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Visão de África

05 de maio de 20263min
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Zâmbia sob pressões.

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  • Investimento em Cobre ZâmbiaZâmbia · Estados Unidos · China · Bill Gates · Cobre · Data centers · Inteligência artificial
  • Direitos HumanosZâmbia · China · Taiwan · Direitos Humanos
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A Zâmbia, para usarmos uma expressão assim muito da rua, parece entalada entre os Estados Unidos e a China. E no caso dos Estados Unidos, entalada duas vezes, porque está entre declarações do embaixador que apresentou despedidas e foi para Washington e iniciativa privada norte-americana. Ora, a iniciativa privada norte-americana vem de grandes empresas que têm origem em Silicon Valley. E entre outras personalidades envolvidas no investimento está Bill Gates.

Trata-se da exploração de uma grande mina de cobre, e o cobre é fundamental hoje, não é terra rara, mas é um dos minerais estratégicos cruciais, por exemplo, para os data centers, para o funcionamento de toda a rede, inclusive de inteligência artificial.

Os participantes na cerimônia de inauguração, incluindo o próprio presidente da Zâmbia, disseram então que é um avanço muito grande, é uma participação da Zâmbia nos avanços à escala internacional em matéria de novas tecnologias.

É claro que há também os críticos, dizendo que a Zâmbia fez concessões demais, mas o grupo norte-americano, esse considera-se satisfeito a dois níveis, quer dizer, ao nível de que obtém o produto e a nível de que a Zâmbia vai ter muitos lucros com este investimento.

Todo o grupo de Bill Gates, por exemplo, está muito preocupado com este segundo aspecto. Mas o embaixador norte-americano, que cessou as suas funções em Lusaca, fez um discurso de despedida onde sublinhou que a Zâmbia estava novamente corrompida e que estava inclusive, bom, caiu realmente um pouco no ranking da transparência internacional e que estava então numa situação em que a corrupção está a prejudicar os investimentos.

É claro que o governo zambiano aí reagiu, não contava com isso. O governo zambiano reagiu.

dizendo que a acusação era falsa. Em Lusaca, as duas notícias são postas em paralelo, mas não é só em Lusaca, em Washington também, inclusive até Bloomberg está a dar destaque a este facto. E não se vê a ligação direta entre uma coisa e outra, vê-se realmente duas linguagens vindas dos Estados Unidos, quer se fala a nível do público, portanto da administração, ou a nível do privado, porque o embaixador não tirou aquelas acusações da cabeça dele, nem as ia fazer sem consulta ao Departamento de Estado.

Agora, em relação à China, é uma intervenção que não se sabe muito bem se a China realmente agiu da forma como se diz em Nova Iorque e da forma como se diz em Lusaca na rua, porque a nível público ainda não se fala nada, mas uma conferência muito importante de direitos humanos que ia ter lugar na capital, em Lusaca, organizada por entidades que, inclusive, têm sede em Nova Iorque.

Disseram que a conferência não vai ter lugar. De facto, a nível governamental zambiano, o que se diz é que a sociedade civil e alimentos da sociedade civil de Taiwan, que deviam participar na conferência, então foram desconvidados. E isto é atribuído em Lusaka, este desconvite é atribuído em Lusaka a pressões da China. É ou não é?

que foi um cálculo apenas da própria Zâmbia e as pressões não foram assim tão grandes. Ou então, por outro lado, como se diz em Lusaka, as pressões foram muito grandes. Foram com ameaças, inclusive, no plano do investimento. Portanto, a Zâmbia está assim. Este é um acontecimento que realmente nenhum outro país africano está livre.

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