas náuticas da cidade Líbia.

A Organização Internacional das Migrações, OIM, também afirmou que 2026 teve o início de ano mais letal para migrantes que atravessam o Mediterrâneo desde 2014. Somente no Mediterrâneo Central, 765 migrantes já morreram, um aumento de 150% em comparação com o mesmo período do ano passado.

No início de abril, aproximadamente 80 migrantes naufragaram ao tentar atravessar o Mediterrâneo a partir da costa da Líbia. Esta última tragédia envolvendo migrantes que partiram de Tubruc confirma o surgimento de uma nova rota utilizada por migrantes para chegar à Europa, a do leste da Líbia para Creta.

De acordo com dados da ONU, aproximadamente 2.500 pessoas chegaram à costa da Creta vindas de Tobruk em 2026, principalmente migrantes do Sudão, Afeganistão, Bangladesh e Egito. Segundo a ONG grega Refugee Support Agent, esse fluxo quadruplicou no último ano.

Amor, não a buscar. Amor, amor, amor, amor. São colombistre.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos

Não se perturbe o vosso coração. Se acreditas em Deus, acreditai também em mim. Em casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar. Quando eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que onde eu estou estejais vós também.

Para onde eu vou, conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé, Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? Respondeu-lhe Jesus, eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se me conhecesseis, conhecerias também o meu Pai. Mas desde agora já o conheceis e já o vistes. Disse-lhe Filipe, Senhor, mostra-nos o caminho.

Jesus, há tanto tempo que estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer mostra-nos o Pai? Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo

Por mim próprio. Mas é o Pai, permanecendo em mim, que faz as obras. Acreditai-me. Eu estou no Pai, e o Pai está em mim. Acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará também as obras que eu faço. E fará obras ainda maiores, porque eu vou para o Pai.

Palavra da Salvação

O Evangelho para este quinto domingo da Páscoa, ano A, é tirado do capítulo 14 de São João, versículos 1 a 12, onde ouvimos as famosas palavras de Jesus aos discípulos. Em casa de meu pai há muitas moradas. Vou preparar-vos um lugar. O comentário ao Evangelho e à liturgia do dia é da autoria do missionário combuniano, padre Manuel João Pereira Corrêa.

O nosso muito obrigado ao Padre Manuel João e promessa de comunhão fraterna na oração. Com os últimos domingos do tempo pascal, entramos na preparação das festas da Ascensão e do Pentecostes. São os domingos da despedida.

No Evangelho de hoje e do próximo domingo, escutaremos algumas passagens do capítulo 14 de São João, tiradas do discurso de despedida de Jesus durante a última ceia. Trata-se do seu testamento antes da paixão e da morte.

Por que retomar estes textos precisamente no período pascal? A Igreja segue a antiga tradição de ler, durante este tempo, os cinco capítulos do Evangelho de João relativos à última ceia, dos capítulos 13 ao 17.

nos quais Jesus apresenta o sentido da sua Páscoa. Além disso, poderíamos dizer que, tratando-se do seu legado, o testamento deve ser aberto depois da sua morte. Jesus deixa-nos a sua herança, os seus bens, a nós, seus herdeiros. Não se perturbe o vosso coração, nos diz Jesus no Evangelho.

O texto evangélico de hoje é um dos mais densos do Evangelho de João. O contexto, depois do anúncio da traição e da sua morte violenta, é triste e dramático.

Jesus não esconde aos céus a gravidade daquela hora, mas consola-os, convida-os à confiança. É a hora da prova, da crise. A noite desce sombria no coração de todos. É uma palavra dirigida também a nós que, depois da exultação pascal, voltamos a cair na dureza da nossa vida cotidiana.

Credes em Deus, crede também em mim, é a palavra de ordem. Vou preparar-vos um lugar. Na passagem evangélica, encontramos cerca de dez vezes verbos e substantivos ligados ao movimento. O homem é um caminhante, um viandante, homo viator, segundo Gabriel Marcel.

Também a fé implica pôr-se a caminho. Sai da tua terra, para a terra que eu te indicar, como lemos no capítulo 12, versículo 1 do livro do Gênesis. Assim foi para Abraão e assim continua a ser para nós.

A Bíblia está cheia de estradas e caminhos, de bifurcações e encruzilhadas. Feliz o homem que traz no coração os teus caminhos. Diz o Salmo 84, versículo 6. Para o homem bíblico e para Jesus, o caminho tem uma orientação precisa. Deus, o Pai. Santo Inácio de Antioquia, na sua carta aos Romanos,

Capítulo 7, versículo 2, exprime assim a sua experiência. Uma água viva murmura dentro de mim e diz-me, vem para o Pai. Infelizmente, hoje parece faltar o sentido da vida, a sua orientação.

Cumpre-se aquilo que disse certa vez o dramaturgo francês Eugène Ionesco, que viveu de 1909 a 1994. O mundo perdeu o caminho, dizia ele, não porque faltem ideologias guia, mas porque elas não levam a parte alguma. Na gaiola do seu planeta, os homens movem-se em círculo.

porque se esqueceram de que podem olhar para o céu. Embora estejamos a caminho, o nosso coração procura o repouso. A promessa de Deus é precisamente entrar no seu repouso. Como diz a Carta aos Hebreus, capítulo 4, versículo 1. Não se trata de um repouso passageiro, mas do repouso de quem sente que chegou à casa, à sua morada.

Jesus, com a sua Páscoa, abre-nos o caminho. Vai preparar-nos essa morada e depois voltará para nos levar consigo. Esta morada é a casa do Pai. Porque cada um habita onde é amado, comenta o biblista jesuíta Silvano Fauci, que viveu de 1940 a 2015. E a minha morada onde está?

Onde me sinto em casa, conhecido, apreciado e amado? É aí que se encontra a minha identidade, o meu verdadeiro eu. O coração do Pai é verdadeiramente a minha morada? Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Diz o Senhor a Tomé. Jesus supõe que os apóstolos o tenham compreendido e para onde eu vou, vós conheceis o caminho.

mas, na verdade, não compreenderam nada. Como, aliás, talvez também nós não tenhamos compreendido nada. Tomé, homem prático e concreto, é o portavoz deles e também o nosso. Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?

E aqui Jesus dá-nos uma sua surpreendente e novíssima autodefinição. Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Caminho, verdade e vida. Três palavras que, no fundo, se equivalem e podem aplicar-se ao próprio Deus.

O caminho é o amor. A verdade é o amor. A vida é o amor. E Jesus acrescenta, ninguém vai ao Pai senão por mim. Jesus é o mediador entre Deus e a humanidade.

não como um intermediário neutro entre os dois, mas como aquele que assume em si ambos. Quem me viu, viu o Pai, diz o Senhor Jesus a Filipe. Neste momento...

Ao ouvir Jesus falar tanto do Pai, intervém Filipe, mais idealista e sonhador, e faz uma belíssima oração. Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. É o sonho de Moisés.

como lemos no livro do Êxodo, capítulo 33, versículos 18 a 20. E o desejo secreto de todo homem, quando irei contemplar o rosto de Deus? Nos diz o salmista, no Salmo 42, versículo 3, e Salmo 27, versículos 8 a 9.

Diante deste pedido, porém, Jesus fica decepcionado. Há tanto tempo estou convosco e tu não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? Por três vezes, Jesus repete esta habitação recíproca. Eu estou no Pai e o Pai está em mim.

Poderia ser a mesma decepção que Jesus sente diante de nós. Mas como? Há tantos anos estás comigo, vês aquilo que faço e escutas a minha palavra e ainda não me conheces? Quando eu te lavava os pés.

Era o próprio Pai ajoelhado diante de ti. Comenta então, de modo provocador, o biblista italiano Alberto Maggi. Jesus não é como Deus, que não conhecemos. É Deus que é como Jesus. Cristo é a revelação plena do Pai.

a imagem perfeita do Deus invisível. Diz São Paulo na Carta aos Colossenses, capítulo 1, versículo 15. Aquilo que era invisível no Filho era o Pai, e aquilo que era visível no Filho era o Pai. Conclui Santo Ireneu. O que Jesus diz revoluciona completamente a nossa noção de Deus.

O monge Enzo Bianchi, fundador da comunidade de Bose, numa entrevista de alguns anos atrás, quando lhe perguntaram quem era Deus para ele, respondeu Sempre percebi a palavra Deus como ambígua, insuficiente.

Sinto uma relação muito forte com Jesus Cristo. Penso que irei a Deus, que o conhecerei, através de Jesus Cristo. Mas não sei quem é Deus. Não sabemos nada. Ninguém jamais o viu. Falamos demasiado dele sem o conhecer. Na minha opinião, um dos maiores erros é continuar a falar de Deus quando Deus permanece incognoscível.

o mistério. Para mim, basta Jesus Cristo, que me conduzirá a Ele. Não gasto tempo a discutir sobre Deus ou a anunciar Deus. E no comentário ao Evangelho de hoje diz, às vezes pergunto-me se nós cristãos

herdeiros do mundo grego, não acabamos por professar um teísmo com uma camada cristã. Devemos ter a coragem de dizer que, para nós cristãos, Deus é uma palavra insuficiente. Em conclusão, nestes tempos de incerteza ou até de desorientação, sejamos também concretos como Tomé e perguntemos por lá, até mesmo,

Jesus, para onde vamos? Ele nos responderá, segue-me, eu sou o caminho. Se temos um coração ansioso por ver o Pai, no contexto de um mundo e de uma história tão atribulados, repitamos também com Filipe, Senhor, mostra-nos o Pai. E Jesus continuará a responder-nos, olha para mim, escuta-me, o Pai está no meu modo de amar.

de servir, de perdoar, de lavar os pés. Se queres saber quem é Deus, não o procures longe. Olhe para Jesus e deixe-te conduzir por Ele à casa do Pai. Bom domingo e bom início da semana para todas e todos.

Vieram as tribulações, foste, ó Deus, o meu rochedo, onde eu me abriguei, nas batalhas que enfrentei, és um Deus vitorioso.

Como irei retribuir ao meu Deus e meu Senhor, por todo o bem que Ele me fez, por toda a graça que me deu, como irei agradecer.

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